Site que liga artistas a donos de muros registra 18 intervenções em SP

A lógica é simples. Se tem um muro precisando de tinta e um artista buscando espaço, por que não juntar os dois? O encontro é promovido pela plataforma Color+City (“cidade + cor”), lançada em 26 de março. Em pouco mais de uma semana, 22 espaços ganharam cara nova, 18 deles em São Paulo (desses, 15 foram pintados numa ação promocional para inaugurar o site).

O projeto, idealizado pelo designer Gabriel Pinheiro e pelo artista Victor Garcia, tem apoio da FLAG, que reúne empresas criativas, do Google Brasil, que disponibilizou seu serviço de mapeamento, o Google Maps, e de outros parceiros.

O primeiro contato entre doadores e artistas é virtual. Ao acessar o site, o usuário escolhe se quer autorizar a utilização de um espaço privado ou se deseja pintar um muro. Para se cadastrar, é preciso ter um perfil no Google+, rede social do grupo. Mais de 200 locais já estão reservados, em diversos estados do país.

A plataforma permite que fotos sejam carregadas para mostrar os espaços disponíveis e também o resultado das intervenções. Cada artista pode reservar um único espaço por vez, que fica “ocupado” por até 35 dias. Na página do projeto, é possível visualizar o “status” dos muros: os que têm a marcação verde estão livres, os amarelos estão reservados e os coloridos já foram pintados.

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ABAIXO, CONFIRA ENTREVISTA COM GABRIEL PINHEIRO, UM DOS IDEALIZADORES DO PROJETO:

sãopaulo – O Color+City existe há pouco mais de uma semana. Quantas pessoas já se inscreveram para doar seus muros e quantos já foram pintados?
Gabriel Pinheiro – Pela nossa última contagem, 213 muros já tinham sido reservados, 22 já foram finalizados e 112 ainda estavam disponíveis. Mas os números estão sempre mudando.

Como surgiu a ideia para o projeto?
Surgiu naturalmente das conversas que a gente tinha sobre a cena, sobre o que acontecia na cidade. Volta e meia aparecia a história de algum artista pedir autorização para grafitar um muro, de o morador deixar, verbalmente, mas aí se a polícia aparecia o morador não ia até a porta dizer que tinha deixado, não queria se meter em confusão… Ou, então, o artista ia lá pedir, mas o cara não queria conversa, não queria perder tempo. Então a gente pensou em criar um lugar onde pudesse reunir os dois lados –os moradores que quisessem ter seus muros pintados e os artistas que estivessem buscando espaço para fazer esse trabalho. A partir disso, ficamos 11 meses conversando com o pessoal da Flag. Foi uma construção coletiva.

A partir do momento em que os muros são reservados, vocês acompanham as conversas entre morador e artista até o espaço ser pintado?
Não. O objetivo da plataforma é desenhar as parcerias e conectar pessoas, fazer a ponte, mesmo. Nosso desejo é um só: deixar a cidade mais colorida. É um projeto coletivo. Não é de ninguém e é de todo mundo, ao mesmo tempo. E outra coisa importante de destacar é que o projeto não está limitado a artistas. Um professor pode reunir sua turma de alunos e reservar um dos muros disponíveis. Qualquer pessoa pode deixar a cidade mais bonita.

Fonte: Revista São Paulo

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Masp apresenta Talento Emergente

Foi pegando carona em estradas e percorrendo longos trechos a pé que Paulo Nazareth saiu de sua cidade natal, no interior de Minas Gerais, e chegou a Nova York. No trajeto, que durou seis meses e meio, ele vendeu bananas e gravuras simples (as frutas não raramente custavam mais do que as obras) e se deixou fotografar com famílias que conhecia pelo caminho. A performance lhe rendeu o título de Talento Emergente pelo Prêmio Masp Mercedes-Benz de Artes Visuais.

Ao lado dele, nesta primeira edição do projeto, está a veterana Anna Maria Maiolino – que, ao longo dos últimos 50 anos, transitou por diferentes linguagens, da xilogravura à instalação. Como um dos exemplos de sua importante trajetória, o museu exibe a instalação sonora ?Here & There? (que integrou a Documenta de Kassel 2012, na Alemanha), na qual ela declama um poema.

