Setor musical precisa afinar a gestão para continuar a crescer e movimentar R$ 1 bilhão

por Renata Cardoso

Imagine a trajetória de uma banda boa que por falta de harmonia entre os músicos começa a fazer apresentações mornas, frustrar o público e desagradar aos fãs. É mais ou menos dessa maneira que o setor de instrumentos musicais comporta-se nos últimos anos aqui no Brasil.

O segmento está em alta e a indústria nacional deve faturar em torno de R$ 700 milhões até o fim do ano. Esse resultado é escorado pelo crescimento de 11% nos últimos dois anos, segundo a Associação Brasileira da Música (Abemusica). O varejo deve movimentar mais em 2012: R$ 1 bilhão. O desafio agora é colocar a casa em ordem para manter e ampliar essa expansão.

Para isso acontecer, os empreendedores devem transformar o setor, que precisa deixar de ser ‘adolescente’ – guiado em boa parte de sua existência pelo amadorismo – e amadurecer. Caso contrário, será esmagado justamente pela falta de profissionalização. “A arte é para os músicos, não para quem tem uma loja. Quem trabalha com música deve se preocupar com o negócio”, explica Samy Dana, professor de economia da FGV-SP.

O varejo de instrumentos musicais conta com 1,5 mil pontos de venda no Brasil, mas a rua Teodoro Sampaio, em São Paulo, é o exemplo mais bem acabado de que o segmento precisa mudar. Lá funcionam 100 lojas especializadas que revezam-se em um abre e fecha constante.

Faltam metas e planos de negócios estruturados para minimizar as perdas provocadas por movimentos de escala mundial, como a crise econômica nos Estados Unidos, em 2008, e a que assola a Europa atualmente.

Foi justamente o caos na economia que provocou um revés na vida do empresário Vladimir Teixeira. Ele inaugurou, em 2001, a Hendrix World Music. A saúde financeira da pequena empresa estava boa. Mas aí o mundo entrou em recessão. “As pessoas pararam de comprar por causa da alta do dólar. Eu tinha que tomar providências e demitir pelo menos uma parte dos 70 funcionários, mas achava que a situação iria melhorar e protelava as decisões. Enquanto isso, as contas aumentavam”, relembra.

O desempenho das lojas não melhorou. E o empreendedor fechou unidades e demitiu funcionários. Para piorar, o registro que permitia a ele usar o nome Hendrix expirou e Vladimir envolveu-se em uma disputa judicial com os representantes do músico Jimi Hendrix – para retomar o negócio, o empresário optou por mudar a marca para VP Musical até o fim da disputa. “A Hendrix chegou a faturar R$ 2 milhões antes da crise”, relembra Vladimir.

Mais atento às necessidades e peculiaridades do setor que atua, o empresário decidiu cortar custos e recomeçar de forma mais modesta. “Ainda tem espaço para crescer, mas dessa vez terei o pé no chão. Hoje tenho apenas 15 funcionários.”

De acordo com dados da Abemusica, a participação da indústria nacional no segmento é incipiente e 90% do faturamento é composto pela venda de produtos fabricados fora do País.

Boa parte das novidades é apresentada ao público na Expomusic,maior feira do setor de instrumentos musicais da América Latina e que ocorre agora em setembro.

“O consumo de instrumentos tem características peculiares. As grandes marcas importadas são as preferidas”, explica Sinésyo Batista da Costa, presidente da Abemusica.

O fenômeno é explicável. A invasão de produtos estrangeiros teve o seu ápice na metade da década de 1990, quando o então presidente Fernando Collor de Mello promoveu a abertura econômica para o exterior. O panorama não alterou-se desde então e a indústria nacional perdeu força e também competitividade diante dos produtos fabricados principalmente na China.

O consumidor ganhou acesso a grandes grifes de equipamentos musicais e, com isso, aumentou o seu leque de opções no momento da compra.

Custo alto
Mas esse movimento cobra até hoje um preço alto desses mesmos clientes. Culpa da alta carga tributária. O jeito encontrado foi comprar no exterior, onde o custo para o consumidor final cai sensivelmente.

