Massa e utopia – Megaexposições no Brasil reafirmam o conceito de indústria cultural criado por Adorno e Horkheimer

A mercadoria cultural, diz Adorno, não precisa mais ser vendida. Depurando-se tendencialmente dos elementos concretos (fundados na apropriação reflexiva do objeto por parte do sujeito), tais obras têm seu valor cada vez mais limitado ao de troca, de representação, ao veicular significados abstratos e pouco definidos (como “juventude”, “família”, “feminilidade”, “aventura” etc.).

Seu valor de uso metaboliza-se como suporte cada vez mais desqualificado em si mesmo – em direção a algo cuja especificidade de construção é o menos relevante possível –, de modo a acolher toda a gama de afunilamentos estereotipados e padrões que pré-formatam a percepção do próprio objeto.

Dada a fluidez incessante com que a moda e tendências artificialmente insufladas nos objetos se impõem como princípio da aceitabilidade do que é consumido, a mercadoria cultural não precisa ter preço, uma vez que o sistema inteiro é vendido, propagandeado e assim se reafirma em cada uma.

Isso implica dizer que nunca se consome um objeto em sua singularidade – duplamente pensada: tanto pela especificidade de sua constituição imanente, quanto pela concretude reflexiva da demanda subjetiva. Em vez disso, uma densa rede de princípios que sustentam a mobilidade da dinâmica capitalista se consubstancia na docilidade com que cada objeto “presta um serviço” ao indivíduo, por facilitar ao máximo seu espelhamento em tais princípios globalizantes.

Cada acorde estridente e agressivo em um solo de guitarra de uma música de cultura de massa, por exemplo, deverá ser tão juvenil e irreverente quanto a música inteira, e a própria pessoa gostaria de se perceber não apenas naquele momento, mas como ingrediente do culto de sua própria personalidade. De forma análoga, um beijo em uma novela deverá ser tão romântico e enternecido quanto toda a sequência de capítulos, quanto também cada espectador demanda se definir ou se ver como tal.

Produção artificial

As linhas acima delineiam uma faceta significativa do modo como Theodor Adorno compreende a submersão da cultura no fluxo incessante da produção artificial de valores, a serem absorvidos segundo parâmetros alheios à lógica que institui a identidade das obras consigo mesmas.

Longe se está do princípio laborioso de constituição de um sujeito através do modo com que se defronta com o objeto que resiste aos princípios imperialistas dos processos de subjetivação.

Em vez de uma objetividade do objeto que assegura sua dignidade ao se recusar a ser absorvido pelo horizonte subjetivo, tem-se um curto-circuito entre a totalidade social e uma individualidade que percebe a si mesma ao refletir, para sua glória, essa sublimidade coletiva.

Temos, a partir dessas colocações iniciais, um duplo movimento de equalização entre um âmbito universal (ou totalizante) e um particular (ou individual), pois tanto os elementos específicos são submergidos em um esquema geral de confecção das obras quanto cada indivíduo demanda um espelhamento no fluxo de constituição do real pelos valores sociais, econômicos, religiosos etc.

Trata-se do que Adorno denominou uma reconciliação forçada entre particular e universal, pois a conexão entre ambos os polos ocorre de forma a fortalecer a inércia social das relações de poder.

O paradigma da construção ideológica atual não é mais a transcendência sublime, vazia em sua elevação para muito além das vicissitudes da dialética da vida humana, mas sim este construto cultural que abdica da inteireza de sentido, cedendo ao fluxo incessante da comunicação toda a eloquência que deveria alcançar precisamente em sua diferença perante os processos de reificação.

Não cabe falar, diante deste estado de coisas, de uma obra que se venda aos milhões por se distinguir das outras na excelência com que consuma uma lei de movimento próprio, mas sim, bastante ao contrário, pela mestria técnica com que codifica uma totalidade violentadora dos indivíduos.

Tal violência deriva do fato de se ensinar aos consumidores a percepção da continuidade da ordem subsistente como seu próprio sentido, em vez de fomentar o desejo de instituir uma nova concepção de mundo.

Assiste-se a uma adequação crescente entre uma subjetividade que se institui como aglutinação de tendências sociais reificadas e objetos que se produzem e reproduzem sob os auspícios de uma lógica industrial de que os indivíduos querem tomar parte. Clara está a apropriação de uma totalidade que se renova incessantemente ao ser vendida em pequenas partes que cabem a cada um na percepção de sua impotência diante de uma lógica social onipotente.

A renovação, mutabilidade, meios de escolha e toda sorte de diferenciações prismáticas entre os objetos constituem o conteúdo manifesto de uma lógica implícita, que exclui tendencialmente a substancialidade que o singular poderia ter ao não mais aderir a este plano da existência.

A eficácia da cultura de massa é dada, assim, pelo modo com que ela se aproxima de uma imbricação indiferenciada entre cada elemento particular e a totalidade, tanto quanto da obra quanto macro, da sociedade.

Tudo isso, deve-se salientar, não configura um princípio descritivo de coisas, a partir do qual pudéssemos identificar objetos especificamente “de cultura de massa”, mas sim um princípio de análise contextual, que quer apreender uma lógica de inserção de quaisquer objetos, situações ou realidades sociais em uma racionalidade propriamente instrumental, por reduzir ao máximo a qualificação de algo a apenas meio, veículo, para algum fim.

