Lançada a terceira edição do “Guia do Incentivo à Cultura”

A utilização do incentivo fiscal é frequente em nosso país e é aplicada em vários campos da atividade humana. O incentivo à cultura, porém, sofre de uma carência de publicações que aliem aspectos doutrinários a uma ótica mais técnica. Apresentando tópicos importantes como leis federais, estaduais e municipais comentadas e benefícios fiscais para empresas investidoras, este livro é uma contribuição àqueles que se lançaram ou querem lançar-se no caminho da construção e da sedimentação responsável do nosso patrimônio artístico e humanístico.

A terceira edição deste livro, que já se tornou a principal referência da área, traz ainda a últimas alterações da Lei Rouanet, a partir da inclusão do sistema eletrônico de envio de projetos (Salicweb) e das recentes normatizações no campo audiovisual estatuídas pela ANCINE. Além disso, o leitor encontra na publicação as novidades da Lei do ICMS de São Paulo, com seus novos regulamentos, e sugestões precisas relacionadas com a difícil tarefa de captação de recursos.

O “Guia do incentivo à cultura” é uma obra de interesse para empresas que investem em cultura, profissionais como artistas, produtores e advogados, além de estudantes de Direito, Comunicação e Marketing. “Tenho certeza de que esse livro cumpre bem seu papel de permitir que os agentes culturais possam navegar nesse mar de leis de forma simples, clara e pragmática. Como a mim fez um dia, esse manual ainda vai ajudar muitos dos novos e experientes produtores culturais brasileiros a concretizar seus projetos em prol do desenvolvimento da arte e da cultura brasileiras”, afirma Henilton Menezes Jornalista e Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.

“Este livro de Fábio Cesnik preenche uma lacuna na bibliografia nacional, tornando-se leitura obrigatória sobretudo aos profissionais do Direito, aos seus agentes, àqueles que patrocinam a cultura. Traz excelente contribuição na matéria, colaborando, em decorrência, para o desenvolvimento cultural do Brasil”, complementa Odete Medauar Professora titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

Fábio de Sá Cesnik é advogado e sócio do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados, especializado em entretenimento, cultura e terceiro setor, onde presta consultoria jurídica para empresas patrocinadoras de cultura, artistas, produtores culturais e projetos sociais. Entre os clientes atendidos estão empresas, grupos de comunicação, produtores culturais e artistas.

Bacharel em Direito e Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), Cesnik é coautor dos livros Projetos Culturais: Elaboração, Administração, Aspectos Legais e Busca de Patrocínio, na 5ª edição, e do livro Globalização da Cultura.

Colunista de vários veículos, incluindo a revista Panorama Audiovisual, Cesnik possui artigos publicados em diversos livros, revistas e jornais. É professor na área de incentivos fiscais à cultura de diversas escolas, dentre as quais Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Faculdades São Luís, Faculdade Jorge Amado, dentre outras.

O livro lançado pela editoria Monole tem 408 páginas e está disponível nas principais livrarias do país.

Fonte: Panorama Audiovisual

“MPB – A História de Um Século” será lançado, dia 27 de junho, pela Funarte

Com mais de 400 fotos e texto de Ricardo Cravo Albin, o livro retrata cem anos de história da música popular brasileira

Uma das mais esperadas reedições da Funarte, MPB – A História de Um Século será lançada, no dia 27 de junho, às 18h, na Sala Sidney Miller, no Rio de Janeiro. Escrito pelo pesquisador e produtor musical Ricardo Cravo Albin, o livro estava esgotado desde sua primeira edição, que é de 1998.

 

O lançamento contará com a participação do cantor Marcos Sacramento. No show para convidados, ele apresenta um repertório bem variado, percorrendo ritmos e compositores que construíram a base do que é hoje a música popular brasileira. Aquarela do Brasil, de Ary Barroso; Luar do Sertão, de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco; Caminhando, de Geraldo Vandré, e Carinhoso, de Pixinguinha e Braguinha, são algumas das canções incluídas no roteiro.

 

Revista e ampliada, a nova edição de MPB – A História de Um Século – agora em português, inglês, espanhol e francês – é dividida em duas partes. Na primeira, quatro capítulos revelam as origens da MPB, os diferentes ritmos e gêneros, e os compositores que marcaram cada fase da rica produção musical brasileira.

