Festival Monsters of Rock retorna ao Brasil em 2013

Dentre os festivais mais legais de rock pesado e alternativo que rolaram nos anos 90 sem sombra de dúvidas destaca-se o Monsters of Rock, patrocinado pela empresa Philips. O festival teve quatro edições e exibiu um formato bem diferente do que podemos ver nos dias de hoje nos festivais, onde as bandas podiam executar os seus shows completamente durante o evento, que chegavam a ter 13 horas de música em um único dia.

A produtora XYZ Live, responsável por anunciar três shows do Kiss no Brasil para este ano, publicou que tem planos para uma nova edição do Monsters of Rock no Brasil e que ele deve acontecer em outubro de 2013. As vendas devem ser iniciadas em fevereiro do ano que vem, mas o line up será revelado ainda este ano.

Em edições passadas, estiveram bandas como Black Sabbath, Kiss, Slayer, King Diamond, Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Alice Cooper, Skid Row, Faith no More, Therapy?, Clawfingers, Viper, Angra, Dr Sin e os Raimundos em sua melhor fase, fazendo o Pacaembu tremer no refrão de “Eu quero ver o oco”.

Fonte: Tenho Mais Discos Que Amigos

Coxinhas na área vip

Texto genial publicado no site da Época me fez compreender o motivo pelo qual ando me sentindo tão deslocada em grandes shows nos últimos tempos… não vou “montada” pro show, vou pela música e não usar a presença no evento como forma diferenciação!

por Luís Antonio Giron*

O público de shows está se alterando, em especial o de espetáculos de rock e pop em espaços abertos. As mudanças podem ser observadas nas atitudes, na gestualidade e no estilo, na forma de falar e de cantar. No último show da banda californiana Maroon 5, na Arena Anhembi em São Paulo, no domingo, dia 26 de agosto, não foi diferente. Como a cada evento surge uma novidade no âmbito do comportamento, são perceptíveis agora algumas inovações bizarras dignas de nota. O público, predominantemente jovem, anda mais antipático e exibicionista do que jamais pude testemunhar em 30 anos de cobertura de espetáculos desse tipo. Os frequentadores de hoje comparecem mais para ser conhecidos do que conhecer, mais para brilhar do que para ver o espetáculo. A interação com os artistas deu lugar à ostentação, a espontaneidade ao exibicionismo. Os novos espectadores São muito diferentes dos que já passaram. Gostaria de explicar por que essas mudanças ocorrem, e em que elas alteram a própria maneira de praticar e compreender a arte.

Antes de mais, um naco de reflexão. O público é histórico. Tem data e local. Varia de acordo com as mudanças de anseios, sonhos, sensibilidade e interesse em determinados temas ou aspectos da realidade, da tecnologia e da arte disponíveis no momento. Lembro-me de que, três décadas atrás no Brasil, havia uma fome terrível de conhecimento. O interesse crescia na razão inversa da oferta de espetáculos. Eram os anos 80, quase nenhum talento internacional ousava se apresentar no Brasil. E, quando o fazia, como a banda Queen, em 1981, a reação era apaixonada. Eu me recordo de ver o Morumbi na penumbra, iluminado pelos isqueiros e fósforos, a celebrar Freddie Mercury e banda, em um tempo em que não havia telões. Os jovens se encontravam para escutar um LP de vinil do Queen ou do Pink Floyd de cabo a rabo, sem dizer nada. Eram descabelados, malvestidos, ingênuos, agressivos, mal sabiam as letras e muito menos entendiam inglês muito bem. Acampavam na frente do estádio para sonhar com alguma utopia que o rock ainda poderia trazer.

Claro que não trouxe a utopia, e, ao longo da “década perdida” – como denominam os economistas os anos 80 no país – a oferta de shows era escassa e o público não sabia se comportar direito. Sabia, sim, vibrar e interagir com as bandas. Lembro de um show dos ingleses do Echo & the Bunnymen em 1985, quando a plateia suplicava pelos tênis dos músicos – e eles acabaram jogando os tênis que tinham nos pés sobre uma turba enlouquecida. Vigoravam pobreza e falta de informação. Se ir a shows podia ser divertido, também oferecia seus perigos. Como quando os punks e os carecas do ABC brigaram no extinto Palace em São Paulo quando por aqui passaram a banda americana The Ramones. Ninguém saiu ileso da pancadaria. Meninos e meninas riam das roupas sujas e molhadas. Os discos dos Ramones eram raros, todos os discos eram caros, mais ainda os importados. Ninguém pensava em YouTube.

