Gil 70 chega a São Paulo

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“A exposição não pretende ser um panorama da carreira do Gil”, ressalta o poeta e designer gráfico André Vallias, curador da exposição GIL70, que reúne 21 obras homenageando a trajetória do músico.

Inspirados nas revistas marginais da década de 1970, pinturas, grafites, vídeos, fotografias, esculturas e poesia visual fazem referência ou são dedicados às canções de Gil.

Ao todo, 25 artistas assinam as obras, entre eles Arnaldo Antunes, Ricardo Aleixo, Caetano Veloso e Augusto de Campos.

Onde:Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – São Paulo
Quando:12/12 a 17/02
Quanto:gratuito
Info.:http://www.itaucultural.org.br

Fonte: Revista Cult

Com canções adaptadas por Gilberto Gil, musical “O Rei Leão” chega a SP em 2013

O musical da Broadway “O Rei Leão” chega a São Paulo em março de 2013. A première vai ocorrer no Teatro Abril, que vai mudar seu nome para Teatro Renault. A versão brasileira contará com músicas adaptadas por Gilberto Gil. A data de estreia ainda não foi divulgada.

No palco, os atores vão manipular objetos cenográficos e figurinos especiais para representar os animais do filme da Disney. Centenas de máscaras e fantoches foram criados para o espetáculo. A direção é de Julie Taymor.

Além das músicas de Gil, “O Rei Leão” apresenta canções de Elton John e Tim Rice (entre as feitas para o filme e material adicional), Lebo M, Mancina Mark, Rifkin Jay, Julie Taymor e Hans Zimmer.

Em entrevista coletiva nesta terça (2), da qual o UOL participou, Gilberto Gil comentou que a “história de redenção” do musical o motivou a participar do espetáculo. “Eu acho que “O Rei Leão” tem essa história de redenção, da família, a tarefa de levar o processo redentor. É um pouco da minha história também, e um pouco do que me atraiu para a peça.”

Clientes dos Cartões de Crédito Bradesco, Bradesco Seguros e American Express® Membership Cards terão pré-venda exclusiva para os ingressos do musical de 20 de outubro a 28 de novembro de 2012, com 20% de desconto e parcelamento em até 5x sem juros. A data de início das vendas para o público em geral ainda não foi divulgada.

Segundo a produção do espetáculo, a produção já foi traduzida para 8 oito línguas diferentes (japonês, alemão, coreano, francês, holandês, mandarim, espanhol, e agora, português) e já passou por 15 países diferentes em cinco continentes. Sua estreia ocorreu na Broadway em 1997.

Atualmente, o musical pode ser visto na Broadway (EUA), Tóquio (Japão), Londres (Inglaterra), Hamburgo (Alemanha) e Madri (Espanha).

Serviço
“O Rei Leão”
Quando: a partir de março de 2013. Quartas, quinta, sexta e sábado às 21, domingo às 20h e às 1530 e sábado às 16h30
Onde: Teatro Abril, futuro Teatro Renault (Avenida Brigadeiro Luis Antonio, 411 – Bela Vista)
Pontos de venda:
– Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência): Teatro Abril (futuro Teatro Renault) – diariamente, 12h às 20h (em dias de espetáculo, a bilheteria funciona até o início da apresentação) – Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista
– No link: http://www.premier.ticketsforfun.com.br/content/outlets/agency.aspx
– Central Tickets For Fun: por telefone, entrega em domicílio (taxas de conveniência e de entrega) – 4003-5588 (válido para todo o país), das 9h às 21h – segunda a sábado.
– Pela Internet: http://www.ticketsforfun.com.br (entrega em domicílio – taxas de conveniência e de entrega)

Fonte: UOL

“Garota de Ipanema” completa 50 anos de sucesso mundial Comente

por Santi Carneri

A canção mais célebre da Bossa Nova, a mítica “Garota de Ipanema”, completa nesta quinta-feira (2) 50 anos desde que foi interpretada pela primeira vez em público, dando início à sua incomparável trajetória de sucesso que ultrapassou as fronteiras da música.

Em 2 de agosto de 1962, Tom Jobim, João Gilberto, Vinícius de Moraes, o baterista Milton Banana e o contrabaixista Otávio Bailly deslumbravam o Rio de Janeiro interpretando em um clube a canção que faria sombra a todas as demais desse gênero musical.

A simples mas elegante melodia de “Garota de Ipanema” passou por acima de outras mais elaboradas, como a genial “Chega de Saudade”, também do prolífico Tom Jobim.

A letra, escrita por Vinícius por encomenda de seu amigo Tom para acompanhar uma melodia que fizera pouco tempo antes, nasceu com o nome de “Menina que Passa”, mas foi rebatizada, dando lugar ao título conhecido por todos, segundo explicou à Agência Efe o professor de literatura e especialista em Bossa Nova Carlos Alberto Afonso.

No início dos anos 60, quando Vinícius e Jobim dedicavam horas ao uísque no Bar Veloso, na antiga Rua Montenegro (hoje Rua Vinícius de Moraes), em Ipanema, os dois gênios da música brasileira espiavam o “doce balanço” dos quadris de uma linda jovem que passava em direção à praia.

