Exposição “Georges Méliès, o mágico do cinema”, no MIS, apresenta as invenções de um dos precursores dos efeitos especiais

Nota do Catarse Musical:

O filme “A invenção de Hugo Cabret” mostrou todo o fascínio exercido pelo cinema quanto ainda não tinha Steven Spielberg ou 3D. O longa me provocou a curiosidade sobre Méliès e acredito que muitos outros espectadores tenham ficado intrigados com a mágica dele. Agora temos a oportunidade de conhecer melhor o trabalho dele e compreender sua importância no mundo da cinematografia! Vejam na matéria abaixo:

Na época em que começou a trabalhar com efeitos especiais para o cinema, o parisiense George Méliès era visto quase como um cientista. O “mago” do começo do século 20 foi desenhista, diretor teatral, cenógrafo, ator, produtor, ilusionista e distribuidor de mais de 500 filmes entre os anos de 1896 e 1912. Morreu em 1938, aos 76 anos, deixando um legado que serviu de ponto de partida para muitos outros cineastas, como, por exemplo, os irmãos Lumière e D. W. Griffith (diretor que inaugurou o cinemão em Hollywood). E é uma boa parte de todo esse trabalho que chega ao MIS (Museu da Imagem e do Som) em exposição inédita no Brasil, que acontece de 4 de junho a 16 de setembro.

A mostra “Georges Méliès, o mágico do cinema”, organizada pela Cinemateca Francesa, contém material reunido pela própria entidade, desde 1936, mais o que foi herdado por Madeleine Malthête-Méliès, neta do artista, e adquirido, em 2004, pelo Centro Nacional de Filme, também na França. Para quem ainda não se atentou para a importância de Méliès para o cinema, basta lembrar que é dele uma das primeiras produções de fantasia, “Viagem à Lua”, de 1902.

Cena de Viagem à Lua, filme mais conhecido do cineasta

Ele também foi o primeiro a testar as técnicas de fade-in e fade-out nos filmes, algo que hoje se tornou corriqueiro, mas que na época fez muito para ajudar a dar o clima de fábula que suas produções pediam – ao contrário do que acontecia nos documentários.

A exposição ocupa dois andares do MIS e traz também cartazes, objetos, desenhos, figurinos, fotografias e documentos originais que foram do artista. Mas o mais bacana para os cinéfilos será acompanhar a projeção de onze de seus filmes em algumas paredes do museu. Um programão para quem gosta de arte, de cinema e da fusão dos dois. Pena que, apesar de toda sua criatividade, Georges Méliès tenha morrido da pobreza.

SERVIÇO:
Exposição “Georges Méliès, o mágico do cinema”
De 04 de julho a 16 de setembro
MIS (Museu da Imagem e do Som) – Avenida Europa, 158
Terças a sextas, das 12h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h.
Ingresso: R$4 (estudantes pagam meia)

Fonte: Colherada Cultural

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