Homenagem a Jimi Hendrix reúne Andreas Kisser e Edgard Scandurra

Em homenagem aos 70 anos de Jimi Hendrix, que seriam completados em novembro de 2012, Andreas Kisser, Edgard Scandurra, Lanny Gordin, Martin, Pitty e Hélio Flanders se apresentam no show Hendrix 70, nos dias 1º, 2 e 3 de fevereiro, no Teatro do Sesc Vila Mariana.

O show irá apresentar releituras de alguns sucessos do guitarrista como “Foxy Lady”, “Purple Haze”, “Hey Joe”, “Red House” e “Vodoo Child”.

Os músicos convidados serão acompanhados pela banda formada por Du Moreira, Loco Sosa e Estevan Sinkovitz.

Considerado um dos maiores guitarristas de todos os tempos, Jimi Hendrix revolucionou o modo de tocar guitarra e influenciou uma geração de músicos.

Serviço
Hendrix 70
Quando: 1º, 2 e 3 de fevereiro; sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 18h
Onde: Sesc Vila Mariana – Rua Pelotas, 141, Vila Mariana
Quanto: R$ 40 (inteira); R$ 20 (usuário inscrito no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino); R$ 10 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
Vendas: pelo sistema INGRESSOSESC a partir de 25/1, às 14h
Bilheteria: de terça a sexta, das 9 às 21h30, sábado das 10 às 21h30, domingo e feriado das 10 às 18h30 (ingressos à venda em todas as unidades do SESC). Aceitam-se todos os cartões
Não recomendado para menores de 12 anos
Estacionamento: R$ 3 a primeira hora + R$ 1 a hora adicional (matriculados no Sesc). R$ 6 a primeira hora + R$ 2 a hora adicional (não matriculados). 200 vagas
Capacidade: 608 lugares
Duração: 90 minutos
Mais informações: (11) 5080 3000 ou 0800 118220

Fonte: UOL

Jimmy Page promete caixas com raridades do Led Zeppelin para 2013

Os fãs do Led Zeppelin podem ter ficado decepcionados com o aparente fim da possibilidade de a banda se reunir novamente, como chegou a ser esperado, mas material desconhecido do quarteto é o que não falta. O guitarrista Jimmy Page revelou à revista inglesa Mojo que está remasterizando antigos discos do Led Zeppelin para um grande lançamento no próximo ano.

Isso depois de o Zeppelin anunciar, no início de outubro, o lançamento nos cinemas de todo o mundo de Celebration Day, performance histórica da banda realizada em 2007, a última reunião do grupo sobre um palco.

Depois de supervisionar todo o processo de levar o show para os cinemas e DVDs, o guitarrista se dedica a olhar para materiais antigos. “Existe um grande número de projetos do Led Zeppelin que irão aparecer a partir do ano que vem, porque há diferentes versões de faixas que podem ser adicionadas aos álbuns”, disse o guitarrista, em frase reproduzida pela também inglesa NME.

De acordo com Page, 2013 terá ainda mais novidades àqueles que gostam de raridades e canções do fundo do baú da banda. “Algumas caixas serão lançadas com esse material. Uma a cada álbum que surgir”, garantiu ele.

Fonte: Rolling Stone Brasil

Rolling Stones revelam possível repertório dos quatro shows comemorativos

Os Rolling Stones deram uma pequena dica do que pode ser o roteiro para os históricos shows que comemoram os 50 anos da banda, marcados para novembro, em Londres, e dezembro, em Nova Jersey.

Foi publicada uma foto no Twitter oficial da banda com uma lista de 23 músicas escritas numa folha de papel. O número é maior do que quando a banda se reuniu para shows pela última vez, quando executou 19 faixas, na mesma O2 Arena, na Inglaterra, em 2007.

A lista traz os grandes sucessos e hits praticamente imprescindíveis em um show dos Stones, como “Honky Tonk Woman”, “Start Me Up”, “Wild Horses”, “You Can’t Always Get What You Want” e “Paint It Black”.

