Conheça os filmes confirmados para a 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

A 36ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo começa nesta sexta-feira (19) e acontece até o dia 1º de novembro em 28 salas da capital.

O evento, que neste ano presta homenagem ao cineasta russo Andrei Tarkóvski, divulgou uma lista dos filmes já confirmados na programação.

Outros homenageados são os diretores Sergei Loznitsa, Minoru Shibuya, Raúl Ruiz e Chris Marker, além de apresentações especiais como a do filme “Nosferatu”, de Friedrich Wilhelm Murnau, que será exibido com orquestra e coral ao vivo no Parque Ibirapuera.

Veja abaixo:

COMPETIÇÃO NOVOS DIRETORES

111 Garotas (111 Dokhtar, Iraque, Irã), de Nahid Ghobadi
A Casa (Portugal), de Júlio Alves
A Culpa Do Cordeiro (La Culpa del Cordero, Uruguai), de Gabriel Drak
A História de Tomi Ungerer (Far out isn´t far enough: the Tomi Ungerer story, EUA), de Brad Bernstein
Água (Water, Israel, Palestina), de Nir Sa’ar, Maya Sarfaty, Mohammad Fuad, Yona Rozenkier, Mohammad Bakri, Ahmad Bargouthi, Pini Tavger, Tal Haring
Aqui e Ali (Aquí y Allá, Espanha, EUA, México), de Antonio Mendez Esparza
Arcadia (EUA), de Olivia Silver
Avanti (Suíça, Bélgica), de Emmanuelle Antille
Babeldom (Inglaterra), de Paul Bush
Crônicas da Infância (Chroniques d´une cour de récré, França), de Brahim Fritah
Debaixo da Sombra da Cruz (All’Ombra Della Croce, Espanha, Itália), de Alessandro Pugno
Dente por Dente (Diente por Diente, México), de Miguel Bonilla Schnaas
El Resquicio (Colômbia, Argentina), de Alfonso Acosta
Encontrando Leila (Ashnaee ba Leila, Irã), de Adel Yaraghi
Estrada de Palha (Portugal, Finlândia), de Rodrigo Areias
Hemel (Holanda, Espanha), de Sacha Polak
Herança (Inheritance, França, Israel, Turquia, Palestina), de Hiam Abbass
L (Grécia), de Babis Makridis
La Sirga (Colômbia, França, México), de William Vega
Los Días (Argentina), de Ezequiel Yanco
Mad Ship (Canadá, Noruega), de David Mortin
Memories Look At Me (Ji Yi Wang Zhe Wo, China), de Song Fang
Meu caro amigo Chico (Portugal), de Joana Barra Vaz
Minha Vida em Nairóbi (Nairobi Half Life, Quênia, Alemanha), de Tosh Gitonga
Miradas Múltiplas – O Universo de Gabriel Figueroa (Miradas Múltiples (La Máquina Loca), México, França, Espanha), de Emilio Maillé
Mosquita e Mari (Mosquita y Mari, EUA), de Aurora Guerrero
O Comediante (The Comedian, UK ), de Tom Shkolnik
O Filho Querido (Jin Sun, Taiwan), de Chou She Wei
O Frágil Som do Meu Motor (Portugal), de Leonardo António
O Quase Homem (Mer Eller Mindre Mann, Noruega), de Martin Lund
O Último Passo (Peleh Akhar, Irã), de Ali Mosaffa
Os Descrentes (Les Mécréants, Marrocos, Suíça), de Mohcine Besri
Os Selvagens (Los Salvajes, Argentina), de Alejandro Fadel
Ouro Colombiano: 400 Anos de Música da Alma (Oro Colombiano: 400 años de musica del alma, Colômbia, Venezuela), de Sanjay Agarwal, Ivan Higa
Padak (Coréia do Sul), de Lee Dae Hee
Parviz (Irã), de Majid Barzegar|
Paul Bowles: A Porta da Jaula Está Sempre Aberta (Paul Bowles: The Cage Door Is Always Open, Suíça), de Daniel Young
Pedaços de Mim (Des Morceaux de Moi, França), de Nolwenn Lemesle
Preenchendo o Vazio (Lemale Et Ha’halal, Israel), de Rama Burshtein
Quando Vi Você (When I Saw You, Palestina, Jordânia), de Annemarie Jacir
Rua da Redenção (Ustanicka Ulica, Sérvia), de Miroslav Terzic
Salsipuedes (Argentina), de Mariano Luque
Satellite Boy (Autrália), de Catriona McKenzie
Sem Outono, Sem Primavera (Sin Otoño, Sin Primavera, Equador, Colômbia, França), de Iván Mora Manzano
Sequestro (Kapringen, Dinamarca), de Tobias Lindholm
Shameless (Bez Wstydu, Polônia), de Filip Marczewski
Sobre o Céu Rosa (Momoiro Sora Wo, Japão), de Keiichi Kobayashi
Voz da Primavera (Sedaye Cheshme, Irã), de Houshang Falah Rezaei
We Came Home (EUA, Afeganistão) de Ariana Delawari
You and Me Forever (Dinamarca), de Kaspar Munk

MOSTRA BRASIL – Competição Novos Diretores

A Arte de Interpretar – A Saga da Novela Roque Santeiro, de Lucia Abreu
A Porta Larga, de Aleandro Tubaldi
Antes Do Fim Do Mundo, de Sabrina Marostica e Herbert Gondo
Cores, de Francisco Garcia
Embu – Terra das Artes, de Maria De Fátima Seehagen
Francisco Brennand, de Mariana Brennand Fortes
Jardim Atlântico, de Jura Capela
Lacuna, de André Lavaquial
Muito Além do Peso, de Estela Renner
Nove Crônicas Para Um Coração aos Berros, de Gustavo Galvão
Pra Lá do Mundo, de Roberto Studart
Sinfonia De Um Homem Só, de Cristiano Burlan
Metro, de Guilherme B. Hoffmann

