Site que liga artistas a donos de muros registra 18 intervenções em SP

A lógica é simples. Se tem um muro precisando de tinta e um artista buscando espaço, por que não juntar os dois? O encontro é promovido pela plataforma Color+City (“cidade + cor”), lançada em 26 de março. Em pouco mais de uma semana, 22 espaços ganharam cara nova, 18 deles em São Paulo (desses, 15 foram pintados numa ação promocional para inaugurar o site).

O projeto, idealizado pelo designer Gabriel Pinheiro e pelo artista Victor Garcia, tem apoio da FLAG, que reúne empresas criativas, do Google Brasil, que disponibilizou seu serviço de mapeamento, o Google Maps, e de outros parceiros.

O primeiro contato entre doadores e artistas é virtual. Ao acessar o site, o usuário escolhe se quer autorizar a utilização de um espaço privado ou se deseja pintar um muro. Para se cadastrar, é preciso ter um perfil no Google+, rede social do grupo. Mais de 200 locais já estão reservados, em diversos estados do país.

A plataforma permite que fotos sejam carregadas para mostrar os espaços disponíveis e também o resultado das intervenções. Cada artista pode reservar um único espaço por vez, que fica “ocupado” por até 35 dias. Na página do projeto, é possível visualizar o “status” dos muros: os que têm a marcação verde estão livres, os amarelos estão reservados e os coloridos já foram pintados.

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ABAIXO, CONFIRA ENTREVISTA COM GABRIEL PINHEIRO, UM DOS IDEALIZADORES DO PROJETO:

sãopaulo – O Color+City existe há pouco mais de uma semana. Quantas pessoas já se inscreveram para doar seus muros e quantos já foram pintados?
Gabriel Pinheiro – Pela nossa última contagem, 213 muros já tinham sido reservados, 22 já foram finalizados e 112 ainda estavam disponíveis. Mas os números estão sempre mudando.

Como surgiu a ideia para o projeto?
Surgiu naturalmente das conversas que a gente tinha sobre a cena, sobre o que acontecia na cidade. Volta e meia aparecia a história de algum artista pedir autorização para grafitar um muro, de o morador deixar, verbalmente, mas aí se a polícia aparecia o morador não ia até a porta dizer que tinha deixado, não queria se meter em confusão… Ou, então, o artista ia lá pedir, mas o cara não queria conversa, não queria perder tempo. Então a gente pensou em criar um lugar onde pudesse reunir os dois lados –os moradores que quisessem ter seus muros pintados e os artistas que estivessem buscando espaço para fazer esse trabalho. A partir disso, ficamos 11 meses conversando com o pessoal da Flag. Foi uma construção coletiva.

A partir do momento em que os muros são reservados, vocês acompanham as conversas entre morador e artista até o espaço ser pintado?
Não. O objetivo da plataforma é desenhar as parcerias e conectar pessoas, fazer a ponte, mesmo. Nosso desejo é um só: deixar a cidade mais colorida. É um projeto coletivo. Não é de ninguém e é de todo mundo, ao mesmo tempo. E outra coisa importante de destacar é que o projeto não está limitado a artistas. Um professor pode reunir sua turma de alunos e reservar um dos muros disponíveis. Qualquer pessoa pode deixar a cidade mais bonita.

Fonte: Revista São Paulo

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