Encher o diafragma? #coméqueé? #técnicavocal

Após um longo e tenebroso inverno, estamos de volta com nossa programação normal de posts do Catarse Musical.

Para celebrar o retorno, resolvi falar sobre uma coisa que ouço muito: “ENCHER O DIAFRAGMA”! Oi? Diafragma enche o saco? Ou é tipo uma bexiga que enche e esvazia? #coméqueé? Essa tal #técnicavocal tá confusa, meu bem? #fujamparaascolinas

Vamos começar pelo começo, pessoal? Ao respirarmos, são os pulmões que inflam e esvaziam e o diafragma dá aquela ajudinha marota nesse processo que, literalmente, nos faz viver. Nosso amiguinho diafragma é a “divisória” entre as regiões do tórax e do abdome e, juntamente aos músculos intercostais e algumas outras musculaturas da região, é responsável pelo movimento da respiração.

Tá difícil acompanhar o raciocínio? Então dá uma olhadinha nesse vídeo nota 10 com uma animação em 3D que mostra o funcionamento do nosso super amigo diafragma

Sacou a parada? A movimentação do diafragma ajuda nossos pulmões a expandirem e receberem bastante ar na inspiração e, em seguida, a expulsarem o ar, nesse “ciclo sem fim que nos guiará”, conforme canta o pessoal do “Rei Leão”.

Para iniciar os trabalhos de compreensão do funcionamento do diafragma, siga o modelo da animação em 3D, inflando o abdome ao inspirar e, ao expirar, contraindo (isso não é o palavreado técnico da coisa, mas só pra ficar mais fácil, tá, darling?)… assim você começará a sentir como o nosso músculo queridinho trabalha. Inicie devagar e depois acelere, aos poucos, como no exercício de cachorrinho que as grávidas fazem, sabem? #ALOKA

Entender o mecanismo da respiração é um dos primeiros passos para usar a voz de forma saudável e arrasar! Então, não perde tempo! Comece DJÁ! O diafragma tem que ser seu BBF!

#técnicavocal não é tão difícil, vai. Ah, e como o diafragma é um músculo, ele precisa de MALHAÇÃO pra ficar forte, lindo e ajudar na respiração do jeito que a gente precisa pra cantar, ok? Bora treinar? Vale fazer o exercício de cachorrinho no banho, no caminho pro trabalho, no banheiro ou em qualquer lugar. Só não faça dirigindo porque pode dar uma leve tontura por aumentar muito a oxigenação, certo? Fechado, meu bem?

Então, meus queridos e queridas, O DIAFRAGMA NÃO INFLA!!! Ele contrai e relaxa para ajudar o pulmão a inflar e esvaziar! Nada de “vou dar uma infladinha do diafragma pra arrasar cantando Mariah”. #pelamordosdeuses

#técnicavocal é delícia, é vida, é amor, é sáude! Todos imitando a animação em 3D em 3, 2,…

PS.: Em caso de dúvidas, joga nos comments que respondo, ok?

Beijo

Emoções transparecem da mesma forma na música e na voz

Tente buscar na memória uma melodia que é capaz de mudar seu humor – é muito provável que a distância entre as notas seja a grande responsável pelas emoções despertadas, segundo estudo publicado na Plos One. O neurocientista Daniel Bowling, da Universidade Duke, analisou os intervalos, ou distâncias entre as notas, em melodias de música clássica ocidental e de ragas indianos e descobriu que, nos dois tipos de música, o tamanho do intervalo médio é menor em melodias associadas à tristeza e maior em melodias ligadas à alegria.

Bowling cita como exemplo dessa variação a Sonata ao luar, um clássico do compositor alemão Ludwig van Beethoven. A melodia da primeira parte da peça, que envolve um pequeno conjunto de notas, evoca melancolia para a grande maioria dos voluntários que a ouvem. Já a segunda parte, mais alegre, compreende intervalos maiores entre as notas. Segundo o neurocientista, a música imita os padrões naturais de nosso instrumento mais primitivo: a voz. Para testar essa teoria, ele gravou 40 pessoas falando – metade delas em inglês e o restante em tâmil, um dialeto indiano. Ele observou que as emoções eram relacionadas a padrões melódicos semelhantes: quanto mais monótona a execução da fala, mais triste ela era considerada. “A associação de emoções a diferentes características tonais partiu de nossa percepção da fala”, diz Bowling.