Entre outras coisas, isto significa o poder da industrialização da cultura em se apropriar de inumeráveis objetos sem que nada seja alterado em seu aspecto físico, plástico, material.

Grandes exposições de arte, como as que pudemos assistir recentemente em São Paulo, do pintor italiano Caravaggio e também dos impressionistas franceses, não necessitam de qualquer intervenção concreta no sentido de adequá-las a uma percepção massificada, pois esta já pode se dar para vários dos espectadores, quando a arte será tomada como confirmando tudo aquilo que já se falava dela, a saber, que possui alto valor cultural.

O sumiço da obra

Mesmo deixada em sua realidade material primeira, a obra “desaparece” por detrás de sua imagem, estampada em todos os livros de arte que provavelmente o espectador já terá freqüentado antes de ter os quadros reais diante dos olhos. A dignidade da própria pintura tenderá a se resumir na confirmação gloriosa de quanto o livro era fiel como enunciador mítico de um discurso, de uma imagem, que deverá ser resgatada neste ritual de apropriação da obra em sua concretude física, mas não mais espiritual.

Tal como o turista coloca seu próprio prazer a serviço dos valores publicitários, averiguando com os próprios olhos o quanto o cartaz da agência era verdadeiro, o consumidor da arte obtém um ganho narcísico pelo modo com que ratifica o valor elevado da cultura, que se impregna em um discurso suficientemente brilhante, sofisticado e sublime.

Há que se atentar para o fato de que não se trata necessariamente de banalização, uma vez que a arte poderá ser consumida no instante mesmo em que se lhe assegura sua singularidade, como espécie de pedestal que testemunha uma elevação possível para além da mesmice daquela cultura de massa clara e positivamente marcada como tal.

Muito útil para entender tais questões é a ideia de Adorno de que a música de cultura de massa ouve a si mesma, em lugar do sujeito. Ela já está pré-digerida, contendo antecipações de quaisquer desenvolvimentos melódicos que se apresentam, insistentes, ao longo do tempo musical.

Assim, toda a música se converte em uma série de implicações tautológicas do que já se esperava dela. Trata-se de movimentos reiterados no sentido de subtrair ao espectador a oportunidade de ter prazer com a construção do sentido, do significado que uma obra tem em sua especificidade, em sua concretude como algo cuja totalidade depende da capacidade de cada observador em articular, pela imaginação, todos os elementos particulares.

Neste último caso, que caracteriza as obras de arte em sentido estrito, cada elemento, que irá se somar para constituir a obra como um todo, sempre apresenta um grau expressivo de resistência para sua integração.

As grandes obras, que por assim dizer abrem capítulos da história da arte, solicitam o que Adorno fala como “mitkomponieren”, um compor simultaneamente a música ao ouvi-la, seguindo seus desdobramentos como se, ao mesmo tempo, nos colocássemos a tarefa de contribuir para a geração de um sentido para a conexão de todos os sons.

Embora sempre se possa criticar uma diferenciação enfática entre os âmbitos de cultura de massa e da arte séria – na medida em que há várias obras com características de ambos os polos –, tal distinção conceitual é muito significativa para Adorno.

Ela contribui de forma decisiva para seu projeto filosófico de conceber uma relação entre sujeito e realidade que ultrapasse as vicissitudes da racionalidade instrumental, consubstanciada na técnica, na ciência, no capitalismo, nas instituições políticas e, particularmente, na colonização do âmbito estético pelo desejo de lucro e de manutenção da ordem existente, ou seja, na indústria cultural.

Tal como dissemos, a relevância deste delineamento conceitual não deve ser medida por sua habilidade de descrever objetivamente cada música, filme ou romance, mas sim por instituir um princípio de análise crítica sobre como quaisquer produtos podem se adequar à lógica de colonização dos meios pelos fins de geração de valores, principalmente os econômicos.

Racionalidade

Mais relevante ainda, entretanto, mostra-se a configuração da arte séria como uma espécie de antecipação alegórica de um espaço de utopia, em que se vislumbra, mesmo que de forma bastante indeterminada, uma reconciliação possível entre indivíduo e sociedade, espírito e natureza, intelecto e sensibilidade.

Embora tal concepção tenha sido criticada por diversos autores como por demais metafísica, a resposta, dentro da obra adorniana, consiste em apontar enfaticamente que tal reconciliação utópica permanece válida apenas se mantida no âmbito de uma possibilidade, de modo que toda sua figuração positiva, atual, necessariamente a falsifica.

Assim, que haja obras de arte cuja excelência as destaca indubitavelmente do contexto de apropriação capitalista do prazer estético é muito mais significativo do que a incerteza de aplicação do conceito crítico de indústria cultural a diversas obras que seriam, por assim dizer, híbridas, não totalmente claras quanto a seu valor como arte ou cultura de massa.

A melhor resposta à crítica de um teor metafísico, entretanto, nos parece a de que as grandes obras de arte, tal como Adorno as concebe, apresentam- -se como índice de uma racionalidade que robustece a si mesma devido a seu constante exercício. Perceber a cada momento o quanto o sentido de nossa relação com as coisas depende de nosso engajamento reflexivo é parte essencial de nossa atitude para com as grandes obras de arte.