 

Na segunda parte, uma seleção de imagens exibe, a cada década, os mais importantes intérpretes e compositores, que ajudaram a consolidar a música brasileira e a torná-la respeitada e apreciada no mundo inteiro. Em 400 fotos, estão retratados desde Chiquinha Gonzaga (anos 10), Ary Barroso e Carmen Miranda (anos 30), passando por Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Cartola, Chico Buarque, Roberto Carlos (anos 60/70) até Cazuza (anos 80) e Marisa Monte (anos 90), entre outros.

 

Sobre o autor


Considerado um dos maiores pesquisadores da música popular brasileira, Ricardo Cravo Albin nasceu em Salvador (BA), em 1940. Formado em Direito, Ciências e Letras, encontrou na paixão pela música outros caminhos profissionais a seguir. Historiador de MPB, produtor musical, produtor de rádio e televisão, crítico e comentarista, Albin é também autor de diversos livros sobre assuntos variados.

 

Entre 1965 e 1971, fundou e dirigiu o Museu da Imagem e do Som – MIS. Foi, ainda, diretor geral da Embrafilme e presidente do Instituto Nacional de Cinema (INC). Desde 2001, preside o Instituto Cultural Cravo Albin, para o qual doou todos os seus bens. Sua maior obra, o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, é referência na área de pesquisa musical e está disponível em meio digital, com cerca de sete mil verbetes.

 

MPB – A História de Um Século
De Ricardo Cravo Albin
Ed. Funarte
528 páginas
Preço sugerido: R$ 170,00

 

Lançamento: 27 de junho, quarta-feira, às 18h
Local: Sala Funarte Sidney Miller
Rua da Imprensa, 16 – Centro, Rio de Janeiro (RJ)

Show com Marcos Sacramento
Entrada franca (sujeita à lotação da Sala)

Fonte: Assessoria de Imprensa – Funarte

“Almanaque da Música Pop no Cinema” compila histórias e curiosidades de trilhas sonoras

por Estela Cotes

Em 1927, “O Cantor de Jazz” chegou às telas para revolucionar o cinema. O filme estrelado por Al Jolson foi o primeiro a ter diálogos e trilha sonora sincronizados às cenas. De lá para cá o casamento entre música e a sétima arte se tornou imprescindível tanto pelo aspecto comercial quanto pelo resultado artístico.

A relação entre estas duas vertentes chamou a atenção do apresentador e escritor Rodrigo Rodrigues quando ele ainda estava no colégio. Como guitarrista da banda Soundtrackers desde 2008 ele reproduz no palco clássicos que marcaram filmes vencedores de bilheteria. A pesquisa para o repertório virou também livro, o recém-lançado “Almanaque da Música Pop no Cinema” (Editora Lua de Papel, 216 págs., R$ 59,90).

The Wonders, filme com trilha sonora original
The Wonders, filme com trilha sonora original

Na obra, Rodrigo conta em ordem cronológica a história e algumas curiosidades de filmes desde os anos 60, quando Elvis Presley investiu no cinema para vender mais discos. A cada título o autor enumera a playlist e revela fatos interessantes. Em “Titanic”, por exemplo, James Cameron queria Enya para a sua trilha sonora, mas depois de muitos contratempos, Celine Dion foi a escolhida e “My Heart Will Go On” virou uma das mais conhecidas do século passado.

Aproveitando o lançamento do livro, o Colherada conversou com Rodrigo Rodrigues sobre as músicas mais marcantes do cinema e o futuro deste casamento um pouco em crise nos anos 2000.

COLHERADA CULTURAL: Quais foram os critérios para a seleção?
Rodrigo Rodrigues: Esta primeira edição do livro está muito em cima do repertório da minha banda. Foram curiosidades que descobri enquanto buscava as canções mesmo e mais um chorinho de filmes importantes, mas que não funcionam em um show como “Titanic”.

C.C.: E como começou esta pesquisa, pelos filmes que você mais gostava?

R.R.: A música manda, mas é importante que o filme tenha sido relevante. Nós recorremos muito aos anos 80 porque era muito comum na época que um filme tivesse uma música de sucesso tocando nas rádios. Este casamento música pop e cinema foi muito fértil nesta década.

