Anunciado o elenco brasileiro de “O Rei Leão”

por Claudio Martins

A T4F realizou na manhã de hoje uma coletiva de imprensa para apresentar os nomes do elenco nacional de “O Rei Leão”, que tem estreia prevista para o dia 28 de março. A equipe do A Broadway é Aqui! esteve presente no evento, que aconteceu em São Paulo e contou com a presença de Gilberto Gil, responsável pela versão das letras das músicas. Julie Taymor é a diretora do musical, responsável pela criação dos figurinos e design do espetáculo, ganhando, em 1997, um Tony Award pelo seu trabalho. Ela também acumula o título de ser a primeira mulher a receber um Tony de Melhor Direção de um Musical. A maestrina Vânia Pajares, que coordenou a parte musical em “A família Addams” também está presente na equipe técnica brasileira, que tem a direção residente de Beatri Lucci

Veja na lista abaixo os atores do elenco nacional de “O Rei Leão”

Simba: Tiago Barbosa;

Nala: Josi Lopes;

Pequeno Simba: Gustavo Bonfim, Henrique Filgueiras, Yudichi Taniguti e Matheus Braga

Jovem Nala: Any Gabriele, Karollyne Nascimento, Lais Dias e Ysa Paula

Mufasa: César Mello;

Scar: Osvaldo Mil;

Rafiki: Phindile Mkhize;

Zazu: Rodrigo Candelot;

Pumba: Marcelo Klabin;

Timão: Ronaldo Reis.

*em colaboração com Grazy Pisacane

Fonte: A Broadway é aqui

Faculdade inglesa de teatro e cinema faz audições em São Paulo

A faculdade inglesa de Teatro e Cinema, East15, parte da renomada University of Essex, terá audições em São Paulo, nos dias 27 e 28 de novembro, para os cursos de mestrado em interpretação e direção teatral, cinema e graduação em interpretação teatral.

Para se candidatar às audições é necessário encaminhar os seguintes materiais:

– Interpretação (bacharelado e mestrado) – resumo do CV e dois monólogos curtos (dois minutos cada) em inglês: um com um texto contemporâneo e outro com um texto clássico, de preferência Shakespeare.

– Direção (mestrado) – somente um resumo do CV.

– Cinema (mestrado) – Resumo do CV e clipes de seus trabalhos no Youtube.

Os materiais e os links do Youtube devem ser encaminhados, juntamente com telefones de contato e nome completo, para east15.brazilian.auditions@gmail.com. Todos os candidatos devem ter fluência na língua inglesa.

As audições acontecerão no Globe-SP (Rua Capitão Prudente, 173, Pinheiros). O horário da audição de cada candidato será confirmado via e-mail. As audições/entrevistas serão realizadas pessoalmente pelo professor Leon Rubin, diretor geral da East15 – University of Essex.

Mais informações no site http://www.globe.art.br.

*Com informações do site da Revista de Cinema

Fonte: Cultura e Mercado

Canta, dança e sapateia

por Gabriel Justo

Ao som de “Material Girl”, de Madonna, Felicia chega ao palco sustentada por um enorme cifrão brilhante. Ela é uma das drag queens do musical “Priscilla, A Rainha do Deserto”.

Por trás de um figurino glamuroso e de muita maquiagem, está o ator brasiliense André Torquato, 18, interpretando o primeiro protagonista de sua carreira.

Apesar da pouca idade, Torquato é considerado um dos nomes fortes dos musicais no Brasil. Ator desde os sete anos, já atuou em três grandes espetáculos desde que foi descoberto pelo diretor Charles Möeller, aos 15.

“Quando passei no teste para ‘A Noviça Rebelde’, me mudei para São Paulo. Depois fui convidado para o musical ‘Gypsy’ e tive que ser emancipado pelos meus pais, abrir uma empresa. Vi que a coisa tinha engrenado”, conta ele, que trabalhou em “As Bruxas de Eastwick” interpretando o desengonçado Michael.

Mas Torquato não é uma exceção. Laura Lobo, 21, também faz parte do seleto grupo de jovens prodígios do teatro musical brasileiro.

Aos nove anos, integrava o elenco infantil do musical ‘Les Misérables’. Aos 18, ficou conhecida pela personagem Martha, em ‘O Despertar da Primavera’.

“Meu pai é músico e minha mãe é cantora. Toda a minha família sempre foi ligada à arte”, diz ela, que hoje interpreta Vandinha no recém-estreado “A Família Addams”.