Fonte: Scientific American – Mente e Cérebro

AOS CANTORES E ALUNOS DE CANTO: Dicas básicas sobre como montar seu repertório

Olá, pessoal.

Estou em um novo trabalho e por isso andei sem tempo para escrever sobre técnica vocal e dicas para cantores profissionais e amadores.

Nesse início de ano, muitos alunos aproveitam para rever seu repertório… tirar músicas que já estão satiuradas, colocar músicas novas, realinhar o estilo, adequar a novas metas! E aí eu começo a ouvir com certa frequência uma pergunta básica, que eu mesma sempre fiz aos meus professores: como montar meu repertório, prof?

Como diria Jack, vamos por partes. O repertório deve ser dividido em repertório para estudo e repertório para show. E o motivo disso é tão simples porém muito pouco abordado: nem toda música que faz sucesso com o público agrega alguma coisa na técnica vocal ou de interpretação!

Para o repertório de estudo, com ajuda do professor:

1 – Separe músicas que explorem detalhes nos quais você tem dificuldades, nem sempre necessários para cantar os hits em shows. Algumas das dificuldades frequentes que exigem maior dedicação e atenção na escolha das músicas para estudo são: tessitura dos falsetes, extensão vocal, controle da nasalidade, uso do palato, apoio diafragmático, respiração, vibratos, volume dos graves, controle da intensidade dos agudos, drive, ritmo e dinâmica.

2 – Inclua músicas que você ainda não cantou muito. Quando você já está acostumado a cantar a música, mesmo que só embaixo do chuveiro, seu organismo já fica ligado no “automático” na hora de cantar, dificultanto o uso das técnicas que seu professor passar. Fica mais fácil cantar uma música diferente e depois encaixar no seu repertório habitual a técnica aprendida. É um jeito de driblar a resistência do seu cérebro a mudar a forma de cantar.

3 – Muitos hits que a gente tem de cantar em shows pouco agregam à técnica, porque não exigem muita coisa. Então, se você curte músicas com linha melódica simples e repetitiva, interpretadas com muito exagero, que demandam mais dancinhas do que voz, com muitos vocais rasgados, agudos estridentes ou gritos ensurdecedores, pense bem antes de incluir no repertório de estudo. Essas músicas podem cansar a sua voz e não ensinar muito sobre técnica, salvo algumas excessões que devem ser discutidas com seu professor.

4 – Não comece seus estudos com a música que mais judia de você! Por exemplo: se você está enlouquecido pra cantar falsetes incríveis, comece com músicas que utilizem esse recurso em alguns pontos específicos da música, não em tudo! Assim você vai aprendendo aos poucos, pode se aperfeiçoar e, ao chegar na música mais difícil, já vai ter avançado bastante na técnica.

5 – Se a música empacar durante os estudos, peça pra trocar por outra que exija mais ou menos os mesmos recursos técnicos. A gente acaba bloqueando nossa evolução quando implica com a música ou acha que é difícil demais. Deixe a canção em stand by e volte depois de ter estudado outra… você vai ver que, só o fato de ter estudado outra música com os mesmos detalhes, já ficará mais fácil.

Deu pra sacar?

Bom, já pro repertório de show, a regra é única: escolha o que você gosta de cantar e as pessoas gostam de ouvir, respeitando os limites da sua voz e do seu corpo. Ensaie sempre em pé, se possível com um microfone (pode estar desligado, mais para se acostumar em ter o mic na mão e não correr o risco de tirar ele da boca no meio da música) e já experimente formas de interpretar, se movimentar e dançar. Assim vai saber se aguenta pular como a Ivete ou prefere um banquinho como a Cássia Eller.

Curtiram?

Tem mais dúvidas quanto a repertório!? Coloquem nos comentários que depois faço um apanhado geral das dúvidas para compartilhar as respostas com todos.