Três meses depois da apresentação no Brasil, aconteceu a estreia na famosa sala de concertos Carnegie Hall, em Nova York, onde os mestres da Bossa Nova deixariam plantada uma semente que germinaria em forma de disco gravado com o saxofonista americano Stan Getz.

O tema foi gravado em inglês por Astrud Gilberto e foi estendida pela célebre execução de Getz a pouco mais de cinco minutos.

“Para reconhecer a melodia de ‘Garota’ não é preciso mais que um minuto, mas essa forma maravilhosa de interpretá-la de Getz a estendeu mais que na versão original”, disse Afonso à Efe em sua loja, chamada Toca do Vinícius, situada no coração de Ipanema e transformada em um autêntico museu e templo da Bossa Nova.

Mais tarde, em 1965, Vinícius confessaria que sua musa foi uma adolescente chamada Helô Pinheiro, que graças a sua figura inspiradora desfruta de fama no Brasil e em outros países, se tornou uma atriz de telenovelas, organizadora de concursos de beleza e empresária.

“Eu nunca respondia a seus elogios, só entrava no bar para comprar cigarros para meus pais ou passava por ali para aproveitar meus dias livres ao sol”, explicou Helô à Efe em recente entrevista.

Afonso assinalou que foi a Bossa Nova que exerceu influência no jazz, não o contrário, “porque nessa época as melodias de Cole Porter já estavam desgastadas”.

Para Afonso, também houve motivos políticos para o impulso que os americanos deram à Bossa Nova, já que a Guerra Fria fez com que quisessem usar a música tropical brasileira para resistir à salsa cubana.

“A Bossa Nova busca o mesmo que a arte renascentista: a perfeição através da simplicidade”, concluiu Afonso.

Em 1967, Frank Sinatra ligou para Tom Jobim, que atendeu ao telefone no próprio Bar Veloso, e o convidou para gravar “Garota de Ipanema”. A voz de Sinatra fez com que a canção chegasse ao mundo inteiro.

Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, é hoje um lugar de visita obrigatória para os amantes do jazz, da Bossa Nova e da música em geral.

Em suas ruas podem ser encontradas a casa onde Tom Jobim viveu grande parte de sua vida, o bar onde o maestro se encontrava com Vinícius e um dos últimos locais remanescentes na cidade com programação diária de Bossa Nova ao vivo.

Em Ipanema também está o primeiro monumento erguido em homenagem a este estilo musical, um mural que enfeita a parede da estação de metrô do bairro.

Fonte: UOL Música

O “Djavanear” flamenco

por Andressa Rocha

Assim como o flamenco está arraigado na mistura de manifestações folclóricas de vários povos que, ao passar pelo crivo de gargantas pontuais, resultou em arte extraordinária e intensa, Djavan está para a coesão harmônica e singular na forma que relaciona os diversos gêneros musicais, o pluralismo cultural e ritmos. Resultado: canções excepcionais conhecidas em diversos países e a descoberta de tesouros escondidos, música de qualidade para os ouvidos e a empolgação daquele garoto de Maceió que um dia largou a bola pela música.

Compositor, cantor, violonista e arranjador, Djavan teve uma formação musical que sempre valorizou a diversificação, inclusive, quase uma regra na época de sua adolescência, quando os músicos ouviam e tocavam de tudo. Quanto
mais os músicos se relacionavam com vários tipos de estilos, mais se adquiria experiência e know-how musical. Fato que contribuiu para o enriquecimento da estrutura harmônica tão marcante da música popular brasileira.

O pequeno alagoano costumava “viajar” pela coleção de discos do Dr. Ismar, amigo de seu pai. Mas Djavan sentia também uma atração quase incontrolável pelo flamenco. Segundo conta, é algo ancestral, que vem de outras vidas. Conforme um mapa astral feito por uma astróloga, a relação com a língua hispânica e as tradições relativas a essa cultura é algo muito antigo. “Já nasci no Peru, já nasci na Espanha… Eu tenho fluência em espanhol, sem nunca ao menos ter
estudado. Nos países cuja língua é o castelhano, dou entrevistas para todas as mídias em espanhol. É tudo muito familiar para mim”.

Espírito “gitano” que vai além de ÁRIA

O primeiro contato oficial de Djavan com a música flamenca foi com a gravação de “Oceano”, em 1989, na qual contou com o solo de guitarra de Paco de Lucia, um dos maiores marcos do flamenco. Importante ressaltar que Paco chegou a se questionar se conseguiria tocar uma harmonia tão complexa. O fruto dessa parceria é uma poesia cantada e tocada de forma sublime.

Em 1997 no Heineken Concerts, Djavan apresentou sua versão para “Granada”  de Agustín Lara, composição que rendeu ao mexicano algumas honras, inclusive uma casa na cidade espanhola oferecida pelo ditador Francisco Franco, em 1965. Em 2008, o cantor brasileiro participou do Festival da Guitarra de Córdoba e interpretou  “La Leyenda del Tiempo”, baseada na admiração pela forma de cantar de Camarón de La Isla.