O CAMINHO DAS PEDRAS

Ser reconhecido e fazer sucesso como Torquato e Laura é o que deseja uma galera que, incentivada por séries como “Glee” e principalmente pelo crescimento do mercado de musicais no Brasil, está se preparando em cursos especializados na formação de “performers”.

A demanda cresceu tanto nos últimos anos que já há uma escola de teatro em São Paulo inteiramente dedicadas à formação desses “performers”, atores que, como se diz, interpretam, cantam, dançam e sapateiam.

Para se ter ideia de como o mercado está aquecido, só a produção de “Priscila”, musical protagonizado por Torquato, tem 27 pessoas no palco e o custo da produção se aproximou de R$ 10 milhões.

Ricardo Marques, diretor da 4Act Performing Arts, que recruta jovens para o gênero, diz que qualquer um que queira se tornar um ator de musicais tem chance.

“Nosso objetivo aqui não é pegar o melhor, mas sim o mais talentoso, o que tem maior potencial, e transformá-lo num artista completo.”

Descobridor de talentos do teatro musical, o diretor Charles Möeller conta que antigamente era muito difícil achar atores jovens que cantavam e dançavam.

“Hoje em dia, eles já entenderam que existe lugar no mercado e que este pode ser um trabalho rentável, seguro e com inúmeras possibilidades”, explica.

Quando perguntado sobre o que recomenda para quem quer seguir carreira na área, Möeller não tem papas na língua e faz alguns alertas.

“Caso essa vontade seja fruto de uma vocação, a pessoa vai precisar abdicar de muita coisa na vida -como baladas, amigos e viagens- para se estabelecer na profissão. Caso contrário, meu conselho é que desistam antes de começar, pois o mercado é muito complexo, terrível.”

Ou seja: tem que ter dedicação e muita, muita força de vontade. Como para quase tudo na vida. A diferença é que dá para fazer isso de um jeito bem divertido: cantando, dançando e sapateando.


A FAMÍLIA ADDAMS
Wandinha, a caçula, se apaixona por um jovem de família tradicional e força os pais a organizar um jantar para eles
Teatro Abril, Av. Brig. Luís Antônio, 411, São Paulo. Tel.: (0xx11) 4003-5588
Ingressos de R$35 a R$250

PRISCILLA, A RAINHA DO DESERTO
Bernadette, Mitzi e Felicia são três drag queens que viajam em um ônibus pelo deserto australiano.
Teatro Bradesco, R. Turiassu, 2.100, São Paulo. Tel.: (0xx11) 3670-4100.
Ingressos de R$40 a R$250

Fonte: Folha de S. Paulo

Audições Rei Leão

O Rei Leão - Condições Gerais

CONDIÇÕES GERAIS DE PARTICIPAÇÃO

Audições:

1ª audição:

  • São Paulo – 04 a 08 de junho de 2012
  • Rio de Janeiro – 10 a 12 de junho de 2012
  • Salvador – 13 a 16 de junho de 2012

2ª audição (call back):

  • São Paulo – 13 a 19 de agosto de 2012

3ª audição (final):

  • São Paulo – 12 de setembro a 10 de outubro de 2012

Ensaios (datas a confirmar):

  • São Paulo – 07/01/2013 a 03/03/2013
  • Carga horária: 10 horas/dia aproximadamente
  • 6 dias/semana
  • 1 folga semanal

Estréia:

  • Março de 2013 (data a confirmar)
  • Teatro Abril – São Paulo

Apresentações:

  • A definir e confirmar
  • Poderão ser agendadas récitas extras em horários/dias diferentes dos estabelecidos como temporada, as quais serão comunicadas com antecedência de até 1 semana anterior à data da récita, respeitando uma folga semanal.

Informações Gerais:

  • O valor a ser pago e a forma de pagamento (para ensaio e temporada) será informado após o término das audições, momento em que o candidato aprovado receber a minuta do contrato com todas as informações pertinentes ao projeto.
  • A produção do espetáculo não será responsável por nenhum tipo de despesa do candidato no período de audições, ensaios e temporada, tais como: transportes, hospedagem, alimentação, traslados, despesas medicas, dentre outros.
  • A contratação do candidato aprovado seguirá as políticas de contratação da produtora. O contrato só poderá ser firmado após a entrega de todos os documentos solicitados, estando o profissional aprovado ciente que não poderá iniciar os ensaios sem a assinatura do contrato.
  • É necessário que o candidato(a) esteja disponível para a produção nos períodos acima mencionados de audição, ensaios e temporada.
  • O candidato deverá estar de acordo com todas as condições para participar das audições.

Para mais informações, acesse: http://atores.t4f.com.br/

Quer participar de ‘Shrek, o Musical’?

