Chegou o trailer do filme do Jimi Hendrix

Galera do rock and roll e amantes da música, o tão esperado trailer do filme do Jimi Hendrix foi divulgado. A semelhança de André 3000, do Outbkast, com o músico impressiona e as poucas imagens reveladas remontam o gênio forte e o talento incontestável do cara!

O filme ˜Jimi: all is by my side˜ foi dirigido por John Ridley, que ganhou o Oscar por seu trabalho no longa ˜Doze anos de escravidão˜, e deve chegar aos cinemas dos Estados Unidos no dia 26 de setembro. Vamos torcer para que possamos ver nas telonas brasileiras o quanto antes!

Confira o trailer e tire suas próprias conclusões…

Lincoln, de Steven Spielberg, concorre a 12 estatuetas no Oscar 2013

A atriz Emma Stone e Seth Macfarlane (O Ursinho Ted, Uma Família da Pesada, além de ser o apresentador do Oscar 2013) anunciaram na manhã desta quinta, 10, em Los Angeles, os indicados à premiação de cinema mais famosa do mundo. Curiosamente, esta foi a primeira vez desde 1972 que o mestre de cerimônias do evento também foi o responsável pelo anúncio dos indicados.

Lincoln é o campeão de indicações: são 12, no total. As Aventuras de Pi, de Ang Lee, disputa 11 estatuetas; Argo, dirigido e estrelado por Ben Affleck, tem sete indicações, enquanto Django Livre, de Quentin Tarantino, tem cinco.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas faz a entrega do Oscar no dia 24 de fevereiro, no Dolby Theatre, em Los Angeles, Califórnia, com transmissão ao vivo para mais de 200 países, inclusive o Brasil. Durante a festa, será prestada uma homenagem aos 50 anos de James Bond, conforme já tinha sido divulgado. Veja abaixo a lista completa de indicados e assista ao anúncio das categorias principais.

Melhor Filme
Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi
Lincoln
A Hora Mais Escura
Os Miseráveis
Indomável Sonhadora
O Lado Bom da Vida
Amour

Melhor Diretor
Ang Lee (As Aventuras de Pi)
Steven Spielberg (Lincoln)
Michael Haneke (Amour)
Benh Zeitlin (Indomável Sonhadora)
David O. Russell (O Lado Bom da Vida)

Melhor Atriz
Jessica Chastain (A Hora Mais Escura)
Naomi Watts (O Impossível)
Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)
Emmanuelle Riva (Amour)
Quvenzhané Wallis (Indomável Sonhadora)

Melhor Atriz Coadjuvante
Amy Adams (The Master)
Sally Field (Lincoln)
Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Helen Hunt (The Sessions)
Jacki Weaver (O Lado Bom da Vida)

Melhor Ator
Daniel Day Lewis (Lincoln)
Joaquin Phoenix (The Master)
Denzel Washington (Flight)
Bradley Cooper (O Lado Bom da Vida)
Hugh Jackman (Os Miseráveis)

Melhor Ator Coadjuvante
Alan Arkin (Argo)
Philip Seymour Hoffman (The Master)
Tommy Lee Jones (Lincoln)
Robert De Niro (O Lado Bom da Vida)
Christoph Waltz (Django Livre)

Melhor Roteiro Original
A Hora Mais Escura (Mark Boal)
Django Livre (Quentin Tarantino)
Flight (John Gatins)
Amour (Michael Haneke)
Moorise Kingdom (Wes Anderson e Roman Coppola)

Melhor Roteiro Adaptado
Indomável Sonhadora (Lucy Alibar e Benh Zeitlin)
Argo (Chris Terrio)
Lincoln (Tony Kushner)
As Aventuras de Pi (David Magee)
O Lado Bom da Vida (David O. Russell)

Melhor Trilha Original
As Aventuras de Pi (Mychael Danna)
Argo (Alexandre Desplat)
Anna Karenina (Dario Marianelli)
007 – Operação Skyfall (Thomas Newman)
Lincoln (John Williams)

Melhor Canção Original
“Suddenly” (Os Miseráveis)
“Skyfall” (007 – Operação Skyfall)
“Pi’s Lullaby” (As Aventuras de Pi)
“Everybody Needs a Best Friend” (O Ursinho Ted)
“Before My Time” (Chasing Ice)

Melhor Animação
Valente
Frankenweenie
Detona Ralph
Piratas Pirados
ParaNorman

Melhor Fotografia
Anna Karenina
Django Livre
As Aventuras de Pi
Lincoln
007 – Operação Skyfall

Melhor Figurino
Anna Karenina
Os Miseráveis
Lincoln
Espelho, Espelho Meu
Branca de Neve e o Caçador

Melhor Documentário
5 Broken Câmeras
The Gatekeepers
How to Survive a Plague
The Invisible War
Searching for Sugar Man

Melhor Documentário – Curta
Inocente
Kings Point
Mondays at Racine
Open Heart
Redemption

Melhor Edição
Argo
As Aventuras de Pi
Lincoln
O Lado Bom da Vida
A Hora Mais Escura

Melhor Filme em Língua Estrangeira
Amour (Áustria)
En Kongelig Affære (Dinamarca)
Kon-Tiki (Noruega, Reino Unido e Dinamarca)
No (Chile)
Rebele (Canadá)

Melhor Cabelo e Maquiagem
Hitchcock
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis

Melhor Cenografia
Ana Karenina
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Lincoln

Melhor Curta de Animação
Adam and Dog
Fresh Guacamole
Head Over Heels
Maggie Simpson in The Longest Daycare
Paperman

Melhor Curta
Assad
Buzkashi Boys
Curfew
Death of a Shadow (Dood van een Schaduw)
Henry

Melhor Edição de Som
Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi
007 – Operação Skyfall
A Hora Mais Escura

Mixagem de Som
Argo
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
007 – Operação Skyfall
Lincoln

Melhores Efeitos Visuais
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Vingadores
As Aventuras de Pi
Prometheus
Branca de Neve e o Caçador

Fonte: Rolling Stone Brasil

Filme que representará o Brasil no Oscar 2013 será escolhido quinta-feira

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual (SAv/MinC), recebeu 16 inscrições de filmes de longa-metragem que vão concorrer à seleção para a indicação brasileira ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro na 85ª Premiação Anual promovida pela Academy of Motion Pictures Arts and Sciences – Oscar 2013.

