#NascidaEm1985 – Partes 3, 4, 5 e 6 – Rock in Rio

Não é fácil manter a periodicidade das postagens em meio a um turbilhão acontecendo no trabalho e em casa rs. Mas vou me redimir e hoje a série #NascidaEm1985 não apenas vai trazer uma canção que nasceu no mesmo ano que eu, mas uma iniciativa incrível, um festival lendário, que teve sua primeira edição em 1985: o Rock in Rio! Tenho muita sorte por ter nascido no mesmo ano desse show que ocorreu no período dos primeiros passos do Brasil rumo à democracia e foi o primeiro grande festival da América do Sul.

Queria muito ter estado lá mas, como aconteceu em janeiro e eu nasci em julho, ouvi tudo da barriga da minha mãe, que viu algumas coisas pela televisão. Aos jovens que leem esse texto, há algo curioso sobre esse Rock in Rio: tinha rock e era no Rio mesmo rs. Em 10 dias, a Cidade do Rock recebeu mais de 1,3 milhão de pessoas em um espaço com sistemas de som e luz supermodernos, que inclusive iluminavam a platéia (algo inédito para a época). Era um período em que o rock começava a despontar no Brasil e os principais nomes dessa nova safra estiveram nos palcos do festival. Blitz, Paralamas, Barão, Rita Lee, Lulu Santos e Kid Abelha são alguns dos nomes.

Vendo vídeos dos shows, o coro da platéia sempre me arrepia. Todos pareciam alucinados com alto tão extraordinário, bandas nacionais super bacanas e nomes internacionais que ainda não costumavam incluir o Brasil em suas turnês. Ícones que eu amo e fizeram parte da minha formação musical estavam lá marcando presença: Queen, AC/DB, Ozzy, Iron, George Benson, James Taylor, Whistenake, Scorpions e B-52’s.

Há 30 anos, mais de um milhão de pessoas surpreendidas por shows incríveis. Hoje, quando vamos a um show, normalmente já sabemos o setlist, já vimos vídeos da mesma turnê, lemos inúmeras matérias sobre o assunto. Ou seja, de certa forma, sabemos o que esperar. Imagina há 30 anos? Sem youtube pra você dar uma espiadinha em como vai ser o show do seu artista favorito? Sem google pra você pesquisar a lista de músicas, você podia ser surpreendido por aquela canção meio “lado b” que você ama mas achou que ninguém mais gostava. Deve ter sido algo incrível e indescritível para quem esteve lá. Tanta banda que marcou época reunida em 1985, quando o show business não acabava com o limite do nosso cartão de crédito…

Pra celebrar essa grande reunião de artistas, #NascidaEm1985, o show do Queen… porque Freddie é o cara e sempre será!

Para quem quiser saber mais:

Olhem que bacana esse relato do primeiro festival: http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2013/08/14/especial-rock-in-rio-festival-surgiu-em-1985-entre-calotes-enquetes-e-rejeicao-a-bob-dylan.htm

Aqui tem uma matéria bem legal com curiosidades do primeiro Rock in Rio: http://entretenimento.r7.com/pop/fotos/rock-in-rio-completa-30-anos-relembre-curiosidades-e-polemicas-do-festival-11012015#!/foto/1

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‘Rock in Rio – O Musical’ inaugura Cidade das Artes em janeiro

por Heloisa Aruth Sturm

Dez anos e mais de meio bilhão de reais depois, a Cidade das Artes finalmente será aberta ao público. A polêmica casa de concertos localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, será o palco de estreia do espetáculo Rock in Rio – O Musical, uma história de amor embalada ao som de 50 hits do festival.

A inauguração ocorre em sistema de soft opening, espécie de teste do prédio, onde a produção do musical ocupa o espaço e, em troca, implementa a logística necessária ao seu funcionamento.

“Nós precisávamos fazer uma abertura em que começássemos a entender o que está funcionando e o que ainda precisa de restauro e de substituição. Fazer o soft opening é praticamente obrigatório em qualquer casa desse porte no mundo inteiro”, diz Emilio Kalil, que deixou recentemente a secretaria municipal de cultura para presidir a Fundação Rioarte, futura gestora do espaço.

