Sobre “Elis, a musical”

Eu era muito pequena, mas lembro do aparelho 3 em 1 com dial iluminado tocando Elis Regina e minha mãe cantarolando pela casa. Cresci admirada pela entrega, por toda emoção que aquela mulher conseguia carregar na voz. Quando me profissionalizei como cantora, foi inevitável que Elis se tornasse minha maior inspiração. Assim, também foi inevitável que o musical sobre Elis fosse tão esperado por mim, até porque não tive a oportunidade de ouví-la cantar ao vivo (sortudos dos meus avós, que viram um show da turnê Falso Brilhante).

Uma semana após a estreia da peça em São Paulo, lá estava eu, acompanhada da minha irmã (atriz nata), ambas com frio na barriga na platéia do Teatro Alfa. Já vi uma imensa quantidade de vídeos da Elis, muitos deles remontados ali no palco do teatro. A interpretação de Laila Garin é impressionante, o timbre se aproxima absurdamente ao da Elis. Claudio Lins e Tuca Andrada como César Camargo Mariano e Ronaldo Bôscoli, respectivamente, atuaram lindamente. Cabe ressaltar que a orquestra também deu um show! Fora estes destaques, o musical soou superficial e minha irmã, que esperava conhecer melhor a história desta grande intérprete, saiu frustrada, já que a colagem de números musicais não conta claramente a trajetória da Pimentinha.

Ficou a impressão de que faltava uma narrativa que conectasse as cenas e canções, uma voz em off que contextualizasse ou elementos de dessem unicidade a tudo. As coreografias pareceram um pouco caricatas, o palco parecia meio vazio e a cenografia também ficou aquém do esperado para um espetáculo desse porte. Além de algumas “forçadas de barra” como quando uma moça imita de forma muito “Casseta e Planeta” a Marilia Gabriela, desviando o foco da história totalmente (eu adorava “Casseta” mas nesse contexto não combina esse tipo de abordagem). Outro detalhe incômodo foram os ruídos dos momentos de transição de elementos cênicos (entrada ou saída de móveis, painéis e tudo mais)… estávamos longe do palco e ainda sim ouvimos o barulho.

Como fã de Elis, saí um pouco frustrada. Esperava algo grandioso, surpreendente, “fogos de artifício”, colorido, forte, cheio de emoções e conflitos, ingredientes presentes na vida e obra da Elis. Mas foi um show bem montado, que provavelmente agradará muita gente, talvez não um musical…

Li que a intenção era homenagear a Elis mas acho que ela merecia mais…

Musicais com sotaque brasileiro

por Vanessa Jurgenfeld

Um nova fase começa a ser vivida pelos espetáculos musicais no Brasil. Depois do sucesso de “Tim Maia – Vale Tudo” – que estreou em 2011 e ainda está em cartaz no Rio -, o conteúdo nacional, voltado a biografias de artistas brasileiros e temas que conduzem o espectador aos anos 1970 e 1980, virou a aposta das produtoras para 2013 e 2014.

As produções vão desde “Milton Nascimento – Nada Será Como Antes”, homenagem aos 50 anos de carreira do cantor, em cartaz até março no Rio, a “Rock in Rio”, história ficcional em cima do famoso festival de música carioca, que estreou no Rio neste mês.

Mas os planos das produtoras são maiores e devem se estender às biografias de Elis Regina (1945 – 1982) e Cazuza (1958 -1990), além de espetáculos como “Dancin’ Days” – ficção em torno da boate criada por Nelson Motta no Rio, nos anos 1970, marcada pelas Frenéticas e pela “disco music” – e “Chacrinha”, musical que relembrará as tardes de domingo com um dos famosos comunicadores do país, morto em 1988.

“O Brasil está encontrando sua forma própria [de fazer musicais]. Há uma evolução desse tipo de produto no país”, diz Leo Ganem, presidente da Geo Eventos.