MOSTRA BRASIL – Perspectiva

A Busca, de Luciano Moura
A Floresta de Jonathas, de Sergio Andrade
A Memória que me Contam, de Lúcia Murat
Balança mas não Cai, de Leonardo Barcelos
Boa Sorte, Meu Amor, de Daniel Aragão
Chamada a Cobrar, de Anna Muylaert
Cine Holliúdy, de Halder Gomes
CutBack, de Alex Miranda
Dores de Amores, de Raphael Vieira
Elena, de Petra Costa
Entretempos, de Henri Arraes Gervaiseau
Era uma Vez Eu, Verônica, de Marcelo Gomes
Estado de Exceção, de Juan Posada
Hélio Oiticica, de Cesar Oiticica Filho
Jards, de Eryk Rocha
Kátia, de Karla Holanda
Laura, de Fellipe Gamarano Barbosa
Meu Amigo Claudia, de Dácio Pinheiro
Noites de Reis, de Vinicius Reis
O Dia que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares
O que se Move, de Caetano Gotardo
O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
Satyrianas, 78 Horas em 78 Minutos, de Daniel Gaggini, Fausto Noro, Otávio Pacheco
Sementes do Nosso Quintal, de Fernanda Heinz Figueiredo
Um Filme para Dirceu, de Ana Johann
Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi
Colegas, de Marcelo Galvão
Pernamcubanos – O Caribe que nos Une, de Nilton Pereira
A Coleção Invisível, de Bernard Attal
Margaret Mee e a Flor da Lua, de Malu De Martino
Repare Bem, de Maria de Medeiros
A Última Estação, de Marcio Curi
Super Nada, de Rubens Rewald