C.C.: Em que momento a trilha passa a ter uma importância até comercial no cinema?
R.R.: Com Elvis Presley, no final dos anos 50. Descobriram o adolescente como consumidor e não a toa o empresário de Elvis se ligou que eles poderiam vender muitos discos chamando a atenção das pessoas pelos filmes. Acho que o boom desta cultura pop chega nos anos 80 por isso ela muito emblemática. Como as rádios nesta época eram muito fortes, era muito comum os produtores de um longa encomendar uma música de algum artista pop. Hoje em dia, os filmes voltam lá para anos 60, 70 e 80 para pegar trilhas famosas. “Homem de Ferro”, por exemplo, é todo com AC/DC.

Capa do livroCapa do livro

C.C.: Atualmente existe uma escassez de trilhas marcantes no cinema?
R.R.: Acho que o último caso, o mais recente, é “Letra e Música”, com o Hugh Grant e a Drew Barrymore. É um filme de 2007 que não teve tanto sucesso, mas tem música inédita que toca até hoje na rádio. Outros casos como este ficam cada vez mais raro e esparsos.

C.C.: E por que você acha que a música pop de hoje não ganha as telas?

R.R.:  O cinema tem um aspecto um pouco mais preguiçoso. Ele prefere pegar uma música que já foi sucesso do que compor alguma coisa nova. Hoje em dia também as coisas acontecem de uma maneira diferente. A música bomba primeiro na MTV e na internet, não é mais na rádio. Encomendar uma canção a um artista é um processo trabalhoso, envolve um monte de gente, é complicado. Tem um exemplo bem recente de quando apostaram e a trilha não vingou tanto. Na nova versão de “Karatê Kid”, tem uma canção do Justin Bieber, do John Mayer, mas ninguém deu muita bola. Talvez isso demonstre que tanto faz.

C.C.: Quais são os melhores exemplos de trilhas que se sobressaem ao filme?
R.R.: Vou até pular Elvis e Beatles porque eles realmente faziam discos para vender filmes. De cara então, “Embalos de Sábado a Noite” com a trilha dos Bee Gees, tanto que a música empresta o nome ao filme. “The Wonders” também tem uma trilha inteira composta para uma banda fictícia e toca no rádio até hoje. Dos anos 80 podemos citar vários: “De Volta para o Futuro”, “Men of The Moon”.

C.C.: Como e quando surgiu a ideia de montar uma banda dedicada a soundtracks?
R.R.: Estava no colégio ainda lá no Rio de Janeiro, em meados dos anos 1990. Ganhei um CD de um amigo que tinha voltado do Japão, era uma coletânea de música pop no cinema dos anos 80. “Caça-Fantasma”, “Footloose”, “Goones”… Comecei a ouvir aquilo e pensei, caramba isso é um show. Em 2008, quando resolvi voltar a tocar decidi montar uma banda temática e lembrei desta história.

CLIQUE NA IMAGEM e relembre algumas trilhas que marcaram o cinema

De Volta para o Futuro e outros filmes com trilha marcante. Clica!
De Volta para o Futuro e outros filmes com trilha marcante. Clica!
Fonte: Colherada Cultural

Música como ciência

por Elton Alisson

Além de astrônomo, físico, matemático e filósofo, Galileu Galilei (1564-1642) também tinha formação em música, sobre a qual chegou a escrever em um de seus tratados teóricos. Porém, a concepção musical do cientista italiano era muito diferente da de seu pai, o músico prático e teórico Vincenzo Galilei (1533-1591).

Ao contrário do que Galileu e alguns teóricos musicais defendiam no século 16, Vincenzo demonstrou que a música não poderia ser embasada nas ideias pitagóricas abstratas vigentes na época de razões de números inteiros, mas sim no fenômeno físico sonoro.

Essa contribuição do pai de Galileu para a história da música e da ciência é relatada no livro Vincenzo Galilei contra o número sonoro, publicado em setembro com apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações.

Resultado do projeto de doutorado em história da ciência da pesquisadora Carla Bromberg, realizado na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo com Bolsa da FAPESP, o livro aborda um período anterior à Revolução Científica sobre o qual, segundo a autora, há poucos estudos na história da ciência.