Os musicais ganharam fôlego no começo dos anos 2000, quando o mercado começava a experimentar o conteúdo internacional trazido pela empresa Time for Fun (T4F), como “Les Misérables”. Entre 2008 e 2009, num segundo momento do setor, novas produtoras apareceram e patrocinadores passaram a investir mais no segmento. Alguns teatros foram reinaugurados, com vocação para o gênero, como o Oi Casa Grande, no Rio. Na esteira, surgiu um eixo de musicais entre Rio e São Paulo.
O importado “O Rei Leão” é a principal aposta da T4F no ano

“Até 2008, havia produção de musicais da Broadway no modelo franquia apenas para São Paulo e só uma grande empresa operando. O espetáculo era produzido lá fora e chegava aqui só para ser executado”, afirma Fernando Campos, sócio da empresa Aventura.

Agora, o setor está num terceiro momento. “Muita gente foi estudar fora e já existem escolas de ator só para musicais. Grandes atores, que não sabiam se queriam fazer esse tipo de espetáculo, hoje gritam para fazer um musical. Há também diretores de TV indo para musicais, como Daniel Filho [do musical “Se Eu Fosse Você”] e Pedro Vasconcellos [de “Tudo por um Pop Star”]”, diz Campos.

Entre atores e técnicos, o entendimento é que o conteúdo nacional abriu novo mercado, no qual hoje os artistas brasileiros estariam em condições de igualdade com os estrangeiros, “caindo um tabu de que não tínhamos condições para atuar em musicais”, diz Ligia de Paula Sousa, presidente do Sated-SP, sindicato da categoria.

Há uma busca por especialização. Foi aprovado recentemente no Congresso dos Trabalhadores Artistas e Técnicos (Cetated-SP) a possibilidade de que técnicos paulistas conhecessem os espetáculos em Londres e Nova York para trocar experiências.

A onda de produções nacionais se ancora no sucesso de “Tim Maia – Vale Tudo”, produzido por Sandro Chaim. Há nesse movimento das produtoras uma tentativa de se diferenciar e, ao mesmo tempo, fugir das caras e concorridas produções da Broadway (Nova York) e West End (Londres), redutos tradicionais do gênero.

O conteúdo nacional é visto também como oportunidade de exportação. Chaim, que atualmente se envolve no musical “Cazuza”, quer levar “Tim Maia” para Portugal. Em associação com a XYZ Live, há planos de exportar outros conteúdos para a América Latina. “Ganhamos experiência e a visão de que existe um mercado a ser explorado. É uma tendência natural os produtores criarem suas próprias histórias. Faz parte de um amadurecimento profissional”, diz Chaim. O espetáculo “Rock in Rio”, produzido pela Aventura, está previsto para ir a Portugal, Espanha e há planos para levá-lo até mesmo a Broadway, em 2016, segundo Campos.

Nesse ritmo, outras cidades brasileiras também poderão entrar no circuito de musicais, além de Rio-São Paulo, como Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.

“Carregar” espetáculos se tornou uma possibilidade especialmente para musicais nacionais em versões medianas – e não superproduções – e que, pelo próprio tamanho menor, possuem mais facilidade para transporte de equipamentos e elenco. “Milton”, “Rock in Rio” e “Elis” são alguns dos títulos que estão previstos para uma futura itinerância.

Mas os musicais com conteúdo nacional caíram de fato no gosto do brasileiro?

A julgar pelo sucesso de “Tim Maia”, há um bom sinal. O total de público passou de 300 mil pessoas (apenas como comparação, a megaprodução internacional “A Família Addams” teve 350 mil). Para Chaim, “é o boca a boca que garante a longevidade de uma temporada”. É cedo, no entanto, para afirmar que todo conteúdo nacional terá grande público.

Segundo o diretor Claudio Botelho, algumas obras não deveriam nem ser consideradas teatros musicais e estariam oferecendo mais do mesmo.

Sejam de qualidade ou não, o fato é que os musicais produzidos no país são custosos. Em geral gasta-se menos do que trazer uma produção consagrada no exterior. Segundo as produtoras, todas as produções dependem de patrocínio da Lei Roaunet para serem viáveis economicamente.

