Pra ler com uma caixa de lenços do lado: “Pequeno Segredo”

por Mariana Paes

Foram sete dias em contagem regressiva para o lançamento de “Pequeno Segredo”, novo livro de Heloisa Schurmann, a matriarca da família Schurmann.

Troquei poucas frases com Formiga (o apelido de Heloísa), peguei meu autógrafo, meu livro e corri pra casa. Devorei o livro em três horas. Sou jornalista daquelas bem chatas, com gosto literário meio peculiar, mas minha fascinação pelas aventuras da Família Schurmann, o encantamento com os livros anteriores de Heloísa e a expectativa de conhecer mais sobre a pequena Kat me fizeram acreditar que eu amaria o livro. E, de fato, foi um turbilhão de emoções.

Heloisa consegue repetir o feito dos outros livros: com narrativa fluida e uma linguagem bem intimista, o leitor se sentir amigo íntimo da família já nas primeiras páginas do livro. Ok, eu já me sentia íntima da família por ter lido seus livros anteriores, assistido o filme e por continuar acompanhando sua tragetória.

O diferencial desse livro é que o desafio narrado é muito maior que uma navegação ao redor do mundo ou pela rota de Fernão de Magalhães: é a jornada de uma família que se vê sem rumo após a descoberta de uma doença e que, na iminência de deixar sua filha desamparada, resolve entregá-la para adoção. Os escolhidos são os Schurmann, que criaram seus três filhos durante suas viagens à vela. Em um ato de amor imenso e quase insano, toparam adotar a pequena Kat, mesmo com as péssimas perspectivas quanto à saúde da menina. A sentença de que teria poucos meses de expectativa de vida foi colocada em cheque, graças à dedicação, coragem e benevolência do pai e da família adotiva.

Conselho: leia com uma caixa de lenços ao lado. Momentos da vida dos pais biológicos de Kat, a revelação da doença, a adoção, seus momentos no hospital e as dúvidas sobre como tratar sua enfermidade da melhor forma são de cortar o coração. Mas quem pensa que isso faz do livro algo depressivo, está enganado. Com habilidade e delicadeza, Heloísa relata as situações de forma a torná-las uma motivação para o leitor, mostrando a superação de cada obstáculo, fé e esperança.

Não, não é um livro de auto-ajuda, não é um livro do tipo “tenham dó de mim”, é um livro do tipo “nós conseguimos, ela conseguiu e todos que quiserem podem conseguir o que quiser”. Uma literatura bacana pra quem acha que está no fundo do poço ou que nada tem jeito: mostra que sempre há um caminho do meio, que o contato com a natureza e as emoções podem salvar vidas e que nenhum mal resiste à real benevolência.

Terminei o livro querendo dar um abraço em toda a família Schurmann, agradecendo-os por todas as oportunidades que ofereceram à Kat e por, agora, compartilharem sua história conosco.

Quando crescer, quero ser velejadora forte e, ao mesmo tempo, delicada… como Heloísa.

Agora começa uma nova contagem regressiva: em breve, o filme baseado no livro (dirigido por David Schurmann).

Biografia de Elis Regina será distribuída em escolas e bibliotecas públicas

Viva Elis, nova biografia de Elis Regina, será distribuída gratuitamente em escolas e bibliotecas públicas de todo o país.

Escrito por Allen Guimarães e publicado pela editora Master Books, o livro retrata, segundo comunicado oficial, os momentos mais marcantes da carreira da cantora. São 173 páginas, que, diferentemente de Furacão Elis, da autora Regina Echeverria, não devem mostrar momentos mais conturbados da vida pessoal da artista.

O livro faz parte do projeto NIVEA Viva Elis, idealizado por João Marcelo Bôscoli, filho dela. A série de homenagens, iniciada para marcar os 30 anos da morte de Elis (completados em 19 de janeiro), contou com shows gratuitos de Maria Rita, que pela primeira vez interpretou o repertório imortalizado pela mãe.