Em 2001, na música  “Milagreiro”, com a qual encantou o mundo, ele abarcou nuances do flamenco na organização melódica no violão de Max Vianna e até mesmo a estória narrada na canção: um pouco triste e sofrida, como um amor não realizado, tal como ocorre com frequência em inúmeras canções flamencas. Djavan maestrou acordes, para sua voz e a de Cássia Eller- artista tinha muita afeição pelo flamenco – e os instrumentos sem perder a essência do cancioneiro brasileiro como base, ainda sim, ressaltando o flamenco.

E com Ária, seu álbum mais recente, Djavan traz um magnífico trabalho onde, pela primeira vez, canta músicas de outros compositores. Um disco de interpretações, no qual “La Noche”, de Enrique Heredia Carbonell e Juan Jose Suarez Escobar, foi a música eleita para representar o flamenco e dar aquele tom de diversidade, tão marcante nos seus trabalhos.

O artista está desenvolvendo um projeto, ainda sem nome, a ser lançado neste ano, seguido de uma grande turnê nacional. Ele define: “Vamos fazer um disco feliz”. Com certeza será mais um deleite musical e único. O “Djavanear” nas
estruturas harmônicas e notas musicais, como diria Caetano Veloso.

Como o Flamenco foi inserido no seu repertório?

A primeira vez que estive na Andaluzia, em Sevilha especificamente, sofri uma comoção muito grande. Me pareceu que voltei à um lugar em que já vivi. Fui às peñas ouvir flamenco, aos tablados…e  tive um sentimento muito intenso por
aquilo tudo. Uma impressão de intimidade com a cultura, familiaridade com os cheiros de Sevilha, com as comidas, com o povo e a música flamenca. É algo que faz parte de mim há muito tempo, e com o andar da vida isso foi se acentuando. Eu sinto uma fluidez do flamenco quando decido trabalhar com esta arte, em meu raciocínio musical. É realmente para alguém que já viveu isso em algum momento. No meu caso, em outras vidas.

Em alguns depoimentos  você citou Camarón de La Isla. Você se refere a ele como o mais expressivo, o que mais lhe emociona e como o “maior cantor do planeta”. Por que essa admiração?

Porque a gente que canta com a alma, consegue decifrar nele um cantor visceral que traz a sua alma para fora e a transporta junto aos sentimentos contidos nela à todas as direções: pessoas de todas as raças, faixas etárias, religião ou classe social. Em minha opinião, Camarón é o maior marco e símbolo de expressão do flamenco pela força impressa em seu cante. Ele tem uma mágica com esse gênero que encantou e continua encantando o mundo através de seu brilhantismo musical. Não sei como seria ele cantando outra coisa. Mas para mim, seria algo totalmente desnecessário. O que ele fez, para mim, basta. É suficiente. É único.

Você participou do Festival de la Guitarra de Córdoba em 2008 e interpretou “La leyenda del Tiempo” de Federico García Lorca, adaptada por Ricardo Pachón e interpretada por Camarón de Isla em 1979. Porque elegeu essa música?

É uma música que sempre apreciei, e de novo falando em Camarón, a forma que ele interpretou “La Leyenda del Tiempo” me instigou a cantá-la. Eu fiz um arranjo musical  diferente e essa composição viajou comigo em toda a turnê daquela
temporada.

Os flamencos, artistas de renome e espanhóis, têm muita admiração por você. Presenciei em diversos lugares na Espanha versões flamencas para algumas de suas músicas. O famoso grupo Ketama, por exemplo, fez uma versão de “Flor de Lis”. Qual sua opinião sobre essa releitura e como entende esse processo de intercâmbio de culturas no cenário musical?

Amo Ketama e gosto da versão do grupo para Flor de Lis. Acho que essa inter-relação cultural na música com outros artistas, com outros países, com outras culturas bem distintas é essencial. A troca de informação e o processo de influenciar uns ao outros é necessário para mim. Já fiz isso com África, Américas e, por que não com o flamenco?

A força da internet era ínfima há 10 anos atrás comparado com as ferramentas atuais de disseminação da informação em todas as áreas. E na área musical? Como você enxerga esse poder da internet? Quais os pontos positivos e negativos?

A internet é avidamente importante para adquirir informação e vejo como um canal de estudo. Tudo na vida é preciso saber corretamente como usar. No caso da internet, há como se perder um dia inteiro só com bobagens e não formatar nada significante. Por outro lado, é um canal aberto que pode ser usado de forma positiva para estudar, para ter acesso rápido a informações almejadas e, principalmente, para divulgar um trabalho. É um excelente condutor, de disseminação, seja na área musical, literária, etc. Por exemplo, eu fiquei encantando com a voz de Montse Cortés na música “La Noche”, que conheci há muitos anos através da internet. Tempos depois, senti que era a hora de interpretar da minha maneira essa canção e aí está ela, em Ária.

Mais informações, acesse: www.djavan.com.br

Fotos: Divulgação

A canção está em crise?

O quinto encontro da seção “Desentendimento” reúne o cantor e compositor Romulo Fróes e o professor de música da USP Walter Garcia para discutir o estado atual da música brasileira e uma suposta crise da canção. Paulo da Costa e Silva, coordenador da Rádio Batuta, a webradio do IMS, foi responsável pela mediação do bate-papo em vídeo.

