Especulação imobiliária em São Paulo fecha as portas do Via Funchal

Nota da editora do Catarse Musical:

Há dois ou três anos, quem mora em São Paulo tornou-se refém da especulação imobiliária, que elevou o preço de imóveis comerciais e residenciais a valores exorbitantes, impactando diretamente nos custos de produtos e serviços, tornando cada vez mais impraticável o custo de vida na cidade.

Regiões como Vila Olímpia (onde está o Via Funchal), Itaim, Vila Nova Conceição, arredores da Avenida Paulista e proximidades de outros locais com alta concentração de escritórios experimentam o congestionamento nas vias e até nas calçadas, preços absurdos de produtos, serviços, aluguel e compra de imóveis, porém sem melhoria em questões de infraestrutura como interligação entre meios de transporte (novos corredores, linhas de ônibus e metrô novos já estão saturados), reparos em calçadas (que vitimam muitas usuárias de salto alto) ou semáforos, dentre outras coisas…

Agora, essa bolha imobiliária tira da cidade uma casa de shows que recebe milhares de pessoas por ano e contribui para o crescimento da área do entretenimento na cidade, que emprega muitas pessoas e faz girar milhões de reais. Em detrimento dessas muitas pessoas que disfrutam dos shows ou fazem dele seu sustento, alguns afortunados constroem mais um empreendimento que contribuirá para o trânsito caótico e uma supervalorização completamente fora da realidade.

Vejam os detalhes na matéria abaixo. Beijos, Mariana Paes.

Especulação imobiliária em São Paulo fecha as portas do Via Funchal

por Vinícius Cunha

Segundo a coluna de Sonia Racy no Estadão, São Paulo vai perder mais uma casa de shows para a especulação imobiliária. Depois do Vegas, um dos grandes símbolos da Rua Augusta, o Via Funchal fechará as portas e dará lugar a um empreendimento gigantesco do ramo imobiliário.

O Via Funchal que recentemente recebeu artistas como The Kooks, Vampire Weekend, Belle & Sebastian e Scissor Sisters será demolido e está sendo vendido para incorporadora Toledo Ferrari por mais de R$100 milhões. Com isso, a cidade ficará ainda mais carente de opções para a produção de shows de grande porte, valendo lembrar que o Citibank Hall também encerrou suas atividades em fevereiro, este graças à recusa da T4F de pagar o reajuste estipulado pelos proprietários do terreno para renovação de contrato.

O encerramento das atividades deve acontecer no final de novembro e até o período a casa tem pelo menos oito apresentações confirmadas, entre elas, os shows de Flogging MollyB. B. KingMegadeth e Epica.

Depois disso, ficarão apenas as boas lembranças de tantos ídolos vistos por lá.

Fonte: RocknBeats

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