O espetáculo ocorrerá na Grande Sala, o maior dos espaços multiuso da Casa, e terá capacidade para 1,2 mil lugares. No palco, a história de um casal apaixonado é narrada ao som de grandes hits nacionais e internacionais, interpretados pelos 25 atores. Os artistas cantam em cena contando com a ajuda e a experiência de Lucinha Lins e Guilherme Leme, que vivem a mãe de Alef e o pai de Sofia, os jovens protagonistas.

“A ideia é pegar um pouco do espírito do Rock in Rio e transformar em uma história de ficção. É inspirada na realidade que permeia o festival e no poder da música de transformar o mundo”, diz o roteirista Rodrigo Nogueira. O set list da produção é bastante eclético. “Se o perfil do festival é trazer todos os tipos de música, o musical deveria ter esse perfil também”, conta o diretor João Fonseca. Roberto Medina, idealizador do festival que já teve doze edições (oito delas no exterior), tem planos de transpor o musical para o cinema. A peça estreia em 3 de janeiro e estará em cartaz no Rio até abril e deverá chegar a São Paulo em maio.

Com as obras concluídas em setembro, os testes acústicos e de equipamentos tiveram início em novembro, e devem continuar nos próximos três meses. As salas serão abertas gradativamente até março, quando ocorre a abertura oficial da Cidade das Artes. “Crises passadas deixaram a casa um pouco abandonada.” Kalil se refere à trajetória atribulada de sua construção, que custou cinco vezes mais que o planejado e levou à instalação de duas CPIs. A mais recente, de 2009, terminou com um relatório indicando 57 irregularidades.

O prédio projetado pelo arquiteto francês Christian de Portzamparc, autor da Cité de la Musique (Paris), consumiu R$ 518 milhões da prefeitura e chegou a ser inaugurado cinco dias antes do término do mandato de César Maia, em dezembro de 2008, quando faltava a conclusão de 40% do projeto. Seu sucessor, o atual prefeito Eduardo Paes, suspendeu a execução dos contratos e pagamentos, e contratou uma equipe para fazer uma auditoria. As obras só foram retomadas dez meses depois.

Muse e Alice in Chains são anunciados no Rock in Rio

O festival Rock In Rio confirmou, em seu site oficial, as bandas Muse e Alice In Chains como headliners da edição 2013. Os dois se apresentam no Palco Mundo, sendo que o Alice In Chains toca no dia 19 de setembro, mesma noite que o Metallica. A data do Muse ainda não foi confirmada.

Tanto Alice In Chains quanto o Muse estiveram recentemente no Brasil. Os norte-americanos se apresentaram na edição 2011 do SWU, realizada em Paulínia, interior de São Paulo, em novembro. Já o Muse veio em abril do mesmo ano, abrindo os shows do U2 em São Paulo.

A quinta edição brasileira do Rock In Rio acontece nos dias 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro do ano que vem. Entre as atrações já confirmadasestão Bruce Springsteen, Iron Maiden, Metallica e Ben Harper. Comprovando seu sucesso entre os brasileiros, o festival vendeu os 80 mil Rock In Rio Cards disponibilizados no dia 30 de outubro em apenas 52 minutos.

Fonte: Terra

Em 2013, Buenos Aires recebe Rock in Rio pela primeira vez

A Argentina será o segundo país da América do Sul a acolher o Rock in Rio, após o pré-acordo alcançado entre a organização do evento e o Governo de Buenos Aires, que terá a sua primeira edição em setembro de 2013.

A informação foi antecipada à Agência Efe pelo presidente e criador do festival, Roberto Medina, que apontou a cooperação institucional, a proximidade com o Rio de Janeiro e a íntima relação da Argentina com a música como as principais razões para a escolha de Buenos Aires como o novo destino de um dos maiores eventos de música, lazer e entretenimento do mundo.

“A Argentina tem uma relação muito antiga com o Rock in Rio por sua proximidade com o Brasil”, indicou Medina.

Em sua última edição na Cidade Maravilhosa, em setembro e outubro passados, o Rock in Rio celebrou sete dias de festival, com um público total de 700 mil pessoas, gerando para a cidade US$ 460 milhões, segundo números da Prefeitura.