A indicação será feita por Comissão Especial de Seleção, composta pela secretária do Audiovisual do MinC, Ana Paula Dourado Santana; Ana Luiza Azevedo; Andre Sturm; Carlos Eduardo Rodrigues; Flávio Tambellini; George Torquato Firmeza; José Geraldo Couto; e Lauro Escorel.

A comissão se reunirá na próxima quinta-feira (20/9), às 10h, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, para anunciar o filme selecionado.

Confira as produções inscritas e os respectivos diretores:

À Beira do Caminho (Breno Silveira)
Billi Pig (José Eduardo Belmonte)
Capitães da Areia (Cecília Amado)
Colegas (Marcelo Galvão)
Corações Sujos (Vicente Amorim)
Dois Coelhos (Afonso Poyart)
Heleno (José Henrique Fonseca)
Elvis & Madona (Marcelo Laffite)
Histórias Que Só Existem Quando Lembradas (Julia Murat)
Luz Nas Trevas (Helena Ignez e Icaro Martins)
Menos Que Nada (Carlos Gerbase)
Meu País (André Ristum)
O Carteiro (Reginaldo Faria)
O Palhaço (Selton Mello)
Paraísos Artificiais (Marcos Prado)
Xingu (Cao Hamburger)

*Com informações do site do Ministério da Cultura

Fonte: Cultura e Mercado

Produtores de “Chicago” e “Hairspray” serão responsáveis pela cerimônia do Oscar 2013

O presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas Hawk Koch anunciou nesta quinta-feira (23) que Craig Zadan e Neil Meron serão os produtores da 85ª edição do Oscar.

A premiação da Academia será realizada em 24 de fevereiro de 2013, em Los Angeles.

“Craig e Neil são inovadores que trazem uma perspectiva única ao show do Oscar”, disse Koch em comunicado à imprensa. “O enorme talento coletivo deles, junto com seu amor por filmes, serve ao nosso show perfeitamente”.

Zadan e Meron produziram juntos filmes como “Hairspray” (2007) e “Chicago” (2002), e séries como “Smash” e “Drop Dead Diva”. Seus trabalhos receberam 73 indicações ao Emmy, 12 ao Tony e sete ao Grammy.

“Estamos muito animados de colaborar com Hawk e todos da Academia para produzir o Oscar desse ano”, afirmaram os produtores em nota oficial. “Esperamos usar nossa experiência em produzir longas-metragens, TV e teatro para trazer algo fresco e especial a essa incrível cerimônia de premiação”.

Fonte: UOL

10 discursos mais marcantes de vencedores Oscar

por Otavio Cohen

O Oscar chega à 84ª edição com muita história para contar – tanto pela celebração de obras-primas da sétima arte quanto pelas controvérsias. Quem gosta de acompanhar as premiações sabe que o discurso do vencedor é um dos momentos mais importantes da cerimônia. Alguns apostam no bom humor para entrar na história, outros confiam no improviso e se deixam levar pela emoção (e pela surpresa) do momento. Até mesmo aquela velha mania de dizer um monte de nomes pode render um bom discurso. Prepare-se para a próxima festa do Oscar relembrando alguns dos melhores discursos das últimas décadas. Quer chegar lá um dia? Comece a treinar.

 

10. Michael Moore
Melhor documentário por Tiros em Columbine (2003)

Hoje em dia, você acha Michael Moore um chato. Mas nos anos 2000, o documentarista foi uma das principais figuras públicas a criticar abertamente a política internacional de George Bush. Em 2002, ele lançou o documentário Tiros em Columbine, que explora a relação dos EUA com as armas e fala sobre o assassinato de 13 pessoas em uma escola em 1999, um episódio marcante na história ameriana recente. Quando ganhou o Oscar, Moore aproveitou a deixa para provocar o governo americano, que havia acabado de anunciar a invasão do Iraque. A plateia aplaudiu de pé. E vaiou muito, também. Confira*.

Trecho memorável: “Vivemos em uma época em que temos resultados fictícios de eleições que elegeram um presidente fictício. Vivemos em um tempo em que um homem nos está mandando para a guerra por motivos fictícios. (…) Nós somos contra esta guerra, senhor Bush. Que vergonha, senhor Bush.”

9. Cuba Gooding Jr.
Melhor ator coadjuvante por Jerry Maguire – A grande virada (1997)

 

Cuba Gooding Jr. é um dos poucos atores negros que ganharam o Oscar. Em Jerry Maguire, ele interpreta um esportista problemático, que dá a volta por cima graças ao agente vivido por Tom Cruise. Na festa do Oscar em 1997, Gooding Jr entra em êxtase ao descobrir que venceu atores como James Woods e William H. Macy. A princípio, faz agradecimentos clássicos à esposa, aos pais e a Deus. Quando o tempo se esgota e a música começa, ele começa a agredecer (e a amar) várias outras pessoas, aos gritos.

Trecho memorável: “Estúdio, eu amo você… e Cameron Crowe! Tom Cruise! Eu te amo, irmão! Eu te amo (…) Todo mundo que se envolveu no filme! Eu amo você! Deus do céu! Aqui estamos nós! Eu amo todos vocês! Eu amo, amo, amo! Todo mundo envolvido!”

8. Jane Wyman
Melhor atriz por Belinda (1949)

A menos que você tenha mais de 60 anos ou seja fã de filmes antigos, a probabilidade é que você não tenha ouvido falar da atriz Jane Wyman – famosa na Hollywood dos anos 1940 e 1950. É possível que também não tenha visto o filme Belinda, que conta a história de uma jovem surda que fica grávida depois de sofrer um estupro e luta com todas as armas que pode para criar o filho e prender o estuprador. O filme ganhou vários remakes nos últimos 60 anos, mas foi o discurso de Wyman que entrou para a história.

 

Trecho memorável: “Aceito este prêmio com muita gratidão por ter mantido a minha boca fechada uma vez na vida. Acho que vou fechá-la novamente.”

7. Angelina Jolie
Melhor atriz coadjuvante por Garota, interrompida (2000)

Antes de colecionar filhos e ser uma das ativistas sociais mais famosas do mundo, Angelina Jolie também era uma atriz talentosa. Ela foi indicada ao Oscar por viver uma moça desajustada e compareceu à festa com um vestido no estilo Mortícia Adams e um parceiro inusitado, de quem não desgrudava. Quando a atriz foi chamada ao palco, descobrimos quem era o seu date.