“O brasileiro já tem renda para comprar, mas ele vai fazer isso da forma mais vantajosa”, afirma René Moura, proprietário da importadora Royal Music. “Não faz sentido pagar R$ 5 mil por uma guitarra se com esse valor ele consegue ir até os Estados Unidos, aproveitar a viagem e ainda comprar o instrumento? ”, analisa o empresário.

E a culpa, para René, recai mesmo sobre os impostos. “O sistema brasileiro é nosso principal concorrente, pois com as altas tributações, fica mais atrativo comprar fora, mesmo sem o consumidor ter a garantia de contar com a assistência técnica disponível no País”, complementa.

Em atividade há mais de 20 anos, a Play Tech, hoje com cinco lojas físicas e uma virtual, atribui sua longevidade justamente à gestão empregada no negócio.

Marcelo Maurano, que administra a empresa, aprendeu com o pai, Pedro, a pensar no longo prazo e em todos os detalhes do empreendimento. “Sempre tem loja abrindo ou fechando. Normalmente, elas fecham porque foram muito imediatistas. Os donos muitas vezes nem levam em consideração a valorização imobiliária da região”, conta.

Ao falar sobre sua experiência, Marcelo deixa um ensinamento para os empresários do setor: planejar é mais do que preciso, é fundamental.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Ibermúsicas abre inscrições para a seleção de projetos musicais

O Ibermusicas, Programa de Fomento das músicas Ibero-Americanas, está convidando interessados a participarem da seleção de projetos. As inscrições vão até o próximo dia 27 no site da Funarte (http://www.funarte.gov.br).

O objetivo do projeto é apoiar a criação musical e a produção de obras de artistas ibero-americanos. No site, há os requisitos para os projetos participantes e, uma vez adequados, poderão ser enviados somente por correios para Fundação Nacional de Artes – Funarte – Rua da Imprensa, 16/ sala 1308, Centro – Rio de Janeiro, RJ.

Fonte: Backstage

A cultura da gestão, a gestão da cultura

por Marcelo Gruman

Nas chamadas sociedades tradicionais, o conhecimento era privilégio de uns poucos indivíduos, os “guardiões da verdade”. Eles eram a verdade, incorporavam tudo o que era preciso saber para o bom funcionamento das relações sociais, definiam de uma vez por todas os papéis que cada membro do grupo deveria exercer. O passado se refletia no presente que, por sua vez, antecipava, ad eternum, o futuro. Cada membro do grupo sabia o seu lugar. Não falo de uma sociedade distante, exótica, mas aquilo que se convencionou chamar de sociedade “ocidental”, cuja estrutura social se reproduziu até bem pouco tempo e continua se reproduzindo em certos grupos fundamentalistas (religiosos, políticos, étnicos). O indivíduo já nasce com uma profecia a cumprir, como conta aquela piada judaica: a mãe de gêmeos, ao ser perguntada como diferenciava um do outro, responde “o Jacó é o médico; o David é o engenheiro”. As relações sociais, neste contexto, caracterizam-se pela hierarquia, pela verticalidade.

Por sua vez, nas chamadas sociedades “pós-tradicionais”, expressão cunhada pelo sociólogo Anthony Giddens, a figura do indivíduo como valor é preponderante. Não necessariamente o indivíduo preconizado pelo liberalismo econômico ou no Leviatã, mas aquele que tem uma existência própria, que pode construir seu caminho, elaborar seu projeto de vida, ter uma biografia particular a partir de escolhas. Certas ou erradas, não importa, mas escolhas individuais. A partir daí, a figura do “guardião da verdade” arrefece, pois as relações sociais passam, ao menos no plano ideal, a ser regidas pela horizontalidade, pela igualdade de condições. As identidades passam a ser construídas, destruídas, reconstruídas, abandonadas, retomadas. Passam a ser matéria de escolha, não de imposição; de produção, não apenas reprodução. O conhecimento passa a ser múltiplo, não há então uma única e definitiva verdade, e as diversas verdades podem ser possuídas por quem quer que seja. A verdade está fora do ser humano, flui no espaço, e pode ser capturada por quem tiver competência de compreendê-la. As verdades são, acima de tudo, contestadas e contestáveis.Hoje, nas sociedades modernas ou “pós-tradicionais” (não gosto do termo “pós-moderno”, carregado de sentido negativo), a figura do “guardião da verdade” se transfigurou na do “gestor”. No caso das políticas públicas de uma forma geral e das políticas públicas de cultura de forma particular, o gestor trabalha com uma verdade construída a partir de um diagnóstico da realidade, um diagnóstico que aponta uma série de problemas sobre os quais se quer atuar para alcançar uma nova realidade, melhor do que a anterior. A verdade com a qual o gestor trabalha não é sua posse, é simplesmente uma ferramenta de trabalho com a qual está apto a trabalhar porque adquiriu a competência necessária para tanto. Se for o caso, e muitas vezes o é, deve compartilhá-la com outros gestores e, sobretudo e fundamentalmente, com a sociedade que sofrerá os impactos das mudanças que serão propostas.

