MinC divulga indicadores de preços da Cultura referentes a junho

O Ministério da Cultura divulgou nesta quarta-feira (25/7) mais uma atualização da pesquisa dos indicadores nacionais de preços da Cultura. As informações são referentes ao mês de junho nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

A pesquisa atualiza valores de serviços e mão de obra do universo da produção cultural a partir de parâmetros e técnicas de mercado. Os indicadores compõem levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

No trabalho são encontrados divesificados preços, incluindo, por exemplo, valores de mão de obra de cinegrafistas, coreógrafos, diretores e técnicos em variados segmentos. A pesquisa foi lançada em outubro do ano passado.

Clique nos links abaixo para conferir os valores atualizados:

Serviços

Mão de obra

*Com informações do site do MinC

Fonte: Cultura e Mercado

Setor musical precisa afinar a gestão para continuar a crescer e movimentar R$ 1 bilhão

por Renata Cardoso

Imagine a trajetória de uma banda boa que por falta de harmonia entre os músicos começa a fazer apresentações mornas, frustrar o público e desagradar aos fãs. É mais ou menos dessa maneira que o setor de instrumentos musicais comporta-se nos últimos anos aqui no Brasil.

O segmento está em alta e a indústria nacional deve faturar em torno de R$ 700 milhões até o fim do ano. Esse resultado é escorado pelo crescimento de 11% nos últimos dois anos, segundo a Associação Brasileira da Música (Abemusica). O varejo deve movimentar mais em 2012: R$ 1 bilhão. O desafio agora é colocar a casa em ordem para manter e ampliar essa expansão.

Para isso acontecer, os empreendedores devem transformar o setor, que precisa deixar de ser ‘adolescente’ – guiado em boa parte de sua existência pelo amadorismo – e amadurecer. Caso contrário, será esmagado justamente pela falta de profissionalização. “A arte é para os músicos, não para quem tem uma loja. Quem trabalha com música deve se preocupar com o negócio”, explica Samy Dana, professor de economia da FGV-SP.

O varejo de instrumentos musicais conta com 1,5 mil pontos de venda no Brasil, mas a rua Teodoro Sampaio, em São Paulo, é o exemplo mais bem acabado de que o segmento precisa mudar. Lá funcionam 100 lojas especializadas que revezam-se em um abre e fecha constante.

Faltam metas e planos de negócios estruturados para minimizar as perdas provocadas por movimentos de escala mundial, como a crise econômica nos Estados Unidos, em 2008, e a que assola a Europa atualmente.

Foi justamente o caos na economia que provocou um revés na vida do empresário Vladimir Teixeira. Ele inaugurou, em 2001, a Hendrix World Music. A saúde financeira da pequena empresa estava boa. Mas aí o mundo entrou em recessão. “As pessoas pararam de comprar por causa da alta do dólar. Eu tinha que tomar providências e demitir pelo menos uma parte dos 70 funcionários, mas achava que a situação iria melhorar e protelava as decisões. Enquanto isso, as contas aumentavam”, relembra.

O desempenho das lojas não melhorou. E o empreendedor fechou unidades e demitiu funcionários. Para piorar, o registro que permitia a ele usar o nome Hendrix expirou e Vladimir envolveu-se em uma disputa judicial com os representantes do músico Jimi Hendrix – para retomar o negócio, o empresário optou por mudar a marca para VP Musical até o fim da disputa. “A Hendrix chegou a faturar R$ 2 milhões antes da crise”, relembra Vladimir.

Mais atento às necessidades e peculiaridades do setor que atua, o empresário decidiu cortar custos e recomeçar de forma mais modesta. “Ainda tem espaço para crescer, mas dessa vez terei o pé no chão. Hoje tenho apenas 15 funcionários.”

De acordo com dados da Abemusica, a participação da indústria nacional no segmento é incipiente e 90% do faturamento é composto pela venda de produtos fabricados fora do País.

Boa parte das novidades é apresentada ao público na Expomusic,maior feira do setor de instrumentos musicais da América Latina e que ocorre agora em setembro.

“O consumo de instrumentos tem características peculiares. As grandes marcas importadas são as preferidas”, explica Sinésyo Batista da Costa, presidente da Abemusica.

O fenômeno é explicável. A invasão de produtos estrangeiros teve o seu ápice na metade da década de 1990, quando o então presidente Fernando Collor de Mello promoveu a abertura econômica para o exterior. O panorama não alterou-se desde então e a indústria nacional perdeu força e também competitividade diante dos produtos fabricados principalmente na China.