Fonte: Rolling Stone Brasil

Lançada a terceira edição do “Guia do Incentivo à Cultura”

A utilização do incentivo fiscal é frequente em nosso país e é aplicada em vários campos da atividade humana. O incentivo à cultura, porém, sofre de uma carência de publicações que aliem aspectos doutrinários a uma ótica mais técnica. Apresentando tópicos importantes como leis federais, estaduais e municipais comentadas e benefícios fiscais para empresas investidoras, este livro é uma contribuição àqueles que se lançaram ou querem lançar-se no caminho da construção e da sedimentação responsável do nosso patrimônio artístico e humanístico.

A terceira edição deste livro, que já se tornou a principal referência da área, traz ainda a últimas alterações da Lei Rouanet, a partir da inclusão do sistema eletrônico de envio de projetos (Salicweb) e das recentes normatizações no campo audiovisual estatuídas pela ANCINE. Além disso, o leitor encontra na publicação as novidades da Lei do ICMS de São Paulo, com seus novos regulamentos, e sugestões precisas relacionadas com a difícil tarefa de captação de recursos.

O “Guia do incentivo à cultura” é uma obra de interesse para empresas que investem em cultura, profissionais como artistas, produtores e advogados, além de estudantes de Direito, Comunicação e Marketing. “Tenho certeza de que esse livro cumpre bem seu papel de permitir que os agentes culturais possam navegar nesse mar de leis de forma simples, clara e pragmática. Como a mim fez um dia, esse manual ainda vai ajudar muitos dos novos e experientes produtores culturais brasileiros a concretizar seus projetos em prol do desenvolvimento da arte e da cultura brasileiras”, afirma Henilton Menezes Jornalista e Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.

“Este livro de Fábio Cesnik preenche uma lacuna na bibliografia nacional, tornando-se leitura obrigatória sobretudo aos profissionais do Direito, aos seus agentes, àqueles que patrocinam a cultura. Traz excelente contribuição na matéria, colaborando, em decorrência, para o desenvolvimento cultural do Brasil”, complementa Odete Medauar Professora titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

Fábio de Sá Cesnik é advogado e sócio do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados, especializado em entretenimento, cultura e terceiro setor, onde presta consultoria jurídica para empresas patrocinadoras de cultura, artistas, produtores culturais e projetos sociais. Entre os clientes atendidos estão empresas, grupos de comunicação, produtores culturais e artistas.

Bacharel em Direito e Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), Cesnik é coautor dos livros Projetos Culturais: Elaboração, Administração, Aspectos Legais e Busca de Patrocínio, na 5ª edição, e do livro Globalização da Cultura.

Colunista de vários veículos, incluindo a revista Panorama Audiovisual, Cesnik possui artigos publicados em diversos livros, revistas e jornais. É professor na área de incentivos fiscais à cultura de diversas escolas, dentre as quais Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Faculdades São Luís, Faculdade Jorge Amado, dentre outras.

O livro lançado pela editoria Monole tem 408 páginas e está disponível nas principais livrarias do país.

Fonte: Panorama Audiovisual

Mercado editorial brasileiro cresce 7,36% em 2011

Levantamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), sob encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), indica que o setor cresceu 7,36% em faturamento em 2011, na comparação com 2010, para R$ 4,84 bilhões. Sem o efeito da inflação (6,5% pelo IPCA), contudo, o aumento real foi bem mais modesto, de 0,81%

Os dados da pesquisa “Produção e vendas do setor editorial brasileiro” também revelam que o número de títulos editados no ano passado subiu 6,28%, alcançando 58.192, e o total de exemplares vendidos cresceu 7,2%, para 469,47 milhões. Já o número de exemplares produzidos aumentou 1,47%, para 499,79 milhões.

As vendas de livros para o governo impulsionaram o faturamento do setor, com aumento nominal de 21,2%. Em relação às vendas ao mercado, que incluem as livrarias e demais canais de distribuição, o faturamento apresentou crescimento de 3,02%.