Um dos maiores sucessos da Broadway, Shrek, o Musical já tem previsão de estreia por aqui. Será em dezembro deste ano no Rio de Janeiro. E os preparativos para o espetáculo já começaram. Atores, bailarinos e cantores podem se inscrever no site do musical para os testes de seleção dos 28 profissionais do elenco.

Atualmente, o musical está em turnê pelos Estados Unidos e a versão britânica, que iniciou suas apresentações no West End de Londres no ano passado, segue em cartaz.

Mais informações sobre a montagem brasileira (data de estreia, local e venda de ingressos) serão divulgadas em breve.

Fonte: Blog Radar Cultural/ O Estado de S. Paulo

10 discursos mais marcantes de vencedores Oscar

por Otavio Cohen

O Oscar chega à 84ª edição com muita história para contar – tanto pela celebração de obras-primas da sétima arte quanto pelas controvérsias. Quem gosta de acompanhar as premiações sabe que o discurso do vencedor é um dos momentos mais importantes da cerimônia. Alguns apostam no bom humor para entrar na história, outros confiam no improviso e se deixam levar pela emoção (e pela surpresa) do momento. Até mesmo aquela velha mania de dizer um monte de nomes pode render um bom discurso. Prepare-se para a próxima festa do Oscar relembrando alguns dos melhores discursos das últimas décadas. Quer chegar lá um dia? Comece a treinar.

 

10. Michael Moore
Melhor documentário por Tiros em Columbine (2003)

Hoje em dia, você acha Michael Moore um chato. Mas nos anos 2000, o documentarista foi uma das principais figuras públicas a criticar abertamente a política internacional de George Bush. Em 2002, ele lançou o documentário Tiros em Columbine, que explora a relação dos EUA com as armas e fala sobre o assassinato de 13 pessoas em uma escola em 1999, um episódio marcante na história ameriana recente. Quando ganhou o Oscar, Moore aproveitou a deixa para provocar o governo americano, que havia acabado de anunciar a invasão do Iraque. A plateia aplaudiu de pé. E vaiou muito, também. Confira*.

Trecho memorável: “Vivemos em uma época em que temos resultados fictícios de eleições que elegeram um presidente fictício. Vivemos em um tempo em que um homem nos está mandando para a guerra por motivos fictícios. (…) Nós somos contra esta guerra, senhor Bush. Que vergonha, senhor Bush.”

9. Cuba Gooding Jr.
Melhor ator coadjuvante por Jerry Maguire – A grande virada (1997)

 

Cuba Gooding Jr. é um dos poucos atores negros que ganharam o Oscar. Em Jerry Maguire, ele interpreta um esportista problemático, que dá a volta por cima graças ao agente vivido por Tom Cruise. Na festa do Oscar em 1997, Gooding Jr entra em êxtase ao descobrir que venceu atores como James Woods e William H. Macy. A princípio, faz agradecimentos clássicos à esposa, aos pais e a Deus. Quando o tempo se esgota e a música começa, ele começa a agredecer (e a amar) várias outras pessoas, aos gritos.

Trecho memorável: “Estúdio, eu amo você… e Cameron Crowe! Tom Cruise! Eu te amo, irmão! Eu te amo (…) Todo mundo que se envolveu no filme! Eu amo você! Deus do céu! Aqui estamos nós! Eu amo todos vocês! Eu amo, amo, amo! Todo mundo envolvido!”

8. Jane Wyman
Melhor atriz por Belinda (1949)

A menos que você tenha mais de 60 anos ou seja fã de filmes antigos, a probabilidade é que você não tenha ouvido falar da atriz Jane Wyman – famosa na Hollywood dos anos 1940 e 1950. É possível que também não tenha visto o filme Belinda, que conta a história de uma jovem surda que fica grávida depois de sofrer um estupro e luta com todas as armas que pode para criar o filho e prender o estuprador. O filme ganhou vários remakes nos últimos 60 anos, mas foi o discurso de Wyman que entrou para a história.

 

Trecho memorável: “Aceito este prêmio com muita gratidão por ter mantido a minha boca fechada uma vez na vida. Acho que vou fechá-la novamente.”

7. Angelina Jolie
Melhor atriz coadjuvante por Garota, interrompida (2000)

Antes de colecionar filhos e ser uma das ativistas sociais mais famosas do mundo, Angelina Jolie também era uma atriz talentosa. Ela foi indicada ao Oscar por viver uma moça desajustada e compareceu à festa com um vestido no estilo Mortícia Adams e um parceiro inusitado, de quem não desgrudava. Quando a atriz foi chamada ao palco, descobrimos quem era o seu date.