O consumidor ganhou acesso a grandes grifes de equipamentos musicais e, com isso, aumentou o seu leque de opções no momento da compra.

Custo alto
Mas esse movimento cobra até hoje um preço alto desses mesmos clientes. Culpa da alta carga tributária. O jeito encontrado foi comprar no exterior, onde o custo para o consumidor final cai sensivelmente.

“O brasileiro já tem renda para comprar, mas ele vai fazer isso da forma mais vantajosa”, afirma René Moura, proprietário da importadora Royal Music. “Não faz sentido pagar R$ 5 mil por uma guitarra se com esse valor ele consegue ir até os Estados Unidos, aproveitar a viagem e ainda comprar o instrumento? ”, analisa o empresário.

E a culpa, para René, recai mesmo sobre os impostos. “O sistema brasileiro é nosso principal concorrente, pois com as altas tributações, fica mais atrativo comprar fora, mesmo sem o consumidor ter a garantia de contar com a assistência técnica disponível no País”, complementa.

Em atividade há mais de 20 anos, a Play Tech, hoje com cinco lojas físicas e uma virtual, atribui sua longevidade justamente à gestão empregada no negócio.

Marcelo Maurano, que administra a empresa, aprendeu com o pai, Pedro, a pensar no longo prazo e em todos os detalhes do empreendimento. “Sempre tem loja abrindo ou fechando. Normalmente, elas fecham porque foram muito imediatistas. Os donos muitas vezes nem levam em consideração a valorização imobiliária da região”, conta.

Ao falar sobre sua experiência, Marcelo deixa um ensinamento para os empresários do setor: planejar é mais do que preciso, é fundamental.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Lançada a terceira edição do “Guia do Incentivo à Cultura”

A utilização do incentivo fiscal é frequente em nosso país e é aplicada em vários campos da atividade humana. O incentivo à cultura, porém, sofre de uma carência de publicações que aliem aspectos doutrinários a uma ótica mais técnica. Apresentando tópicos importantes como leis federais, estaduais e municipais comentadas e benefícios fiscais para empresas investidoras, este livro é uma contribuição àqueles que se lançaram ou querem lançar-se no caminho da construção e da sedimentação responsável do nosso patrimônio artístico e humanístico.

A terceira edição deste livro, que já se tornou a principal referência da área, traz ainda a últimas alterações da Lei Rouanet, a partir da inclusão do sistema eletrônico de envio de projetos (Salicweb) e das recentes normatizações no campo audiovisual estatuídas pela ANCINE. Além disso, o leitor encontra na publicação as novidades da Lei do ICMS de São Paulo, com seus novos regulamentos, e sugestões precisas relacionadas com a difícil tarefa de captação de recursos.

O “Guia do incentivo à cultura” é uma obra de interesse para empresas que investem em cultura, profissionais como artistas, produtores e advogados, além de estudantes de Direito, Comunicação e Marketing. “Tenho certeza de que esse livro cumpre bem seu papel de permitir que os agentes culturais possam navegar nesse mar de leis de forma simples, clara e pragmática. Como a mim fez um dia, esse manual ainda vai ajudar muitos dos novos e experientes produtores culturais brasileiros a concretizar seus projetos em prol do desenvolvimento da arte e da cultura brasileiras”, afirma Henilton Menezes Jornalista e Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.

“Este livro de Fábio Cesnik preenche uma lacuna na bibliografia nacional, tornando-se leitura obrigatória sobretudo aos profissionais do Direito, aos seus agentes, àqueles que patrocinam a cultura. Traz excelente contribuição na matéria, colaborando, em decorrência, para o desenvolvimento cultural do Brasil”, complementa Odete Medauar Professora titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

Fábio de Sá Cesnik é advogado e sócio do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados, especializado em entretenimento, cultura e terceiro setor, onde presta consultoria jurídica para empresas patrocinadoras de cultura, artistas, produtores culturais e projetos sociais. Entre os clientes atendidos estão empresas, grupos de comunicação, produtores culturais e artistas.

Bacharel em Direito e Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), Cesnik é coautor dos livros Projetos Culturais: Elaboração, Administração, Aspectos Legais e Busca de Patrocínio, na 5ª edição, e do livro Globalização da Cultura.