Os anos 90 representaram a abertura econômica e cultural do Brasil para o mundo, apesar de tudo. E foi possível viajar, comprar discos, veio a MTV e um pouco de sofisticação. Um pouco. As roupas jovens não passavam de uma imitação barata das que os grandes centros exibiam. E os festivais que começaram a acontecer com mais freqeência traziam astros em fim de carreira, ou quase. No Rock in Rio de 1991 no Maracanã, lembro de um público largado, dançando ao som da banda inglesa Happy Mondays. Sob chuva, as garotas não temiam desmanchar a escova ou a chapinha – até porque não faziam. E tinha gente que ousava se despir completamente na frente do palco. A era grunge e das raves estava em alta. Começaram a aparecer telões nos estádios. E as pessoas se juntavam em uma desavergonhada maçaroca de desejos. Havia paixão pela música e por discuti-la em grupo. Quem conhecia mais discos e canções era rei. Havia interesse pela música, então o veículo dos anseios juvenis.

Foi assim até a metade dos anos 2000. Mas, com o crescimento econômico, a aparição da internet e a imposição das redes sociais, o comportamento se alterou nos shows de estádio. Com a decadência da Europa e a crise americana, os músicos passaram a ver o Brasil como a Meca da grana. O país tornou-se ponto obrigatório das turnês internacionais. E o público, mimado por todos os astros, já havia viajado, aprendido inglês e adquirido hábitos alinhados com as plateias mundiais. À medida que o gosto se banalizava, aumentava o acesso à informação – e o desinteresse por elaborá-la.

A resultante dos novos tempos foi a aparição da geração coxinha, dos jovens de posses que são tão bem comportados, que são iniciados sexualmente e fumam maconha nos estádios como se fizessem uma lição de casa. Na plateia modelo 2012, as meninas chegam vestidas para matar: de salto alto, minissaia e maquiagem carregada. Os rapazes surgem embriagados e drogados, ostentando grifes da moda e prontos para a azaração. Até aí não difere tanto dos públicos do passado, salvo pela qualidade das roupas e dos acessórios. O consumo de artigos de luxo nunca foi tão disseminado. Quase todo mundo carrega smartphones, correntes de ouro, brincos e relógios luxuosos. A ostentação ao ar livre muito se deve à implantação das áreas vip. Trata-se de uma situação escandalosa, pois encena a luta de classes nas arenas antes devotadas à igualdade proposta pela música pop. Na Arena Anhembi aconteceram muitos assaltos – e me surpreende não ter ocorrido um motim dos menos favorecidos, separados do palco por uma constrangedora cerca. Por isso, minha descrição é do público que pode ver um espetáculo de forma adequada – ou seja, na atual situação, aquele que paga para figurar nas áreas vip. Os excluídos que se acotovelam nos setores normais não podem ter nem o direito de dizer que assistiram ao show. Estão sendo enganados e, ainda assim, conseguem se divertir.

Mas voltemos aos que se divertem de fato, os coxinhas das áreas vip. Com tantas inovações e privilégios, a plateia se transformou em palco. O exibicionismo dos jovens é tão grande que ofusca o brilho das atrações do palco. Na realidade, os coxinhas parecem ir aos estádios pura e simplesmente pelo evento social. Eles gravam nos celulares sequências inteiras do espetáculo, quando não o show completo, para depois postar nos seus canais privados no YouTube, detalhando o set list. Tiram fotos uns dos outros, ou autofotos, só para postar no Facebook e no Twitter – imagens que ninguém quer ou vai ver.

A maioria não presta atenção ao que se passa no palco: enquanto canta as letras decoradas mecanicamente, ensaia passos de dança, olha para os lados, namora e envia torpedos. O sujeito da plateia se acha astro, mas a única pessoas que está prestando atenção nele é ele próprio. Todo mundo se mira na câmera frontal de seus celulares. Isso faz lembrar o teatro do narcisismo em sua quintessência: o novo lago, o novo espelho fixa e eterniza a imagem da volúpia egocêntrica. Desse modo, a cultura das celebridades na verdade rebaixa os artistas à condição de objeto de deboche. Adam Levine, o elétrico vocalista do Maroon 5, era alvo de gritos e camisetas como quem fosse linchado por adolescentes mais interessados no corpo dele do que na música que cantava. O público se afigura mais onanista, desatento e desmemoriado do que nunca. Como a música corre hoje feito água gratuita pelos encanamentos da internet, ninguém dá mais muita bola para ela. Deixou de despertar interesse. Viv’alma se reúne para ouvir um disco inteiro e prestar atenção a sua mensagem. Que álbum resiste ao BitTorrent e à falta de memória do ouvinte? O rock e o pop sofrem uma metamorfose como nenhuma outra forma de música. É como se sua essência fosse condensada ao formato mp3, conspurcada, espoliada – e não restasse mais que ruínas da velha arte da rebelião. A arena da chacina está em cartaz nos shows a céu aberto.