Medina destacou que tanto o governador de Buenos Aires, Mauricio Macri, como seu ministro da Cultura, Hernán Lombardi, mostraram uma “rápida compreensão” sobre o impulso econômico e o impacto mundial em termos de imagem que representa a marca Rock in Rio.

O festival chegará à capital argentina no final de setembro, poucos dias depois da realização de sua edição carioca, pelo que haverá coincidências na programação, com eventuais intercâmbios musicais.

“Antes de mais anda se trata de oferecer boa música”, afirmou o criador do festival, que, após sua incursão há anos na Europa, pretende chegar aos Estados Unidos em breve.

“A ideia é que se torne tão importante para a música como a Copa do Mundo é para o futebol, com muita qualidade em todos os aspectos”, desde o gramado às lojas, desde o transporte à infraestrutura.

O Parque da Cidade, um espaço de 200 mil metros quadrados que esteve fechado nos últimos 30 anos e que fica a 15 minutos do centro, será a sede da quarta Cidade do Rock do mundo, depois das de Rio de Janeiro, Lisboa e Madri, com capacidade para receber 100 mil por dia.

Segundo a organização do Rock in Rio, foi assinado com as autoridades o chamado “Protocolo de Intenções” no qual são expostas as condições necessárias para a realização deste evento e, em um período de 60 a 90 dias, será editado o contrato definitivo.

A designação de Buenos Aires como nova sede não descarta a eventual organização do festival em outras cidades do continente americano.

Medina disse que espera iniciar em breve conversas com o Peru, que se mantêm as negociações com o México, onde existem alguns problemas quanto à localização da Cidade do Rock, e que Bogotá, a candidatura que mais progride, pode se tornar sede em 2014.

Antes disso, em 2012, o Rock in Rio passará por Lisboa e Madri entre os meses de maio e julho, com apresentações de Bruce Springsteen, Red Hot Chili Peppers, Maroon 5, Lenny Kravitz e David Guetta, entre outros.

Fonte: UOL

Rock in Rio 2013 terá 15 mil pessoas a menos por dia

por Carolina Lauriano e Henrique Porto

Em meio à festa do último dia de Rock in Rio, foi anunciado na tarde deste domingo (2), na Cidade do Rock, a parceria entre prefeitura do Rio, patrocinadores e o organizador oficial do festival, Roberto Medina, para a realização do evento em setembro de 2013.

Segundo Medina, a próxima edição terá a capacidade máxima de público reduzida de 100 mil para 85 mil pessoas. “Isso será feito para que as pessoas possam transitar com mais conforto. Além disso, o impacto no trânsito e no abastecimento de comida é menor”, afirmou.

A ideia do publicitário e idealizador do festival é criar novas opções de entretenimento na Cidade do Rock, como a Street Dance. “Vou fazer um pequeno palco perto do Sunset para cada apresentações de grupos de street dance norte-americanos. Inclusive já estou fazendo o cenário”, adiantou Medina, que ainda não decidiu se o Rock in Rio terá seis ou sete dias de duração.

O projeto de “ampliação da plataforma da marca Rock in Rio”, como definiu o próprio Medina, também passa pelo teatro, cinema e games. “Em setembro do ano que vem vamos lançar um musical sobre o Rock in Rio. Também estamos estudando games, em que o sujeito vai poder construir sua própria Cidade do Rock. Além disso, um longa-metragem está sendo filmado aqui. O filme contará a história de um caso de amor em 1985 e que recomeça nesta edição”, comentou o empresário, que gostaria de levar o festival para mais um país latino-americano no ano que vem.

“Provavelmente será o México. Posteriormente, acho que os caminhos nos levarão para a Inglaterra e os Estados Unidos”, ressaltou Medina.

A coletiva não foi aberta para perguntas dos jornalistas. Após a entrevista, foi divulgado um balanço parcial do festival atual: nos seis dias desta edição, 600 mil pessoas já assistiram as apresentações dos Palcos Mundo e Sunset, e são aguardados mais 100 mil visitantes neste domingo, último dia do evento. A área Vip recebeu 4 mil convidados por dia.