O gestor das políticas públicas de cultura, particularmente aquele que trabalha para o Estado, não deve se colocar acima dos parceiros com os quais dialoga na elaboração das diretrizes e das ações a serem implantadas para a execução do planejado, a sociedade civil e a iniciativa privada. Ainda que seja sua obrigação, como representante do Estado brasileiro, a iniciativa de pensar e/ou problematizar a realidade que nos cerca e para a qual propostas mudanças. Ele não é o dono da verdade, ainda que seja seu papel produzir conhecimento (ou, se quisermos, a “verdade circunstancial”) necessário para e elaboração da política pública. A verdade de hoje é o diagnóstico bem elaborado, aberto ao escrutínio da opinião pública.

O gestor público é gestor da coisa pública, da coisa de todos. Ele representa o Estado, que é o conjunto de instituições e indivíduos componentes da sociedade, e não o dono do Estado. Ele detém um poder provisório, outorgado através de mecanismos democráticos, republicanos, universais, igualitários, se pensarmos nos concursos públicos. Ele, repito, detém o poder, mas não é seu dono. O poder e o conhecimento que este poder lhe permite adquirir pelo acesso a instrumentos específicos de pesquisa não deve ser utilizado em benefício próprio ou contra quem quer que seja. Tão grave quanto a utilização em benefício próprio é a omissão da informação, seja por questões políticas ou por incompetência administrativa. A eficiência da gestão da máquina pública é a garantia de uma sociedade democrática, que não se resume ao período eleitoral. O dia-a-dia, a rotina de funcionamento das instituições públicas deve, portanto, pautar-se pelo tríade planejamento/execução/avaliação.

A cultura da gestão não é fácil de ser implantada, visto que a premissa da eficiência vai de encontro a interesses secularmente estabelecidos por grupos que se apoderaram do Estado brasileiro como se este lhes pertencesse de fato e de direito. Sentem-se os donos do poder, para citar a obra do Raymundo Faoro. Uma burocracia ensimesmada cujos processos de trabalho são um fim em si mesmo, não tendo que ver com o alcance de metas objetivas ou prestação de contas a quem lhes paga o salário. Encastelados numa realidade paralela, reagem a qualquer tentativa de abrir para a “rua” a discussão sobre o que é de interesse público. E isto por um motivo simples: porque não há, para os ameaçados, interesse público, porque o público é confundido com o privado, porque a “casa” (espaço privado) incorpora a “rua” (espaço público). E, como todos sabemos, só convidamos, para a nossa casa, nossos amigos, quem confiamos.

Na “rua” estamos sozinhos, sem relações, é “cada um por si, Deus por todos”, estamos “ao Deus dará”. No entanto, na “rua” é onde compartilhamos, ou melhor, deveríamos compartilhar, uma identidade em comum, a cidadania. No Brasil, exemplos diários comprovam que a noção de cidadania ainda não está incorporada nos corações e nas mentes: cospe-se na calçada, joga-se lixo em qualquer canto, estaciona-se em locais proibidos, fala-se ao celular na direção de um carro, o motorista do ônibus liga o rádio apesar do aviso de que é proibido música no interior do coletivo. Aquele que deveria zelar pela lei é o primeiro a feri-la. Interesses públicos versus interesses privados: eis a eterna dicotomia presente na sociedade brasileira. Não é de se espantar, portanto, que esta confusão simbólica esteja presente na gestão pública.

