Expomusic comemora Dia Mundial do Rock com promoção

Na sexta-feira, dia 13, o mundo inteiro reverenciou o Rock and Roll. E para comemorar o estilo que marcou época e ditou mudanças no comportamento universal, a Expomusic anuncia a promoção “Quer tocar no Music Hall?”, que chega com o intuito de alçar três bandas do anonimato ao estrelato.
Para participar, os interessados deverão preencher o formulário que já está disponível no site do evento (http://www.expomusic.com.br/2012/publico/promocao/). Na ficha, os artistas deverão colocar um link que remete a algum vídeo da banda postado no Youtube.
Os três vencedores que irão tocar no Music Hall serão escolhidos por meio de votação aberta pelo público. As inscrições serão aceitas somente até o dia 20 de agosto e as bandas vencedoras, anunciadas no dia 03 de setembro.
História
Em 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou o Live Aid, que reuniu artistas como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, U2, Paul McCartney, Phil Collins, Eric Clapton e Black Sabbath, com o intuito de combater a miséria que assolava a Etiópia.
O megaevento foi transmitido ao vivo pela BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria do continente africano. Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como o Dia Mundial do Rock.

Fonte: Expomusic

Eterna referência para lendas do rock

Por JAMES C. McKINLEY Jr. e STEPHEN REX BROWN

Nos últimos seis anos, o nome CBGB não passou de um logotipo em camisetas usadas por jovens do East Village, em Manhattan. Agora, um grupo de investidores comprou os direitos do famoso clube de punk rock, fechado em 2006, e quer criar um ambicioso festival de música para reabrir o clube num local novo no centro.

Os novos proprietários dos bens do clube -alguns dos quais com vínculos ao estabelecimento original no Bowery- dizem esperar que o festival reviva a estética artística associada ao CBGB, que, em sua época áurea, foi incubadora de grupos e artistas influentes como Television, Talking Heads, Ramones, Blondie, Sonic Youth e Patti Smith.

“Nunca poderemos recriar aquele momento no tempo”, disse Tim Hayes, um dos investidores. “Queremos levar adiante a proposta de apoiar a música ao vivo, fazer muito barulho e fazer parte de Nova York. O festival é uma maneira. E o clube será outra maneira de fazermos isso.”

O festival, previsto para durar quatro dias, deve começar em 5 de julho e dará destaque para 300 bandas de rock vindas de mais ou menos 30 lugares.

O festival também vai incluir um concerto gratuito no Central Park, com Guided by Voices, The Pains of Being Pure at Heart e Cloud Nothings. Alguns roqueiros veteranos concordaram em comparecer: David Johansen, ex-integrante do New York Dolls, fará um show.

Embora Hayes tenha se negado a comentar as finanças da empresa, revelou que os investidores compraram os bens do clube com dinheiro à vista e não criaram dúvida nenhuma.

O festival vai incluir sessões de filmes com temática de rock em dois cinemas do centro de Manhattan e uma série de workshops e conferências voltada a artistas estreantes. Hayes disse que o evento vai tentar emular o festival de música South by Southwest, de Austin, Texas e o festival CMJ, promovido em Nova York no outono de cada ano. “Queremos criar espaço para alguns dos nomes legendários que saíram do CBGB, mas o foco primordial é dar apoio à música nova”, disse ele.

Foi o interesse de Hayes pela música que persuadiu Lisa Kristal Burgman, que controlava os direitos sobre o clube, a vendê-los para ele. “É um alívio saber que o CBGB não vai morrer”, disse Burgman. “Vai renascer.”

Esse renascimento era aguardado há muito tempo. Hilly Kristal, fundador do clube e pai de Burgman, morreu de câncer em 2007. Um ano antes disso, após uma disputa longa e acirrada (sobre aluguéis atrasados) com o proprietário do imóvel em que ficava o CBGB, Kristal tinha fechado o espaço estreito -um bar decrépito com palco em ângulo, banheiros que lembravam masmorras e paredes recobertas de pichações e de folhetos. Kristal deixou seus bens para Burgman.