Trecho memorável: “Estou em choque. E estou tão apaixonada pelo meu irmão neste momento… Ele me diz que ama e eu sei que ele está tão feliz por mim…”

6. Joe Pesci
Melhor ator coadjuvante por Os bons companheiros (1991)

 

Joe Pesci é um dos ladrões que Macaulay Culkin encurrala em Esqueceram de Mim. E é também um gângster esquentado e vingativo em Os bons companheiros. Por sua vocação para viver foras-da-lei e pela participação marcante no filme de Martin Scorsese, recebeu o prêmio da Academia. Contrariando a crença de que discurso memorável é discurso longo, ele entrou na história do Oscar com palavras curtas e grossas.

Trecho memorável: “O privilégio é meu. Obrigado”

5. Louise Fletcher
Melhor atriz por Um estranho no ninho (1976)

Uma das vilãs mais cruéis do cinema, Louise Fletcher torna a vida de Jack Nicholson um inferno em Um estranho no ninho. Seu discurso também foi curto e fez uma referência direta à sua vilania na telona.

Trecho memorável: “Parece que vocês me odiaram tanto que até me deram este prêmio. (…) Só posso dizer que amei ser odiada por vocês.”

4. Marlon Brando
Melhor ator por O poderoso chefão (1973)

Em 1973, não tinha para mais ninguém: não dava para bater a performance de Marlon Brando em O poderoso chefão. Sabendo disso, o ator (que já havia ganhado o Oscar em 1955, por Sindicato de Ladrões) boicotou a cerimônia e aproveitou para polemizar. Em seu lugar, mandou uma descendente de apaches, que expressava a indignação do ator pela maneira como os nativos americanos eram tratados tanto pela indústria do cinema quanto pelo mundo político.

Trecho memorável: “Imploro que, no futuro, nossos corações e nossas opiniões se encontrem com amor e generosidade.”

3. Sally Field
Melhor atriz por Um lugar no coração (1985)

 

Bem antes de viver Nora Walker na série de TV Brothers and Sisters, Sally Field era uma espécie de Sandra Bullock – com uma carreira cheia de comédias e sem muita credibilidade como atriz dramática. Depois de ganhar um Oscar polêmico em 1980, ela voltou a ser premiada em 1986, por seu papel em Um lugar no coração. Emocionada por ter vencido Sissy Spacek e Vanessa Redgrave, aproveitou para lavar a alma. Será que Sandra Bullock vai pelo mesmo caminho?

Trecho memorável: “Não tive uma carreira ortodoxa, mas mais do que tudo, quero ter o respeito de vocês. (…) Desta vez eu sinto e não posso negar o fato que vocês gostam de mim agora. Vocês gostam de mim!”

2. Hattie McDaniel

Melhor atriz coadjuvante por …E o vento levou (1940)

Hattie McDaniel foi a primeira (e, por muito tempo, a única) atriz negra a ganhar um Oscar. Ela foi premiada por sua participação no clássico que você finge que já assistiu …E o vento levou. Ironicamente, a atriz não teve o privilégio de se sentar na mesma mesa que seus colegas de elenco brancos durante a cerimônia no Oscar. Ainda assim, McDaniel fez história.

Trecho memorável: “Vou levar isso como uma inspiração para tudo o que eu possa fazer no futuro. Espero que eu sempre possa ser um exemplo para a minha raça e para a indústria cinematográfica. Meu coração está cheio demais para que eu possa dizer exatamente como me sinto.”

1. Dustin Hoffman
Melhor ator por Kramer vs. Kramer (1980)

O dramalhão Kramer vs Kramer foi o campeão do Oscar em 1980. Além dos prêmios de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante para Meryl Streep, o filme também abocanhou o prêmio de melhor ator para Dustin Hoffman. Na época, o jovem ator era um homem sério, que se comprometia com a profissão e que tinha opiniões intensas sobre a indústria cinematográfica. O resultado foi um dos discursos mais brilhantes da história do Oscar, com todos os ingredientes: bom-humor, ativismo, gratidão, respeito aos outros concorrentes e, é claro, merecimento.

Trechos memoráveis: “Eu queria agradecer aos meus pais por não terem usado métodos anticoncepcionais.” “Quando você faz um filme, você descobre que há pessoas que dão tudo de si (…) e que nunca aparecem. Mas este Oscar é um símbolo e eu o ofereço àquelas pessoas que nós nunca vemos. Elas são parte de nossas vidas. (…) Somos partes de uma família artística.”

Bônus – Jorge Drexler
Melhor canção original por Al otro lado del río, de Diários de Motocicleta (2005)

O cantor uruguaio era ainda desconhecido mundo afora quando emplacou a canção no filme que conta as viagens do jovem Che Guevara. Por isso, a música foi cantada pelo ator Antonio Banderas durante a cerimônia do Oscar. Jorge Drexler ficou revoltado, mas manteve a classe quando subiu ao palco para receber o prêmio. Al otro lado del río foi a primeira música em espanhol a ganhar o Oscar.

Fonte: Superinteressante

“Tropa de Elite 2” está fora da corrida pelo Oscar

O longa “Tropa de Elite 2”, de José Padilha, está fora da corrida pelo Oscar 2012. A lista de filmes em língua estrangeira que seguem na disputa foi anunciada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood na tarde desta quarta-feira (18). Ao todo, 63 longas haviam sido classificados para análise na etapa anterior.

Entre as nove produções internacionais escolhidas, destaca-se “A Separação”, do diretor iraniano Asghar Farhadi, eleita vencedora do Globo de Ouro de melhor filme de língua estrangeira no último domingo (15). “A Separação” estreia no Brasil na próxima sexta-feira (20). Outro concorrente importante é o documentário “Pina”, do alemão Wim Wenders, sobre a trajetória da coreógrafa Pina Bausch (1940 -2009).

Seleção

Em setembro de 2011, “Tropa de Elite 2” foi escolhido como candidato nacional a uma indicação na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2012. Nesta pré-seleção, quinze filmes brasileiros estavam inscritos, entre eles “Assalto ao Banco Central”, “Bruna Surfistinha”, “Malu de Bicicleta” e “VIPS”.

