Sobre minha parte cantora e compositora…

por Mariana Paes, editora do Catarse Musical

Desde o início do blog, relutei em divulgar aqui meu trabalho como cantora e compositora. Nem sei ao certo o motivo mas o fato é que hoje me dei conta da situação e decidi reverter.

Tanto no SoundCloud quanto no My Space, vocês podem conferir algumas canções que realmente fazem parte da minha vida, com arranjo do maestro Douglas Berti, querido amigo com grande sensibilidade e referências bem bacanas. Então, fizemos uma salada que incluiu Christopher Cross, The Police, Kiss e Van Halen em versões bem light, com piano bem desenhado, e a intenção de ser tão visceral quanto delicada.

Já a música “Tão” é nossa composição, produto de um momento de fossa (mas não sou como a Adele. Minha terapeuta me alertou: não “precise” da tristeza pra compor, exercite compor sobre assuntos positivos, para não “viciar” nela ou “buscar coisas ruins” em momentos de bloqueio criativo).

Agora estou em um novo momento, com umas 15 músicas já compostas com o Rogério Maçan, cantor e compositor excepcional, amigo que foi meu professor e depois chefe e parceiro de composição. Para testar uma das músicas compostas, a inscrevi em um concurso de compositores e acabamos ficando entre os 15 finalistas (foram 150 inscritos). Infelizmente, por incompatibilidade de agendas, não pudemos competir na final, mas vimos que realmente o trabalho tá ficando bacana e tem potencial para entrar no mercado de uma forma bem legal. Sem pressa, estamos finalizando as músicas para depois gravar suas versões finais. Então… em breve, novidades.

Enquanto isso, curtam as músicas que estão no SoundCloud e no My Space

Audição na área: In The Heights

Atores e cantores de plantão, a 4act está selecionando brasileiros e latino americanos para as audições do musical “In The Heights”, que estreia em julho de 2013 no Rio de Janeiro e migra para São Paulo em outubro do mesmo ano. As inscrições para os testes podem ser realizadas no site do musical, clicando aqui.

Fonte: Musicais BR

Rolling Stones fazem show para 20 mil fãs em Londres

Londres – Os Rolling Stones levaram ao delírio cerca de 20 mil fãs neste domingo em Londres, em um show que marcou a volta da banda aos palcos após cinco anos de ausência.

Os Stones, cujos componentes beiram os 70 anos, conseguiram abarrotar o pavilhão O2 Arena de Londres no começo da miniturnê “50 And Counting” que os levará em dezembro a Nova York e que criou uma enorme expectativa ao coincidir com o 50º aniversário da banda.

Devido a tão importante comemoração, a noite começou com um vídeo que incluía os testemunhos de alguns de seus fãs como Elton John, Nick Cave, Pete Townshend e Iggy Pop.

Os fãs que foram à capital britânica vindos de todas as partes do mundo puderam ver mais uma vez no palco – que tinha uma enorme passarela circular e dominado por grandes lábios que mudavam de cor – Mick Jagger, Ronnie Wood, Keith Richards e Charlie Watts, acompanhados de maneira excepcional por Bill Wyman e Mick Taylor.

A presença destes dois ex-integrantes da banda deu à noite um caráter excepcional, já que foi a primeira vez em duas décadas que tocaram juntos em um show todos seus membros.

Mas a noite, que muitos consideravam como o acontecimento musical do ano, também teve surpresas e a “suas satânicas majestades” se uniu no espetacular palco a cantora americana de R&B Mary J.Blige e juntos interpretaram “Gimme Shelter”.

Também participou da grande festa um velho conhecido do grupo, o lendário guitarrista britânico Jeff Beck, que os acompanhou com “I’m Going Down”.

No espetáculo os Stones começaram com “Wanna Be Your Man” e repassaram seus grandes clássicos como “(I Can’t Get No) Satisfaction”, “Sympathy For the Devil” e “Start Me Up”, enchendo o pavilhão do mais puro rock durante duas horas e meia.

Além disso, a banda tocou o material novo incluindo “GRRR!:, “Doom And Gloom” e “One More Shot”.

Apesar da enorme expectativa e as poucas datas programadas os organizadores não conseguiram vender todas as entradas e horas antes do show algumas páginas da internet ainda ofereciam ingressos.

No entanto, os Stones, que este ano completaram 50 anos de carreira, voltaram a demonstrar em Londres para um público de todas as idades e completamente entregue que são roqueiros incansáveis.

