Venda mundial de música sobe pela primeira vez desde 1999

A venda de música no mundo subiu em 2012 pela primeira vez desde 1999, apontou nesta terça-feira (26) a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).

As vendas aumentaram 0,3% e alcançaram um total de 16,5 bilhões de dólares, anunciou a IFPI, que representa 1.400 companhias fonográficas.

A IFPI esclareceu que os downloads legais de portais da Internet, assim como as novas fontes de receita, se desenvolveram o suficiente para compensar a baixa da venda de CDs.

As receitas do setor digital aumentaram 9% em 2012 e representaram 34% das receitas totais. Foram baixados legalmente cerca de 4,3 bilhões de canções e álbuns.

As assinaturas para se escutar canções, com ou sem publicidade, aumentaram 44% e contaram com 20 milhões de usuários em 2012.

No entanto, “os downloads ilegais e gratuitos de música persistem em nossos mercados”, declarou o diretor-geral da IFPI, Frances Moore.

A cantora pop canadense Carly Rae Jepsen liderou as vendas mundiais de singles em 2012 com sua canção “Call Me Maybe”, que vendeu 12,5 milhões de exemplares, seguido do belga-australiano Gotye, com sua balada “Somebody I Used To Know (11,8 milhões de exemplares vendidos).

Fonte: Terra

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Banda de Thom York e Flea divulga faixas de primeiro álbum; ouça

Depois de muitos meses de especulação, shows não divulgados e faixas vazadas, o Atoms For Peace finalmente divulgou nove faixas que estarão em seu primeiro álbum, chamado AMOK.

Além de Flea (Red Hot Chili Peppers) e Thom Yorke (Radiohead), O supergurpo ainda conta com Nigel Godrich (produtor do Radiohead), Joey Waronker (Beck e REM) e o brasileiro Mauro Refosco.

É nítido que a presença de Yorke no projeto faz com que a sonoridade caminhe para uma sonoridade mais próxima do próprio Radiohead. AMOK mostra momentos interessantes de texturas com sintetizadores, ritmos intensos de bateria e grooves – sempre – bem construídos de Flea.

As músicas você pode ouvir aí embaixo.

Ouça as músicas no link: http://musica.terra.com.br/independencia-ou-morte/blog/2013/02/19/banda-de-thom-york-e-flea-divulga-faixas-de-primeiro-album-ouca/

Fonte: Terra

Whitesnake lançará álbum ao vivo

Muito em breve, o Whitesnake lançará um novo álbum ao vivo. Intitulado ‘Made in Japan’, o trabalho foi anunciado pela Frontiers Records para o dia 23 de abril. Poderão ser encontrados os seguintes formatos: 2CD/DVD (deluxe), Blu-ray e DVD.
 
O show resgatado aconteceu no dia 15 de outubro de 2011, durante o festival Loud Park (Japão). Na ocasião, a banda divulgava o então recém-lançado ‘Forevermore’ – o último de inéditas deles até aqui.
 
A gravação teve como propósito inicial promoção do evento e veiculação na TV japonesa. Entretanto, a performance acabou despertando o interesse de diversos fãs, o que motivou o lançamento mundial.
 
‘Made in Japan’ sairá pouco antes de o Whitesnake cair na estrada com sua nova turnê, ‘Year of the Snake’. O trabalho também não deixa de ser uma celebração especial para os guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach, que, em 2013, completam uma década na trupe comandada por David Coverdale. O time ainda tem Michael Devin (baixo), Brian Tichy (bateria) e Brian Ruedy (teclado).
 
As edições em DVD e Blu-ray terão 14 faixas, sendo as duas últimas gravadas por fãs. O CD duplo virá com 12 canções no disco principal e 8 registros de passagens de som no bônus.