Um 2012 com muita música e luz pra vocês. Obrigada por prestigiarem o blog e interagirem de forma tão legal!

Beijo,

Mariana Paes
Editora do Catarse Musical

Dentro de uma Master Class: Respirem, Pontuem e Esqueçam do Led Zepplin

por Erik Piepenburg para The New York Times
tradução Mariana Paes

Na peça “Master Class”, de Terrance McNally, a estrela da ópera Maria Callas (interpretada por Tyne Caly) entende que pedagogia deve ser como limpar o chão com as ambições dos alunos.

“Tentar não é bom o bastante”, Callas repreende. “Faça”.

Uma exigente professora-dragão talvez possa funcionar para fins de entretenimento dramático, mas a atmosfera de uma master class não é sempre tão cheia de “calos” quanto Callas. Felizmente para os aspirantes a estrelas de teatro musical de Nova Iorque, não é raro que grandes nomes da Broadway os encoragem. Tudo isso em 10 minutos de aprendizado oferecidos à cantores que não se importam em parecerem bobos na frente de estranhos.

Na semana passada, o ator Raúl Esparza ministrou um curso de uma noite, como parte de uma nova série de master class de teatro musical organizada pelo BroadwaySpace.com, uma mídia social para fãs de teatro, criada pelo produtor Ken Davenport. A experiência de Esparza em musicais da Broadway inclui a remontagem de “Company” (2006), e, em 2011, uma apresentação na montagem American Songbook, no Lincoln Center.

“Você pode aprender a cantar com técnica”, explicou Esparza antes de iniciar a aula. “Mas isso não significa que você saiba atuar”.

O professor disse que sua abordagem não deveria se chocar com o talento dos alunos, mas “para tentar fazer com que alguém saia da aula melhor do que quando entrou”.

“Há muito envolvido quando tentamos ensinar alguém a cantar rapidamente através de uma música”, ele disse. “Espero que isso os leve a um ponto onde tenham uma ou duas novas habilidades que possam ser úteis futuramente”.

Vestido casualmente – jeans, camisa e sandálias -, Esparza parecia alguém que se apressou rapidamente para não perder a aula, e não um respeitado profissional indicado quatro vez ao Tony Award. Assim ele iniciou a aula, ao lado de seu pianista e diretor musical Mary-Mitchell Campbell, em frente a aproximadamente 60 pessoas. Enquanto cada um se apresentava, o professor andava pela sala, ouvindo atentamente. Suas reações eram educadas, mesmo sendo pontuais.

“Para quem você está cantando?”, perguntou no meio da canção de um dos alunos.

“Pense no sorriso”, sugeriu a uma mulher que sorria muito amplamente.

“Preste atenção nas divisões e na respiração”, disse a outro aluno.

Seu conselho para testes e audições? “Led Zepplin não vai funcionar”.

O desempenho das performances feitas ao final de uma breve interação com Esparza foram, em alguns casos, versões muito melhores do que as inicialmente apresentadas pelos cantores.

“Me apresentar e ser criticado por ele foi assustador, então eu tive de fazer”, disse Elyse Beyer, que cantou“Another Hundred People”, do musical “Company”. “Obtive ótimos feedbacks, algumas boas histórias, e devo dizer que não deixei o medo tomar conta de mim”.

Master classes são oportunidades de curtos mas intensivos treinamentos, diferentes dos cursos regulares de atuação, que podem levar semanas ou meses. A atriz Betty Buckley, que ministrará um workshop de quatro dias a partir de segunda-feira, considera a master class mais uma atualização do que uma “salvação”.

“Todos os grandes atletas tem seus instrutores/ professores particulares”, disse Buckley, vencedora de um Tony Award por sua performance em “Cats”. “Sem as observações de alguém de fora, você acaba desenvolvendo vícios. Seu professor particular ou instrutor por ajudá-lo a manter-se em boa forma”.