PERSPECTIVA INTERNACIONAL

10+10 (Taiwan), de Hou Hsiao-hsien e outros
25/11 O Dia em que Mishima Escolheu o Seu Destino (11.25 Jiketsu No Hi: Mishima Yukio To Wakamono-Tachi, Japão), de Koji Wakamatsu
38 Testemunhas (38 Témoins, França ), de Lucas Belvaux
A Aposentada (La Jubilada, Chile), de Jairo Boisier
A Árvore dos Morangos (El Árbol De Las Fresas, Canadá, Cuba, Itália), de Simone Rapisarda Casanova
A Bela Que Dorme (Bella Addormentata, França, Itália), de Marco Bellocchio
A Caça (Jagten, Dinamarca), de Thomas Vinterberg
A Feiticeira da Guerra (Rebelle, Canadá), de Kim Nguyen
A Glória das Prostitutas (Whore´s Glory, Alemanha, Áustria), de Michael Glawogger
A Horda (Orda, Rússia), de Andrei Proshkin
A Parede (Die Wand, Áustria, Alemanha), de Julian Roman Pölsler
A Parte dos Anjos (The Angel´s Share, Reino Unido, França, Bélgica, Itália), de Ken Loach
A Riqueza do Lobo (La Richesse Du Loup, França), de Damien Odoul
A Royal Affair (En Kongelig Affære, Dinamarca), de Nikolaj Arcel
À Sombra da República (A L’ombre de La République, França), de Stéphane Mercurio
A Voz do Meu Pai (Babamin Sesi, Turquia, Alemanha, França), de Orhan Eskikoy
Abendland (Áustria), de Nikolaus Geyrhalter
África Negra Mármore Branco (Africa Nera Marmo Bianco, Itália, Estados Unidos), de Clemente Bicocchi
Além Das Montanhas (Dupa Dealuri, Romênia), de Cristian Mungiu
Alois Nebel (República Tcheca), de Tomas Lunak
Alpes (Alpeis, Grécia), de Yorgos Lanthimos
Amanhã (Zavtra, Rússia), de Andrey Gryazev
Amanhã? (Demain?, França, Portugal), de Christine Laurent
Ano de Graça (Año De Gracia, Espanha), de Ventura Pons
Antiviral (Canadá), de Brandon Cronenberg
Aos 80 (Anfang 80, Áustria), de Sabine Hiebler e Gerhard Ertl
Barbie (Coreia Do Sul), de Lee Sang-Woo
Bergman & Magnani: A Guerra dos Vulcões (Bergman & Magnani: La Guerra Dei Vulcani, Itália), de Francesco Patierno
Bully (EUA), de Lee Hirsch
City State (Borgrík, Islândia), de Olaf De Fleur Johannesson
Crianças de Saravejo (Djeca, Bósnia Herzegovina, Alemanha, França, Turquia), de Aida Begic
De Pai para Filho (Entre Les Bras, França), de Paul Lacoste
Depois da Batalha (Baad El Mawkeaa / Apres La Bataille, Egito, França), de Yousry Nasrallah
Desculpe Incomodar (Undskyld Jeg Forstyrrer, Dinamarca), de Henrik Ruben Genz
Dinotasia (EUA), de David Krentz e Erik Nelson
Dom – Uma Família Russa (Dom – A Russian Family, Rússia), de Oleg Pogodin
Duane Michals – The Man Who Invented Himself (França), de Camille Guichard
El Gusto (França, Algeria, Irlanda), de Safinez Bousbia
Em Família (In The Family, EUA), de Patrick Wang
Em Segunda Mão (Portugal), de Catarina Ruivo
Entre o Amor e a Paixão (Take this Waltz, Canadá, Espanha, Japão), de Sarah Polley
Espaços Inacabados: A História da Escola de Artes de Cuba (Unfinished Spaces, EUA), de Alysa Nahmias, Benjamin Murray
Estudante (Student, Cazaquistão), de Darezhan Omirbayev
Eu, Anna (I, Anna, Inglaterra, Alemanha, França), de Barnaby Southcombe
Felicidade… Terra Prometida (Le Bonheur…Terre Promise, França), de Laurent Hasse
Fogo (México, Canadá), de Yulene Olaizola
Frisson des Collines (Canadá), de Richard Roy
Gente Fina (Kurteist Fólk, Islândia), de Olaf De Fleur Johannesson
Hasta Nunca (EUA, Uruguai ), de Mark Street
Imperdoável (Impardonnables, França), de André Téchiné
Indignados (França), de Tony Gatlif
Ingrid Caven, Música e Voz (Ingrid Caven, Musique et Voix, França ), de Bertrand Bonello
Istambul (Isztambul, Hungria ), de Török Ferenc
Keyhole (Canadá), de Guy Maddin
La Demora (Uruguai, México, França), de Rodrigo Plá
Lado a Lado (Side by Side, EUA), de Chris Kenneally
Ladrão (Booster, EUA), de Matt Rusking
Laurence Anyways (Canadá, França), de Xavier Dolan
Liv & Ingmar – Uma História De Amor (Liv & Ingmar, Noruega, Reino Unido e Índia), de Dheeraj Akolkar
Longe do Afeganistão (Far From Afghanistan, EUA), de John Gianvito, J. Jost, M. Martin, Soon-Mi Yoo, T. Wilkerson
Malaventura (México), de Michel Lipkes
Mantenha-me em Pé (Tiens Moi Droite, França), de Zoé Chantré
Melhor Não Falar de Certas Coisas (Mejor No Hablar de Ciertas Cosas, Equador), de Javier Andrade
Melodia dos Bálcãs (Balkan Melodie, Suíça, Alemanha, Bulgária), de Stefan Schwietert
Michael, (Índia) de Ribhu Dasgupta
Mother (Coreia do Sul), de Tae Jun Seek
Música da Primavera (Habllada La´Aviv Haboche, Israel), de Benni Torati
My German Friend (Alemanha, Argentina), de Jeanine Meerapfel
Mystery (China, França), de Lou Ye
Na Sua Ausência (J’enrage de son Absence, França), de Sandrine Bonnaire
Não Estou Morto (Je Ne Suis Pas Mort, França), de Mehdi Ben Attia
No (Chile, França, EUA), de Pablo Larraín
No Lixo (Décharge, Canadá), de Benoît Pilon
Noite Nº1 (Nuit #1, Canadá), de Anne Émond
Num Lugar Conhecido (En Terrains Connus, França, Canadá), de Stéphane Lafleur
Nunca Houve um Irmão Melhor (I Ne Bilo Luchshe Brata, Azerbaijão, Rússia, Bulgária), de Murad Ibragimbekov
O Comboio (Convoy, Rússia), de Alexey Mizgirev
O Cordeiro (Behold The Lamb ), de John Mc Ilduf
O Dançarino (Ballroom Dancer, Dinamarca), de Christian Bonke e Andreas Koefoed
O Fim Do Amor (The End of Love, EUA ), de Mark Webber
O Gebo e a Sombra (Portugal), de Manoel de Oliveira
O Lago Balaton (Német Egység@Balatonnál – Mézföld, Hungria), de Péter Forgács
O Paraíso dos Animais (Le Paradis Des Bêtes, França), de Estelle Larrivaz
O Rei do Curling (Kong Curling, Noruega), de Ole Endresen
O Resto Do Mundo (Le Reste Du Monde, França), de Damien Odoul
O Ritual da Comida (Himself He Cooks, Bélgica), de Valerie Berteau e Philippe Witjes
O Sorriso do Chefe (Il Sorriso Del Capo, Itália), de Marco Bechis
O Zelador (Viceværten, Dinamarca), de Katrine Wiedemann
Off The Beaten Track, (Irlanda, Romênia), de Dieter Auner
Operation Libertad (Suiça, França), de Nicolas Wadimoff
Operation Libertad (Suíça, França), de Nicolas Wadimoff
Os Italianos Na Ópera (Italiani All´Opera, Itália, Argentina), de Franco Brogi Taviani
Outrage: Beyond (Autoreiji: Biyondo, Japão), de Takeshi Kitano
Pântanos (Marécages, Canadá), de Guy Édoin
Para Ellen (For Ellen, EUA), de So Yong Kim
Para Sempre (Tot Altijd, Bélgica), de Nic Balthazar
Paraíso (Paradeisos, Grécia), de Panagiotis Fafoutis
Pastorela: Uma Peça de Natal (Pastorela, México), de Emilio Portes
Pequenas Mentiras (Orchim Lerega, Israel), de Maya Kenig
Perder a Razão (A Perdre La Raison, Bélgica, Luxemburgo, França, Suíça), de Joachim Lafosse
Pó (Polvo, Alemanha, Guatemala, Espanha, Chile), de Julio Hernández Cordón
Por Enquanto (Meanwhile, EUA), de Hal Hartley
Postcards From The Zoo (Kebun Binatang, Indonésia, Alemanha, Hong Kong), de Edwin
Purgatório (Araf, Turquia, França, Alemanha), de Yesim Ustaoglu
Quatro Sóis (Ctyri Slunce, República Tcheca), de Bohdan Sláma
Reality (Itália, França), de Matteo Garrone
Renoir (França), de Gilles Bourdos
Rio (River, Japão), de Ryuichi Hiroki
Rio de Ouro (Rio de Oro, México), de Pablo Aldrete
Ristabbanna (Itália), de Gianni Cardillo e Daniele de Plano
Saudações de Tim Buckley (Greetings From Tim Buckley, EUA ), de Daniel Algrant
Silêncio na Neve (Silencio en la Nieve, Espanha, Lituânia), de Gerardo Herrero
Soldier/Citizen (Israel) de Silvina Landsmann
Sombra do Mar (Sea Shadow, Emirados Árabes Unidos), de Nawaf Al-Janahi
Sonho e Silêncio (Sueño Y Silencio, Espanha, França), de Jaime Rosales
Tão Perto Tão Longe (Si Près Si Loin, Suíça), de Michel Favre
Tenho 11 Anos (I Am Eleven, Austrália, Marrocos, Suécia, China, Índia, Republica Checa, França, Tailândia, Japão, Alemanha, Bulgária, Holanda, Reino Unido, EUA), de Genevieve Bailey
The Creators (África do Sul, EUA), de Laura Gamse, Jacques de Villiers
The Kampala Story (The Kampala Story, Uganda), de Donald Mugisha e Kasper Bisgaard
The Lost World Cup (Itália), de Lorenzo Garzella e Filippo Macelloni
Tiro na Cabeça (Headshot, Tailândia, França), de Pen-Ek Ratanaruang
Última Sexta-Feira (Al Jumaa Al Akhira, Jordãnia), de Yahya Alabdalla
Um Alguém Apaixonado (Like Someone In Love, França, Japão), de Abbas Kiarostami
Um Ato de Caridade (Paziraie Sadeh, Irã), de Mani Haghighi
Um Lindo Vale (Emek Tiferet, França, Israel), de Hadar Friedlich
Uma Bala Para o Che (Una Bala Para El Che, Uruguai), de Gabriela Guillermo
Vidas Curdas (Mesh, Alemanha, Turquia), de Shiar Abdi
Walk Away Renée (França), de Jonathan Caouette
Winter of Discontent (El Sheta Elli Fat, Egito), de Ibrahim El Batoot

Fonte: UOL

Diretor analfabeto é destaque de mostra

por Rodrigo Salem

“A fama acaba com a vida de qualquer sujeito”. Lindsay Lohan sabe bem disso, mas quem está reclamando da vida não é uma atriz mimada hollywoodiana com milhões de dólares na conta e uma mansão em Beverly Hills.

Seu Manoelzinho é analfabeto, ex-servente de pedreiro e agricultor. Mora em uma casinha humilde –herdada da mãe, dona Fernandina, morta há um ano– em Mantenópolis, pequena cidade a 251 km de Vitória (ES).

Ele é diretor amador de filmes, mas não se dedica à paixão há quatro anos por causa da tal “fama”.