 

Fonte: Guitar Player

Anunciado o elenco brasileiro de “O Rei Leão”

por Claudio Martins

A T4F realizou na manhã de hoje uma coletiva de imprensa para apresentar os nomes do elenco nacional de “O Rei Leão”, que tem estreia prevista para o dia 28 de março. A equipe do A Broadway é Aqui! esteve presente no evento, que aconteceu em São Paulo e contou com a presença de Gilberto Gil, responsável pela versão das letras das músicas. Julie Taymor é a diretora do musical, responsável pela criação dos figurinos e design do espetáculo, ganhando, em 1997, um Tony Award pelo seu trabalho. Ela também acumula o título de ser a primeira mulher a receber um Tony de Melhor Direção de um Musical. A maestrina Vânia Pajares, que coordenou a parte musical em “A família Addams” também está presente na equipe técnica brasileira, que tem a direção residente de Beatri Lucci

Veja na lista abaixo os atores do elenco nacional de “O Rei Leão”

Simba: Tiago Barbosa;

Nala: Josi Lopes;

Pequeno Simba: Gustavo Bonfim, Henrique Filgueiras, Yudichi Taniguti e Matheus Braga

Jovem Nala: Any Gabriele, Karollyne Nascimento, Lais Dias e Ysa Paula

Mufasa: César Mello;

Scar: Osvaldo Mil;

Rafiki: Phindile Mkhize;

Zazu: Rodrigo Candelot;

Pumba: Marcelo Klabin;

Timão: Ronaldo Reis.

*em colaboração com Grazy Pisacane

Fonte: A Broadway é aqui

Homenagem a Jimi Hendrix reúne Andreas Kisser e Edgard Scandurra

Em homenagem aos 70 anos de Jimi Hendrix, que seriam completados em novembro de 2012, Andreas Kisser, Edgard Scandurra, Lanny Gordin, Martin, Pitty e Hélio Flanders se apresentam no show Hendrix 70, nos dias 1º, 2 e 3 de fevereiro, no Teatro do Sesc Vila Mariana.

O show irá apresentar releituras de alguns sucessos do guitarrista como “Foxy Lady”, “Purple Haze”, “Hey Joe”, “Red House” e “Vodoo Child”.

Os músicos convidados serão acompanhados pela banda formada por Du Moreira, Loco Sosa e Estevan Sinkovitz.

Considerado um dos maiores guitarristas de todos os tempos, Jimi Hendrix revolucionou o modo de tocar guitarra e influenciou uma geração de músicos.

Serviço
Hendrix 70
Quando: 1º, 2 e 3 de fevereiro; sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 18h
Onde: Sesc Vila Mariana – Rua Pelotas, 141, Vila Mariana
Quanto: R$ 40 (inteira); R$ 20 (usuário inscrito no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino); R$ 10 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
Vendas: pelo sistema INGRESSOSESC a partir de 25/1, às 14h
Bilheteria: de terça a sexta, das 9 às 21h30, sábado das 10 às 21h30, domingo e feriado das 10 às 18h30 (ingressos à venda em todas as unidades do SESC). Aceitam-se todos os cartões
Não recomendado para menores de 12 anos
Estacionamento: R$ 3 a primeira hora + R$ 1 a hora adicional (matriculados no Sesc). R$ 6 a primeira hora + R$ 2 a hora adicional (não matriculados). 200 vagas
Capacidade: 608 lugares
Duração: 90 minutos
Mais informações: (11) 5080 3000 ou 0800 118220

Fonte: UOL

Musicais com sotaque brasileiro

por Vanessa Jurgenfeld

Um nova fase começa a ser vivida pelos espetáculos musicais no Brasil. Depois do sucesso de “Tim Maia – Vale Tudo” – que estreou em 2011 e ainda está em cartaz no Rio -, o conteúdo nacional, voltado a biografias de artistas brasileiros e temas que conduzem o espectador aos anos 1970 e 1980, virou a aposta das produtoras para 2013 e 2014.

As produções vão desde “Milton Nascimento – Nada Será Como Antes”, homenagem aos 50 anos de carreira do cantor, em cartaz até março no Rio, a “Rock in Rio”, história ficcional em cima do famoso festival de música carioca, que estreou no Rio neste mês.

Mas os planos das produtoras são maiores e devem se estender às biografias de Elis Regina (1945 – 1982) e Cazuza (1958 -1990), além de espetáculos como “Dancin’ Days” – ficção em torno da boate criada por Nelson Motta no Rio, nos anos 1970, marcada pelas Frenéticas e pela “disco music” – e “Chacrinha”, musical que relembrará as tardes de domingo com um dos famosos comunicadores do país, morto em 1988.

“O Brasil está encontrando sua forma própria [de fazer musicais]. Há uma evolução desse tipo de produto no país”, diz Leo Ganem, presidente da Geo Eventos.

