CD comemora 30 anos de revolução na indústria fonográfica

O CD completou, no dia 1º de outubro, três décadas de revolução digital na indústria fonográfica, por meio da Sony e Philips.

No dia 1º de outubro de 1982 saía à venda no Japão o primeiro reprodutor comercial de discos compactos, o CDP-101. O aparelho custava, aproximadamente, R$ 4,3 mil e pesava nada menos que 7,6 quilos.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o tamanho do CD foi determinado pelo uso das populares fitas cassetes. formato criado pela Philips no começo dos anos 60, que tinham 11,5 centímetros. No entanto, como essa proporção só seria capaz de armazenar uma hora de música gravada, a Sony decidiu aumentar meio centímetro (os 12 atuais) para fixar sua capacidade em 74 minutos.

Tudo isso levando em consideração, também, a portabilidade que esse tamanho daria para os usuários: era preciso que o CD coubesse em um bolso de jaqueta, por exemplo.

O sucesso foi tanto que, no final de 1984, a Sony lançou o primeiro reprodutor portátil de CDs, o famoso “discman”.

Agora, com as opções de aparelhos ultra pequenos que armazenam músicas baixadas da internet, o CD não é tão procurado. Mesmo assim, para comemorar os 30 anos da chegada do CD ao mercado, a Universal Music lançou no Japão uma série especial de CDs, incluindo a nona sinfonia de Beethoven.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

*Com informações do site do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: Cultura e Mercado

Miró, Picasso e Sorolla não sabem o que é crise financeira

por EFE

Concha Carrón. Madri, 26 jun (EFE).- A tela “Estrela Azul”, de Juan Miró, acaba de ser leiloada em Londres por US$ 37 milhões, cifra que chama ainda mais atenção pelo atual contexto econômico, no qual obras de outros artistas alcançaram números que confirmam que a arte, se for boa, não entende de crise, principalmente quando os investidores buscam ativos que fogem dos papéis do governo ou de ações de empresas que enfrentarão crises por um longo tempo.

O caso de Miró não é isolado, como mostra o leilão de arte impressionista e moderna realizado há alguns dias na casa Christie’s de Londres, na qual o óleo “Mulher Sentada”, de Pablo Picasso, foi cotada em 10,6 milhões de euros (US$ 13,4 milhões), muito acima do preço estimado.

“Estrela Azul” foi leiloado na terça-feira, dia 19 de junho, na londrina Sotheby’s, em um leilão no qual atingiu preço recorde para uma obra do pintor catalão. Descrito pelo próprio Miró como um “ponto-chave” em sua trajetória artística, o quadro incorpora símbolos e elementos surrealistas que o artista repetiria em suas obras e a característica cor azul que influenciaria, além disso, pintores como o letão Mark Rothko e o francês Yves Klein.

Mas esses não são os únicos exemplos de arte como refúgio seguro na crise, como prova a venda, há apenas dois meses, de “O Grito”, do norueguês Edvard Munch – um dos maiores ícones da história da arte – como a obra de arte contemporânea mais cara de um leilão, ao chegar aos 95 milhões de euros (US$ 120 milhões) durante um leilão na Sotheby’s de Nova York.

Munch bateu assim o recorde de um leilão de arte contemporânea arrematado em 2010 por “Nu, Folhas Verdes e Busto”, na qual Picasso retratava a sua amante Marie-Thérèse Walter, vendido por 83 milhões de euros (US$ 106,5 milhões). No mesmo leilão de “Estrela Azul”, o quadro “Homem Sentado”, de Pablo Picasso, foi vendido por 7,6 milhões de euros (US$ 9,6 milhões), o que confirma que as obras do malaguenho estão entre as mais valorizadas da pintura espanhola.

Assim, a representação de outra das musas e amantes de Picasso, Dora Maar, em “Mulher Sentada em uma Poltrona”, alcançou recentemente em Nova York os 22,8 milhões de euros (US$ 29,2 milhões). Mas o florescimento da arte espanhola não atinge apenas os artistas mortos, encontra seu reflexo entre os pintores vivos, como Miquel Barceló e Antonio López, dois dos mais cotados artistas espanhóis.

Há apenas um ano, em junho de 2011, a obra sobre touradas de Miquel Barceló “Faena de Muleta” era vendida na galeria londrina Christie’s por 4,42 milhões de euros (US$ 5,6 milhões). Barceló batia assim o recorde anterior em uma venda em leilão de um artista vivo espanhol, Antonio López, cuja obra “Madri Desde Torres Brancas”, pintada entre 1976 e 1982, recebeu em 2007 o lance de 1,74 milhão de euros (US$ 2,2 milhões) na mesma galeria.

