Museus: olhar para o futuro

Guardiões da cultura dos povos, os museus têm hoje o desafio de buscar uma inclusão na cidade e no ambiente social em que estão inseridos. Não é mais suficiente preservar e oferecer o acervo à visitação. Os museus precisam atuar no presente e olhar para o futuro; assumir a multiplicidade de papéis que a população espera deles e, assim, se constituir em pólos dinâmicos, promotores da vida cultural.

Sabemos que a limitação de recursos financeiros é um problema importante a considerar. Por isso, é imprescindível que os museus diversifiquem suas fontes de recursos, não dependendo exclusivamente do orçamento direto dos órgãos a que estão vinculados. Esta é uma das questões centrais da gestão dos equipamentos culturais, tema debatido amplamente no 4º Encontro Paulista de Museus, realizado em junho, na capital paulista, com a participação de cerca de 1.000 profissionais atuantes no Estado.

Organizados pela Secretaria de Estado da Cultura, os Encontros são apenas uma das ações governamentais voltadas à qualificação dos museus paulistas. O Sistema Estadual de Museus (SISEM), também mantido pelo Estado, trabalha permanentemente no fomento ao diálogo, na articulação de redes regionais e temáticas, em assistências técnicas e oportunidades de aperfeiçoamento para os profissionais da área.

Este ano, por exemplo, o Curso de Capacitação Museológica – gratuito – acontecerá nas cidades de Itapeva e Ribeirão Preto, beneficiando profissionais das duas regiões. Esta edição do curso promoverá discussões sobre curadoria, técnicas de expografia, montagem, conservação preventiva e elaboração de projetos, conhecimentos indispensáveis para todos os profissionais de museus.

Como resultado do trabalho desenvolvido pelo SISEM, a Secretaria anunciou durante o Encontro outra iniciativa importantíssima: a criação de dois editais do Programa de Ação Cultural (ProAC) voltados especificamente para museus, com verba total de R$ 550 mil. O primeiro edital vai apoiar cinco projetos de difusão de acervos museológicos, cada um com prêmio de R$ 50 mil; o segundo, terá três prêmios para projetos de preservação de acervos, de R$ 100 mil cada um.

A intenção, com esta iniciativa, é fornecer mais um mecanismo de financiamento público para os museus, buscando uma gestão profissionalizada, que planeja e recorre a múltiplas fontes de recursos para implantar projetos novos.

As inscrições para os dois concursos estão abertas até os dias 15/8 (difusão) e 17/8 (preservação de acervos); todas as informações necessárias estão disponíveis no site da Secretaria. Trata-se de uma oportunidade ímpar para que as instituições, principalmente as do interior, desenvolvam ações novas, com potencial para movimentar sua programação e abrir novos diálogos com o público. Ambos os editais exigem contrapartidas, na forma de capacitações, palestras, seminários e o ficinas relacionadas aos temas trabalhados.

A Secretaria de Estado da Cultura tem uma grande expectativa quanto ao sucesso desses dois editais – acreditamos que serão apenas os primeiros – em consonância com a relevância dos museus para a vida cultural da atualidade. Por isso, a participação das instituições é imprescindível para que possamos justificar, no futuro, novos e mais vultosos investimentos em editais específicos para museus

Fonte: Cultura e Mercado

Funarte anuncia destinação de R$ 161 milhões para as artes

A Fundação Nacional das Artes (Funarte) anunciou a destinação de R$ 161,7 milhões para projetos nas áreas de circo, dança e teatro, artes visuais, música e artes integradas, em cerimônia realizada no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (2/8). Segundo o presidente da Funarte, Antonio Grassi, o orçamento é 60% maior em relação ao ano passado.

Entre as ações estão prêmios, concessão de bolsas, cursos de capacitação artística e técnica e programas internacionais. Compareceram ao lançamento do Programa de Fomento às Artes a ministra da Cultura, Ana de Hollanda; o diretor Domingos de Oliveira; as atrizes Maria Pompeu e Aracy Cardoso; e o deputado federal, Antônio Roberto Soares (PV/MG), que integra a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

Do total de recursos, cerca de R$ 9,4 milhões serão destinados às ações internacionais. Um dos destaques é a realização do Ano Brasil Portugal, que começa no dia 7 de setembro e termina em 10 de junho de 2013.