Bloco 1 – “Sobrevivendo ao inferno [dos Racionais MC’s] tem um patamar artístico mais elevado que Cambaio, de Chico Buarque”.

Em entrevista, Chico Buarque foi o primeiro grande nome da MPB a mencionar um possível “fim da canção”. Está a canção em crise? E por quê? Rômulo Fróes argumenta que a ideia de um público, como existia nos anos 50, não existe mais. O compositor acredita que a canção não tem mais um papel protagonista, e que vive uma crise no sentido de que a crítica espera um novo Chico ou Caetano desta geração.

Walter Garcia retoma o contexto no qual Chico fez a afirmação sobre o fim da canção: a relação da canção tradicional com a MPB e com o rap. Para Walter, o disco Sobrevivendo ao inferno, dos Racionais Mc’s, tem muito mais força que Cambaio, de Chico Buarque. O rap tem a capacidade de dialogar com a experiência contemporânea de viver nas grandes cidades brasileiras.

Bloco 2 – “O Criolo acha que pode mexer com Chico Buarque na maior. Uma petulância do bem.”

Walter Garcia e Romulo Fróes discutem os meios de produção atuais da música – o acesso ao computador como necessário para criar música nos dias de hoje. Paulo questiona se o rap pode ser visto como uma continuidade ou uma negação da música que vinha sendo produzida no país. Walter traça uma linha da música negra em São Paulo, que passa ao largo da história oficial da MPB. Romulo Fróes, discutindo os sucessores de Racionais, afirma que Emicida e Criolo, artistas que vieram depois, não apresentam mais a violência do Mano Brown. O compositor afirma que esses novos músicos conseguem repensar o cânone (Chico, Caetano) de maneira irônica, sampleando e parodiando.

Bloco 3 – “A crise do Chico está na canção dele”

Walter toma o último disco de Chico Buarque e propõe mais uma comparação com Racionais. Fróes questiona a eficácia dos arranjos nos últimos discos de Chico, exemplificando sua crítica com a canção Tipo um Baião  – e Walter discorda, defendendo o trabalho de Luiz Cláudio Ramos. Garcia afirma que Ramos é avançadíssimo no jogo entre a harmonia e a melodia.

Bloco 4 – “A canção da MPB expressava uma ideia de conciliação de classes desde os anos 40. A partir de 1980, essa ideia começou a ruir.”

Romulo Fróes retoma o trabalho de Caetano Veloso em seus últimos discos – e o contato do compositor com novos artistas, que transformou a música dele. Walter afirma que, desde O estrangeiro, Caetano tenta dar conta de uma nova fase da vida brasileira, na qual a violência aparece e a conciliação de classes não é mais possível.

Fonte: Revista Serrote

Vencedora do prêmio Tony é escolhida para viver Janis Joplin no cinema

Uma atriz vencedora do prêmio Tony foi a escolhida para viver Janis Joplin no cinema, informa o site “Deadline”. Nina Arianda viverá a cantora na cinebiografia “Joplin”, que será dirigida por Sean Durkin e produzida de maneira independente.

O longa será focado nos últimos seis meses de vida da cantora, que morreu em 1970. A produção do filme –que custará menos de US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 41 milhões)– começa no início de 2013.

Vencedora do prêmio Tony –o mais importante do teatro americano– de melhor atriz neste ano pela peça “Venus in Fur”, Arianda teve um papel no filme “Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen.

Durkin, por sua vez, é mais conhecido pelo filme “Martha Marcy May Marlene”, que lhe valeu o prêmio de melhor diretor no Festival de Sundance de 2011.

O produtor Peter Newman afirmou que a atriz cantará as músicas de Joplin no filme.

Fonte: Folha de S. Paulo

Como a ditadura monitorava Chico, Caetano e outras estrelas da cultura

por Lucas Ferraz

O escritor Antonio Callado e a mulher, Ana Arruda, foram os primeiros a serem detidos. Desembarcavam no aeroporto do Galeão, no Rio, no voo 861 da Varig, procedente de Nova York. O oficial de migração, ao identificá-los, comentou: “Eles chegaram. Agora só faltam os dois”.

Horas depois, os dois apareceram: Chico Buarque de Hollanda e Marieta Severo vinham escoltados por policiais dentro de uma Kombi cinza. Coincidentemente, o compositor e a atriz, vindos de Lisboa num voo da TAP, chegaram ao Rio pouco depois de Callado e a mulher.

Os casais se encontraram no subsolo do terminal. Estavam presos, “para averiguações”, sob suspeita de subversão.

“Marieta, sempre despreocupada, olhou para a minha cara e disse: ‘Logo você, que nem viajou para Cuba!'”, recorda Ana.

Marieta conta que a detenção era previsível. “Sabíamos que isso ia acontecer, já esperávamos pela polícia.”

O depoimento à Polícia Federal, ainda no aeroporto, durou mais de três horas. Chico e Callado tinham estado na ilha de Fidel Castro no mês anterior, em janeiro de 1978. As bagagens de ambos foram meticulosamente revistadas.