Colunista de vários veículos, incluindo a revista Panorama Audiovisual, Cesnik possui artigos publicados em diversos livros, revistas e jornais. É professor na área de incentivos fiscais à cultura de diversas escolas, dentre as quais Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Faculdades São Luís, Faculdade Jorge Amado, dentre outras.

O livro lançado pela editoria Monole tem 408 páginas e está disponível nas principais livrarias do país.

Fonte: Panorama Audiovisual

Andrea Matarazzo fala das controvérsias de sua gestão em entrevista exclusiva

por João Luiz Sampaio, Maria Eugênia de Menezes e Ubiratan Brasil

Na entrevista a seguir, o secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, aborda temas como o Festival de Inverno de Campos do Jordão, a nova sede do Museu de Arte Contemporânea e as trocas no comando do Museu da Imagem e do Som, em declarações repercutidas na classe artística paulista.

Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão

“Pretendo transferir o comando do festival, hoje feito pela Santa Marcelina e pela Escola Tom Jobim, para a Osesp. A Santa Marcelina estava sobrecarregada. Como teremos uma ampliação do projeto Guri, preferimos redistribuir o festival. A Osesp ainda está preparando o projeto, mas a intenção é manter a orientação pedagógica atual.”

O Estado apurou:

A Osesp já está sobrecarregada. Tem tocado mais e ensaiado menos. Aumentou consideravelmente seu número de concertos. Em 2009, segundo o Relatório Anual de Compromisso Social, foram 228 apresentações, além de 51 ensaios/concertos didáticos; em 2010, o número subiu para 252, mais 60 ensaios/concertos didáticos. Esses dados não incluem as sessões de gravações. Por conta do acúmulo de trabalho, os ensaios de segunda-feira foram cancelados. A Osesp também não tem experiência pedagógica na execução de um evento nos moldes de Campos do Jordão. Sua academia, bastante recente, conta com apenas 20 alunos e ainda não apresentou resultados pedagógicos consistentes.

O tamanho do festival

“O festival terá a dimensão de sempre. Não terá a dimensão que teve em 2010, quando cresceu muito. Na última edição, não houve redução, mas uma volta ao tamanho usual.”

O Estado apurou:

Havia um processo de crescimento do festival, anunciado em 2009 e interrompido em 2011. Houve redução no número de concertos, que passou de 83, em 2010, para 55, em 2011. Também houve diminuição de orçamento – de R$ 6,5 milhões para R$ 5,5 milhões -, de duração – de 29 para 20 dias – e do número de bolsistas – de 170 para 164.

Nova sede do MAC

“O prédio está pronto. Negociamos R$ 10 milhões para a manutenção. Mas tive a surpresa de receber uma carta falando do problema do centro acadêmico da Faculdade de Direito da USP. Mas terei uma reunião com o reitor para definir uma data. Vazio o prédio não vai ficar. Poderíamos instalar uma coleção contemporânea da Pinacoteca, por exemplo.”

O Estado apurou:

Diante da relutância do reitor, a Secretaria começou a negociar com a Pinacoteca. O prédio seria destinado a acomodar coleções privadas contemporâneas. As negociações entre Secretaria e USP só foram retomadas após interferência direta do Palácio dos Bandeirantes. Reitor e secretário se reuniram na Casa Civil.

Complexo Cultural da Luz

“Não houve corte de 30%. O complexo nasceu com um tamanho, mas foram acrescentando coisas nele: uma escola de dança, uma central de produção de cenários. O contrato assinado não previa o tamanho do prédio. Agora, chegamos às medidas ideais. São 71 mil m², que é o tamanho do Lincoln Center.”

O Estado apurou:

O contrato assinado entre a Secretaria e o escritório Herzog& deMeuron, em 2008, baseava-se em um programa elaborado pela empresa inglesa Theatre Project Consultants. Nesse documento, que consta como anexo do contrato, estavam previstas a Escola de Dança e a Central de Produção. Havia também tamanhos especificados para todas as áreas.

Escola Tom Jobim

“A sede da escola dentro do Complexo Cultural da Luz foi reduzida porque estava superdimensionada. Havia espaço previsto para 4 mil alunos. Mas a escola só tem 1.800. Ela vai abrigar a escola integralmente, com capacidade para até 2 mil alunos.”