O prêmio era uma vontade antiga de Teixeira Coelho, curador-chefe do Masp, e que levou cinco anos para ser concretizada. Para a seleção, foi montado um júri que reuniu não só especialistas nacionais (Moacir dos Anjos e Paulo Herkenhoff) como internacionais, (entre eles, Chris Dercon, da Tate Modern, de Londres). “Nós aqui, dentro do sistema nacional de arte, poderíamos carregar para o prêmio preferências pessoais; com pessoas de fora, esse olhar é revitalizado”, diz Teixeira. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

ONDE: Masp. Av. Paulista, 1.578, metrô Trianon-Masp, 3251-5644. QUANDO: 10h/18h (5ª, 10h/20h; fecha 2ª). A bilheteria fecha meia hora antes. Inauguração: 21/12. Até 10/2/2013. QUANTO: R$ 15 (3ª, grátis).

Fonte: O Estado de S. Paulo

Proposta da nova Lei Rouanet pode dobrar gastos com a cultura

por Matheus Magenta

O deputado federal Pedro Eugênio (PT-PE) apresentou seu parecer sobre a reforma da Lei Rouanet, principal mecanismo de fomento à cultura do país. O texto prevê mudanças que, se aprovadas, dobrariam o valor investido hoje (cerca de R$ 1,6 bilhão).

A análise foi enviada à Comissão de Finanças e Tributação no último dia 14, quase dois anos após Pedro Eugênio ter sido designado relator. Durante esse tempo, o deputado diz ter colhido sugestões de setores interessados na reforma da lei.

Em relação ao texto que tramita na Câmara desde 2007, as principais mudanças sugeridas são: contrapartidas claras, aumento do limite de renúncia fiscal e fortalecimento de um fundo gerido pelo governo federal.

Quanto à primeira, ele sugere um sistema de pontuação pelo qual a renúncia fiscal concedida a incentivadores cresce na medida em que o projeto prevê ingressos gratuitos e ações educativas.

O relator propõe também que o teto do imposto destinado pelas empresas a projetos culturais passe dos atuais 4% do IR devido para 6%.

Essa proposta teria dois efeitos imediatos: o robustecimento do Fundo Nacional de Cultura e o crescimento do investimento anual no setor, que chegaria a R$ 3,2 bilhões (segundo projeção do Ministério da Fazenda para 2014). Os recursos do fundo, cujos beneficiários são escolhidos pelo governo (e não por empresas), passariam de R$ 256 milhões para R$ 800 milhões.

Se aprovado na comissão, o projeto irá à Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para o Senado –o que deve ocorrer até o final deste ano.

Fonte: Folha de S. Paulo

Finalmente: Cine Belas Artes tombado

Gente, há alguns meses assinei a petição pública contra o fechamento do Cine Belas Artes, a favor de seu tombamento… finalmente, a decisão do Condephaat saiu! Uma vitória que mostra o potencial das mobilizações públicas por causas importantes.

Leiam na íntegra o comunicado de Thiago Adorno Albejante, que colocou a petição no ar.

“Parece sonho, mas é VERDADE! O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo (CONDEPHAAT) acaba de APROVAR o TOMBAMENTO do Cine Belas Artes!!!

Em votação realizada hoje (15/10), com placar de 16 votos favoráveis ao tombamento e 2 abstenções, os conselheiros reconheceram o valor do imóvel para a sociedade de SP e a importância de considerá-lo como parte integrante do patrimônio histórico paulista. De acordo com a decisão do CONDEPHAAT, o proprietário tem o dever de preservar a fachada do prédio, incluindo a visibilidade das vidraças, respeitando-se recuo de 4 metros.

Obrigado a todos os que ajudaram a promover o último abaixo-assinado, feito às pressas para a votação! Reunimos quase 1000 assinaturas em apenas 4 dias!
Obrigado, também, por terem participado até hoje dessa causa Contra o Fechamento do Cine Belas Artes! Sem cada um de vocês, essa vitória não teria sido alcançada!

Nós continuaremos lutando pela reabertura do cinema, certos de que a sociedade não pode se conformar com o fechamento desse patrimônio cultural!