“O século 16 costuma ser anexado ao 17 na historiografia da ciência e suas características acabam sendo negligenciadas”, disse Bromberg à Agência FAPESP. “Esse período tem uma importância muito grande para a história da ciência porque nele foram escritos tratados teóricos sobre áreas chamadas de subalternas, como a música e a ótica, em que os autores demonstram um descontentamento com relação à natureza de suas ciências e propuseram discussões que levaram à reclassificação delas.”

Em alguns desses tratados teóricos, Vincenzo Galilei questiona os fundamentos matemáticos da música. Na época, a área não era classificada sobre uma base sonora, medida por meio de unidades de frequência, por exemplo, mas sobre uma base matemática, sendo entendida como um “número sonoro”.

“Embora existisse na época tanto a música teórica como a prática, a teórica seguia uma tradição platônico-pitagórica, que era defendida por Galileu e alguns teóricos musicais, cujo fundamento era aritmético”, explicou Bromberg.

Segundo ela, por meio de uma série de demonstrações, cálculos matemáticos e argumentos filosóficos, Vincenzo provou a ineficácia da base matemática para a música.

Para isso, o músico, que tocava alaúde, realizou diversos estudos sobre o comportamento dos materiais e os instrumentos musicais da época. E, utilizando a filosofia de Aristóteles (384-322 a.C.) conseguiu estabelecer uma nova fundamentação para a música que, na época, era considerada como ciência.

“Esse fato é bastante interessante porque a história da ciência do século 17 diz que foi quando se rejeitou o método aristotélico é que se conseguiu desenvolver uma nova concepção moderna de ciência”, disse Bromberg.

“No caso de Vincenzo Galileu, no século 16, foi justamente se valendo da filosofia de Aristóteles que ele conseguiu descobrir conceitos e desenvolver uma teoria para tirar a música do pedestal da matemática e conduzi-la para o campo da acústica”, disse.

Contribuições musicais

De acordo com Bromberg, uma das principais características musicais do repertório do século 16 era a polifonia – composições musicais escritas para várias vozes independentes uma das outras, porém com o mesmo grau de importância.

Por meio de diversos tratados, Vincenzo Galileu começou a unificar esse sistema musical de múltiplas vozes independentes e a transformá-lo em um sistema mais parecido com o existente hoje, composto por escalas musicais diatônicas (que possuem um determinado tom em relação a uma nota musical principal).

Em função disso, pode-se dizer que o músico se antecipou à publicação em 1722 de “O cravo bem temperado”, por Johann Sebastian Bach (1685-1750). Na obra, o compositor alemão desenvolveu um conjunto de composições para o instrumento de teclado utilizando a escala diatônica como “tempero” para calcular intervalos entre notas musicais.

“Por causa dessa prática das escalas diatônicas, ele conseguiu calcular intervalos musicais, com razões matemáticas, que não eram adotados pelos teóricos da época dele. Ele mostra que a música tem na matemática apenas sua instrumentalização, mas que não pode ter sua definição e seus conceitos baseados nela”, disse Bromberg.

Não se sabe se Galileu, que provavelmente também tocava alaúde, aceitou a teoria musical do pai, cujo trabalho não foi bem recebido em sua época, sendo pela primeira vez reconhecido pelo filósofo natural Marin Mersenne (1588-1648) no século 17 e citado na “Primeira história da música italiana do século 18”, de Giovanni Battista Martini (1706-1784).

“Alguns historiadores da ciência começaram a tentar relacionar o trabalho musical entre pai e filho nas décadas de 1960 e 1970. Mas, provavelmente, Galileu não aproveitou os novos conceitos musicais que Vincenzo elaborou”, disse Bromberg.

Vincenzo Galilei contra o número sonoro
Autora: Carla Bromberg
Lançamento: 2011
Mais informações: livrariadafisica.com.br/detalhe_produto.aspx?id=102157

Fonte: Agência Fapesp

Caetano Veloso participa da Balada Literária 2011

Caetano Veloso confirmou presença na edição de 2011 da Balada Literária, que será realizada entre os dias 16 e 20 de novembro, em São Paulo. Em 2011, o poeta Augusto de Campos, que comemora 80 anos, será o homenageado do evento. A entrada é gratuita.

O cantor e compositor participará de um bate-papo marcado para dia 17, às 17h30, no Centro Cultural b_arco. Mediado por Claudynei Ferreira, o encontro tem como objetivo promover uma conversa informal entre Augusto e Caetano Veloso.

