Com maior oferta de shows gringos no Brasil, 2012 viu alta de ingressos e tropeços de festivais

por José Norberto Flesch

A festa acabou. A farra da lotação nos grandes shows em estádios e arenas no Brasil concluiu seu ciclo no primeiro semestre de 2012 com as apresentações de Roger Waters e sua “The Wall – Live”. A partir daí, palcos como o do estádio Morumbi se tornaram um templo do medo para artistas e produtores. E assim começou a fase dos ingressos encalhados, que mexeu com o mercado nacional e vai gerar mudanças em 2013.

Na semana passada, quando Madonna se despediu do Brasil com um show em Porto Alegre de sua “MDNA Tour”, ficou claro que o mercado mudou. Se em 2008 os ingressos para três shows da cantora no Morumbi esgotaram-se em poucas horas, desta vez foi um desespero levar público suficiente para o lugar. Não faltaram promoções com entradas a preços convidativos –tipo de ação que já havia acontecido para promover a turnê de Lady Gaga por aqui em novembro.

A situação tornou-se assunto indigesto no setor. Time For Fun, XYZ e Geo –as três maiores produtoras de São Paulo– não quiseram falar com a reportagem. A primeira trouxe as “encalhadas” Lady Gaga e Madonna; a segunda arriscou a vinda de Jennifer Lopez e a viu cantar para público muito abaixo do esperado. A Geo é a que mais acertou ao comprar os direitos de realizar o Lollapalooza no Brasil: o festival entupiu o Jockey Club na primeira noite com Foo Fighters, e já programou a segunda edição para março de 2013, com Pearl Jam e The Killers.

Junto com as três produtoras, a Planmusic –que bancou Paul McCartney e Tears For Fears no país– pretende criar associações para controlar a meia-entrada, tida como a grande vilã dos negócios e principal responsável pela alta dos ingressos. A ideia é reduzir a porcentagem de ingressos com desconto em cada evento, que, segundo empresários do setor, chega a 90% em determinados shows.

Cachê inflacionado e ingressos caros
A situação é delicada para produtores do país inteiro. “Foi um ano atípico. Uma grande quantidade de shows, principalmente no segundo semestre, aliada a alta dos ingressos, resultou em uma retração”, acredita Cássio Lopes, sócio da Hits, produtora de Porto Alegre que levou Roger Waters, Bob Dylan e Kiss à capital gaúcha. “O custo do show está alto demais. A locação dos espaços, por exemplo, ficou mais cara. Repassamos o preço para o consumidor, como acontece com qualquer outro produto. Se sobe o preço da farinha, aumenta o preço do pão”, compara o empresário.

Carlos Konrath, diretor da também gaúcha Opus Promoções e que cuida do Teatro Bradesco em São Paulo, aponta mais razões para o atual cenário. “A redução de vendas no mercado fonográfico obrigou os artistas a saírem em turnê. Com a crise na Europa e Estados Unidos, a América Latina surgiu como um grande mercado, até então pouco explorado, mas a disputa das produtoras para trazer determinados artistas acabou inflacionando os espetáculos”, comenta ele, lembrando que o público não conseguiu acompanhar o ‘boom’ de oferta.

Os produtores concordam que a mudança terá que começar pela baixa no preço dos ingressos. “O setor do entretenimento deve repensar suas estratégias, e não necessariamente em relação ao número de shows, mas aos valores repassados ao público. Buscar mais patrocínio de empresas parceiras pode ajudar na redução dos preços”, acredita Konrath.

Lopes também reclama do estado de guerra em que as produtoras entraram para trazer os artistas. “O leilão inflaciona o cachê e isso também rebate no preço do ingressos”, avisa. Ele sugere o que chama de concorrência saudável. “Tem que saber quanto vale o artista e não pagar algo fora da realidade”.

Gladston Tedesco, sócio-proprietário do Grupo Tom Brasil, de São Paulo, relaciona mais motivos para os valores dos ingressos. “São altos os impostos –Ecad, ISS, PIS, Cofins, IR–, o preço da logística com passagens aéreas, transporte e hotelaria, e, é claro, o número de meias-entradas, que é o principal problema e encarece o preço final”. Para baixar os preços dos bilhetes, ele propõe: “Começar pela diminuição tributária fiscal já seria uma boa ideia, que viabilizaria ingressos mais acessíveis para todos”.

