Gratuito: Música erudita na V. Mariana (São Paulo)

Dia 22 de junho de 2012, a partir das 20h30, o grupo paulistano Camerata Erudita faz concerto gratuito de obras de compositores nacionais e internacionais na Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo), com regência do maestro Miguel Forte. Dia 30 de junho, o grupo volta a se apresentar na cidade, às 11 horas, na Biblioteca Chácara do Castelo, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. O repertório será o mesmo nos dois concertos.

O atual repertório é composto por quatro obras: A Musical Joke, de Mozart, Serenata para Orquestra de Cordas, de Elgar, Bachianas Brasileiras 4 (prelúdio), de Villa-Lobos e Mourão Op. 2, de Clóvis Pereira.

Nesse concerto serão apresentadas algumas obras pouco executadas, como A Musical Joke – Uma Piada Musical – K. 522, de Wolfgang Amadeus Mozart. Essa obra foi escrita pelo compositor alemão para ser, intencionalmente, engraçada, desajeitada, mecânica e excessivamente repetitiva. Alguns teóricos acreditam que Mozart escreveu essa obra com a intenção de parodiar compositores incompetentes da época, mas o próprio compositor nunca admitiu isso. Outros discordam dessa teoria, dizendo que talvez Mozart quisesse usar uma paródia como desculpa para tentar coisas que na época não eram praticadas. Porém, essa obra tornou-se notável por ser o primeiro registro conhecido do uso da chamada “politonalidade”, técnicas de composição que foram posteriormente revistas e usadas pelos primeiros compositores do século 20, como Debussy e Stravinsky, que procuravam novas linguagens de composição. Em vários trechos Mozart inseriu passagens que dão a impressão de notas erradas, dissonantes, etc., mas é no final que Mozart reservou uma surpresa ainda maior, cada naipe da orquestra termina em uma tonalidade diferente, cabendo somente às trompas terminarem na tonalidade original da peça, criando a aparência de um colapso total.

Na sequência, a Camerata Erudita executa Serenata Para Orquestra De Cordas – OP. 20, de Edward Elgar. Escrita em março de 1892, é uma peça para orquestra de cordas em três movimentos curtos, com cerca de doze minutos de duração. Sua primeira execução foi dirigida pelo próprio compositor em 21 de julho de 1896. O segundo movimento “Larghetto” é aceito como contendo a melhor e mais madura escrita de todo o trabalho do compositor.

Do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos, o grupo escolheu Bachianas Brasileiras 4 – Prelúdio. Essa obra está inserida em uma série de nove suítes escritas por Villa-Lobos para várias combinações de instrumentos e vozes entre 1930 e 1945, com elementos da música popular brasileira e com o estilo de Johann Sebastian Bach. O prelúdio da número 4 foi escrito para orquestra de cordas e dedicado pelo compositor à Tomás Terán, um pianista que se tornou um grande amigo do compositor.

Baião é o ritmo dominante em Mourão Op. 2, de Clóvis Pereira, composição escrita para orquestra de cordas, constituindo a sequência da obra “Mourão”, escrita em parceira com o grande compositor brasileiro César Guerra-Peixe.

Camerata Erudita

A Camerata Erudita é uma orquestra de câmara criada e idealizada pelo maestro Miguel Forte. Seu objetivo consiste na execução e divulgação da chamada “música de câmara”, originalmente escrita para pequenos espaços. Seu maestro e seus integrantes viram nesse trabalho a oportunidade de escolher seu repertório e disseminar o conhecimento adquirido em diferentes trabalhos profissionais na área musical. Composta por quinze integrantes, a grande maioria jovens participantes de companhias de óperas, grupos de câmara e orquestras sinfônicas de São Paulo, a Camerata Erudita vem se destacando pelo critério na escolha de seu repertório e também pela busca da excelência na execução dos mesmos, valendo-se sempre de grandes nomes da música nacional para transmitirem seus conhecimentos, buscando assim formar sua própria identidade.

Miguel Forte, maestro e idealizador da Camerata Erudita, iniciou seus estudos com Walter Novaes e tem em seu currículo estudos de regência coral com Jorge Sarmientos, João Wilson Faustini e Mara Campos, violoncelo com Heloisa Meireles e Ricardo Fukuda, regência orquestral com Paulo Maron e Sergio Chenee, atua ainda como chefe de naipe dos violoncelos da Orquestra do NUO – Núcleo Universitário de Ópera.

Repertório

– A Musical Joke – Mozart

– Serenata para Orquestra de Cordas – Elgar

– Bachianas Brasileiras 4 (prelúdio) – Heitor Villa-Lobos

– Mourão Op. 2 – Clóvis Pereira

 

Ficha Técnica

Regente

Miguel Forte

 

Violinos I

Leonardo Daniel Marques de Oliveira (spalla)

Anderson S. Teixeira

Cleiton Carlos França de Moraes

 

Violinos II

Leon Souza de Oliveira

Cristiane Cizino Silva

Michelle Gomes Mendes

 

Violas

Almir Nunes de Souza Junior

Cesar Augusto Alves Martini

Maxuel Rodrigues de Oliveira

 

Violoncelos

Valdir Vale Maia

Silvia Regina Lozano Altieri

Adriano de Paula Macedo

 

Contrabaixo

Leopoldo Fernandes de Carvalho

Ricardo Karelisky

 

Serviço

Dia 22 de junho de 2012, às 20h30, entrada franca

Local Oficina Cultural Oswald de Andrade

Rua Tres Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo/SP

Fone 011 3222 2662 Lotação 90 lugares Duração 50 minutos Recomendação livre

Entrada franca – retirar os ingressos com meia hora de antecedência

 

Dia 30 de junho, às 11 horas, entrada franca

Local Biblioteca Chácara do Castelo

Rua Brás Lourenço, 333

Jardim da Glória – 04113-010 – São Paulo/ SP

Fone 011 5573-4929

Entrada franca – retirar os ingressos com meia hora de antecedência

Fonte: Assessoria de Imprensa

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