O dia em que fiquei invisível

Vivi uma história de amor com São Paulo, mas que foi sendo minada pelo trânsito, pela hostilidade nos serviços públicos, poluição, qualidade de vida baixa… e agora, desencanei mesmo de você, SP! Ficar com um pé imobilizado e precisar de locomoção, independente do meio de transporte, é uma tarefa hercúlea, frustrante e cansativa… além de morarmos em uma cidade muito pouco acessível (mais acessível que outras do país, mas ainda muito aquém do necessário), a falta de educação das pessoas no transporte público me fez chorar de tristeza, de raiva e de impotência. Me senti invisível, chorei muito, senti muita raiva e agora sinto desgosto mesmo.

No final de semana me livro da minha botinha, mas quantas pessoas com deficiência e idosos continuarão sofrendo com a falta de estrutura e com a indiferença das pessoas. É revoltante! Continuarei militando e fazendo a minha parte por um bairro e por uma cidade melhor, mas perdi um pouco da esperança que ainda tinha na cidade. Aquela frase “mais amor, por favor”, ganhou um novo sentido pra miim… aliás, ganhou real sentido. Não preciso de mais linhas para falar sobre este assunto, só de um profundo silêncio, um profundo pesar.

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