Para Karine Pansa, presidente da CBL, 2011 foi um ano ruim para todos os setores da economia se comparado ao anterior. “Livro não é produto de primeira necessidade, como o arroz e o feijão, e vai ser o primeiro item a deixar de ser comprado.” Mas ela ressalta que o mercado está seguro. “Estamos vivendo um momento de estabilidade com tranquilidade por saber que o mercado está estruturado para se manter mesmo em momentos difíceis”, declarou Pansa.

O segmento de livros científicos, técnicos e profissionais (CTP) obteve ótimo crescimento, faturando R$ 910 milhões contra os R$ 739 milhões de 2010. O aumento, de 23,10%, pode ser relacionado ao boom da educação superior, expresso no aumento de estudantes universitários e numa maior demanda por livros técnicos.

Nesta edição da pesquisa, 178 editoras participaram, sendo que 128 haviam participado também do levantamento de 2010, que contou com 141 empresas. Segundo Leda Paulani, coordenadora do estudo, a amostra deste ano responde por cerca de 20% do número total de editoras do país e por quase 60% do faturamento do setor.
E-books – A venda de livros digitais representou 0,2% do faturamento global do mercado de livros brasileiros. De acordo com a pesquisa, foram colocados no mercado 5,2 mil títulos de livros digitais, o que representou um crescimento de 50% sobre a base de títulos existente no fim de 2010. Ao todo, esses e-books faturaram R$ 870 mil.”Esperamos que a vinda da Amazon e outras livrarias como a da Apple ajude a desenvolver o mercado brasileiro que ainda é muito pequeno”, disse Sônia Jardim, presidente do Snel.A maior parte dos títulos digitais é de obras gerais, o que engloba os títulos mais vendidos ao público jovem, que respondeu por 4,1 mil dos 5,2 mil titulos lançados no ano passado. De acordo com Karine Pansa, o mercado editorial corre contra o tempo para atender uma demanda que já é maior que a oferta.
A íntegra da pesquisa deve ser disponibilizada no site da CBL nesta quinta-feira (12/7), apenas para associados da entidade.
*Com informações do jornais Valor Econômico e O Estado de S. Paulo e da Publishnews
Fonte: Cultura e Mercado

Biografia mais completa sobre Frida Kahlo chega ao Brasil com 30 anos de atraso

por Estela Cotes

Uma das imagens que ilustram o livro

A imagem de Frida Kahlo percorre o imaginário mundial depois de tantas reproduções de seus retratos, quase como um Che Guevara do México. Material não falta para remontar sua trágica história pessoal, além  das obras em tela. No Brasil, no entanto, não existia ainda o que chamam de “biografia definitiva” da artista mexicana, lançada oficialmente em 1983. “Frida – A Biografia” (Ed. Globo, 624 págs., R$ 64,90), da norte-americana Hayden Herrera chegou finalmente por aqui no final de outubro.

A diferença deste livro para as inúmeras opções na prateleira é a pesquisa. A escritora teve acesso ao diário de Frida e às cartas redigidas na infância. Entrevistou mais de cem pessoas, como Alejandro Gómez, o primeiro namorado, e Isamu Noguchi, escultor japonês e amante da pintora.

A personalidade forte, a inquietação mesmo diante da fragilidade física e os inúmeros romances. Nada escapa neste profundo mergulho na vida da artista, como o dia em que Noguchi fugiu da casa da mexicana antes de ser pego por Diego Rivera.

Hayden Herrera como historiadora de arte também interpreta e analisa a obra de Frida. A autora salienta a forte identificação das pessoas com o trabalho da pintora através do sofrimento. Para a norte-americana, todo mundo se interessa pelas aflições alheias. E deste assunto Frida Kahlo entendeu bem. Tragédia não faltou na sua vida: a perda do útero em um acidente de ônibus e as inúmeras traições de Diego Rivera são apenas dois exemplos.

