Funarte lança edital do Prêmio de Música Brasileira

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) lançou edital para o Prêmio Funarte de Música Brasileira, com abrangência nacional.

Pessoas físicas (produtores e artistas) ou jurídicas (instituições privadas, com ou sem fins lucrativos, de natureza artística e/ou cultural) poderão participar, inscrevendo-se até o dia 4 de outubro.

Serão selecionados projetos de composição, arranjos, shows, discos, vídeos, sites, publicações, pesquisas, seminários, debates e cursos, entre outras ações. As propostas podem ser relacionadas à criação, produção, distribuição e circulação de música.

O programa terá R$ 3,397 milhões disponibilizados pelo Fundo Nacional de Cultura. Os prêmios serão de R$ 30 mil a R$ 200 mil.

Clique aqui para mais informações.

*Com informações do site da Funarte

Fonte: Cultura e Mercado

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Miró, Picasso e Sorolla não sabem o que é crise financeira

por EFE

Concha Carrón. Madri, 26 jun (EFE).- A tela “Estrela Azul”, de Juan Miró, acaba de ser leiloada em Londres por US$ 37 milhões, cifra que chama ainda mais atenção pelo atual contexto econômico, no qual obras de outros artistas alcançaram números que confirmam que a arte, se for boa, não entende de crise, principalmente quando os investidores buscam ativos que fogem dos papéis do governo ou de ações de empresas que enfrentarão crises por um longo tempo.

O caso de Miró não é isolado, como mostra o leilão de arte impressionista e moderna realizado há alguns dias na casa Christie’s de Londres, na qual o óleo “Mulher Sentada”, de Pablo Picasso, foi cotada em 10,6 milhões de euros (US$ 13,4 milhões), muito acima do preço estimado.

“Estrela Azul” foi leiloado na terça-feira, dia 19 de junho, na londrina Sotheby’s, em um leilão no qual atingiu preço recorde para uma obra do pintor catalão. Descrito pelo próprio Miró como um “ponto-chave” em sua trajetória artística, o quadro incorpora símbolos e elementos surrealistas que o artista repetiria em suas obras e a característica cor azul que influenciaria, além disso, pintores como o letão Mark Rothko e o francês Yves Klein.

Mas esses não são os únicos exemplos de arte como refúgio seguro na crise, como prova a venda, há apenas dois meses, de “O Grito”, do norueguês Edvard Munch – um dos maiores ícones da história da arte – como a obra de arte contemporânea mais cara de um leilão, ao chegar aos 95 milhões de euros (US$ 120 milhões) durante um leilão na Sotheby’s de Nova York.

Munch bateu assim o recorde de um leilão de arte contemporânea arrematado em 2010 por “Nu, Folhas Verdes e Busto”, na qual Picasso retratava a sua amante Marie-Thérèse Walter, vendido por 83 milhões de euros (US$ 106,5 milhões). No mesmo leilão de “Estrela Azul”, o quadro “Homem Sentado”, de Pablo Picasso, foi vendido por 7,6 milhões de euros (US$ 9,6 milhões), o que confirma que as obras do malaguenho estão entre as mais valorizadas da pintura espanhola.

Assim, a representação de outra das musas e amantes de Picasso, Dora Maar, em “Mulher Sentada em uma Poltrona”, alcançou recentemente em Nova York os 22,8 milhões de euros (US$ 29,2 milhões). Mas o florescimento da arte espanhola não atinge apenas os artistas mortos, encontra seu reflexo entre os pintores vivos, como Miquel Barceló e Antonio López, dois dos mais cotados artistas espanhóis.

Há apenas um ano, em junho de 2011, a obra sobre touradas de Miquel Barceló “Faena de Muleta” era vendida na galeria londrina Christie’s por 4,42 milhões de euros (US$ 5,6 milhões). Barceló batia assim o recorde anterior em uma venda em leilão de um artista vivo espanhol, Antonio López, cuja obra “Madri Desde Torres Brancas”, pintada entre 1976 e 1982, recebeu em 2007 o lance de 1,74 milhão de euros (US$ 2,2 milhões) na mesma galeria.