Das 700 mil pessoas que compraram ingressos para o Rock in Rio, 45% são turistas de fora do estado e 55% do Rio (cariocas e região metropolitana).

Até a noite de sexta-feira (30), cerca de 24 mil pessoas já tinham passado pela Roda Gigante, quase 21 mil pela Montanha Russa, em torno de 4 mil pela Tirolesa e cerca de 7 mil pelo Free Fall.

Cidade do Rock será aberta ao público em até 40 dias
No último dia de Rock in Rio, o prefeito Eduardo Paes afirmou que a Cidade do Rock vai ser aberta ao público em até 40 dias, com quadras e equipamentos de esporte e lazer.

“Esse espaço aqui vai ser aberto à população, uma grande área de lazer, com quadra de futebol, prática de esporte, vão poder andar de bicicleta, é um espaço para as pessoas curtirem. E é a primeira obra das olimpíadas que está pronta”, disse.

Em 2016, segundo Paes, o local será a área de lazer dos atletas. “Até 2016 vai ter rock and roll, mas em 2016 aqui ver ter atletas. “A gente viveu aqui uma grande experiência para a Copa de 2014 e as olimpíadas de 2016”, afirmou o prefeito, ressaltando que a realização de um Rock in Rio é mais complexa do que uma olimpíada.

Paes elogiou a operação logística do Rock in Rio, mas não deixou de falar da necessidade de melhorias para as próximas edições. “A partir do que a prefeitura aprendeu, essa semana devo publicar um decreto estabelecendo regras, inclusive internas, para ter nos eventos”, disse ele.

Segundo o prefeito, uma medida a ser adotada é radicalizar a punição aos taxistas que fixam preços fechados para levar o público de volta para a casa. “O sujeito vai perder a permissão dele, não vai ter mais processo administrativo. Isso é um absurdo”, afirmou.

Paes disse ainda que um grupo da prefeitura observando e anotando falhas e defeitos durante os dias do festival, para reunir as informações e transformar em um decreto.

Fonte: G1

Rock In Rio não deixa história memorável

por Jotabê Medeiros

Do ponto de vista comercial, o Rock in Rio foi um sucesso: 310 mil turistas vieram ao Rio (20% deles do exterior), quase 40% a mais do que o normal nesse período do ano. Eles ocuparam a totalidade dos hotéis, deixando R$ 800 milhões para a cidade. Foram 700 mil espectadores, 170 atrações, 98 horas contínuas de música – há quem discorde dessa última definição.

O Rock in Rio tem grande valor histórico. Empurrou a música brasileira, uma das mais ricas, para os palcos principais, deu-lhe públicos de 100 mil pessoas, visibilidade e respeito. Deu-lhe também condições técnicas equivalentes às das maiores bandas do mundo. Assumiu a efervescência da face comercial, sem falso moralismo, e abriu espaço para o futuro. Potencializou a grande ansiedade pela arte que vem ao festival de todo lugar, do Oiapoque ao Chuí, com suas bandeiras coloridas, suas camisas de times. Essa é a riqueza maior do festival, uma pulsão humana maior que o preconceito e a unanimidade de elite.

Mas não é injusto dizer que essa edição foi uma das mais conservadoras, em termos artísticos, coisa que não pode se repetir em 2013. Godzilla dos festivais de rock, o Rock in Rio não deixa, como saldo artístico, uma impressão boa. Pareceu ter sido montado sem convicção curatorial, recebendo o que era ofertado com mais presteza (quem sabe alguma pechincha). Parte das suas atrações principais se apresentou antes em outras cidades, como Red Hot Chili Peppers e Ke$ha (em São Paulo), o que esvaziou um pouco a curiosidade sobre suas performances.

Muitos artistas também demonstraram certa preguiça em relação ao novo, fazendo seus shows tradicionais (o mesmo show que fazem em feiras agropecuárias), caso de Skank, Jota Quest, Maroon 5, Frejat, Maná, Lenny Kravitz. Poucos fugiram da preguiça, caso de Claudia Leitte, Coldplay, Evanescence – enfrentando inclusive os riscos dessa ousadia. Outros, cuja performance era ironizada antes de chegarem aqui, se superaram em vontade e animalidade musical, como Elton John.