Na época, Ana Paula Dourado Santana, presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, justificou a escolha: “Foi analisada a qualidade de todos os filmes. Mas ‘Tropa de Elite 2’ teve mais vantagens técnicas. A importância dessa indicação é para lançar o filme como produto de expressão cultural. ‘Tropa de Elite’ é excepcional. Mas ele não funcionou lá fora. Vamos ver como a sequência será recebida.”

Atualmente, o diretor José Padilha trabalha numa nova versão do longa de ação “RoboCop”

Confira a lista dos filmes que ainda concorrem:

“Bullhead” – Michael R. Roskam (Bélgica)
“Monsieur Lazhar” – Philippe Falardeau (Canadá)
“Superclásico” – Ole Christian Madsen (Dinamarca)
“Pina” – Wim Wenders (Alemanha)
“A Separação” – Asghar Farhadi (Irã)
“Footnote” – Joseph Cedar (Israel)
“Omar Killed Me” – Roschdy Zem (Morocco)
“In Darkness” – Agnieszka Holland (Polônia)
“Warriors of the Rainbow: Seediq Bale” – Wei Te-sheng (Taiwan)

Fonte: UOL

Divulgada lista dos 15 filmes brasileiros candidatos a uma vaga no Oscar

O Ministério da Cultura divulgou hoje (12) a lista dos 15 filmes brasileiros inscritos para concorrerem à vaga de melhor filme estrangeiro na premiação do Oscar.

A lista é composta pelos filmes: Assalto ao Banco Central, Bruna Surfistinha, As Mães de Chico Xavier, Tropa de Elite 2, A Antropóloga, Estamos Juntos, Família Vende Tudo, Federal, Vips, Histórias Reais de um Mentiroso, Malu de Bicicleta, Mulatas! Um Tufão nos Quadris, Quebrando o Tabu, Trabalhar Cansa e Lope.

A Comissão Especial de Seleção responsável pele escolha do filme será composta pela secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Ana Paula Dourado Santana, o presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, Carlos Eduardo Carvalho Pacheco, o ministro do Departamento Cultural do Itamaraty, George Torquato Firmeza, e os representantes da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Humberto de Freitas Peregrino, Nelson Hoineff, Roberto Farias e Silvia Maria Sachs Rabello.

O filme escolhido representará o Brasil na disputa pelo melhor filme estrangeiro.

* Com informações da Agência Brasil.

Fonte: Cultura e Mercado

Academia muda de novo regras para Oscar de melhor filme

A Academia de Hollywood mudou mais uma vez as regras para os indicados ao Oscar de melhor filme. Em uma reunião ontem, o Board of Governors, Conselho da entidade, decidiu que o total de concorrentes na categoria pode variar anualmente entre cinco e dez longas-metragens. Só se saberá o número no momento do anúncio dos indicados, realizado em janeiro de cada ano.

A primeira mudança do gênero aconteceu em 2009, quando os indicados a melhor filme passaram de cinco para dez, uma referência aos primórdios da premiação, na década de 1930. O objetivo era agradar aos estúdios, que teriam mais chances de emplacar o rótulo “indicado ao Oscar” em suas produções, e atrair mais audiência, já que, teoricamente, a ampliação permitiria a entrada de filmes comerciais, com maior apelo de público.

A nova alteração, válida já para o Oscar 2012, prevê que só serão indicados os filmes que conseguirem ao menos 5% de votos como primeira opção dos sócios da Academia – o órgão utiliza o sistema preferencial para chegar aos finalistas, no qual os votantes enumeram seus filmes favoritos de 1 a 10 (entenda o processo aqui).

Em um comunicado, a Academia afirma que PricewaterhouseCoopers, empresa auditora da festa, estudou edições anteriores do Oscar e chegou à conclusão que, se a regra estivesse valendo entre 2001 e 2008, o total de indicados a melhor filme teria variado entre cinco e nove. Os resultados do Oscar de 2009 e 2010 não foram divulgados.

“Ao estudar os dados, o que chamou a atenção foi que os membros da Academia mostraram regularmente uma forte admiração por mais do que cinco filmes”, explica o diretor executivo do órgão, Bruce Davis, que recomendou a mudança nas regras. “Uma indicação a Melhor Filme deveria ser um sinal de mérito extraordinário. Se num determinado ano apenas oito filmes realmente merecessem essa honraria, não deveríamos sentir a obrigação de arredondar esse número (para dez).”

A alteração nas regras do Oscar deve dificultar um bocado as previsões finais para a categoria, apesar das premiações anteriores da temporada já darem os indícios dos concorrentes mais fortes. Os indicados à 84ª edição do Oscar serão revelados no dia 24 de janeiro de 2012. A entrega dos prêmios está marcada para 26 de fevereiro.

Fonte: Último Segundo/ IG

Essa Academia não aprende… por Zeca Camargo

Gente, como ontem rolou o Oscar e acredito que as premiações tem sido bem previsíveis, coloco aqui o texto do Zeca Camargo, que comenta de maneira bem interessante alguns detalhes do Oscar! Adorei! Acompanhem:

Essa Academia não aprende…
seg, 28/02/11 – por Zeca Camargo

Gostou do Oscar 1978? Eu não. Quer dizer, gostei da festa, gostei de quase tudo que vi. Os apresentadores eram modernos – e carismáticos. O ritmo era bom – e permitia até piadas sobre o atraso atávico da cerimônia (já falo sobre isso). Os convidados estavam elegantes e descontraídos. E a distribuição de estatuetas era razoável. Tudo indicava que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood finalmente tinha chegado ao século 21. Mas aí… Aí veio a premiação final, e a sensação foi a de que tínhamos voltados algumas décadas no tempo… Mas acho que estou me adiantando.