Entre os pintores nacionais mais cotados fora das fronteiras espanholas está Juan Gris (1887-1927), com a venda de obras como “Violon et guitare”, por 20,1 milhões de euros (US$ 25,5 milhões) em Nova York, há um ano e meio. Mas indubitavelmente um dos mais conhecidos é o “pintor da luz”, o valenciano Joaquín Sorolla, do quem acabam de leiloar “Pescadores. Barcas Varadas” e “Pescador de Bagatelas” por 1,15 milhão de euros (US$ 1,4 milhão) e mais de 595 mil euros (US$ 744 mil), respectivamente.

Os compradores de ambas as obras-primas, colecionadores particulares dos Estados Unidos e da Ásia, adquiriram telas pintadas no período de maturidade do autor, entre 1908 e 1910, quando retornou a Valência após ter atingido sucesso internacional. Outros quadros do mestre valenciano, como “O Pescador”, também alcançaram, com 3,9 milhões de euros (US$ 4,9 milhões), preços de venda acima do máximo estimado, da mesma forma que “Crianças na Praia”, leiloado por 2,3 milhões de euros (US$ 3 milhões).

No entanto, nem todos os momentos são bons para a arte, como aconteceu em junho de 2010 com o leilão de dois quadros de Sorolla, “O Batismo”, de costumes, e a paisagem “Dia de Tempestade”. Ambos foram vendidos em Londres pelo preço mínimo estimado pela Sotheby’s, 800 mil euros (US$ 1 milhão) e 180 mil euros (mais de US$ 227 mil), respectivamente, em um leilão dedicado à pintura europeia, que teve resultado decepcionante para a coleção espanhola. EFE

Fonte: IG

Senado aprova seguro-desemprego para artistas e músicos

por Márcio Falcão

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou nesta quarta-feira (21) projeto de lei que prevê a concessão de seguro-desemprego para artistas, músicos e técnicos em espetáculos de diversão.

Pela proposta, a categoria terá direito ao benefício no valor de um salário mínimo por até quatro meses. A medida deve beneficiar cerca de 65 mil trabalhadores.

O projeto foi analisado em decisão terminativa na comissão. Se não receber recurso para ser analisado em plenário em cinco dias, segue para tramitação no Câmara.

Quem quiser requisitar o auxílio terá de comprovar que trabalhou em atividades da área por, pelo menos, 60 dias nos 12 meses anteriores à data do pedido do benefício e que não está recebendo outro benefício previdenciário de prestação continuada ou auxílio-desemprego.

Outra exigência é que tenha efetuado os recolhimentos previdenciários relativos ao período de trabalho e que não tenha renda de qualquer natureza.

Segundo a relatora da proposta, senadora Ana Amélia (PP-RS), a categoria é sujeita a desemprego permanente, da ordem de 80 a 85%. Ela destacou ainda que as relações de trabalho nessas áreas geralmente são informais e de curta duração.

Na avaliação da senadora, apesar da imagem glamurizada, esses profissionais “se encontram em situação de grande vulnerabilidade social”.

Fonte: Folha de S. Paulo

CCSP recebe inscrições para programa de exposições

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) recebe até o dia 14 de janeiro inscrições para seu Programa de Exposições 2012. Serão selecionados até 12 artistas brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil, privilegiando o debate sobre a arte contemporânea e a produção de jovens artistas.

Os selecionados serão divididos em grupos para a realização de exposições individuais simultâneas, no decorrer do ano de 2012, no Piso Caio Graco. Ao final das mostras, o CCSP concederá quatro prêmios aquisitivos, cujas obras adquiridas serão incorporadas ao acervo da Coleção de Arte da Cidade.

Os portifólios e pré-projetos de exposição serão examinados e selecionados por uma comissão designada e presidida pelo Diretor do CCSP, composta por
três profissionais da área de artes visuais e por dois membros da Curadoria de Artes Visuais.

O resultado será publicado no dia 13 de fevereiro de 2012. A ficha de inscrição e informações gerais sobre o edital estão disponíveis no site do CCSP.

*Com informações da Folha Online

Fonte: Cultura e Mercado

MIS seleciona residentes para laboratório de novas mídias

O Laboratório de Novas Mídias (LABMIS) do MIS, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, recebe inscrições, a partir de 5 de setembro, para a Residência LABMIS 2012. Em sua 4ª edição, o programa visa fomentar a criação e a difusão de produções artísticas contemporâneas de acentuado caráter tecnológico, por meio de residências individuais ou coletivas. Além disso, os selecionados participarão da Mostra LABMIS 2012.