É verdade que observamos mudanças neste estado de coisas. Hoje já é possível verificar os gastos públicos distribuídos pelos muitos ministérios que compõem o Poder Executivo num portal criado pelo próprio Estado (www.portaltransparencia.gov.br). A princípio, não há motivo para duvidarmos das informações ali prestadas, informações essas que devem ser obrigatórias e não entendidas como um favor do poder público. Afinal, é o dinheiro do contribuinte que financia e mantém em funcionamento a máquina pública.

No caso do Ministério da Cultura, qualquer cidadão pode acessar as informações relativas à lei de incentivo fiscal à cultura, a Lei Rouanet, através de um blog específico dentro do site do MinC (www.cultura.gov.br). Também é louvável a iniciativa de criação do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais – SNIIC, contendo dados de instituições e profissionais do setor cultural de todo o país. Isto sem falar na consolidação do Sistema Nacional de Cultura. Trata-se aqui do direito à informação, garantido pela Constituição Brasileira. Mas há um bom percurso a trilhar.

Por outro lado, o cidadão comum pouco entende ou compreende as somas vultosas que os portais da transparência do governo federal exibem para cada uma de suas instituições. São milhões e milhões de reais gastos em inúmeras rubricas que, por sua vez, englobam muitos e muitos programas e ações específicos. Por exemplo: de quê adianta saber que o MinC gastou tantos milhões de reais num dado Programa se o importante, mesmo, é destrinchar as informações dos projetos e ações que o constituem? Para o cidadão comum, que se inscreve nos editais das instituições vinculadas ao Ministério da Cultura, talvez seja de mais valia saber quantos inscritos houve no edital de fomento de dança, teatro ou circo; quantos inscritos houve na região pela qual concorreu, no seu município, para onde está indo o dinheiro público. É um direito dele, é um dever do gestor disponibilizá-las.

Cabe ao gestor apontar as virtudes e as falhas das ações, caso haja, de modo a corrigi-las. Este é o princípio da gestão eficiente: avaliar para melhorar, sempre. Seu compromisso é com a transparência, com a análise técnica das informações obtidas na execução das ações setoriais. A cadeira que ocupa, o computador que utiliza, as planilhas que preenche não são sua propriedade, daí a necessidade de se estabelecerem rotinas de trabalho padronizadas e compreendidas por todo o corpo gerencial, organizando as informações de modo a facilitar seu acesso por qualquer funcionário e a posterior interpretação e avaliação das ações, mantendo ou corrigindo os rumos de acordo com o preconizado pelas diretrizes institucionais.

Resta saber se o dirigente político reconhecerá a importância do conhecimento produzido pelo corpo técnico, comprometido com o bem público e, no caso específico do Ministério da Cultura, com a democratização do acesso à produção e ao consumo cultural, ou se, caso leia ou ouça aquilo que não quer ler ou ouvir, prefira ignorar as possíveis deficiências das ações institucionais com medo de “prejuízos políticos”.

Neste caso, parafraseando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, “esqueçam tudo o que escrevi”!

Fonte: Cultura e Mercado

MinC e MEC investirão R$ 80 milhões em ações culturais nas escolas

Os ministros da Cultura, Ana de Hollanda, e da Educação, Fernando Haddad, assinaram nesta quinta-feira (8/12) acordo de cooperação técnica com o objetivo de desenvolver ações de políticas de Cultura para a Educação Básica. O pacto prevê, inicialmente, seis ações entre as duas pastas, com orçamento estimado em R$ 80 milhões para a primeira etapa, beneficiando cerca de 1 milhão de estudantes da rede pública de todo o país. A parceria pretende fazer da escola um grande espaço de produção e circulação da cultura brasileira, acesso aos bens culturais e respeito à sua diversidade.