“Depois que eu apareci na televisão, as pessoas que trabalhavam nos meus filmes de graça acham que fiquei rico e querem cobrar R$ 100 para atuar”, diz Manoel Loreno, 52, que filmou mais de 40 filmes em VHS e perdeu a maioria das fitas.

Seu Manoelzinho (à dir.) posa com Aldenir Coty, o Rambo da Amazônia, em 2011

Uma dessas obras foi encontrada e será exibida no Cinema de Bordas, festival especializado em filmes de baixo custo que começa hoje no Itaú Cultural, em São Paulo.

“A Maudição da Casa de Vanirim” foi rodada em 1988 e será exibida na sexta-feira, às 20h.

A fita original havia sido levada para os Estados Unidos por um morador local, que possuía uma locadora, e foi devolvida recentemente.

“Dizem que meus filmes todos passam na televisão americana e fazem sucesso”, acredita Seu Manoelzinho.

Quando filmou “A Maudição da Casa de Vanirim”, o cineasta ainda estava no começo da carreira. Chamou parentes e amigos, pessoas que percorriam mais de 15 km a cavalo para aparecer no filme, que seria exibido dias depois na quadra de esportes de Mantenópolis.

O padre exorcista é um senhor negro, sem camisa, mas com um terno e um colar de sereia seminua pendurado no pescoço. A assombração da casa, em “Miamis” (os filmes de Seu Manoelzinho se passam nos EUA), usa o mesmo terno e uma máscara de Frankenstein.

À meia-noite, o monstro aparece. Sem recursos para filmar cenas noturnas, Seu Manoelzinho coloca um despertador na cômoda marcando o horário desejado. Na janela, o sol bate forte.

As cenas arrancam risadas. Mas Seu Manoelzinho não liga. “Acho graça que eles [o público] achem graça”, diz com seu alegre sotaque caipira. “Eles estão acostumados com os filmes milionários de Hollywood.”

Apesar da crítica, o diretor, ator e roteirista revela que sonha em conhecer a terra do cinema. “Deve ser linda demais”, exalta.

Mas ele morre de medo de avião –vem para São Paulo de ônibus. Foi assim que saiu de Mantenópolis em 2004 e participou de entrevistas nos programas de TV de Ana Maria Braga, Gugu e Jô Soares.

“A Globo não me deu um centavo. O único que me ajudou foi Gugu, me dando R$ 1.500”, conta o cineasta.

Seu Manoelzinho não imaginava que as aparições em rede nacional atrapalhariam seus filmes. Mas em 2008, quando produziu “A Gripe do Frango”, sobre um amigo que vira galinha, com uma câmera digital emprestada, os “atores” pediram cachê de R$ 30 por dia.

PÃO COM SALAME

Ele tenta fazer a continuação de seu primeiro filme, o faroeste “A Vingança de Loreno”. Mas ninguém quer trabalhar por menos de R$ 100 e outras regalias.

“Querem almoço, jantar e refrigerante. Mas só refrigerante? Vão querer pão com salame”, conta.

Por causa disso, Seu Manoelzinho não consegue mais filmar. Ele sobrevive do dinheiro que recebe de festivais (R$ 350 por fita) e do seguro saúde da mulher. “O restante é para a comida”, diz.

“Não consigo nem sair de bicicleta vendendo os filmes, porque não tenho dinheiro para fazer as cópias dos DVDs”, reclama o diretor, que cobra R$ 10 por disco.

Quando pede trabalho em Mantenópolis, os empregadores acham que ele “está de gozação, já que é famoso.”

“Quero ir para um lugar onde ninguém me conheça para poder trabalhar, mesmo que seja como servente de pedreiro ou na roça”, revela.

“Que fama é essa que não me dá dinheiro?”

BRASIL AMADOR Outros cineastas presentes no festival

Fonte: Folha de S. Paulo

Filmes Flamencos no Centro Cultural Banco do Brasil

O Festival Flamenco de Curta Metragens (FFLAC), pioneiro festival de cinema dedicado à temática do flamenco, realiza em em três capitais brasileiras a primeira Mostra Internacional de filmes.

O Circuito Internacional do Festival no Brasil conta com o apoio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) que receberá o evento nos Centros do Rio de Janeiro entre 24 e 29 de julho, de São Paulo de 8 a 12 de agosto e de Brasília de 21 a 26 de agosto, com o patrocínio da Embaixada da Espanha no Brasil e o apoio do Flamenco Brasil.

Para a mostra, foram selecionadas 30 produções cinematográficas procedentes de 14 países. Os filmes participantes fizeram parte das últimas duas edições do FFLAC em 2010 e 2011. O ciclo de exibições compõe as seguintes atividades:

  • Ciclo de Documentários com participação de sete produções documentais e a presença de diretores convidados. Saiba mais sobre os documentários abaixo.
  • Mostra de curtas-metragens com a participação de 23 produções e uma peça de videoinstalação. Veja abaixo mais informações sobre cada obra.
  • Debates e Conferências: Atividades especiais nos CCBBs de São Paulo e Brasília dirigidas ao público em geral, que conta com a presença de diretores internacionais participantes do FFLAC, ganhadores dos principais prêmios do festival.
  • Sessões especiais para crianças: Programação de projeções de curtas-metragens para crianças no CCBB São Paulo.

Este é o primeiro festival do mundo dedicado ao flamenco que conseguiu reunir, em apenas duas edições, realizadores de vários países e curtas-metragens inéditos. Participaram da seleção do FFLAC produções de mais de 18 países, como Turquia, Israel, EUA, Itália, França, Argentina, Canadá, Cuba, México, Nova Zelândia, Brasil, entre outros.

O festival nasceu na Espanha em 2010 com o objetivo de promover a produção audiovisual sobre o flamenco e suas expressões artísticas. A dança, o canto, a poesia, a música e o comportamento formam o eixo das diferentes perspectivas de análise conceitual do gênero, interpretado por meio da imagem cinematográfica. A direção e a produção do festival está a cargo da realizadora e diretora brasileira Luciane Franco, também idealizadora do projeto e de todas suas atividades associadas.

Luciane é paulista e uma artista radicada em Brasília, cidade onde viveu por 25 anos. Licenciada em Artes Cênicas pela Faculdade Dulcina de Moraes, é arte-educadora, atriz, bailarina, diretora de teatro, realizadora audiovisual e pesquisadora em linguagens artísticas multidiciplinares. Em 2001, Luciane foi contemplada pelo programa Virtuose do Ministério da Cultura do Brasil para uma especialização no exterior em Audiovisual, na Escuela Superior de Imagen y Sonido de Madrid, cidade onde reside há 11 anos.