Para efeitos de comparação: espetáculos trazidos de fora e produzidos localmente, “A Família Addams” custou R$ 25 milhões; e “Mágico de Oz” (numa versão compacta), R$ 8 milhões, enquanto o nacional “Rock in Rio” custou R$ 12 milhões.

Fonte: Valor Econômico

‘Rock in Rio – O Musical’ inaugura Cidade das Artes em janeiro

por Heloisa Aruth Sturm

Dez anos e mais de meio bilhão de reais depois, a Cidade das Artes finalmente será aberta ao público. A polêmica casa de concertos localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, será o palco de estreia do espetáculo Rock in Rio – O Musical, uma história de amor embalada ao som de 50 hits do festival.

A inauguração ocorre em sistema de soft opening, espécie de teste do prédio, onde a produção do musical ocupa o espaço e, em troca, implementa a logística necessária ao seu funcionamento.

“Nós precisávamos fazer uma abertura em que começássemos a entender o que está funcionando e o que ainda precisa de restauro e de substituição. Fazer o soft opening é praticamente obrigatório em qualquer casa desse porte no mundo inteiro”, diz Emilio Kalil, que deixou recentemente a secretaria municipal de cultura para presidir a Fundação Rioarte, futura gestora do espaço.

O espetáculo ocorrerá na Grande Sala, o maior dos espaços multiuso da Casa, e terá capacidade para 1,2 mil lugares. No palco, a história de um casal apaixonado é narrada ao som de grandes hits nacionais e internacionais, interpretados pelos 25 atores. Os artistas cantam em cena contando com a ajuda e a experiência de Lucinha Lins e Guilherme Leme, que vivem a mãe de Alef e o pai de Sofia, os jovens protagonistas.

“A ideia é pegar um pouco do espírito do Rock in Rio e transformar em uma história de ficção. É inspirada na realidade que permeia o festival e no poder da música de transformar o mundo”, diz o roteirista Rodrigo Nogueira. O set list da produção é bastante eclético. “Se o perfil do festival é trazer todos os tipos de música, o musical deveria ter esse perfil também”, conta o diretor João Fonseca. Roberto Medina, idealizador do festival que já teve doze edições (oito delas no exterior), tem planos de transpor o musical para o cinema. A peça estreia em 3 de janeiro e estará em cartaz no Rio até abril e deverá chegar a São Paulo em maio.

Com as obras concluídas em setembro, os testes acústicos e de equipamentos tiveram início em novembro, e devem continuar nos próximos três meses. As salas serão abertas gradativamente até março, quando ocorre a abertura oficial da Cidade das Artes. “Crises passadas deixaram a casa um pouco abandonada.” Kalil se refere à trajetória atribulada de sua construção, que custou cinco vezes mais que o planejado e levou à instalação de duas CPIs. A mais recente, de 2009, terminou com um relatório indicando 57 irregularidades.

O prédio projetado pelo arquiteto francês Christian de Portzamparc, autor da Cité de la Musique (Paris), consumiu R$ 518 milhões da prefeitura e chegou a ser inaugurado cinco dias antes do término do mandato de César Maia, em dezembro de 2008, quando faltava a conclusão de 40% do projeto. Seu sucessor, o atual prefeito Eduardo Paes, suspendeu a execução dos contratos e pagamentos, e contratou uma equipe para fazer uma auditoria. As obras só foram retomadas dez meses depois.

Luís Fernando Guimarães participará de musical de Möeller e Botelho

Previsto para estreiar em março de 2013, o novo musical da dupla Möeler e Botelho “Como vencer na vida sem fazer força“, promete ser uma comédia de muito bom gosto. No elenco temos o veterano Luiz Fernando Guimarães ( O Ruy do Os Normais), conhecido pelos seus papéis de veia cômica, sem contar a participação de Letícia Colin. A grande estréia, vai para o novato Gregório Duviver.