A banda, até a última segunda, 15, mantinha mistério sobre uma possível reunião para comemorar as cinco décadas de grupo. Apenas quatro shows foram anunciados (dois em cada cidade), mas o guitarrista Keith Richards já indicou que novas datas devem ser anunciadas.

“Eu não ficaria surpreso”, disse o guitarrista à BBC, quando questionado se haveria a possibilidade de mais apresentações. “Ninguém falou isso ainda, mas não acho que essa banda vai fazer tudo isso só para quatro shows. Eu acho que eles vão querer fazer algo no fim do ano, acho que também no início do próximo.”

Veja a foto aqui e leia abaixo a lista publicada pela banda:

“She’s So Cold”
“You Got Me Rocking”
“All Down The Line”
“Respectable”
“Tumbling Dice”
“Honky Tonk Woman”
“Beast Of Burden”
“Wild Horses”
“You Can’t Always Get What You Want”
“It’s All Over Now”
“Lady Jane”
“Route 66”
“Little Red Rooster”
“Miss You”
“Not Fade Away”
“She’s So Cold”
“Start Me Up”
“Sweet Virginia”
“Worried About You”
“Paint It Black”
“The Last Time”
“Ruby Tuesday”
“Midnight Rambler”

Fonte: Rolling Stone Brasil

Titãs reúnem formação original para celebrar 30 anos do 1º show

por Marcos Grispum Ferraz

Quando subiram ao palco do então recém-inaugurado Sesc Pompeia, em outubro de 1982 –no show que consideram a estreia da banda–, os Titãs do Iê Iê tinham todos por volta de 20 anos.

“Era bem caótico, mas já tinha algum direcionamento”, conta Paulo Miklos, hoje aos 53. “Que aquele projeto pudesse virar algo comercial era difícil de supor, mas a gente estava caprichando!”.

Exatos 30 anos depois, com 17 álbuns na bagagem e após superar diversas reviravoltas na carreira –como a saída de alguns membros e a morte do guitarrista Marcelo Frommer, em 2001– os Titãs sobem neste sábado ao palco do Espaço das Américas para uma grande celebração (ainda há ingressos à venda).

Fonte: Folha de S. Paulo

Rolling Stones voltam ao estúdio e aumentam rumores sobre novo álbum Comente

Os Rolling Stones, que comemoram neste ano seu 50º aniversário, voltaram a se reunir para trabalhar em um estúdio parisiense, confirmou o vocalista Mick Jagger, através de sua conta no Twitter.

“Se divertindo em um estúdio em Paris nesta semana”, escreveu o músico em uma mensagem que continha uma fotografia sua no estúdio, sorridente e com uma guitarra na mão.

No início do ano, o guitarrista Keith Richards afirmou que as ‘Satânicas Majestades’ entrariam em turnê, provavelmente em 2013, e que os quatro integrantes da banda aproveitariam a inauguração, em julho, de uma exposição fotográfica sobre seus cinquenta anos de história para materializar o encontro. Com isso, aumentam os indícios de estar acontecendo a gravação de um novo álbum.

A última turnê da banda foi “A Bigger Bang Tour”, entre 2005 e 2007, no qual apresentaram o seu último álbum de estúdio, “A Bigger Bang”, lançado em 2005. Durante a turnê, Os Rolling Stones se apresentaram no Brasil, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em fevereiro de 2006.

Fonte: UOL

“Dirty Dancing” comemora 25 anos nesta terça (21); relembre hits e polêmicas do filme

Cena do filme Dirty Dancing

O Brasil conheceu o ritmo quente de “Dirty Dancing” em setembro de 1987, quando o filme chegou aos cinemas nacionais pela primeira vez, mas é nesta terça, 21 de agosto, que o blockbuster oitentista comemora exatamente 25 anos de sua estreia nos Estados Unidos, marcada por hits românticos e a polêmica envolvendo o aborto de uma das personagens.

