CD comemora 30 anos de revolução na indústria fonográfica

O CD completou, no dia 1º de outubro, três décadas de revolução digital na indústria fonográfica, por meio da Sony e Philips.

No dia 1º de outubro de 1982 saía à venda no Japão o primeiro reprodutor comercial de discos compactos, o CDP-101. O aparelho custava, aproximadamente, R$ 4,3 mil e pesava nada menos que 7,6 quilos.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o tamanho do CD foi determinado pelo uso das populares fitas cassetes. formato criado pela Philips no começo dos anos 60, que tinham 11,5 centímetros. No entanto, como essa proporção só seria capaz de armazenar uma hora de música gravada, a Sony decidiu aumentar meio centímetro (os 12 atuais) para fixar sua capacidade em 74 minutos.

Tudo isso levando em consideração, também, a portabilidade que esse tamanho daria para os usuários: era preciso que o CD coubesse em um bolso de jaqueta, por exemplo.

O sucesso foi tanto que, no final de 1984, a Sony lançou o primeiro reprodutor portátil de CDs, o famoso “discman”.

Agora, com as opções de aparelhos ultra pequenos que armazenam músicas baixadas da internet, o CD não é tão procurado. Mesmo assim, para comemorar os 30 anos da chegada do CD ao mercado, a Universal Music lançou no Japão uma série especial de CDs, incluindo a nona sinfonia de Beethoven.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

*Com informações do site do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: Cultura e Mercado

Universal Music finaliza a compra da EMI por US$ 1,9 bilhão

O conglomerado francês Vivendi, que controla o grupo Universal Music, anunciou que a compra da EMI, que tem em seu portfólio artistas como Beatles, Katy Perry e Beach Boys, foi concluída nesta sexta-feira (28).

De acordo com a companhia, a aquisição, que custou US$ 1,9 bilhão, irá beneficiar “tanto a comunidade artística como a indústria cultural”.

A Universal informou que busca expandir a sua presença nos EUA, Japão e Alemanha com a negociação, aumentando o seu market share e a sua presença em plataformas digitais, além de oferecer uma maior quantidade de conteúdo exclusivo.

A conclusão da compra ocorre uma semana após a Comissão Europeia ter aprovado a operação, exigindo em troca a venda de selos responsáveis por 30% das receitas da companhia britânica.

O vendedor da EMI, o Citigroup, comprou a gravadora do grupo Terra Firma, quando ele não pagou empréstimos devidos ao banco de investimento. O acordo proposto vai consolidar a posição de liderança da Universal na indústria europeia da música.

A empresa vai vender a Parlophonne, um dos selos mais prestigiados da EMI e que reúne artistas como Coldplay e Queen. Os Beatles não estão incluídos nas vendas de ativos.

Também estão entre os selos que serão vendidos Mute, Ensign e Chrysalis, EMI Classics, Virgin Classics e unidades da EMI na França, Espanha, Bélgica, Dinamarca, República Tcheca, Polônia, Portugal, Suécia e Noruega.

A Universal também vai vender as marcas Sanctuary, Co-Op Music, King Island Roxystar, MPS Recordes, participação na Jazzland e sua unidade na Grécia.

Especialistas da indústria fonográfica afirmam que o valor do pacote a ser vendido pode alcançar os US$ 750 milhões.

Fonte: Folha de S. Paulo

Crescimento de música streaming supera downloads

Mercado de música streaming crescerá 40% em 2012. Segundo informações da BBC, o avanço do setor é bem maior em relação ao crescimento dos downloads, com apenas 8,5% de previsão para crescimento.

Segundo pesquisa da Strategy Analytics, CDs ainda dominam a indústria, representando 61% das vendas do setor. Apesar disso, vendas físicas caíram 12% no mercado global.

Fonte: AdNews

Venda de músicas digitais cresce 8% em 2011 e atinge 31% do mercado

A indústria musical teve em 2011 o seu melhor desempenho em vendas nos últimos oito anos. Dados divulgados pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) mostram que a venda de músicas digitais ajudaram no crescimento geral da indústria, segundo o BGR.

A mídia física continua caindo em vendas, mas a queda de 8,7% registrada em 2011 foi inferior à de 2010, quando foram vendidos 13,8% menos CDs do que no ano anterior. Os discos de vinil, por outro lado, tiveram alta de 29% na comercialização.

Já a receita com venda digital de músicas teve um aumento de 8%, superior aos 5,6% registrados em 2010. Foram vendidas ao todo 3,7 bilhões de músicas pela internet, que foi responsável por 31% de toda a receita da indústria fonográfica no período.

