Escultura de Garrincha e outros craques estão em mostra sobre futebol

Obra "Garrinha Guerreiro" (foto) integra a exposição "Deuses do Futebol - A Ginga Canonizada"

A escultura “Garrinha Guerreiro” é um dos destaques da exposição “Deuses do Futebol – A Ginga Canonizada”, de João Monteiro, na galeria Prestes Maia (centro de São Paulo). Com entrada gratuita, a mostra fica em cartaz até 3 de agosto, entre as 9h e 18h.

Com curadoria de Jacob Klintowit, a exposição conta com 40 esculturas em metais e resinas, maquetes e digigrafias, que buscam retratar os gestos típicos do futebol brasileiro e suas técnicas corporais.

Algumas obras são do acervo do artista e outras foram criadas especialmente para a mostra.

“Deuses do Futebol – A Ginga Canonizada” – galeria Prestes Maia – entre a praça do Patriarca e o vale do Anhangabaú (entrada pelo viaduto do Chá), s/n, Sé, centro, São Paulo, SP. Seg. a sex.: 8h às 18h. Até 19/8. Grátis. Livre.

Fonte: Folha de S. Paulo

Lollapalooza Brasil 2013 será realizado em 29, 30 e 31 de março

por Thiago Romariz

O Lollapalooza Brasil 2013 será realizado nos dias 29, 30 e 31 de março, no Jockey Clube de São Paulo. O anúncio foi feito no site do festival.

A primeira edição do evento, realizada em 2012, trouxe ao país bandas como Foo Fighters e Arctic Monkeys, e também aconteceu no Jockey Clube, mas com apenas dois dias de duração.

Ainda não há informações sobre os artistas que comparecerão ao evento nem o preço dos ingressos. A organização promete falar sobre isso em breve.

Também foi anunciado que o Chile receberá a festa nos dias 6 e 7 de abril de 2013.

O Lollapalooza é um festival de música que  foi criado em 1991 pelo vocalista do Jane’s Addiction, Perry Farrell,e acontece anualmente em Chicago desde 2005. Originalmente, o projeto foi criado com a ideia de ser itinerante e chegou a ter edições em algumas cidades dos Estados Unidos e Canadá.

Depois de cinco anos de endereço fixo, o Lollapalooza iniciou sua expansão para a América do Sul em 2011, com uma edição no Chile. Em 2012, o Lollapalooza retornou a Santiago e fez sua estreia no Brasil.

Fonte: Omelete

Música alta pode afetar memória e aprendizagem, diz estudo

Muitos adolescentes gostam de ouvir música alta, especialmente durante os estudos, costume que tem sido criticado pelo pais através de gerações.

Agora, cientistas da Argentina mostraram que a reclamação dos progenitores não é pura chateação: através de um experimento com ratos, eles descobriram que o som alto pode afetar a memória e os mecanismos de aprendizagem de animais em desenvolvimento.

O trabalho, publicado na revista Brain Research, foi realizado utilizando camundongos com idade entre 15 e 30 dias, o que corresponde a uma faixa etária entre 6 a 22 anos nos humanos.

‘Nós usamos ratos pois eles têm um sistema nervoso semelhante aos seres humanos’, disse à BBC Mundo Laura Guelman, coordenadora do projeto e pesquisadora do Centro de Estudos Farmacológico e Botânico (Cefybo) da Universidade de Buenos Aires (UBA).

Os pesquisadores expuseram os animais a intensidades de ruído entre 95 e 97 decibéis (dB) mais altos do que o patamar considerado seguro (70-80 dB), porém abaixo da intensidade de som que produz, por exemplo, um show de música (110 dB).

Concluído o experimento, eles descobriram que, depois de duas horas de exposição, os ratos sofreram danos irreversíveis nas células cerebrais.

Segundo os pesquisadores, foram identificadas anormalidades na área do hipocampo, uma região associada com os processos de memória e aprendizagem.

‘Tal evidência sugere que o mesmo poderia ocorrer em humanos em desenvolvimento, embora seja difícil de provar, porque não podemos expor as crianças a este tipo de experiência’, disse Guelman.