Entre os pintores nacionais mais cotados fora das fronteiras espanholas está Juan Gris (1887-1927), com a venda de obras como “Violon et guitare”, por 20,1 milhões de euros (US$ 25,5 milhões) em Nova York, há um ano e meio. Mas indubitavelmente um dos mais conhecidos é o “pintor da luz”, o valenciano Joaquín Sorolla, do quem acabam de leiloar “Pescadores. Barcas Varadas” e “Pescador de Bagatelas” por 1,15 milhão de euros (US$ 1,4 milhão) e mais de 595 mil euros (US$ 744 mil), respectivamente.

Os compradores de ambas as obras-primas, colecionadores particulares dos Estados Unidos e da Ásia, adquiriram telas pintadas no período de maturidade do autor, entre 1908 e 1910, quando retornou a Valência após ter atingido sucesso internacional. Outros quadros do mestre valenciano, como “O Pescador”, também alcançaram, com 3,9 milhões de euros (US$ 4,9 milhões), preços de venda acima do máximo estimado, da mesma forma que “Crianças na Praia”, leiloado por 2,3 milhões de euros (US$ 3 milhões).

No entanto, nem todos os momentos são bons para a arte, como aconteceu em junho de 2010 com o leilão de dois quadros de Sorolla, “O Batismo”, de costumes, e a paisagem “Dia de Tempestade”. Ambos foram vendidos em Londres pelo preço mínimo estimado pela Sotheby’s, 800 mil euros (US$ 1 milhão) e 180 mil euros (mais de US$ 227 mil), respectivamente, em um leilão dedicado à pintura europeia, que teve resultado decepcionante para a coleção espanhola. EFE

Fonte: IG

Álbums superam faixas e se reafirmam como carro-chefe da indústria fonográfica

Nota da editora do Catarse Musical:

Em matéria para a BBC Brasil, em Londres, Rodrigo Pinto discorre sobre a melhoria das vendas de álbuns na Grã-Bretanha. Mas acredito ser muito cedo para falar sobre “álbuns como carro-chefe da indústria”. Acho que vale esperar um pouco mais para ver como o mercado se movimenta no mundo para, aí sim, indicar o início de alguma nova tendência.

 

Eis a matéria:

por Rodrigo Pinto

O surpreendente desempenho dos álbuns na Grã-Bretanha ajudou a reafirmar o formato como carro-chefe da indústria fonográfica, apesar das várias previsões de que ele estaria com os dias contados por causa do avanço dos downloads de faixas individuais.

Dados recentes mostram que a receita com o download de álbuns completos ultrapassou a de downloads de faixas individuais por dois trimestres consecutivos – o último do ano passado e o primeiro deste ano.

De acordo com a British Phonograph Industry (BPI), entidade que representa a indústria da música na Grã Bretanha, a receita com o álbuns completos para baixar cresceu 22,7% nos primeiros três meses de 2012.

“Esta é uma boa notícia. E mostra que as pessoas ainda querem conhecer o artista através de seus álbuns”, avalia o DJ Gilles Peterson, sobre o aumento das receitas com LPs, ainda que no formato digital. “Mas os lucros ainda são os mais baixos da história”, pondera ele, que é dono do selo Brownswood Recordings e DJ de um programa na BBC Radio 6.
Com a revolução no consumo de música promovida pela popularização da internet nos anos 90 e 00, não foram poucos os músicos, jornalistas especializados e representantes da indústria que anunciaram a morte do álbum – que chegou ao mundo nos anos 50 em vinil como LP, o long-play, a coleção de músicas de um mesmo artista compostas e gravadas em uma mesma época.

O fato é que os números mais recentes da indústria fonográfica mostram o oposto. O álbum não morreu e, mais ainda, voltou a ser aclamado como formato artístico mais importante da música gravada.

O produtor e músico Charles Gavin, que promoveu e supervisionou o relançamento de dezenas de álbuns em CD para várias gravadoras brasileiras, diz não estar surpreso com a virada dos álbuns. “Embora nem sempre o álbum tenha um conceito, sendo eventualmente uma coleção de canções, é sempre um retrato de um momento da carreira do artista. E o fã gosta disso”, nota ele, que apresenta O Som do Vinil, em sua sexta temporada no Canal Brasil, o programa mais assistido do canal.

Os novos dados deram à indústria mais certezas sobre a antes questionada força do segmento digital, que já domina mais de 50% de sua receita na Grã Bretanha, embalada pelo crescimento de serviços por assinatura, como Spotify, e pela venda de álbuns digitais. Por isso, Geoff Taylor, o presidente da BPI, qualificou a virada como “um marco para a evolução dos negócios com música”.