Como talvez você já esteja esperando – afinal, este já é o quarto ano em que você encontra um post como este na segunda-feira pós-festa –, o assunto hoje é Oscar: um relato “minuto a minuto” do que eu consegui ver. Sim, porque, só lembrando, eu, hum, trabalho geralmente no domingo à noite, e invariavelmente ainda estou no “serviço” quando as primeiras estatuetas são distribuídas. Assim, tudo que posso dividir com você é o que conferi depois que o “Fantástico” terminou. E este ano, isso significou que quando cheguei à casa de amigos que já acompanhavam a cerimônia, Anne Hathaway já estava no seu terceiro vestido – sem contar o que ela usou na entrada do tapete vermelho, como me informou minha anfitriã. Considerando que ela ainda entraria com mais cinco “modelitos” diferentes, isso dá, mais ou menos, a média de um “look” (até o cabelo mudava!) para cada 20/25 minutos! – já pensou a correria nos camarins para vesti-la e “desvesti-la” com tanta rapidez? Mas acho que estou me adiantando…

Vamos aos poucos. Meu relato começa precisamente às…

23h33 Christian Bale está no palco para receber o prêmio de melhor ator coadjuvante. Que barba era aquela? O novo visual de Batman? Será que o “cavaleiro das trevas” agora também é “feio, sujo e malvado”? Não… Bale é insípido demais para passar uma mensagem dessas. O prêmio é injusto. Geoffrey Rush, como o homem que indiretamente faz “O discurso do rei”, deveria ter levado. Bale está bem em “O vencedor”, mas pegando emprestado uma crítica que li, não me lembro bem onde – acho que foi na “New York” –, o problema com ele nesse filme é que você nunca acredita que ele está “vivendo” o personagem (a bizarra “lenda do boxe”, Dicky Eklund), mas sim “interpretando para ganhar um Oscar” o tempo todo. Certamente o prêmio para atriz coadjuvante – Melissa Leo, como a mãe de Dicky –, que já havia sido entregue antes de eu começar a assistir, foi bem mais merecido (assim como os de roteiro adaptado, para “A rede social”, e original, para “O discurso do Rei” – se bem que quem viu “Another year”, de Mike Leigh, acha que esse filme deveria ganhar nessa categoria…). Mas veja só, eu mal cheguei e já estou achando defeito? Vamos em frente!

23:40 Anne Hathway adentra então o palco – que me parece interessante, sem exageros e prático –com o que, sou informado então, é sua terceira roupa. O modelo parece um pouco exagerado (duas cores, rendas) – a ponto de ofuscar James Franco, quase mal-ajambrado em seu smoking “simplezinho”. Mas Hathaway tem um rosto tão magnético, que conquista imediatamente meu perdão, por qualquer excesso que venha a cometer durante a noite…

23:42 Hugh Jackman – que apesar de ter nascido apenas cinco anos depois de mim aparente ter 15 anos a menos que eu (um pensamento que sempre perturba este que vos escreve) – aparece elegante ao lado de Nicole Kidman – que finalmente ouviu o clamor das massas e diminuiu um pouco suas aplicações de botox. Estava bonita (este é o ano do bordado!) e (quase) natural para apresentar o Oscar de melhor trilha sonora. Que vai para Trent Raznor! Trent Reznor! Quem poderia imaginar que eu iria viver para um dia ver o cara por trás de uma das bandas mais alternativas (e geniais) de todos os tempos, o Nine Inch Nails, receber uma estatueta? Não se trata de uma aberração – sua trilha para “A rede social” é mesmo muito boa! Mas é que essa premiação tem gosto de “choque cultural” – a “velha guarda” da Academia com a música contemporânea (tudo bem, nem tão mais contemporânea assim, mas vá lá…). Novos tempos no Oscar – fico contente.

23:45 James Franco – cuja gravata borboleta ainda está me incomodando – chama Matthew McConaughey e Scarlett Johansson para apresentar os prêmios técnicos de som. McConaughey, sem graça como sempre. Já Scarlett emprestava sua beleza para o primeiro momento de glamour que conferi na noite (lembrando: não vi o tapete vermelho…). “A origem” leva as duas estatuetas (mixagem e edição de som) – e a única sensação do momento foi o que me pareceu um beijo na boca que Lora Hirschberg deu em alguém que parecia ser sua companheira! Mas eu posso estar enganado…

23:55 Lá vem aquele vídeo com os prêmios técnicos – entregues numa cerimônia à parte, com Marisa Tomei. James Franco conqusita finalmente minha simpatia quando retoma o palco e diz: “Parabéns, nerds!”. E logo vemos Cate Blanchett deslumbrante tomando conta do palco inteiro – e aquele palco gigantesco. Imponente, com aquela beleza que parece um desafio à natureza, Cate vem com um vestido que é um adeus definitivo ao “look” despojado no Oscar. Se alguém pode vir à festa vestida de rosa, coberta de pérolas falsas da mesma cor, essa mulher é Cate Blanchett! Não é à toa que ela está lá para apresentar o prêmio para melhor figurino – “Alice no país das maravilhas” (barbada!) – e melhor maquiagem – “O Lobisomen” (que nem enfrentava competição séria… será que não é o caso de a Academia substituir esse prêmio pelo de efeitos especiais?).

00:01 Primeiro sinal de anacronismo da noite: o prêmio para melhor canção, numa época onde ninguém se preocupa em fazer uma canção que marque um filme. O que, aliás, era fácil de ver pelo vídeo apresentado com depoimentos colhidos de populares (inclusive um que eu achei que conhecia, chamado Barack Obama), falando qual foi a música de um filme que mais os marcou. Adivinha… “The time of my life”, “My heart will go on”, “Beauty and the beast” – todas as canções mais previsíveis estavam lá, até mesmo “As time goes by”, indicada pelo tal Obama… Mas aí, quando Kevin Spacey aparece para chamar duas das indicadas, você tem a certeza de que a categoria está obsoleta: nenhuma dessas canções serão lembradas em premiações futuras. Ouvimos os temas de “Toy story 3” e “Enrolados” sem a menor emoção – ou mesmo a memória de que um dia as ouvimos no cinema. Triste…

00:12 James Franco volta a me incomodar – e eu descubro o porquê: está com muita maquiagem, e me faz lembrar de Jim Carrey… Sua missão agora é chamar os apresentadores para o prêmio de melhores curtas-metragens. E finalmente vemos um cara que sabe vestir um smoking: Jake Gyllenhaal! Este sim, o primeiro apresentador realmente elegante da noite – sem exageros, com um corte perfeito, discreto e moderno. Se um dia convidado for para tal cerimônia, é assim que eu quero me vestir. Ah, mas e os prêmios? Lembra quando você nunca achava que iria ter chances de ver o vencedor nessas categorias – muito menos todos os indicados? Mas agora já existe o youtube (e derivados) – e você pode conferir não apenas “Strangers no more” (melhor documentário), como “God of love” (melhor ficção). Isto é, se você quer mesmo ver “God of love”, pois, a julgar pela performance do diretor do curta – estranha figura, que fez estranho discurso de agradecimento –, o curta tem tudo para ser um irritante “exercício de arte” – mas eu divago…

00:17 Anne vem com novo vestido – que, apesar de dourado, é elegante. E, junto com James Franco, faz uma ótima brincadeira sobre 2010 ter sido um grande ano para os musicais… Como sabemos, se você descontar uma monstruosidade chamada “Burlesque”, o gênero mal registrou nas bilheterias do cinema mundial… Mas com a ajuda daquela tecnologia que transforma qualquer diálogo em canção, eles mostraram cenas dramáticas “hilárias” – minha favorita foi aquela tirada de “Harry Potter e as relíquias da morte – parte 1”. Sensacional!