Em entrevista ao canal CNN exibida nesta segunda, a atriz Jennifer Grey relembrou a época em que atuou no longa no papel da adolescente Frances (Baby) Houseman, quando tinha 27 anos.

“O filme fala sobre a morte da inocência. Filmei dos 27 aos 28 anos e hoje vejo como eu era nova e também como foi a morte da minha inocência”, explica a atriz. Para Grey, esse marco foi um acidente de carro que sofreu com Mathew Broderick, e que matou as duas mulheres do outro automóvel envolvido na batida, dias antes da première do filme em Nova York.

“Esse longa mostra o amadurecimento dessa personagem e a forma alegre como ela vive a vida. Acho que isso é contagiante, e o principal motivo de o filme ainda fazer sucesso depois de 25 anos. As pessoas se identificam com ela”, analisa.

A atriz também lamentou a morte de Patrick Swayze, seu par romântico na trama e que morreu de câncer aos 57 anos, em 2009. “Sempre vi Patrick de uma forma vulnerável, tudo que ele fazia era muito intenso, mas eu sempre consegui ver sua beleza, uma beleza vulnerável que ainda hoje faz com que continuemos sentindo sua falta.”

Em resenha publicada pelo “The New York Times” no mesmo dia de seu lançamento nos Estados Unidos em 1987, o longa protagonizado por Patrick Swayze e Jennifer Grey menciona o fato de as famílias tradicionais americanas acusarem o filme de “encurtar o caminho dos jovens para o inferno”, por causa do tema lascivo da história.

Para o jornal, o filme – que se passa no verão americano de 1963, na colônia de férias Catskill – é “um adeus confortável ao ‘American way of life’ vivido após a morte do presidente Kennedy”. O “adeus” a que se refere o “NYT” é representado no filme pelas cenas em que Swayze – que vive o professor de dança pobretão Johnny Castle – sofre preconceito e é acusado de roubo por ser um empregado do hotel ou pelo amor proibido que vive com a aluna adolescente Frances (Baby) Houseman, papel de Grey.

Baby, por sua vez, também é uma garota à frente de seu tempo e se aventura pelas aulas de dança mesmo com a proibição do pai. Além disso, financia o aborto da amiga Penny, grávida de seu cunhado. Na época em que o filme foi lançado, o aborto tinha sido recém-liberado em algumas cidades americanas, na década de 1970, e por conta disso, o filme teve as cenas cortadas em algumas exibições. Isso depois do roteiro ser negado por diversos estúdios.

“Dirty Dancing” em números 

Escrito por Eleanor Bergstein e dirigido por Emile Ardolino, o filme arrecadou US$ 64 milhões nos Estados Unidos e US$ 214 milhões no mundo todo. Sua trilha sonora ficou no topo da parada da “Billboard” por 18 semanas.

“Dirty Dancing” foi o primeiro longa a ultrapassar a marca de um milhão de vendas em VHS. Uma de suas últimas versões em musical para o teatro, no Canadá, arrecadou US$ 2 milhões só no primeiro dia de estreia, em 2007.

Nos Estados Unidos No mundo Na parada Billboard
US$ 64 milhões US$ 214 milhões 18 semanas no 1º lugar

Remake do longa será produzido até 2014

O sucesso de “Dirty Dancing” motivou a produtora Lionsgate a fazer um remake para o filme, que tem previsão de lançamento para 2014. O roteirista escolhido é Brad Falchuk, responsável pelos episódios da série musical “Glee”. O elenco ainda não foi definido.

Fonte: Uol

Jon Lord: último trabalho do músico será lançado em setembro

O último trabalho de Jon Lord, uma nova versão para o Concerto For Group And Orchestra, será lançado no dia 25 de Setembro. Foi gravado nos estúdios da Abbey Roadcom a Royal Liverpool Philarmonic Orchestra e as participações de Bruce Dickinson (Iron Maiden), Joe Bonamassa e Steve Morse (Deep Purple).