Mais detalhes:

A deliberação segue estudo da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH), órgão técnico vinculado ao CONDEPHAAT, bem como o parecer do relator do processo. Ambos previam a possibilidade de se tombar o cinema, e podem ser acessados aqui: http://links.causes.com/s/clEaGQ?r=P7id

O processo de tombamento do Cine Belas Artes havia sido anteriormente arquivado pelo órgão, com base na impossibilidade de se tombar o uso. O relator, então, recorreu da decisão de arquivamento, pedindo que houvesse reconsideração por parte dos demais conselheiros. A decisão de hoje dá provimento ao recurso do relator, determina o desarquivamento do processo e tomba a fachada do prédio, bem como promove o registro do Cine Belas Artes como bem cultural de natureza imaterial.

Continua assegurado ao dono o direito de fazer uso do interior do imóvel como bem entender. Em outras palavras, não necessariamente o lugar volta a ser cinema. No entanto, o instituto do tombamento traz consigo uma série de restrições, que podem favorecer a instalação de um cinema no local. Hipoteticamente, caso o imóvel venha a ser vendido, a União, o Estado e o Município, nessa ordem, terão direito de preferência para aquisição – e, nesse caso, qualquer desses entes poderia tomar a iniciativa de comprar o Belas Artes para montar um cinema público de programação de filmes de arte, por exemplo.

A decisão deve ser publicada amanhã (16/10) no Diário Oficial!!

Viva! Parabéns à todos nós, que contribuímos para a conquista!

Obra de arte é furtada na Bienal de São Paulo

por Fabio Cypriano

Uma aquarela do artista espanhol radicado no Brasil Daniel Steegmann Mangrané foi furtada da Bienal de São Paulo. A obra “homes (homenols), 2004, da série Lichtzwang, faz parte de uma conjunto composto por 256 trabalhos em papel, sendo que 222 estavam expostos no pavilhão do Ibirapuera, sede da Bienal. Agora estão lá 221.

O furto foi percebido pela organização do evento no dia 27 de setembro e, em nota divulgada pela assessoria de imprensa da instituição, “imediatamente após dar pela falta da obra, a Fundação Bienal de São Paulo comunicou o fato ao artista e à seguradora e registrou boletim de ocorrência”.

“Tenho certeza que a Fundação Bienal está tomando todas as medidas para manter a segurança da mostra, mas entendo que, com uma visitação massiva, é difícil cuidar de tudo”, disse Mangrané à Folha.

Aberta ao público no dia 7 de setembro, a mostra teve em seu primeiro mês, até o último domingo, 151 mil visitantes, número similar ao da 29a. Bienal que, no mesmo período, foi vista por 147 mil pessoas. No total, a 29a. alcançou 535 mil visitantes.

A instituição reforçou a segurança na sala de Mangrané, que fica no térreo da pavilhão, e propôs ao artista a instalação de vidros de proteção na frente dos trabalhos, medida aceita por artista.

Hoje pela manhã a sala continuava com os trabalhos organizados segundo a montagem original: colados na parede. Um vazio denunciava o furto, já que a legenda da obra continuava no local. Segundo Mangrané, no lugar será exibida outra aquarela semelhante, que pertence ao conjunto de 256 realizados.

Site pretende divulgar artistas independentes

Com o objetivo de divulgar novos talentos da música brasileira, o site http://www.vitrinedesucessos.com.br irá começar a divulgar inúmeros artistas independentes, sejam eles músicos, bailarinos, artistas cênicos ou DJs, a partir de outubro.

Para celebrar esta iniciativa, haverá o lançamento do portal no dia 10 de outubro, às 21h na Boogie Disco (Rua Alvorada, 515, Vila Olímpia – São Paulo). O evento terá a participação de vários artistas, como Renata Pizi e Sergio Bello, Grupo Rá Dança do Ventre e Folclore, Grupo SP5, Banda Old School, entre outros.

Fonte: Backstage

Com três museus dedicados à moda, Florença é opção de viagem para fashionistas

por Claudia Silveira

A cidade italiana de Florença, na região da Toscana, é conhecida como o berço do Renascimento, mas poderia também ser chamada de capital da moda e da sua história. Três grandes museus com um acervo de roupas e acessórios de valor inestimável se instalaram neste importante destino turístico italiano.