Momentos polêmicos que se tornaram mito no México também são desvendados neste livro. Herrera investiga inclusive o mito de que Frida teria participado do espancamento de uma jovem lésbica que havia se interessado por ela, além de trazer detalhes sobre o romance com Leon Trotsky. “Frida – A Biografia” não traz novidades em imagens, as fotos escolhidas no livro já foram vistas em outras publicações. Seu texto balizou as filmagens de Julie Taymor para o longa estrelado por Salma Hayek e é sem dúvida a obra mais completa sobre a artista. Pelo menos até agora.

Fonte: Colherada Cultural

“MPB – A História de Um Século” será lançado, dia 27 de junho, pela Funarte

Com mais de 400 fotos e texto de Ricardo Cravo Albin, o livro retrata cem anos de história da música popular brasileira

Uma das mais esperadas reedições da Funarte, MPB – A História de Um Século será lançada, no dia 27 de junho, às 18h, na Sala Sidney Miller, no Rio de Janeiro. Escrito pelo pesquisador e produtor musical Ricardo Cravo Albin, o livro estava esgotado desde sua primeira edição, que é de 1998.

 

O lançamento contará com a participação do cantor Marcos Sacramento. No show para convidados, ele apresenta um repertório bem variado, percorrendo ritmos e compositores que construíram a base do que é hoje a música popular brasileira. Aquarela do Brasil, de Ary Barroso; Luar do Sertão, de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco; Caminhando, de Geraldo Vandré, e Carinhoso, de Pixinguinha e Braguinha, são algumas das canções incluídas no roteiro.

 

Revista e ampliada, a nova edição de MPB – A História de Um Século – agora em português, inglês, espanhol e francês – é dividida em duas partes. Na primeira, quatro capítulos revelam as origens da MPB, os diferentes ritmos e gêneros, e os compositores que marcaram cada fase da rica produção musical brasileira.

 

Na segunda parte, uma seleção de imagens exibe, a cada década, os mais importantes intérpretes e compositores, que ajudaram a consolidar a música brasileira e a torná-la respeitada e apreciada no mundo inteiro. Em 400 fotos, estão retratados desde Chiquinha Gonzaga (anos 10), Ary Barroso e Carmen Miranda (anos 30), passando por Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Cartola, Chico Buarque, Roberto Carlos (anos 60/70) até Cazuza (anos 80) e Marisa Monte (anos 90), entre outros.

 

Sobre o autor


Considerado um dos maiores pesquisadores da música popular brasileira, Ricardo Cravo Albin nasceu em Salvador (BA), em 1940. Formado em Direito, Ciências e Letras, encontrou na paixão pela música outros caminhos profissionais a seguir. Historiador de MPB, produtor musical, produtor de rádio e televisão, crítico e comentarista, Albin é também autor de diversos livros sobre assuntos variados.

 

Entre 1965 e 1971, fundou e dirigiu o Museu da Imagem e do Som – MIS. Foi, ainda, diretor geral da Embrafilme e presidente do Instituto Nacional de Cinema (INC). Desde 2001, preside o Instituto Cultural Cravo Albin, para o qual doou todos os seus bens. Sua maior obra, o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, é referência na área de pesquisa musical e está disponível em meio digital, com cerca de sete mil verbetes.

 

MPB – A História de Um Século
De Ricardo Cravo Albin
Ed. Funarte
528 páginas
Preço sugerido: R$ 170,00

 

Lançamento: 27 de junho, quarta-feira, às 18h
Local: Sala Funarte Sidney Miller
Rua da Imprensa, 16 – Centro, Rio de Janeiro (RJ)

Show com Marcos Sacramento
Entrada franca (sujeita à lotação da Sala)

Fonte: Assessoria de Imprensa – Funarte

A quantas andam as vendas de livros no Brasil?

Uma auditoria realizada pela GFK Brasil, nos primeiros cinco meses deste ano, mostra que do universo de 4.500 analisadas editoras analisadas, apenas 10 foram responsáveis por quase 30% do faturamento do mercado editorial no Brasil.