Segundo relatórios das gravadoras, o fenômeno deveu-se muito ao bom desempenho de álbuns como 21, de Adele, ganhadora de diversos Grammy, o prêmio maior da indústria do disco, ou Mylo Xyloto, do Coldplay, respectivamente os mais vendidos mundialmente no ano passado pelas gigantes Sony e EMI.

Mercado premium
Mas, de fato, para além das previsões furadas, o álbum jamais perdeu seu reinado, em especial em seu formato mais popular globalmente, o CD.

“É preciso lembrar que 68% das receitas totais com a música gravada vêm da venda de álbuns, seja no formato físico ou no digital (CD)”, ressalta Gabriela Lopes, diretora de Pesquisa de Marcado da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), em Londres, entidade que representa mais de 1.400 gravadoras e afins em mais de 60 países, incluindo o Brasil.

Ela prevê que, assim como na Grã Bretanha e nos Estados Unidos, “mercados no Norte da Europa, como Suécia e Noruega, e Ásia vão cruzar a fronteira entre formatos físicos, como o CD, e os digitais”, obtendo a maior parte de sua receita com formatos digitais (downloads e serviços por assinatura). E o álbum continuará sendo o motor deste mercado.

Gabriela diz que os formatos premium, com faixas extras e conteúdo inédito, ajudaram a alavancar a venda de álbuns digitais.
“Os formatos premium de álbuns digitais vendem mais no lançamento do que os formatos simples, mais baratos. O fã gosta”, acrescenta.

Gabriela nota ainda que, embora os álbuns digitais ainda não tenham superado os downloads de faixas individuais em mercados grandes como os Estados Unidos, no mundo inteiro suas vendas crescem mais rapidamente do que a dos chamados singles. Ou seja, a virada global parece ser uma questão de tempo.

‘Disco de verdade’
Para colecionadores e aficionados, porém, o álbum sempre foi a menina dos olhos. Um confirmação disso vem do crescimento da venda de sua forma mais elementar, os LPs em vinil, que chegaram em 2011 ao nível mais alto desde 1997, após cinco anos consecutivos de crescimento. Ainda que muitos alertem para seu potencial essencialmente promocional, é uma peça irresistível aos olhos do fã de música.

“Tem gente que compra o álbum de vinil e nem toca-discos tem. Porque o vinil tem um carisma inigualável como peça promocional, e se tornou sinônimo de disco de verdade”, nota Charles Gavin.

Gavin lembra que mesmo quando muitos artistas perderam as esperanças de alcançar as volumosas cifras obtidas até os anos 90 com seus álbuns e viram uma ou outra faixa segurando as vendas online, o formato estava vivo nas turnês em que artistas tocavam seus álbuns clássicos integralmente.

“Acabamos de lançar a demo do Cabeça de Dinossauro (álbum clássico dos Titãs, de 1986) junto com o álbum, em nossa edição mais preciosa. E isso foi motivado pela turnê que fizemos tocando o repertório do disco. Essas turnês temáticas têm acontecido no mundo todo porque as pessoas gostam de álbuns”, avalia Gavin, que, embora tenha saído da seminal branda brasileira em 2010, voltou a integrá-la temporariamente na excursão do clássico Cabeça de Dinossauro.

A indústria ainda briga para se recuperar do tombo que trouxe suas receitas aos níveis mais baixos em cerca de 15 anos, dependendo do mercado. Muitos seguem culpando a internet. Mas o álbum, como formato predileto para retratar uma fase da carreira de um artista, parece estar a salvo.

Álbuns mais vendidos de 2011
1 – Adele, 21
2 – Michael Bublé, Christmas
3 – Lady Gaga, Born This Way
4 – Coldplay, Mylo Xyloto
5 – Bruno Mars, Doo-Wops & Hooligans
6 – Adele, 19
7 – Justin Bieber, Under The Mistletoe
8 – Rihanna, Loud
9 – Rihanna, Talk That Talk
10 – Lil Wayne, Tha Carter IV

Álbuns mais vendidos de todos os tempos
1. Michael Jackson, Thriller
2. Pink Floyd, The Dark Side of the Moon
3. AC/DC, Back in Black
4. Whitney Houston/Varios artistas, The Bodyguard
5. Meat Loaf, Bat Out of Hell
6. Eagles, Their Greatest Hits
7. Various artists, Dirty Dancing
8. Backstreet Boys, Millennium
9. Bee Gees/Various artists, Saturday Night Fever
10. Fleetwood Mac, Rumours

Fonte: BBC Brasil em Londres

A quantas andam as vendas de livros no Brasil?