00:19 No final do ano, no “Fantástico”, apresentamos uma reportagem sobre as conversas fiadas que as vendedoras de loja mandam nas clientes para convencê-las de comprar uma roupa que não caiu exatamente bem – você já passou por isso, tenho certeza… Pois bem, num dos momentos mais engraçados da reportagem, uma vendedora aconselhava a uma cliente que estava achando que o vestido estava um pouco apertado: “O importante não é respirar querida, é ficar bonita!”. Não sei por que, essa história me veio à cabeça quando vi Oprah entrar no palco para anunciar o melhor documentário – a única chance que o Brasil tinha de ganhar uma estatueta (mesmo assim, por tabela!). Num corte inesperado de câmera, vemos os irmãos Cohen com cara de aborrecidos, como se tivessem sido obrigados a assistir o próprio “Bravura indômita” de novo – mas o que me chamou mesmo atenção nessa hora foi uma figura adolescente sentada logo atrás deles: seria Justin Bieber, ou apenas um garoto emulando aquele penteado? Melhor ficar alerta! Enfim, quem ganha na categoria é “Trabalho interno” (“Bye bye Brazil”!), e o diretor faz o primeiro protesto da noite lembrando que nenhum dos agentes financeiros responsáveis pela últimas crise econômica mundial – o tema do seu documentário – está na cadeia… Acho que vou ver esse filme hoje!

00:28 Billy Cristal faz um discurso ligeiramente longo demais depois de ter brincado com o próprio atraso da cerimônia do Oscar… “Temos que correr, vamos direto ao prêmio de filme do ano”, disse ele com humor – mas o que veio a seguir foi uma grande falação… Ter “ressuscitado” Bob Hope – um dos apresentadores de Oscar mais icônicos da história – foi um truque interessante. Mas o que causou mesmo sensação no público feminino que assistia à festa comigo foi a chegada de Jude Law ao palco… Ao lado de Robert Downey Jr, ele apresentou o prêmio para melhores efeitos especiais – “A origem” (covardia!) – e melhor montagem – “A rede social” (eu levei um tempo para entender o que eram aquelas sessões com advogados no meio da história, e teria dado a estatueta para “O discurso do rei”, mas não quero ser chato…).

00:41 Anne Hathaway, como se isso fosse possível, agora aparece ainda mais bonita – de vermelho! – e ofusca Jennifer Hudson (que apesar de estar com uma cor parecida, não é páreo para Anne. Hudson chama mais duas canções candidatas – e quando vejo que é Florence Welsh (do Florence and the Machine!) que vai cantar o tema de “127 horas”, dou um pulo do sofá! O Oscar nunca esteve tão moderno! Meu entusiasmo, porém, levou um balde de água fria quando descubro que é Gwyneth Paltrow que vai cantar a música seguinte… Gwyneth, querida, larga esse microfone e volta para as telas, por favor! Quem leva o prêmio é Randy Newman, pela canção de “Toy story 3” – chata… Mas só de ter visto Florence Welsh no palco do Oscar, já ganhei a noite!

00:52 Celine Dion canta para homenagear as pessoas envolvidas com cinema que morreram no ano passado – tanta gente, que eu tive a impressão que ela teve de fazer uma versão remix da música… Em seguida, Hale Berry faz uma homenagem especial a Lena Horne, uma das primeiras atrizes (ela era primeiro cantora, é bom lembrar) negras a acontecer em Hollywood. A imagem de arquivo que vemos diz tudo – Horne estava tão maquiada e iluminada para “parecer branca”, que fica claro que o que a Academia estava fazendo ali era pedindo desculpas pelos erros (leia-se “discriminação”) do passado…

01:02 Anne Hathaway, como se isso fosse possível, agora aparece ainda mais bonita – sei que já escrevi isso, mas o que eu posso fazer? Ela agora está de azul – e a única palavra que eu consigo achar para descrevê-la é, desculpe, em francês: “ravissante”! Anne chama Hillary Swank – que quase desaparece perto da apresentadora oficial. Hillary, por sua vez, chama Kathryn Bigelow – que ganhou o Oscar de melhor direção no ano passado, por “Guerra ao terror”. E Kathryn chama… o diretor de “O discurso do rei”, Tom Hooper. Mau sinal…

01:06 Annette Bening faz uma breve aparição para chamar um vídeo sobre a festa dos “Oscars” especiais – um clima meio “Hollywood das antigas”. De alguma maneira, a festa parece mais íntima – e mais divertida – que a própria cerimônia a qual estamos assistindo… Mas o momento passa rápido…

01:11 Anne Hathaway, como se isso fosse possível, agora aparece ainda mais bonita – sei que já escrevi isso, mas o que eu posso fazer? Ela agora está de azul – o mesmo vestido azul que citei há pouco… Ela ainda não mudou de roupa, mas me surpreende mais uma vez com sua beleza… Ao lado de James Franco, estou convencido que eles esbanjam química – e elejo essa a melhor dupla de apresentadores em anos! Ambos chamam Jeff Bridges, que, para anunciar os indicados ao prêmio de melhor atriz, faz pequenos discursos que lembram aqueles que precedem uma eliminação no paredão do “BBB”… Mas acho que divago de novo… Outra “surpresa”… Natalie Portman vence sem muito questionamento – se bem que eu torcia secretamente para Annette Bening. Pronto, falei! Aposto que o discurso dela seria mais curto que o de Portman – que agradeceu tanta gente que, como disse uma amiga minha, só faltou a babá de seu futuro bebê… (Mas que ela estava bonita grávida, estava…).