Os musicais ganharam fôlego no começo dos anos 2000, quando o mercado começava a experimentar o conteúdo internacional trazido pela empresa Time for Fun (T4F), como “Les Misérables”. Entre 2008 e 2009, num segundo momento do setor, novas produtoras apareceram e patrocinadores passaram a investir mais no segmento. Alguns teatros foram reinaugurados, com vocação para o gênero, como o Oi Casa Grande, no Rio. Na esteira, surgiu um eixo de musicais entre Rio e São Paulo.
O importado “O Rei Leão” é a principal aposta da T4F no ano

“Até 2008, havia produção de musicais da Broadway no modelo franquia apenas para São Paulo e só uma grande empresa operando. O espetáculo era produzido lá fora e chegava aqui só para ser executado”, afirma Fernando Campos, sócio da empresa Aventura.

Agora, o setor está num terceiro momento. “Muita gente foi estudar fora e já existem escolas de ator só para musicais. Grandes atores, que não sabiam se queriam fazer esse tipo de espetáculo, hoje gritam para fazer um musical. Há também diretores de TV indo para musicais, como Daniel Filho [do musical “Se Eu Fosse Você”] e Pedro Vasconcellos [de “Tudo por um Pop Star”]”, diz Campos.

Entre atores e técnicos, o entendimento é que o conteúdo nacional abriu novo mercado, no qual hoje os artistas brasileiros estariam em condições de igualdade com os estrangeiros, “caindo um tabu de que não tínhamos condições para atuar em musicais”, diz Ligia de Paula Sousa, presidente do Sated-SP, sindicato da categoria.

Há uma busca por especialização. Foi aprovado recentemente no Congresso dos Trabalhadores Artistas e Técnicos (Cetated-SP) a possibilidade de que técnicos paulistas conhecessem os espetáculos em Londres e Nova York para trocar experiências.

A onda de produções nacionais se ancora no sucesso de “Tim Maia – Vale Tudo”, produzido por Sandro Chaim. Há nesse movimento das produtoras uma tentativa de se diferenciar e, ao mesmo tempo, fugir das caras e concorridas produções da Broadway (Nova York) e West End (Londres), redutos tradicionais do gênero.

O conteúdo nacional é visto também como oportunidade de exportação. Chaim, que atualmente se envolve no musical “Cazuza”, quer levar “Tim Maia” para Portugal. Em associação com a XYZ Live, há planos de exportar outros conteúdos para a América Latina. “Ganhamos experiência e a visão de que existe um mercado a ser explorado. É uma tendência natural os produtores criarem suas próprias histórias. Faz parte de um amadurecimento profissional”, diz Chaim. O espetáculo “Rock in Rio”, produzido pela Aventura, está previsto para ir a Portugal, Espanha e há planos para levá-lo até mesmo a Broadway, em 2016, segundo Campos.

Nesse ritmo, outras cidades brasileiras também poderão entrar no circuito de musicais, além de Rio-São Paulo, como Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.

“Carregar” espetáculos se tornou uma possibilidade especialmente para musicais nacionais em versões medianas – e não superproduções – e que, pelo próprio tamanho menor, possuem mais facilidade para transporte de equipamentos e elenco. “Milton”, “Rock in Rio” e “Elis” são alguns dos títulos que estão previstos para uma futura itinerância.

Mas os musicais com conteúdo nacional caíram de fato no gosto do brasileiro?

A julgar pelo sucesso de “Tim Maia”, há um bom sinal. O total de público passou de 300 mil pessoas (apenas como comparação, a megaprodução internacional “A Família Addams” teve 350 mil). Para Chaim, “é o boca a boca que garante a longevidade de uma temporada”. É cedo, no entanto, para afirmar que todo conteúdo nacional terá grande público.

Segundo o diretor Claudio Botelho, algumas obras não deveriam nem ser consideradas teatros musicais e estariam oferecendo mais do mesmo.

Sejam de qualidade ou não, o fato é que os musicais produzidos no país são custosos. Em geral gasta-se menos do que trazer uma produção consagrada no exterior. Segundo as produtoras, todas as produções dependem de patrocínio da Lei Roaunet para serem viáveis economicamente.

Para efeitos de comparação: espetáculos trazidos de fora e produzidos localmente, “A Família Addams” custou R$ 25 milhões; e “Mágico de Oz” (numa versão compacta), R$ 8 milhões, enquanto o nacional “Rock in Rio” custou R$ 12 milhões.

