Itaú Cultural promove encontro sobre cultura, economia e educação

por Mônica Herculano

O Itaú Cultural convida para o “Diálogos sobre o Sonho Brasileiro”, um ciclo de debates sobre perspectivas de inovação nos campos da cultura, da economia e da educação. O evento ocorre nos dias 15 e 16 de agosto, na sede da instituição (Avenida Paulista, 149 – São Paulo), com transmissão on-line pela fanpage do Itaú no Facebook, que estará disponível no dia do evento.

O Sonho Brasileiro é parte de um mapeamento dos sonhos, ideais e expectativas dos jovens brasileiros. Participam das discussões personalidades de várias áreas do conhecimento, assim como jovens inovadores mapeados.

Além deles, estarão presentes representantes da agência Box1824, responsável pela pesquisa. A mediação será de Luiz Algarra.

A entrada é franca, com ingressos distribuídos meia hora antes de cada mesa.

Confira a programação:

segunda 15 de agosto

10h
Império das Cores: Economia da Felicidade
com Affonso Romano de Sant’Anna, João Cavalcanti e Raísa Almeida Feitosa

14h30
Sabedoria Natural: Educação Informal
com André Gravatá, Carla Mayumi, Dagmar Garroux (Tia Dag) e Luis Fernando Guggenberger

terça 16 de agosto

10h
Fusões Criativas: Nova Economia Criativa
com Flávio Paiva, Júlio César Oliveira de Oliveira, Marcelo Noah e Reinaldo Pamponet

14h30
Poder Humano: Novo Engajamento Político
com Daniela B. Silva, Gabriel Milanez, Gilberto Dimenstein e Pablo Capilé

Fonte: Cultura e Mercado

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MinC realiza seminário sobre Economia Criativa como estratégia de desenvolvimento sustentável

O Ministério da Cultura, por intermédio da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas, da Diretoria de Gestão Interna, realizará, no dia 28, no Teatro de Fundação Universa (SGAN/609, módulo A), o Seminário de Economia Criativa: uma estratégia de desenvolvimento econômico-sociocultural sustentável. O evento, que contará com a participação da ministra Ana de Hollanda, é dirigido aos servidores do MinC e convidados do setor de cultura e da área acadêmica e tem por finalidade enriquecer o debate sobre o papel do setor cultural no projeto de desenvolvimento econômico-sociocultural sustentável do Brasil.

Dentre os palestrantes estão as secretárias Marta Porto, da Secretaria de Cidadania Cultural, e Cláudia Leitão, da Secretaria de Identidade e da Diversidade Cultural, além de professores da Universidade de Brasília como mediadores, e  professores das Universidades Federal da Bahia e Estadual/PUC de Minas Gerais como debatedores.

Constam ainda da programação a entrega dos certificados aos 24 alunos/servidores que concluíram a segunda turma do curso de Especialização em Gestão de Políticas Públicas de Cultura, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB); e o lançamento do livro Coletânea de Políticas Públicas de Cultura: práticas e reflexões, com as sete melhores monografias da primeira turma do curso com sessão de autógrafos dos autores/servidores.

Esta coletânea pretende tornar disponível à academia, aos estudiosos do setor cultural e ao público em geral, a primeira produção científica de servidores que atuam no MinC e suas entidades vinculadas, permitindo ao leitor uma análise sistemática dos problemas, por meio da identificação de suas causas e do estabelecimento de soluções inovadoras na gestão de suas políticas públicas.

Os interessados deverão encaminhar os formulários de Solicitação de Capacitação e Desenvolvimento e Termo de Compromisso para a Coordenação de Desenvolvimento de Pessoas no SCS, Qd. 09, Ed. Parque Cidade, Torre B,7º andar.
Mais informações pelo e-mail desenvolvimento.pessoas@cultura.gov.br, ou pelo telefone (61) 20242749.