Nos próximos dias, segundo Grassi, será lançada a página na internet que receberá inscrições de projetos. O Brasil também será representado, na Bienal de Arquitetura de Veneza, em agosto, com uma exposição da obra de Lucio Costa.

Para o circo, dança e teatro, serão destinados R$ 43,6 milhões. O Prêmio Myriam Muniz – uma das principais ações de estímulo à produção teatral no país – receberá R$ 12 milhões. Também serão lançadas novas edições do Prêmio Klauss Vianna de Dança e do Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo, cada um com investimento de R$ 6 milhões.

A mostra A Gosto de Nelson, em cartaz até 31 de agosto, nos Teatros Dulcina e Glauce Rocha, no Rio, é outro destaque. Em comemoração ao centenário de nascimento do dramaturgo, grupos de onze estados brasileiros encenam as 17 peças de autoria do dramaturgo. Também está previsto o mapeamento da dança e do circo, que permitirá não só conhecer a realidade de cada área, mas adequar essa realidade às políticas e ações propostas para esses setores.

Para a área da música serão repassados R$ 18,8 milhões. Os recursos serão aplicados em painéis, prêmios, concessão de bolsas, além do apoio a festivais, feiras e bandas. Entre as novidades estão o Prêmio Funarte de Música Brasileira e o Prêmio Funarte de Circulação de Música Erudita, que serão lançados em breve.

As artes visuais terão R$12,5 milhões para o lançamento de editais como Rede Nacional de Artes Visuais, Prêmio Marcantonio Vilaça e Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, além de oficinas, bolsas e ocupação das galerias da Funarte em cinco capitais.

Para as artes integradas serão destinados R$ 33,8 milhões para preservação e difusão do acervo, publicação de livros e concessão de bolsas. Realizadas pela Funarte, em conjunto com a Fundação Biblioteca Nacional, as Bolsas de Criação e de Circulação Literária tiveram o prazo de inscrições, que terminaria no dia 2 de agosto, prorrogado por mais uma semana, segundo Grassi. O Programa Mais Cultura – Microprojetos Rio São Francisco, que conta com orçamento de R$ 16 milhões, contemplou 1050 projetos, a serem executados.

O presidente da Funarte destacou, ainda, a restauração e reequipamento do Teatro Brasileiro de Comédia – TBC, em São Paulo, com término previsto para 2013, e da Aldeia de Arcozelo, em Paty do Alferes (RJ).

*Com informações do site da Funarte

Fonte: Cultura e Mercado

Mídia e entretenimento: gastos de US$ 1,6 trilhão

Consumo desses segmentos deve chegar a US$ 2,1 trilhões em 2016, liderado pela expansão digital

por Sergio Damasceno
O gasto global com serviços de mídia e entretenimento foi de US$ 1,6 trilhão no ano passado e deve chegar a US$ 2,1 trilhões até 2016, segundo o Global Media and Entertainment Outlook, realizado pela PricewaterhouseCoopers (PwC). Esse crescimento será sustentado sobretudo pelo crescimento da distribuição digital em oposição à distribuição física de mídia e entretenimento. O relatório da PwC aponta que os gastos desses setores no meio digital serão responsáveis por 67% do total nos próximos cinco anos. Os dados foram divulgados pelo site TechCrunch, da AOL.

Se a distribuição digital significa mais eficiência e menos gastos com entretenimento e mídia, a tendência de digitalização da distribuição ajudará alguns setores como o de música, que será puxado pelas compras digitais, e que crescerá em 2013, depois de anos em queda. Segundo o estudo da PwC, um terço de todos os gastos com música em 2011 foram de meios digitais, os quais ultrapassarão os meios físicos (sobretudo o CD) em 2015. Assim como os gastos com anúncios digitais para revistas de consumidores finais também ultrapassarão as despesas com anúncios impressos para esse setor.

O digital também continuará outros formatos antigos: os serviços de streaming de vídeo e over the top (OTT) responderão por gastos de UUS$ 11 bilhões em 2016 e ultrapassarão os gastos com TV por assinatura já este ano. A PwC registra ainda outros pontos: a circulação digital paga de revistas responderá por 6,5% da circulação total em 2016. Quanto aos livros, as publicações em papel cairão 11% enquanto o gasto com e-books aumentará 30,3% e chegará a US$ 20,8 bilhões em 2016, ou 18% do total desse segmento. Os EUA responderão por 61% de todo o gasto global com e-books.