Sua relutância em se acomodar a nosso narcisismo, ao culto de nossa personalidade, demonstra sua excelência como um convite de decifração de seu enigma, ligado profundamente àquilo que lhe confere um valor no âmbito da cultura.

Consciente de que a aceitação deste convite já demanda uma subjetividade afim à que a arte pretende formar, Adorno insiste na importância da filosofia como porta-voz eminente de um significado que permanece “mudo” na relação concreta com as próprias obras. Muito de seu pensamento tem como sentido mais próprio fazer falar o que permanece como um silêncio eloqüente no cerne dos grandes monumentos da cultura – cabe a nós a disposição de aprender com esse diálogo.

Verlaine Freitas

é professor de filosofia na Universidade Federal de Minas Gerais e autor de Adorno e a Arte Contemporânea (Zahar)

Fonte: Revista Cult

Com três museus dedicados à moda, Florença é opção de viagem para fashionistas

por Claudia Silveira

A cidade italiana de Florença, na região da Toscana, é conhecida como o berço do Renascimento, mas poderia também ser chamada de capital da moda e da sua história. Três grandes museus com um acervo de roupas e acessórios de valor inestimável se instalaram neste importante destino turístico italiano.

O mais novo deles é o Gucci Museo, que se destaca pelos acessórios icônicos da marca e que completará um ano em atividade no final de setembro. O Museu Salvatore Ferragamo tem um acervo de mais de 10 mil modelos de sapatos criados pela casa desde os anos 1920, início da carreira do fundador que dá nome à instituição. A Galleria del Costume é o espaço mais histórico de todos. São cerca de 6 mil peças de roupa e acessórios que contam o rico passado do vestuário do século 16 até o século 20. Segundo o próprio museu, este é o único na Itália dedicado inteiramente à história da moda.

Quem está a passeio por Florença consegue visitar os três museus em um único dia. Por estarem a menos de 1 km de distância um do outro, é possível ir a pé, com uma pausa para compras, refeições e um indispensável gelato, o sorvete típico inventado na cidade.

De acordo com a pesquisadora Maria Claudia Bonadio, professora do curso de pós-graduação em moda no Senac-SP, um museu dedicado ao segmento é válido para quem é entusiasta do tema e para turistas em geral, não apenas para estudantes ou para quem trabalha na área. “A moda no museu é importante, porque é o registro de trabalhos primorosos, técnicas e feitios”, afirma.

No caso de Florença, os três museus concentram em seu acervo criações primorosas genuinamente italianas, o que dá ao visitante uma ideia da extrema habilidade, pioneirismo e criatividade dos costureiros e artesãos desse país. A valorização da moda nacional em Florença, no entanto, vem de várias décadas atrás. Foi na cidade que, em 12 de fevereiro de 1951, ocorreu a primeira série de desfiles que lançaria a semente do que se transformou na atual semana de moda italiana.

Décadas depois, Florença se mantém como cidade onde se respira moda e, sobretudo, a história da moda. Saiba, abaixo, o que cada museu reserva ao visitante.

Galleria del Costume

A Galleria del Costume fica em um dos prédios do complexo de museus que ocupam o gigante Palazzo Pitti. Atualmente, a galeria abriga a exposição “Moda: um mundo de semelhanças e diferenças”, cujo ponto de partida é o que há em comum entre o estilo das roupas do passado – sobretudo do século 18 – e a moda do século 20. O ponto forte da exposição são as vitrines que colocam lado a lado roupas de épocas bem diferentes, mas com semelhanças visíveis.

Dá para olhar tudo de perto, visualizar em 360° e observar a extrema habilidade na confecção que fez do “Made in Italy” sinônimo de qualidade. Vale observar também a arquitetura do prédio e a decoração das salas, incluindo móveis e quadros, já que tudo ali é peça histórica.

O tema das exposições da Galleria del Costume é trocado a cada dois anos para que a rotatividade das peças ajude a conservá-las. Em uma das salas, no entanto, o acervo não muda. É onde ficam as roupas com que um casal da nobreza italiana e seu filho foram enterrados no século 16. Apesar do aspecto fúnebre da exposição e de as peças terem sofrido decomposição devido ao tempo, o material é considerado uma importante relíquia e tem forte conteúdo histórico. Os paineis informativos descrevem o longo processo de recuperação de cada peça.

A Galeria del Costume tem ainda uma programação especial, com exposições temporárias e compactas, que podem abordar desde uma coleção particular com mais de mil gravatas até o vestuário dos índios que povoaram os Estados Unidos.

A dica para quem visitar o museu é comprar o catálogo da exposição (11 euros) na loja que fica logo na entrada da galeria e passear pelas salas já com ele em mãos. Além de contar um pouco da história do museu e dar detalhes da exibição, o catálogo tem um útil mapa na contracapa e descrições minuciosas das peças expostas. É mais informativo do que as plaquetas que identificam as peças de cada vitrine.

