A arte em todas as coisas

por Mariana Paes

Acredito piamente que a arte é a melhor, mais eficiente e primitiva forma de comunicação.

Por meio da arte, o inconsciente coletivo aflora! Tudo que ferve dentro das nossas mentes e nossos corações transborda em forma de lágrimas, saltos, giros, acordes, harmonias, vocalizações, arpejos, caretas, suspiros, mímicas, olhares, cores, formas…

Todos os dias nos expressamos artisticamente! De manhã, instintivamente, escolhemos cores intimamente ligadas ao nosso estado de espírito e à imagem que queremos que as pessoas tenham de nós naquele determinado dia. Corremos para fugir da chuva e saltamos poças de água, algo semelhante à execução de vários Chásses seguidos de um Saut de Cheval ao som de
uma frenética canção, como aquelas dos filmes de Chaplin.

As gotas d’água emitem diversos sons, que variam de acordo com as superfícies que tocam! Uma sinfonia… um “x x x x x x x x x x x x x x x x x x” formado de vários tons, vários sons… o som da natureza em contato com os feitos do homem na superfície.

Pessoas se encaixam umas nas outras para conseguir entrar nos vagões dos ônibus e metros, formando esculturas humanas. Algo desumano como o aperto do transporte coletivo mostra quão humana é a disputa de vários seres por um mesmo espaço.

Em todas essas situações, estamos nos comunicando (direta ou indiretamente) com o mundo ao nosso redor! Assim, em tudo há arte! Tudo que fazemos . Ver arte em tudo é entender o toque divino em cada passo que damos, em cada paisagem, som, luz, cor, forma e movimento!

Viver é entender a arte que compõe todas as coisas, boas e ruins!

Jornada sobre América Latina: abordagens de Arte e Crítica Cultural

Agência FAPESP – A Jornada sobre América Latina: abordagens de Arte e Crítica Cultural será realizada no dia 27 de setembro, na Cidade Universitária, em São Paulo.

O evento é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (Prolam) da Universidade de São Paulo (USP) e pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA).

A programação será aberta com a palestra “A ideia do Museu das Américas: um projeto de antropologia ativa de Eduard Glissant”, a ser apresentada por Jacques Leenhardt, diretor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (França).

Na mesa-redonda “Novas leituras sobre arte e crítica cultural”, Mariza Bertoli (ABCA), falará sobre o tópico “A Sedução dos Contrários – uma aproximação simbólica na plástica de artistas latino-americanos”. Hélcio Magalhães (Sesc-SP) abordará o tema “Imaginários Urbanos nas Praças Públicas: o simbólico em monumentos escultóricos em São Paulo e Buenos Aires”.

“Mulheres artistas no pavilhão latino-americano na 54ª Bienal de Veneza” será o tema de Cláudia Fazzolari (ABCA). Lisbeth Rebollo Gonçalves (Prolam-USP) falará sobre “Os temas das Bienais do Mercosul: modos críticos para interpretar a arte latino-americana”. Cristina Freire, do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, falará sobre “A arte subterrânea na América Latina nos anos 1960-70”.

Mais informações: www.usp.br/prolam

Fonte: Agência Fapesp

 

SP: Inscrições para Seminário de Pesquisadores da Comunicação, Sociedade e Cultura seguem até 15/7

Até 15 de julho de 2011, estão abertas as inscrições para o VI Seminário Internacional da Associação Lationo Americana de Pesquisadores de Comunicação (Alaic). O evento integra o 1º Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana e ocorre na sede do Itaú Cultural, em São Paulo (SP), nos dias 29 e 30 de julho.
Os debates terão quatro temas centrais: Pensamento Social e Comunicacional Latino-Americano; Pesquisa em Comunicação na América Latina; Políticas de Comunicação e Cultura na América Latina; e Pluralismo e Liberdade de Expressão na América Latina.

A inscrição é gratuita. Para se cadastrar, basta enviar nome, ocupação, instituição de origem e e-mail para seminarioalaic2011@gmail.com.

Para ver a programação completa, clique aqui.

Fonte: Blog Editais Culturais

Rádios públicas de SP promovem seu primeiro festival

A Rádio UFSCar e a Rádio Unesp de Bauru, com o apoio da Rádio Cultura Brasil e a Rádio Cultura Municipal de Amparo, apresentam o I Festival de Música das Rádios Públicas de São Paulo.

Esta é a primeira vez que o estado de São Paulo realiza seu festival. Os músicos concorrem a duas vagas na edição nacional, o III Festival de Música das Rádios Públicas do Brasil, promovido pela Associação das Rádios Públicas do Brasil (ARPUB).

Na primeira fase, 30 músicas serão selecionadas e serão veiculadas nas quatros rádios paulistas envolvidas no festival. Dessas, 10 passarão para a segunda fase; uma será escolhida pelos ouvintes e outra pela comissão julgadora. As duas vencedoras seguirão rumo à edição nacional.

As inscrições podem ser feitas entre os dias 16 de maio e 17 de junho nos sites da Rádio UFSCar e da Rádio Unesp de Bauru ou clicando no box Links, ao lado. A lista de selecionados para a primeira fase será divulgada dia 4 de julho.


O começo de tudo

Em 2003, a Rádio Educadora FM da Bahia criou seu primeiro festival de música. Seis anos depois, a ideia foi incorporada pela ARPUB, que passou a organizar o evento em nível nacional, com a participação de emissoras públicas de todas as regiões do país.

Idealizador e produtor dos célebres festivais de música dos anos 1960 e 1970, Solano Ribeiro apresenta em seu programa na Rádio Cultura Brasil faixas do disco duplo que reuniu 20 registros das categorias vocal e instrumental, com os vencedores das etapas regionais e os vencedores do evento nacional do I Festival de Música das Rádios Públicas do Brasil.