O palco que teria a função de anunciar a novidade, o Sunset, falhou. As jams anunciadas só tinham uma interface entre um e outro artista – ensaiavam uma só musiquinha, e um deles apenas fazia corinho na música do outro. Os únicos duetos a fugir disso foram o de Marcelo Camelo e The Growlers e Esperanza Spalding e Milton Nascimento.

Em dado momento da semana passada, após os problemas iniciais (mais de 400 assaltos e furtos só na primeira semana), o Rock in Rio definiu o público como ‘mal educado’. Não está tão longe da verdade. A reportagem do Estado testemunhou um grupo de garotos urinando em copos de cerveja para não ter de ir ao banheiro, e depois entornando o conteúdo na grama sintética. Em outro extremo, garis passavam pela vigilância com espectadores clandestinos dentro de seus carrinhos de lixo de rodas de 100 litros, cobrando R$ 20 por cabeça. Como dar uma resposta a isso, essa desumanização e falta de noção crônicas?

O Brasil vive um momento de preocupação com os megaeventos. Credenciou-se para isso, precisa se preparar. Mas foi falso imaginar que uma Cidade do Rock de fantasia, que ignora o cerco que se forma lá fora, poderia afirmar nossa vocação para o espetáculo de massas. É preciso insistir, mas com realismo, cuidando com mais rigor da logística, abrindo canais de comunicação com o mundo real, sem deixar de fazer um grande espetáculo.

Fonte: O Estado de S. Paulo

A grande visão de Stevie Wonder

por Mariana Paes

Passei minha infância ouvindo de tudo um pouco. No som três em um aqui de casa (aquele lindo com dial iluminado, fita K7 e toca discos) os mais pedidos eram Queen, Milton Nascimento, Simply Red, A-ha, Michael Jackson, Elis Regina, Secos e Molhados e músicas internacionais estilo “Alpha FM” que ainda me fazem sentir o cheiro do lustra móveis que mantinha impecável a estante onde ficava o aparelho.

Ontem senti de novo esse cheiro… assistindo Stevie Wonder ao vivo no Multishow. Quase dormi várias vezes enquando assistia Didi Wagner e Luisa Micheletti enrolarem com muita classe… o astro da noite estava ligeiramente atrasado. Lutei contra o sono e fui presenteada com o show mais incrível que tive o prazer de assistir.

Nem eu tinha consciência de que conhecia TUDO do Stevie Wonder, mas sempre adorei, parei pra ouvir e ver… fez parte do meu “amadurecimento musical” e hoje, como professora de canto, vejo o quanto tive sorte em ter uma influência musical como esse encantador artista.

Acompanhei quase todos os shows do Rock in Rio pela TV, vi artistas pularem, dançarem, rebolarem, forçarem um pouco a barra no mis en cene, fazer a platéia vibrar mas ninguém manteve a multidão hipnotizada como Stevie Wonder. Era uma energia tão incrível que senti mesmo não estando lá, que notei no olhar das backing vocals (competentíssimas) e na empolgação do artista que convocou a platéia pra cantar em vários momentos, sentindo que todos estavam envolvidos de corpo e alma naquele momento.

Comento com meus alunos de canto que é muito importante conseguir cantar com o coração, que temos que nos despir de preconceitos, medos e deixar transbordar sentimento pra que a platéia compreenda o motivo de estarmos ali. Escolhi a arte por esse poder de tocar a vida das pessoas e ontem tive absoluta certeza de que Stevie escolheu essa carreira pelo mesmo motivo.

Quem não teve oportunidade de ver, abaixo tem um dos meus trechos preferidos:

Rock in Rio é experiência intensa de festival, mas tem diversos problemas a serem corrigidos

por Stella Rodrigues, do Rio de Janeiro

Com uma performance eletrizante de “Seek and Destroy”, o Metallica encerrou o fim de semana de estreia do Rock in Rio. A primeira parte do evento tem um saldo positivo em diversos aspectos, mas também uma extensa lista de questões de estrutura a serem melhoradas para os quatro dias de evento restantes (29 e 30 de setembro, 1 e 2 de outubro).