Como vencer na vida sem fazer força, é baseada na peça que estreiou na Broadway em 1961 “How to Succeed in Business Without Really Trying”, e já teve protagonistas como Daniel Radcliffe, Darren Chris e Nicholas Jonas (um dos integrantes dos Jonas Brotthers). A história se passa com o J. Pierrepoint Finch, um lavador de janelas que encontra um guia prático de como ser bem sucedido nos negócios. Seguindo cada dica ele começa trabalhando no departamento de correspondências de uma grande empresa, chegando rapidamente ao cargo de chefe do departamento de marketing.

Fonte: A Broadway é Aqui

Aprovado pelo pai de Michael Jackson, musical ‘Forever King of Pop’ vem ao Brasil

por Rodrigo Levino

Não há nada relacionado ao disco “Thriller”, de Michael Jackson (1958-2009), lançado em novembro de 1982, que não seja superlativo.

Alçado por músicas que se tornaram clássicos pop instantâneos, como a que lhe dá título, “Beat It”, “Billie Jean”, “Human Nature” e “Wanna Be Startin’ Something”, o trabalho produzido por Quincy Jones vendeu, segundo estimativas do mercado, cerca de 100 milhões de cópias ao redor do mundo, tornando-se o maior arrasa-quarteirão fonográfico da história.

Nos EUA, não arredou pé da lista dos dez mais tocados nas rádios durante cinco anos. Por gravidade, afinal de contas trata-se de um disco feito quase exclusivamente de hits, é “Thriller” que embala os segmentos mais pulsantes do musical “Forever King of Pop”.

O espetáculo dirigido pelo espanhol Carlos López, que já foi visto por quase 1 milhão de pessoas em três continentes (segue agora para uma excursão na China), terá 14 apresentações no Brasil no primeiro semestre de 2013 –ainda sem data definida.

Ao longo de quase duas horas, mais de 20 faixas do cancioneiro de Jackson costuram cenas marcantes da biografia do artista. A família dele chancelou a produção depois de o pai do cantor, Joe, assistir a uma sessão na Espanha e se impressionar com o esmero na mimese de coreografias, timbre e cacoetes vocais do cantor.

Depois de comover o patriarca dos Jacksons, López foi a Indiana conhecer o resto do clã.

PENEIRA

“O processo de seleção foi longo e extenuante”, descreve o diretor em entrevista à Folha, falando dos 30 atores e bailarinos que atuam na montagem.

Escolhido o elenco, partiu-se para outra série de ensaios e afinamentos tão puxada quanto a peneira inicial. No palco, o esforço ainda é hercúleo. Não é fácil ser Michael Jackson, interpretado por três atores em “King of Pop”.

“Tivemos de acrescentar um fisioterapeuta à nossa equipe, pois os bailarinos terminam o espetáculo extremamente cansados”, conta ele, sobre a dificuldade de reproduzir com exatidão (e à exaustão) a sequência de coreografias que se tornaram emblemas do cantor, compositor e dançarino.

As dificuldades físicas só não foram menores do que as vocais. Todas as músicas são cantadas ao vivo e em seus tons originais. Os proverbiais agudos e modulações vocais de Jackson são milimetricamente repetidos.

A intenção de Lopez não é apenas o tributo. “Queremos fazer com que o público se sinta em um show do cantor”, diz. O aparato tecnológico ajuda a criar essa sensação.

Ao todo, são oito toneladas de figurino e equipamentos de som e luz que buscam reproduzir com fidelidade lances cenográficos das principais turnês de Jackson, como as dos discos “Off the Wall” e “Bad”, que em 2012 completou 25 anos de lançamento.

JACKSON NO BRASIL

Para López, a vinda ao Brasil é, de certa forma, um reencontro do país com a obra do cantor, que esteve pela primeira vez aqui em 1974, ainda como membro do Jackson Five, com os irmãos.