Dos tropeços às previsões
O ano de 2012 teve a maior oferta de shows internacionais já vista no Brasil. No total, foram 459 artistas estrangeiros no país, segundo levantamento do jornal “Folha de S. Paulo”. Com a quantidade de opção também vieram grandes tropeços.

O principal foi o festival SWU, que, depois de duas edições anuais no interior de São Paulo, não conseguiu ser realizado em 2012. Outro foi o Metal Open Air, que aconteceu aos trancos e barrancos no Maranhão até ser cancelado no meio de sua realização. Para piorar, nesta semana surgiram boatos de que o festival Planeta Terra seria extinto. Os organizadores desmentiram e garantiram a edição de 2013, mas todos estes são casos que podem influenciar negativamente no mercado.

“Para o próximo ano, esses cancelamentos podem afetar a visão dos produtores e artistas internacionais sobre o Brasil. Possivelmente eles se sintam mais inseguros em trazer grandes shows para o nosso país”, diz Carlos Konrath. “Ficamos tristes quando isso acontece, porque diminui a credibilidade do país para produções internacionais”, acrescenta Gladston Tedesco, do Tom Brasil.

Para Cássio Lopes, “foram casos isolados”. E parecem ter sido mesmo, quando, por outro lado, observa-se que muitas operações foram vitoriosas. O melhor exemplo é o violinista suíço André Rieu, que veio ao Brasil pelas mãos da Poladian Produções e fez 30 apresentações em São Paulo, no ginásio do Ibirapuera. Cerca de 200 mil pessoas compraram ingresso para ver o músico –mais do que conseguiram juntas, na cidade, Madonna e Lady Gaga.

Outros artistas de peso médio, como Robert Plant, Creed e Scorpions, esgotaram antecipadamente os ingressos para seus shows em São Paulo. Até mesmo o espetáculo “Elvis in Concert”, com a presença do Rei do rock em um telão, teve todos as entradas vendidas e obrigou a realização de apresentações extras.

Uma coisa parece certa: quem gosta de shows internacionais não tem com o que se preocupar. O calendário musical já será alimentado pelo Lollapalooza, em março; a já definida volta de Elton John, de 27 de fevereiro a 8 de março; e a nova edição do Rock In Rio no segundo semestre. “Não é por que alguns shows não deram certo em 2012 que em 2013 o mercado vai parar”, avisa Lopes.

Gil 70 chega a São Paulo

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“A exposição não pretende ser um panorama da carreira do Gil”, ressalta o poeta e designer gráfico André Vallias, curador da exposição GIL70, que reúne 21 obras homenageando a trajetória do músico.

Inspirados nas revistas marginais da década de 1970, pinturas, grafites, vídeos, fotografias, esculturas e poesia visual fazem referência ou são dedicados às canções de Gil.

Ao todo, 25 artistas assinam as obras, entre eles Arnaldo Antunes, Ricardo Aleixo, Caetano Veloso e Augusto de Campos.

Onde:Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – São Paulo
Quando:12/12 a 17/02
Quanto:gratuito
Info.:http://www.itaucultural.org.br

Fonte: Revista Cult

The Black Keys, Frank Ocean e fun. estão entre os principais indicados ao Grammy 2013

Artistas masculinos dominaram as indicações da 55ª edição dos prêmios Grammy, anunciados na noite de quarta-feira (4) pela Academia da Gravação dos Estados Unidos. O evento, que aconteceu em Nashville, no Tennessee, foi apresentado por LL Cool J e Taylor Swift, e contou com apresentações de grupos como Maroon 5, fun., Ne-Yo e The Who.

Os destaques ficaram com fun., Frank Ocean, Mumford & Sons, Jay-Z, Kanye West e Dan Auerbach, da banda The Black Keys, que concorrem em seis categorias cada um. Kelly Clarkson foi uma das poucas artistas femininas a conseguir várias indicações (três), incluindo Gravação do Ano e Melhor Álbum Vocal Pop.