Antes de morrer no mês passado aos 71 anos, Jon Lord falou sobre o álbum: “Por todos esses anos após deixar o Deep Purple, eu o toquei mais de 30 vezes e em 2000 eu toquei bem mais de 30 vezes na turnê do Deep Purple. Eu melhorei a peça. É uma perspectiva maravilhosa e empolgante ter a gravação definitiva do concerto definitivo.”

Fonte: Rodie Crew

“Garota de Ipanema” completa 50 anos de sucesso mundial Comente

por Santi Carneri

A canção mais célebre da Bossa Nova, a mítica “Garota de Ipanema”, completa nesta quinta-feira (2) 50 anos desde que foi interpretada pela primeira vez em público, dando início à sua incomparável trajetória de sucesso que ultrapassou as fronteiras da música.

Em 2 de agosto de 1962, Tom Jobim, João Gilberto, Vinícius de Moraes, o baterista Milton Banana e o contrabaixista Otávio Bailly deslumbravam o Rio de Janeiro interpretando em um clube a canção que faria sombra a todas as demais desse gênero musical.

A simples mas elegante melodia de “Garota de Ipanema” passou por acima de outras mais elaboradas, como a genial “Chega de Saudade”, também do prolífico Tom Jobim.

A letra, escrita por Vinícius por encomenda de seu amigo Tom para acompanhar uma melodia que fizera pouco tempo antes, nasceu com o nome de “Menina que Passa”, mas foi rebatizada, dando lugar ao título conhecido por todos, segundo explicou à Agência Efe o professor de literatura e especialista em Bossa Nova Carlos Alberto Afonso.

No início dos anos 60, quando Vinícius e Jobim dedicavam horas ao uísque no Bar Veloso, na antiga Rua Montenegro (hoje Rua Vinícius de Moraes), em Ipanema, os dois gênios da música brasileira espiavam o “doce balanço” dos quadris de uma linda jovem que passava em direção à praia.

Três meses depois da apresentação no Brasil, aconteceu a estreia na famosa sala de concertos Carnegie Hall, em Nova York, onde os mestres da Bossa Nova deixariam plantada uma semente que germinaria em forma de disco gravado com o saxofonista americano Stan Getz.

O tema foi gravado em inglês por Astrud Gilberto e foi estendida pela célebre execução de Getz a pouco mais de cinco minutos.

“Para reconhecer a melodia de ‘Garota’ não é preciso mais que um minuto, mas essa forma maravilhosa de interpretá-la de Getz a estendeu mais que na versão original”, disse Afonso à Efe em sua loja, chamada Toca do Vinícius, situada no coração de Ipanema e transformada em um autêntico museu e templo da Bossa Nova.

Mais tarde, em 1965, Vinícius confessaria que sua musa foi uma adolescente chamada Helô Pinheiro, que graças a sua figura inspiradora desfruta de fama no Brasil e em outros países, se tornou uma atriz de telenovelas, organizadora de concursos de beleza e empresária.

“Eu nunca respondia a seus elogios, só entrava no bar para comprar cigarros para meus pais ou passava por ali para aproveitar meus dias livres ao sol”, explicou Helô à Efe em recente entrevista.

Afonso assinalou que foi a Bossa Nova que exerceu influência no jazz, não o contrário, “porque nessa época as melodias de Cole Porter já estavam desgastadas”.

Para Afonso, também houve motivos políticos para o impulso que os americanos deram à Bossa Nova, já que a Guerra Fria fez com que quisessem usar a música tropical brasileira para resistir à salsa cubana.

“A Bossa Nova busca o mesmo que a arte renascentista: a perfeição através da simplicidade”, concluiu Afonso.

Em 1967, Frank Sinatra ligou para Tom Jobim, que atendeu ao telefone no próprio Bar Veloso, e o convidou para gravar “Garota de Ipanema”. A voz de Sinatra fez com que a canção chegasse ao mundo inteiro.

Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, é hoje um lugar de visita obrigatória para os amantes do jazz, da Bossa Nova e da música em geral.

Em suas ruas podem ser encontradas a casa onde Tom Jobim viveu grande parte de sua vida, o bar onde o maestro se encontrava com Vinícius e um dos últimos locais remanescentes na cidade com programação diária de Bossa Nova ao vivo.

Em Ipanema também está o primeiro monumento erguido em homenagem a este estilo musical, um mural que enfeita a parede da estação de metrô do bairro.

Fonte: UOL Música

Bibi Ferreira festeja 90 anos com pot-pourri da carreira e diversos projetos

por Maria Eugênia de Menezes
A sala vazia parecia estar à sua espera. Como se fosse um palco, minutos antes de as cortinas abrirem. O cenário tinha pompa: poltronas imponentes, móveis antigos e, como toque final, a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar emoldurados na janela imensa. Gravador e câmera já estavam a postos. Só faltava mesmo que a porta larga se abrisse.

 

Bibi em casa com a sua gata, Xuxa, presente da apresentadora Xuxa Meneguel - Wilton Junior/AE

Dá para ouvir os passos firmes no assoalho de mármore. Bibi Ferreira, 90 anos, caminha de jeito empertigado. De cima do salto bem alto, que ajuda a alongar os seus pouco mais de 1,50 m, ela olha para frente, sem se fixar em nada. Sabe que é observada. Sabe que está diante do público. Uma plateia diminuta, é verdade. Só repórter e fotógrafo. Mas ainda assim, plateia. A fala e o sorriso têm de surgir no momento preciso. Ela sabe exatamente como fazer.

Falta pouco mais de uma semana para sua estreia em São Paulo. No dia 10, o terceiro sinal vai soar de novo. As luzes, Bibi diz que adora as luzes, vão se acender mais uma vez. Deve ser natural para quem praticamente nasceu dentro do teatro – fez sua primeira aparição em uma peça com apenas 24 dias de nascida. “Mas sabe que eu ainda sinto uma angústia naqueles instantes antes de entrar em cena? Aquele lugar, depois que você sai do camarim, e ainda não está no palco. Aquele cantinho… É ali que eu sinto um terror. Frank Sinatra dizia que sofria nessa hora. E olha que era o Frank Sinatra… Com medo de a voz não sair.”

A voz de Bibi sai. Às vezes, sem que ela perceba. “Cantando sempre? Quando eu cantei?”, ela inquire, como se espantada com a observação. São trechos de canções que ela vai desfiando, puxando o fio da memória. Porque cada história faz lembrar uma música. Ou o contrário. O nome do espetáculo que ela leva a São Paulo e, na sequência, apresenta em Lisboa e Nova York, é Bibi, Histórias e Canções. No repertório, um pot-pourri dos seus mais de 70 anos de carreira. Óperas, fados, sambas de Chico Buarque, Noel Rosa.

Conta que conheceu o compositor da Vila Isabel durante a gravação de um filme de Carmen Santos, Cidade Mulher. “Filme, aliás, que se perdeu. Não se encontra uma cópia. Noel aparecia, ensinando a gente a cantar. Era muito simpático. Embora não fosse de sorrisos”, ela ressalva. “Entrava sério, todo de branco. Sabia lidar com as pessoas. Falava assim: ‘Está muito baixo esse tom, não está, Bibi?’ Era paciente. Muito paciente.”

Bibi responde a qualquer pergunta. Desde que você não a chame de senhora. “Vamos acabar com isso, sim? É só Bibi. Ou Abigail, se você preferir. Mas, curioso, ninguém nunca me chamou assim.” O nome é o mesmo de sua madrinha, Abigail Maia. “A maior vedete do Brasil, naquela época. Era casada com Oduvaldo Vianna. Um casal sensacional. Estavam sempre com papai. Oduvaldo era autor de várias das suas peças.”