O resultado positivo da indústria deve-se a serviços que trouxeram novas formas de se criar receita com a distribuição de músicas pela internet. O IFPI cita o Spotify, Rdio, MOG e Rhapsody como importantes sites para o mercado dos Estados Unidos, principalmente, onde a venda digital se tornou a principal forma de comercialização de músicas (51%).

Fonte: Olhar Digital

Em 2011, indústria fonográfica teve seu melhor desempenho ao longo dos últimos oito anos

por Eduardo Marques

Não é novidade para ninguém que a indústria da música vem sofrendo com a pirataria — muito por culpa da dificuldade em aceitar mudanças, vale ressaltar. Contudo, parece que o cenário, aos poucos, está se revertendo, já que 2011 representou o melhor desempenho do mercado fonográfico ao longo dos últimos oito anos.

As vendas físicas caíram “apenas” 8,7% — em 2010, a queda foi de 13,8%. Vale mencionar que, mesmo com a queda, a comercialização de vinil cresceu 28,8%! As vendas de faixas/álbuns digitais cresceram 19%, enquanto que as receitas digitais avançaram 8% — um aumento de 2,4 pontos percentuais sobre os números de 2010, representando agora 31% do total.

A Austrália foi o país que mais cresceu no mercado digital (60%); comparativamente, o Reino Unido cresceu 10%, enquanto os Estados Unidos, 8%.

Ao todo, os números da indústria caíram “apenas” 3%, o melhor desempenho dos últimos anos. De acordo com a IFPI (International Federation of the Phonographic Industry), serviços como iTunes (incluindo o iTunes Match), Spotify, Rdio, MOG e Rhapsody estão ajudando bastante na criação de novas receitas.

Fonte: MacMagazine

Estratégia pioneira garante sucesso da pré-venda de CD de Chico Buarque

por Luisa Girão

A indústria fonográfica mundial está passando por um período de transformação. Atingida por uma grande queda na comercialização de CDs nos últimos anos, as gravadoras estão buscando novas alternativas para “sobreviver” à era digital. Com esse intuito, Chico Buarque e a Biscoito Fino decidiram investir em um projeto pioneiro para promover o novo disco do cantor “Chico: Bastidores”.

Um mês antes ao lançamento do novo álbum, a página virtual do projeto (www.chicobastidores.com.br) disponibilizou faixas inéditas e vídeos exclusivos para quem comprou o CD, por R$ 29,90, pela pré-venda do site. No ato da compra, o cliente recebe uma senha única e personalizada que dá acesso ao conteúdo inédito. Só no primeiro dia de ação, foram vendidas 1,75 mil cópias do álbum. Até quarta-feira (13), 6,5 mil discos haviam sido adquiridos.

Nos áureos tempos da indústria fonográfica, vender essa quantidade em suas primeiras 24 horas de mercado era sinônimo de fracasso. Em 2011, com o advento do MP3, o jogo é outro. “A indústria fonográfica atravessa um processo delicado. Nos últimos seis anos, houve uma queda de mais de 60% na vendagem de discos. Todas ideias que impulsionem esse mercado são válidas e bem vindas”, afirmou Pedro Seiler, produtor-executivo do projeto “Chico: Bastidores”.

Segundo Seiler, Chico Buarque deu carta branca ao projeto. “De primeira, ele não entendeu tudo, mas fomos explicando e ele adorou a iniciativa”, disse, acrescentando: “O lançamento do CD ‘In Rainbow’, do Radiohead (quando os fãs escolheram quanto queriam pagar pelo álbum) foi pioneiro. Sempre acompanhei este movimento da internet, mas não achei nada como o que criamos. Lançar o CD em pílulas não é novidade no mercado fonográfico, mas criar um conteúdo exclusivo para estimular a pré-venda é”.

Mesmo não querendo divulgar os valores deste projeto, Seiler afirmou que foi gasto quase a metade da verba usada no marketing convencional de um lançamento de um CD – com anúncios em diversos veículos de comunicação. “Ainda não é possível deixar de fazer as propagandas convencionais, mas a repercussão deste CD foi enorme. Conseguimos que o álbum ficasse em destaque, mesmo um mês antes ao lançamento oficial”.

A quantidade de CDs vendidos em uma pré-venda foi uma surpresa para a gravadora Biscoito Fino e para os próprios criadores dessa nova estratégia. “Tínhamos medo que os fãs não entendessem o processo, mas a reação foi surpreendente. Geralmente, a receita com a pré-venda é quase nula, mas conseguimos vender mais de seis mil cópias em menos de 30 dias”, comemora. O CD “Chico: Bastidores” vai ser lançado oficialmente no dia 22 de julho, com uma tiragem inicial de 40 mil cópias.