O Estado apurou:

A área prevista para a escola dentro do complexo não se baseava em uma previsão de crescimento, mas nas necessidades do número atual de alunos. Em abril de 2010, a área destinada à Tom Jobim era de 5.900 m². Em julho deste ano, essa previsão caiu para 2.580 m², um tamanho inferior à área que a escola já ocupa em sua sede atual: 3.700 m².

Museu da Imagem e do Som

“A troca de diretoria no MIS foi necessária, pois o museu era caro e restrito. Então, fomos ajustando as diretorias, apertando os controles. André Sturm não foi indicado por mim. Apenas sugeri o seu nome ao conselho, que aceitou minha sugestão. A Organização Social do MIS não estava cumprindo metas. Eu poderia ter simplesmente descredenciado e colocado outra no lugar. Sempre que sentir que os recursos públicos não estão bem aplicados, vou interferir sem cerimônia.”

O Estado apurou:

“Não foi apenas uma sugestão. Houve pressão política para que o conselho aceitasse o nome de André Sturm”, diz Eide Feldon, ex-presidente do Conselho do MIS. “Faltou negociação.” Ela também assegura que não houve descumprimento de metas por parte da OS. “Tivemos crises, mas todas as metas estavam sendo cumpridas. Ele não tinha motivos para descredenciar a OS.” A lei que dispõe sobre as Organizações Sociais do Estado, assinada pelo governador Mario Covas em 1998, é clara: apenas o Conselho Administrativo da OS pode “designar e dispensar os membros da Diretoria”. O professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Mario Engler, explica que a legislação não prevê que caiba ao governo nomear ou destituir os membros de uma OS. “Essa influência do poder público até pode acontecer, mas em um cenário de descumprimento reiterado das obrigações por parte da OS.”

SP Escola de Teatro

“O novo prédio, na Praça Roosevelt, está pronto. Só tivemos uma dificuldade na compra dos móveis e do elevador. Eles não mudaram ainda porque estão enrolando um pouco. Existe espaço suficiente para todas as atividades da escola. Eles é que fizeram o projeto do prédio. Eu herdei isso. Eles é que dimensionaram, agora tem que caber.”

O Estado apurou:

A diretoria da escola nega ter participado diretamente da elaboração do projeto da sede na Praça Roosevelt. Não haveria, no novo prédio, área suficiente para abarcar todas as atividades que hoje são desenvolvidas pela SP Escola de Teatro em sua sede provisória, no Brás.

Conselho da Osesp

“Não vou me meter no Conselho da Osesp. Se aceitaram a indicação de Lilia Schwarcz é porque ela tinha qualificações. Não me parece que haja algo estranho no fato de ela ser mulher de Luiz Schwarcz. Não há impedimento legal.”

O Estado apurou:

Em agosto, deixaram a Fundação Osesp os conselheiros Luiz Schwarcz, Pérsio Arida, José Ermírio de Moraes Neto e Celso Lafer, que foram substituídos por Lilia Schwarcz, Alberto Goldman, Fábio Barbosa e José Carlos Dias. A troca seria uma maneira de manter Schwarcz, que foi o principal responsável pela escolha da maestrina Marin Alsop para o posto de regente titular, ligado à instituição, já tendo em vista o encerramento do mandato de Fernando Henrique Cardoso na Presidência do conselho.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Auditório renovado – Espaço no Ibirapuera vai ser gerido agora pelo Itaú Cultural

por Maria Eugênia de Menezes

O Auditório Ibirapuera, um dos redutos da boa programação musical da cidade, está prestes a mudar de mãos. Desde sua inauguração, em 2005, o espaço era administrado por uma mesma entidade, uma organização de interesse público. Agora, após uma rescisão do antigo contrato, é o Itaú Cultural quem irá assumir o comando do complexo projetado por Oscar Niemeyer.

Foi o próprio Instituto Ibirapuera (antigo Instituto Música para Todos) quem procurou a Secretaria Municipal de Cultura para se desligar da instituição. “Eles sempre fizeram uma programação de muito bom nível. Nunca tivemos nenhum atrito. Eu realmente lamento muito que eles tenham decidido deixar o auditório”, diz o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil.

Em 21 de junho, a Secretaria de Cultura lançou um edital público para selecionar propostas de interessados em gerir o prédio do Parque Ibirapuera. Segundo o Estado apurou, o Itaú Cultural foi a única instituição inscrita a cumprir os requisitos exigidos: experiência na área, aplicação de pelo menos R$ 10 milhões anuais, a serem investidos na infraestrutura e nas atividades, além da continuidade da atual linha de programação. Outra exigência da administração municipal com a qual o Itaú Cultural se comprometeu é a manutenção do Centro de Formação Musical e da escola, que atualmente funciona no auditório e atende a cerca de 120 alunos.