Fonte: Valor Econômico

Anunciados os horários dos shows do Lollapalooza Brasil 2013

A segunda edição brasileira do Lollapalooza, que será realizada entre os dias 29 e 31 de março, no Jockey Club, anunciou nesta segunda-feira, 21, os horários dos shows das mais de 60 atrações.

As apresentações serão espalhadas por cinco palcos, mas ainda não foram anunciados os artistas que se apresentarão no Kidzapalooza, um local dedicado especialmente para as crianças.

A edição do ano passado, com dois dias, foi encerrada por shows de Foo Fighters, no primeiro, e Arctic Monkeys, no segundo. Desta vez, com um dia a mais, cada dia de festival será encerrado por The Killers, Black Keys e Pearl Jam, respectivamente.

O primeiro lote de ingressos, com 14 mil passaportes que garantiam a entrada nos três dias de show por R$ 900, se esgotou em poucas horas. Ainda há entradas avulsas para todos os dias, no valor de R$ 330 cada.

Veja abaixo os dias, horários e palcos do Lolla 2013:

Sexta-feira, 29 de março
Palco Alternativo
Tokyo Savannah – 13h15 – 14h15
Copacabana Clube – 15h15 – 16h15
Crystal Castles – 17h15 – 18h15
Passion Pit – 20h – 21h15

Palco Butantã
Holger – 13h15 – 14h15
Of Monsters And Men – 15h15 – 16h15
Cake – 17h15 – 18h30
Deadmau5 – 20h – 21h30

Palco Perry
Bruno Barudi – 12h30 – 13h30
Boss In Drama – 13h45 – 14h45
Dirtyloud – 15h – 16h
Feed Me – 16h15 – 17h15
Porter Robinson – 17h30 – 18h45
Red Bull Technostalgia Feat. Dj Marky & Bid – 19h – 20h15
Knife Party – 21h30 – 23h00

Palco Cidade Jardim
Perrosky – 12h30 – 13h15
Agridoce – 14h15 – 15h15
The Temper Trap – 16h15 – 17h15
The Flaming Lips – 18h30 – 20h
The Killers – 21h30 – 23h

Sábado, 30 De Março
Palco Alternativo
Ludov – 13h30 – 14h30
Gary Clark, Jr. – 15h – 16h30
Alabama Shakes – 17h30 – 18h30
Criolo – 20h – 21h15

Palco Butantã
Graforréia Xilarmônica – 13h30 – 14h30
Tomahawk – 15h30 – 16h30
Franz Ferdinand – 17h30 – 18h45
A Perfect Circle 20h – 21h30

Palco Perry
Classic – 13h – 14h
William Naraine – 14h15 – 15h15
Lennox 15h30 – 16h45
Zeds Dead – 17h – 18h15
Nas – 18h30 – 19h30
Madeon – 20h – 21h
Steve Aoki – 21h30 – 23h

Palco Cidade Jardim
Stop Play Moon – 12h30 – 13h30
Toro Y Moi – 14h30 – 15h30
Two Door Cinema Club – 16h30 -17h30
Queens Of The Stone Age – 18h45 – 20h
The Black Keys – 21h30 – 23h

Domingo, 21 De Março
Palco Alternativo
Wannabe Jalva – 13h15 – 14h15
República – 15h15 – 16h15
Vanguart – 17h15 – 18h15
Hot Chip – 19h15 – 20h30

Palco Butantã
Vivendo Do Ócio 13h15 – 14h15
Foals – 15h15 – 16h15
Kaiser Chiefs – 17h15 – 18h15
Planet Hemp 19h15 – 20h45

Palco Perry
Wehbba- 12h45 – 13h45
Database – 14h – 15h
Mix Hell – 15h15 – 16h30
Gui Boratto – 16h45 – 18h
Rusko – 18h15 – 19h30
Major Lazer – 19h45 – 21h
Kaskade – 21h30 – 23h

Palco Cidade Jardim
Baia – 12h30 – 13h15
Lirinha + Eddie – 14h15 – 15h15
Puscifer – 16h15 – 17h15
The Hives – 18h15 – 19h15
Pearl Jam – 20h45 – 23h

Fonte: Rolling Stone Brasil

Música digital ultrapassa a física nos EUA

Relatório anual da Nielsen e Billboard, divulgado nesta sexta-feira, 4, revela que a venda de músicas digitais dominou o mercado norte-americano.

Ao todo, as mídias eletrônicas foram responsáveis por 55,9% das vendas de música nos EUA.