:: Serviço ::
Onde: Piazza Pitti 1, Florença
Quando: diariamente, das 8h15 às 16h30 (de novembro a março); das 8h15 às 17h30 (março); das 8h15 às 18h30 (abril, maio, setembro e outubro); das 8h15 às 17h30 (outubro, a partir do fim do horário de verão); das 8h15 às 18h50 (de junho a agosto). Fechado na primeira e última segunda-feira de cada mês, no dia 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro.
Quanto: 7 euros (o preço pode variar de acordo com a quantidade de museus a ser visitado dentro do Palazzo Pitti)
Informações: +39 055 294883 ou no site oficial

Gucci Museo

A criação do Gucci Museo fez parte das comemorações dos 90 anos da grife italiana, celebrados em setembro de 2011. O que o museu faz é contar essas nove décadas de rica história por meio de peças que ajudaram a definir a identidade da marca e ainda a colocaram no restrito grupo de grifes de luxo, sendo Florença a cidade onde tudo começou.

A exposição é permanente e começa a viagem no tempo com as malas e maletas, entre outros artigos de viagem que conquistaram o “jet-set” internacional e ajudaram a Gucci a alcançar a fama a partir dos anos 1950. Poucos sabem que as primeiras coleções de Guccio Gucci foram inspiradas nos hóspedes do Savoy Hotel de Londres, onde o estilista trabalhou como porteiro.

Nos andares superiores, o visitante passeia por outros temas e ícones da marca. O “Flora world” faz um resgate da série de itens que receberam a icônica estampa de flores. Bolsas, roupas, joias e até artigos esportivos também são usados para contar a história da Gucci. Destaque para o espaço “Logomania”, que conta a evolução do monograma GG.

Nos seus 1,7 mil m² de história, o Gucci Museo abriga ainda o Contemporary Art Space, sala dedicada a trabalhos de arte contemporânea, um café, uma livraria recheada de títulos sobre moda e arte e ainda a Icon Store, loja onde estão à venda peças exclusivas da Icon Collection, incluindo bolsas como a New Jackie e a New Bamboo, além do mocassim Horsebit e do lenço Flora. As peças são confeccionadas em cores e detalhes exclusivos para o Gucci Museo.

:: Serviço ::
Onde: Piazza della Signoria, 10, Florença
Quando: diariamente, das 10h às 20h (museu e Icon Store); das 10h às 23h (livraria); e das 8h à 0h (café). Fechado nos dias 25 de dezembro, 1º de janeiro e 15 de agosto.
Quanto: 6 euros (50% do valor de cada entrada é usado para ajudar na restauração dos tesouros artísticos de Florença).
Informações: +39 055 759233027 ou no site oficial

Museu Salvatore Ferragamo

O acervo do Museu Salvatore Ferragamo conta não apenas a história da marca, mas também faz uma retrospectiva dos sapatos que conquistaram as mulheres elegantes do século 20, incluindo estrelas de Hollywood, como Greta Garbo e Audrey Hepburn, e figuras políticas como Evita Perón e Margaret Thatcher.

O museu ocupa o subsolo de um prédio medieval construído no início do século 13 e se destaca pelo capricho com que exibe e contextualiza suas exposições. É um poço de inspiração para aspirantes a designer de sapatos e um parque de diversões para os apaixonados pela arte de se fazer um calçado.

O que o museu tenta destacar a cada exposição é a habilidade artística do designer Salvatore Ferragamo ao escolher cores, técnicas e materiais inéditos para a confecção de novos modelos. O centro das atenções, no entanto, muda quando o museu faz uma homenagem a alguma celebridade, como é o caso da exposição atual, “Marilyn”.

Até o dia 28 de janeiro do próximo ano, o visitante poderá conferir, além de sapatos da marca, vestidos e acessórios que pertenceram à diva do cinema Marilyn Monroe. A exposição é uma homenagem aos 50 anos de morte da atriz, completos em 2012.

De acordo com Stefania Ricci, diretora do museu, a escolha de cada novo tema depende de vários aspectos. “Pode ser ‘algo no ar’, um sentimento, uma ideia, uma intuição. Pode ser a sugestão de um especialista”, enumera. “Isso leva um tempo. Nós precisamos fazer várias reuniões de ‘brainstorming’. ‘Marilyn’ levou cerca de dois anos”, completa a diretora.

E para quem acha que museu de moda é coisa de fashionista, Stefania Ricci faz o convite: “O Salvatore Ferragamo é um museu real, é um importante ponto de referência cultural em Florença. É uma instituição que dá as boas-vindas a qualquer tipo de visitante.”

:: Serviço ::
Onde: Piazza Santa Trinita, 5, Florença
Quando: de quarta a segunda-feira, das 10h às 18h. Em agosto, o museu fecha aos domingos.
Quanto: 5 euros.
Informações: +39 055 3562455 ou no site oficial

Fonte: UOL

Museus: olhar para o futuro

Guardiões da cultura dos povos, os museus têm hoje o desafio de buscar uma inclusão na cidade e no ambiente social em que estão inseridos. Não é mais suficiente preservar e oferecer o acervo à visitação. Os museus precisam atuar no presente e olhar para o futuro; assumir a multiplicidade de papéis que a população espera deles e, assim, se constituir em pólos dinâmicos, promotores da vida cultural.