Enfim, o que mudou no público esses anos todos? Ao acompanhar a marcha da civilização, ele certamente trocou a fome de cultura pela congestão das ofertas irrelevantes e a diluição do prazer artístico. O excesso matou a curiosidade, as utopias e a antiga magia da juventude. E principalmente arrancou seu coração. Não posso querer voltar atrás e muito menos culpar os coxinhas por festejar na área vip. Resta-me apenas lamentar por aqueles que anseiam em ser iguais a eles – e são a maioria dos jovens, inclusive os assaltantes de coxinhas.

*Luís Antônio Giron Editor da seção Mente Aberta de ÉPOCA, escreve sobre os principais fatos do universo da literatura, do cinema e da TV (Foto: ÉPOCA)Luís Antônio Giron Editor da seção Mente Aberta de ÉPOCA, escreve sobre os principais fatos do universo da literatura, do cinema e da TV

Fonte: Época

Chega ao Brasil ‘Yellow Submarine’, primeiro filme animado dos Beatles

por Stéfanie Privado

 

 

Divulgação

 

Mesmo após quatro décadas do final da banda, o quarteto de Liverpool continua exercendo fascínio nos antigos e novos fãs e para estes chega ao Brasil Yellow Submarine, filme de 1968 e o primeiro longa animado dos Beatles. O material foi restaurado  digitalmente, preservando as suas características originais (cut-out) e esta disponível em DVD e Blu-Ray.

Em embalagem colorida com alguns mimos, como transparências com cada beatle desenhado, adesivos e livrinho original (em inglês) contendo todo o storyboard do filme, o lançamento chega ao País acompanhado da trilha sonora do filme com sucessos como Eleanor Rigby, Lucy in the Sky with Diamonds, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, entre outras faixas que todo fã de carteirinha da banda sabe cantar de cor.

Além do filme, o DVD traz muitos extras: documentário Mod Odyssey (bastidores da produção do filme), trailer original de divulgação, sequências de storyboard, entrevistas com produtores, dubladores e pessoas envolvidas na produção de Yellow Submarine e o melhor para qualquer admirador ou curioso por música: imagens raras e inéditas de John, Paul, Ringo e George.

Dirigido por George Dunning e escrito por Lee  Minoff, All Brodax, jack Mendelsohn e Erich Segal, Yellow Submarine é baseado na música de John Lennon e Paul Mccartney que retrata um conto fantástico de amor, paz e esperança impulssionados pela música. O filme, um marco na época, tornou-se imediatamente importante após o seu lançamento por exibir efeitos especiais (na época os mais modernos), além de ter referências claras na Pop Art de Andy Wahrol, Martin Sharp, Alan Aldridge e Peter Blake.

No ano que vem no mês de abril, será lançado uma nova edição compacta, de capa dura do livro ilustrado Yellow Submarine. O livro, que poderá ser encontrado em livrarias e na Beatle Store (www.thebeatles.com), traz em suas 40 páginas, a beleza e a arte do filme que encantou adultos e crianças por gerações. Uma versão interativa do livro também está disponível para download grátis na iBookstore da Apple para Ipad, Iphone e Ipod em (www.Itunes.com/thebeatles).

É novidade para nenhum fã colocar defeito, inclusive nos preços que seguem a média do mercado: o CD com a trilha sonora custará em média R$ 34,90, o DVD R$ 49,90 e o Blu-Ray R$ 84,90. Agora só é preciso um pouco mais de paciência: o material todo só estará no mercado no dia 1 de agosto.

Fonte: E+

A quantas andam as vendas de livros no Brasil?

Uma auditoria realizada pela GFK Brasil, nos primeiros cinco meses deste ano, mostra que do universo de 4.500 analisadas editoras analisadas, apenas 10 foram responsáveis por quase 30% do faturamento do mercado editorial no Brasil.