Procurado, o presidente do Instituto Auditório Ibirapuera, Mario Cohen, não foi encontrado. Estava em viagem ao Uruguai. Sabe-se, porém, que a retirada da subvenção do Ministério da Cultura teria sido determinante para a decisão do grupo de deixar a administração do centro cultural.

Construído e doado pela TIM à cidade de São Paulo, o local era mantido até o ano passado com recursos da operadora. Em 2010, a empresa telefônica retirou o seu apoio. Após o corte da verba, a Oscip (Organização da Sociedade Civil com Interesse Público) que geria o prédio conseguiu sustentar-se graças a um acordo com o Minc, que garantiu o repasse de R$ 10 milhões. Em abril do ano passado, a decisão foi amplamente divulgada pelo próprio ministério. A mudança de gestão no governo federal, porém, teria alterado os planos da pasta, que suspendeu sua contribuição.

Mesmo com a entrada do Itaú Cultural em cena, não deve haver muitas mudanças na condução do Auditório Ibirapuera. A instituição designada para administrar o edifício público deve continuar a se submeter às mesmas regras que já eram aplicadas à gestão anterior. Em primeiro lugar, o nome do espaço não muda. Permanece apenas Auditório Ibirapuera, sem adendos ou menção a patrocinadores.

Além disso, assim como também acontecia anteriormente, todas as diretrizes serão definidas em conjunto com representantes das secretarias de Cultura e do Verde e Meio Ambiente. Para a programação, o foco continuará a recair sobre a música popular, erudita e jazz. “Pedimos para que o perfil fosse mantido, assim como os ingressos populares”, aponta Calil.

Outras áreas, contudo, podem começar a merecer mais relevo no equipamento do parque. O documento lançado pela Prefeitura sinalizava a ambição de ampliar o espaço da dança – que já merecia algum lugar na grade. Também revelava o desejo de abrigar exibições cinematográficas. A princípio, o plano apresentado pelo Itaú Cultural parece acolher as sugestões e vai além: abre as portas para as artes cênicas.

Outra meta do Itaú Cultural é a redução do valor dos ingressos. Os preços praticados pelo auditório sempre estiveram abaixo dos do mercado. A ideia agora é que o acesso se torne ainda mais barato. Como o grupo gestor não dependerá de recursos da bilheteria para financiar o equipamento, também existe a promessa de que se amplie a oferta de eventos gratuitos.

Em seu edital, a Secretaria solicitava a garantia de que ao menos R$ 10 milhões fossem investidos anualmente na entidade. E abria-se a possibilidade de que os recursos fossem ou não provenientes de patrocínio.

A oferta de fundos não-incentivados, porém, foi bem recebida pela administração pública. “É muito positivo que sejam recursos provenientes de investimento direto. Finalmente, existe dinheiro privado sendo investido na cultura. Um grande conglomerado assumindo seus compromissos sociais, culturais. É algo inédito e esperamos que inspire outras experiências”, comenta Calil.

O secretário é sabidamente um crítico das leis de incentivo. Em diversas ocasiões, já se manifestou contra o legado deixado pela Lei Rouanet. Alega que a adoção indiscriminada de mecanismos de incentivo fiscal teria levado a uma atrofia dos investimentos públicos e perpetuado a prática de privatizar o uso de recursos estatais.

Planejado em 1950, o Auditório Ibirapuera só foi concluído em outubro de 2005. Financiada pela empresa de telefonia TIM, a construção custou cerca de R$ 29 milhões.

CRONOLOGIA

Três momentos do Auditório

2005
Projetado por Oscar Niemeyer nos anos 1950, começou a sair do papel em 2004. Ficou pronto quase dois anos depois. Foi construído pela TIM e doado à Prefeitura.

2010
O Instituto Auditório Ibirapuera deixa de receber patrocínio da TIM para a manutenção do auditório. Sem recursos, firma convênio de subvenção com o Ministério da Cultura.

2011
Sem os recursos do MinC, a entidade que geria o Auditório Ibirapuera pede rescisão do contrato com a Prefeitura. Itaú Cultural é escolhido para assumir o edifício e a sua programação por 5 anos.