Mas os direitos aos bens do clube e a sua famosa marca registrada, que vale milhões, foram alvos de disputas legais após a morte de Kristal. Pouco antes de morrer, este tinha negociado um acordo para vender os bens do clube a dois empreendedores, James Blueweiss e Robert Williams. Eles compraram os direitos dos herdeiros de Kristal, em maio de 2008, mas dois anos mais tarde declararam falência. Sob a direção de Burgman, os herdeiros moveram uma ação para recuperar os bens do clube. Para complicar as coisas, a ex-esposa de Kristal, Karen Kristal, também moveu uma ação, contestando a venda.

Em outubro de 2010, as disputas legais tinham sido resolvidas e Burgman acabou no controle não apenas do famoso logotipo do GBGB, mas também de sua memorabília e dos encardidos móveis e decorações internos.

No início de 2011, ela começou a discutir com Hayes, um promotor de concertos, seu interesse em reviver o CBGB. Sua preocupação principal era assegurar que Hayes e seus sócios levassem adiante a política de seu pai de apoiar músicos originais, que ainda não tinham sido descobertos. “O importante era garantir que quem comprasse o clube entendesse o que foi o GBGB e Tim fez isso desde o início”, disse Burgman.

Algumas pessoas ligadas ao velho CBGB duvidaram que o clube pudesse reviver sem Hilly Kristal. “As pessoas que o compraram são maravilhosas, mas, para mim, o CBGB morreu com Kristal”, disse Richard Manitoba, vocalista dos Dictators.

Festival Música Pra Todo Mundo abre inscrições para bandas

O Festival Música Pra Todo Mundo, que promove a nova geração de músicos independentes do Brasil, está com inscrições abertas. A iniciativa, patrocinada pela Oi, com apoio do Oi Futuro, do Oi Novo Som e do Selo Oi Música, vai premiar quatro artistas (dois escolhidos pelo público e dois pela curadoria do festival).

Os quatro vencedores se apresentarão ao lado de atrações internacionais no festival, que será realizado no Circo Voador, no segundo semestre de 2012. A ideia é ampliar a oferta de oportunidades para músicos independentes com propostas inovadoras, singulares e que valorizem a diversidade cultural do país.

Além disso, os selecionados poderão assinar contrato com o Selo Oi Música e receber toda a estrutura para gravação, lançamento e distribuição física e digital de um álbum. O prêmio inclui um show de lançamento do trabalho no Rio de Janeiro.

Os interessados podem se inscrever até 5 de abril no site www.mptm.com.br.

*Com informações do site Porto Cultura

Fonte: Cultura e Mercado

SWU 2012 pode ter shows de Neil Young e Black Sabbath

Mal terminou a edição 2011 do SWU, e alguns nomes começam a ser trabalhados pela organização para a próxima edição. Fontes do Rock ‘n’ Beats revelaram que Black Sabbath, Rage Against the Machine (sim, novamente!) e Weezer já são alvos.

Além disso, sabe-se que Neil Young e Bob Geldof, palestrantes na primeira edição realizada na cidade de Paulínia, foram convidados para voltar em 2012: e dessa vez para cantar.

Com contrato de cinco edições firmado com a Prefeitura de Paulínia (portanto não necessariamente em anos consecutivos), o SWU já confirmou que em 2012 o festival permece na cidade. Mais: diferentemente deste ano, ocorrerá em setembro ou outubro, para fugir da chuva.

Fonte: RocknBeats

New Order é principal atração do Ultra Music Festival 2011

por Augusto Gomes

A veterana banda britânica New Order, uma das pioneiras na fusão de rock e eletrônica, será a principal atração do Ultra Music Festival 2011, que acontece em 3 de dezembro na Arena Anhembi, em São Paulo. O público esperado é de 30 mil pessoas.

Será a primeira visita do New Order ao Brasil desde 2006. Só que, dessa vez, a banda chega ao país desfalcada. O baixista Peter Hook, um dos fundadores do grupo, não virá porque brigou com os demais integrantes.

Além do New Order, o Ultra Music Festival terá outras 21 atrações, divididas em dois palcos. Entre elas, estão os grupos Swedish House Mafia, Soulwax e MSTRKRFT, as duplas Death from Above 1979 e Major Lazer e os DJs Laidback Luke e Shit Robot, entre outros.

A empresa responsável pelo festival é a mesma que organizou o Skol Beats, que existiu até 2008. “O Skol Beats deixou uma lacuna e o Ultra Music Festival pode preencher esse espaço. É uma evolução”, afirma Coy Freitas, diretor de marketing e conteúdo da XYZ Live.