Os dois ministérios já atuam juntos desde 2006 no Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL). Com o acordo, as pastas ampliam a área de atuação conjunta, incluindo outros segmentos, além da leitura. A integração de políticas de Educação e Cultura está presente no Plano Nacional de Cultura, que destina 15% de suas metas à promoção deste diálogo.  “No PNC temos muitos pontos que têm a ver com a educação. Não podemos penar no desenvolvimento de políticas públicas sem caminharmos juntos”, disse a ministra. Para Haddad, os programas mais exitosos dos dois ministérios se integram na ponta, com o acordo. “Vamos levar mais cultura para dentro da escola e mais educação para fora da escola”, disse Haddad.

As ações do acordo serão iniciadas em fevereiro de 2012 e culminarão com a formulação de uma Política Nacional de Cultura para a Educação. Até 2014, data da vigência do acordo, pretende-se atender cinco milhões de estudantes da rede pública de todo o país.

Três das ações do pacto serão realizadas por meio de edital. O Mais Cultura nas Escolas vai selecionar projetos que promovam a interface entre cultura e educação, propostos por escolas públicas participantes dos programas Mais Educação e/ou Ensino Médio Inovador, do Ministério da Educação, em parceria com Pontos de Cultura, artistas, grupos culturais, museus, bibliotecas e espaços culturais diversos.

A ação Agentes de Leitura/Mais Educação é a ampliação para a rede escolar de programa do Ministério da Cultura, em parceria com estados e municípios, que seleciona e capacita jovens para a formação de novos leitores. Pretende-se beneficiar 100 mil famílias brasileiras em 2012, com a seleção de quatro mil agentes. Cada agente, entre 18 a 29 anos, recebe um kit (com livros, mochila, uniforme e bicicleta), além de uma bolsa mensal de R$ 400 para realizar visitas domiciliares, promovendo atividades de promoção de leitura com 25 famílias de alunos da escola, preferencialmente do Programa Bolsa Família. Outro edital a ser lançado é o do Cine Educação, quando será realizada capacitação de professores e disponibilizado acervo cinematográfico nacional de títulos da Programadora Brasil/Cinemateca Brasileira. Serão mil cines no ano que vem.

Entre as ações consta também o Programa Nacional Biblioteca Escolar – PNBE/Artes, que disponibilizará acervos de livros de arte e mídias diversas (discografia, filmografia, entre outros), a todas as escolas públicas.

Durante a vigência do acordo, será realizada ainda pesquisa, mapeamento e georreferenciamento de iniciativas que promovam interface entre Cultura e Educação. A ação envolverá elaboração de indicadores sobre as relações entre as práticas culturais que dialogam com as educativas, assim a definição do perfil territorial das áreas de influência das escolas públicas. O acordo prevê ainda formação continuada para professores de Artes, com previsão de atingir até 2014 cerca de 10 mil profissionais da área.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do MinC

Fonte: Cultura e Mercado

Edital de Chamamento – Seleção de Projetos Culturais 2012

Masp e Votorantim promovem Fórum Arte e Cultura: metodologias e avaliação de ações culturais

Quem acompanha a agenda brasileira de seminários e debates culturais percebe que é raro encontrar eventos com foco em metodologias e avaliação de projetos. Com o intuito de dirimir essa lacuna, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP, o Banco Votorantim e o Instituto Votorantim se uniram para promover o Fórum Arte e Cultura: metodologias e avaliação de ações culturais, que acontecerá no MASP, nos próximos dias 16 e 17 de novembro.

O evento, que finaliza o projeto de Formação de Agentes Culturais, ministrado este ano (2011), deve discutir os meandros das ações culturais e os diversos formatos de avaliação dessas práticas. “Escolhemos como temas principais do evento as questões de metodologia e de avaliação, porque percebemos que essas eram áreas falhas, com pouco debate no meio cultural. O Fórum contará com mesas muito especificas, direcionadas por profissionais que vão apontar caminhos sob os pontos de vista teórico e prático”, explica Maria Helena Pires Martins, coordenadora do Fórum Arte e Cultura.

A palestra de abertura do evento será realizada pelo poeta Ferreira Gullar. Entre os participantes das mesas de debates estão Frederico Barbosa, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, e Vera Cristina Athayde, da Associação Oca Escola Cultural.

O Fórum será aberto ao público, com emissão de certificados para os inscritos que retirarem o kit de participante no primeiro dia. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site do MASP.