O mais novo deles é o Gucci Museo, que se destaca pelos acessórios icônicos da marca e que completará um ano em atividade no final de setembro. O Museu Salvatore Ferragamo tem um acervo de mais de 10 mil modelos de sapatos criados pela casa desde os anos 1920, início da carreira do fundador que dá nome à instituição. A Galleria del Costume é o espaço mais histórico de todos. São cerca de 6 mil peças de roupa e acessórios que contam o rico passado do vestuário do século 16 até o século 20. Segundo o próprio museu, este é o único na Itália dedicado inteiramente à história da moda.

Quem está a passeio por Florença consegue visitar os três museus em um único dia. Por estarem a menos de 1 km de distância um do outro, é possível ir a pé, com uma pausa para compras, refeições e um indispensável gelato, o sorvete típico inventado na cidade.

De acordo com a pesquisadora Maria Claudia Bonadio, professora do curso de pós-graduação em moda no Senac-SP, um museu dedicado ao segmento é válido para quem é entusiasta do tema e para turistas em geral, não apenas para estudantes ou para quem trabalha na área. “A moda no museu é importante, porque é o registro de trabalhos primorosos, técnicas e feitios”, afirma.

No caso de Florença, os três museus concentram em seu acervo criações primorosas genuinamente italianas, o que dá ao visitante uma ideia da extrema habilidade, pioneirismo e criatividade dos costureiros e artesãos desse país. A valorização da moda nacional em Florença, no entanto, vem de várias décadas atrás. Foi na cidade que, em 12 de fevereiro de 1951, ocorreu a primeira série de desfiles que lançaria a semente do que se transformou na atual semana de moda italiana.

Décadas depois, Florença se mantém como cidade onde se respira moda e, sobretudo, a história da moda. Saiba, abaixo, o que cada museu reserva ao visitante.

Galleria del Costume

A Galleria del Costume fica em um dos prédios do complexo de museus que ocupam o gigante Palazzo Pitti. Atualmente, a galeria abriga a exposição “Moda: um mundo de semelhanças e diferenças”, cujo ponto de partida é o que há em comum entre o estilo das roupas do passado – sobretudo do século 18 – e a moda do século 20. O ponto forte da exposição são as vitrines que colocam lado a lado roupas de épocas bem diferentes, mas com semelhanças visíveis.

Dá para olhar tudo de perto, visualizar em 360° e observar a extrema habilidade na confecção que fez do “Made in Italy” sinônimo de qualidade. Vale observar também a arquitetura do prédio e a decoração das salas, incluindo móveis e quadros, já que tudo ali é peça histórica.

O tema das exposições da Galleria del Costume é trocado a cada dois anos para que a rotatividade das peças ajude a conservá-las. Em uma das salas, no entanto, o acervo não muda. É onde ficam as roupas com que um casal da nobreza italiana e seu filho foram enterrados no século 16. Apesar do aspecto fúnebre da exposição e de as peças terem sofrido decomposição devido ao tempo, o material é considerado uma importante relíquia e tem forte conteúdo histórico. Os paineis informativos descrevem o longo processo de recuperação de cada peça.

A Galeria del Costume tem ainda uma programação especial, com exposições temporárias e compactas, que podem abordar desde uma coleção particular com mais de mil gravatas até o vestuário dos índios que povoaram os Estados Unidos.

A dica para quem visitar o museu é comprar o catálogo da exposição (11 euros) na loja que fica logo na entrada da galeria e passear pelas salas já com ele em mãos. Além de contar um pouco da história do museu e dar detalhes da exibição, o catálogo tem um útil mapa na contracapa e descrições minuciosas das peças expostas. É mais informativo do que as plaquetas que identificam as peças de cada vitrine.

:: Serviço ::
Onde: Piazza Pitti 1, Florença
Quando: diariamente, das 8h15 às 16h30 (de novembro a março); das 8h15 às 17h30 (março); das 8h15 às 18h30 (abril, maio, setembro e outubro); das 8h15 às 17h30 (outubro, a partir do fim do horário de verão); das 8h15 às 18h50 (de junho a agosto). Fechado na primeira e última segunda-feira de cada mês, no dia 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro.
Quanto: 7 euros (o preço pode variar de acordo com a quantidade de museus a ser visitado dentro do Palazzo Pitti)
Informações: +39 055 294883 ou no site oficial

Gucci Museo

A criação do Gucci Museo fez parte das comemorações dos 90 anos da grife italiana, celebrados em setembro de 2011. O que o museu faz é contar essas nove décadas de rica história por meio de peças que ajudaram a definir a identidade da marca e ainda a colocaram no restrito grupo de grifes de luxo, sendo Florença a cidade onde tudo começou.