O primeiro lote de ingressos do evento já está à venda. O preço é de R$ 180 para homens e R$ 150 para mulheres. As entradas podem ser compradas pelo site Livepass (com taxa de conveniência e entrega) e nos pontos de venda abaixo, sem taxas:

Shopping Market Place – Piso Superior (Avenida Chucri Zaidan, 902)
Showtickets – Shopping Iguatemi (Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232)
Shopping Villa Lobos (Avenida Nações Unidas, 4777)
Brascan Open Mall (Rua Joaquim Floriano, 466)
Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569)
Teatro Gazeta – Piso Térreo (Avenida Paulista, 900)
Central de Entretenimento Express (Avenida São João, 677)
Posto Gravatinha – Santo André (Avenida Portugal, 1756)

Veja abaixo os artistas que vão se apresentar em cada palco do Ultra Music Festival

Ultra Stage
New Order
Swedish House Mafia
Duck Sauce
Laidback Luke
Life as a Loop
Alesso
Soulwax
Renato Ratier
Mixhell
Márcio Vermelho
Rodrigo Vieira

Arena Stage
2ManyDJs
Death from Above 1979
MSTRKRFT
Major Lazer
DJ Marky
Nero
Shit Robot
Diplo
A-Trak
Copacabana Club
The Twelves
Renato Cohen

Fonte: IG

Planeta Terra divulga horários das apresentações

O Planeta Terra Festival divulgou nesta segunda, 10, os horários das apresentações do evento, que acontece no dia 5 de novembro, em São Paulo, no Playcenter. Os shows serão divididos em dois palcos, como nas edições anteriores: Sonora Main Stage e Claro Indie Stage, que darão início aos seus trabalhos a partir das 16h no parque de diversões.

Os portões do Playcenter se abrirão às 13h, sendo que a primeira atração do Sonora Main Stage, o rapper Criolo, se apresentará três horas depois. Nesse tempo livre, o visitante do Playcenter poderá ir nos brinquedos do parque, sendo que só alguns estarão disponíveis, como Barca Viking, Cataclisma e Turbo Drop. A última apresentação do dia ocorrerá no palco Claro Indie Stage às 2h15, com o duo de música eletrônica Groove Armada se apresentando logo depois do Strokes, que sobe ao palco à 1h30.

Os 20 mil ingressos colocados à venda para o Planeta Terra estão esgotados desde junho, mas o Terra TV, canal do Portal Terra, transmitirá ao vivo pela internet todos os shows das bandas que estarão no Planeta Terra Festival. Veja abaixo a grade de programação:

Palco Sonora Main Stage
16h – Criolo
17h30 – Nação Zumbi
19h – White Lies
20h30 – Broken Social Scene
22h – Interpol
23h45 – Beady Eye
01h30 – The Strokes

Palco Claro Indie Stage
16h – Banda Concurso Hit BB
17h – The Name
18h30 – Garotas Suecas
20h – Toro y Moi
21h30 – Bombay Bicycle Club
23h – Peter, Bjorn and John
0h30 – Goldfrapp
2h15 – Groove Armada

Fonte: Rolling Stones Brasil

Rock in Rio 2013 terá 15 mil pessoas a menos por dia

por Carolina Lauriano e Henrique Porto

Em meio à festa do último dia de Rock in Rio, foi anunciado na tarde deste domingo (2), na Cidade do Rock, a parceria entre prefeitura do Rio, patrocinadores e o organizador oficial do festival, Roberto Medina, para a realização do evento em setembro de 2013.

Segundo Medina, a próxima edição terá a capacidade máxima de público reduzida de 100 mil para 85 mil pessoas. “Isso será feito para que as pessoas possam transitar com mais conforto. Além disso, o impacto no trânsito e no abastecimento de comida é menor”, afirmou.

A ideia do publicitário e idealizador do festival é criar novas opções de entretenimento na Cidade do Rock, como a Street Dance. “Vou fazer um pequeno palco perto do Sunset para cada apresentações de grupos de street dance norte-americanos. Inclusive já estou fazendo o cenário”, adiantou Medina, que ainda não decidiu se o Rock in Rio terá seis ou sete dias de duração.