Em uma das paredes, há um retrato, um desenho de Procópio Ferreira feito a grafite. Fica em um canto da sala, discreto. Mas sua figura é evocada um sem-número de vezes na conversa da filha. A atriz chegou a dirigi-lo em cena. “Fizemos Divórcio (1947). Foi um sucesso estrondoso. E papai estava em um papel dramático, faceta que as pessoas não conheciam.” A peça marcou sua estreia como encenadora, logo depois da temporada em Londres, onde estudou direção na Royal Academy of Dramatics Arts.

Anos antes, foi Procópio quem a conduziu em sua estreia. Não só naquela breve participação, quando tinha menos de um mês de vida e substituiu uma boneca que desapareceu na hora do espetáculo. Mas também no seu primeiro personagem como profissional, em 1941, na comédia La Locandiera. O pendor para carreira de atriz, portanto, está mais do que explicado. Mas a porção cantora também encontra raízes familiares. “Meu bisavô conheceu minha bisavó no Teatro Solis, de Montevidéu. Cantavam no coro. Ele poderia ter viajado, sido solista. Mas preferiu ficar e se casar. Tiveram sete filhos. Um deles era a minha adorada avó, com quem vivi até os 12, 13 anos. Engraçado, tudo para mim aconteceu nessa idade. Quando eu tinha 12, 13 anos.”

Ela não se alonga muito no comentário. Adquire uma expressão grave, distante. Faz uma pausa. Já se passaram quase 80 anos. No que será que está pensando? Tudo não dura mais que um instante. E Bibi retoma o raciocínio. A avó, torna a contar, já despertava cantando. O dia inteiro entoando árias de ópera. A menina aprendeu ouvindo. Sem fazer aulas. Sempre a oscilar entre os dois mundos: o lírico e o popular. Do Barbeiro de Sevilha salta para Pixinguinha. Foi capaz de dirigir Carmen, de Bizet (1999). Mas também Brasileiro: Profissão Esperança (1970), musical com Maria Bethânia e Ítalo Rossi.

A rotina para os próximos meses tem ares de maratona: São Paulo, Lisboa, Nova York. Canta no Lincoln Center, em 21 de novembro. Depois, Bibi grava um disco com canções de Natal. Faz concerto em Petrópolis no fim do ano. Retorna a São Paulo em 2013 para dirigir uma peça de Juca de Oliveira. Mas sem perder de vista o projeto de um novo espetáculo com canções de Edith Piaf. Com datas já previstas em Paris. “Cada um sente a idade de um jeito. Muitas pessoas, com 90 anos, não sentem o que eu sinto. A saúde é muito boa. Sempre levei uma vida meio besta, sabe? Sem beber, sem fumar. Não que eu seja contra. Tem quem faça isso muito bem. É que para mim, simplesmente, não calhou.” Calharam outras coisas. E, a julgar pelos planos de Bibi, ainda calharão umas tantas mais.

BIBI,HISTÓRIAS E CANÇÕES
Teatro Shopping Frei Caneca. Rua Frei Caneca, 569, 3472-2229.
6ª e sáb., 21 h; dom., 19 h.
R$ 120. De 10/8 a 30/9.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Cinesesc exibe “Bonequinha de Luxo” em versão digital restaurada

Filme clássico da década de 1960, “Bonequinha de Luxo” ganha exibição digital restaurada na tela do Cinesesc entre os dias 21 e 28 de julho, com ingressos de até R$ 10.

O longa conta a história de Holly Golightly (Audrey Hepburn), uma garota ingênua que busca um milionário para se casar na cidade de Manhattan.

Título que contribuiu para a mudança da moda feminina, “Bonequinha de Luxo” é uma adaptação do livro homônimo do consagrado autor Truman Capote. Recebeu cinco indicações ao Oscar em 1962, levando duas estatuetas: Melhor Canção Original e Melhor Trilha Sonora.

O filme recebeu restauro pelo sistema DCP (Digital Cinema Package) e tem sessões dentro da “Mostra Sesc de Artes 2012″.

Fonte: Catraca Livre

 

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