Em relação apenas aos gastos gerados por consumo – de mídia e entretenimento – a conta chegará perto de US$ 1 trilhão em 2016 (serão US$ 966 bilhões). Os vídeos games serão o segmento com o mais rápido crescimento em gastos para o consumidor final nos próximos cinco anos, seguidos pelas assinaturas de TV paga. Serviços analógicos como revistas impressas entram em declínio. Em termos de infraestrutura, os gastos com acessos à internet (fixos e móveis) crescerão para US$ 493 bilhões em 2016, ante os US$ 317 bilhões gastos no ano passado. O acesso móvel, que já responde por 40% de todos os acessos de internet, chegará a 46$ em 2016. No mundo, são 1,2 bilhão de pessoas que acessam a internet por meios móveis e serão 2,9 bilhões até 2016. Na Índia, os acessos móveis serão de 50%.

Publicidade

A publicidade continua a crescer, mas em curva menor do que o registrado em 2007 e até mesmo em 2010. No ano passado, os gastos com publicidade cresceram 3,6%, ante os 7% de 2010, impulsionados principalmente pela Copa do Mundo e pelos Jogos de Inverno. Impacto semelhante devem ter os Jogos Olímpicos de Londres este ano. O gasto publicitário em 2011 foi de US$ 486 bilhões e deve chegar a US$ 661 bilhões em 2016. O crescimento da publicidade digital continuará a se sobrepor aos formatos tradicionais. Até 2016, a publicidade online crescerá a uma taxa média de 16%, com os anúncios de vídeo game com expansão de 11,2% ante apenas os 6,6% de publicidade na TV, de 3,8% no rádio e de 3,5% no segmento impresso. A publicidade móvel deverá chegar aos US$ 24,5 bilhões em 2016 (US$ 5,2 bilhões este ano).

O Brasil, cuja taxa de crescimento médio em entretenimento e mídia está calculada em 10,6% até 2016, deverá ultrapassar o Canadá e a Itália (passou a Coreia do Sul no ano passado) e se tornará o sétimo maior mercado no setor.

Fonte: Meio & Mensagem

Musicais da Broadway apostam em novo modelo para atrair investidores

Os musicais da Broadway geralmente custam entre US$ 5 milhões e R$ 10 milhões, dinheiro que costuma vir de investidores experientes que não se importam caso o investimento (US$ 50 mil, em média) fracasse. No entanto, o cenário parece estar mudando. O musical “Godspell”, em cartaz nos Estados Unidos, introduziu um novo tipo de negócio no mercado.

São pequenos investidores, que aportam quantias de US$ 1 mil e, em troca, recebem a chance de conhecer de perto os bastidores das produções, desde o planejamento estratégico até o acesso ao produtor do musical.

De acordo com o jornal americano The New York Times, espera-se que o novo modelo traga novos investidores a um indústria antiquada, que depende da bondade de magnatas do setor imobiliário e de “divorciados com bons advogados”.

Ken Davenport, produtor principal de Godspell, afirmou que não espera lealdade destes novos investidores, já que cerca de 75% dos musicais acabam perdendo dinheiro. ”Em grandes shows, ouvi muitas vezes os investidores se queixarem de não ter a chance de conhecer o produtor, ou se sentir parte do processo, e não há nenhuma razão para pensar que essas pessoas vão continuar a investir se eles se sentirem desprezadas “, afirma.

Ele cita a campanha presidencial de Obama em 2008, financiada por pequenos doadores através da plataforma de crowdfunding Kickstarter com uma inspiração para o novo modelo. O processo burocrático que envolve o esquema proposto por Davenport ainda deixa muitos produtores céticos. Ainda sim, eles estão vigiando de perto.

Para ler a íntegra da matéria, em inglês, clique aqui.

*Com informações do jornal The New York Times

Fonte: Cultura e Mercado

U2 fecha ano de 2011 com maior faturamento em shows

Liderada por Bono, banda irlandesa superou nomes fortes como Bon Jovi e Take That. Foto: Ian Gavan/Getty ImagesO U2 foi a banda que mais faturou com shows em 2011. A turnê 360º arrecadou mais de R$ 520 milhões em 44 apresentações assistidas por cerca de três milhões de pessoas no mundo inteiro. As informações são do The Sun.