(Texto: Nemésia Antunes, Ascom/MinC)

Bahia abre edital para repasse de R$2 milhões a economia solidária – até 15/06

O Governo do Estado da Bahia lança o edital 001/2011 que destina R$2 milhões para instituições sem fins lucrativos que atuem na Bahia a pelo menos dois anos e tenham como finalidade ampliar e fortalecer os empreendimentos e redes solidárias.

As inscrições acontecem entre 2/6 15/6 e podem ser feitas na secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Transporte (2ª Avenida, 200, Salvador).

Para maiores informações ligue (71) 3115-9945, (71)3115-9918 ou 0800-284-9015.

Haverá seleção para realizar convênios que apoiem empreendimentos econômicos solidários, instituições, redes de instituições ou de empreendimentos que desenvolvam projetos associativos e comunitários de produção de bens e serviços e que mantenham ou queiram formar fundos rotativos solidários.

O financiamento é voltado para aquisição de maquinas, aparelhos, equipamentos e material bibliográfico, além de despesas com itens de pouca durabilidade, importação de equipamentos e  deslocamentos.

Os projetos selecionados devem contemplar características da Economia Solidária como cooperação, autogestão, atuação econômica e solidariedade. Podem ser destinados a zona urbana ou rural, a hospedagem e a alimentação de participantes de atividades dos projetos e pagamento de serviços contratados.

Fonte: Blog Editais Culturais

Artista e empresário, muito prazer!

por Karine Ruy

Artista, empreendedor, empresário. A tríplice de atribuições até pouco tempo inimaginável no cotidiano dos realizadores culturais ganhou destaque na abertura do  seminário “A Sociedade em Rede e o Teatro”, realizado na última sexta-feira no Santander Cultural, em Porto Alegre. No lançamento do projeto Vivo Encena na Capital gaúcha, representantes do teatro e de outros setores artísticos refletiram sobre uma questão essencial para o cenário da produção cultural no Brasil: afinal, negócios culturais sustentáveis são possíveis?

A pergunta lançada na palestra de Leonardo Brant é daquelas que provocam o exercício da reflexão e da desconstrução.  A complexidade do tema, historicamente problemático no Brasil, certamente não permitiria a elaboração de respostas simplistas, ao estilo manjado dos manuais que pipocam nas prateleiras das livrarias. Mas também não se trata de uma equação impossível de ser resolvida. Na avaliação do pesquisador, a classe artística precisa se despir de alguns preconceitos e se dispor a encarar a produção cultural também como um negócio.

É essa perspectiva que permite, por exemplo, a implementação de planejamento estratégico, essencial para o sucesso de qualquer projeto que envolva investimento financeiro e relacionamento com o público consumidor. Com adaptações, claro. Um grupo teatral não precisa copiar os modelos administrativos clássicos, entretanto pode encontrar em conceitos e processos gerenciais já testados inspiração válida para atender as especificidades do seu negócio.

O estudo e o debate da economia da cultura são recentes no Brasil, e é provável que resulte dessa áurea de novidade a inquietação – e as dúvidas – dos realizadores diante do assunto. Ao mesmo tempo, as cifras movimentadas pelo setor mostram que é preciso se aventurar em outras esferas do conhecimento e alimentar o empreendedorismo para se inserir qualitativamente no circuito de produção e circulação de bens culturais.  “O mercado cultural é o que mais cresce no mundo hoje”, destacou Brant, chamando a atenção para as possibilidades abertas aos profissionais da cultura.

Nesse cenário, a dica do pesquisador é tirar o melhor proveito possível da sociedade em rede. O termo que intitula o livro lançado nos anos 1990 pelo espanhol Manuel Castells vem sendo amplamente utilizado para definir o novo modelo de relação social. A difusão de diversas ferramentas de comunicação móveis aliada ao surgimento de redes sociais virtuais permite que o indivíduo construa relações não mais limitadas ao seu contexto geográfico.

As redes virtuais parecem ilimitadas e variam de acordo com o interesse de cada um. Ao mesmo tempo, o indivíduo tem a chance de experimentar o papel de mídia. “Hoje os códigos culturais estão mais democráticos e ao alcance de mais pessoas”, explica Leonardo Brant. Nas redes, seja Facebook, Youtube ou Twitter, todos podem falar, criar e, às vezes por sorte, outras por talento, serem vistos.