Callado teve a bainha do blazer rasgada — os agentes suspeitavam de eventuais mensagens ocultas no tecido. “Os charutos que ele ganhou de Fidel foram todos picotados, um absurdo”, lembra a viúva do escritor.

Chico trazia discos italianos e portugueses, livros e uma correia de violão com a inscrição “Cuba”. “Confiscaram praticamente toda a nossa bagagem”, confirmou o compositor à Folha, por e-mail, de Paris, onde passa férias.

Em busca de coisas escondidas, os policiais quebraram o braço da boneca da pequena Kadi, de quatro anos, que Ana e Callado conduziam de volta para o pai, o percussionista baiano Tutti Moreno.

Após responderem a um questionário com mais de 70 itens, geralmente aplicado aos exilados (que já começavam a voltar com os primeiros ventos da abertura política), Chico e Callado foram liberados.

Não sem mais uma convocação. “Fomos intimados para novo depoimento na semana seguinte, o Callado e eu, separadamente”, recorda o compositor.

INTIMAÇÕES

Francisco Buarque de Hollanda perdeu as contas de quantas “intimações ou convites” recebeu na ditadura para prestar esclarecimentos. Ele garantiu, em antiga entrevista, terem sido bem mais de 20.

A convocação ao Dops (Departamento de Ordem Política e Social) do Rio, em dia 27 de fevereiro de 1978, uma semana depois do desembarque no Galeão, para dar mais “esclarecimentos” sobre a viagem a Cuba, tinha ares de guerra psicológica.

“Fui recebido por uns sujeitos esquisitos, à paisana, todos com umas pastas do Clube dos Diretores Lojistas”, recorda. “Ao contrário de tantas detenções anteriores, onde o que eu mais fazia era tomar esporro de militares ou agentes da Polícia Federal, desta vez o tom era de provocação ideológica.”

A Folha teve acesso ao depoimento do cantor, que permaneceu inédito por 34 anos (leia transcrição em folha.com/ilustrissima). Nele, Chico reage de maneira desafiadora.
“Estou sendo obrigado a prestar essas declarações em lugar de trabalhar. Trabalho dez horas por dia e estou perdendo um tempo precioso vindo à polícia”, disse o cantor no interrogatório, ressaltando não saber “se seus interrogadores trabalhavam e o que eles produziam.”

Chico, no Dops, afirmou que não estava “realizado politicamente” no Brasil, onde “falta liberdade”. “Em Cuba sim”, disse à época, “há liberdade”.

“Lá todos pensam da mesma maneira, pois todo o povo está integrado ao processo revolucionário. O Brasil, para atingir o socialismo, deveria passar por um processo revolucionário idêntico ao cubano. O mundo todo caminha para o socialismo. Inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde, todos os países serão socialistas.”

Sobre a ditadura, que naquele mês de março completaria 14 anos, Chico afirmou aos interrogadores que o “governo brasileiro mete os pés pelas mãos”. E mostrou-se favorável à aprovação da Lei da Anistia.

Antes de deixar a sala, o compositor assinou duas folhas em branco. Numa delas, rabiscou: “não vou responder mais nada” e assinou logo abaixo. Noutra, foi mais formal: “No dia 27 de fevereiro de 1978, nas dependências do D.P.P.S., quando estava sendo ouvido, neguei-me a responder às perguntas que me eram formuladas”.

ESTOURO

A Folha enviou a Chico Buarque a cópia do documento. Ele reconheceu sua letra e explicou o motivo do estouro: “Resolvi responder no mesmo tom, mesmo porque já não estávamos no início dos anos 70. As pessoas sabiam onde eu estava depondo, a história toda tinha sido noticiada. O interrogatório foi exaustivo, e a certa altura eu disse que não falaria mais nada. Eles me mandaram afirmar isso por escrito. Foi o que fiz.”

Dos quatro brasileiros que viajaram para Havana, só o escritor Ignácio de Loyola Brandão não enfrentou a polícia política. “Pediram para eu antecipar minha passagem de volta, tive que trocar com um embaixador a pedido do governo cubano. Cheguei um dia antes do previsto e passei direto”, disse Loyola à Folha.

Além de Chico e Callado, o jornalista Fernando Morais, outro integrante da caravana que visitou Cuba, também tinha sido detido ao desembarcar, dois dias antes.

Os quatro foram a Cuba a convite do governo local, para integrar o júri do então prestigioso prêmio Casa de Las Américas, do governo castrista. Naquele ano, entre os jurados, também estavam o poeta uruguaio Mario Benedetti e o escritor colombiano Gabriel García Márquez.

Ir a Cuba, naqueles tempos, significava uma grave transgressão. O Brasil não mantinha relações diplomáticas com o regime de Fidel Castro e muitos brasileiros envolvidos na luta armada estavam exilados na ilha -ou pelo menos passaram por lá para treinar técnicas de guerrilha.

Para evitar suspeitas, eles voltaram ao Brasil por diferentes caminhos.