O projeto de “ampliação da plataforma da marca Rock in Rio”, como definiu o próprio Medina, também passa pelo teatro, cinema e games. “Em setembro do ano que vem vamos lançar um musical sobre o Rock in Rio. Também estamos estudando games, em que o sujeito vai poder construir sua própria Cidade do Rock. Além disso, um longa-metragem está sendo filmado aqui. O filme contará a história de um caso de amor em 1985 e que recomeça nesta edição”, comentou o empresário, que gostaria de levar o festival para mais um país latino-americano no ano que vem.

“Provavelmente será o México. Posteriormente, acho que os caminhos nos levarão para a Inglaterra e os Estados Unidos”, ressaltou Medina.

A coletiva não foi aberta para perguntas dos jornalistas. Após a entrevista, foi divulgado um balanço parcial do festival atual: nos seis dias desta edição, 600 mil pessoas já assistiram as apresentações dos Palcos Mundo e Sunset, e são aguardados mais 100 mil visitantes neste domingo, último dia do evento. A área Vip recebeu 4 mil convidados por dia.

Das 700 mil pessoas que compraram ingressos para o Rock in Rio, 45% são turistas de fora do estado e 55% do Rio (cariocas e região metropolitana).

Até a noite de sexta-feira (30), cerca de 24 mil pessoas já tinham passado pela Roda Gigante, quase 21 mil pela Montanha Russa, em torno de 4 mil pela Tirolesa e cerca de 7 mil pelo Free Fall.

Cidade do Rock será aberta ao público em até 40 dias
No último dia de Rock in Rio, o prefeito Eduardo Paes afirmou que a Cidade do Rock vai ser aberta ao público em até 40 dias, com quadras e equipamentos de esporte e lazer.

“Esse espaço aqui vai ser aberto à população, uma grande área de lazer, com quadra de futebol, prática de esporte, vão poder andar de bicicleta, é um espaço para as pessoas curtirem. E é a primeira obra das olimpíadas que está pronta”, disse.

Em 2016, segundo Paes, o local será a área de lazer dos atletas. “Até 2016 vai ter rock and roll, mas em 2016 aqui ver ter atletas. “A gente viveu aqui uma grande experiência para a Copa de 2014 e as olimpíadas de 2016”, afirmou o prefeito, ressaltando que a realização de um Rock in Rio é mais complexa do que uma olimpíada.

Paes elogiou a operação logística do Rock in Rio, mas não deixou de falar da necessidade de melhorias para as próximas edições. “A partir do que a prefeitura aprendeu, essa semana devo publicar um decreto estabelecendo regras, inclusive internas, para ter nos eventos”, disse ele.

Segundo o prefeito, uma medida a ser adotada é radicalizar a punição aos taxistas que fixam preços fechados para levar o público de volta para a casa. “O sujeito vai perder a permissão dele, não vai ter mais processo administrativo. Isso é um absurdo”, afirmou.

Paes disse ainda que um grupo da prefeitura observando e anotando falhas e defeitos durante os dias do festival, para reunir as informações e transformar em um decreto.

Fonte: G1

Rock In Rio não deixa história memorável

por Jotabê Medeiros

Do ponto de vista comercial, o Rock in Rio foi um sucesso: 310 mil turistas vieram ao Rio (20% deles do exterior), quase 40% a mais do que o normal nesse período do ano. Eles ocuparam a totalidade dos hotéis, deixando R$ 800 milhões para a cidade. Foram 700 mil espectadores, 170 atrações, 98 horas contínuas de música – há quem discorde dessa última definição.

O Rock in Rio tem grande valor histórico. Empurrou a música brasileira, uma das mais ricas, para os palcos principais, deu-lhe públicos de 100 mil pessoas, visibilidade e respeito. Deu-lhe também condições técnicas equivalentes às das maiores bandas do mundo. Assumiu a efervescência da face comercial, sem falso moralismo, e abriu espaço para o futuro. Potencializou a grande ansiedade pela arte que vem ao festival de todo lugar, do Oiapoque ao Chuí, com suas bandeiras coloridas, suas camisas de times. Essa é a riqueza maior do festival, uma pulsão humana maior que o preconceito e a unanimidade de elite.

Mas não é injusto dizer que essa edição foi uma das mais conservadoras, em termos artísticos, coisa que não pode se repetir em 2013. Godzilla dos festivais de rock, o Rock in Rio não deixa, como saldo artístico, uma impressão boa. Pareceu ter sido montado sem convicção curatorial, recebendo o que era ofertado com mais presteza (quem sabe alguma pechincha). Parte das suas atrações principais se apresentou antes em outras cidades, como Red Hot Chili Peppers e Ke$ha (em São Paulo), o que esvaziou um pouco a curiosidade sobre suas performances.