Grandes nomes da literatura já passaram pelo evento, que chega ao seu sexto ano. Antonio Cândido, Adélia Prado, João Ubaldo Ribeiro, Lygia Fagundes Telles, Luis Fernando Verissimo, Mário Prata e Paulo Lins são alguns dos principais nomes.

Em 2011, além das presenças de Caetano Veloso e do homenageado Augusto de Campos, o evento contará com as participações de João Gilberto Noll, Fabricio Carpinejar, Jorge Mautner, Walter Franco e Tom Zé.

SERVIÇO

Balada Literária 2011
De 16 a 20 de novembro
Entrada franca
Centro Cultural b_arco

Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426 – Pinheiros
Tel.: (11) 3081-6986

Confira a programação completa da Balada Literária no site: www.baladaliteraria.zip.net

Fonte: O Estado de S. Paulo

10ª Bienal do Livro da Bahia espera movimentar R$ 7 milhões

A 10ª Bienal do Livro da Bahia acontece de 28 de outubro a 6 de novembro, com a expectativa de movimentar R$ 7 milhões e vender 500 mil livros.

Foram investidos R$ 3,2 milhões nesta edição da feira, que traz algumas novidades. Uma delas é a Livro Encenado, atividade que terá curadoria de Adelice Souza e que será realizada nos mesmos moldes da organizada na Bienal do Rio. As duas feiras são organizadas pela Fagga l GL exhibitions.

Autores baianos como Castro Alves, Gregório de Mattos e Jorge Amado serão lembrados no espaço do Livro Encenado. Jorge Amado será celebrado em vários outros espaços da feira, já que em 2012 será o ano do centenário de seu nascimento.

Espera-se também um aumento no número de visitantes. Em 2009, foram 272 mil pessoas ao longo de seus 10 dias.

A Bienal da Bahia será realizada no Centro de Convenções da Bahia (Av. Simon Bolivar s/n° – Salvador/BA).

Para saber mais, acesse www.bienaldolivrodabahia.com.br.

*Com informações do Publishnews

Fonte: Cultura e Mercado

Livro revê confusões, erros e shows memoráveis das três edições do Rock In Rio no Brasil

por Maurício Stycer

Por ter reunido, ao longo de suas três edições, um público total estimado em 4 milhões de pessoas, o Rock In Rio merece, por parte do jornalista Luiz Felipe Carneiro, a alcunha de “maior festival de música do mundo”.
No seu recém-lançado livro sobre a história do festival, Carneiro mostra que há razões de sobra para sustentar este superlativo. Todos os números que envolvem o Rock In Rio são gigantescos, assim como a quantidade de confusões, erros graves e shows memoráveis que ocorreram nas três edições no Brasil.
Em 1985, Roberto Medina estimou em US$ 15 milhões o valor do projeto do festival, para o qual foi construída uma arena em Jacarepaguá, célebre por ter virado um mar de lama depois de alguma chuva. Seis anos depois, em 1991, transferido para o Maracanã, o evento teve custo de US$ 20 milhões. De volta à arena original, em 2001, o empresário fala em um projeto de US$ 100 milhões.
Erros na escalação e no tratamento
É interessante observar, lendo a narração show a show que Carneiro faz no livro, a repetição de erros crassos na escalação de artistas nos três festivais.
No Rock In Rio 1, por exemplo, Erasmo Carlos tocou antes de Whitesnake e Iron Maiden e foi saudado com uma chuva de latas atiradas pelos fãs de heavy metal. Na segunda edição, Lobão foi escalado entre Sepultura e Megadeth. Deixou o palco depois de seis minutos e não mais voltou, tantos foram os objetos arremessados na direção da sua banda. No Rock In Rio 3, Carlinhos Brown subiu ao palco na mesma noite que Guns N´Roses. Deu confusão, é claro.
Também chama a atenção no livro o tratamento desigual dado a músicos brasileiros e estrangeiros no evento. A diferença na potência sonora entre uns e outros entrou para a história da primeira edição. O descaso com grupos brasileiros escalados para abrir o show de bandas estrangeiras menos famosas levou a um motim na terceira edição.
O livro de Carneiro traz vários relatos de músicos brasileiros humilhados por seguranças de artistas estrangeiros. Prince, na segunda edição, exigiu que ninguém o visse em seu caminho até o camarim.
A partir da segunda edição, observa o autor, o Rock In Rio passou a sofrer pressão maior dos patrocinadores e parceiros, como a Globo e a Coca-Cola, que tiveram interferência direta na escalação do elenco do festival.
Para além dos problemas, o livro “Rock In Rio” promove uma divertida volta ao passado, lembrando de detalhes de cada show das três edições. Shows que entraram para a história dos próprios artistas, como o do Queen e o de James Taylor em 1985; o de Prince, em 1991; e o do R.E.M. em 2001.
Bem ilustrado, com mais de 200 fotos, e minuciosa pesquisa, o livro de Luiz Felipe Carneiro tem esta função também, de peça de colecionador, para quem foi a alguma das três edições e não quer esquecer.
“Rock In Rio – A História do Maior Festival de Música do Mundo”
Autor: Luiz Felipe Carneiro
Editora: Globo
Páginas: 384
Preço: R$ 49,90
Fonte: UOL