O júri selecionará quatro trabalhos inéditos e exclusivos, que tenham caráter tecnológico, nas áreas de fotografia digital, vídeo digital, animação digital, cinema digital, áudio arte, web arte, games, computação gráfica, design de interfaces, comunidades digitais, software colaborativo, visualização de redes, arte interativa, realidade aumentada, redes sociais, arte e ciência, entre outras.

Durante os três meses de duração da residência, os selecionados têm direito a utilizar a infraestrutura do LABMIS e ao suporte de orientadores e de técnicos especializados para o desenvolvimento dos projetos inscritos na convocatória.

Os critérios de seleção levam em conta desde a qualidade artística e poética do projeto até a viabilidade de realização no cronograma e orçamento determinados. A divulgação da lista de artistas selecionados ocorrerá no MIS e os resultados serão publicados no website do museu após o evento.

Intercâmbio – Paralelamente ao projeto, o MIS inscreve para o Programa de Residência Artística Internacional LABMIS, que irá enviar um artista brasileiro a uma instituição estrangeira, propiciando o incentivo à pesquisa e à concepção de trabalhos artísticos dentro da temática do Laboratório.

Três artistas brasileiros terão seus trabalhos selecionados e farão a residência internacional, cada qual em uma diferente instituição estrangeira parceira do museu. No ato da inscrição, o candidato poderá escolher até duas instituições de sua preferência.

Como participar – As inscrições para ambos os programas ocorrem de 5 de setembro a 24 de outubro, podendo ser realizadas pessoalmente no MIS ou por correio. O formulário de inscrição deve ser acessado no website do museu, que também contém as convocatórias completas (www.mis-sp.org.br). Podem participar artistas maiores de 18 anos, estabelecidos no território brasileiro por um período mínimo de cinco anos.

Centro de intersecção entre arte, ciência, sociedade e tecnologia, o LABMIS é o primeiro laboratório de novas mídias instalado em um museu público brasileiro e pioneiro na seleção por meio de edital em uma instituição pública. Instalado no 2º pavimento do MIS, dispõe de sala de workshop, estúdio de som, oficina de interfaces, sala de pós-produção para os residentes, um lounge (com acesso gratuito à internet sem fio) e auditório. Seu espaço é voltado para experimentação, pesquisa e produção artísticas. Além da realização de residências artísticas nacionais e internacionais, oferece cursos, palestras e workshops para os mais diversos públicos.

Convocatórias e fichas de inscrição: www.mis-sp.org.br.

*Com informações do site da Secretaria de Estado da Cultura

Fonte: Cultura e Mercado

Salão de Arte de Mato Grosso do Sul

A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul recebe até 17/08/11 inscrições de artistas de todo o Brasil para o Salão de Arte de Mato Grosso do Sul. O evento seleciona 20 artistas, que também recebem prêmio de R$ 6.000,00, cada um. A mostra dos selecionados ocorre entre 22/11/11 e 20/02/12. O Salão de Arte de Mato Grosso do Sul amplia o diálogo com a produção atual das artes visuais e estimula a reflexão sobre a produção cultural brasileira, de maneira a contribuir na promoção, difusão e expansão da diversidade da linguagem artística e cultural, além de possibilitar a compreensão das múltiplas linguagens e expressões, não se limitando somente as de caráter local.

As obras de arte a serem selecionadas deverão estar entre as seguintes categorias:

a)  desenho;
b)  pintura;
c)  gravura;
d)  escultura;
e)  fotografia;
f)  objeto;
g)  instalação;
h)  vídeo-arte;
i)  linguagens periféricas.

As inscrições são gratuitas e estão abertas a todos os interessados com idade mínima de 18 (dezoito) anos, brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil.

EXPOSIÇÃO DO SALÃO DE ARTE
DE MATO GROSSO DO SUL – EDIÇÃO 2011
Gerência de Difusão Cultural – Núcleo de Artes Visuais
Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho
Av. Fernando Corrêa da Costa, n.º 559. Centro

Veja o Edital completo no site Mapa das Artes.