Para a realização do FFLAC em Madrid, a diretora tem estabelecido parcerias com empresas e importantes Instituições Espanholas como o Instituto Andaluz de Flamenco da Junta de Andaluzia, Instituto Buñuel de Madrid, Centro de Cultura Contemporâneo Matadero, Fnac, Renfe, Museo del Baile Flamenco de Sevilla, Escolas de Cinema e Universidades Espanholas.

Além disso, o Festival tem conquistado em toda a Espanha a participação e o carinho de vários artista flamencos de renome como o a bailaora Cristina Hoyos, atriz protagonista dos filmes de Carlos Saura, em que atuou ao lado de Antonio Gades em suas principais produções dos anos 80 e 90; Amor Brujo, Bodas de Sangre e Carmen. Cristina Hoyos também é madrinha e presidente do júri do FFLAC.

“Trabalhar o Flamenco dentro de uma estética voltada aos conceitos da arte contemporânea é um dos meus desafios. O festival ‘temático’ concentra e promove atividades em vários âmbitos artísticos na medida em que amplia a capacidade de interpretação de uma linguagem artística multidisciplinar, como é o flamenco. Para mim o flamenco, recentemente declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, é um campo de investigação infinito dentro do contexto histórico, social, comportamental, artístico. É um objeto de análises de profundas transformações…”, explica Luciane.

O Circuito Internacional no Brasil faz parte de uma série de outras incursões que o festival já realizou em outros países com participação em outros festivais e que segue este ano com agenda para o Canadá em setembro, Argentina e Chicago em 2013.

 Em breve mais informações sobre a programação nas três cidades.

Curtas


SÍNDROME DE PÉS E MÃOS

(1º Prêmio – FFLAC 2010)
Jesús Pulpón
13 ’57 “/ 2009 / Sevilha, Espanha.
VO Espanhol  / Legenda em Português
Ficção
França, século XX. Um grupo de médicos especialistas tratam de uma nova doença que parece ter origem na Espanha. Antoine um jovem médico estagiário, é encarregado de ir investigar.



THE RED SHOES

(1 º Prêmio FFLAC 2011, Prêmio do Público e Prêmio de Melhor Atriz, Diana Regaño)
Lorenzo Recio
7 min / 2011 / França, Paris.
VO Espanhol / Legenda em Português
Ficção
Uma jovem dançarina ensaia difíceis passos de bulerias. Tudo muda quando ela encontra um estranho par de sapatos vermelhos.



A DANÇA DOS PINCÉIS

(2 º Premio – FFLAC 2010)
Charles Olsen
8’48 “/ 2010 / Madri, Espanha.
Ficção
Baseado nas pinturas de Picasso, em particular, “Nas senhoras de Avignon” e suas obras do anos 1970, se apresenta através da dança flamenca a estética geométrica multifacetada de este artista.



Hibernando

(2 º Prêmio FFLAC 2011)
David Pantaleón
7 min / 2009 / Grã Canária, Espanha.
VO Espanhol / Legenda em Português
Curta-documentário
Ernesto vive á 40 anos nos EUA. Desde a década de 80  trabalha em uma empresa de sorvetes. Durante os meses de inverno, enquanto os caminhões “hibernam” é quando sua memória do passado desperta.



VIVEIRO
(3º Prêmio – FFLAC 2010)

Mariano Cruceta e Caroline Planté
6’50″/ 2010 / Madri, Espanha.
VO Espanhol / Legenda Português
Ficção – Videodança
O viveiro é o espaço em que se desenvolve a relação de amor entre uma guitarrista flamenca e um bailaor. Quando a distância os separa, várias emoções se manifestam…



MAIS ALTO CANTO EU!
(3 º Prêmio FFLAC 2011)

Christina Firmino
10 min / 2011 / Paris, França
VO Espanhol/ Legenda em Português
Curta-documentário
Por que as pessoas cantam? Essa é a síntese de uma passagem por Lebrija, um encontro com alguns dos seus moradores. Rodado em um dia, em poco tempo e com o que ofereceu cada instante. Sempre seguindo este fio, esta pergunta: Por que você canta?



ANA LUCIA

Charalambos Mavromichalis
14 ’40 “/ 2009 / Nova York, EUA.
VO Espanhol / Inglês Legendas Inglês e Português
Ficção
Ana, uma menina andaluza de 13 anos surda que ama e sente paixão pelo flamenco. Depois de ter sido abandonado pelo seu pai quando criança, Ana se converte no único apoio de sua mãe alcoólatra e do seu irmão de 4 anos …



MATADOR ON THE ROAD (Prêmio de Melhor Ator, Juan Diego)

Alexis Morante
15 min / 2010 / Algeciras, Espanha.
VO Espanhol / Legendas em Inglês e Português.
Ficção
Morante da Bahía, Matador de Toros andaluz de profundas raízes, há 20 anos aposentado e no ultimo ano mergulhou em uma depressão depois da morte de sua esposa, uma famosa cantora de flamenco. Um dia, recebe um telefonema de Gael promotor de touradas sem derramamento de sangue que se realizará em Las Vegas…



MULHER ESPANHOLA

Teresa del Pozo
6’10″/ 2009 / Madri, Espanha
Experimental
Um tributo às mulheres que nasceram, cresceram e viveram na Espanha durante esses anos e que apesar de tudo, souberam educar as próximas gerações e incutir curiosidade, além das paredes de uma casa. O curta é protagonizado pela bailaora Olga Pericet.



COMEÇAR, EM PEZAS

Rosanna Terracciano
5’43 “/ 2011 / Calgary, Canadá.
Videodança
O ritmo do flamenco ou batida, às vezes, pode adquirir qualidade de ressonância no corpo. Como pode uma série de imagens, um gesto cotidiano ou um movimento ressonar no espectador da mesma maneira como faz o compasso?



CERAMICS SWAN

David Galán
10’54 “/ 2011 / Madri, Espanha.
VO Espanhol / Legenda em Português
Ficção
Um diretor em busca de inspiração. Uma mulher com o flamenco em suas veias. O Flamenco mudará suas vidas para sempre. Ceramics Swan é uma comédia para  levar o flamenco muito a sério.