Para música do ano foram indicados “Lonely Boy” (The Black Keys), “Stronger (What Doesn’t Kill You)” (Kelly Clarkson), “Thinkin About You” (Frank Ocean), “We Are Never Ever Getting Back Together” (Taylor Swift), “We Are Young” (Fun e Janelle Monae) e “Somebody That I Used to Know” (Gotye com Kimbra).

Os indicados para a categoria Gravação do Ano foram “El Camino” (The Black Keys), “Some Nights” (Fun), “Babel” (Mumford & Sons), “Channel Orange” (Frank Ocean) e “Blunderbuss” (Jack White). Na categoria Artista Revelação estão Alabama Shakes, fun., Hunter Hayes, The Lumineers e Frank Ocean.

A entrega dos prêmios Grammy acontecerá no dia 10 de fevereiro de 2013 no Staples Center, em Los Angeles, com transmissão pela TV. A banda The Who receberá um troféu especial pelo conjunto da obra. Ao todo, serão entregues 81 prêmios. Os concorrentes são artistas com trabalhos lançados entre 1º de outubro de 2011 e 30 de setembro de 2012.

A artista britânica Adele foi a grande vencedora da edição 2012, após conquistar seis prêmios em cerimônia marcada pela morte de Whitney Houston.

* Com informações da EFE e da Reuters

Fonte: UOL

Catarse Musical pergunta: pra quem você está torcendo?

Cantor Elton John fará três shows no Brasil em 2013

Elton John fará três shows no Brasil entre fevereiro e março de 2013, informou nesta quarta-feira (5) a XYZ Live, produtora responsável pela vinda do cantor ao País. A performance do artista poderá ser assistida em São Paulo, no dia 27 de fevereiro, no Jockey Club; em Porto Alegre, dia 5 de março, no estádio Zequinha; e em Brasília, dia 8 de março, no Centro de Convenções Internacional.

Os ingressos para as apresentações começam a ser vendidos a partir de 8 de dezembro para os shows de São Paulo e Brasília, e dia 10 de dezembro para o show de Porto Alegre. A compra pode ser feita pelo http://www.livepass.com.br (para os shows de São Paulo e Porto Alegre) e pelo http://www.ingressorapido.com.br (para Brasília). Os valores vão de R$ 180 a R$ 1.000,00.

Fonte: Terra

Audição na área: In The Heights

Atores e cantores de plantão, a 4act está selecionando brasileiros e latino americanos para as audições do musical “In The Heights”, que estreia em julho de 2013 no Rio de Janeiro e migra para São Paulo em outubro do mesmo ano. As inscrições para os testes podem ser realizadas no site do musical, clicando aqui.

Fonte: Musicais BR

O “Djavanear” flamenco

por Andressa Rocha

Assim como o flamenco está arraigado na mistura de manifestações folclóricas de vários povos que, ao passar pelo crivo de gargantas pontuais, resultou em arte extraordinária e intensa, Djavan está para a coesão harmônica e singular na forma que relaciona os diversos gêneros musicais, o pluralismo cultural e ritmos. Resultado: canções excepcionais conhecidas em diversos países e a descoberta de tesouros escondidos, música de qualidade para os ouvidos e a empolgação daquele garoto de Maceió que um dia largou a bola pela música.

Compositor, cantor, violonista e arranjador, Djavan teve uma formação musical que sempre valorizou a diversificação, inclusive, quase uma regra na época de sua adolescência, quando os músicos ouviam e tocavam de tudo. Quanto
mais os músicos se relacionavam com vários tipos de estilos, mais se adquiria experiência e know-how musical. Fato que contribuiu para o enriquecimento da estrutura harmônica tão marcante da música popular brasileira.