01:20 A insuportável Sandra Bullock chega para fazer a mesma coisa que Jeff Bridges fez, só que para anunciar os candidatos a melhor ator. Ah, e sem um pingo de charme ou simpatia. Sandra, qual é o seu problema? Quem leva, claro, é Colin Firth – que faz um discurso de agradecimento ainda mais longo do que o de Natalie Portman – e eu agradeci que ele não tentou dizer o texto no mesmo estilo de seus personagem em “O discurso do rei” antes de ter se curado da gagueira… Teria levado horas!

01:32 Que decepção… E não estou falando do prêmio de melhor filme – não ainda! Mas da última roupa de Anne Hathway… Foi errar a mão justo no final? Tudo bem que eu já havia dito que ela seria desculpada de tudo esta noite, mas mesmo assim… Bem, mas ela e James estão lá para chamar Steven Spielberg, que por sua vez está lá para anunciar o filme do ano! Fiquei torcendo para Spielberg mostrar pelo menos um trailer do que será seu filme sobre Tintim, mas não rolou… Ele só veio mesmo para dizer que “O discurso do Rei” levou o Oscar 2011 – e essa sim, foi uma grande decepção… Depois de mostrar, de várias maneiras, que estava chegando à modernidade, no lugar de escolher um filme atual, do seu tempo, como “A rede social”, ou uma ousadia irreverente como “Cisne negro”, a Academia me vem com… “O discurso do rei”? Ora, faça-me um favor… A mesma Academia que premiou “Quem quer ser um milionário?” há apenas dois anos – e “Guerra ao terror” em 2010 – retrocede décadas e prestigia um filme caretérrimo. Bom, sem dúvida (ainda quero falar dele aqui neste espaço – talvez na quinta-feira). Mas super convencional… Vai entender…

01:38 Dezenas de crianças invadem o palco para cantar “Over the rainbow”, no que deveria ser um “gran finale”… Eu particularmente prefiro aquela garotada de uma escola pública de Nova York (o P.S. 22) cantando “Liztomania”, do Phoenix – mas eu entendo… Era o encerramento do Oscar… Ficou bonitinho! Só fiquei meio perturbado quando uma pequena multidão começou a invadir o palco com estatuetas na mão. Achei que era o elenco de “Quem quer ser um milionário?” que tinha voltado para a mesma performance do Oscar 2009… Mas não: eram só os premiados da noite (aparentemente todos) marcando presença, como que para dizer: “a festa só parece que homenageia o passado – nós somos o futuro”… Amém.

Fonte: blog do Zeca Camargo no G1

Estréia da semana: Cisne Negro

Ainda não assisti “Cisne Negro”, mas estou bastante ansiosa! Parece reunir os requisitos presentes em meus filmes favoritos: drama psicológico, atriz fantástica, ballet, fuga de temas já esgotados pelos filmes “blockbuster”.

Vai aí um texto do Zeca Camargo (originalmente publicado em http://g1.globo.com/platb/zecacamargo/2011/02/03/como-convencer-seu-namorado-a-assistir-a-cisne-negro/) sobre o filme. Adorei e tive ainda mais vontade de correr pro cinema:

Como convencer seu namorado a assistir a ‘Cisne negro’

qui, 03/02/11 -por Zeca Camargo

Diga para ele que é um filme sobre sexo entre duas mulheres disfarçado numa história de balé! Como você que gosta de cinema provavelmente já desconfia, “Cisne negro” – que tem ampla estréia nacional nesta sexta-feira – conta a história de uma bailarina, Nina (Natalie Portman), que sonha em pegar o grande papel principal de uma das mais importantes coreografias da história da dança clássica. Ou seja, um filme sobre balé, que só por ter esse tema já oferece uma resistência forte a milhares de namorados (e noivos e maridos) que acham que já gastaram sua cota para filmes, hum, “sensíveis” de todo o século 21 quando foram arrastados para assistir a “O segredo de Brokeback”.

(“Cisne negro” e “Brokeback” não poderiam ser filmes mais diferentes, eu sei – tanto na temática, como na condução e direção. Mas você sabe como essas coisas se confundem na cabeça de quem está acostumado a esperar por uma sequência de “Transformers” ou “Velozes e furiosos” – que já está, acredite, na sua quinta reencarnação – como se fosse o grande acontecimento cinematográfico da temporada… Mas eu, claro, divago).

Enfim, antes de elogiar “Cisne negro” – que merece sim, muitos elogios -, quero bater palmas para os executivos da Fox Searchlight (a produtora do filme), que certamente, ao se darem conta de que estavam diante de um “filme de arte” que tinha tudo para se tornar uma superprodução, a não ser pelo fato de que ele girava no limitador universo do balé – que, potencialmente, teria mais apelo ao público feminino -, decidiram “apimentar” o roteiro com uma cena de sexo entre Nina e uma rival sua na companhia, Lily (Mila Kunis), uma sequência de fazer inveja a Stephen Dorff em “Um lugar qualquer” (mais sobre esse filme, daqui a pouco).

Com essa “isca” – devem ter pensado os executivos -, todo mundo sai contente do cinema: ela viu um filme de superação de uma fantasia tipicamente feminina (que garota nunca sonhou, nem de leve, ser uma “prima ballerina”?), e ele teve de aguentar longas sequências de pontas e tutus, mas por outro lado viu um outro tipo de fantasia sua ser recompensada. E com louvor…

Acontece que “Cisne negro”, que vi numa pré-estréia na última terça-feira, não é um filme tão simplesmente bidimensional como estou propondo neste começo de texto, explicitamente para provocar. Na verdade, quem quer convencer alguém de ir ao cinema para ver “Cisne negro” tem bem mais do que um simples argumento para isso. Essa produção – que é uma das mais cotadas para o Oscar de melhor filme (a conferir no próximo dia 27) – deve agradar não apenas aos amantes do balé, ou de cenas de belas mulheres ensinando aos homens “como se faz”, mas também a quem gosta de um bom filme de suspense (até de terror!); ou de um bom “thriller” psicológico; ou de uma boa história de manipulação (Nina tem que driblar duas, a da sua mãe e a do diretor da companhia); ou de uma trama que confunde alucinação com realidade; ou ainda, quem admira uma boa direção de arte e fotografia na tela grande.