Sabemos que a limitação de recursos financeiros é um problema importante a considerar. Por isso, é imprescindível que os museus diversifiquem suas fontes de recursos, não dependendo exclusivamente do orçamento direto dos órgãos a que estão vinculados. Esta é uma das questões centrais da gestão dos equipamentos culturais, tema debatido amplamente no 4º Encontro Paulista de Museus, realizado em junho, na capital paulista, com a participação de cerca de 1.000 profissionais atuantes no Estado.

Organizados pela Secretaria de Estado da Cultura, os Encontros são apenas uma das ações governamentais voltadas à qualificação dos museus paulistas. O Sistema Estadual de Museus (SISEM), também mantido pelo Estado, trabalha permanentemente no fomento ao diálogo, na articulação de redes regionais e temáticas, em assistências técnicas e oportunidades de aperfeiçoamento para os profissionais da área.

Este ano, por exemplo, o Curso de Capacitação Museológica – gratuito – acontecerá nas cidades de Itapeva e Ribeirão Preto, beneficiando profissionais das duas regiões. Esta edição do curso promoverá discussões sobre curadoria, técnicas de expografia, montagem, conservação preventiva e elaboração de projetos, conhecimentos indispensáveis para todos os profissionais de museus.

Como resultado do trabalho desenvolvido pelo SISEM, a Secretaria anunciou durante o Encontro outra iniciativa importantíssima: a criação de dois editais do Programa de Ação Cultural (ProAC) voltados especificamente para museus, com verba total de R$ 550 mil. O primeiro edital vai apoiar cinco projetos de difusão de acervos museológicos, cada um com prêmio de R$ 50 mil; o segundo, terá três prêmios para projetos de preservação de acervos, de R$ 100 mil cada um.

A intenção, com esta iniciativa, é fornecer mais um mecanismo de financiamento público para os museus, buscando uma gestão profissionalizada, que planeja e recorre a múltiplas fontes de recursos para implantar projetos novos.

As inscrições para os dois concursos estão abertas até os dias 15/8 (difusão) e 17/8 (preservação de acervos); todas as informações necessárias estão disponíveis no site da Secretaria. Trata-se de uma oportunidade ímpar para que as instituições, principalmente as do interior, desenvolvam ações novas, com potencial para movimentar sua programação e abrir novos diálogos com o público. Ambos os editais exigem contrapartidas, na forma de capacitações, palestras, seminários e o ficinas relacionadas aos temas trabalhados.

A Secretaria de Estado da Cultura tem uma grande expectativa quanto ao sucesso desses dois editais – acreditamos que serão apenas os primeiros – em consonância com a relevância dos museus para a vida cultural da atualidade. Por isso, a participação das instituições é imprescindível para que possamos justificar, no futuro, novos e mais vultosos investimentos em editais específicos para museus

Fonte: Cultura e Mercado

Com dívidas e falta de público, museu dos Beatles em Hamburgo fecha neste sábado 3

por Mariana Tramontina

“Ajude-me, se você puder, estou me sentindo para baixo”. Os versos de “Help!”, lançada em 1965 pelos Beatles, hoje ecoam pelos cinco andares do museu Beatlemania, na cidade alemã de Hamburgo, onde a banda começou a fazer história. Desde o início de junho, os 25 funcionários do prédio tentam uma revolução no currículo da casa: evitar que as portas se fechem. O desfecho de um dos mais interessantes museus sobre o Fab Four, porém, já tem data e encerrará suas atividades neste próximo sábado (30) por falta de interesse do público e de apoio.

Aberto em 29 de maio de 2009, o museu sob gestão privada traça a história dos Beatles desde sua primeira aparição em 1960 no clube Indra, em Hamburgo, até sua dissolução dez anos depois. São mais de mil itens de memorabilia espalhados por 1.300 metros quadrados. “Apesar do retorno positivo dos nossos visitantes, temos de reconhecer que o interesse nos Beatles em Hamburgo não é tão grande quanto esperávamos”, lamentou o gerente do museu, Folkert Koopmans, ao jornal local “Hamburger Abendblatt”.

  • Entrada do museu Beatlemania, em Hamburgo, anuncia fechamento para o dia 30 de junho

Em três anos de existência, o Beatlemania atraiu apenas 150 mil visitantes, com ingressos a 12 euros. Por outro lado, em Liverpool, cidade natal da banda, o museu Beatles Story recebe cerca de 300 mil pessoas anualmente, segundo dados da casa. “Hamburgo não fez dos Beatles um assunto seu e não nos apoiou”, criticou Koopmans ao mesmo jornal, revelando que o prejuízo anual chega a 500 mil euros, de um investimento inicial de 2,5 milhões de euros.

Em conversa com o UOL, Sabrina Hottgrefe, funcionária da administração do Beatlemania, contou que a equipe tentou uma aproximação da Secretaria de Cultura de Hamburgo em busca de apoio, que incluía desde excursões até um ponto de ônibus em frente ao museu, mas nada foi feito. Nem mesmo o vídeo caseiro de seis minutos com depoimentos da equipe da casa –divulgado na internet para que chegasse às mãos de Paul McCartney– surtiu efeito e, em duas semanas, foram registradas pouco mais de 5.000 visualizações.