Campeão na categoria no ano passado, Bon Jovi caiu para o segundo lugar na lista da Billboardneste ano. O astro arrecadaou aproximadamente R$ 350 milhões em 68 shows com sua banda.

Já o Take That ficou em terceiro lugar, com uma turnê que contou com a pariticipação de Robbie Williams, pela primeira vez com a banda após 15 anos se dedicando somente à sua bem-sucedida carreira solo. Os lucros dos britânicos chegaram a R$ 340 milhões.

Uma das supresas da lista foi o violinista holandês Andre Rieu, onipresente em comerciais na televisão atualmente, que ficou em nono lugar. Ele se apresenta em São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera, em 2012.

Fonte: Terra

MinC e MEC investirão R$ 80 milhões em ações culturais nas escolas

Os ministros da Cultura, Ana de Hollanda, e da Educação, Fernando Haddad, assinaram nesta quinta-feira (8/12) acordo de cooperação técnica com o objetivo de desenvolver ações de políticas de Cultura para a Educação Básica. O pacto prevê, inicialmente, seis ações entre as duas pastas, com orçamento estimado em R$ 80 milhões para a primeira etapa, beneficiando cerca de 1 milhão de estudantes da rede pública de todo o país. A parceria pretende fazer da escola um grande espaço de produção e circulação da cultura brasileira, acesso aos bens culturais e respeito à sua diversidade.

Os dois ministérios já atuam juntos desde 2006 no Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL). Com o acordo, as pastas ampliam a área de atuação conjunta, incluindo outros segmentos, além da leitura. A integração de políticas de Educação e Cultura está presente no Plano Nacional de Cultura, que destina 15% de suas metas à promoção deste diálogo.  “No PNC temos muitos pontos que têm a ver com a educação. Não podemos penar no desenvolvimento de políticas públicas sem caminharmos juntos”, disse a ministra. Para Haddad, os programas mais exitosos dos dois ministérios se integram na ponta, com o acordo. “Vamos levar mais cultura para dentro da escola e mais educação para fora da escola”, disse Haddad.

As ações do acordo serão iniciadas em fevereiro de 2012 e culminarão com a formulação de uma Política Nacional de Cultura para a Educação. Até 2014, data da vigência do acordo, pretende-se atender cinco milhões de estudantes da rede pública de todo o país.

Três das ações do pacto serão realizadas por meio de edital. O Mais Cultura nas Escolas vai selecionar projetos que promovam a interface entre cultura e educação, propostos por escolas públicas participantes dos programas Mais Educação e/ou Ensino Médio Inovador, do Ministério da Educação, em parceria com Pontos de Cultura, artistas, grupos culturais, museus, bibliotecas e espaços culturais diversos.

A ação Agentes de Leitura/Mais Educação é a ampliação para a rede escolar de programa do Ministério da Cultura, em parceria com estados e municípios, que seleciona e capacita jovens para a formação de novos leitores. Pretende-se beneficiar 100 mil famílias brasileiras em 2012, com a seleção de quatro mil agentes. Cada agente, entre 18 a 29 anos, recebe um kit (com livros, mochila, uniforme e bicicleta), além de uma bolsa mensal de R$ 400 para realizar visitas domiciliares, promovendo atividades de promoção de leitura com 25 famílias de alunos da escola, preferencialmente do Programa Bolsa Família. Outro edital a ser lançado é o do Cine Educação, quando será realizada capacitação de professores e disponibilizado acervo cinematográfico nacional de títulos da Programadora Brasil/Cinemateca Brasileira. Serão mil cines no ano que vem.

Entre as ações consta também o Programa Nacional Biblioteca Escolar – PNBE/Artes, que disponibilizará acervos de livros de arte e mídias diversas (discografia, filmografia, entre outros), a todas as escolas públicas.