A exposição é permanente e começa a viagem no tempo com as malas e maletas, entre outros artigos de viagem que conquistaram o “jet-set” internacional e ajudaram a Gucci a alcançar a fama a partir dos anos 1950. Poucos sabem que as primeiras coleções de Guccio Gucci foram inspiradas nos hóspedes do Savoy Hotel de Londres, onde o estilista trabalhou como porteiro.

Nos andares superiores, o visitante passeia por outros temas e ícones da marca. O “Flora world” faz um resgate da série de itens que receberam a icônica estampa de flores. Bolsas, roupas, joias e até artigos esportivos também são usados para contar a história da Gucci. Destaque para o espaço “Logomania”, que conta a evolução do monograma GG.

Nos seus 1,7 mil m² de história, o Gucci Museo abriga ainda o Contemporary Art Space, sala dedicada a trabalhos de arte contemporânea, um café, uma livraria recheada de títulos sobre moda e arte e ainda a Icon Store, loja onde estão à venda peças exclusivas da Icon Collection, incluindo bolsas como a New Jackie e a New Bamboo, além do mocassim Horsebit e do lenço Flora. As peças são confeccionadas em cores e detalhes exclusivos para o Gucci Museo.

:: Serviço ::
Onde: Piazza della Signoria, 10, Florença
Quando: diariamente, das 10h às 20h (museu e Icon Store); das 10h às 23h (livraria); e das 8h à 0h (café). Fechado nos dias 25 de dezembro, 1º de janeiro e 15 de agosto.
Quanto: 6 euros (50% do valor de cada entrada é usado para ajudar na restauração dos tesouros artísticos de Florença).
Informações: +39 055 759233027 ou no site oficial

Museu Salvatore Ferragamo

O acervo do Museu Salvatore Ferragamo conta não apenas a história da marca, mas também faz uma retrospectiva dos sapatos que conquistaram as mulheres elegantes do século 20, incluindo estrelas de Hollywood, como Greta Garbo e Audrey Hepburn, e figuras políticas como Evita Perón e Margaret Thatcher.

O museu ocupa o subsolo de um prédio medieval construído no início do século 13 e se destaca pelo capricho com que exibe e contextualiza suas exposições. É um poço de inspiração para aspirantes a designer de sapatos e um parque de diversões para os apaixonados pela arte de se fazer um calçado.

O que o museu tenta destacar a cada exposição é a habilidade artística do designer Salvatore Ferragamo ao escolher cores, técnicas e materiais inéditos para a confecção de novos modelos. O centro das atenções, no entanto, muda quando o museu faz uma homenagem a alguma celebridade, como é o caso da exposição atual, “Marilyn”.

Até o dia 28 de janeiro do próximo ano, o visitante poderá conferir, além de sapatos da marca, vestidos e acessórios que pertenceram à diva do cinema Marilyn Monroe. A exposição é uma homenagem aos 50 anos de morte da atriz, completos em 2012.

De acordo com Stefania Ricci, diretora do museu, a escolha de cada novo tema depende de vários aspectos. “Pode ser ‘algo no ar’, um sentimento, uma ideia, uma intuição. Pode ser a sugestão de um especialista”, enumera. “Isso leva um tempo. Nós precisamos fazer várias reuniões de ‘brainstorming’. ‘Marilyn’ levou cerca de dois anos”, completa a diretora.

E para quem acha que museu de moda é coisa de fashionista, Stefania Ricci faz o convite: “O Salvatore Ferragamo é um museu real, é um importante ponto de referência cultural em Florença. É uma instituição que dá as boas-vindas a qualquer tipo de visitante.”

:: Serviço ::
Onde: Piazza Santa Trinita, 5, Florença
Quando: de quarta a segunda-feira, das 10h às 18h. Em agosto, o museu fecha aos domingos.
Quanto: 5 euros.
Informações: +39 055 3562455 ou no site oficial

Fonte: UOL

Marcas querem aproximar-se dos clientes por meio do entretenimento

por Raul Perez

O setor de mídia e entretenimento alcançou US$ 1,6 trilhão em 2011 e deve atingir US$ 2,16 trilhões até 2016, número alavancado pelas plataformas digitais, segundo levantamento da PricewaterhouseCoopers (PwC). No Brasil, onde a expansão de uma nova classe econômica e novas regulamentações dos segmentos-chave desse mercado impulsionam ainda mais seu crescimento, grandes empresas intensificam a atenção dada aos investimentos na área, tentando, sobretudo, aproximar seus clientes.