Callado, que estava em Cuba sem a mulher, foi encontrá-la nos EUA. Chico e Marieta passaram pela Europa. Fernando Morais e sua mulher à época, a psicanalista Rubia Delorenzo, passaram por Kingston, na Jamaica, e Cidade do México. Desembarcaram no aeroporto de Congonhas.

“Assim que o avião pousou, a aeromoça chamou meu nome, dizendo para me apresentar na cabine de comando”, conta Morais. “Da janela, vi um camburão do Dops parado na pista. O delegado Romeu Tuma [chefe do Dops, futuro senador] nos esperava lá embaixo. Fomos tratados como subversivos VIP.”

Na delegacia, o jornalista enfrentou o primeiro embaraço: engoliu uma minifita cassete na qual tinha gravado, de forma amadora, uma apresentação de Chico Buarque no teatro Karl Marx, em Havana, ao lado das estrelas cubanas Silvio Rodríguez e Pablo Milanés. Muitos exilados brasileiros assistiram ao show.

O jornalista, que deglutiu a fita para não entregar ninguém, lamenta que nunca mais conseguiu recuperar o material. “Foi parar no rio Tietê”, brinca.

ARQUIVO NACIONAL

Em junho, o Arquivo Nacional, em Brasília, abriu alguns dos papéis da ditadura para o público, no bojo da Lei de Acesso à Informação, em vigor desde maio.

Os documentos mostram que todos os grandes nomes da cultura brasileira das décadas de 60 ou 70, em algum momento, foram acompanhados de perto pelos órgãos de segurança, segundo os papeis só agora liberados.

Da tentativa de se eleger presidente do grêmio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, em 1966 (que o compositor diz ter sido uma brincadeira de amigos, pois nem estudava mais lá), até a sua atuação na campanha das Diretas-Já, quase 20 anos depois, Francisco Buarque de Hollanda foi, de longe, o artista brasileiro mais monitorado pelos órgãos da repressão.

Sua carreira artística está toda inventariada, documentada e escarafunchada em relatórios produzidos por órgãos de Marinha, Exército e Aeronáutica, além das Polícias Civil e Federal. Sempre na peculiar linguagem dos escrivães da época e ornados com uma profusão de carimbos de “sigiloso”, “confidencial”, “secreto” etc.

As fichas com referências ao compositor, mais de 700, contêm ainda os “dossiês pessoais”, espécies de “prontuários” com todos os dados disponíveis sobre o alvo.
Amigos e especialistas na vida e obra do compositor confirmaram à Folha o ineditismo dos documentos.

Eles corroboram histórias já conhecidas e trazem à tona a versão do regime sobre episódios narrados em biografias e na imprensa.

SHOWS

Os papéis do Arquivo Nacional mostram que, além de censurar previamente, a ditadura infiltrava agentes em peças, shows e espetáculos.

Relatório interno do SNI (Serviço Nacional de Informação), de 1972, tenta descrever a articulação política que enxergava nas manifestações culturais: “Campanhas movidas por vários grupos contrários ao regime possuem correlação entre si. As ações desenvolvidas pelos elementos infiltrados nos meios de comunicação social, clero e meio artístico, continuam obedecendo à ditadura dos temas coincidentes”.

Isso significava, por exemplo, especular sobre a sexualidade dos artistas e até mesmo interpretar eventuais safadezas em canções e danças folclóricas. É o caso de um samba de roda cantado num show do Caetano, com uma dança típica do recôncavo baiano, “no qual fazia referência aos olhos e os artistas presentes colocavam as mãos nos olhos, boca, idem, as mãos na boca, e finalmente dizia no ‘lelê, lalá’ e os artistas colocavam as mãos no sexo”, registrou um araponga.

Caetano Veloso, frequentemente chamado de “homossexual” nos relatos da repressão, foi monitorado até no exílio em Londres. Um agente da ditadura relata uma apresentação dele, em novembro de 71, no Queen Elizabeth Hall. Ele nota que “80% dos espectadores eram brasileiros” e registra forte discurso do cantor “contra a Revolução”.

“Nunca imaginei que houvesse alguém da repressão no show do Queen Elizabeth Hall”, afirmou Caetano à Folha.

Um dos relatórios mais detalhados da repressão diz respeito à histórica apresentação de Chico e Caetano no teatro Castro Alves, em Salvador, nos dias 10 e 11 de novembro de 1972.
Caetano acabava de voltar do exílio e juntou-se a Chico num reencontro que serviu também para encerrar as especulações sobre uma suposta briga entre eles, ainda no final da década de 60. O show viraria o álbum “Caetano e Chico Juntos e ao Vivo”.

A repressão esteve presente nos dois dias, atestam os documentos, feitos a pedido do Exército e da Aeronáutica e assinados por inspetores da PF baiana.

“A referida apresentação [tem] cenas que feriam a moral das famílias ali presentes, bem como atitudes do sr. Caetano Veloso, que, de certa forma, indispôs o público contra as autoridades presentes”, chiou o araponga.

“Podemos observar quanto a Caetano Veloso: pintado de batom e com trejeitos homossexuais; […] cabe-me salientar que Caetano, embora usando de uma afetação um tanto exagerada, muito mais apropriada para uma pessoa do sexo feminino, provocando até algumas vaias do auditório, tendo cantado músicas que, ao meu entender, nada apresentam de anormal.”