Em 1996, Jackson voltou ao país, onde gravou o clipe da canção “They Don’t Care about Us” no Rio e em Salvador. “Pretendemos fazer audições e incorporar ao elenco artistas brasileiros”, adianta o diretor.

Não deixa de ser também um olhar desejoso sobre um mercado emergente de musicais. O gênero experimenta um “boom” recente no Brasil, principalmente no Rio e em São Paulo. Vem mais um colosso por aí, agora com trilha de música black.

Fonte: Folha de S. Paulo

Audição na área: In The Heights

Atores e cantores de plantão, a 4act está selecionando brasileiros e latino americanos para as audições do musical “In The Heights”, que estreia em julho de 2013 no Rio de Janeiro e migra para São Paulo em outubro do mesmo ano. As inscrições para os testes podem ser realizadas no site do musical, clicando aqui.

Fonte: Musicais BR

Produtores de “Chicago” e “Hairspray” serão responsáveis pela cerimônia do Oscar 2013

O presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas Hawk Koch anunciou nesta quinta-feira (23) que Craig Zadan e Neil Meron serão os produtores da 85ª edição do Oscar.

A premiação da Academia será realizada em 24 de fevereiro de 2013, em Los Angeles.

“Craig e Neil são inovadores que trazem uma perspectiva única ao show do Oscar”, disse Koch em comunicado à imprensa. “O enorme talento coletivo deles, junto com seu amor por filmes, serve ao nosso show perfeitamente”.

Zadan e Meron produziram juntos filmes como “Hairspray” (2007) e “Chicago” (2002), e séries como “Smash” e “Drop Dead Diva”. Seus trabalhos receberam 73 indicações ao Emmy, 12 ao Tony e sete ao Grammy.

“Estamos muito animados de colaborar com Hawk e todos da Academia para produzir o Oscar desse ano”, afirmaram os produtores em nota oficial. “Esperamos usar nossa experiência em produzir longas-metragens, TV e teatro para trazer algo fresco e especial a essa incrível cerimônia de premiação”.

Fonte: UOL

“Dirty Dancing” comemora 25 anos nesta terça (21); relembre hits e polêmicas do filme

Cena do filme Dirty Dancing

O Brasil conheceu o ritmo quente de “Dirty Dancing” em setembro de 1987, quando o filme chegou aos cinemas nacionais pela primeira vez, mas é nesta terça, 21 de agosto, que o blockbuster oitentista comemora exatamente 25 anos de sua estreia nos Estados Unidos, marcada por hits românticos e a polêmica envolvendo o aborto de uma das personagens.

Em entrevista ao canal CNN exibida nesta segunda, a atriz Jennifer Grey relembrou a época em que atuou no longa no papel da adolescente Frances (Baby) Houseman, quando tinha 27 anos.

“O filme fala sobre a morte da inocência. Filmei dos 27 aos 28 anos e hoje vejo como eu era nova e também como foi a morte da minha inocência”, explica a atriz. Para Grey, esse marco foi um acidente de carro que sofreu com Mathew Broderick, e que matou as duas mulheres do outro automóvel envolvido na batida, dias antes da première do filme em Nova York.

“Esse longa mostra o amadurecimento dessa personagem e a forma alegre como ela vive a vida. Acho que isso é contagiante, e o principal motivo de o filme ainda fazer sucesso depois de 25 anos. As pessoas se identificam com ela”, analisa.

A atriz também lamentou a morte de Patrick Swayze, seu par romântico na trama e que morreu de câncer aos 57 anos, em 2009. “Sempre vi Patrick de uma forma vulnerável, tudo que ele fazia era muito intenso, mas eu sempre consegui ver sua beleza, uma beleza vulnerável que ainda hoje faz com que continuemos sentindo sua falta.”

Em resenha publicada pelo “The New York Times” no mesmo dia de seu lançamento nos Estados Unidos em 1987, o longa protagonizado por Patrick Swayze e Jennifer Grey menciona o fato de as famílias tradicionais americanas acusarem o filme de “encurtar o caminho dos jovens para o inferno”, por causa do tema lascivo da história.