Fonte: Página Cultural

Salão de Arte de Mato Grosso do Sul

MinC recebe solicitações para Programa de Intercâmbio Cultural

O Ministério da Cultura triplicou, neste ano, os recursos destinados ao Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural. São R$6,6 milhões dividos em dois editais. O primeiro edital, com investimentos de R$ 3,3 milhões, foi publicado no dia 8 de julho no Diário Oficial da União (Seção 3, a partir da página 19) e contempla viagens que ocorrerão entre outubro deste ano a março de 2012.

Orientações, dicas de inscrição, preenchimento de formulário e contrapartidas podem ser obtidas em cartilha explicativa elaborada pelo MinC. Para viagens em outubro, os encaminhamentos das solicitações vão até o dia 25 de agosto. As inscrições são realizadas exclusivamente por meio do Sistema SalicWeb, disponível no site do MinC www.cultura.gov.br.

Com recursos do Fundo Nacional da Cultura (FNC), o Programa consiste na concessão de auxílio financeiro para o custeio de despesas relativas à participação de artistas, técnicos, agentes culturais e estudiosos em atividades culturais, promovidas por instituições brasileiras ou estrangeiras.

A ação tem o objetivo de promover a difusão e o intercâmbio da cultura brasileira em todas as áreas culturais: artes cênicas, artes visuais, música, audiovisual, memória, movimento social negro, patrimônio museológico, patrimônio cultural, novas mídias, design, serviços criativos, humanidades, diversidade cultural, entre outras expressões.

Os participantes devem ter uma das seguintes finalidades: apresentação de trabalho próprio; residência artística e de gestão; cursos de capacitação; ou participação em evento de reconhecimento ao trabalho próprio desenvolvido, como premiações e homenagens. O resultado esperado é a difusão, a capacitação e a multiplicação da cultura brasileira.

“É uma ação imprescindível para o desenvolvimento do setor cultural brasileiro porque promove a possibilidade de vivências dos nossos artistas no Brasil e no exterior. Com a ampliação dos recursos, fortalecemos ainda mais o Programa”, destacou o Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic/MinC), Henilton Menezes.

No ano passado, o Programa beneficiou 767 pessoas em 282 requerimentos (180 individuais/102 grupos), totalizando volume de R$ 2,3 milhões.

Novidades – Se antes o proponente recebia o auxílio exclusivamente para custear despesas com o transporte pessoal, agora o benefício fica livre para ser utilizado conforme as necessidades. A flexibilização da utilização dos recursos visa facilitar e viabilizar a participação do beneficiário nos eventos culturais.

Além do transporte pessoal, o benefício poderá ser utilizado para custear despesas com o transporte de material, cenários ou equipamentos utilizados na realização da atividade; estada durante o período de participação no evento; inscrição; e confecção de material para a atividade a ser realizada no evento; entre outras despesas, devendo o candidato apenas informar, no ato da inscrição, de que forma utilizará o auxílio financeiro.

Outra mudança é que, em observância às particularidades, às necessidades e aos teores das atividades culturais participantes dos editais anteriores, foram estabelecidos quatro eixos: “Artes”, “Diversidade Cultural”, “Formação e Capacitação” e “Economia Criativa”, cada um com características específicas e cotas estabelecidas. O objetivo é garantir que todos os setores sejam contemplados de forma proporcional.

O eixo “Artes” abrange iniciativas que resultam da criatividade de indivíduos e grupos, e que possuem conteúdo artístico. Atende artistas, produtores, diretores, dramaturgos, compositores, roteiristas, técnicos, estudiosos e grupos artísticos das áreas de teatro, dança, circo, artes visuais, literatura, música e áreas afins. O audiovisual, incluído neste eixo, foi um avanço do edital, já que o anterior não contemplava o segmento.

Iniciativas que promovam a valorização e difusão da diversidade cultural brasileira, levando-se em conta os recortes de etnia, da raça, do gênero, da idade, da religiosidade, da ancestralidade, da orientação sexual, da territorialidade e de atividades laborais se encaixam no eixo “Diversidade Cultural”, que atende, entre outros segmentos, grupos e comunidades populares, mestre e ofícios da cultura e movimentos sociais, como movimento negro, LGBT e pessoas com deficiência.