Fonte: UOL Música

Proposta da nova Lei Rouanet pode dobrar gastos com a cultura

por Matheus Magenta

O deputado federal Pedro Eugênio (PT-PE) apresentou seu parecer sobre a reforma da Lei Rouanet, principal mecanismo de fomento à cultura do país. O texto prevê mudanças que, se aprovadas, dobrariam o valor investido hoje (cerca de R$ 1,6 bilhão).

A análise foi enviada à Comissão de Finanças e Tributação no último dia 14, quase dois anos após Pedro Eugênio ter sido designado relator. Durante esse tempo, o deputado diz ter colhido sugestões de setores interessados na reforma da lei.

Em relação ao texto que tramita na Câmara desde 2007, as principais mudanças sugeridas são: contrapartidas claras, aumento do limite de renúncia fiscal e fortalecimento de um fundo gerido pelo governo federal.

Quanto à primeira, ele sugere um sistema de pontuação pelo qual a renúncia fiscal concedida a incentivadores cresce na medida em que o projeto prevê ingressos gratuitos e ações educativas.

O relator propõe também que o teto do imposto destinado pelas empresas a projetos culturais passe dos atuais 4% do IR devido para 6%.

Essa proposta teria dois efeitos imediatos: o robustecimento do Fundo Nacional de Cultura e o crescimento do investimento anual no setor, que chegaria a R$ 3,2 bilhões (segundo projeção do Ministério da Fazenda para 2014). Os recursos do fundo, cujos beneficiários são escolhidos pelo governo (e não por empresas), passariam de R$ 256 milhões para R$ 800 milhões.

Se aprovado na comissão, o projeto irá à Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para o Senado –o que deve ocorrer até o final deste ano.

Fonte: Folha de S. Paulo

Coldplay anuncia dois shows no Brasil em fevereiro

A banda Coldplay anunciou dois shows no Brasil em fevereiro de 2013. Em São Paulo, a apresentação será em 5/2, no estádio do Morumbi. Em Porto Alegre, os fãs poderão curtir o grupo em 7/2, no estádio Zequinha.

A venda de ingressos começa à 0h do dia 21 de novembro, pelo site http://www.ticketsforfun.com.br.

Os shows fazem parte da turnê do disco “Mylo Xyloto”. Formado em 1996, o grupo Coldplay já vendeu mais de 55 milhões de cópias de seus álbuns em todo o mundo.

Fonte: Guia Folha

Muse e Alice in Chains são anunciados no Rock in Rio

O festival Rock In Rio confirmou, em seu site oficial, as bandas Muse e Alice In Chains como headliners da edição 2013. Os dois se apresentam no Palco Mundo, sendo que o Alice In Chains toca no dia 19 de setembro, mesma noite que o Metallica. A data do Muse ainda não foi confirmada.

Tanto Alice In Chains quanto o Muse estiveram recentemente no Brasil. Os norte-americanos se apresentaram na edição 2011 do SWU, realizada em Paulínia, interior de São Paulo, em novembro. Já o Muse veio em abril do mesmo ano, abrindo os shows do U2 em São Paulo.

A quinta edição brasileira do Rock In Rio acontece nos dias 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro do ano que vem. Entre as atrações já confirmadasestão Bruce Springsteen, Iron Maiden, Metallica e Ben Harper. Comprovando seu sucesso entre os brasileiros, o festival vendeu os 80 mil Rock In Rio Cards disponibilizados no dia 30 de outubro em apenas 52 minutos.

Fonte: Terra

Google lança site para criação de música

Quem navega pela internet com o browser do Google ganhou um site para criação musical que funciona de forma colaborativa. Basta escolher um instrumento e chamar os amigos para tocar junto.

No “JAM with Chrome” há 19 opções de instrumentos, de violões, baixos e guitarras até kits de bateria e teclados. Dá para tocar no modo fácil, clicando nos botões com ajuda do mouse, ou no “pró”, em que se toca pelo teclado.

O Google usou recursos como HTML5, a API Web Audio, Websockets, Canvas e CSS3 para criar a página. Para saber mais, acesse aqui.

Fonte: Olhar Digital

Faculdade inglesa de teatro e cinema faz audições em São Paulo

A faculdade inglesa de Teatro e Cinema, East15, parte da renomada University of Essex, terá audições em São Paulo, nos dias 27 e 28 de novembro, para os cursos de mestrado em interpretação e direção teatral, cinema e graduação em interpretação teatral.

Para se candidatar às audições é necessário encaminhar os seguintes materiais:

– Interpretação (bacharelado e mestrado) – resumo do CV e dois monólogos curtos (dois minutos cada) em inglês: um com um texto contemporâneo e outro com um texto clássico, de preferência Shakespeare.

– Direção (mestrado) – somente um resumo do CV.