Em comunicado divulgado no site do museu, a equipe lamenta as crescentes dívidas. “Por causa das altas despesas, não há outra solução a não ser o fechamento, se você quer agir com responsabilidade. Um museu de gestão privada, tão grande quanto o Beatlemania, está condenado ao fracasso sem apoio público. Lutamos contra isso até o entusiasmo dar lugar à resignação –uma experiência amarga”. Segundo Sabrina, é preciso um investimento de 30 mil euros por mês para arcar com os altos custos fixos do prédio, incluindo manutenção e taxas de direitos autorais.

“A Hard Day’s Night”

Você sabia?

“Quando os Beatles chegaram a Hamburgo, a Segunda Guerra Mundial havia terminado a menos de 15 anos. Os jovens ingleses e alemães não se encontravam sem que tivessem ressentimentos. A adoração compartilhada pela música chamada Beat, no entanto, foi um grande efeito reconciliatório”

Em pouco menos de um mês desde o anúncio do fechamento, o Beatlemania já começou a perder suas características. O gigante submarino amarelo inflável, que enfeitava a famosa portaria do local, naufragou. Na lojinha de souvenirs quase não há itens à venda. E o pouco que resta, entre camisetas, canecas e posteres, continua com preços oficiais. “Não precisamos fazer promoção desses itens porque as pessoas ainda vêm para comprar coisas aqui. Isso conseguimos manter”, disse o único balconista do local.

O museu fica no bairro de St. Pauli, na rua Reeperbahn, um dos distritos de lazer mais famosos de Hamburgo e onde os Beatles afiaram suas performances em 270 apresentações entre 1960 e 1962, até deslanchar para a fama um ano depois. A temporada em Hamburgo, onde eles então adolescentes chegavam a tocar de seis a oito horas por noite, foi essencial para a definição sonora e visual da banda. John Lennon costumava dizer que nasceu em Liverpool, mas que foi em Hamburgo, a cerca de 290 km de Berlim, que ele cresceu.

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O prédio de cinco andares do Beatlemania fica na Beatles Platz, inaugurada em 11 de setembro de 2008 e hoje uma decadente praça circular com piso preto –em referência a um disco de vinil e com linhas brancas pintadas no chão grafando nomes das canções, muitas delas já apagadas pelo tempo.

Cinco esculturas vazadas de ferro representam a banda: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, um híbrido de Pete Best com Ringo Starr e, mais afastada, Stuart Sutcliffe, o primeiro baixista, que trocou o sucesso da banda pela vida em Hamburgo com a então namorada, a fotógrafa Astrid Kirchherr. A placa de inaguração da praça está fixada na parede de uma casa de shows para homens. Ao lado, um restaurante popular exibe a pintura: “Aqui tocaram os Beatles”. Nada que atraia tantos visitantes.

Vídeo contra fechamento do museu apela a Paul McCartney

Interativo e com visual colorido, nada convencional, o museu vai devolver aos colecionadores os itens originais que mantinham emprestados. Há desde um cartão postal escrito por Ringo à sua avó, em Liverpool, com erros de ortografia, até contratos originais, currículos escritos a mão pelos músicos, instrumentos, adereços e fotografias do início da banda tiradas por Astrid Kirchherr.

Alguns cenários serão colocados à venda, como o gigante painel que reproduz a capa de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” e que o visitante também pode fazer parte da turma de famosos estampados na imagem. O estúdio de karaokê onde as pessoas podem gravar suas interpretações será desmontado, assim como as salas temáticas dedicadas aos álbuns mais importantes, incluindo as informações sobre aquele lançado em 1964 sob o nome de “Beatles For Sale” (“Beatles À Venda”).

Fonte: UOL

Museu da Imigração recebe projetos para 17ª Festa do Imigrante

O Museu da Imigração, em São Paulo, está recebendo inscrições de grupos representativos de comunidades imigrantes interessados em participar com apresentações artísticas ou como expositores da 17ª Festa do Imigrante. O evento acontece nos dias 27 de maio e 3 de junho, no bairro da Mooca.

A festa celebra as manifestações culturais, artísticas e gastronômicas de diversas nações que povoam o estado de São Paulo. Os expositores e grupos artísticos selecionados serão divulgados na página do museu na internet.

As incrições vão até o dia 18 de março e podem ser feitas pelo site museudaimigracao.org.br/festadoimigrante.

*Com informações do site iTeia

Fonte: Cultura e Mercado

Profetas de Aleijadinho são digitalizados em Congonhas (MG)

Tecnologia de ponta para a preservação de um patrimônio mundial está sendo usada pela primeira vez no Brasil. Na segunda-feira (21/11), o conjunto arquitetônico e paisagístico do Santuário de Nosso Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG), Patrimônio Cultural da Humanidade, recebeu o que existe de mais moderno em tecnologia de digitalização em 3D (três dimensões) e robótica para ajudar na preservação dos Profetas esculpidos em pedra-sabão, de autoria de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Para discutir a aplicação de tecnologia de ponta em peças do patrimônio será organizada uma mesa-redonda aberta ao público na terça-feira (22), às 14h, na Escola Municipal Fortunata de Freitas Junqueira (Praça Santo Afonso, 90 – Basílica), intitulada “Tecnologia 3D e robótica na preservação do patrimônio”.