Banheiros
O problema mais marcante no último domingo, 25, foi em relação aos banheiros. A produção do Rock in Rio optou por dispensar os costumeiros banheiros químicos e instalar 500 cabines de banheiro com sistema próprio de água e esgoto. Porém, no terceiro dia de atividades na Cidade do Rock, a quantidade de objetos jogados no sistema sanitário contribuiu para que os encanamentos não suportassem e vazassem, deixando um odor fétido de urina nas regiões em torno dos banheiros. A assessoria de imprensa do evento informou que, ao longo dos próximos dias, a equipe de engenharia trabalhará para consertar o problema e retomar o festival no próximo fim de semana sem questões de higiene pendentes. (leia toda a entrevista aqui).

Alimentação
Uma dificuldade que também atrapalhou a diversão das 100 mil pessoas a cada dia que estavam na Cidade do Rock, com seus 150 mil metros quadrados de extensão, foi a alimentação. Os 12 quiosques e 48 lojas de comida não deram conta da fome do público. O tempo nas filas (foto) durava mais do que algumas das apresentações. E, com a pressa de atender toda aquela gente, os funcionários das lanchonetes acabavam servindo comida ainda parcialmente congelada, por exemplo. Em entrevista à Rolling Stone Brasil, a vice-presidente Roberta Medina declarou, a respeito da rede de fast food Bob’s, uma das mais presentes no local e que chegou a ficar sem comida, em alguns momentos: “É o maior operador e está deficitário. Eles estão trabalhando para aumentar a agilidade do atendimento. Sabemos que um dos problemas é a contratação de mão de obra temporária, que não se compromete, não está habituada com a dinâmica, porque não trabalham nas lojas. São coisas que estamos consertando.” Leia mais aqui..

Organização do espaço
A quantidade massiva de pessoas não tornou apenas inviável a alimentação. A circulação estava complicada, pois, por mais que todos coubessem ali, o lugar não tem espaço de fluxo, de forma que para chegar de um ponto a outro, leva tempo – e paciência. Isso vale também para a região de saída da Cidade do Rock. Roberta Medina afirmou que fez duas vezes o trajeto entre a porta da Cidade do Rock e o local de onde partiam os ônibus que transportavam o público de volta às suas casas – e que levou, em cada uma delas, cerca de 12 minutos. Porém, levando em consideração que boa parte do público chegava e saía na mesma hora, a aglutinação de pessoas fazia com que essa caminhada levasse mais de uma hora. Lá dentro, o ponto de maior problema de fluxo de pessoas é a região da Rockstreet. Era bastante difícil circular pela rua baseada no cenário de Nova Orleans que, afinal de contas, era uma rua e servia para isso. Roberta citou esse espaço nominalmente, em entrevista, e afirmou que a rua deverá ser alargada, conforme a possibilidade do espaço, para que a situação seja sanada quando o festival reabrir.

A dificuldade em ir de um ponto a outro intensificou um hábito que é tido como comum entre muitos brasileiros: o de jogar lixo no chão. Era possível ver latas de lixo com bastante espaço e gente jogando lixo fora delas, ou seja, não foi uma questão de falta de latões onde colocar os dejetos. Ainda assim, a Cidade do Rock parecia um aterro ao final de cada dia. Na noite de sábado, quando choveu e as pessoas dispensaram suas capas de chuva usadas nos gramados, a paisagem ficou ainda pior.

Segurança
Outro problema que deu trabalho aos organizadores foi a segurança. Como é costumeiro em aglomerados desse porte, furtos aconteceram, sendo registrados entre 100 e 200 boletins de ocorrência a cada dia – nem todos relativos a furtos, mas a grande maioria. “A diferença do primeiro para o segundo dia foi brutal. A história dos furtos, que é algo que a própria polícia questiona, porque não necessariamente foram furtos – já que as pessoas largam bolsas no canto e vão pular com a banda”, despistou Roberta Medina, acrescentando que aumentou a quantidade de homens que fizeram a segurança e colocou alguns agentes à paisana em meio ao público para facilitar, afinal, não é nada fácil pegar pessoas colocando a mão nas bolsas dos outros e roubando celulares em meio ao caos da pista. Para mais informações a respeito das ocorrências policiais durante o Rock in Rio, clique aqui e aqui.