O pequeno alagoano costumava “viajar” pela coleção de discos do Dr. Ismar, amigo de seu pai. Mas Djavan sentia também uma atração quase incontrolável pelo flamenco. Segundo conta, é algo ancestral, que vem de outras vidas. Conforme um mapa astral feito por uma astróloga, a relação com a língua hispânica e as tradições relativas a essa cultura é algo muito antigo. “Já nasci no Peru, já nasci na Espanha… Eu tenho fluência em espanhol, sem nunca ao menos ter
estudado. Nos países cuja língua é o castelhano, dou entrevistas para todas as mídias em espanhol. É tudo muito familiar para mim”.

Espírito “gitano” que vai além de ÁRIA

O primeiro contato oficial de Djavan com a música flamenca foi com a gravação de “Oceano”, em 1989, na qual contou com o solo de guitarra de Paco de Lucia, um dos maiores marcos do flamenco. Importante ressaltar que Paco chegou a se questionar se conseguiria tocar uma harmonia tão complexa. O fruto dessa parceria é uma poesia cantada e tocada de forma sublime.

Em 1997 no Heineken Concerts, Djavan apresentou sua versão para “Granada”  de Agustín Lara, composição que rendeu ao mexicano algumas honras, inclusive uma casa na cidade espanhola oferecida pelo ditador Francisco Franco, em 1965. Em 2008, o cantor brasileiro participou do Festival da Guitarra de Córdoba e interpretou  “La Leyenda del Tiempo”, baseada na admiração pela forma de cantar de Camarón de La Isla.

Em 2001, na música  “Milagreiro”, com a qual encantou o mundo, ele abarcou nuances do flamenco na organização melódica no violão de Max Vianna e até mesmo a estória narrada na canção: um pouco triste e sofrida, como um amor não realizado, tal como ocorre com frequência em inúmeras canções flamencas. Djavan maestrou acordes, para sua voz e a de Cássia Eller- artista tinha muita afeição pelo flamenco – e os instrumentos sem perder a essência do cancioneiro brasileiro como base, ainda sim, ressaltando o flamenco.

E com Ária, seu álbum mais recente, Djavan traz um magnífico trabalho onde, pela primeira vez, canta músicas de outros compositores. Um disco de interpretações, no qual “La Noche”, de Enrique Heredia Carbonell e Juan Jose Suarez Escobar, foi a música eleita para representar o flamenco e dar aquele tom de diversidade, tão marcante nos seus trabalhos.

O artista está desenvolvendo um projeto, ainda sem nome, a ser lançado neste ano, seguido de uma grande turnê nacional. Ele define: “Vamos fazer um disco feliz”. Com certeza será mais um deleite musical e único. O “Djavanear” nas
estruturas harmônicas e notas musicais, como diria Caetano Veloso.

Como o Flamenco foi inserido no seu repertório?

A primeira vez que estive na Andaluzia, em Sevilha especificamente, sofri uma comoção muito grande. Me pareceu que voltei à um lugar em que já vivi. Fui às peñas ouvir flamenco, aos tablados…e  tive um sentimento muito intenso por
aquilo tudo. Uma impressão de intimidade com a cultura, familiaridade com os cheiros de Sevilha, com as comidas, com o povo e a música flamenca. É algo que faz parte de mim há muito tempo, e com o andar da vida isso foi se acentuando. Eu sinto uma fluidez do flamenco quando decido trabalhar com esta arte, em meu raciocínio musical. É realmente para alguém que já viveu isso em algum momento. No meu caso, em outras vidas.

Em alguns depoimentos  você citou Camarón de La Isla. Você se refere a ele como o mais expressivo, o que mais lhe emociona e como o “maior cantor do planeta”. Por que essa admiração?

Porque a gente que canta com a alma, consegue decifrar nele um cantor visceral que traz a sua alma para fora e a transporta junto aos sentimentos contidos nela à todas as direções: pessoas de todas as raças, faixas etárias, religião ou classe social. Em minha opinião, Camarón é o maior marco e símbolo de expressão do flamenco pela força impressa em seu cante. Ele tem uma mágica com esse gênero que encantou e continua encantando o mundo através de seu brilhantismo musical. Não sei como seria ele cantando outra coisa. Mas para mim, seria algo totalmente desnecessário. O que ele fez, para mim, basta. É suficiente. É único.