– Cinema (mestrado) – Resumo do CV e clipes de seus trabalhos no Youtube.

Os materiais e os links do Youtube devem ser encaminhados, juntamente com telefones de contato e nome completo, para east15.brazilian.auditions@gmail.com. Todos os candidatos devem ter fluência na língua inglesa.

As audições acontecerão no Globe-SP (Rua Capitão Prudente, 173, Pinheiros). O horário da audição de cada candidato será confirmado via e-mail. As audições/entrevistas serão realizadas pessoalmente pelo professor Leon Rubin, diretor geral da East15 – University of Essex.

Mais informações no site http://www.globe.art.br.

*Com informações do site da Revista de Cinema

Fonte: Cultura e Mercado

Massa e utopia – Megaexposições no Brasil reafirmam o conceito de indústria cultural criado por Adorno e Horkheimer

A mercadoria cultural, diz Adorno, não precisa mais ser vendida. Depurando-se tendencialmente dos elementos concretos (fundados na apropriação reflexiva do objeto por parte do sujeito), tais obras têm seu valor cada vez mais limitado ao de troca, de representação, ao veicular significados abstratos e pouco definidos (como “juventude”, “família”, “feminilidade”, “aventura” etc.).

Seu valor de uso metaboliza-se como suporte cada vez mais desqualificado em si mesmo – em direção a algo cuja especificidade de construção é o menos relevante possível –, de modo a acolher toda a gama de afunilamentos estereotipados e padrões que pré-formatam a percepção do próprio objeto.

Dada a fluidez incessante com que a moda e tendências artificialmente insufladas nos objetos se impõem como princípio da aceitabilidade do que é consumido, a mercadoria cultural não precisa ter preço, uma vez que o sistema inteiro é vendido, propagandeado e assim se reafirma em cada uma.

Isso implica dizer que nunca se consome um objeto em sua singularidade – duplamente pensada: tanto pela especificidade de sua constituição imanente, quanto pela concretude reflexiva da demanda subjetiva. Em vez disso, uma densa rede de princípios que sustentam a mobilidade da dinâmica capitalista se consubstancia na docilidade com que cada objeto “presta um serviço” ao indivíduo, por facilitar ao máximo seu espelhamento em tais princípios globalizantes.

Cada acorde estridente e agressivo em um solo de guitarra de uma música de cultura de massa, por exemplo, deverá ser tão juvenil e irreverente quanto a música inteira, e a própria pessoa gostaria de se perceber não apenas naquele momento, mas como ingrediente do culto de sua própria personalidade. De forma análoga, um beijo em uma novela deverá ser tão romântico e enternecido quanto toda a sequência de capítulos, quanto também cada espectador demanda se definir ou se ver como tal.

Produção artificial

As linhas acima delineiam uma faceta significativa do modo como Theodor Adorno compreende a submersão da cultura no fluxo incessante da produção artificial de valores, a serem absorvidos segundo parâmetros alheios à lógica que institui a identidade das obras consigo mesmas.

Longe se está do princípio laborioso de constituição de um sujeito através do modo com que se defronta com o objeto que resiste aos princípios imperialistas dos processos de subjetivação.

Em vez de uma objetividade do objeto que assegura sua dignidade ao se recusar a ser absorvido pelo horizonte subjetivo, tem-se um curto-circuito entre a totalidade social e uma individualidade que percebe a si mesma ao refletir, para sua glória, essa sublimidade coletiva.

Temos, a partir dessas colocações iniciais, um duplo movimento de equalização entre um âmbito universal (ou totalizante) e um particular (ou individual), pois tanto os elementos específicos são submergidos em um esquema geral de confecção das obras quanto cada indivíduo demanda um espelhamento no fluxo de constituição do real pelos valores sociais, econômicos, religiosos etc.

Trata-se do que Adorno denominou uma reconciliação forçada entre particular e universal, pois a conexão entre ambos os polos ocorre de forma a fortalecer a inércia social das relações de poder.

O paradigma da construção ideológica atual não é mais a transcendência sublime, vazia em sua elevação para muito além das vicissitudes da dialética da vida humana, mas sim este construto cultural que abdica da inteireza de sentido, cedendo ao fluxo incessante da comunicação toda a eloquência que deveria alcançar precisamente em sua diferença perante os processos de reificação.

Não cabe falar, diante deste estado de coisas, de uma obra que se venda aos milhões por se distinguir das outras na excelência com que consuma uma lei de movimento próprio, mas sim, bastante ao contrário, pela mestria técnica com que codifica uma totalidade violentadora dos indivíduos.

Tal violência deriva do fato de se ensinar aos consumidores a percepção da continuidade da ordem subsistente como seu próprio sentido, em vez de fomentar o desejo de instituir uma nova concepção de mundo.