A nova tecnologia de digitalização em 3D possibilitará, dentre outros, a visualização dos profetas de Aleijadinho em meio digital, no Memorial Congonhas ou pela internet; o uso na preservação e restauro das obras; o monitoramento do estado de conservação das peças frente à ação do tempo; o estudo minucioso da obra e a compreensão das técnicas utilizadas pelo artista e, finalmente, a produção de réplicas com grande precisão, em casos de necessidade.

O processo de preservação digital compreende três etapas principais: 1. a captura de diversas vistas do objeto (escultura) por meio de um sistema de aquisição de imagens 2D e 3D, que utiliza um scanner laser e uma câmera de alta resolução; 2. a integração destas imagens capturadas para a reconstrução da geometria e textura do objeto; e 3. a geração do modelo final em 3D com alta resolução para ser visualizado em um ambiente virtual. Até o momento já foram digitalizados cinco profetas: Joel, Daniel, Jonas, Ezequiel e Oséias.

A digitalização está sendo realizada desde o início do ano pelo Grupo Imago, da Universidade Federal do Paraná, autor de um sistema completo para reconstrução de objetos de acervos culturais que vem recebendo reconhecimento internacional. Das 12 esculturas que compõem o conjunto, cinco já foram digitalizadas por esse sistema.

Para a digitalização das sete restantes, em posição de difícil acesso, a multinacional italiana Comau (empresa do Grupo Fiat e referência em automação) foi convidada pela UNESCO para compor o projeto. Pela primeira vez no mundo, um robô industrial utilizado em linhas de produção, como de automóveis, será usado em um projeto de preservação de obras de arte. O uso da tecnologia de automação permite maior precisão e acessibilidade no processo de captura das imagens dos profetas, maior rapidez no deslocamento do equipamento usado e, principalmente, maior segurança para o monumento.

Orçada em R$ 330 mil, a digitalização em 3D dos profetas de Congonhas está sendo financiada pela Lei Rouanet, por meio do projeto Memorial Congonhas – Centro de Estudos da Pedra e do Barroco. O projeto é uma iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, implementado em conjunto com a Prefeitura Municipal de Congonhas e a UNESCO no Brasil, e conta com o patrocínio do Banco Santander, Gerdau Açominas, CSN – Cia Siderúrgica Nacional e Vale.

Memorial Congonhas – Localizado em uma área de 3.452,30 m² próxima ao conjunto arquitetônico e paisagístico do Santuário, tem previsão de conclusão para junho de 2012. O espaço reunirá uma Exposição Permanente com informações sobre o conjunto arquitetônico e escultórico, em seus aspectos históricos, artísticos e religiosos; um Centro de Estudos da Pedra, que funcionará como uma rede de articulação de instituições de pesquisa, ensino e extensão, para a difusão do conhecimento sobre as rochas, monitorar a integridade das esculturas do Santuário e aprimorar as técnicas de conservação e restauração; e um Centro de Referência do Barroco, que terá área de pesquisa e de documentação e uma biblioteca especializada.

Fonte: Cultura e Mercado

Unesco aprova proposta para proteção do patrimônio museológico

O Instituto Brasileiro de Museus – Ibram,  órgão vinculado ao Ministério da Cultura, apresentou, na 36ª Conferência Geral da Unesco, realizada em Paris na semana passada, a proposta de resolução para a criação de instrumento normativo de Proteção e Promoção do Patrimônio Museológico e Coleções.

O documento foi defendido pelo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), José do Nascimento Junior,  durante a reunião da Comissão de Cultura da Conferência. A proposta, apoiada por 30 países, terá coordenação do Ibram no processo de construção do instrumento normativo que visa o desenvolvimento, pelos países membros da Unesco, de políticas públicas para a área museológica.

Como primeira missão, o Ibram e a Unesco irão organizar uma reunião com especialistas internacionais da área de patrimônio museológico para discutir o tema. O encontro está previsto para 2012 e será realizado no Brasil. A criação desse instrumento normativo havia sido aprovada anteriormente pelos ministros de países ibero-americanos na XIV Conferência Iberoamericana de Cultura, realizada no Paraguai.

Durante a Conferência Geral, o Brasil também foi um dos 15 países eleitos para compor o comitê executivo de criação do Museu da Civilização Egípcia, que será construído no Cairo com apoio da Unesco.

Fonte: MinC

Ibram/MinC divulga Instrução Normativa que regulamenta as relações entre Museus e Associações

por Marcos Agostinho, Ascom/ MinC

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) publicou, no Diário Oficial da União, Instrução Normativa regulamentando as relações entre os Museus que integram o IBram e as Associações de Amigos de Museus. Tal instrução vai ao encontro de Decreto da Presidência da República, em vigor desde 31 de outubro, que suspende por 30 dias o repasse de recursos para organizações não-governamentais a fim de avaliar a regularidade de execução de convênios firmados.

Entre os pontos contidos no documento estão os requisitos mínimos para o reconhecimento de Associações Amigas de Museus. Os critérios são: ser sociedade civil, sem fins lucrativos, constituída na forma da lei civil; constar em seu instrumento de criação ou constituição, como finalidade exclusiva, o apoio, a manutenção e o incentivo às atividades dos museus; não haver restrição à adesão de novos membros, pessoas físicas ou jurídicas; e ser vedada a remuneração dos componentes da diretoria.