Já o eixo “Formação e Capacitação” abrange iniciativas e ações que promovam a formação, a capacitação, o fortalecimento de políticas públicas e o desenvolvimento social e comunitário na área da cultura, seja por meio de cursos de curta duração, residências, seminários, pesquisas, oficinas, palestras ou exposições de trabalhos científicos. Atende agentes culturais, pesquisadores, técnicos, profissionais, estudantes e gestores da área artística e cultural.

O último eixo, “Economia Criativa”, contempla iniciativas que promovam empreendimentos culturais, fortalecimento e capacitação dos empreendedores culturais dos setores criativos, inovação na economia criativa, desenvolvimento regional, difusão e circulação de bens e serviços criativos culturais e produção de conceitos e conteúdo de economia criativa, entre outros, atendendo agentes culturais, empreendedores, design, serviços criativos e produção de games.

Avaliação e seleção – A Comissão de Avaliação e Seleção do edital é composta por representantes do Ministério da Cultura e suas vinculadas. As candidaturas serão avaliadas e pontuadas de acordo com os quesitos do eixo escolhido. Os requerimentos receberão bonificação em sua pontuação de acordo com alguns critérios. Um deles leva em conta a unidade federativa de origem e candidaturas não originárias das capitais estaduais e de Brasília, ou cujas participações ocorram em eventos nacionais fora das referidas localidades.

Outro ponto beneficia requerimentos de povos e de comunidades tradicionais, incluindo, entre outros, povos indígenas, quilombolas, ciganos, povos de terreiro, irmandades de negros, agricultores tradicionais, pescadores artesanais, caiçaras, pantaneiros e ribeirinhos. Também serão bonificados os requerimentos de participação em acontecimentos nos países da América Latina, do Caribe e naqueles que fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

“Os critérios de bonificação visam minimizar desigualdades e promover a descentralização das ações culturais, assim como fortalecer e difundir ações culturais no interior do país, em consonância com as prioridades da política internacional brasileira e da política cultural do MinC”, explicou Menezes.

Confira aqui o Edital de Intercâmbio.
Confira aqui o Anexo I do Edital.
Confira aqui o Anexo II do Edital.
Confira aqui o Anexo III do Edital.
Confira aqui o Anexo IV do Edital.

*Com informações do site do MinC

Fonte: Cultura e Mercado

Antonio Grassi divulga carta sobre protesto de artistas na Funarte

O presidente da Funarte, Antonio Grassi, divulgou nesta quarta-feira (27/7) uma carta sobre os protestos de segmentos de artistas.

Leia abaixo:

“A luta por mais verbas para a cultura é de extrema importância. Deve ser uma luta de todos os artistas, produtores, técnicos, gestores, enfim, de toda a sociedade brasileira. Ao longo da minha vida, seja como artista, seja como homem público, sempre empunhei esta bandeira. Da mesma forma, mantive postura inflexível na defesa da liberdade, da democracia e dos movimentos populares.

É com tal espírito que a manifestação convocada por segmentos artísticos de São Paulo foi encarada por mim e pela Ministra Ana de Hollanda: os portões da Funarte foram mantidos abertos, a força policial não foi convocada e, desde o primeiro momento, nos declaramos dispostos ao diálogo.

Os principais pontos expressos no manifesto, como as PEC’s 150 e 236 e o Prêmio Teatro Brasileiro encontram-se em discussão no Congresso Nacional. É importante que o debate extrapole os limites dos artistas e fazedores de cultura e chegue aos mais amplos setores da sociedade. Protestos legítimos auxiliam neste processo.

Entretanto, quero ressaltar algumas atitudes que não parecem coadunar com o espírito da luta comum dos artistas brasileiros. Cerrar os portões da Funarte – com correntes e cadeados – ofende nossa história de luta pela liberdade. Impedir o acesso de servidores públicos – ou expulsá-los sob ameaça das dependências da Funarte – relembra momentos terríveis de nosso passado não muito distante. Impedir que artistas, escolhidos por processos públicos para ocupar as salas da Funarte, exerçam a sua profissão não é aceitável sob nenhum aspecto. Impedir o andamento de Editais que estão sendo julgados e que favorecerão a própria classe artística é atirar contra o próprio pé. São fatos que, ao invés de atrair simpatizantes para a causa da cultura, dividem e isolam os movimentos.