No mais, o Rock in Rio, se provou uma experiência de festival bastante intensa – pecando, porém, nessas questões de logística. Em termos de show, mesmo, o que atrapalhou foram os atrasos, que Roberta Medina garante que serão evitados ao máximo no próximo fim de semana, e problemas de áudio no palco Sunset (que geraram ainda mais atrasos).

O Rock in Rio continua sua maratona de 160 bandas e mais de 14 horas por dia de shows na próxima quinta, 29, com Stevie Wonder, Ke$ha, Joss Stone, entre outras atrações.

Fonte: Rolling Stone Brasil

Cidade do Rock recebe ajustes finais para o Rock in Rio

RIO DE JANEIRO – Local que receberá a partir da próxima sexta-feira os shows do Rock in Rio, a Cidade do Rock ganha os últimos retoques para o festival.

Com mais de 120 mil metros quadrados, o terreno localizado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, pode até ser confundido com um gigantesco parque de diversões. Afinal, nele foram instalados uma roda-gigante, uma montanha-russa e uma tirolesa, atrações que o público poderá conferir a partir do primeiro dia de shows.

“A cidade viu nascer o Rock in Rio, que deixou de ser um evento do Brasil para se transformar em um festival do mundo. O objetivo era voltar para casa e apresentar esse festival a todos aqueles que não tiveram a oportunidade de vivenciá-lo ao vivo”, afirmou à Agência Efe o diretor de produção do festival, Nuno Sousa Pinto.

O Rock in Rio retorna ao Rio de Janeiro, sua cidade de origem, depois de dez anos de ausência. A primeira edição, realizada em 1985, reuniu mais de 1,5 milhão de pessoas.

“A edição de 85 foi histórica. Agora o que queremos é recuperar esse espírito aqui (no Rio). O Rock in Rio se transformou em um dos eventos mais conhecidos da Europa. Por isso queremos voltar a Lisboa, Madri e, quem sabe, ir a outras cidades”, disse Nuno.

O festival, que será realizado de 23 a 25 de setembro e do dia 29 deste mês a 2 de outubro, contará com atrações como Rihanna, Shakira, Kate Perry, Stevie Wonder, Red Hot Chili Peppers, Guns N’Roses, Coldplay e Metallica.

Depois do Rock in Rio, a Cidade do Rock será transformada em uma grande área de lazer até 2016. A idéia é construir no local um parque para os atletas que virão ao Rio de Janeiro para disputar os Jogos Olímpicos.

Fonte: UOL

As curiosidades de dentro [e fora] dos palcos do Rock in Rio

Um dos maiores festivais de música do mundo, o Rock In Rio, chega à sua terceira edição em terras brasileiras, depois de um hiato de dez longos anos longe do País. O festival será realizado nos dias 23, 24, 25, 29 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro, na Cidade do Rock, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, com direito a mais 100 atrações.  O Estadão.com.br listou algumas curiosidades de dentro [e fora]  dos palcos de cada edição do Rock in Rio.

1985

O sino de meia tonelada do AC/DC e “paixão” de Ozzy pelo Flamengo

Ao contrário do que muitos fãs pessimistas do heavy metal afirmam, o Rock in Rio é, sim, sinônimo de música pesada, e das boas. A primeira edição do evento, em 1985, contou com uma noite bastante agitada. Em 11 de janeiro, o público ouviu de perto a potência do sino do vocalista da banda AC/DC, Brian Johnsonn, na canção Hells Bells.

O grupo australiano exigiu a presença de um sino de meia tonelada para tocar na noite do heavy metal. O objeto era tão pesado que precisou ser trazido de navio para o Rio de Janeiro.

O palco, entretanto, não suportou a estrutura do sino. Para atender as exigências dos rapazes, que só dariam o ar da graça ao público gigantesco, caso o objeto estivesse presente, os cenógrafos tiveram de improvisar um sino de gesso para a ocasião.

O show se tornou um dos mais memoráveis da história do festival, com direito às batidas ensurdecedoras de Brian Johnsonn no inesquecível artefato.

A parte final da apresentação do AC/DC foi marcada pelos disparos de dois canhões, um de cada lado do palco, em For those about rock.