Muitos artistas também demonstraram certa preguiça em relação ao novo, fazendo seus shows tradicionais (o mesmo show que fazem em feiras agropecuárias), caso de Skank, Jota Quest, Maroon 5, Frejat, Maná, Lenny Kravitz. Poucos fugiram da preguiça, caso de Claudia Leitte, Coldplay, Evanescence – enfrentando inclusive os riscos dessa ousadia. Outros, cuja performance era ironizada antes de chegarem aqui, se superaram em vontade e animalidade musical, como Elton John.

O palco que teria a função de anunciar a novidade, o Sunset, falhou. As jams anunciadas só tinham uma interface entre um e outro artista – ensaiavam uma só musiquinha, e um deles apenas fazia corinho na música do outro. Os únicos duetos a fugir disso foram o de Marcelo Camelo e The Growlers e Esperanza Spalding e Milton Nascimento.

Em dado momento da semana passada, após os problemas iniciais (mais de 400 assaltos e furtos só na primeira semana), o Rock in Rio definiu o público como ‘mal educado’. Não está tão longe da verdade. A reportagem do Estado testemunhou um grupo de garotos urinando em copos de cerveja para não ter de ir ao banheiro, e depois entornando o conteúdo na grama sintética. Em outro extremo, garis passavam pela vigilância com espectadores clandestinos dentro de seus carrinhos de lixo de rodas de 100 litros, cobrando R$ 20 por cabeça. Como dar uma resposta a isso, essa desumanização e falta de noção crônicas?

O Brasil vive um momento de preocupação com os megaeventos. Credenciou-se para isso, precisa se preparar. Mas foi falso imaginar que uma Cidade do Rock de fantasia, que ignora o cerco que se forma lá fora, poderia afirmar nossa vocação para o espetáculo de massas. É preciso insistir, mas com realismo, cuidando com mais rigor da logística, abrindo canais de comunicação com o mundo real, sem deixar de fazer um grande espetáculo.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Rock in Rio é experiência intensa de festival, mas tem diversos problemas a serem corrigidos

por Stella Rodrigues, do Rio de Janeiro

Com uma performance eletrizante de “Seek and Destroy”, o Metallica encerrou o fim de semana de estreia do Rock in Rio. A primeira parte do evento tem um saldo positivo em diversos aspectos, mas também uma extensa lista de questões de estrutura a serem melhoradas para os quatro dias de evento restantes (29 e 30 de setembro, 1 e 2 de outubro).

Banheiros
O problema mais marcante no último domingo, 25, foi em relação aos banheiros. A produção do Rock in Rio optou por dispensar os costumeiros banheiros químicos e instalar 500 cabines de banheiro com sistema próprio de água e esgoto. Porém, no terceiro dia de atividades na Cidade do Rock, a quantidade de objetos jogados no sistema sanitário contribuiu para que os encanamentos não suportassem e vazassem, deixando um odor fétido de urina nas regiões em torno dos banheiros. A assessoria de imprensa do evento informou que, ao longo dos próximos dias, a equipe de engenharia trabalhará para consertar o problema e retomar o festival no próximo fim de semana sem questões de higiene pendentes. (leia toda a entrevista aqui).

Alimentação
Uma dificuldade que também atrapalhou a diversão das 100 mil pessoas a cada dia que estavam na Cidade do Rock, com seus 150 mil metros quadrados de extensão, foi a alimentação. Os 12 quiosques e 48 lojas de comida não deram conta da fome do público. O tempo nas filas (foto) durava mais do que algumas das apresentações. E, com a pressa de atender toda aquela gente, os funcionários das lanchonetes acabavam servindo comida ainda parcialmente congelada, por exemplo. Em entrevista à Rolling Stone Brasil, a vice-presidente Roberta Medina declarou, a respeito da rede de fast food Bob’s, uma das mais presentes no local e que chegou a ficar sem comida, em alguns momentos: “É o maior operador e está deficitário. Eles estão trabalhando para aumentar a agilidade do atendimento. Sabemos que um dos problemas é a contratação de mão de obra temporária, que não se compromete, não está habituada com a dinâmica, porque não trabalham nas lojas. São coisas que estamos consertando.” Leia mais aqui..