Reitero a ampla disposição para o diálogo com os movimentos populares, conforme orientação da Presidenta Dilma, da Ministra Ana de Hollanda, e de acordo com a minha própria história de vida. É o único caminho possível para que a Cultura Brasileira seja finalmente colocada no patamar que merece.

Antonio Grassi
Presidente da Funarte”

*Com informações do site do MinC

Fonte: Cultura e Mercado

Artistas protestam na sede da Funarte no centro de SP

por Gabriela Mellão

Cerca de 300 artistas protestaram na sede da Funarte na segunda-feira (25/7), no centro de São Paulo. O ato foi pacífico, consequência de uma mobilização que começou às 14h desta segunda-feira, com discursos cantados por membros de diversos coletivos do país, como as Cias. Kiwi de Teatro e São Jorge de Variedades.

“Trabalhadores do teatro, é hora de perder a paciência”, entoavam os artistas para a multidão, ao ritmo das batidas de maracatu e samba.

Eles exigem aprovação imediata do PEC 150, proposta que destina 2% do orçamento federal para as políticas culturais. Querem a criação de uma política cultural que amplie o acesso aos bens culturais e, além disso, seja contínua e independente.

Citam como exemplo o Prêmio Teatro Brasileiro, um modelo de lei proposto pela categoria após mais de 10 anos de discussões, que atualmente tramita no Congresso.

O Prêmio propõe a criação de um programa de fomento nacional, que favorece núcleos artísticos teatrais com trabalho continuado, produção de espetáculos teatrais e circulação de peças ou atividades teatrais.

“A gente luta por programas de leis estáveis, como o Prêmio de Teatro Brasileiro. Há propostas, mas a escuta está fraca. E com o corte de orçamento a situação ficou patética”, diz a atriz e diretora Gerorgette Fadel, referindo-se à redução da verba anual de cultura, que perdeu 2/3 do orçamento. De R$ 2,2 bilhões de reais passou para R$ 800 milhões.

Georgette define os manifestantes de guardiões da cultura. “Enquanto a gente puder, vai gritar”, fala Ney Piacentini, ator da Cia. do Latão, presidente da Cooperativa Paulista de Teatro e um dos articuladores da manifestação.

Ney acredita que a produção artística vive uma situação de estrangulamento. Para ele, o fato é resultado da mercantilização imposta à cultura brasileira. “Por meio da renúncia fiscal, em leis como a Lei Rouanet, os governos transferiram a administração de dinheiro público destinado à produção cultural para as mãos das empresas. É dinheiro público utilizado com critérios de interesses privados”, diz.

A produtora cultural Graça Cremon reclama a inconstância dos editais públicos. “Meu trabalho é inscrever projetos em editais e neste ano ainda não abriu nenhum”, reclama. Para ela, o fato da Funarte ter anunciado na semana passada R$ 100 milhões em programas de incentivo às artes é uma resposta à mobilização. “Eles souberam da manifestação e estão correndo atrás”.

Também estavam presentes na ocupação os porta-vozes da ministra Ana de Hollanda e do presidente da Funarte Antônio Grassi –que foram ao Uruguai, participar de uma reunião internacional de ministros.

Valério Benfica, chefe de representação regional do Ministério da Cultura e Tadeu de Souza, representante regional da Funarte, declaram ser favoráveis ao evento. “As reivindicações são justas e já foram apoiadas abertamente pela ministra e pelo presidente da Funarte”, diz Souza.

Benfica concorda, mas faz questão de esclarecer que a pauta deve ser discutida no Congresso. “Tanto a aprovação do ProCultura como a do PEC 150 são assuntos parlamentares”. Mesmo assim, ambos enfatizam a importância da mobilização. Segundo eles, para as reinvindicações serem atendidas a classe teatral deve transformar seu descontentamento num ato público.

Segundo Benfica, para que uma emenda passe na constituição é preciso 2 aprovações da Câmara e 2 no Senado, em ambos os casos com pelo menos 3/5 de votos favoráveis. “É muito difícil. A sociedade tem que ajudar, mostrando-se estar mobilizada”.

Fonte: Folha de S. Paulo

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