São, na verdade, tantos motivos para gostar do filme que eu seria incapaz de dizer o que realmente me fisgou em “Cisne negro”. Numa sinopse rápida, ele narra a luta de Nina para ser não apenas uma bailarina tecnicamente perfeita, mas também insuperável na emoção ao dançar. Thomas (o diretor da companhia, numa boa interpretação de Vincent Cassel – quando ele não é bom?) acha que ela é perfeita para dançar o cisne branco, mas não o negro – e parte para uma série de provocações para desabrochar seu lado mais obscuro, sem saber que em casa, Nina já tem sua cota de loucura por conta da obsessão de sua mãe (que deixou a carreira de balé para cuidar da filha) em vê-la brilhar nos palcos.

Nina – que é uma travação só – vai atrás dessa sua “outra personalidade”, com consequências ao mesmo tempo desastrosas e triunfantes. Dirigido por Darren Aronofsky – de quem só vi “Pi” (genial) e “Réquiem para um sonho” (impressionante) -, “Cisne negro” é, enfim, um filme sobre uma obsessão. E, com tal, é melhor você estar preparado para imagens fortes. Que tipo de imagens fortes? Pense numa mistura de sangue, pele e pena – você não vai se decepcionar…

Dito isto, a sessão de “Cisne negro” é uma maratona. Não tanto emocional – uma vez que as transformações de Nina são quase previsíveis (e eu diria que Natalie Portman, de quem sou fã, não nos fornece as nuances necessárias para que possamos acompanhar sua evolução – não vou aplaudir se o Oscar de melhor interpretação feminina for para ela, como alguns estão prevendo). Mas uma maratona visual, um desafio para seus olhos (não foram poucas as vezes que as mulheres do grupo que estava comigo viraram o rosto para evitar a grande tela…). E quem conseguir atravessá-la pode se considerar um vencedor!

(Falando nisso, não é curioso que outro forte candidato ao prêmio de melhor filme este ano, “O vencedor” – que também estréia nesta sexta no Brasil, mas não é tão poderoso assim -, seja justamente sobre um clichê de obsessão masculina, o boxe, fazendo um inesperado contraponto com “Cisne negro”? O quê? Você acha que eu estou divagando?).

Digo mais: quem atravessar a “maratona do Cisne” vai ter o prazer de sair do cinema discutindo o final do filme de maneira apaixonada, como não fazíamos desde de… bem, desde “A origem”! E, se possível – por exemplo, se o jantar depois do filme incluir alguns chopes e caipirinhas (ou mesmo algumas taças de vinho) -, você vai ser capaz de discutir até o sexo oral que Lily aplica em Nina… E se alguém na mesa tiver tido a chance de assistir a “Um lugar qualquer”, certamente fará piada com o fato de uma cena similar no novo filme de Sofia Copolla ter um desfecho tão diferente, quando seu protagonista, o ídolo hollywoodiano Johnny Marco (interpretado pelo ator Stephen Dorff), leva para cama uma mulher que acabou de conhecer numa festa e, depois de rápidas preliminares, adormece com a boca entre as pernas de sua presa…

Tudo a ver… Afinal, “Um lugar qualquer” registra o aborrecido cotidiano de um “mega star” do cinema – um universo que, como boa parte da crítica sempre lembra de colocar, é bem familiar à Sofia (filha de Francis Ford…). A vida de Johnny é chata. Chata assim: ele vive no Chateau Marmont, um dos hotéis mais sofisticados de Los Angeles, cenários de incontáveis aventuras da fauna hollywoodiana; seus passatempos são passear na sua Ferrari e assistir duas “pole dancers” (tradução: “dançarinas do queijo”) contratadas para fazer uma coreografia erótica privada no seu quarto, e eventualmente oferecer sexo, quando ele não dorme antes do fim da “performance”; ah, e acompanhar sua filha de 11 anos nas rotinas mais banais (a cena de maior “ação” no filme é quando os dois jogam “Guitar hero”!).

Sem nenhum charme, sem nenhum floreio, Sofia desenvolve sua história a passos lentos – em outro contraste radical com “Cisne negro”. Se neste filme temos câmeras frenéticas e cortes abruptos para ilustrar as coreografias, em “Um lugar qualquer” vemos Cleo (a filha de Johnny, interpretada por Elle Fanning – um sopro de vida numa história de semi-zumbis) fazer toda uma coreografia sobre patins de gelo num plano aberto, e os únicos cortes são para o pai, sozinho na arquibancada, trocando mensagens de texto no seu celular. Enquanto Nina cruza Nova York em sinistros trajetos de metrô, Johnny desfila monotonamente de Ferrari por Los Angeles (a cena de abertura de “Um lugar qualquer” é particularmente aborrecida); e enquanto o público que vemos em “Cisne negro” é uma sofisticada claque que sabe apreciar um bom balé em roupas elegantes, Johnny se vê diante de uma bizarra platéia numa premiação da TV italiana (onde ele é homenageado), composta de exageradas “madonnas” em Versace e velhos babões vestindo ternos semi-impecáveis, todos gritando como se aquilo fosse um bacanal.

Esta cena surreal de “Um lugar qualquer” é o único momento de maior barulho no filme. Fora o ronco da Ferrari, você mal lembra que os personagens conversam. Mas é nesse estranho vácuo sonoro que o filme de Sofia ressoa alto. Mesmo descontando possíveis pontos de identificação deste que vos escreve com o personagem de Dorff (afinal, guardadas as devidas proporções, eu tenho cá uma parte da minha vida que é pública), achei que o filme é uma interessante meditação sobre nosso mundo moderno em geral.

Poucos são, claro, os que vivem num patamar tão isolado (e ao mesmo tempo tão exposto) quanto Johnny Marco. Nem por isso, não podemos tirar belas lições da solidão do personagem – e quem sabe até achar no filme, enfim, um caminho para uma liberação maior de tudo que faz a gente pegar um telefone no meio da noite e dizer (exatamente com essas palavras ou não) para alguém que você ainda acha que ama: “Eu não sou nada”…

Quer ver o trailer antes? Ei-lo: http://www.youtube.com/watch?v=5jaI1XOB-bs

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