Você participou do Festival de la Guitarra de Córdoba em 2008 e interpretou “La leyenda del Tiempo” de Federico García Lorca, adaptada por Ricardo Pachón e interpretada por Camarón de Isla em 1979. Porque elegeu essa música?

É uma música que sempre apreciei, e de novo falando em Camarón, a forma que ele interpretou “La Leyenda del Tiempo” me instigou a cantá-la. Eu fiz um arranjo musical  diferente e essa composição viajou comigo em toda a turnê daquela
temporada.

Os flamencos, artistas de renome e espanhóis, têm muita admiração por você. Presenciei em diversos lugares na Espanha versões flamencas para algumas de suas músicas. O famoso grupo Ketama, por exemplo, fez uma versão de “Flor de Lis”. Qual sua opinião sobre essa releitura e como entende esse processo de intercâmbio de culturas no cenário musical?

Amo Ketama e gosto da versão do grupo para Flor de Lis. Acho que essa inter-relação cultural na música com outros artistas, com outros países, com outras culturas bem distintas é essencial. A troca de informação e o processo de influenciar uns ao outros é necessário para mim. Já fiz isso com África, Américas e, por que não com o flamenco?

A força da internet era ínfima há 10 anos atrás comparado com as ferramentas atuais de disseminação da informação em todas as áreas. E na área musical? Como você enxerga esse poder da internet? Quais os pontos positivos e negativos?

A internet é avidamente importante para adquirir informação e vejo como um canal de estudo. Tudo na vida é preciso saber corretamente como usar. No caso da internet, há como se perder um dia inteiro só com bobagens e não formatar nada significante. Por outro lado, é um canal aberto que pode ser usado de forma positiva para estudar, para ter acesso rápido a informações almejadas e, principalmente, para divulgar um trabalho. É um excelente condutor, de disseminação, seja na área musical, literária, etc. Por exemplo, eu fiquei encantando com a voz de Montse Cortés na música “La Noche”, que conheci há muitos anos através da internet. Tempos depois, senti que era a hora de interpretar da minha maneira essa canção e aí está ela, em Ária.

Mais informações, acesse: www.djavan.com.br

Fotos: Divulgação

Jeff Scott Soto: vocalista lança novo videoclipe

O vocalista americano, Jeff Scott Soto, lançou oficialmente hoje seu novo videoclipe. A música escolhida é a faixa-título de seu mais recente álbum, “Damage Control”.

O álbum foi lançado no dia 27 de Março pela Frontiers Records e conta com a participação de Jamie Borger e Nalle Pahlsson (Treat), Casey Grillo (Kamelot), Joel Hoekstra (Night Ranger) e Dave Maniketti (Y&T).

O trabalho saiu em formato CD tradicional e digipack deluxe. A versão deluxe tem três faixas bônus e um DVD com videoclipes e entrevista.

Confira o tracklisting de “Damage Control”:

1. Give A Little More
2. Damage Control
3. Look Inside Your Heart
4. Die A Little
5. Take U Down (bonus track versão deluxe)
6. If I Never Let Her Go
7. Tears That I Cry
8. BonaFide
9. Elena (bonus track versão deluxe)
10. Krazy World
11. How To Love Again
12. AfterWorld
13. NeverEnding War
14. Afraid To Die (bonus track versão deluxe)
Confira “Damage Control”:

Fonte: Roadie Crew

Gilberto Gil comemora 70 anos com transmissão especial no YouTube

Na próxima terça, 26, o cantor Gilberto Gil irá completar 70 anos de idade. Para comemorar, o YouTube exibirá trecho de seu espetáculo Concerto de Cordas e Máquinas de Ritmo, gravado em show no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Foram disponibilizados no canal dele no site depoimentos de outros artistas como, Jorge Ben Jor, Zeca Pagodinho e Ivete Sangalo, parabenizando o músico. Uma linha do tempo com vídeos de diversas etapas de sua carreira, desde os anos 60 até atualmente, também pode ser vista pelos internautas.