Assiste-se a uma adequação crescente entre uma subjetividade que se institui como aglutinação de tendências sociais reificadas e objetos que se produzem e reproduzem sob os auspícios de uma lógica industrial de que os indivíduos querem tomar parte. Clara está a apropriação de uma totalidade que se renova incessantemente ao ser vendida em pequenas partes que cabem a cada um na percepção de sua impotência diante de uma lógica social onipotente.

A renovação, mutabilidade, meios de escolha e toda sorte de diferenciações prismáticas entre os objetos constituem o conteúdo manifesto de uma lógica implícita, que exclui tendencialmente a substancialidade que o singular poderia ter ao não mais aderir a este plano da existência.

A eficácia da cultura de massa é dada, assim, pelo modo com que ela se aproxima de uma imbricação indiferenciada entre cada elemento particular e a totalidade, tanto quanto da obra quanto macro, da sociedade.

Tudo isso, deve-se salientar, não configura um princípio descritivo de coisas, a partir do qual pudéssemos identificar objetos especificamente “de cultura de massa”, mas sim um princípio de análise contextual, que quer apreender uma lógica de inserção de quaisquer objetos, situações ou realidades sociais em uma racionalidade propriamente instrumental, por reduzir ao máximo a qualificação de algo a apenas meio, veículo, para algum fim.

Entre outras coisas, isto significa o poder da industrialização da cultura em se apropriar de inumeráveis objetos sem que nada seja alterado em seu aspecto físico, plástico, material.

Grandes exposições de arte, como as que pudemos assistir recentemente em São Paulo, do pintor italiano Caravaggio e também dos impressionistas franceses, não necessitam de qualquer intervenção concreta no sentido de adequá-las a uma percepção massificada, pois esta já pode se dar para vários dos espectadores, quando a arte será tomada como confirmando tudo aquilo que já se falava dela, a saber, que possui alto valor cultural.

O sumiço da obra

Mesmo deixada em sua realidade material primeira, a obra “desaparece” por detrás de sua imagem, estampada em todos os livros de arte que provavelmente o espectador já terá freqüentado antes de ter os quadros reais diante dos olhos. A dignidade da própria pintura tenderá a se resumir na confirmação gloriosa de quanto o livro era fiel como enunciador mítico de um discurso, de uma imagem, que deverá ser resgatada neste ritual de apropriação da obra em sua concretude física, mas não mais espiritual.

Tal como o turista coloca seu próprio prazer a serviço dos valores publicitários, averiguando com os próprios olhos o quanto o cartaz da agência era verdadeiro, o consumidor da arte obtém um ganho narcísico pelo modo com que ratifica o valor elevado da cultura, que se impregna em um discurso suficientemente brilhante, sofisticado e sublime.

Há que se atentar para o fato de que não se trata necessariamente de banalização, uma vez que a arte poderá ser consumida no instante mesmo em que se lhe assegura sua singularidade, como espécie de pedestal que testemunha uma elevação possível para além da mesmice daquela cultura de massa clara e positivamente marcada como tal.

Muito útil para entender tais questões é a ideia de Adorno de que a música de cultura de massa ouve a si mesma, em lugar do sujeito. Ela já está pré-digerida, contendo antecipações de quaisquer desenvolvimentos melódicos que se apresentam, insistentes, ao longo do tempo musical.

Assim, toda a música se converte em uma série de implicações tautológicas do que já se esperava dela. Trata-se de movimentos reiterados no sentido de subtrair ao espectador a oportunidade de ter prazer com a construção do sentido, do significado que uma obra tem em sua especificidade, em sua concretude como algo cuja totalidade depende da capacidade de cada observador em articular, pela imaginação, todos os elementos particulares.

Neste último caso, que caracteriza as obras de arte em sentido estrito, cada elemento, que irá se somar para constituir a obra como um todo, sempre apresenta um grau expressivo de resistência para sua integração.

As grandes obras, que por assim dizer abrem capítulos da história da arte, solicitam o que Adorno fala como “mitkomponieren”, um compor simultaneamente a música ao ouvi-la, seguindo seus desdobramentos como se, ao mesmo tempo, nos colocássemos a tarefa de contribuir para a geração de um sentido para a conexão de todos os sons.

Embora sempre se possa criticar uma diferenciação enfática entre os âmbitos de cultura de massa e da arte séria – na medida em que há várias obras com características de ambos os polos –, tal distinção conceitual é muito significativa para Adorno.