Uma auditoria realizada pela GFK Brasil, nos primeiros cinco meses deste ano, mostra que do universo de 4.500 analisadas editoras analisadas, apenas 10 foram responsáveis por quase 30% do faturamento do mercado editorial no Brasil.

Para que se tenha uma ideia do levantamento, pioneiro por medir o mercado no ponto de venda ao consumidor, cinco destas 10 maiores editoras responderam, por exemplo, por 18% do total arrecadado com a venda de livros no varejo brasileiro, enquanto as três tops concentraram 12% do montante.

Dentre os 150.000 títulos verificados, 20 responderam por 8% do faturamento do setor. Já os dez títulos mais expressivos foram responsáveis por 5,8%, enquanto três deles contribuíram com 3,6% da arrecadação total.

O estudo levou em conta o cenário de vendas em livrarias, sites e diversos pontos de venda – como lojas de departamentos e hipermercados – que comercializam livros no País. Além dos livros tradicionais, também foram pesquisados e-books e áudio books em três categorias: Não Ficção (Direito, Medicina, Ciências etc.), Ficção (Literatura, Jogos) e Infantil Juvenil (ficção e não ficção).

“A divulgação de indicadores sobre o mercado editorial agora faz parte do escopo de trabalho da GfK no Brasil. Trazemos a expertise de nossas operações em 14 países, onde a apuração de dados junto a varejistas de livros já é uma prática consolidada. A expectativa é que esse levantamento seja contínuo para subsidiar a tomada de decisões estratégicas e táticas de editoras e livrarias”, explica Diogo Bettencourt, gerente de novos negócios da GfK Brasil.

A evolução das vendas no Brasil

O Painel de Livros da GfK Brasil procurou apresentar o perfil das vendas ao consumidor final realizadas no País. Em função disso, o mês de janeiro – considerado a base de 100% – é o que apresentou o maior volume de saídas de livros, já que agrupou dois fenômenos responsáveis pelo aumento da demanda: época de férias e procura por livros didáticos.

Mas ao longo do ano o volume diminui. Fevereiro registrou a queda mais brusca dos cinco meses analisados: 24,7%. Em março houve alta de 4,8% no total de unidades vendidas e abril foi marcado pela queda de 5,2% no volume de vendas, enquanto maio apresentou alta de 7,5%.

Basicamente entre janeiro e fevereiro houve uma queda no faturamento da venda de títulos da ordem de 20,6%. Entretanto no período, o preço médio do livro subiu 5,5%. E nos meses de abril a maio o faturamento voltou a subir em 5,6% enquanto o preço caiu em 1,8%.

A auditoria apurou também o comportamento das vendas por categorias, sempre tendo como base o mês de janeiro (100%). Em fevereiro, no segmento de não ficção, as vendas foram da ordem de 83%, com alta em março (90%), queda em abril (77%) e nova alta em maio (81%). Já nos livros de ficção a queda foi maior: 71% em fevereiro, 73% em março, 73% em abril e 78% em maio. Na categoria infantil e juvenil a oscilação das vendas registrou 73% em fevereiro, 78% em março, 79% em abril e 87% em maio.

A categoria mais importante, de janeiro e maio, tanto em volume de unidades vendidas quanto em faturamento, foi a de não ficção, que representou 71,7% do faturamento do mercado e 61% do volume de livros vendidos. Já em unidades, os gêneros mais vendidos foram Literatura Estrangeira (17% do total do mercado) e Infantil e Juvenil (15,5%). Em faturamento, o destaque ficou com Ciências (17,8%), seguido de Administração/Economia/Informática (16,4%).

“A taxa de analfabetismo no Brasil está caindo e isso possibilita ampliar o mercado consumidor. Por outro lado, o País apresenta distorções que dificultam melhorar o cenário. Enquanto o preço médio do livro de ficção aqui é de R$ 32,00, na França é de R$ 26,10. O de não ficção no Brasil custa em média R$ 49,40 e na França R$ 34,60. Já o Infantil/Juvenil – que no varejo brasileiro é vendido por R$ 28,60, em média –, é comercializado a R$ 18,50 na França”, explica Claudia Bindo, gerente de atendimento da GfK Brasil, ressaltando que o contraste fica ainda maior quando se analisa a média geral. “Se por um lado o preço médio do livro no Brasil é de R$ 45,00 e temos uma renda per capita média abaixo de R$ 30 mil por ano, na França o livro custa menos da metade do vendido aqui, enquanto a renda da população deles é três vezes maior que a brasileira”, conclui Claudia.

Fonte: Portal No Varejo

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