Fórum Arte e Cultura: metodologias e avaliação de ações culturais
Data: 16 e 17 de novembro
Horário: 9h às 18h
Local: Grande Auditório do MASP
Programação: http://www.masp.art

Fonte: Cultura e Mercado

MinC apresenta programa Usinas Culturais

por Glaucia Lira, Ascom/ MinC

A primeira reunião de dirigentes do Ministério da Cultura com representantes de prefeituras municipais para apresentação do Programa Usinas Culturais aconteceu na manhã desta terça-feira (25), em Brasília, no Complexo Cultural da Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao MinC. Dos 135 municípios brasileiros situados em áreas de alta vulnerabilidade social, que serão atendidos pelo programa nos próximos anos, 28 foram representados no encontro promovido pelo MinC.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Vitor Ortiz, que apresentou uma parte do programa, os resultados da reunião foram bem positivos. “Foi importante ver que as prefeituras estão abertas a esse tipo de proposta, que as pessoas estão dispostas a se comprometer com as metas de direito e de cidadania que o governo federal está propondo com esse programa”, ressaltou. Segundo ele, “é importante aproveitar os pouco mais de 60 dias que ainda restam de 2011 para consolidar o programa que, com certeza, dará grandes resultados”. De acordo com Ortiz, o programa é a contribuição da Cultura para as questões de direito e de cidadania.

Valorização da juventude negra

Os eixos temáticos para o desenvolvimento do programa delimitam-se no campo cultural e estão voltados à valorização da juventude negra, à promoção da autonomia das mulheres e ao valor ambiental, reunindo ações de educação e reciclagem. O combate à violência por meio de políticas públicas de fortalecimento dos valores da cidadania e da diversidade cultural e o incentivo ao crescimento da economia criativa são alguns dos objetivos do Usinas Culturais.

Para o secretário-executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), Mário Lisboa Teodoro, hoje, no Brasil, ser jovem e negro é muito perigoso. “Queremos dar cidadania a esse grupo e as oficinas culturais serão muito importantes nesse sentido”, frisou. Atualmente,  cerca de 50% dos homicídios contra jovens são cometidos justamente nesses 135 municípios que serão beneficiados com o programa, conforme o Mapa da Violência no Brasil 2011.

Presenças

Além dos secretários-executivos do MinC e da Seppir, fizeram parte da mesa da cerimônia a secretária-executiva do Fórum de Direitos e Cidadania da Presidência da República, Larissa Beltramim; a secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg; e o diretor de Infraestrutura Cultural do Ministério da Cultura, Cid Blanco, que também apresentou ao público uma parte do Programa Usinas Culturais.

Também participaram da reunião o secretário de Articulação Institucional do MinC, Roberto Peixe, o representante regional do Rio de Janeiro, André Diniz, o secretário de Cultura do Governo do Distrito Federal, Hamilton Pereira, e os representantes de 28 prefeituras – a maioria secretários de Cultura -, dentre elas, a de Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Recife (PE), Porto Velho (RO), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Feira de Santana (BA), Caruaru (PE), Vila Velha (ES), Osasco (SP), Formosa (GO) e Juazeiro (BA). Os prefeitos de Petrolina (PE), Julio Lossio, de Rio Verde (GO), Juraci Martin Oliveira, e o deputado federal Heuler Cruvinel também estiveram presentes.

Duas etapas

Para participar do programa, cada prefeitura precisará se habilitar para ter uma Usina Cultural. O MinC, na época oportuna, divulgará a abertura do processo de habilitação das propostas. Nessa etapa inicial,  a prefeitura terá que preencher uma série de requisitos, indicar um lugar, um espaço, que poderá ser uma construção que esteja paralisada, um prédio que precisa de reformas e, a partir daí, haverá a adequação dos espaços públicos,  a aquisição de equipamentos culturais e as ações de mobilização social, de forma a se levantar as lideranças locais.  Na segunda etapa do programa, ocorrerão as ações de usinagem, voltadas à fruição, criação, articulação, formação, economia criativa, cultura digital e uma série de outras.

A secretária-executiva do Fórum de Direitos e Cidadania, Larissa Beltramim, parabenizou o Ministério da Cultura pelo trabalho e ressaltou que é importante identificar as ações que poderão ser implementadas ainda no ano de 2011.