Se o AC/DC tentou trazer seu sino de meia tonelada para a primeira edição do Rock in Rio, em 1985, o príncipe das trevas, Ozzy Osbourne, que recentemente se apresentou no Brasil, não deixou por menos.  Preocupado em se apresentar no mesmo dia do escocês Rod Stewart, Ozzy acreditava que seria vaiado pelo público, o que acabou não acontecendo.

Com o recém-lançado álbum Bark at the Moon, Ozzy fez de tudo no show, inclusive vestir uma camisa do Flamengo, atirada no palco.

Uma cláusula do contrato de Ozzy o impedia de morder qualquer tipo de animal vivo durante a apresentação. A equipe do Rock In Rio decidiu tomar esta atitude devido ao famoso episódio em que Ozzy mordeu a cabeça de um morcego em um show, no ano de 1982, e teve de ser levado às pressas para o hospital. É claro que um engraçadinho jogou uma galinha no palco. O príncipe das trevas, contudo, não repetiu o mesmo erro e ignorou o pobre bichinho.

1991

Rock In Rio no Maracanã, o menor público do festival

Diferentemente da primeira edição do Rock in Rio, realizada na cidade do rock, construída em Jacarepaguá, a segunda edição do festival aconteceu no estádio do Maracanã, em 1991. O gramado foi adaptado para receber o palco e os mais de 700 mil espectadores em nove dias.

Foi o menor público da história do Rock in Rio no Brasil. Em 1985, 1.380.000 pessoas foram ao evento. A terceira e última edição, em 2001, contou com 1.235.000 pessoas.

O público também assistiu aos shows das arquibancadas do estádio.  A estrutura do evento também aumentou. O palco tinha 85 metros de frente por 25 metros de profundidade e era ladeado por duas telas de 9 m de altura por 7 m de comprimento.

A banda norueguesa A-HA conseguiu até um recorde de maior público pagante da segunda edição com 198.000 pessoas.

2001

A troca de farpas entre Oasis e Guns N’Roses

Já é de conhecimento de todos que os irmãos Noel e Liam Gallagher, ex-Oasis, não são lá muito amigáveis. O que ninguém esperava, entretanto, é que eles falariam mal de uma das bandas mais aguardas do festival, o Guns N’Roses, na coletiva de imprensa do Rock In Rio.

Questionado sobre o que para ele seria um mundo melhor, Noel Gallagher foi categórico: “Um mundo com um ar mais puro e sem armas e rosas”, fazendo uma analogia à banda de Axl Rose.

Guns N’Roses e Oasis tocariam na mesma noite, o que deixou o clima bastante hostil entre os fãs dos dois grupos.

Na apresentação da banda inglesa, os fãs de Axl gritavam o nome do Guns N’Roses . Antes do Oasis fechar o show com ‘Rock ‘n’ Roll Star’, o vocal Liam disse: “Esta vai para o Senhor Rose”.

Quando o Guns N’Roses entrou em cena, depois de um longo tempo de espera, Axl não deixou por menos e gritou: “Agora que vocês já dormiram, é hora do rock and roll de verdade”, esbravejou.A banda norueguesa A-HA conseguiu até um recorde de maior público pagante da segunda edição com 198.000 pessoas.

O boicote das bandas brasileiras

A edição de 2001 do Rock in Rio também foi marcada por um boicote de algumas bandas brasileiras.  Grandes nomes do rock brasileiro decidiram não participar, faltando apenas quatro meses para o início do festival.

Liderados pelo O Rappa, outras seis bandas decidiram não tocar no Rock In Rio devido a problemas com os organizadores do evento: Skank, Jota Quest, Raimundos, Charlie Brown Junior, Raimundos e Cidade Negra. Com esse boicote, o cast do festival teve que ser reformulado.

Ira! e Ultraje a Rigor, dois fortes nomes do rock nacional, não participaram da retaliação e subiram juntos ao palco, com direito a uma versão de Should I Stay Or Should I Go, do The Clash.

A apresentação ficou conhecida na época como “Recreio dos Bandeirantes” (em referência ao bairro vizinho a Jacarepaguá e ao palácio do governo do Estado de São Paulo).

Fonte: O Estado de S. Paulo

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