Trecho memorável: “Estou em choque. E estou tão apaixonada pelo meu irmão neste momento… Ele me diz que ama e eu sei que ele está tão feliz por mim…”

6. Joe Pesci
Melhor ator coadjuvante por Os bons companheiros (1991)

 

Joe Pesci é um dos ladrões que Macaulay Culkin encurrala em Esqueceram de Mim. E é também um gângster esquentado e vingativo em Os bons companheiros. Por sua vocação para viver foras-da-lei e pela participação marcante no filme de Martin Scorsese, recebeu o prêmio da Academia. Contrariando a crença de que discurso memorável é discurso longo, ele entrou na história do Oscar com palavras curtas e grossas.

Trecho memorável: “O privilégio é meu. Obrigado”

5. Louise Fletcher
Melhor atriz por Um estranho no ninho (1976)

Uma das vilãs mais cruéis do cinema, Louise Fletcher torna a vida de Jack Nicholson um inferno em Um estranho no ninho. Seu discurso também foi curto e fez uma referência direta à sua vilania na telona.

Trecho memorável: “Parece que vocês me odiaram tanto que até me deram este prêmio. (…) Só posso dizer que amei ser odiada por vocês.”

4. Marlon Brando
Melhor ator por O poderoso chefão (1973)

Em 1973, não tinha para mais ninguém: não dava para bater a performance de Marlon Brando em O poderoso chefão. Sabendo disso, o ator (que já havia ganhado o Oscar em 1955, por Sindicato de Ladrões) boicotou a cerimônia e aproveitou para polemizar. Em seu lugar, mandou uma descendente de apaches, que expressava a indignação do ator pela maneira como os nativos americanos eram tratados tanto pela indústria do cinema quanto pelo mundo político.

Trecho memorável: “Imploro que, no futuro, nossos corações e nossas opiniões se encontrem com amor e generosidade.”

3. Sally Field
Melhor atriz por Um lugar no coração (1985)

 

Bem antes de viver Nora Walker na série de TV Brothers and Sisters, Sally Field era uma espécie de Sandra Bullock – com uma carreira cheia de comédias e sem muita credibilidade como atriz dramática. Depois de ganhar um Oscar polêmico em 1980, ela voltou a ser premiada em 1986, por seu papel em Um lugar no coração. Emocionada por ter vencido Sissy Spacek e Vanessa Redgrave, aproveitou para lavar a alma. Será que Sandra Bullock vai pelo mesmo caminho?

Trecho memorável: “Não tive uma carreira ortodoxa, mas mais do que tudo, quero ter o respeito de vocês. (…) Desta vez eu sinto e não posso negar o fato que vocês gostam de mim agora. Vocês gostam de mim!”

2. Hattie McDaniel

Melhor atriz coadjuvante por …E o vento levou (1940)

Hattie McDaniel foi a primeira (e, por muito tempo, a única) atriz negra a ganhar um Oscar. Ela foi premiada por sua participação no clássico que você finge que já assistiu …E o vento levou. Ironicamente, a atriz não teve o privilégio de se sentar na mesma mesa que seus colegas de elenco brancos durante a cerimônia no Oscar. Ainda assim, McDaniel fez história.

Trecho memorável: “Vou levar isso como uma inspiração para tudo o que eu possa fazer no futuro. Espero que eu sempre possa ser um exemplo para a minha raça e para a indústria cinematográfica. Meu coração está cheio demais para que eu possa dizer exatamente como me sinto.”

1. Dustin Hoffman
Melhor ator por Kramer vs. Kramer (1980)

O dramalhão Kramer vs Kramer foi o campeão do Oscar em 1980. Além dos prêmios de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante para Meryl Streep, o filme também abocanhou o prêmio de melhor ator para Dustin Hoffman. Na época, o jovem ator era um homem sério, que se comprometia com a profissão e que tinha opiniões intensas sobre a indústria cinematográfica. O resultado foi um dos discursos mais brilhantes da história do Oscar, com todos os ingredientes: bom-humor, ativismo, gratidão, respeito aos outros concorrentes e, é claro, merecimento.

Trechos memoráveis: “Eu queria agradecer aos meus pais por não terem usado métodos anticoncepcionais.” “Quando você faz um filme, você descobre que há pessoas que dão tudo de si (…) e que nunca aparecem. Mas este Oscar é um símbolo e eu o ofereço àquelas pessoas que nós nunca vemos. Elas são parte de nossas vidas. (…) Somos partes de uma família artística.”