Um toque além do céu e do inferno

Violão e Identidade Nacional, de Marcia Taborda – violonista e professora da UFRJ -, traz à tona uma abrangente história social do instrumento, empenhada sobretudo em escapar da dicotomia erudito/popular que marca os estudos da área

por João Marcos Coelho

Em 17 de outubro de 1904, o Jornal do Commercio noticiou que na tradicional festa da Penha fora preso “um indivíduo exclusivamente porque era tocador de violão”. Outro foi preso pelo mesmo motivo, na mesma época e cidade, o Rio de Janeiro: a polícia detectou que ele era violonista examinando-lhe as pontas dos dedos.

Ambos foram criminalizados por tocar um instrumento que chegara um século antes ao Brasil na bagagem da corte, em 1808, ainda sob a forma de viola de arame. Em 1916, o jogo já virara: as classes abastadas aplaudiam em salas de concerto cariocas o violonista paraguaio Agustín Barrios.

Aqui, como no mundo, o violão circulou pelas classes sociais, viajou do inferno ao céu (e vice-versa), entre as culturas erudita e popular. Em Violão e Identidade Nacional, Marcia Taborda, violonista, ultrapassa essa dicotomia tão batida e repetida. Corrige erros históricos e toma emprestados conceitos do historiador inglês Peter Burke para elaborar uma ampla e abrangente história social do instrumento no Brasil. Em princípio, seu estudo enfoca o período entre o início do século 19, quando o violão chega ao Brasil, até 1930, quando, já tendo conquistado um lugar na cena erudita com Villa-Lobos, inicia seu reinado inconteste na música popular, graças ao surgimento do rádio (1922) da indústria fonográfica. Mas o arco histórico de seus quatro capítulos é bem maior. O primeiro discute as origens do violão; o segundo, o violão nos salões; o terceiro o violão nas ruas; e o quarto pergunta: o violão é “um instrumento nacional”?

As violas de arame chegaram ao Brasil junto com os jesuítas, em 1549. Marcia aponta erros de tradução dos textos dos viajantes que por aqui passaram, perpetuados na bibliografia brasileira. Em ao menos dois casos – Debret e a dupla Spix & Martius -, os tradutores não sacam quando guitar ou guitare significa viola ou violão. José Ramos Tinhorão traduz “violino” por violão na frase do pintor francês sobre um barbeiro carioca capaz de “executar, no violino ou na clarineta, valsas e contradanças francesas”. Ao traduzir violino por violão, Tinhorão associa os barbeiros ao surgimento dos grupos de choro, quando, diz Marcia, baseada na descrição das roupas, eles seriam “precursores da animada folia carnavalesca”.

Esse erro se difundiu generalizadamente. Até Sérgio Milliet, tradutor do livro de Debret, embarcou nessa. O pintor cita “guitare” ao descrever a Festa do Divino. Aí troca-se viola por violão, “pois a guitare citada e ilustrada por ele parece ser uma viola”. Em Reise in Brasilien, 1817-1820, Spix e Martius “anotaram a melodia de modinhas, de um lundu instrumental, e preocuparam-se em descrever o instrumento com apurada correção, ao colocar a palavra viola entre parênteses, para não deixar dúvida de que a guitare europeia mencionada era a viola brasileira. Mais uma vez a tradução veio para confundir”. Traduziu-se viola por violão, equívoco repetido até 1983, quando Mauro Gama, em biografia de José Maurício, cita corretamente a “viola de arame”, que, de fato, “só foi substituída pelo violão, no ambiente urbano, em meados do século 19”.