É a primeira vez que o feito acontece. Juntos, iTunes, Amazon, eMusic e outras lojas virtuais representaram 37% das vendas. Grandes varejistas físicos, como Walmart e Target, que dominavam esse mercado nos últimos cinco anos, em 2012 foram responsáveis por apenas 29% do mercado.

No total, as compras de músicas cresceram 3,1% em comparação a 2011. O número foi impulsionado pelo comércio de canções individuais, já que as vendas de álbuns e equivalentes caiu 1,8% relação ao ano anterior.

Em 2012 foram vendidos 193 milhões de CDs físicos — o que representa uma queda de 13,5% em relação a 2011. Já os discos digitais venderam 118 milhões — um crescimento de 14%, na comparação com o ano anterior.

O disco digital mais vendido foi 21, da Adele, seguido por Red (Taylor Swift), Babel (Mumford & Sons), Up All Night (One Direction) e Some Nights (Fun).

Fonte: Olhar Digital

Com maior oferta de shows gringos no Brasil, 2012 viu alta de ingressos e tropeços de festivais

por José Norberto Flesch

A festa acabou. A farra da lotação nos grandes shows em estádios e arenas no Brasil concluiu seu ciclo no primeiro semestre de 2012 com as apresentações de Roger Waters e sua “The Wall – Live”. A partir daí, palcos como o do estádio Morumbi se tornaram um templo do medo para artistas e produtores. E assim começou a fase dos ingressos encalhados, que mexeu com o mercado nacional e vai gerar mudanças em 2013.

Na semana passada, quando Madonna se despediu do Brasil com um show em Porto Alegre de sua “MDNA Tour”, ficou claro que o mercado mudou. Se em 2008 os ingressos para três shows da cantora no Morumbi esgotaram-se em poucas horas, desta vez foi um desespero levar público suficiente para o lugar. Não faltaram promoções com entradas a preços convidativos –tipo de ação que já havia acontecido para promover a turnê de Lady Gaga por aqui em novembro.

A situação tornou-se assunto indigesto no setor. Time For Fun, XYZ e Geo –as três maiores produtoras de São Paulo– não quiseram falar com a reportagem. A primeira trouxe as “encalhadas” Lady Gaga e Madonna; a segunda arriscou a vinda de Jennifer Lopez e a viu cantar para público muito abaixo do esperado. A Geo é a que mais acertou ao comprar os direitos de realizar o Lollapalooza no Brasil: o festival entupiu o Jockey Club na primeira noite com Foo Fighters, e já programou a segunda edição para março de 2013, com Pearl Jam e The Killers.

Junto com as três produtoras, a Planmusic –que bancou Paul McCartney e Tears For Fears no país– pretende criar associações para controlar a meia-entrada, tida como a grande vilã dos negócios e principal responsável pela alta dos ingressos. A ideia é reduzir a porcentagem de ingressos com desconto em cada evento, que, segundo empresários do setor, chega a 90% em determinados shows.

Cachê inflacionado e ingressos caros
A situação é delicada para produtores do país inteiro. “Foi um ano atípico. Uma grande quantidade de shows, principalmente no segundo semestre, aliada a alta dos ingressos, resultou em uma retração”, acredita Cássio Lopes, sócio da Hits, produtora de Porto Alegre que levou Roger Waters, Bob Dylan e Kiss à capital gaúcha. “O custo do show está alto demais. A locação dos espaços, por exemplo, ficou mais cara. Repassamos o preço para o consumidor, como acontece com qualquer outro produto. Se sobe o preço da farinha, aumenta o preço do pão”, compara o empresário.

Carlos Konrath, diretor da também gaúcha Opus Promoções e que cuida do Teatro Bradesco em São Paulo, aponta mais razões para o atual cenário. “A redução de vendas no mercado fonográfico obrigou os artistas a saírem em turnê. Com a crise na Europa e Estados Unidos, a América Latina surgiu como um grande mercado, até então pouco explorado, mas a disputa das produtoras para trazer determinados artistas acabou inflacionando os espetáculos”, comenta ele, lembrando que o público não conseguiu acompanhar o ‘boom’ de oferta.

Os produtores concordam que a mudança terá que começar pela baixa no preço dos ingressos. “O setor do entretenimento deve repensar suas estratégias, e não necessariamente em relação ao número de shows, mas aos valores repassados ao público. Buscar mais patrocínio de empresas parceiras pode ajudar na redução dos preços”, acredita Konrath.