Danos
Já era sabido que a exposição ao som alto pode causar deficiência auditiva, cardiovascular e do sistema endócrino (além de stress e irritabilidade), mas Guelman afirmou que é a primeira vez que tais alterações morfológicas são detectadas no cérebro.

‘Pode-se supor a partir dessa descoberta que os níveis de ruído a que as crianças são expostas nas ‘baladas’ ou ouvir música alta com fones de ouvido podem levar a déficits de memória e cuidados de longa duração’, disse Maria Zorrilla Zubilete, professora e pesquisadora da Faculdade de Medicina da UBA.

Uma das curiosidades relevadas pelo estudo é que, para as crianças, uma única exposição a ruídos altos pode ser mais prejudicial do que uma exposição prolongada.

Durante a experiência, dois grupos de ratos foram analisados: o primeiro foi exposto uma única vez a duas horas de ruído e o segundo recebeu o mesmo estímulo, mas uma vez por dia durante duas semanas.

Após 15 dias, os ratos que tinham sido submetidos a uma única exposição no início da experiência mostraram sinais de danos mais contundentes.

Os cientistas atribuíram tal fato à chamada ‘plasticidade neural’ existente durante os anos de desenvolvimento, quando o sistema nervoso ainda está em formação.

‘É possível que os estímulos do cérebro já não tenham tempo para reparar tais ferimentos’, disse Guelman.

Conclusões precipitadas
Embora o estudo cause preocupação em um cenário em que cada vez mais crianças ouvem música em alto volume através de dispositivos digitais e vídeo games, Guelman alerta para conclusões precipitadas.

‘O som que usamos para o experimento foi o ruído branco, um sinal que contém todas as freqüências de som, e é percebido como se fosse o barulho de uma TV mal sintonizada’, disse ela.

‘Mas a música que muitas das crianças ouvem contém apenas algumas freqüências, e ainda não sei exatamente o que causou o dano’, acrescentou.

O próximo trabalho desses cientistas é determinar o ‘mecanismo molecular’ pelo qual o ruído afeta as células do hipocampo.

‘Nós não sabemos se o dano é gerado diretamente pelas vibrações sonoras ou o som ativa neurotransmissores que causam o problema’, diz Guelman.

Depois de entender esse mecanismo, os peritos tentarão desenvolver drogas que podem prevenir lesões.

Enquanto isso, cientistas argentinos acreditam que este estudo deve servir como um alerta para evitar a exposição das crianças a sons altos.

Com a descoberta, os professores, que já se queixam de como as novas tecnologias podem distrair os alunos, têm agora um novo argumento para proibir os gadgets em sala de aula.

Fonte: G1

“A banda está mais focada do que nunca”, conta Gene Simmons sobre novo disco do Kiss

O baixista do Kiss, Gene Simmons, conta que a banda está “mais focada do que nunca” para o lançamento de seu 20º álbum de estúdio, “Monster”: “É um ótimo tempo para a banda, que está revigorada, redefinida, reorientada e renascida”, conta, em entrevista à “Rolling Stone” norte-americana.

O disco será o segundo com participação do baterista Eric Singer e do guitarrista Tommy Thayer –da formação original, só restaram Genne e o vocalista Paul Stanley–e sairá em 16 de outubro. Segundo Simmons, as músicas de “Monster” são mais agressivas e não haverá “baladas”: “Se você gosta de guitarras e bateria, este é o seu lugar. Não estamos fazendo lixo. Não estamos fazendo nada disso. É o básico. Não estamos brincando. Sem baladas, sem coros ou cordas, não há crianças cantando à capela nos vocais de apoio”.

O baixista diz ainda que o novo trabalho é o menos produzido desde “Destroyer”, de 1976, e que está mais próximo dos três primeiros discos da banda. Na semana passada, a banda começou a fazer turnê nos Estados Unidos junto com o Mötley Crüe. Ao ser perguntado sobre como é estar no palco aos 62 anos, o músico brincou: “Eu sou o Deus que caminha sobre a face deste planeta”. Além do novo trabalho, o Kiss lançará nos próximos meses uma edição remasterizada de “Destroyer”, o DVD “Kissology” e um livro de “Monster”, assinado pelos quatro integrantes da banda, com fotografias inéditas.