Bônus – Jorge Drexler
Melhor canção original por Al otro lado del río, de Diários de Motocicleta (2005)

O cantor uruguaio era ainda desconhecido mundo afora quando emplacou a canção no filme que conta as viagens do jovem Che Guevara. Por isso, a música foi cantada pelo ator Antonio Banderas durante a cerimônia do Oscar. Jorge Drexler ficou revoltado, mas manteve a classe quando subiu ao palco para receber o prêmio. Al otro lado del río foi a primeira música em espanhol a ganhar o Oscar.

Fonte: Superinteressante

Sesc mostra talentos musicais de atores e dramaturgos

por Pedro Antunes
 
O teatro e as câmeras pavimentavam um caminho profissional quase inconsciente pelo qual André Frateschi nunca teve medo de caminhar. Filho dos atores Denise del Vecchio e Celso Frateschi, ele acostumou-se a viver nas coxias, noite após noite, num ambiente adulto, mas, garante ele, incrivelmente acolhedor. Ao mesmo tempo em que sua vida seguia o rumo da atuação, no teatro, cinema e televisão, outra semente, a musical, plantada aos10 anos de idade, brotava aos poucos.
“O teatro e da televisão vieram mais naturalmente para mim. Mas a música também surgiu. Aí, fui fazendo as duas coisas ao mesmo tempo”, diz o ator e cantor, de 36 anos. Ele está no ar de segunda a sexta-feira, como Arthur, na novela das 6 A Vida da Gente. Mas, na agitada noite paulistana, ele se apresenta no projeto Heroes, interpretando canções de David Bowie; com Cida Moreira, cantando Tom Waits; e ao lado da mulher Miranda Kassin, toca as músicas do disco Hits do Underground e presta homenagem aos mestres do soul. No fim do ano passado, ele estreou mais uma figura a ser encarnada no palco, o vocalista Thom Yorke e seu Radiohead, no projeto chamado Radiolarians.

A série de shows Profissão Ator, Cantor Por Opção, organizada pelo Sesc Consolação e que estreia amanhã, procura explorar esse universo tão conhecido por Frateschi – e por outros atores, diretores e dramaturgos que buscam nos palcos, e na música, uma nova forma de expressão artística.

“São coisas que se complementam”, diz Frateschi. O ator e cantor conta que, a cada novo personagem, seja para a telinha ou para o cinema, ele cria um CD com uma espécie de trilha sonora que condiga com as características de seu papel. “A música consegue me fazer entender e entrar no mundo do personagem. Ao mesmo tempo, a disciplina dos ensaios, eu levo para os shows e ensaios.”

A linha entre as artes é tênue. E é cruzada com frequência quase incontável. Atores hollywoodianos como Keanu Reeves, Bruce Willis e Johnny Depp já mostraram seus dotes musicais – alguns de gosto duvidoso, é bem verdade. Hugh Laurie, que dá vida ao sarcástico e roqueiro Doutor House, do seriado homônimo, por exemplo, lançou, em 2011, um CD de blues.

O ator e dramaturgo Dionísio Neto, também participante da série do Sesc com a sua banda Krepax, concorda que há semelhanças inevitáveis entre as duas artes. “Eu não tenho formação musical, sou ator e dramaturgo. O rock também é super teatral.”

O rock é também um grito de liberdade difícil de se igualar. A atriz Fernanda D’Umbra e o dramaturgo Mário Bortolotto, quando colocaram um fim em seu relacionamento, em 2007, criaram suas bandas: Fábrica de Animais e Saco de Ratos. “Eu acordei e toda a minha rotina tinha mudado”, diz Fernanda. “Resolvi fazer algo que sempre quis, que era rock’n’roll!” Bortolotto concorda: “O rock sempre foi mais livre. Trabalhar com teatro é sempre mais cansativo. E uma coisa puxa a outra, não tem jeito. Não existe essa ideia de separar isso”. São, sim, duas formas de arte que podem caminhar juntas e seguir em uma mesma direção.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Workshop Fátima Toledo

SP Escola de Teatro abre inscrições para oito cursos

A SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco abriu hoje, segunda-feira (10/10), inscrições para oito Cursos Regulares gratuitos, voltados para diversas áreas das artes cênicas: Atuação, Cenografia e Figurino, Direção, Dramaturgia, Humor, Iluminação, Sonoplastia e Técnicas de Palco.

As inscrições serão recebidas exclusivamente pela internet, até o dia 10 de novembro.

Clique aqui para visualizar o Edital do Processo Seletivo.

Fonte: Cultura e Mercado

2º Workshop de Interpretação para Teatro Musical

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