MINHA VIAGEM NO METRÔ

Marco Rinaldo
6 min / 2010 / Turin, Itália.
Ficção
Durante uma viagem de metrô, um jovem observa com especial atenção algumas pessoas que viajam em um vagão. De repente…



NO FROST

Daniel Escario
1¨10″/ 2011 / Madrid, Espanha.
Experimental
Uma soleá por bulerías contém tudo. O cotidiano se faz Flamenco a cada momento. Há livros, sapatos, mundos, silêncios, folhas … tudo está encerrado dentro do compasso.



DESCONTRUÇÃO SOBRE BULERIA ASSIMÉTRICA

Daniel Escario
1 min / 2011 / Madri, Espanha.
Experimental
Um poema visual através da reconstrução do compasso por bulerias.



CLEMENTE

Monica Luna Bramucci
10 min. / 2010 / Mendonza, Argentina.
Ficção
Uma mulher que trabalha fazendo limpeza em um teatro. Ela perdeu seu parceiro de vida e a sua vida como artista. O curta é protagonizado pela professora de baile flamenco em Argentina Maria Reis.



DEPOIS DO SEU BAILE

Tatiana Lee
3 ¨40″/ 2011 / Florianópolis, Brasil.
VO Espanhol / Legenda em Português
Experimental
Uma bailaora, os ensaios e os pensamentos após a sua dança.



YUNKO 

Amanda Beaugé-Rubinstein
14 min / 2009 / Paris, França.
VO espanhol / Legendas em Francês e Português
Curta-documentário
A viagem de Yunko, uma flamenca japonesa, de Tóquio a Jerez de la Frontera.



ORREAGA

Manuela Carreta
8’05″/ 2011 / Vicenza, Itália.
Videodança
A música, o timbre, a dicção, sem palavras de Mikel Laboa, a paisagem das águas pré-históricas de Fimon em Vicenza constrói a estrutura para receber e ouvir o corpo flamenco que golpeia através de gestos imprevisíveis  …o grito abafado está a ponto de quebrar  a figura daqueles guerreiros embriagados de sangue em Orreaga, batalha de Roncesvalles, 800.



A ÚLTIMA VITÓRIA

Monica Luna Bramucci
6 min / 2011 / Mendonza, Argentina.
VO Espanhol / Legendas em Português
Ficção
A história de duas irmãs que transitam entre o Flamenco e da solidão.



NEUTRUM

Iván Márquez
7 ´50” / 2011 / Madrid, España.
Experimental
Neutrum é o ponto intermediario entre o dançarino e a sua dança, como na música, as notas e pausas que fazem o compasso. Este fragmento é composto de um conjunto visual de medidas musicais que fazem um só caminho entre a, dança e a imagem.



INVISÍVEL

Manu Marpel
4 min / 2011 / Valência, Espanha.
VO Espanhol
Curta-documentário
O Flamenco é uma experiência de paixão e liberdade. Nesta peça audiovisual se propõe a rigidez dos arquétipos e a necessidade de liberar nossa mente para aceitar as diferenças.



A PROVA

Gabriela Rodríguez
3¨50” / 2009 / México.
VO Espanhol / Legenda em Português
Ficção
A dançarina faz um “teste”, sem saber que está sendo observada desde a sua chegada. Ao improvisar seus movimentos ela descobre os sons gerados por eles até encontrar uma composição musical.



NÃO SE ATREVA!

Carmela Garcia
1’30 “/ 2010 / Granada, Espanha.
VO Espanhol  / Legenda em Português
Animação
Ao Sacromonte nem pensar! Me dizia a minha avó, sem saber que anos mais tarde, seria o lugar que mais me faria sonhar.



SPAIN

Peter Luha & Lucia Cernekova
3’56 “/ 2010 / Eslováquia
Animação
Motivos inspirados em diferentes lugares da Espanha, especialmente em Andaluzia, lugar onde procurava o flamenco como cães por onde passávamos … de repente tudo se transformou em acumulação de “flashes” e nos fez sentir mais vivos na estrada.

Videoinstalação


“F”

Ethem Ozguven y Asine Can Ozozer
6 min / 2009 / Turquía
Experimental
As mulheres vivem uma vida onde cada vez menos tem espaço para si mismas, Por um lado vivem, por toro lutam com a vida.

Documentários


FLAMENCO ENTRE GRADES – Trailer

(FFLAC Prêmio de Melhor Documentário 2011)
Tristan Copley e Ron Swith Amnon
41 min / 2011 / Espanha / Israel.
VO Espanhol / Legendas em Inglês e Português.
A roteirista Shoshi Israelí, coordena as atividades com presos ciganos na prisão Estremera, Espanha. Este documentário gravado em uma cadeia, conta a história de um grupo de pessoas que se comunicam com a sociedade fora da sua realidade através de Flamenco.



OUTRAS FLAMENCAS – Trailer

Tatiana dos Santos Guedes e Bianca Dos Santos
52 min / 2009 / Brasília, Brasil
VO Espanhol / Legenda em Português
Mulheres que deixaram suas carreiras, seus países e suas famílias pela arte chamada Flamenco; canal através do qual se reconhecem a si mesmas e aqueles ao seu redor. Os estereótipos sobre flamenco desaparecem e a realidade se converte em um chamado para a vida.



O FAROL – Trailer

Monica Luna Bramucci
62 min / 2011 / Argentina e Chile.
Espanhol VO / Legenda em Português
A arte do flamenco no fim do mundo, Chile. O FLAMENCO como protagonista, acompanhado por vozes que lhe deram e que lhe dão movimento. O fio condutor é a maestra de dança e pesquisadora Jeaninne Albornoz.



THE SPANISH ROOM – Trailer

Christopher Michael Roybal
108 min / 2010 / Novo México, EUA.
VO Inglês / Legendas em Espanhol e Português
Um documentário sobre Yjastros: The American Repertory Company Flamenco, com sede no Instituto Nacional de Flamenco em Albuquerque, Novo México, nos Estados Unidos.



FRANCISCO MORENO GALVÁN, A FONTE DO JONDO

Fidel Meneses e Patricio Hidalgo
65 min / 2010 / Espanha Sevilla.
VO Espanhol / Legenda em Português
Documentário sobre a obra de um personagem ilustre da história do flamenco contado através de testemunhos precisos e de pessoas que o acompanharam em sua vida. Um artista ávido de liberdade, urbanista, poeta, compositor e de muitas outras facetas.



AMIGA FLAMENCA

Chari María Santos
40 min / 2009 / Suíça, Zurique.
VO Espanhol / Legenda em Português
A vida como artista flamenca na Suíça não é fácil. Helena e Isabela, cuja paixão é a dança do sul da Espanha, tratam de ganhar a vida, contam suas experiências e outras coisas que lhes unem.