Organização do espaço
A quantidade massiva de pessoas não tornou apenas inviável a alimentação. A circulação estava complicada, pois, por mais que todos coubessem ali, o lugar não tem espaço de fluxo, de forma que para chegar de um ponto a outro, leva tempo – e paciência. Isso vale também para a região de saída da Cidade do Rock. Roberta Medina afirmou que fez duas vezes o trajeto entre a porta da Cidade do Rock e o local de onde partiam os ônibus que transportavam o público de volta às suas casas – e que levou, em cada uma delas, cerca de 12 minutos. Porém, levando em consideração que boa parte do público chegava e saía na mesma hora, a aglutinação de pessoas fazia com que essa caminhada levasse mais de uma hora. Lá dentro, o ponto de maior problema de fluxo de pessoas é a região da Rockstreet. Era bastante difícil circular pela rua baseada no cenário de Nova Orleans que, afinal de contas, era uma rua e servia para isso. Roberta citou esse espaço nominalmente, em entrevista, e afirmou que a rua deverá ser alargada, conforme a possibilidade do espaço, para que a situação seja sanada quando o festival reabrir.

A dificuldade em ir de um ponto a outro intensificou um hábito que é tido como comum entre muitos brasileiros: o de jogar lixo no chão. Era possível ver latas de lixo com bastante espaço e gente jogando lixo fora delas, ou seja, não foi uma questão de falta de latões onde colocar os dejetos. Ainda assim, a Cidade do Rock parecia um aterro ao final de cada dia. Na noite de sábado, quando choveu e as pessoas dispensaram suas capas de chuva usadas nos gramados, a paisagem ficou ainda pior.

Segurança
Outro problema que deu trabalho aos organizadores foi a segurança. Como é costumeiro em aglomerados desse porte, furtos aconteceram, sendo registrados entre 100 e 200 boletins de ocorrência a cada dia – nem todos relativos a furtos, mas a grande maioria. “A diferença do primeiro para o segundo dia foi brutal. A história dos furtos, que é algo que a própria polícia questiona, porque não necessariamente foram furtos – já que as pessoas largam bolsas no canto e vão pular com a banda”, despistou Roberta Medina, acrescentando que aumentou a quantidade de homens que fizeram a segurança e colocou alguns agentes à paisana em meio ao público para facilitar, afinal, não é nada fácil pegar pessoas colocando a mão nas bolsas dos outros e roubando celulares em meio ao caos da pista. Para mais informações a respeito das ocorrências policiais durante o Rock in Rio, clique aqui e aqui.

No mais, o Rock in Rio, se provou uma experiência de festival bastante intensa – pecando, porém, nessas questões de logística. Em termos de show, mesmo, o que atrapalhou foram os atrasos, que Roberta Medina garante que serão evitados ao máximo no próximo fim de semana, e problemas de áudio no palco Sunset (que geraram ainda mais atrasos).

O Rock in Rio continua sua maratona de 160 bandas e mais de 14 horas por dia de shows na próxima quinta, 29, com Stevie Wonder, Ke$ha, Joss Stone, entre outras atrações.

Fonte: Rolling Stone Brasil

Assista a trecho do documentário Rock Brasília – Era de Ouro

O site da Rolling Stone Brasil divulga com exclusividade um trecho do documentário Rock Brasília – Era de Ouro, que tem direção de Vladimir Carvalho. No vídeo abaixo, Philippe Seabra, do Plebe Rude, relembra episódio do início de sua carreira:

O longa-metragem estreia dia 21 de outubro e se trata da terceira parte de uma trilogia sobre a formação histórica, política e cultural de Brasília – as outras são Conterrâneos Velhos de Guerra (1991) e Barra 68 (2000) -, mostrando as origens de diversas bandas de rock que compuseram a cena musical oitentista do local.

O filme é montado a partir de relatos de figuras importantes do período, como Renato Russo (em imagens raras e inéditas), Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá, Dinho Ouro Preto, os irmãos Fê e Flávio Lemos, além do já citado Philippe Seabra e de demais artistas que foram próximos aos grupos, como os músicos do Paralamas do Sucesso (Herbert Vianna, João Barone, Bi Ribeiro) e Caetano Veloso.

Fonte: Rolling Stone Brasil

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