Fonte: Uol

Dois terços de toda a música consumida nos EUA é gratuita, admite a indústria

O Torrent Freak conseguiu cópias de imagens de uma apresentação de um executivo da RIAA, a principal organização de lobby da indústria fonográfica norte-americana, para pessoas ligadas às principais gravadoras do país.

Os dados confidenciais revelam que 65% da música consumida nos Estados Unidos é obtida gratuitamente, mas que a grande maioria do conteúdo chega às pessoas de forma offline, através de HDs externos, CDs queimados de forma caseira ou pendrives de conhecidos.

De acordo com a pesquisa da própria indústria, dois terços de toda a música consumida nos EUA é obtida gratuitamente, enquanto pouco menos de 30% de todo esse conteúdo é adquirido em sites p2p ou de armazenamento de arquivos, como o finado Megaupload.

Reprodução

No total, 15% de toda a música, paga ou não, vem de sites p2p, enquanto 4% é acessada através de sites como o Rapidshare ou Hotfile. Trocas de HDs externos (19%) e o acesso a arquivos de computadores alheios (27%) são os métodos preferidos pelos norte-americanos.

Os gráficos mostram a mudança do controle da música, saindo das mãos das principais empresas de mídia e cada vez mais sendo baixada e consumida livremente, na internet ou fora dela.

Fonte: Olhar Digital

Chega ao Brasil ‘Yellow Submarine’, primeiro filme animado dos Beatles

por Stéfanie Privado

 

 

Divulgação

 

Mesmo após quatro décadas do final da banda, o quarteto de Liverpool continua exercendo fascínio nos antigos e novos fãs e para estes chega ao Brasil Yellow Submarine, filme de 1968 e o primeiro longa animado dos Beatles. O material foi restaurado  digitalmente, preservando as suas características originais (cut-out) e esta disponível em DVD e Blu-Ray.

Em embalagem colorida com alguns mimos, como transparências com cada beatle desenhado, adesivos e livrinho original (em inglês) contendo todo o storyboard do filme, o lançamento chega ao País acompanhado da trilha sonora do filme com sucessos como Eleanor Rigby, Lucy in the Sky with Diamonds, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, entre outras faixas que todo fã de carteirinha da banda sabe cantar de cor.

Além do filme, o DVD traz muitos extras: documentário Mod Odyssey (bastidores da produção do filme), trailer original de divulgação, sequências de storyboard, entrevistas com produtores, dubladores e pessoas envolvidas na produção de Yellow Submarine e o melhor para qualquer admirador ou curioso por música: imagens raras e inéditas de John, Paul, Ringo e George.

Dirigido por George Dunning e escrito por Lee  Minoff, All Brodax, jack Mendelsohn e Erich Segal, Yellow Submarine é baseado na música de John Lennon e Paul Mccartney que retrata um conto fantástico de amor, paz e esperança impulssionados pela música. O filme, um marco na época, tornou-se imediatamente importante após o seu lançamento por exibir efeitos especiais (na época os mais modernos), além de ter referências claras na Pop Art de Andy Wahrol, Martin Sharp, Alan Aldridge e Peter Blake.

No ano que vem no mês de abril, será lançado uma nova edição compacta, de capa dura do livro ilustrado Yellow Submarine. O livro, que poderá ser encontrado em livrarias e na Beatle Store (www.thebeatles.com), traz em suas 40 páginas, a beleza e a arte do filme que encantou adultos e crianças por gerações. Uma versão interativa do livro também está disponível para download grátis na iBookstore da Apple para Ipad, Iphone e Ipod em (www.Itunes.com/thebeatles).

É novidade para nenhum fã colocar defeito, inclusive nos preços que seguem a média do mercado: o CD com a trilha sonora custará em média R$ 34,90, o DVD R$ 49,90 e o Blu-Ray R$ 84,90. Agora só é preciso um pouco mais de paciência: o material todo só estará no mercado no dia 1 de agosto.

Fonte: E+

MinC divulga indicadores de preços da Cultura referentes a junho

O Ministério da Cultura divulgou nesta quarta-feira (25/7) mais uma atualização da pesquisa dos indicadores nacionais de preços da Cultura. As informações são referentes ao mês de junho nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

A pesquisa atualiza valores de serviços e mão de obra do universo da produção cultural a partir de parâmetros e técnicas de mercado. Os indicadores compõem levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

No trabalho são encontrados divesificados preços, incluindo, por exemplo, valores de mão de obra de cinegrafistas, coreógrafos, diretores e técnicos em variados segmentos. A pesquisa foi lançada em outubro do ano passado.