Fonte: Portal Cultura Brasil

70 anos de Cidadão Kane

por Mario Pereira

O ano de 1941 foi um daqueles que marcaram uma inflexão no curso da História e projetaram mudanças importantes. Em junho, Hitler lançou seus exércitos sobre a União Soviética; em dezembro, o Japão, sem declaração de guerra, atacou a base naval norte-americana de Pearl Harbor, nas ilhas havaianas.

Dois atos que tiveram respostas definitivas. Quatro anos mais tarde, o nazismo e o militarismo japonês foram varridos para o lixo da história. Inaugurava-se a Era Nuclear, com o lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, e começava a Guerra Fria.

Foi em 1941, naquele mundo em convulsão, que “nasceu” um cidadão chamado Kane. Ele hoje se integra a um ilustre elenco de “setentões”, que inclui, entre muitos outros nomes conhecidos, aqui e acolá, Roberto Carlos, Ney Mattogrosso, e Bob Dylan, o insuperável poeta de Blowing in the Wind.

Pois é. O Cidadão Kane, de Orson Welles (1915-1985), considerado pelo American Film Institute o melhor filme já produzido, e citado em todas as listas dos melhores filmes de todos os tempos, está completando 70 anos.

O registro se impõe. Kane inovou, profundamente, a produção cinematográfica, abrindo-lhe novas possibilidades. Welles, que já era famoso pela revolucionária transmissão radiofônica que fizera de A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, tinha apenas 26 anos na época.

Ele produziu efeitos até então inéditos na linguagem cinematográfica, como os de profundidade de campo, “esplendidamente postos em prática pela fotografia de Gregg Toland”, como destaca Georges Sadoul, no seu Dicionário de Filmes (L&PM, 1993), refinou a técnica do flashback, do travelling ascendente, utilizou contraplanos, imagens em claro-escuro etc. Levou à telona cenas antológicas, como as dos comícios eleitorais do personagem sob gigantescos retratos dele mesmo e as dos passeios das câmeras pelas salas monumentais e desertas de Xanadu.

Pauline Kael (1919-2001), que brilhou na crítica de cinema por décadas a fio a partir da revista The New Yorker, e pontificou em outras publicações de ponta, escreveu que Cidadão Kane não foi apenas inovador, “mas é talvez o único filme que sempre pareceu tão novo quanto no dia em que estreou”. François Truffaut, um dos papas da nouvelle vague e do “cinema de autor”, afirmava que Kane foi o filme que iniciou o maior número de cineastas em suas carreiras. Ele mesmo, o realizador de Jules e Jim e de Contatos Imediatos de Terceiro Grau, que tinha nove anos quando o filme estreou, foi um deles.

Em Criando Kane e Outros Ensaios (Editora Record, 2000), Pauline Kael registra que, como a maioria dos filmes chamados de obras primas, Cidadão Kane conquistou mais o público com o passar dos anos do que na época do seu lançamento. E acrescenta: “Contudo, ao contrário de outros, foi concebido e interpretado como diversão de estilo popular (ao contrário, digamos, de A Regra do Jogo e Rashomon, nos quais não pensamos em termos de agradar a multidão)”. Relembrando: A Regra do Jogo (Jean Renoir, 1939) e Rashomon (Akira Kurosawa, 1950). Kael atribui ao roteiro original de Hermann Mankiewicz (1897-1953) o principal motivo do sucesso do filme e não à direção de Orson Welles, que ficou furioso ao saber disso.

Fonte: Diário Catarinense

Inscrições abertas para seminário sobre comunicação, sociedade e cultura

Até 15 de julho, estão abertas as inscrições para o VI Seminário Internacional da Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación (Alaic). O evento integra o 1º Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana e ocorre na sede do Itaú Cultural, em São Paulo, nos dias 29 e 30 de julho.

Os debates têm quatro temas centrais: Pensamento Social e Comunicacional Latino-Americano; Pesquisa em Comunicação na América Latina; Políticas de Comunicação e Cultura na América Latina; e Pluralismo e Liberdade de Expressão na América Latina.

A inscrição é gratuita. Para se cadastrar, basta enviar nome, ocupação/titulação, instituição de origem e e-mail de contato para seminarioalaic2011@gmail.com.

Confira abaixo a programação:

VI Seminário Internacional da Alaic

sexta 29 e sábado 30 de julho

inscrições até 15 de julho pelo e-mail seminarioalaic2011@gmail.com

Programação:

sexta 29 de julho

9h Abertura

9h30 Mesa 1 – Pensamento Social e Comunicacional Latino-Americano
com Cesar Bolaño (Brasil), Eliseo Colón Zayas (Porto Rico), Ruy Sardinha Lopes (Brasil)

11h Mesa 2 – Pesquisa em Comunicação na América Latina
com Maria Cristina Gobbi (Brasil), Delia Crovi (México), Gustavo Cimadevilla (Argentina), Maria Immacolata V. de Lopes (Brasil)

14h30 Mesa 3 – Políticas de Comunicação e Cultura na América Latina
com Anita Simis (Brasil), Carlos Maurício Arroyo Gonçalves (Bolívia), Murilo Cesár Ramos (Brasil), Valério Brittos (Brasil)

sábado 30 de julho

9h Mesa Especial Alaic-Unesco: Pluralismo e Liberdade de Expressão na América Latina; apresentação do primeiro número do Journal of Latin American Communication Research

com Fernando Oliveira Paulino (Brasil), Mauro Porto (Unesco), José Marques de Melo (Brasil – Cátedra Unesco), Vincent Defourny (Unesco)

16h Assembleia extraordinária da Alaic

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Fonte: Itaú Cultural

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