#NascidaEm1985 – Partes 3, 4, 5 e 6 – Rock in Rio

Não é fácil manter a periodicidade das postagens em meio a um turbilhão acontecendo no trabalho e em casa rs. Mas vou me redimir e hoje a série #NascidaEm1985 não apenas vai trazer uma canção que nasceu no mesmo ano que eu, mas uma iniciativa incrível, um festival lendário, que teve sua primeira edição em 1985: o Rock in Rio! Tenho muita sorte por ter nascido no mesmo ano desse show que ocorreu no período dos primeiros passos do Brasil rumo à democracia e foi o primeiro grande festival da América do Sul.

Queria muito ter estado lá mas, como aconteceu em janeiro e eu nasci em julho, ouvi tudo da barriga da minha mãe, que viu algumas coisas pela televisão. Aos jovens que leem esse texto, há algo curioso sobre esse Rock in Rio: tinha rock e era no Rio mesmo rs. Em 10 dias, a Cidade do Rock recebeu mais de 1,3 milhão de pessoas em um espaço com sistemas de som e luz supermodernos, que inclusive iluminavam a platéia (algo inédito para a época). Era um período em que o rock começava a despontar no Brasil e os principais nomes dessa nova safra estiveram nos palcos do festival. Blitz, Paralamas, Barão, Rita Lee, Lulu Santos e Kid Abelha são alguns dos nomes.

Vendo vídeos dos shows, o coro da platéia sempre me arrepia. Todos pareciam alucinados com alto tão extraordinário, bandas nacionais super bacanas e nomes internacionais que ainda não costumavam incluir o Brasil em suas turnês. Ícones que eu amo e fizeram parte da minha formação musical estavam lá marcando presença: Queen, AC/DB, Ozzy, Iron, George Benson, James Taylor, Whistenake, Scorpions e B-52’s.

Há 30 anos, mais de um milhão de pessoas surpreendidas por shows incríveis. Hoje, quando vamos a um show, normalmente já sabemos o setlist, já vimos vídeos da mesma turnê, lemos inúmeras matérias sobre o assunto. Ou seja, de certa forma, sabemos o que esperar. Imagina há 30 anos? Sem youtube pra você dar uma espiadinha em como vai ser o show do seu artista favorito? Sem google pra você pesquisar a lista de músicas, você podia ser surpreendido por aquela canção meio “lado b” que você ama mas achou que ninguém mais gostava. Deve ter sido algo incrível e indescritível para quem esteve lá. Tanta banda que marcou época reunida em 1985, quando o show business não acabava com o limite do nosso cartão de crédito…

Pra celebrar essa grande reunião de artistas, #NascidaEm1985, o show do Queen… porque Freddie é o cara e sempre será!

Para quem quiser saber mais:

Olhem que bacana esse relato do primeiro festival: http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2013/08/14/especial-rock-in-rio-festival-surgiu-em-1985-entre-calotes-enquetes-e-rejeicao-a-bob-dylan.htm

Aqui tem uma matéria bem legal com curiosidades do primeiro Rock in Rio: http://entretenimento.r7.com/pop/fotos/rock-in-rio-completa-30-anos-relembre-curiosidades-e-polemicas-do-festival-11012015#!/foto/1

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Há 20 anos, morria o insubstituível Freddie Mercury

Lipe Fleury

A morte de um dos maiores vocalistas da história do rock completa 20 anos nesta quinta-feira. Nascido no arquipélago de Zanzibar em 1946, no leste africano, Farrokh Bulsara estava destinado ao estrelato. Quem?

Certo, embora seu nome de batismo não soe familiar, a alcunha artística Freddie Mercury tornou-se sinônimo de carisma e talento, e é imediatamente associada a uma voz cristalina e de alcance impressionante.

Na companhia de um habilidoso trio de instrumentistas, Freddie fundou uma das bandas mais icônicas em todos os tempos, o Queen. Teatral, o cantor comandou shows comoventes e divertidos em estádios e arenas ao redor do planeta por cerca de quinze anos. Nas palavras do próprio músico, o Queen era “o Cecil B. DeMille do rock & roll, sempre querendo fazer coisas maiores e melhores”.

O grupo foi um dos primeiros gigantes do rock a se apresentar por aqui. Em 1981, tocaram duas noites no Estádio do Morumbi, para uma plateia ensandecida de quase 100 mil pessoas. Quem estava presente costuma lembrar o momento com carinho e nostalgia. Quatro anos mais tarde, voltariam ao País para mais dois shows sublimes, na primeira edição do Rock in Rio.
Freddie também foi um prolífico compositor, assinando alguns dos maiores e mais originais hits da banda, como Bohemian Rhapsody e Don’t Stop Me Now. O típico uso de overdubs do Queen, muitas vezes resultando em fascinantes harmonias vocais, também é atribuído ao frontman.

Como alguns de nossos ídolos, Freddie foi vítima da aids, doença que à época ainda carecia de um tratamento eficiente. Um gênio insubstituível, que merece reverência especial na data de hoje mas que será lembrado para sempre por qualquer fã da boa música.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Queen lançará álbum inédito com gravações antigas de Freddie Mercury

por Luciano Borborema

O guitarrista Brian May confirmou que está trabalhando com os arquivos do Queen, auxiliado pelo baterista Roger Taylor. Com isso, estudam lançar um disco de inéditas com demos antigas gravadas na voz de Freddie Mercury. O anunciou foi feito por May em entrevista à revista NME.

Além desse projeto, May e Taylor trabalham na sequência do musical We will rock you. A banda até chegou a lançar um trabalho de músicas novas batizado de Queen + Paul Rodgers (2009).

Com esse trabalho, a banda saiu em turnê mundial e passou pelo Brasil. “Innuendo” (1991) é o último trabalho da banda lançado com Freddie Mercury nos vocais.

Fonte: Território Eldorado

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