Para o jornal, o filme – que se passa no verão americano de 1963, na colônia de férias Catskill – é “um adeus confortável ao ‘American way of life’ vivido após a morte do presidente Kennedy”. O “adeus” a que se refere o “NYT” é representado no filme pelas cenas em que Swayze – que vive o professor de dança pobretão Johnny Castle – sofre preconceito e é acusado de roubo por ser um empregado do hotel ou pelo amor proibido que vive com a aluna adolescente Frances (Baby) Houseman, papel de Grey.

Baby, por sua vez, também é uma garota à frente de seu tempo e se aventura pelas aulas de dança mesmo com a proibição do pai. Além disso, financia o aborto da amiga Penny, grávida de seu cunhado. Na época em que o filme foi lançado, o aborto tinha sido recém-liberado em algumas cidades americanas, na década de 1970, e por conta disso, o filme teve as cenas cortadas em algumas exibições. Isso depois do roteiro ser negado por diversos estúdios.

“Dirty Dancing” em números 

Escrito por Eleanor Bergstein e dirigido por Emile Ardolino, o filme arrecadou US$ 64 milhões nos Estados Unidos e US$ 214 milhões no mundo todo. Sua trilha sonora ficou no topo da parada da “Billboard” por 18 semanas.

“Dirty Dancing” foi o primeiro longa a ultrapassar a marca de um milhão de vendas em VHS. Uma de suas últimas versões em musical para o teatro, no Canadá, arrecadou US$ 2 milhões só no primeiro dia de estreia, em 2007.

Nos Estados Unidos No mundo Na parada Billboard
US$ 64 milhões US$ 214 milhões 18 semanas no 1º lugar

Remake do longa será produzido até 2014

O sucesso de “Dirty Dancing” motivou a produtora Lionsgate a fazer um remake para o filme, que tem previsão de lançamento para 2014. O roteirista escolhido é Brad Falchuk, responsável pelos episódios da série musical “Glee”. O elenco ainda não foi definido.

Fonte: Uol

Musical “New York, New York” reestreia com ingressos a R$ 40

O musical “New York, New York”, que fez temporada em São Paulo no Teatro Bradesco (zona oeste) com ingressos que chegavam a R$ 170, reestreia nesta quinta-feira (16) no teatro Sérgio Cardoso (centro), com preço popular: R$ 40.

Kiara Sasso, Julianne Daud e Juan Alba no musical "New York, New York", com direção de José Possi

Dirigida por José Possi Neto, a peça é baseada no livro de Earl Mac Rauch e conta a história de amor entre a cantora Francine Evans (Kiara Sasso) e o saxofonista Johnny Boyle (Juan Alba).

A comédia romântica permeada por grandes sucessos musicais das décadas de 1930, 1940 e 1950.

A história já ganhou adaptação para o cinema, em 1977, nas mãos do diretor Martin Scorsese, com interpretação de Liza Minnelli e Robert De Niro.

Entre as canções, estão os clássicos “Sing, Sing, Sing”, de Benny Goodman, e “New York, New York”, de John Kander e Fred Ebb.

A produção optou por não traduzir as músicas, que são cantadas em inglês. Há projeção de legenda em português.

Sérgio Cardoso – Sala Sérgio Cardoso
R. Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – Centro. Telefone: 3287-8844.
Ingresso: R$ 40.