CAMINHOS DA ALMA – Trailer

Marco Aguilar
83 min / 2010 / Espanha / México / EUA.
VO Espanhol /Legenda em Português
Um passeio pela história recente do flamenco. Seu protagonista, o guitarrista flamenco Tito Losada que nos aproxima ao pensamento e da arte do flamenco. Nomes como Tomatito,  Enrique Morente, Paco de Lucía,  Antonio Canales, Lole y Manuel, Estrella Morente, Diego Carrasco, La Susi, Moraito Chico, Esperanza Fernández, Raimundo Amador em filme único e de alto valor cultural e histórico para o Flamenco, Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Fonte: Flamenco Brasil

Exposição “Georges Méliès, o mágico do cinema”, no MIS, apresenta as invenções de um dos precursores dos efeitos especiais

Nota do Catarse Musical:

O filme “A invenção de Hugo Cabret” mostrou todo o fascínio exercido pelo cinema quanto ainda não tinha Steven Spielberg ou 3D. O longa me provocou a curiosidade sobre Méliès e acredito que muitos outros espectadores tenham ficado intrigados com a mágica dele. Agora temos a oportunidade de conhecer melhor o trabalho dele e compreender sua importância no mundo da cinematografia! Vejam na matéria abaixo:

Na época em que começou a trabalhar com efeitos especiais para o cinema, o parisiense George Méliès era visto quase como um cientista. O “mago” do começo do século 20 foi desenhista, diretor teatral, cenógrafo, ator, produtor, ilusionista e distribuidor de mais de 500 filmes entre os anos de 1896 e 1912. Morreu em 1938, aos 76 anos, deixando um legado que serviu de ponto de partida para muitos outros cineastas, como, por exemplo, os irmãos Lumière e D. W. Griffith (diretor que inaugurou o cinemão em Hollywood). E é uma boa parte de todo esse trabalho que chega ao MIS (Museu da Imagem e do Som) em exposição inédita no Brasil, que acontece de 4 de junho a 16 de setembro.

A mostra “Georges Méliès, o mágico do cinema”, organizada pela Cinemateca Francesa, contém material reunido pela própria entidade, desde 1936, mais o que foi herdado por Madeleine Malthête-Méliès, neta do artista, e adquirido, em 2004, pelo Centro Nacional de Filme, também na França. Para quem ainda não se atentou para a importância de Méliès para o cinema, basta lembrar que é dele uma das primeiras produções de fantasia, “Viagem à Lua”, de 1902.

Cena de Viagem à Lua, filme mais conhecido do cineasta

Ele também foi o primeiro a testar as técnicas de fade-in e fade-out nos filmes, algo que hoje se tornou corriqueiro, mas que na época fez muito para ajudar a dar o clima de fábula que suas produções pediam – ao contrário do que acontecia nos documentários.

A exposição ocupa dois andares do MIS e traz também cartazes, objetos, desenhos, figurinos, fotografias e documentos originais que foram do artista. Mas o mais bacana para os cinéfilos será acompanhar a projeção de onze de seus filmes em algumas paredes do museu. Um programão para quem gosta de arte, de cinema e da fusão dos dois. Pena que, apesar de toda sua criatividade, Georges Méliès tenha morrido da pobreza.

SERVIÇO:
Exposição “Georges Méliès, o mágico do cinema”
De 04 de julho a 16 de setembro
MIS (Museu da Imagem e do Som) – Avenida Europa, 158
Terças a sextas, das 12h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h.
Ingresso: R$4 (estudantes pagam meia)

Fonte: Colherada Cultural

Faap recebe a “Arte Chinesa Tradicional”

Tradição. Palavra que marca a história da China e seu povo. No campo das artes não seria diferente. A extrema precisão no manejo dos pincéis, a “temperatura” das cores e a representação fiel das belas paisagens chegam ao MAB (Museu de Arte Brasileira) da Faap. Com entrada gratuita, a mostra A Arte Chinesa Tradicional fica em cartaz até 29 de julho.

Sun Changwu, Liu Qyang e Deng Lianghua, membros da Academia Nacional de Pinturas e da Academia Central de Artes Plásticas da China, integram a exposição que conta com um total de 9 artistas. As obras foram fundamentadas na técnica de caligrafia e pertencem à UIBE (Universidade Internacional de Economia e Negócios) da China.

O MAB fica aberto à visitação de terça a sexta-feira, das 10 às 20h e aos sábados, domingos e feriados das 13 às 17h.

Serviço

O Que: Exposição: A Arte Tradicional Chinesa
Quando:
  • de 27/06 a 29/07
    • Terças, Quartas, Quintas e Sextas das 10:00 às 20:00
    • Sábados e Domingos das 13:00 às 17:00
Quanto: Catraca Livre
Onde: MAB-FAAP (Museu de Arte Brasileira)
Endereço: Rua Alagoas, 903. Higienópolis – Centro – São Paulo (SP)

As informações acima são de responsabilidade do estabelecimento e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Fonte: Catraca Livre

Albergue exibe diversos filmes sobre rock ao ar livre

O “Ô de Casa Hostel”, na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo), apresenta, semanalmente, um filme no jardim do local. As exibições ao ar livre do KinÔ, cineclube do albergue, em novembro e dezembro, serão de filmes que tem como tema o rock’n’roll.

Gratuitas, as sessões acontecem todas as terças à noite.

Confira a programação completa da mostra:

Quinta (17/11)
21h: “1991: The Year Punk Broke”

Terça (22/11)
21h: “Quadrophenia”

Terça (29/11)
21h: “Breaking Brazilian Bones in Europe Tour”

Terça (6/12)
21h: “Velvet Goldmine”

Terça (13/12)
21h: “Botinada! A Origem do Punk no Brasil”

Ô de Casa Hostel – r. Inácio Pereira da Rocha, 385, Vila Madalena, zona oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/2369-3926. Grátis.

Fonte: Catraca Livre

15ª Mostra de Cinema de Tiradentes recebe inscrições até 31 de outubro

A 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes acontecerá entre os dias 20 e 28 de janeiro de 2012, em Tiradentes (MG), e as inscrições para filmes estão abertas até o dia 31 de outubro. Podem se inscrever filmes brasileiros de longa e curta duração em película e digital, concluídos a partir de 2011 e que não tenham sido inscritos em edições anteriores. O evento será dividido em cinco categorias de mostras, sendo indispensável aos produtores e/ou responsáveis especificar em qual modalidade a obra será inscrita.