Em cem anos, o violão boêmio conquistou a sala de concerto e passou a encarnar a “alma brasileira”. O quarto capítulo muda o eixo dos debates intermináveis sobre cultura popular/erudita, alta/baixa. Marcia não encara os diferentes universos como compartimentos fechados e capta o dinamismo social “que os enriquece e ao longo do tempo vem articulando e produzindo os mais variados bens culturais”.

Em seu clássico Cultura Popular na Idade Moderna, de 1978, Peter Burke diz que, sendo vagas as fronteiras entre as várias culturas do povo e as culturas das elites, nossa atenção deve concentrar-se na interação e não na divisão entre elas. Ele se baseia no modelo da grande (minoria culta) e da pequena (maioria iletrada) tradição de Robert Redfield. Mas o refina: as duas culturas não correspondiam aos dois principais grupos sociais, elite e povo comum. “A elite”, escreve, “participava da pequena tradição, mas o povo comum não participava da grande tradição”. Motivo: elas se transmitiam de modos diferentes: a grande, de modo formal nos liceus e universidade; a pequena, transmitida informalmente, nas tavernas, igrejas e praças, era aberta a todos.

Esse modelo abole a concepção de “rebaixamento” social até então vigente, segundo Burke: “As ideias são modificadas ou transformadas, num processo que, de cima, parece ser distorção ou má compreensão, e, de baixo, parece adaptação a necessidades específicas”. Marcia: “A história da música popular é rica em trocas dessa natureza”.

Num dos melhores momentos do livro, ela exemplifica com a polca, uma moda internacional que “varreu o país”, adaptou-se às peculiaridades locais e desembocou coreograficamente no maxixe e musicalmente no tango brasileiro e no choro. Alfineta: “Tinhorão explica esse processo a partir da “teoria do rebaixamento” e a chama de “dança estrangeira””. Ora, já em 1936 o chorão Alexandre Gonçalves Pinto escrevia que “a polca é como o samba, uma tradição brasileira”, em espantosa interação

Marcia também assimila o conceito de “mediador” de Burke, figura a meio caminho entre a grande e a pequena tradição, que desempenha papel-chave na interação entre elas. No caso do violão, foram mediadores Villa-Lobos e Catulo da Paixão Cearense.

A última pergunta de Marcia é: “Violão, um instrumento nacional. Desde quando?”. A busca da identidade nacional balança no dilema entre a originalidade e a cópia, em “como ser diferente dentro de um universo cultural formado pela importação de cânones estrangeiros?”. Essa busca, deduz Marcia, desembocou “na ideia de que só é nacional o que é popular”.

Os intelectuais se investiram, então, como mediadores simbólicos. Daí o nacionalismo musical tal como pregado por Mário de Andrade, ideologia dominante na primeira metade do século 20. Culto e popular dispunham-se em lugares distintos, e só o primeiro tinha poder sobre o segundo, reduzido a mero insumo. “Essa dualidade, tensão entre o enraizamento e o cosmopolitismo, foi uma constante do movimento modernista; enquanto cosmopolita, o modernismo mostrava sua face revolucionária, vanguardista; enquanto nacionalista, resvalava para a vertente tradicionalista.” Mas esta já é outra história – talvez outro tema para Marcia.

JOÃO MARCOS COELHO É JORNALISTA E CRÍTICO MUSICAL, AUTOR DE NO CALOR DA HORA (ALGOL)

Fonte: O Estado de S. Paulo

Sesc abre inscrições para Prêmio de Literatura

A partir de 1º de julho estarão abertas as inscrições para o Prêmio Sesc de Literatura 2011/2012, concurso anual, voltado para escritores inéditos, que publica e distribui obras literárias de qualidade por meio de uma seleção democrática e criteriosa.

Há duas categorias de premiação: conto e romance. Os livros devem ser destinados ao publico adulto, em língua portuguesa e o autor deve ter mais de 18 anos.

O processo de seleção das obras é feito em duas etapas. Inicialmente, cinco subcomissões regionais fazem uma pré-seleção das obras para encaminhamento à comissão final. O júri final elege as obras vencedoras, podendo selecionar até três menções honrosas em cada categoria.