Chico é descrito como um sujeito de “postura masculina normal”, que sempre “desrespeita as determinações da censura” cantando músicas proibidas.

O inspetor que assina o documento, Eduardo Henrique de Almeida, também faz um relato sobre a audiência: “Junto ao palco estava um grupo de homossexuais, hippies e cabeludos que pareciam contratados do grupo de artistas. Foram exatamente eles que invadiram o palco e cantaram ‘Apesar de Você'”.

(Liberada por uma falha dos censores, a canção havia se tornado um hino de resistência à ditadura e bateu recordes de vendagem do álbum compacto. Ao perceber o equívoco, a ditadura censurou a canção e recolheu os discos das lojas. Mesmo condenando a canção, de “pregação ideológica”, um agente reconheceu, em documento do SNI de junho de 1971, que o samba tinha uma “letra incontestavelmente inteligente”.)

O burocrata Almeida conclui seu prolixo formulário com um alerta: “Já em Belo Horizonte, onde estive lotado, acompanhava as provocações de Chico Buarque de Holanda, sempre desrespeitando as determinações da censura. É necessário que se coloque um fim nestes episódios que somente desgastam as autoridades.”

NEGÓCIOS ESCUSOS

Segundo inúmeros documentos da repressão, Chico e Caetano, além de uma dezena de outros artistas, realizavam apresentações cuja renda era revertida a partidos (como o PCB) ou organizações da esquerda armada.

Um dos contatos da guerrilha com o mundo artístico, segundo os militares, seria David Capistrano, comunista assassinado pela ditadura em 1974, aos 61.

“Não conheci nenhum Capistrano, não que eu me lembre”, afirmou Caetano. “Nunca financiei o Partido Comunista. Nunca fui do partido. Tive simpatia por Marighella [ex-deputado Carlos Marighella, um dos principais líderes da luta armada]. Tenho ainda. Eu achava o PC careta e seguindo interesses de Moscou.”

Chico afirmou à Folha, por e-mail, que jamais deu dinheiro a partidos. “Posso ter ajudado um ou outro membro de partido ou organização de esquerda, mas naquele tempo a gente não pedia a ficha de ninguém. Posso ter repassado cachês ou prêmios em dinheiro, mas geralmente eu contribuía com a renda de shows beneficentes”, disse o compositor. “Fiz isso durante anos, de meados dos 70 até fins dos 80, e não era segredo para ninguém.”

Caetano contou à Folha que, por pouco, não chegou mais longe na oposição à ditadura: “Na época, comecei a combinar com uma amiga dar apoio logístico à guerrilha. Eu admirava a aventura de lutar diretamente contra as forças da ditadura. E os militares nunca souberam desse esboço de ligação”.

“Me lembro de que eu sentia um medo remoto do que poderia vir a ser a luta clandestina”, prossegue. “Suponho que, se me aproximasse, teria medo e problemas de consciência diante de alguns fatos e métodos.”

MARIETA

“A gente sabia e se sentia monitorado”, admite a ex-mulher do compositor. “Desconfiávamos bastante disso.”

Não era para menos: agentes da ditadura chegaram a invadir a casa de Chico e quase o prenderam no quarto do casal, em dezembro de 1968, dias depois da edição do Ato Institucional n° 5. “Tenho uma lembrança nítida desse dia, da truculência da invasão da nossa casa, da tentativa de invasão de nosso quarto”, recorda ela. “Nunca sabíamos do limite, até aonde eles iriam. Esse episódio, para mim, foi traumatizante.”

O jornalista e escritor Eric Nepomuceno, amigo de Chico há mais de 40 anos, lembra que no começo dos anos 1970 a pressão sobre o artista era “tremenda”. “Ele vivia angustiado com aquilo tudo. Volta e meia perdia a paciência e respondia de maneira dura”, conta.

GOIÂNIA

Um intrigante informe do Cenimar (serviço de inteligência da Marinha), de 1972, atesta a presença do compositor no 1º Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicações, em Goiânia, entre 1º e 4 de novembro daquele ano.

O diligente escrivão registra: “Foram anotadas, para controle, as chapas dos carros de outros Estados que comparecem ao Encontro. Dentre os anotados, registra-se o Volks, tipo Bugre [sic], Placa EC 9199, em nome de Francisco Buarque de Holanda, com endereço à rua Borges de Medeiros, 2513, casa 1/GB.”

O carro, de fato, pertencia a Chico e Marieta. “Não me lembro da gente ter emprestado esse carro”, comenta ela.

Já Chico Buarque duvida que tenha guiado do Rio até Goiás.

“Pode ser que eu tenha emprestado o carro. Pode ser que tenham anotado a placa do bugue aqui na praia, e algum agente dos serviços tenha inventado que o carro estava em Goiânia. Pode ser qualquer coisa,eu estar em Goiânia de bugue.”

Fonte: Folha de S. Paulo

Elis Regina tem cinebiografia confirmada

 

Claudine Petroli / AE 

 

Os fãs de Elis Regina já podem comemorar. A cinebiografia da cantora está confirmada. Será dirigida por Hugo Prata e roteirizada por Nelson Motta. O filho da musa, João Marcello Bôscoli, falou com a coluna sobre os direitos das músicas e revelou que gostaria de ver uma atriz desconhecida no papel de sua mãe.