Durante a vigência do acordo, será realizada ainda pesquisa, mapeamento e georreferenciamento de iniciativas que promovam interface entre Cultura e Educação. A ação envolverá elaboração de indicadores sobre as relações entre as práticas culturais que dialogam com as educativas, assim a definição do perfil territorial das áreas de influência das escolas públicas. O acordo prevê ainda formação continuada para professores de Artes, com previsão de atingir até 2014 cerca de 10 mil profissionais da área.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do MinC

Fonte: Cultura e Mercado

Artistas protestam na Câmara contra cortes na Cultura

BRASÍLIA – Artistas se reuniram na Câmara, nesta quarta-feira, para protestar contra cortes na verba orçamentária do Ministério da Cultura. O movimento dos artistas, puxado pelas duas comissões do Senado e da Câmara e pela Frente Parlamentar de Cultura, contou com a presença de alguns artistas da música, do circo, do teatro e da televisão, além de deputados da Casa. Veio do dramaturgo José Celso Martinez as declarações mais polêmicas no evento. O artista atribui à presidente Dilma todo o insucesso da pasta.

– Eu acho que a Ana (de Holanda, ministra) poderia ir muito mais longe se tivesse condições. No momento em que ela foi colocada lá para aceitar esse orçamento, ela foi cassada e virou bote. É um desvio falar mal dela. Eu fico louco porque a imprensa fica em cima dela. O assunto é diretamente a falta de política cultural do governo Dilma- disse o artista que, em outro momento do discurso, aproveitou para falar sobre a necessidade de aprovação do Pró-cultura e soltou uma frase que foi motivo de risos entre os presentes:

– Nós temos que mudar radicalmente. O Pró-cultura tem que ser aprovado imediatamente. Tem que botar um fogo no rabo desses deputados, da Dilma. Tem que acender um rojão nessa mulher e fazer ela entender que é fundamental para o país. O Brasil tem uma cultura riquíssima e interessa ao mundo inteiro.

A deputada Jandira Feghali (PcdoB-RJ), presidente da frente parlamentar Mista em defesa da Cultura, não quis polemizar o assunto e apenas enfatizou o desinteresse do governo:

– Não é possível que no século XXI, no ano de 2012, com uma demanda aumentada na área da Cultura, no momento em que precisamos integrar a cultura com a educação, com a comunicação, e onde a sociedade exige conhecimento, que a gente tenha um orçamento menor que em 2011. Eu não quero entrar nessa questão interna de governo, mas a gente percebe ainda que a cultura não é prioridade nem no Brasil, nem nos estados e nem nos municípios.

O artista circense de Brasília Hugo Leonardo comparou a atuação do ex-ministro Gilberto Gil ao da atual ministra Ana de Hollanda:

– Eu lembro muito bem que quando estava todo mundo falando mal do Gilberto Gil, a gente conseguiu reverter um quadro da renda total do nosso país para a área da Cultura. Ainda é sempre muito pouco, mas a gente via uma iniciativa mais incisiva. Sinceramente, as relações políticas da ministra não nos favorece nesse sentido.

O movimento é por conta dos investimentos federais em cultura no Brasil que podem ser reduzidos em 2012, pela segunda vez consecutiva. A primeira foi no primeiro orçamento feito para o governo Dilma Rousseff, que passou de R$ 2,29 bilhões em 2010 para R$ 2,13 bilhões em 2011. Já para o próximo ano, o valor está previsto pelo governo para R$ 1,79 bilhão. A intenção agora é aumentar a verba com emendas parlamentares para a Cultura. A senadora Lídice da Mata (PSB-BA), presente no encontro, anunciou que o senado aprovou nesta terça-feira uma emenda no valor de R$500 milhões para o ministério. A deputada Fátima Bezerra (PT-RN) disse ter destinado R$ 800 milhões referente a duas emendas, uma sobre politicas de museus e outra para a leitura.

Fonte: O Globo

10ª Bienal do Livro da Bahia espera movimentar R$ 7 milhões

A 10ª Bienal do Livro da Bahia acontece de 28 de outubro a 6 de novembro, com a expectativa de movimentar R$ 7 milhões e vender 500 mil livros.

Foram investidos R$ 3,2 milhões nesta edição da feira, que traz algumas novidades. Uma delas é a Livro Encenado, atividade que terá curadoria de Adelice Souza e que será realizada nos mesmos moldes da organizada na Bienal do Rio. As duas feiras são organizadas pela Fagga l GL exhibitions.