Para que se tenha uma ideia do levantamento, pioneiro por medir o mercado no ponto de venda ao consumidor, cinco destas 10 maiores editoras responderam, por exemplo, por 18% do total arrecadado com a venda de livros no varejo brasileiro, enquanto as três tops concentraram 12% do montante.

Dentre os 150.000 títulos verificados, 20 responderam por 8% do faturamento do setor. Já os dez títulos mais expressivos foram responsáveis por 5,8%, enquanto três deles contribuíram com 3,6% da arrecadação total.

O estudo levou em conta o cenário de vendas em livrarias, sites e diversos pontos de venda – como lojas de departamentos e hipermercados – que comercializam livros no País. Além dos livros tradicionais, também foram pesquisados e-books e áudio books em três categorias: Não Ficção (Direito, Medicina, Ciências etc.), Ficção (Literatura, Jogos) e Infantil Juvenil (ficção e não ficção).

“A divulgação de indicadores sobre o mercado editorial agora faz parte do escopo de trabalho da GfK no Brasil. Trazemos a expertise de nossas operações em 14 países, onde a apuração de dados junto a varejistas de livros já é uma prática consolidada. A expectativa é que esse levantamento seja contínuo para subsidiar a tomada de decisões estratégicas e táticas de editoras e livrarias”, explica Diogo Bettencourt, gerente de novos negócios da GfK Brasil.

A evolução das vendas no Brasil

O Painel de Livros da GfK Brasil procurou apresentar o perfil das vendas ao consumidor final realizadas no País. Em função disso, o mês de janeiro – considerado a base de 100% – é o que apresentou o maior volume de saídas de livros, já que agrupou dois fenômenos responsáveis pelo aumento da demanda: época de férias e procura por livros didáticos.

Mas ao longo do ano o volume diminui. Fevereiro registrou a queda mais brusca dos cinco meses analisados: 24,7%. Em março houve alta de 4,8% no total de unidades vendidas e abril foi marcado pela queda de 5,2% no volume de vendas, enquanto maio apresentou alta de 7,5%.

Basicamente entre janeiro e fevereiro houve uma queda no faturamento da venda de títulos da ordem de 20,6%. Entretanto no período, o preço médio do livro subiu 5,5%. E nos meses de abril a maio o faturamento voltou a subir em 5,6% enquanto o preço caiu em 1,8%.

A auditoria apurou também o comportamento das vendas por categorias, sempre tendo como base o mês de janeiro (100%). Em fevereiro, no segmento de não ficção, as vendas foram da ordem de 83%, com alta em março (90%), queda em abril (77%) e nova alta em maio (81%). Já nos livros de ficção a queda foi maior: 71% em fevereiro, 73% em março, 73% em abril e 78% em maio. Na categoria infantil e juvenil a oscilação das vendas registrou 73% em fevereiro, 78% em março, 79% em abril e 87% em maio.

A categoria mais importante, de janeiro e maio, tanto em volume de unidades vendidas quanto em faturamento, foi a de não ficção, que representou 71,7% do faturamento do mercado e 61% do volume de livros vendidos. Já em unidades, os gêneros mais vendidos foram Literatura Estrangeira (17% do total do mercado) e Infantil e Juvenil (15,5%). Em faturamento, o destaque ficou com Ciências (17,8%), seguido de Administração/Economia/Informática (16,4%).

“A taxa de analfabetismo no Brasil está caindo e isso possibilita ampliar o mercado consumidor. Por outro lado, o País apresenta distorções que dificultam melhorar o cenário. Enquanto o preço médio do livro de ficção aqui é de R$ 32,00, na França é de R$ 26,10. O de não ficção no Brasil custa em média R$ 49,40 e na França R$ 34,60. Já o Infantil/Juvenil – que no varejo brasileiro é vendido por R$ 28,60, em média –, é comercializado a R$ 18,50 na França”, explica Claudia Bindo, gerente de atendimento da GfK Brasil, ressaltando que o contraste fica ainda maior quando se analisa a média geral. “Se por um lado o preço médio do livro no Brasil é de R$ 45,00 e temos uma renda per capita média abaixo de R$ 30 mil por ano, na França o livro custa menos da metade do vendido aqui, enquanto a renda da população deles é três vezes maior que a brasileira”, conclui Claudia.

Fonte: Portal No Varejo

Blog Stats

  • 166.739 hits