Aos que olham com alguma desconfiança para o circuito virtual, Brant lembra que uma  rede não se faz apenas com ferramentas tecnológicas. Colegas de profissão e pessoas com interesses semelhantes podem se tornar colaboradores, dividir projetos e tornar uma produção cultural mais sustentável.  E, caro produtor,  não se preocupe com um grande número de peças estreando na sua cidade e muito menos inveje a popularidade de outros grupos. É quem está na fila para ver a peça do colega que logo irá comprar ingresso para conhecer o seu trabalho.

Fonte: Cultura e Mercado

Palestra explica financiamentos culturais da União Europeia

No próximo dia 17/5, a FGV promove a palestra “Mecanismos de Financiamento para Negócios Criativos”, com Jorge Cerveira Pinto, da Agência Inova, de Portugal.

A União Europeia é um dos principais atores mundiais no apoio ao desenvolvimento do setor cultural, artístico e criativo.

Esses apoios normalmente acontecem por meio de licitações, com procedimentos bem definidos e tendo como base a formação de parcerias e consórcios envolvendo instituições de diversos países. O domínio desses mecanismos e procedimentos é, portanto, fundamental para ter sucesso na obtenção de financiamentos.

Os objetivos da palestra são: dotas os participantes com uma visão genérica sobre o funcionamento da União Europeia; apresentar a dimensão cultural e artística na UE; apresentar as formas e mecanismos de participação e financiamento de projetos culturais, artísticos e criativos para países emergentes.

A palestra acontece às 11h, na FGV-EAESP (Rua Itapeva, 432).

Fonte: Cultura e Mercado

A geração Y e a economia da cultura

Vivianne Rasia Cardoso para Cultura e Mercado

Vou falar um pouco de assuntos os quais me identifico bastante: a Geração Y e a Economia da Cultura. Na sociedade a qual estou inserida hoje, vejo que estes dois assuntos ainda são muito novos e até mal-entendidos tanto no meio profissional quanto social, mas em muitos outros mercados a combinação entre os dois assuntos é o que está moldando a nova cara do mercado de trabalho. A criatividade tem sido reconhecida como um grande acionador da economia mundial e como também precisamos pensar em viver num mundo mais sustentável sabemos que esta facção econômica também pode ajudar a transformar nossas cidades em lugares mais “verdes” para se viver.

Minha geração já foi julgada de folgada, distraída, superficial, um bando de insubordinados, são muitos os adjetivos pouco simpáticos que nos classificam. A geração Y é formada por pessoas nascidas entre 1978 e 1990 (sou uma veterana!) e não basta ter nascido nesta época é preciso estar apto a desenvolver a autorrealização, algo que, até hoje, foi apenas um conceito. Esta nova forma de encarar a vida está diretamente ligada ao nosso rumo profissional. Acreditamos que o trabalho está ligado à prazer, ao desenvolvimento de nossa personalidade, à criação de uma forma de consumo mais consciente, uma maior interação com nossas necessidades naturais e não simplesmente trabalhar para ter meios de conseguir estabilidade financeira. Eu tive uma infância sem computador, mas logo na escola a era digital nos foi apresentada, a sociedade já era um lugar mais democrático e também vivemos anos de ruptura da família tradicional, um pós anos 70, com pais separados, discussões sobre a liberdade sexual, pensamentos contra a homofobia, uma maior liberdade na estrutura familiar. Por isso vivemos questionando o que é a realização pessoal e profissional e vivemos buscando agir de acordo com nossos próprios interesses. A sociedade está se movimentando e estamos transformando-a para atingir um novo estágio, que será muito diferente do que conhecemos hoje.