Fonte: IG

Google lança serviço de música sem gravadoras

Nova York – O Google está pronto para lançar seu serviço de armazenamento de música que permitirá aos usuários guardar e acessar canções em qualquer lugar, similar ao apresentado pela Amazon.com em março.
E como o Amazon Cloud Drive, o serviço de música do Google está sendo introduzido nesta terça-feira sem qualquer acordo prévio de licenciamento com as grandes gravadoras, depois de meses de negociações sem sucesso.
O Google planeja anunciar seu serviço “Music Beta by Google” nesta terça-feira na conferência Google I/O em San Francisco.
O Google vem trabalhando no desenvolvimento do serviço de música para que seu sistema operacional móvel Android possa competir melhor com o iTunes, que é o pilar dos serviços de conteúdo da Apple.
O serviço da Amazon causou furor na indústria da música porque a empresa não tinha chegado a acordos de licenciamento com as grandes gravadoras Universal Music, Sony Music Entertainment, Warner Music e EMI Group.
A varejista online se defendeu com vigor de algumas críticas que afirmaram que seu serviço infringe leis de direito autoral.
Após o lançamento, executivos da Amazon vêm se encontrando com representantes das gravadoras para negociar um serviço mais avançado de música.
Muitas fontes da indústria fonográfica expressaram preocupação com os planos do Google, mas disseram acreditar que o gigante das buscas continuará negociando para ter uma parceria com as grandes gravadoras para seu serviço de música.
Fonte: UOL Música

Gravadora prevê fim do mercado de CD até 2025

Por Luana Schabib

Você ainda curte ouvir música no CD? Você ainda se preocupa com CDs piratas? A disputa entre os astros pela venda de CDs está com os dias contados – deu na Folha de S.Paulo e a matéria é de Julio Wiziack.

Para a gravadora Universal, a líder mundial, a comercialização dos discos acabará em 15 anos e será substituída pelo download oficial de músicas.

Segundo Simon Gillham, vice-presidente da Vivendi, grupo francês de mídia que controla a Universal, o prazo estimado pelos analistas da gravadora pode ser menor (dez anos), caso a expansão da internet supere o previsto.

Em 2010, o álbum “Recovery”, do rapper Eminem, ficou no topo das vendas nos Estados Unidos e “Take That” foi o número um no Reino Unido.

No total, Eminem vendeu 6 milhões de cópias, superando Lady Gaga, que, com “The Fame of Monster”, ficou em 4,8 milhões de discos.

O U2, que se apresenta hoje em São Paulo, prepara-se para lançar neste ano um novo álbum. Com ele, o grupo tenta voltar à lista dos cinco mais vendidos da Universal.

Em 2009, a banda irlandesa vendeu 4,3 milhões de cópias. No ano passado, ficou abaixo dos 3 milhões de cópias, perdendo lugar para Rihanna e Justin Bieber.

Para Gillham, a venda de discos é um mercado em declínio. No ano passado, a Universal faturou 2,1 bilhões nesse negócio, uma queda de 10,3% em relação a 2009. No mesmo período, as vendas pela internet (de faixas ou de discos) cresceram 7,5%, movimentando 1 bilhão -um terço de toda a receita da gravadora.

VIRADA

Nesta semana, um estudo publicado pelo instituto americano Strategy Analytics confirmou a tendência.

De acordo com a pesquisa, as vendas on-line de músicas nos Estados Unidos, maior mercado consumidor, deverão ultrapassar as de CDs em 2012, com faturamento previsto de US$ 2,8 bilhões, superando o dos discos em US$ 100 milhões.

Para Martin Olausson, diretor de pesquisa de mídias digitais da Strategy, as vendas on-line vão se expandir nos próximos anos, mas os resultados das gravadoras continuarão a cair até que elas encontrem novas estratégias de crescimento.

Lançado no ano passado, o serviço Vevo, uma parceria da Universal, da Sony, da EMI e do Google, já se tornou umas das maiores lojas de download nos Estados Unidos e no Canadá, com 60 milhões de clientes.

A loja comercializa ainda aplicativos para iPad, iPod Touch e iPhone. Além disso, há espaço para anúncios e assinaturas, duas novas fontes de receitas.

Até 2015, a Strategy prevê que o download de faixas ainda vá ser o carro-chefe, representando 39% das receitas. Mas os downloads de álbuns completos movimentarão 32% das vendas. Assinaturas e publicidade terão participação de 14% cada um.

“Com a rápida adoção de equipamentos conectados à internet, os fãs exigirão flexibilidade nas ofertas”, disse Olausson.

Fonte: Cultura e Mercado

Blog Stats

  • 167.426 hits