Autores baianos como Castro Alves, Gregório de Mattos e Jorge Amado serão lembrados no espaço do Livro Encenado. Jorge Amado será celebrado em vários outros espaços da feira, já que em 2012 será o ano do centenário de seu nascimento.

Espera-se também um aumento no número de visitantes. Em 2009, foram 272 mil pessoas ao longo de seus 10 dias.

A Bienal da Bahia será realizada no Centro de Convenções da Bahia (Av. Simon Bolivar s/n° – Salvador/BA).

Para saber mais, acesse www.bienaldolivrodabahia.com.br.

*Com informações do Publishnews

Fonte: Cultura e Mercado

Governo de SP lança edital para produção de livros de fotografia

Pela primeira vez, o Programa de Ação Cultural (ProAC) mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo lança um concurso para apoiar a publicação de livros de fotografia. Publicado esta semana, o edital estipula 10 prêmios no valor de R$ 40 mil para projetos inéditos com o tema urbanidade e desenvolvimento das cidades de São Paulo.

As inscrições já estão abertas e devem ser feitas até o dia 10 de outubro. Para participar, os interessados devem residir no Estado de São Paulo há mais de dois anos.

As propostas devem atender alguns requisitos básicos: os livros deverão ter pelo menos 50 páginas e tiragem de 1.000 exemplares. Os selecionados terão oito meses para executar seus projetos, a contar da assinatura do contrato com a Secretaria. Numa forma de garantir a interiorização do incentivo, pelo menos duas propostas serão selecionadas entre proponentes que residem fora da Capital.

Clique aqui para saber mais sobre o edital.

*Com informações do sita da Secretaria de Estado da Cultura

Fonte: Cultura e Mercado

São Paulo anuncia R$ 93 milhões para projetos culturais

por Marco Tomazzoni

Em encontro no Palácio dos Bandeirantes nesta segunda-feira (22), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou aumento da verba do ProAC – Programa de Ação Cultural, iniciativa que aproveita recursos de renúncia fiscal através do ICMS. Inicialmente, estavam previstos para este ano R$ 60 milhões, mas o valor foi elevado para R$ 93 milhões, o maior desde que o ProAC foi criado, em 2006.

Podem pleitear o recurso projetos de qualquer área, de cinema, teatro e música a patrimônio histórico, televisão e circo, sem restrição. Só em 2011, houve 1,6 mil inscrições.

Depois de aprovados, os proponentes podem captar recursos na iniciativa privada ou em empresas estatais. Por isso, não surpreende a presença na reunião de diversos representantes da área artística – estavam lá, por exemplo, a atriz Glória Menezes, Juca de Oliveira, o cineasta Hector Babenco, o produtor Francisco Ramalho Jr, Paulo Goulart Filho e o arquiteto Ricardo Ohtake, entre outros.

Se a ideia do anúncio era só comemorar, o que se seguiu foi um debate intenso pela ampliação de recursos do Estado para a cultura. Um dos mais inflamados era Babenco, diretor de “O Passado” e do sucesso “Carandiru”. “Leis e subsídios são fundamentais para o trabalho da gente. O ProAC tem de crescer”, afirmou. “Não quero mesada. Quero projetos de um Estado que sozinho é o maior país da América Latina”, disse, se referindo ao orçamento estadual. “Vocês não estão sabendo lidar com a gente.”

Juca de Oliveira apontou problemas para conseguir a divulgação de peças e as temporadas curtas de espetáculos, de dois meses, seriam reflexo disso. Já o ator Odilon Wagner, representante da Associação dos Produtores Teatrais Independentes, defendeu que a área cultural faz a economia girar. “A cada real investido em cultura, R$ 3 retornam para o Estado nessa cadeira produtiva. Falta compreensão desse valor econômico.”

Em resposta às reinvidicações, Alckmin declarou que o governo vai estudar formas de promover peças, filmes e outras inicitiavas de maneira mais ampla, sem ser individual, e criará um programa em conjunto com a secretaria estadual da Educação, chamado Cultura na Escola.

“São cinco milhões de alunos e 250 mil professores na rede estadual. Temos escolas que têm teatros, abrem no fim de semana e proporcionam locais para exibições diversas, o que vai possibilitar um bom link entre a cultura e a educação.”

Fonte: Último Segundo

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