Fonte: MinC

A Secretaria de Estado da Cultura está com inscrições abertas para grupos e artistas participarem do Circuito Cultural Paulista 2012

por Karina Poli

As inscrições devem ser feitas até o dia 18 de dezembro exclusivamente pelo formulário online, no site http://www.cultura.sp.gov.br
Não serão aceitas inscrições por e-mail, nem materiais entregues pessoalmente.
Após avaliadas as inscrições, a equipe da Secretaria entrará em contato apenas com os grupos selecionados. O programa é dividido bimestralmente em quatro módulos (março/abril; maio/junho; agosto/setembro e outubro/novembro) e leva um evento por mês, em cada município participante, sempre aos finais de semana.
Compõem a programação espetáculos nas modalidades de teatro, música, dança e circo, seja para palco ou rua, podendo acontecer até seis espetáculos do mesmo grupo por bimestre.
O Circuito Cultural Paulista, programa da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, tem como objetivo levar com regularidade uma programação de excelência para cidades de pequeno e médio porte, do interior e do litoral do Estado.
Em 2011, 71 municípios vêm recebendo mais de 700 espetáculos, proporcionando à população uma agenda cultural diversificada e, aos artistas, acesso a novas plateias.
Equipe de Programação
Circuito Cultural Paulista
Unidade de Fomento e Produção de Difusão Cultural
Clique aqui para fazer a inscrição
Fonte: Cooperativa de Música

Banco do Nordeste promove oficinas de elaboração de projetos culturais

O Banco do Nordeste realizará uma série de oficinas de elaboração de projetos culturais em 79 cidades dos 11 estados da sua área de atuação (Nordeste, Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo), no período de 21 de outubro a 2 de dezembro.

O objetivo é oferecer maiores oportunidades de acesso aos recursos financeiros do Programa Banco do Nordeste de Cultura 2012, inclusive com o fornecimento detalhado de informações sobre preenchimento de formulários de inscrição.

O ingresso nas oficinas é gratuito e não há necessidade de inscrição prévia.

Esse programa, feito em parceria com o BNDES, apóia a produção e difusão da cultura nordestina mediante seleção pública de projetos. Para 2012 estão reservados R$ 8 milhões (para a área de literatura será destinado R$ 1 milhão).

Clique aqui para conferir o calendário e telefones para mais informações.

*Com informções do Publishnews

Fonte: Cultura e Mercado

Novos procedimentos para agilizar a análise e o acompanhamento de projetos culturais

A partir da próxima segunda-feira, 10 de outubro, todos os procedimentos realizados junto ao Banco do Brasil visando à abertura de contas, aportes e transferências de recursos de projetos culturais incentivados pela Lei 8.313/91 (Lei Rouanet) passarão a ser automatizados. A medida possibilitará maior agilidade e segurança a todo o processo.

O comunicado dos novos procedimentos foi feito na tarde desta quarta-feira (5) pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e Secretaria do Audiovisual (SAv), e significa mais um avanço no âmbito de análise e acompanhamento de projetos culturais.

A Declaração de Benefícios Fiscais (DBF), como consequência, passará a ser gerada automaticamente pelo Sistema SalicWeb, motivo pelo qual os aportes financeiros deverão ser identificados da seguinte forma:

a) Quando realizados diretamente no Banco do Brasil
– 1º identificador: informar o CNPJ ou CPF do patrocinador ou doador; e
– 2º identificador: utilizar, conforme o caso, os seguintes códigos: 1 – Patrocínio; 2 – Doação; 3 – Devolução de Bloqueio Judicial; 4 – Outras Devoluções

b) Quando realizados por meio de outra instituição financeira
Informar, no campo finalidade, os seguintes códigos:
– Via DOC: 43-Patrocínio ou 44-Doação;
– Via TED: 93-Patrocínio ou 94-Doação.

De acordo com o comunicado do MinC, as instruções devem ser observadas rigorosamente por proponentes e incentivadores, para que seja evitada a ocorrência de depósitos equivocados e garantida a segurança das informações a serem prestadas à Receita Federal.

Leia o comunicado completo

Fonte: MinC

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