Cristina Duclos, diretora de Imagem e Comunicação da Telefônica Vivo, acredita que investir em entretenimento é também fortalecer os vínculos do público com a marca, criando uma relação mais próxima. “Os eventos também são oportunidades de criar experiências únicas, que transmitam os valores e crenças da marca aos nossos clientes”, explica.

A empresa promove diversos projetos na área, como o Conexão Vivo, mostra itinerante de videoclipes e documentários musicais, e o Vivo Open Air, que exibe lançamentos do cinema em espaços abertos, sempre seguidos de um show ou uma festa. Cristina informa que os eventos são produzidos por agências especializadas sob a supervisão da área de Eventos e Patrocínios da empresa.

“Hoje, o patrocínio faz parte do roteiro de comunicação das empresas, é above the line, porque está na pizza de comunicação”, afirmou em entrevista ao site Meio & Mensagem Sergio Ajzemberg, presidente da produtora Divina Comédia, responsável pela produção do festival de música latina Telefônica Sonidos, que a partir deste ano deve passar a se chamar Vivo Sonidos – resultado da mudança da marca de produtos da empresa, que atingiu os serviços de telefonia fixa, internet e TV por assinatura.

Outra marca conhecida por apostar no modelo de brand content em eventos culturais é a Red Bull. Só neste ano já foram mais de uma dezena, na maior parte voltados à música. Alguns deles tiveram suas primeiras edições nacionais, como o Red Bull House of Art, residência artística que fomenta a produção de jovens artistas locais, e o Red Bull Technostalgia, prova do aumento do interesse da marca no país.

“Os eventos proprietários Red Bull têm a participação de curadores selecionados pela própria Red Bull. São pessoas ligadas às cenas com as quais os eventos conversam e que podem, a partir de sua bagagem profissional e experiência, falar com propriedade sobre o evento em si, sua dinâmica e o contexto no qual a iniciativa em questão está inserida”, informou a empresa à nossa reportagem.

Personalização – De acordo com a matéria “Inovação no setor de entretenimento é chave para atender consumidores exigentes”, do boletim Oportunidade & Negócios, publicado pelo Sebrae em fevereiro deste ano, os consumidores estão mais exigentes quanto à qualidade do serviço e do atendimento. Por causa disso, cinemas, casas de shows, teatros e outros serviços estão procurando personalizar seu trabalho.

“Hoje em dia, o consumidor quer conviver com histórias semelhantes à sua e com um final feliz. Quer ver o cotidiano, as relações autênticas, ser menos invadido e mais incluído na comunicação das marcas”, acredita Flávio Mendes, sócia da Ube Entertainment, empresa especializada em entretenimento para marcas.

Prova desse interesse é um projeto em andamento da empresa que, segundo Flávio, está sendo disputado por diversas marcas pelo sua capacidade de falar com públicos “de todas as classes, ao mesmo tempo, e com linguagens de comunicação distintas com os targets, nos diferentes eventos”. A Ube Entertainment é a responsável por cuidar da captação da Ópera Bayreuth de Richard Wagner, que será trazida ao país pela primeira vez em razão das comemorações do Ano Brasil/Alemanha, em 2013.

Ele conta que essa é apenas a quarta vez que o espetáculo sai do país de origem para ganhar um palco no exterior em um século. “As marcas querem participar de uma forma mais próxima, explorar a oportunidade”, explica ele sobre o interesse das companhias no projeto.

Flávio Mendes apresenta, de 10 a 13 de setembro, o curso Entretenimento, que vai abordar entretenimento clássico, o brand entertainment & branded content, no Brasil e no mundo. Clique aqui para mais informações.

Fonte: Cultura e Mercado

Restauro revela obras inéditas de Bispo do Rosário, artista que viveu em manicômio

por Silas Martí

Ele guardava as agulhas de costura no talco, junto de uma figura de Cristo. Também colecionava revistas eróticas e bordou em estandartes nomes de socialites, assassinas e divas do cinema.