ENTREVISTA
Eduardo Saron
Superintendente do Itaú Cultural


Quanto o Itaú Cultural deve investir?

O compromisso é garantir e ampliar a programação e o projeto da Escola de Música. E os investimentos serão realizados sem a utilização das leis de incentivo cultural caracterizando uma intensa parceria público-privada.

Qual é orçamento do Itaú cultural da Av. Paulista?

O orçamento previsto para 2011 é de cerca de R$ 45 mihões, o que não inclui o Auditório Ibirapuera.

O que deve mudar na programação no auditório?

O instituto dará continuidade ao trabalho e também ampliará a sua atuação em outras áreas de expressão. Como, por exemplo, estabelecendo um diálogo da música com o teatro, a dança, o cinema, e a literatura.

Haverá alguma relação entre a programação da sede na Av. Paulista e a do Auditório?

A relação será de permanente diálogo. Evidentemente, a programação do auditório será planejada observando as suas especificidades.

E o valor dos ingressos?

O instituto reduzirá o valor no auditório e continuará garantindo a gratuidade das apresentações, quando ao ar livre.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Escola SP promove formação em gestão do empreendedorismo cultural

por Mônica Herculano

A Escola São Paulo está com inscrições abertas para seu  programa de formação em Gestão do Empreendimento Cultural e Criativo.

O curso une teoria, prática, pesquisa e estudos de casos abordando os processos de concepção, planejamento e desenvolvimento de empreendimentos e iniciativas culturais e criativas sustentáveis contemplando os âmbitos econômico, social, político e ambiental.

O aluno será orientado para lidar com a complexidade dos empreendimentos culturais e criativos. Conhecerá as múltiplas dimensões dos fenômenos culturais e artísticos e os seus impactos no mercado e na sociedade. Aplicará os conhecimentos teóricos oferecidos ao desenho de projetos, programas e/ou iniciativas culturais e criativas.

O curso abordará uma série de temáticas e processos para ampliar habilidades e conhecimentos nos alunos sobre: arranjos criativos locais – econômicos e sociais; conceito e importância da discussão sobre economia criativa e indústrias criativas; agendas e políticas públicas nacionais, intergovernamentais e intersetoriais; diversidade, diálogo e tecnologias de convivência;  redes colaborativas e co-empreendedorismo; linguagens, instrumentos e conteúdos como meio de inovação; gestão de patrimônio cultural e criativo.

Por meio do Laboratório de Design de Empreendimentos, cada participante terá a oportunidade de aplicar os conhecimentos teóricos oferecidos à sua iniciativa cultural e criativa, ampliando as suas fronteiras de aprendizado.

O curso é direcionado para profissionais do mercado criativo e cultural, empreendedores, artistas, produtores culturais, gestores empresariais, gestores de organizações sociais, gestores públicos, pesquisadores, estudantes universitários interessados em empreendimentos culturais, criativos e sustentáveis.

Clique aqui para mais informações.

Fonte: Cultura e Mercado

Programa de Capacitação em Projetos Culturais 2011

Boa notícia para aqueles que já participam ou pretendem ingressar no Programa de Capacitação em Projetos Culturais: terão continuidade em 2011 a primeira e a terceira etapas do Programa, que são o curso de nivelamento à distância, destinado a apresentar conceitos básicos do campo da cultura, e a fase avançada, com módulos para o aprofundamento de conteúdos.

As oficinas presenciais da segunda etapa – previstas para as cidades de Fortaleza (CE), Maceió (AL), Natal (RN), Petrolina (PE), Vitória da Conquista (BA), Santarém (PA), Manaus (AM), Palmas (TO), Macapá (AP) e mais cinco cidades a serem posteriormente definidas – continuam mantidas, mas serão realizadas em 2012, devido ao corte orçamentário anunciado pelo Governo Federal no início deste ano.

O Programa de Capacitação em Projetos Culturais é uma iniciativa do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Instituto Itaú Cultural (IC).

Curso de nivelamento à distância (primeira etapa)

De livre acesso, a primeira etapa visa a apresentar conceitos básicos do campo da cultura, dentro dos módulos de “Políticas Públicas de Cultura”, “Economia e Financiamento da Cultura”, “Gestão Cultural” e “Direito Autoral”. As inscrições encontram-se abertas, podendo ser efetuadas até 30 de setembro, sendo que, no momento da inscrição, o candidato já opta pelo polo onde deseja realizar a oficina presencial, que fará caso tenha alcançado 70 pontos ou mais na avaliação.