Para que se tenha uma ideia do levantamento, pioneiro por medir o mercado no ponto de venda ao consumidor, cinco destas 10 maiores editoras responderam, por exemplo, por 18% do total arrecadado com a venda de livros no varejo brasileiro, enquanto as três tops concentraram 12% do montante.

Dentre os 150.000 títulos verificados, 20 responderam por 8% do faturamento do setor. Já os dez títulos mais expressivos foram responsáveis por 5,8%, enquanto três deles contribuíram com 3,6% da arrecadação total.

O estudo levou em conta o cenário de vendas em livrarias, sites e diversos pontos de venda – como lojas de departamentos e hipermercados – que comercializam livros no País. Além dos livros tradicionais, também foram pesquisados e-books e áudio books em três categorias: Não Ficção (Direito, Medicina, Ciências etc.), Ficção (Literatura, Jogos) e Infantil Juvenil (ficção e não ficção).

“A divulgação de indicadores sobre o mercado editorial agora faz parte do escopo de trabalho da GfK no Brasil. Trazemos a expertise de nossas operações em 14 países, onde a apuração de dados junto a varejistas de livros já é uma prática consolidada. A expectativa é que esse levantamento seja contínuo para subsidiar a tomada de decisões estratégicas e táticas de editoras e livrarias”, explica Diogo Bettencourt, gerente de novos negócios da GfK Brasil.

A evolução das vendas no Brasil

O Painel de Livros da GfK Brasil procurou apresentar o perfil das vendas ao consumidor final realizadas no País. Em função disso, o mês de janeiro – considerado a base de 100% – é o que apresentou o maior volume de saídas de livros, já que agrupou dois fenômenos responsáveis pelo aumento da demanda: época de férias e procura por livros didáticos.

Mas ao longo do ano o volume diminui. Fevereiro registrou a queda mais brusca dos cinco meses analisados: 24,7%. Em março houve alta de 4,8% no total de unidades vendidas e abril foi marcado pela queda de 5,2% no volume de vendas, enquanto maio apresentou alta de 7,5%.

Basicamente entre janeiro e fevereiro houve uma queda no faturamento da venda de títulos da ordem de 20,6%. Entretanto no período, o preço médio do livro subiu 5,5%. E nos meses de abril a maio o faturamento voltou a subir em 5,6% enquanto o preço caiu em 1,8%.

A auditoria apurou também o comportamento das vendas por categorias, sempre tendo como base o mês de janeiro (100%). Em fevereiro, no segmento de não ficção, as vendas foram da ordem de 83%, com alta em março (90%), queda em abril (77%) e nova alta em maio (81%). Já nos livros de ficção a queda foi maior: 71% em fevereiro, 73% em março, 73% em abril e 78% em maio. Na categoria infantil e juvenil a oscilação das vendas registrou 73% em fevereiro, 78% em março, 79% em abril e 87% em maio.

A categoria mais importante, de janeiro e maio, tanto em volume de unidades vendidas quanto em faturamento, foi a de não ficção, que representou 71,7% do faturamento do mercado e 61% do volume de livros vendidos. Já em unidades, os gêneros mais vendidos foram Literatura Estrangeira (17% do total do mercado) e Infantil e Juvenil (15,5%). Em faturamento, o destaque ficou com Ciências (17,8%), seguido de Administração/Economia/Informática (16,4%).

“A taxa de analfabetismo no Brasil está caindo e isso possibilita ampliar o mercado consumidor. Por outro lado, o País apresenta distorções que dificultam melhorar o cenário. Enquanto o preço médio do livro de ficção aqui é de R$ 32,00, na França é de R$ 26,10. O de não ficção no Brasil custa em média R$ 49,40 e na França R$ 34,60. Já o Infantil/Juvenil – que no varejo brasileiro é vendido por R$ 28,60, em média –, é comercializado a R$ 18,50 na França”, explica Claudia Bindo, gerente de atendimento da GfK Brasil, ressaltando que o contraste fica ainda maior quando se analisa a média geral. “Se por um lado o preço médio do livro no Brasil é de R$ 45,00 e temos uma renda per capita média abaixo de R$ 30 mil por ano, na França o livro custa menos da metade do vendido aqui, enquanto a renda da população deles é três vezes maior que a brasileira”, conclui Claudia.