Muitas master classes são abertas ao públicos, não exigindo que os alunos tenham algum tipo de treinamento anterior. Os participantes podem escolher entre receber instruções individuais em frente à classe ou simplesmente observar. Geralmente há uma taxa de inscrição, e os valores podem variar, de acordo com a duração das aulas e o currículo do professor. (Nas aulas de Raúl Esparza, os participantes pagaram $ 250 e os ouvintes $ 30; A aula de Buckley custou $ 625 para participantes e R$ 400 para ouvintes). A professora veterana Barbara Cook é conhecida por sempre ministrar master classes.

Na peça “Master Class” os personagens são cantores de ópera formados na Julliard. Mas os alunos da master class de Esparza não eram assim. Uma das alunas, Ann Kirschner – que apresentou uma canção de “The Sound of Music” (A Noviça Rebelde) – disse: “Eu achei que faria papel de boba. Todos esses ingênuos estão iniciando suas carreiras e eu tenho 63 anos.  Mas acho que nunca somos velhos demais para novos conhecimentos”.

Outro aluno, Drew Fornarola, disse que optou por ser ouvinte da aula de Esparza para aprimorar seus conhecimentos como compositor.

“É ótimo para um escritor poder aprender mais sobre os atores e seus processos”, disse Fornarola. “Quanto mais compreendo sobre eles, melhor posso escrever para eles”.

Esparza disse que gosta de ensinar, mesmo que não se sinta uma autoridade, desconsiderando o que seus alunos podem imaginar sobre ele.

“Eu gosto de pessoas dispostas a admitir que nada sabem, e podemos descobrir as coisas juntos”, disse o professor.

Para sugestões de especialistas:

BETTY BUCKLEY – Segunda à Quinta, 6:30 to 11 p.m., Shetler Studios, 244 West 54th Street, Manhattan; (212) 777-7603, jbactors.com; $625 para participantes; $400 para ouvintes.

MARC KUDISCH – 29 de Agosto, 6:30 to 10:30 p.m., Davenport Studio, 250 West 49th Street, Suite 302, Manhattan; broadwayspace.com/masterclass; $199 para participantes; $40 para ouvintes.

Fonte: The New York Times

Workshops de Férias no Espaço 10X21

ES: inscrições para Workshop de voz gratuito – até 20/06

A Escola de Teatro, Dança e Música Fafi vai oferecer no dia 28 de junho, de 19h às 22h, o I Workshop da Voz Fafi. Além de um momento apenas para os alunos da instituição, haverá ainda uma mesa redonda aberta ao público.

Quem quiser participar, deve entrar em contato através do e-mailcontatofafi@hotmail.com e solicitar a ficha de inscrição, que deve ser devolvida para o mesmo endereço eletrônico até o dia 20 de junho, às 18h. O crachá de identificação, bem como material didático serão entregues na secretaria da Fafi no dia 27 de junho, das 9h às 20h.

Uma equipe multidisciplinar composta pelos doutores Gustavo Segóvia (fonoaudiólogo especialista em voz para teatro e canto) e Dan Mendonça (otorrinolaringologista especialista em voz) mais a cantora lírica, bailarina, atriz e psicopedagoga Elaine Rowena estarão mediando a dissertação sobre voz falada e cantada (prática e teórica) apresentada pelos alunos do curso de teatro da instituição.

Uma  mesa redonda de debates com os temas  voz falada e cantada, aparelho fonador, doenças do trato respiratório e vocal e saúde será aberta a profissionais de todas as áreas. Serão oferecidas 70 vagas (gratuitas) com certificado de participação. A escolha dos participantes será por ordem de inscrição.

Serviço
I Workshop da Voz Fafi
Quando: 28 de junho, de 19h às 22h.
Onde: Escola de Teatro, Dança e Música Fafi, Av. Jerônimo Monteiro, 656, Centro, Vitória.
Inscrições: através do e-mail contatofafi@hotmail.com, até o dia 20 de junho.
Mais informações: 3381-6921 e 3381-6923.

Mais Informações:

Vitor Lopes e Brunella França
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Cultura de Vitória
http://www.vitoria.es.gov.br/semc
(27) 3132-8354 // 8889-5528 // 9827-1402

http://becocultural.com.br/post.php?p=15603

Fonte: Blog Editais Culturais

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