Clique nos links abaixo para conferir os valores atualizados:

Serviços

Mão de obra

*Com informações do site do MinC

Fonte: Cultura e Mercado

Ricardo III ganha versão nordestina em adaptação de Gabriel Villela

por Maria Eugênia de Menezes

O universo de William Shakespeare transposto para o sertão nordestino. A saga de um rei inglês contada por sanfoneiros, montados em velhas carroças e empunhando máscaras de palhaço. É assim que o diretor Gabriel Villela e o grupo Clowns de Shakespeare criaram Sua Incelença, Ricardo III.

Villela e a trupe potiguar conceberam uma montagem que se apropria de cantigas populares do baião - Tasso Marcelo/AE

Depois de passar pelos mais importantes festivais de teatro do País, o aclamado espetáculo chega ao Sesc Belenzinho. Com uma abordagem que se desprende da obra original, Villela e a trupe potiguar conceberam uma montagem que se apropria de cantigas populares do baião e brinca com o rock britânico. Usa a linguagem proclamada do teatro de rua, faz referências ao cangaço e, sobretudo, pinta com cores cômicas o soturno e grave drama histórico.

A opção não resulta em desprezo pelo enredo clássico. “A nossa vontade foi sempre manter a história, trazer à cena a fábula”, observa o encenador.

Mas a saga do sanguinário monarca é contada em tom irreverente. Tão irreverente quanto lírico. De tal maneira que é quase inevitável não evocar Romeu e Julieta: transposição do universo shakespeariano feita pelo diretor com o grupo Galpão. “São histórias diferentes, mas existe um investimento estético semelhante”, acredita Villela. “Explora-se o caráter popular das duas peças, e as particularidades das culturas de cada um dos grupos: um de Minas e outro do Rio Grande do Norte.”

SUA INCELENÇA, RICARDO III

Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1.000, tel. 2076-9700. 3ª a 5ª, 20h30. Grátis – retirar ingressos 1h antes. Até 16/8

Fonte: O Estado de S. Paulo

Cidade de Deus será adaptado para musical

Cidade de Deus (2002), premiado filme de Fernando Meirelles, será transformado em musical em 2014, informou a colunista Mônica Bergamo no jornal Folha de S. Paulo.

Charles Möeller e Claudio Botelho, que dirigiram os espetáculos Hair e Um Violinista no Telhado, serão responsáveis pela adaptação. De acordo com o jornal, a ideia é escalar o elenco como no filme, com atores novatos. As audições devem ocorrer por todo o país, mas a intenção é que, no Brasil, o musical entre em cartaz apenas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Há planos de levar a peça a outros países, inclusive Estados Unidos, na Broadway.

Fonte: Rolling Stone Brasil

Setor musical precisa afinar a gestão para continuar a crescer e movimentar R$ 1 bilhão

por Renata Cardoso

Imagine a trajetória de uma banda boa que por falta de harmonia entre os músicos começa a fazer apresentações mornas, frustrar o público e desagradar aos fãs. É mais ou menos dessa maneira que o setor de instrumentos musicais comporta-se nos últimos anos aqui no Brasil.

O segmento está em alta e a indústria nacional deve faturar em torno de R$ 700 milhões até o fim do ano. Esse resultado é escorado pelo crescimento de 11% nos últimos dois anos, segundo a Associação Brasileira da Música (Abemusica). O varejo deve movimentar mais em 2012: R$ 1 bilhão. O desafio agora é colocar a casa em ordem para manter e ampliar essa expansão.

Para isso acontecer, os empreendedores devem transformar o setor, que precisa deixar de ser ‘adolescente’ – guiado em boa parte de sua existência pelo amadorismo – e amadurecer. Caso contrário, será esmagado justamente pela falta de profissionalização. “A arte é para os músicos, não para quem tem uma loja. Quem trabalha com música deve se preocupar com o negócio”, explica Samy Dana, professor de economia da FGV-SP.