Fonte: Portal No Varejo

“Almanaque da Música Pop no Cinema” compila histórias e curiosidades de trilhas sonoras

por Estela Cotes

Em 1927, “O Cantor de Jazz” chegou às telas para revolucionar o cinema. O filme estrelado por Al Jolson foi o primeiro a ter diálogos e trilha sonora sincronizados às cenas. De lá para cá o casamento entre música e a sétima arte se tornou imprescindível tanto pelo aspecto comercial quanto pelo resultado artístico.

A relação entre estas duas vertentes chamou a atenção do apresentador e escritor Rodrigo Rodrigues quando ele ainda estava no colégio. Como guitarrista da banda Soundtrackers desde 2008 ele reproduz no palco clássicos que marcaram filmes vencedores de bilheteria. A pesquisa para o repertório virou também livro, o recém-lançado “Almanaque da Música Pop no Cinema” (Editora Lua de Papel, 216 págs., R$ 59,90).

The Wonders, filme com trilha sonora original
The Wonders, filme com trilha sonora original

Na obra, Rodrigo conta em ordem cronológica a história e algumas curiosidades de filmes desde os anos 60, quando Elvis Presley investiu no cinema para vender mais discos. A cada título o autor enumera a playlist e revela fatos interessantes. Em “Titanic”, por exemplo, James Cameron queria Enya para a sua trilha sonora, mas depois de muitos contratempos, Celine Dion foi a escolhida e “My Heart Will Go On” virou uma das mais conhecidas do século passado.

Aproveitando o lançamento do livro, o Colherada conversou com Rodrigo Rodrigues sobre as músicas mais marcantes do cinema e o futuro deste casamento um pouco em crise nos anos 2000.

COLHERADA CULTURAL: Quais foram os critérios para a seleção?
Rodrigo Rodrigues: Esta primeira edição do livro está muito em cima do repertório da minha banda. Foram curiosidades que descobri enquanto buscava as canções mesmo e mais um chorinho de filmes importantes, mas que não funcionam em um show como “Titanic”.

C.C.: E como começou esta pesquisa, pelos filmes que você mais gostava?

R.R.: A música manda, mas é importante que o filme tenha sido relevante. Nós recorremos muito aos anos 80 porque era muito comum na época que um filme tivesse uma música de sucesso tocando nas rádios. Este casamento música pop e cinema foi muito fértil nesta década.

C.C.: Em que momento a trilha passa a ter uma importância até comercial no cinema?
R.R.: Com Elvis Presley, no final dos anos 50. Descobriram o adolescente como consumidor e não a toa o empresário de Elvis se ligou que eles poderiam vender muitos discos chamando a atenção das pessoas pelos filmes. Acho que o boom desta cultura pop chega nos anos 80 por isso ela muito emblemática. Como as rádios nesta época eram muito fortes, era muito comum os produtores de um longa encomendar uma música de algum artista pop. Hoje em dia, os filmes voltam lá para anos 60, 70 e 80 para pegar trilhas famosas. “Homem de Ferro”, por exemplo, é todo com AC/DC.

Capa do livroCapa do livro

C.C.: Atualmente existe uma escassez de trilhas marcantes no cinema?
R.R.: Acho que o último caso, o mais recente, é “Letra e Música”, com o Hugh Grant e a Drew Barrymore. É um filme de 2007 que não teve tanto sucesso, mas tem música inédita que toca até hoje na rádio. Outros casos como este ficam cada vez mais raro e esparsos.

C.C.: E por que você acha que a música pop de hoje não ganha as telas?