Lopes também reclama do estado de guerra em que as produtoras entraram para trazer os artistas. “O leilão inflaciona o cachê e isso também rebate no preço do ingressos”, avisa. Ele sugere o que chama de concorrência saudável. “Tem que saber quanto vale o artista e não pagar algo fora da realidade”.

Gladston Tedesco, sócio-proprietário do Grupo Tom Brasil, de São Paulo, relaciona mais motivos para os valores dos ingressos. “São altos os impostos –Ecad, ISS, PIS, Cofins, IR–, o preço da logística com passagens aéreas, transporte e hotelaria, e, é claro, o número de meias-entradas, que é o principal problema e encarece o preço final”. Para baixar os preços dos bilhetes, ele propõe: “Começar pela diminuição tributária fiscal já seria uma boa ideia, que viabilizaria ingressos mais acessíveis para todos”.

Dos tropeços às previsões
O ano de 2012 teve a maior oferta de shows internacionais já vista no Brasil. No total, foram 459 artistas estrangeiros no país, segundo levantamento do jornal “Folha de S. Paulo”. Com a quantidade de opção também vieram grandes tropeços.

O principal foi o festival SWU, que, depois de duas edições anuais no interior de São Paulo, não conseguiu ser realizado em 2012. Outro foi o Metal Open Air, que aconteceu aos trancos e barrancos no Maranhão até ser cancelado no meio de sua realização. Para piorar, nesta semana surgiram boatos de que o festival Planeta Terra seria extinto. Os organizadores desmentiram e garantiram a edição de 2013, mas todos estes são casos que podem influenciar negativamente no mercado.

“Para o próximo ano, esses cancelamentos podem afetar a visão dos produtores e artistas internacionais sobre o Brasil. Possivelmente eles se sintam mais inseguros em trazer grandes shows para o nosso país”, diz Carlos Konrath. “Ficamos tristes quando isso acontece, porque diminui a credibilidade do país para produções internacionais”, acrescenta Gladston Tedesco, do Tom Brasil.

Para Cássio Lopes, “foram casos isolados”. E parecem ter sido mesmo, quando, por outro lado, observa-se que muitas operações foram vitoriosas. O melhor exemplo é o violinista suíço André Rieu, que veio ao Brasil pelas mãos da Poladian Produções e fez 30 apresentações em São Paulo, no ginásio do Ibirapuera. Cerca de 200 mil pessoas compraram ingresso para ver o músico –mais do que conseguiram juntas, na cidade, Madonna e Lady Gaga.

Outros artistas de peso médio, como Robert Plant, Creed e Scorpions, esgotaram antecipadamente os ingressos para seus shows em São Paulo. Até mesmo o espetáculo “Elvis in Concert”, com a presença do Rei do rock em um telão, teve todos as entradas vendidas e obrigou a realização de apresentações extras.

Uma coisa parece certa: quem gosta de shows internacionais não tem com o que se preocupar. O calendário musical já será alimentado pelo Lollapalooza, em março; a já definida volta de Elton John, de 27 de fevereiro a 8 de março; e a nova edição do Rock In Rio no segundo semestre. “Não é por que alguns shows não deram certo em 2012 que em 2013 o mercado vai parar”, avisa Lopes.

Adele e Taylor Swift estão entre os indicados ao Globo de Ouro 2013


O próximo ano será agitado para a nova mamãe Adele. Além de ter rendido à cantora a pré-indicação ao Oscar de Melhor Canção Original, o novo hit da britânica, “Skyfall”, está entre os candidatos ao título de Melhor Música Original no Globo de Ouro 2013.

Taylor Swift também está no páreo, com “Safe & Sound”, trilha do filme Jogos Vorazes. Já Jon Bon Jovi, que também busca uma vaga no Oscar, foi lembrado com “Not Running Anymore”, música tema deStand Up Guys.

Acostumado a acompanhar sua esposa, a atriz Nicole Kidman, na premiação, Keith Urban tem chances duplas de levar a estatueta para casa. O cantor é co-autor de “For Yo”, de Act Of Valor, e de “Suddenly”, do musical Os Miseráveis.

O ganhador será revelado na 70ª edição do Globo de Ouro, que será realizada no dia 13 de janeiro.

Fonte: Billboard Brasil

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