O varejo de instrumentos musicais conta com 1,5 mil pontos de venda no Brasil, mas a rua Teodoro Sampaio, em São Paulo, é o exemplo mais bem acabado de que o segmento precisa mudar. Lá funcionam 100 lojas especializadas que revezam-se em um abre e fecha constante.

Faltam metas e planos de negócios estruturados para minimizar as perdas provocadas por movimentos de escala mundial, como a crise econômica nos Estados Unidos, em 2008, e a que assola a Europa atualmente.

Foi justamente o caos na economia que provocou um revés na vida do empresário Vladimir Teixeira. Ele inaugurou, em 2001, a Hendrix World Music. A saúde financeira da pequena empresa estava boa. Mas aí o mundo entrou em recessão. “As pessoas pararam de comprar por causa da alta do dólar. Eu tinha que tomar providências e demitir pelo menos uma parte dos 70 funcionários, mas achava que a situação iria melhorar e protelava as decisões. Enquanto isso, as contas aumentavam”, relembra.

O desempenho das lojas não melhorou. E o empreendedor fechou unidades e demitiu funcionários. Para piorar, o registro que permitia a ele usar o nome Hendrix expirou e Vladimir envolveu-se em uma disputa judicial com os representantes do músico Jimi Hendrix – para retomar o negócio, o empresário optou por mudar a marca para VP Musical até o fim da disputa. “A Hendrix chegou a faturar R$ 2 milhões antes da crise”, relembra Vladimir.

Mais atento às necessidades e peculiaridades do setor que atua, o empresário decidiu cortar custos e recomeçar de forma mais modesta. “Ainda tem espaço para crescer, mas dessa vez terei o pé no chão. Hoje tenho apenas 15 funcionários.”

De acordo com dados da Abemusica, a participação da indústria nacional no segmento é incipiente e 90% do faturamento é composto pela venda de produtos fabricados fora do País.

Boa parte das novidades é apresentada ao público na Expomusic,maior feira do setor de instrumentos musicais da América Latina e que ocorre agora em setembro.

“O consumo de instrumentos tem características peculiares. As grandes marcas importadas são as preferidas”, explica Sinésyo Batista da Costa, presidente da Abemusica.

O fenômeno é explicável. A invasão de produtos estrangeiros teve o seu ápice na metade da década de 1990, quando o então presidente Fernando Collor de Mello promoveu a abertura econômica para o exterior. O panorama não alterou-se desde então e a indústria nacional perdeu força e também competitividade diante dos produtos fabricados principalmente na China.

O consumidor ganhou acesso a grandes grifes de equipamentos musicais e, com isso, aumentou o seu leque de opções no momento da compra.

Custo alto
Mas esse movimento cobra até hoje um preço alto desses mesmos clientes. Culpa da alta carga tributária. O jeito encontrado foi comprar no exterior, onde o custo para o consumidor final cai sensivelmente.

“O brasileiro já tem renda para comprar, mas ele vai fazer isso da forma mais vantajosa”, afirma René Moura, proprietário da importadora Royal Music. “Não faz sentido pagar R$ 5 mil por uma guitarra se com esse valor ele consegue ir até os Estados Unidos, aproveitar a viagem e ainda comprar o instrumento? ”, analisa o empresário.

E a culpa, para René, recai mesmo sobre os impostos. “O sistema brasileiro é nosso principal concorrente, pois com as altas tributações, fica mais atrativo comprar fora, mesmo sem o consumidor ter a garantia de contar com a assistência técnica disponível no País”, complementa.

Em atividade há mais de 20 anos, a Play Tech, hoje com cinco lojas físicas e uma virtual, atribui sua longevidade justamente à gestão empregada no negócio.

Marcelo Maurano, que administra a empresa, aprendeu com o pai, Pedro, a pensar no longo prazo e em todos os detalhes do empreendimento. “Sempre tem loja abrindo ou fechando. Normalmente, elas fecham porque foram muito imediatistas. Os donos muitas vezes nem levam em consideração a valorização imobiliária da região”, conta.

Ao falar sobre sua experiência, Marcelo deixa um ensinamento para os empresários do setor: planejar é mais do que preciso, é fundamental.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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