R.R.:  O cinema tem um aspecto um pouco mais preguiçoso. Ele prefere pegar uma música que já foi sucesso do que compor alguma coisa nova. Hoje em dia também as coisas acontecem de uma maneira diferente. A música bomba primeiro na MTV e na internet, não é mais na rádio. Encomendar uma canção a um artista é um processo trabalhoso, envolve um monte de gente, é complicado. Tem um exemplo bem recente de quando apostaram e a trilha não vingou tanto. Na nova versão de “Karatê Kid”, tem uma canção do Justin Bieber, do John Mayer, mas ninguém deu muita bola. Talvez isso demonstre que tanto faz.

C.C.: Quais são os melhores exemplos de trilhas que se sobressaem ao filme?
R.R.: Vou até pular Elvis e Beatles porque eles realmente faziam discos para vender filmes. De cara então, “Embalos de Sábado a Noite” com a trilha dos Bee Gees, tanto que a música empresta o nome ao filme. “The Wonders” também tem uma trilha inteira composta para uma banda fictícia e toca no rádio até hoje. Dos anos 80 podemos citar vários: “De Volta para o Futuro”, “Men of The Moon”.

C.C.: Como e quando surgiu a ideia de montar uma banda dedicada a soundtracks?
R.R.: Estava no colégio ainda lá no Rio de Janeiro, em meados dos anos 1990. Ganhei um CD de um amigo que tinha voltado do Japão, era uma coletânea de música pop no cinema dos anos 80. “Caça-Fantasma”, “Footloose”, “Goones”… Comecei a ouvir aquilo e pensei, caramba isso é um show. Em 2008, quando resolvi voltar a tocar decidi montar uma banda temática e lembrei desta história.

CLIQUE NA IMAGEM e relembre algumas trilhas que marcaram o cinema

De Volta para o Futuro e outros filmes com trilha marcante. Clica!
De Volta para o Futuro e outros filmes com trilha marcante. Clica!
Fonte: Colherada Cultural

Zeca Camargo e Paulo Markun serão curadores da Bienal do Livro de SP

Os jornalistas Zeca Camargo, Palo Markun e o diretor do Museu da Língua Portuguesa Antonio Carlos Sartini, serão os curadores da Bienal do Livro de São Paulo, que acontece em agosto deste ano, informou em comunicado oficial nesta quarta-feira, 21, a Câmara Brasileira do Livro.

De acordo com a CBL, os organizadores já estão trabalhando nos conceitos para esta edição do evento literário. A 22ª Bienal de São Paulo acontece entre 9 e 19 de agosto no Pavilhão do Anhembi. Os diferentes perfis dos curadores, segundo nota, deve atrair público mais variado à feira.

A última edição da Bienal, em 2010, recebeu cerca de 700 mil pessoas. A curadoria nesse ano foi de Danilo Santos de Miranda, Hubert Alquéres e Augusto Massi.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Rolling Stones comemoram 50 anos de carreira com documentário e biografia autorizada

Depois de anunciar que sua turnê comemorativa vai ficar para 2013, a banda inglesa Rolling Stones comemora 50 anos de carreira com o lançamento de um documentário que traça sua trajetória. Dirigido por Brett Morgen, produzido por Victoria Pearman e co-produzido por Morgan Neville, o filme é considerado o único oficial sobre o quarteto.

O diretor promete horas de material inédito sobre a banda, tirado direto dos acervos pessoais dos músicos, que também emprestam seus depoimentos ao filme. “Para todos aqueles que querem conhecer e experimentar o som da banda, esse longa-metragem vai desafiar as convenções e criar um caleidoscópio de imagens e sons que transportará os espectadores direto para o centro do mundo dos Stones”, disse em comunicado. 

Apesar da formação ter sido feita em 25 de maio, a banda só lançará o filme em setembro de 2012. Antes disso, uma biografia autorizada deve ser apresentada ao público em julho deste ano. Editada pela Thames & Hudson, terá fotos e depoimentos também de Mick, Keith, Ron e Charlie. 

Fonte: UOL

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