Os filmes de longa-metragem com duração superior a 60 minutos só podem concorrer na Mostra Aurora, que será composta por até sete longas de realizadores independentes, que ainda não tenham produzido mais de três obras do tipo. Nesta Mostra, os filmes selecionados serão avaliados pelo Júri da Crítica e pelo Júri Jovem, que escolherão o melhor longa dessa programação.

Curtas de até 25 minutos podem participar das demais Mostras – Foco, Panorama, Livre e Mostrinha de Cinema. Na Mostra Foco, os curtas serão exibidos na programação noturna do Cine-Tenda e avaliados pelo Júri Popular e pelo Júri da Crítica; A Mostra Panorama exibirá filmes na programação noturna e diurna do Cine-Tenda e Cine-Praça.Os selecionados serão avaliados pelo Júri Popular; A Mostra Livre apresentará obras resultantes de oficinas, organizações não governamentais e projetos de formação não-universitária. Os filmes serão exibidos na programação diurna no Cine-Tenda, mas não serão avaliados pelo Júri Popular. Assim como na Mostra Livre, os filmes exibidos na Mostrinha de Cinema – dedicada ao público infanto juvenil –  terão exibição diurna e não serão avaliados pelo Júri Popular.

De acordo com a organização, a lista das obras selecionadas será divulgada oficialmente até o dia 12 de janeiro de 2012. Os filmes vencedores serão anunciados no dia 28 de janeiro e serão contemplados com o Troféu Barroco – oficial do evento.

Mais informações no site www.mostratiradentes.com.br.

*Com informações do site da Ancine

Fonte: Cultura e Mercado

Mostra de SP começa hoje e está de olho no futuro

por Flavia Guerra

Já é clássico. Há 35 anos, outubro é mês de Mostra, de celebrar o que de mais novo o cinema mundial tem produzido. Mas será a primeira Mostra sem seu criador, morto na semana passada vítima de um câncer. Leon Cakoff trabalhou até o último momento, mesmo no hospital, selecionando filmes, fazendo reuniões com sua equipe e, como sempre, dando seu toque ao festival que sempre teve sua cara.

Na cerimônia oficial de abertura, hoje à noite, no Auditório Ibirapuera, será exibido um vídeo em homenagem a Cakoff antes dos filmes Viagem à Lua e O Garoto de Bicicleta. É inegável que terá um sabor ‘dolce amaro’. E, antes mesmo de se iniciar a maratona de 250 filmes (agora só com inéditos em São Paulo), uma pergunta desponta inevitável: como será o futuro do evento sem seu criador? A tarefa que Renata Almeida (viúva de Cakoff e codiretora da Mostra desde a 13ª edição) e equipe têm pela frente não é fácil. Ela prefere não fazer previsões, mas a possibilidade de se estabelecer um Conselho da Mostra, com um corpo de colaboradores executivos e artísticos, não está descartada.

Renata não quer falar oficialmente do tema, mas já adianta que, entre outros assuntos, terá de analisar se o ‘critério do ineditismo’, criado por Cakoff, vai funcionar. Com exceção dos brasileiros, os filmes devem ser inéditos em território nacional. Se de um lado traz frescor a um evento que sempre primou pelo olhar atento ao novo, de outro, a nova regra exclui filmes aguardados pelo público paulista que já passaram por outros festivais nacionais. A nova diretriz fez o número de produções, que sempre girou em torno de 400 filmes, cair.

Em compensação, entre outras atrações, a Mostra este ano conta com a versão digital restaurada de Taxi Driver e com o lançamento do livro Conversas com Scorsese, de Richard Schikel; com a entrega do prêmio Humanidade ao canadense Atom Egoyan, que também dirige um dos episódios de Mundo Invisível, filme produzido pela Mostra que tem sua première este ano; com a exposição Paradjanov, O Magnífico, dedicada ao soviético Sergei Paradjanov, no MIS. Montada por Daniela Thomas e Felipe Massara, traz cerca de 60 trabalhos do diretor, entre colagens, desenhos, pinturas e instalações.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Mostra sobre Miles Davis destaca paixões e vícios da lenda do jazz

por Flávia Martin

Registrar o legado de qualquer músico em uma exposição pode parecer uma tarefa abstrata. Acontece que Miles Davis (1926-1991) não era qualquer músico. Além de ser um dos maiores nomes do jazz no século 20, também expandiu sua força criativa para as artes plásticas e para o esporte.

Assim, a mostra “Queremos Miles!”, no Sesc Pinheiros (zona oeste de São Paulo), a partir desta quarta-feira (19), reúne desde partituras originais, trompetes usados por ele e outros instrumentos dos músicos que o acompanharam até telas de sua autoria e registros da incursão pelo boxe –seu esporte favorito, que fez as vezes de terapia contra a heroína, nos anos 1950.

Elaborada pelo instituto francês Cité de la Musique e com curadoria de Vincent Bessières, a exposição que passou pelo CCBB do Rio de Janeiro faz uma cronologia da carreira do músico, incluindo parcerias com Charlie Parker, John Coltrane e Herbie Hancock.

Não deixa de fora, ainda, passagens de sua vida pessoal, como episódios da luta contra o racismo e o gosto pelos carros, pelas mulheres e pelas drogas.

Fonte: Guia Folha

Pacotes para Mostra de SP começam a ser vendidos amanhã

Os pacotes para a 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo começam a ser vendidos no sábado (15), a partir das 10h, na Central da Mostra (av. Paulista, 2.073 – Conjunto Nacional – ao lado do Cine Livraria Cultura, tel. 0/xx/11/3251-2804 ou 3251-2806).

O pacote permanente integral, que dá acesso livre a qualquer sessão, sai por R$ 390. Já o pacote permanente especial, limitado a sessões de segunda à sexta iniciadas até as 17h55, sai por R$ 90. Assinantes da Folha têm desconto de 15% nas duas categorias.

Há ainda os pacotes de 40 ingressos, por R$ 285, e de 20 ingressos, por R$ 165. Entradas avulsas não serão vendidas no local, mas podem ser compradas com quatro dias de antecedência no site http://www.ingresso.com e no dia da exibição no próprio cinema em que o filme será projetado. Os bilhetes custarão R$ 14 (para sessões de segunda a quinta) e R$ 18 (para sessões de sexta a domingo).

A Central da Mostra fica aberta diariamente até 3/11 sempre das 10h às 21h. O evento começa dia 21 de outubro e segue até 3 de novembro apresentando cerca de 250 filmes de diferentes países em 22 cinemas da capital paulista.

Fonte: Folha de S. Paulo

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