Fonte: Rolling Stone Brasil

Audição para musical

Canta, dança e sapateia

por Gabriel Justo

Ao som de “Material Girl”, de Madonna, Felicia chega ao palco sustentada por um enorme cifrão brilhante. Ela é uma das drag queens do musical “Priscilla, A Rainha do Deserto”.

Por trás de um figurino glamuroso e de muita maquiagem, está o ator brasiliense André Torquato, 18, interpretando o primeiro protagonista de sua carreira.

Apesar da pouca idade, Torquato é considerado um dos nomes fortes dos musicais no Brasil. Ator desde os sete anos, já atuou em três grandes espetáculos desde que foi descoberto pelo diretor Charles Möeller, aos 15.

“Quando passei no teste para ‘A Noviça Rebelde’, me mudei para São Paulo. Depois fui convidado para o musical ‘Gypsy’ e tive que ser emancipado pelos meus pais, abrir uma empresa. Vi que a coisa tinha engrenado”, conta ele, que trabalhou em “As Bruxas de Eastwick” interpretando o desengonçado Michael.

Mas Torquato não é uma exceção. Laura Lobo, 21, também faz parte do seleto grupo de jovens prodígios do teatro musical brasileiro.

Aos nove anos, integrava o elenco infantil do musical ‘Les Misérables’. Aos 18, ficou conhecida pela personagem Martha, em ‘O Despertar da Primavera’.

“Meu pai é músico e minha mãe é cantora. Toda a minha família sempre foi ligada à arte”, diz ela, que hoje interpreta Vandinha no recém-estreado “A Família Addams”.

O CAMINHO DAS PEDRAS

Ser reconhecido e fazer sucesso como Torquato e Laura é o que deseja uma galera que, incentivada por séries como “Glee” e principalmente pelo crescimento do mercado de musicais no Brasil, está se preparando em cursos especializados na formação de “performers”.

A demanda cresceu tanto nos últimos anos que já há uma escola de teatro em São Paulo inteiramente dedicadas à formação desses “performers”, atores que, como se diz, interpretam, cantam, dançam e sapateiam.

Para se ter ideia de como o mercado está aquecido, só a produção de “Priscila”, musical protagonizado por Torquato, tem 27 pessoas no palco e o custo da produção se aproximou de R$ 10 milhões.

Ricardo Marques, diretor da 4Act Performing Arts, que recruta jovens para o gênero, diz que qualquer um que queira se tornar um ator de musicais tem chance.

“Nosso objetivo aqui não é pegar o melhor, mas sim o mais talentoso, o que tem maior potencial, e transformá-lo num artista completo.”

Descobridor de talentos do teatro musical, o diretor Charles Möeller conta que antigamente era muito difícil achar atores jovens que cantavam e dançavam.

“Hoje em dia, eles já entenderam que existe lugar no mercado e que este pode ser um trabalho rentável, seguro e com inúmeras possibilidades”, explica.

Quando perguntado sobre o que recomenda para quem quer seguir carreira na área, Möeller não tem papas na língua e faz alguns alertas.

“Caso essa vontade seja fruto de uma vocação, a pessoa vai precisar abdicar de muita coisa na vida -como baladas, amigos e viagens- para se estabelecer na profissão. Caso contrário, meu conselho é que desistam antes de começar, pois o mercado é muito complexo, terrível.”

Ou seja: tem que ter dedicação e muita, muita força de vontade. Como para quase tudo na vida. A diferença é que dá para fazer isso de um jeito bem divertido: cantando, dançando e sapateando.


A FAMÍLIA ADDAMS
Wandinha, a caçula, se apaixona por um jovem de família tradicional e força os pais a organizar um jantar para eles
Teatro Abril, Av. Brig. Luís Antônio, 411, São Paulo. Tel.: (0xx11) 4003-5588
Ingressos de R$35 a R$250

PRISCILLA, A RAINHA DO DESERTO
Bernadette, Mitzi e Felicia são três drag queens que viajam em um ônibus pelo deserto australiano.
Teatro Bradesco, R. Turiassu, 2.100, São Paulo. Tel.: (0xx11) 3670-4100.
Ingressos de R$40 a R$250

Fonte: Folha de S. Paulo

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