No trabalho, pulamos de um emprego para o outro sem a menor cerimonia, tratamos os superiores como colegas de turma e até “batemos a porta” quando não somos reconhecidos.  Isso não significa que somos um bando de mal-educados, temos valores éticos muito fortes, priorizamos o aprendizado e as relações humanas, mas precisamos de maior igualdade social para mostrar que nosso comportamento não condiz com a pirâmide de hierarquias que estamos inseridos hoje. Queremos uma sociedade circular, auto sustentável, que nos traga felicidade e bons relacionamentos pessoais e profissionais. Procuramos realização, melhor comunicação, criatividade, prazer, e para isso transformamos informação em conhecimento. E assim estamos construindo a “Economia Nova”. Seu modo de produção e circulação de bens e serviços está ligado à tecnologia, o que torna nossa sociedade um lugar com menos desperdício burocrático e está baseada na criação, a qual não se amolda à economia industrial clássica que está baseada na produção em série do mesmo produto para gerar consumo e através do consumo gerar lucro. Inovação e adaptação às mudanças, aqui a capacidade criativa tem mais peso que o porte do capital. Estamos falando da terceira maior indústria que gera renda e emprego no mundo. Estamos falando de moda, de tecnologia, de redes sociais, de criação de jogos para videogame, filmes, séries de TV, estamos falando de mídia na internet, de arte, de expressão, de simplificação nos processos profissionais, de uma maior comunicação entre os seres, de um maior aproveitamento do nosso tempo. Estamos falando da indústria que só perde em números para a indústria petrolífera e bélica, estamos falando de diversão levada a sério.

A crise financeira recente está despedaçando grandes corporações tidas até então como modelos de administração e lucratividade e está transformando o mercado de trabalho. A geração Y já está chegando ao comando das empresas e vai colocar em xeque antigos dogmas. Ao invés de grandes conglomerados, o futuro será povoado de empresas menores reunidas em torno de projetos em comum. Os próximos anos também vão consolidar mudanças que vêm acontecendo há algum tempo: a busca pela qualidade de vida, a preocupação com o meio ambiente, e a vontade de nos realizar como pessoas também em nossos trabalhos. Fala-se tanto em desperdício de recursos naturais e de energia, mas nunca se fala em desperdício de talentos… Vejo que os moldes profissionais que vivemos hoje faz com que muitos talentos sejam deixados de lado para dar espaço única e exclusivamente a uma necessidade em se manter seguro financeiramente e se manter no ciclo do consumo. Estamos comprovando, com todas as crises que vivemos hoje, que este é um modelo insustentável tanto físico quanto emocionalmente.  Em dez anos, “emprego” será uma palavra caminhando para o desuso. O mundo está mais veloz, interligado e com organizações diferentes das vistas. Hierarquias flexíveis irão surgir para acompanhar o poder descentralizado das redes de produção. Será a era do trabalho “freelance”, colaborativo e pode-se dizer que inseguro. Em troca, vamos ganhar mais conforto, cuidado com a natureza e criatividade. Vamos ter que nos adaptar, mas tenho certeza de que o que está surgindo no lugar dos antigos moldes, pensamentos e das antigas práticas profissionais é algo mais racional, mais moderno e, se tudo der certo, mais prazeroso.

Fonte: Cultura e Mercado

Economia criativa é tema de debate no Rio de Janeiro

Como avançar no design de processos, instrumentos e formas de governança que de fato tenham os recursos intangíveis (cultura, conhecimento, criatividade) como elemento central?

Claudia Leitão (Ministério da Cultura), Edgar Andrade (Federação Nacional da Economia Criativa), Heliana Marinho (SEBRAE/RJ), Marcos André Carvalho (Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro), Maria Arlete Gonçalves (OI FUTURO) e Mario Borghini (Instituto Pereira Passos / Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro) são os gestores convidados a responder essa e outras questões pertinentes à Economia Criativa, em mesa redonda do FILE GAMES RIO SYMPOSIUM 2011.

Sob a coordenação de Lala Deheinzelin, o bate papo acontece no dia 13 de abril, às 17h, no espaço Oi Futuro Flamengo. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site www.file.org.br.

Fonte: Cultura e Mercado

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