Os filhos irão contribuir com palpites no roteiro?
Se for consultado, opinarei com prazer. Hugo é meu amigo e Nelson, meu padrinho querido, portanto, sinto-me confortável em participar. Todavia, haverá liberdade total para desenvolverem o projeto.

Quem você gostaria de ver no papel da Elis? E do Bôscoli?
Elis eu gostaria que fosse interpretada por alguma atriz nova, com frescor. E Mateus Solano é um Bôscoli perfeito.

Já pensou em alguém para direção musical do filme?
Essa prerrogativa é do diretor, mas nomes como maestro Antonio Neves (Osesp), Roberto Menescal e Cesar Camargo Mariano, são boas sugestões.

Como foram as conversas com Hugo Prata?
Tranquilas. Segundo ele, é o projeto de sua vida.

Foram liberados os direitos?
Sim. Aproveito para registrar que acho fundamental a necessidade de mudança legislativa nesse campo. Para retratar alguém não deveria ser preciso pedir autorização para herdeiros ou familiares. Isso geralmente atrapalha.

Fonte: O Estado de S. Paulo

“MPB – A História de Um Século” será lançado, dia 27 de junho, pela Funarte

Com mais de 400 fotos e texto de Ricardo Cravo Albin, o livro retrata cem anos de história da música popular brasileira

Uma das mais esperadas reedições da Funarte, MPB – A História de Um Século será lançada, no dia 27 de junho, às 18h, na Sala Sidney Miller, no Rio de Janeiro. Escrito pelo pesquisador e produtor musical Ricardo Cravo Albin, o livro estava esgotado desde sua primeira edição, que é de 1998.

 

O lançamento contará com a participação do cantor Marcos Sacramento. No show para convidados, ele apresenta um repertório bem variado, percorrendo ritmos e compositores que construíram a base do que é hoje a música popular brasileira. Aquarela do Brasil, de Ary Barroso; Luar do Sertão, de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco; Caminhando, de Geraldo Vandré, e Carinhoso, de Pixinguinha e Braguinha, são algumas das canções incluídas no roteiro.

 

Revista e ampliada, a nova edição de MPB – A História de Um Século – agora em português, inglês, espanhol e francês – é dividida em duas partes. Na primeira, quatro capítulos revelam as origens da MPB, os diferentes ritmos e gêneros, e os compositores que marcaram cada fase da rica produção musical brasileira.

 

Na segunda parte, uma seleção de imagens exibe, a cada década, os mais importantes intérpretes e compositores, que ajudaram a consolidar a música brasileira e a torná-la respeitada e apreciada no mundo inteiro. Em 400 fotos, estão retratados desde Chiquinha Gonzaga (anos 10), Ary Barroso e Carmen Miranda (anos 30), passando por Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Cartola, Chico Buarque, Roberto Carlos (anos 60/70) até Cazuza (anos 80) e Marisa Monte (anos 90), entre outros.

 

Sobre o autor


Considerado um dos maiores pesquisadores da música popular brasileira, Ricardo Cravo Albin nasceu em Salvador (BA), em 1940. Formado em Direito, Ciências e Letras, encontrou na paixão pela música outros caminhos profissionais a seguir. Historiador de MPB, produtor musical, produtor de rádio e televisão, crítico e comentarista, Albin é também autor de diversos livros sobre assuntos variados.

 

Entre 1965 e 1971, fundou e dirigiu o Museu da Imagem e do Som – MIS. Foi, ainda, diretor geral da Embrafilme e presidente do Instituto Nacional de Cinema (INC). Desde 2001, preside o Instituto Cultural Cravo Albin, para o qual doou todos os seus bens. Sua maior obra, o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, é referência na área de pesquisa musical e está disponível em meio digital, com cerca de sete mil verbetes.

 

MPB – A História de Um Século
De Ricardo Cravo Albin
Ed. Funarte
528 páginas
Preço sugerido: R$ 170,00

 

Lançamento: 27 de junho, quarta-feira, às 18h
Local: Sala Funarte Sidney Miller
Rua da Imprensa, 16 – Centro, Rio de Janeiro (RJ)

Show com Marcos Sacramento
Entrada franca (sujeita à lotação da Sala)

Fonte: Assessoria de Imprensa – Funarte

Gilberto Gil comemora 70 anos com transmissão especial no YouTube

Na próxima terça, 26, o cantor Gilberto Gil irá completar 70 anos de idade. Para comemorar, o YouTube exibirá trecho de seu espetáculo Concerto de Cordas e Máquinas de Ritmo, gravado em show no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Foram disponibilizados no canal dele no site depoimentos de outros artistas como, Jorge Ben Jor, Zeca Pagodinho e Ivete Sangalo, parabenizando o músico. Uma linha do tempo com vídeos de diversas etapas de sua carreira, desde os anos 60 até atualmente, também pode ser vista pelos internautas.

Fonte: Rolling Stone Brasil

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