Não tem área para fumantes. Não aceita cheques. Não aceita reservas. Tem ar-condicionado. Vende ingresso pelo telefone. Tem acesso para deficiente. Tem local para comer. 835 lugares.
Quando
Dia 16: 21h.
Dia 17: 21h30; 21h30.
Dia 18: 17h e 21h; 17h e 21h; 17h e 21h; 17h e 21h.
Dia 19: 16h; 16h.
Dia 23: 21h.
Estreia 16/8

Fonte: UOL

‘Rock in Rio’ seleciona seus astros

Roberta Pennafort

Audição para definir elenco de 'Rock in Rio - O Musical' - Fabio Motta/AE

RIO – Seiscentos atores para 23 personagens – uma relação candidato-vaga digna de um concurso dos mais concorridos. Para fazer parte do elenco de Rock in Rio – O Musical, o espetáculo mais caro da história do teatro brasileiro, com orçamento de R$ 12 milhões, é preciso cantar, atuar, dançar e passar pela avaliação atenta de uma banca de cinco: o diretor, João Fonseca; o autor, Rodrigo Nogueira; a diretora de produção, Aniela Jordan; a produtora de elenco, Marcela Altberg; e a diretora musical, Delia Fischer.

Há duas semanas, numa sala do Centro de Artes Calouste Gulbenkian, no Rio, os 85 selecionados para a última etapa das audições se sucederam em pequenas cenas e interpretando algumas das músicas que possivelmente estarão no repertório: Pessoa Nefasta, de Gilberto Gil; Viva la Vida, do Coldplay; Estoy Aquí, de Shakira; momentos marcantes de diferentes edições do festival carioca de nascimento e internacional por vocação. O resultado sai no próximo domingo.

A escolha dessas músicas, cujas letras conduzirão a trama, ainda está sendo finalizada, assim como o texto dos dois atos. Os ensaios começam em setembro. A estreia será em novembro, no Rio. Em meados de 2013, o espetáculo chegará a São Paulo. Vários patrocinadores já estão acertados.

“Tudo está em construção. Pode ser o que a gente quiser. Aproveitamos para testar as cenas. Coisas que eu já tinha escrito mudaram por conta das audições”, contou, durante um intervalo, Rodrigo Nogueira, dramaturgo da nova geração carioca, convidado por Fonseca (por sua vez, convocado pela produtora Aventura na esteira de Tim Maia, Vale Tudo – O Musical, em cartaz há um ano e visto por mais de 200 mil pessoas).

“O Rock in Rio tem um baú muito grande, cada um tem a sua memória”, diz o diretor, que só conhecia o festival pela TV até a última edição em Madri, há um mês, quando viajou com a equipe da peça, a convite do organizador, Roberto Medina, parceiro no musical. “Foram quatro edições, milhares de músicas. Não vamos fazer um musical sobre essa história, com covers dos artistas, e sim falar de personagens que têm envolvimento com música em suas vidas”.

Os protagonistas são Aleph e Sophia. Jovens e colegas na universidade, têm personalidades distintas: ele é retraído, solitário e só consegue se expressar através da música. Ela tem o dom da palavra, é rebelde, e filha do organizador do maior evento de música do mundo.

A princípio, a peça não será datada nem localizada geograficamente, mas sabe-se que se trata de um país em crise. Aleph tem esperanças; Sophia não crê em mudanças. Os dois vão ao festival, se emocionam. Aí entra o slogan “por um mundo melhor” e os versos confiantes do tema do Rock in Rio: “Se a vida começasse agora/ e o mundo fosse nosso outra vez…”

Nas audições, nomes tarimbados do universo dos musicais nas últimas duas décadas se misturaram a atores menos experientes. Ninguém tem garantias. “É sempre um momento de pânico, uma loteria”, brinca Sabrina Korgut, que já teve indicação ao prêmio Shell, por Avenida Q, e é veterana de elencos de Charles Möeller e Claudio Botelho – que estariam à frente do Rock in Rio caso não tivessem com a Aventura em maio.

“Não tenho problemas de fazer testes, já fiz uns mil. Não é só o talento que está sendo julgado, tem uma série de fatores”, ressalva Bruce Gomlevsky, 20 anos de carreira e consagrado quando viveu Renato Russo no teatro. Beto Vandesteen, que faz O Mágico de Oz, não deixou de ficar nervoso, mesmo com o clima de descontração impresso pela banca, “bem light”.

“Eu faço questão que seja assim. Como ator, nunca passei em teste na minha vida!”, confessa João Fonseca.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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