O prazo para finalização da primeira etapa vai até 31 de outubro. Os aprovados recebem o certificado de conclusão do nivelamento, que tem valor de curso de extensão. Na seleção para a oficina presencial são considerados também a atuação profissional do candidato no setor cultural e o seu local de residência, com preferência para aqueles cujas atividades são desenvolvidas na cidade onde ocorrerá a oficina ou em municípios próximos.

Fase avançada (terceira etapa)

Aqueles que cursaram a oficina presencial já estão recebendo as convocações para se inscreverem, até 31/05, na fase avançada, que constará das disciplinas: “Política e Gestão Cultural” e “Marketing, Negociação e Apresentação de Projetos”. O cumprimento com êxito de cada uma dá direito a um certificado de extensão. Essa é a terceira oferta dos módulos avançados do Programa, que tiveram início em julho de 2010 com as primeiras turmas piloto, na disciplina de “Projetos Culturais”, a qual se estendeu até setembro do ano passado. No início deste ano, houve a segunda oferta, na disciplina de “Política e Gestão Cultural”, realizada de janeiro a abril.

A terceira oferta, para a disciplina “Política e Gestão Cultural”, com carga horária de 30 horas, será destinada aos três seguintes grupos: aqueles que participaram com êxito das oficinas presenciais em 2010 e ainda não cursaram nenhuma disciplina do módulo avançado; aqueles que não se inscreveram na oferta de “Política e Gestão Cultural” realizada de janeiro a abril deste ano; e aqueles que, embora tenham se inscrito em 2010 nas turmas piloto da disciplina “Projetos Culturais”, não conseguiram concluir o curso.

No caso deste último grupo, a oportunidade se justifica porque, à época da turma piloto, não havia previsão de punição para a não conclusão. No entanto, pelo novo regulamento, aplicado a partir da 1ª turma de 2011 da disciplina “Política e Gestão Cultural”, aqueles que abandonarem o curso após terem se inscrito serão considerados evadidos e excluídos do módulo avançado, não podendo inscrever-se novamente.

Já a disciplina “Marketing, Negociação e Apresentação de Projetos”, com carga horária de 15 horas, será destinada aos que cursaram, com êxito, “Projetos Culturais” em 2010, ou “Política e Gestão Cultural” entre janeiro e abril deste ano.

“O MinC reconhece a importância do Programa para qualificar a elaboração de projetos culturais e otimizar a utilização dos recursos públicos no setor. Por isso nos empenhamos em não paralisar o curso, mantendo duas fases abertas”, disse o Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic/MinC), Henilton Menezes.

Divulgação de resultados e experiências

No intuito de divulgar os resultados alcançados e as atividades desenvolvidas pelos alunos, está sendo elaborada uma publicação, dentro da parceria estabelecida entre o MinC, o Sesi e o Instituto Itaú Cultural, apresentando o histórico e processo de concepção do Programa, assim como artigos redigidos pelos que participaram da disciplina “Política e Gestão Cultural”.

Para conhecer mais sobre a estrutura do Programa de Capacitação em Projetos Culturais, acesse a página www.fgv.br/fgvonline/minc.

Outras informações
Atendimento ao Proponente: (61) 2024.2082
Fale com a Cultura no site do MinC www.cultura.gov.br

Fonte: MinC

MinC assina protocolo de políticas culturais com o Uruguai

Durante visita oficial ao Uruguai nesta semana, a presidente Dilma Rousseff assinou com o presidente uruguaio, José Mujica, 16 termos de cooperação bilateral, incluindo a área da Cultura. Na ocasião, foi firmado um Protocolo de Intenções entre os ministérios da Cultura do Brasil e da Educação e Cultura do Uruguai visando ao desenvolvimento de ações conjuntas no âmbito cultural.

O Protocolo, assinado entre a ministra Ana de Hollanda e o ministro da Educação e Cultura do Uruguai, Ricardo Ehrlich, prevê o fomento de projetos  para o intercâmbio de políticas públicas já adotadas por ambos os países, como os Pontos de Cultura, no caso brasileiro, além das usinas e fábricas culturais uruguaias. Outro ponto que integra o documento é a questão do intercâmbio de experiências sobre programas de inserção e transformação social pela Cultura, a partir, por exemplo, do desenvolvimento dos programas Cultura Viva e Mais Cultura, realizados pelo MinC.