Diferentemente da maior parte dos concursos literários para obras inéditas, a iniciativa do Sesc se volta para a edição, distribuição e divulgação da obra, ação desenvolvida com o apoio da Editora Record, que garante não somente uma distribuição eficiente do livro em território nacional, mas também que ele seja editado com um projeto gráfico de qualidade.

Os escritores entram para o catálogo da Editora e passam a receber os direitos autorais correspondentes à comercialização do livro, além de terem seus livros distribuídos para toda a rede de bibliotecas e salas de leitura do Sesc em todo o país e para escritores, críticos literários e formadores de opinião.

Para participar basta fazer a pré-inscrição gratuitamente no site www.sesc.com.br/premiosesc e seguir as instruções do edital.


Vencedores 2010 –
Os autores vencedores da edição 2010 foram Arthur Cecim, paraense, na categoria romance com Habeas Asas, Sertão do Céu! e Luisa Geisler, gaúcha, na categoria conto com a coletânea Contos de Mentira.

Os livros serão lançados na Flip, dia 9 de julho, às 18h. Haverá bate-papo com os autores vencedores e também com Cristovão Tezza.

Fonte: Cultura e Mercado

Circuito Nacional de Feiras do Livro terá 75 eventos em todo país

A ministra Ana de Hollanda, anuncia nesta quarta-feira (15/6) a criação do Circuito Nacional de Feiras de Livro. O projeto, elaborado numa parceria da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cultura, e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), prevê, em seu primeiro ano, a realização de 75 eventos de pequeno, médio e grande porte que acontecerão até dezembro em todo território nacional. A previsão dos organizadores é de, pelo menos, dobrar este número até 2014, com apoio de governos estaduais, prefeituras, entidades do livro e empresas de eventos.

Para estimular a expansão das feiras no país, o Ministério da Cultura preparou um pacote de apoio que vai beneficiar tanto novos eventos como aqueles que já existem. O governo federal estima que deve abrir mão, este ano, a título de renúncia fiscal, de cerca de R$ 35 milhões para empresas dispostas a patrocinar feiras de livro. Com a finalidade de ampliar o Circuito, as empresas poderão abater 100% dos investimentos em patrocínio a eventos literários que forem enquadrados na Lei Rouanet.

As feiras que fizerem parte do Circuito também poderão receber autores do Projeto Caravana de Escritores, que será lançado no segundo semestre pela Fundação Biblioteca Nacional. O apoio inclui a realização de seminários de formação para bibliotecários e professores, criação de Planos do Livro e Leitura nos estados e municípios e, ainda, projetos culturais de instituições como a Funarte, Ancine e Secretaria do Audiovisual.

O MinC também deve apoiar, com recursos do Fundo Nacional de Cultura, cidades e estados que investirem na realização de novas feiras de livro em localidades onde elas ainda não existem. Devem ser priorizados, inicialmente, os estados que estão criando seus Planos Estaduais do Livro e Leitura. Outra forma de apoio é orientar as prefeituras e governos estaduais na montagem da programação cultural e na criação de programas de aquisição de livros para bibliotecas, professores e alunos.

“As feiras de livro mobilizam as comunidades em torno da importância da leitura na sociedade e é grande oportunidade para aproximar autores e leitores”, afirma o presidente da FBN, Galeno Amorim. As feiras, segundo a presidente da CBL, Karine Pansa, representam o quarto maior canal para venda de livros, logo atrás das livrarias, bancas e sebos.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro e Ibope, 8,1 milhões de leitores compram livros nas feiras, gerando um movimento superior a R$ 100 milhões anuais. Os organizadores de feiras de livro estimam que mais de 10 milhões de adultos e crianças visitem as feiras realizadas no país.

Além da CBL, participam do Circuito Nacional de Feiras de Livro, como apoiadores, as diversas entidades do livro no Brasil como o Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL), a Liga Brasileira de Editores (LIBRE), a Associação Nacional de Livrarias (ANL), a Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), a Associação Brasileira de Editores Universitários (ABEU), a Câmara Rio-Grandense do Livro e as câmaras regionais.

*Com informações do site do MinC

Fonte: Cultura e Mercado

Entradas Mais Antigas Anteriores

Blog Stats

  • 167.397 hits