Roger Waters é o campeão de bilheterias em shows no 1º semestre do ano 10

por Ronald Grover

Roger Waters durante turnê "The Wall Live" em São Paulo

Os shows da turnê “The Wall Live”, do ex-Pink Floyd Roger Waters, faturaram US$ 158,1 milhões nas bilheterias do mundo todo no primeiro semestre deste ano, superando as apresentações de Bruce Springsteen e Madonna, eternos líderes desse ranking.

Waters, que gravou com sua antiga banda do clássico disco “The Wall”, na década de 1970, atraiu mais de 1,4 milhão de pessoas aos seus shows neste ano, segundo a “Pollstar”, que monitora essas cifras.

A turnê “Wrecking Ball”, de Springsteen, que começou em março, ficou num distante segundo lugar, com US$ 79,9 milhões em ingressos vendidos.

Lady Gaga, Coldplay, Madonna e Paul McCartney também estão subindo aos palcos neste ano, contribuindo para uma alta de 1,2% nas vendas de ingressos para os cem maiores shows realizados nos Estados Unidos. Somados, esses espetáculos venderam 18,6 milhões de ingressos, num valor de US$ 1,1 bilhão.

Refletindo a crise econômica nos Estados Unidos, o preço médio dos ingressos caiu de 67,02 para 60,68 dólares, menor valor desde 2007.

O espetáculo mais rentável nos EUA foi o musical “Michael Jackson: The Immortal”, do Cirque du Soleil, que faturou US$ 78,5 milhões. Waters ficou em segundo nesse mercado, com US$ 61,9 milhões.

A “Pollstar” disse que Springsteen tem tudo para fechar o ano na liderança mundial do seu ranking, pois a turnê “The Wall Live” já está para terminar, enquanto a “Wrecking Ball” vai se prolongar. Madonna corre por fora, pois ainda não levou sua atual turnê à América do Norte.

Fonte: Uol

Mercado editorial brasileiro cresce 7,36% em 2011

Levantamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), sob encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), indica que o setor cresceu 7,36% em faturamento em 2011, na comparação com 2010, para R$ 4,84 bilhões. Sem o efeito da inflação (6,5% pelo IPCA), contudo, o aumento real foi bem mais modesto, de 0,81%

Os dados da pesquisa “Produção e vendas do setor editorial brasileiro” também revelam que o número de títulos editados no ano passado subiu 6,28%, alcançando 58.192, e o total de exemplares vendidos cresceu 7,2%, para 469,47 milhões. Já o número de exemplares produzidos aumentou 1,47%, para 499,79 milhões.

As vendas de livros para o governo impulsionaram o faturamento do setor, com aumento nominal de 21,2%. Em relação às vendas ao mercado, que incluem as livrarias e demais canais de distribuição, o faturamento apresentou crescimento de 3,02%.

Para Karine Pansa, presidente da CBL, 2011 foi um ano ruim para todos os setores da economia se comparado ao anterior. “Livro não é produto de primeira necessidade, como o arroz e o feijão, e vai ser o primeiro item a deixar de ser comprado.” Mas ela ressalta que o mercado está seguro. “Estamos vivendo um momento de estabilidade com tranquilidade por saber que o mercado está estruturado para se manter mesmo em momentos difíceis”, declarou Pansa.

O segmento de livros científicos, técnicos e profissionais (CTP) obteve ótimo crescimento, faturando R$ 910 milhões contra os R$ 739 milhões de 2010. O aumento, de 23,10%, pode ser relacionado ao boom da educação superior, expresso no aumento de estudantes universitários e numa maior demanda por livros técnicos.

Nesta edição da pesquisa, 178 editoras participaram, sendo que 128 haviam participado também do levantamento de 2010, que contou com 141 empresas. Segundo Leda Paulani, coordenadora do estudo, a amostra deste ano responde por cerca de 20% do número total de editoras do país e por quase 60% do faturamento do setor.
E-books – A venda de livros digitais representou 0,2% do faturamento global do mercado de livros brasileiros. De acordo com a pesquisa, foram colocados no mercado 5,2 mil títulos de livros digitais, o que representou um crescimento de 50% sobre a base de títulos existente no fim de 2010. Ao todo, esses e-books faturaram R$ 870 mil.”Esperamos que a vinda da Amazon e outras livrarias como a da Apple ajude a desenvolver o mercado brasileiro que ainda é muito pequeno”, disse Sônia Jardim, presidente do Snel.A maior parte dos títulos digitais é de obras gerais, o que engloba os títulos mais vendidos ao público jovem, que respondeu por 4,1 mil dos 5,2 mil titulos lançados no ano passado. De acordo com Karine Pansa, o mercado editorial corre contra o tempo para atender uma demanda que já é maior que a oferta.
A íntegra da pesquisa deve ser disponibilizada no site da CBL nesta quinta-feira (12/7), apenas para associados da entidade.
*Com informações do jornais Valor Econômico e O Estado de S. Paulo e da Publishnews
Fonte: Cultura e Mercado

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