Desde que Arthur Bispo do Rosário, artista que morreu aos 80 anos em 1989, foi anunciado como nome central da 30ª Bienal de São Paulo, em setembro, uma verdadeira exumação do corpo de sua obra está em curso no Rio.

Bispo do Rosário, o paciente 01662 da Colônia Juliano Moreira, fez quase toda a sua produção internado no hospital psiquiátrico que funciona até hoje em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. Seu acervo de mais de 800 peças está guardado numa sala da administração do complexo.

Fernando Rabelo/Folhapress
Detalhe de obra de Bispo do Rosário que vai à Bienal
Detalhe de obra de Bispo do Rosário que vai à Bienal

Quando Luis Pérez-Oramas, curador da Bienal, decidiu expor 348 das peças nesta edição da mostra, um processo de restauro foi deflagrado para levar a público obras que nunca deixaram o hospício –pelo menos cinco das instalações são inéditas.

“Essas obras nunca saíram daqui porque estavam em péssimo estado”, diz Wilson Lázaro, curador do Museu Bispo do Rosário. “Fizemos um restauro, mas conservamos o pensamento dele.”

Nesse processo, vieram abaixo algumas das certezas sobre o artista.

Primeiro, a de que era assexuado. Suas anotações obsessivas dos nomes das estagiárias da enfermaria e sua coleção de revistas pornográficas provam o contrário.

Bispo também nunca tomou remédios e tinha total consciência de sua condição de paciente mental, chegando a ironizar a psiquiatria.

“Ele se refere a seu contexto terapêutico”, diz Pérez-Oramas. “Tinha uma autoconsciência que relativiza nossas discussões sobre a loucura e suas condições.”

Cadernos do artista encontrados no acervo mostram anotações detalhadas de sua rotina no manicômio. Ele narra conversas com enfermeiros, dá detalhes de uma ferida no dedo, cataloga notícias de jornal –em especial sobre crimes– e mantém um extenso inventário dos materiais que conseguia traficar para o hospital ao criar suas peças.

Uma das obras mais enigmáticas do artista, um estandarte em que ele borda um texto religioso, foi descoberta agora ser a reprodução de um anúncio de revista que vendia uma edição da Bíblia.

“Todos achavam que isso fosse um delírio, mas é uma propaganda”, diz Lázaro. “Ele tinha um pensamento para fazer a obra, olhava para a imprensa como fonte de realidade para tudo.”

REFINADO E BRUTAL

Essas descobertas recentes reforçam a reabilitação de Bispo do Rosário, que aos poucos perde a aura de louco e ganha o reconhecimento de um artista contemporâneo singular de sua época.

Sob esse novo ângulo, críticos reconhecem agora na obra de Bispo não só a habilidade manual obsessiva dos bordados mas também um pensamento conceitual e plástico que dialoga com trabalhos dos grandes nomes da arte contemporânea do país.

Sua caixa de música, um estojo de madeira cheio de papel picado, em que a canção seria o som do papel soprado no ar, lembra a arte conceitual. Seus papéis de bala são precursores de Beatriz Milhazes. Seus estandartes feitos de fórmica colorida lembram o construtivismo.

“É interessante como uma das grandes obras visuais do fim do século 20, das mais refinadas e brutais, tenha sido feita em isolamento”, diz Pérez-Oramas. “Mas toda criação comovente, crítica e relevante exige desmantelar a normalidade do mundo.”

Num contexto anormal, Bispo do Rosário construiu uma poética capaz de repensar a beleza e a tragédia da vida real –das vencedoras de concursos de miss aos bandidos e ladrões do noticiário.

“Nossa sociedade precisa da loucura para se excluir dela”, diz Pérez-Oramas. “Mas nesse ato de exclusão, acaba exibindo a própria loucura.”

Fonte: Folha de S. Paulo

Catarse Musical no prêmio TopBlog

 

Após alcançar 45 mil pageviews no Catarse Musical, o blog está concorrendo ao prêmio TopBlog 2012, na categoria Arte e Cultura.

Conto com o voto de vocês para que o trabalho feito aqui seja reconhecido. Assim, será possível investir mais no blog e elevar continuamente a qualidade das publicações e da interação com os leitores.

Para votar, clique em: http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=11170866

Valeu!!!

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