As atividades a serem implementadas vão fazer parte de um Plano de Trabalho que será, a partir de agora, definido entre os países, sempre de comum acordo, tendo em vista as prioridades estabelecidas pelas áreas a que dizem respeito. Os aportes financeiros para a realização das tarefas previstas nos itens do protocolo também serão ainda definidos. O acordo celebrado em Montevidéu começa a vigorar na data de sua assinatura e a sua vigência será de três anos, prorrogável automaticamente por períodos de igual duração.

O Protocolo abrange uma série de ações, dentre elas, as de cooperação, intercâmbio e divulgação mútua das experiências e manifestações culturais brasileiras e uruguaias; de promoção da cidadania e da proteção do patrimônio cultural material e imaterial; além de ações de fortalecimento das atividades da cultura, levando-se em conta a diversidade cultural, étnica e linguística.

O tema relacionado à língua e à literatura consta no documento. A ideia é promover o encontro de escritores brasileiros e uruguaios na fronteira, com a participação de editores, distribuidores e representantes dos sistemas de bibliotecas dos dois países. Outra ação é incentivar a tradução de autores brasileiros e africanos de Língua Portuguesa para o espanhol.

A questão das culturas afrodescendentes também está incluída no protocolo. Os dois países deverão estimular atividades que valorizem as práticas culturais de matriz africana e também promover a construção de um ambiente de interação e discussão favorável à elaboração de políticas públicas e ações no campo da cultura afro.

Outros itens do documento referem-se ao estímulo da cooperação entre museus, ao intercâmbio de experiências nos diversos segmentos do audiovisual, ao fortalecimento institucional, por meio de ações direcionadas ao setor cultural de ambos os países, ao Livro e à Leitura, além de outros. A partir de agora, será elaborado o Plano de Trabalho das atividades que serão colocadas em prática.

Em 2010 teve início o diálogo entre os dois países com o objetivo de promover e apoiar diversas iniciativas culturais conjuntas na região da fronteira Brasil-Uruguai. Em julho do mesmo ano, a Carta da Fronteira reuniu as demandas apresentadas pelas lideranças municipais, após encontro ocorrido em Santana do Livramento.

*Com informações do site do MinC

Fonte: Cultura e Mercado

Instituto Pensarte promove workshop sobre produção cultural

O Instituto Pensarte promove, neste sábado (4/6), em São Paulo, o workshop “Caminhos da Produção Cultural”. O objetivo é transmitir conhecimentos desvelando as estruturas do fazer cultural, desde o seu planejamento até a execução das ações, programas e metas.

Banda de pífaros de Caruaru

De manhã, PX Silveira abordará a elaboração e criação de um projeto cultural, e Leonardo Brant falará sobre a pré-produção e o desenvolvimento do projeto.

À tarde, Genoveva F. Moura falará sobre as leis de incentivo à cultura e editais e Piatã Stoklos Kignel abordará a execução e a finalização dos projetos.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo telefone (11) 3828-6600 ou pelos emails eunice@pensarte.org.br e benedito@pensarte.org.br.
O workshop acontece na Alameda Nothmann, 1029 – Campos Elísios – São Paulo (SP).

Fonte: Cultura e Mercado

Festival de Teatro na Bahia promove atividades até setembro

De maio a setembro, Salvador (BA) vai receber a primeira edição do projeto Bahia em Cena – Festival Baiano de Teatro. Serão cinco meses de atividades como debates, interações artísticas, workshops de gestão, oficinas e ensaios abertos, finalizando com um Festival que tomará oitos espaços da cidade, por um mês.

Na próxima segunda-feira (30/5), o editor do Cultura e Mercado, Leonardo Brant, ministra workshop sobre captação de recursos. Destinado a gestores e empreendedores culturais, o curso reúne exposições teóricas e casos concretos, habilitando o participante a desenvolver um plano de captação de recursos a partir do negócio, em direção ao mercado.

O Bahia em Cena vai estimular o trabalho de produção em rede, envolvendo oito grupos/espetáculos baianos participantes de todo o processo. Três espetáculos foram convidados pela organização do projeto e cinco serão selecionados através de edital público, aberto até o dia 18 de junho. O objetivo é que todos eles tenham a oportunidade de se posicionar melhor enquanto agentes fazedores e propagadores de arte.

Mais informações no site www.bahiaemcena.com.br.

Fonte: Cultura e Mercado

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