A Instrução Normativa também definiu que a solicitação de reconhecimento como Associação Amiga de Museus será submetida ao presidente do Ibram e só terá validade após sua publicação no Diário Oficial da União. Para a manutenção do ato de reconhecimento, as associações de Amigos de Museus deverão ter a sua documentação atualizada e apresentar ao Ibram os seus balanços, acompanhados do relatório de atividades, até o último dia útil do mês de maio de cada ano.

O documento também disponibiliza ficha de inscrição que deverá ser preenchida quando as associações quiserem ser reconhecidas como Amiga de Museus. A ficha de inscrição deverá ser encaminhada acompanhada de carta de apresentação do respectivo Museu; cópia autenticada do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e cópia autenticada do ato constitutivo, estatuto ou contrato social em vigor.

As Associações de Amigos de Museus deverão encaminhar ao Ibram o Plano Anual de Atividades, por meio do respectivo Museu até o mês de novembro de cada ano. Os Planos Anuais de Atividades deverão conter os planos, projetos e ações a serem realizados no decorrer do ano e deverão estar em consonância com os Planos Museológicos dos respectivos Museus.

Veja a íntegra da Instrução Normativa

Fonte: MinC

Criador do Inhotim é um dos mais influentes do mundo das artes

O empresário e mecenas Bernardo Paz é o único brasileiro presente na lista das cem personalidades mais poderosas no mundo das artes, divulgada nesta quinta-feira (13) pela influente revista britânica Art Review. Em sua décima edição, o ranking é liderado pelo dissidente chinês Ai Weiwei. Paz aparece no 76º lugar.

Um dos principais colecionadores de arte do Brasil, Paz criou o Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG). Formado por um conjunto de galerias e instalações, o Centro de Arte Contemporânea Inhotim é o maior centro de arte ao ar livre da América Latina e reúne cerca de 450 obras.

Alguns dos principais artistas contemporâneos brasileiros e estrangeiros têm obras em Inhotim, como Hélio Oiticica (1937-1980), Matthew Barney, Olafur Eliasson, Cildo Meireles, Adriana Varejão, Tunga e Vik Muniz, entre outros.

Em recente entrevista ao jornal O Globo, Paz disse que sua intenção era criar um local “para a eternidade, (…) onde as pessoas podem vir e trabalhar sem pressa, cercadas de pássaros”.

A relação completa da Art Review inclui artistas, curadores e mecenas de diferentes nacionalidades. O chinês Ai Weiwei, primeiro da lista, passou 81 dias preso em 2011 por evasão fiscal, segundo a versão oficial do governo. Por ser um crítico aberto do sistema político chinês, sua família defende que a intenção da prisão era impedir seu ativismo.

A atuação política de Weiwei, que extrapola os limites das galerias e museus, influenciou na sua entrada no ranking. “A prisão de Ai Weiwei e as reações que se seguiram a ela só fizeram aumentar o apetite do público já interessado em ver seu trabalho”, diz o texto da Art Review, acrescentando que o artista mantém uma programação “intensa” de exibições.

Em entrevista à BBC, Weiwei disse que se sente frágil, e não poderoso, e que considera responsabilidade de todo artista proteger a liberdade de expressão.

Weiwei é o segundo artista que encabeça a lista; o primeiro foi o britânico Damien Hirst em 2005 e 2008. Alguns dos nomes da lista, como Cindy Sherman (7ª), Damien Hirst (64º), Jeff Koons (66º) e Shirin Neshat (86ª), atualmente possuem obras na exposição “Em Nome dos Artistas”, que celebra os 60 anos da Bienal de SP. A lista completa pode ser vista no site da Art Review.

*com Valor Online e BBC Brasil

Fonte: IG

Ibram lança mais dois editais para museus

Nesta quarta-feira (5/10) foram publicados, no Diário Oficial da União, os extratos dos editais Mais Museus e de Criação e Fortalecimento de Sistemas de Museus, que integram o Programa de Fomento aos Museus Ibram 2011.

O edital Mais Museus vai selecionar projetos para a implantação de museus em municípios com menos de 50 mil habitantes e que ainda não possuam instituição museológica instituída. Podem participar pessoas jurídicas de direito público e de direito privado sem fins lucrativos, com finalidade cultural. No caso de pessoas jurídicas de direito privado, deverão estar instituídas, no mínimo, há três anos. Os projetos atendidos terão valores entre R$ 100 mil e R$ 150 mil.

O Edital Criação e Fortalecimento de Sistema de Museus está direcionado a entidades públicas que atuam no âmbito museal e visa o apoio à estruturação, modernização e fortalecimento do Sistema Brasileiro de Museus. Podem participar entidades públicas, nos âmbitos municipal, estadual e distrital.

Os projetos devem ser inscritos até o dia 18 de novembro. As inscrições só poderão ser feitas por meio do Sistema SalicWeb, que pode ser acessado pelo portal do Ministério da Cultura e também no site do Ibram.

Fonte: Cultura e Mercado

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