Ela contribui de forma decisiva para seu projeto filosófico de conceber uma relação entre sujeito e realidade que ultrapasse as vicissitudes da racionalidade instrumental, consubstanciada na técnica, na ciência, no capitalismo, nas instituições políticas e, particularmente, na colonização do âmbito estético pelo desejo de lucro e de manutenção da ordem existente, ou seja, na indústria cultural.

Tal como dissemos, a relevância deste delineamento conceitual não deve ser medida por sua habilidade de descrever objetivamente cada música, filme ou romance, mas sim por instituir um princípio de análise crítica sobre como quaisquer produtos podem se adequar à lógica de colonização dos meios pelos fins de geração de valores, principalmente os econômicos.

Racionalidade

Mais relevante ainda, entretanto, mostra-se a configuração da arte séria como uma espécie de antecipação alegórica de um espaço de utopia, em que se vislumbra, mesmo que de forma bastante indeterminada, uma reconciliação possível entre indivíduo e sociedade, espírito e natureza, intelecto e sensibilidade.

Embora tal concepção tenha sido criticada por diversos autores como por demais metafísica, a resposta, dentro da obra adorniana, consiste em apontar enfaticamente que tal reconciliação utópica permanece válida apenas se mantida no âmbito de uma possibilidade, de modo que toda sua figuração positiva, atual, necessariamente a falsifica.

Assim, que haja obras de arte cuja excelência as destaca indubitavelmente do contexto de apropriação capitalista do prazer estético é muito mais significativo do que a incerteza de aplicação do conceito crítico de indústria cultural a diversas obras que seriam, por assim dizer, híbridas, não totalmente claras quanto a seu valor como arte ou cultura de massa.

A melhor resposta à crítica de um teor metafísico, entretanto, nos parece a de que as grandes obras de arte, tal como Adorno as concebe, apresentam- -se como índice de uma racionalidade que robustece a si mesma devido a seu constante exercício. Perceber a cada momento o quanto o sentido de nossa relação com as coisas depende de nosso engajamento reflexivo é parte essencial de nossa atitude para com as grandes obras de arte.

Sua relutância em se acomodar a nosso narcisismo, ao culto de nossa personalidade, demonstra sua excelência como um convite de decifração de seu enigma, ligado profundamente àquilo que lhe confere um valor no âmbito da cultura.

Consciente de que a aceitação deste convite já demanda uma subjetividade afim à que a arte pretende formar, Adorno insiste na importância da filosofia como porta-voz eminente de um significado que permanece “mudo” na relação concreta com as próprias obras. Muito de seu pensamento tem como sentido mais próprio fazer falar o que permanece como um silêncio eloqüente no cerne dos grandes monumentos da cultura – cabe a nós a disposição de aprender com esse diálogo.

Verlaine Freitas

é professor de filosofia na Universidade Federal de Minas Gerais e autor de Adorno e a Arte Contemporânea (Zahar)

Fonte: Revista Cult

Aerosmith faz show em frente ao prédio onde integrantes da banda moraram em Boston

Milhares de fãs encheram uma rua de Boston, nesta segunda-feira (5), para assistir a um show do Aerosmith em frente ao prédio onde os integrantes da banda moraram.

As pessoas se penduraram nas janelas, encheram escadas de incêndio e ocuparam os tetos das construções na Commonwealth Avenue para assistir a uma apresentação destinada a estimular o voto e promover o novo álbum da banda, que será lançado na terça, dia em que os americanos vão às urnas para eleger seu presidente.

A banda tocou “Walk this Way”, ”Sweet Emotion” e algumas faixas do novo álbum, “Music from Another Dimension!”.

O quarterback do New England Patriots e marido de Gisele Bündchen, Tom Brady, subiu ao palco depois que a banda chegou em um veículo anfíbio.

A estudante da Universidade de Boston Becca Emmetts, que mora no antigo prédio do Aerosmith, mandou um amigo para a aula de física com uma mensagem explicando seu atraso: “O Aerosmith estava tocando em frente ao meu prédio”.

Angela Menino, mulher do prefeito de Boston, Thomas Menino, presenteou os integrantes da banda com placas de rua comemorando o seu antigo endereço. Outra placa, que será afixada na fachada do prédio, diz que Steven Tyler, Joe Perry, Brad Whitford, Joey kramer e Tom Hamilton viveram no segundo andar nos anos 1970, e que foi lá que os “Bad Boys of Boston” começaram sua carreira no rock.
O Aerosmith encerrou o show atirando confetes vermelhos, brancos e azuis sobre o público. Mais tarde, os integrantes da banca também gravaram suas mãos em quadros de cimento fresco, que a cidade planeja colocar na frente do velho endereço dos roqueiros.

Fonte: Uol Música

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