U2 fecha ano de 2011 com maior faturamento em shows

Liderada por Bono, banda irlandesa superou nomes fortes como Bon Jovi e Take That. Foto: Ian Gavan/Getty ImagesO U2 foi a banda que mais faturou com shows em 2011. A turnê 360º arrecadou mais de R$ 520 milhões em 44 apresentações assistidas por cerca de três milhões de pessoas no mundo inteiro. As informações são do The Sun.

Campeão na categoria no ano passado, Bon Jovi caiu para o segundo lugar na lista da Billboardneste ano. O astro arrecadaou aproximadamente R$ 350 milhões em 68 shows com sua banda.

Já o Take That ficou em terceiro lugar, com uma turnê que contou com a pariticipação de Robbie Williams, pela primeira vez com a banda após 15 anos se dedicando somente à sua bem-sucedida carreira solo. Os lucros dos britânicos chegaram a R$ 340 milhões.

Uma das supresas da lista foi o violinista holandês Andre Rieu, onipresente em comerciais na televisão atualmente, que ficou em nono lugar. Ele se apresenta em São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera, em 2012.

Fonte: Terra

São Paulo Exposamba prorroga inscrições

As inscrições para a primeira edição da São Paulo Exposamba foram prorrogadas até o dia 6 janeiro. Agora, todos os compositores do país têm até 6 de janeiro para concorrer a prêmios que totalizam R$ 240 mil. A ampliação do prazo procura atender a pedidos de compositores de todas regiões do país, que, devido às festividades de fim de ano, não têm conseguido gravar vídeos com suas músicas.

As inscrições de sambas inéditos dos mais diferentes estilos, como samba-enredo, samba-canção, pagode, partido alto, gafieira, samba de terreiro etc. podem ser feitas gratuitamente até o próximo dia 29 por meio do cadastro. Tire suas dúvidas:

O que é a São Paulo Exposamba?
A São Paulo Exposamba é uma grande mostra de samba que irá reunir 1.000 composições inéditas de sambistas de todo o país, com a finalidade de revelar novos artistas e premiar as melhores composições. A ideia é, ainda, estimular a participação dos artistas e incentivar a criação de sambas, em todos os estilos, valorizando esse ritmo tão brasileiro.

Quem pode participar?
Todos os compositores, de todos os estados do Brasil. Para isso basta ter um samba inédito. No caso de compositores menores de idade, estes serão representados pelos pais ou responsáveis – que devem fornecer autorização assinada para participação na Mostra.

Como posso me inscrever?
Primeiro você precisa fazer o seu cadastro, ler o regulamento e aceitar suas condições. Na sequência poderá fazer a sua inscrição. Para isso é preciso postar um vídeo com a música que vai concorrer, e também preencher a ficha de inscrição com os dados pessoais – nome, endereço completo, telefone, celular, números do RG e do CPF válidos, nome da música inscrita e letra do samba inscrito.
Atenção: Você deve imprimir seu e-mail de confirmação de inscrição. Ela será seu comprovante. Importante frisar que este email não é enviado logo que o cadastro é finalizado e o vídeo enviado. Existe um processo de validação do material e inscrição, e quando ela for confirmada, o e-mail será disparado.

Moro fora de São Paulo. Posso participar da SP Exposamba?
Sim, compositores de todos os estados podem participar, inscrevendo suas músicas pelo site.

Posso indicar um intérprete para defender meu samba?
Sim. Os compositores de São Paulo e de outros estados podem defender seu samba ou indicar um intérprete na fase de pré-seleção.

Como devo fazer o vídeo para inscrever a minha música?
O vídeo para inscrição na Mostra pode ser bem simples, uma gravação doméstica, ou algo mais produzido. Os formatos podem ser variados: “3g2”, “3gp”, “3gp2”, “3gpp”, “asf”, “avi”, “divx”, “dv”, “dvx”, “f4v”, “flv”, “h263”, “m4e”, “m4v”, “wmv”, “mov”, “movie”, “mp4”, “mpg”, “mpeg”, “qt” ou “rm”, com no máximo 50 (cinquenta) megabytes, contendo a execução do samba inscrito.

No vídeo, o samba deve ser cantado pelo autor ou outras pessoas podem interpretar a música a ser inscrita?
O samba pode ser cantado pelo autor ou autores, ou por outro intérprete.

A inscrição é gratuita?
Sim, totalmente gratuita.

Quais tipos de sambas podem ser inscritos na Mostra?
Serão inscritos sambas de qualquer estilo: samba de roda, partido alto, gafieira, pagode, samba de breque, samba-canção, samba-rock e outros estilos.

A música precisa ser inédita?
Sim, essa é uma condição para participar da Mostra.

Com quantos sambas posso participar da Mostra?
Cada concorrente pode inscrever apenas uma música. Se o concorrente tiver parceiros, cada parceiro pode inscrever outra composição, cada um, é claro, com seu cadastro.

O samba pode ser de autoria de quantos compositores?
A composição pode ter no máximo 3 (três) autores.

Como fico sabendo se minha inscrição foi validada?
Você receberá um comunicado, via e-mail, com a validação da sua inscrição.

Como fico sabendo o local e a data da apresentação da minha música na fase de pré-seleção?
Todas as informações, comunicados e notícias serão publicados no site www.g1.globo.com/saopauloexposamba

Como farei a minha apresentação? Terei que ter os músicos?
Você pode defender sua composição com seus músicos, ou apresentar seu samba com os músicos oferecidos pela organização da Mostra São Paulo Exposamba.

Estão previstos ensaios?
Sim. Os sambas concorrentes terão direito a ensaio programado pela Organizadora, a ser realizado pela banda regida pelo maestro Ivan Paulo, que também será o responsável pelos arranjos.

Como será a Mostra São Paulo Exposamba?
Os sambas inscritos e validados pela comissão realizadora do evento serão avaliados em quatro fases: pré-seleções, seleções, semifinais e final.

Como será a pré-seleção?
Serão realizados 50 (cinquenta) eventos, em 42 localidades de São Paulo – duas casas de shows e 40 CEUs – Centros de Educação Unificados, da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo. Estas pré-seleções serão realizadas nos dias 7,08, 14, 15, 21, 22, 28 e 29 de janeiro de 2012.

Como será o júri dessa fase?
O júri será constituído por pessoas de cada uma das 50 comunidades de diferentes bairros de SP. Cada um desses júris será composto de professor (ou professora) de ensino fundamental, aluno ou aluna, pessoa ligada à música que não tenha composição inscrita na mostra, uma pessoa da terceira idade – sempre sob a presidência de um elemento indicado pela Realizadora.

Como será a fase de seleção?
Nesta fase serão apresentados os 100 sambas, em cinco noites, nos dias 30 e 31 de janeiro de 2012, e 2, 3 e 4 de fevereiro de 2012, na casa de espetáculos Tom Brasil, na capital paulista. Nessa fase serão selecionados 40 sambas, que irão para as semifinais.

Como vou saber em que dia meu samba será apresentado?
A Realizadora irá divulgar no site da Mostra São Paulo Exposamba a distribuição dos sambas nas cinco noites de seleção.

Quando serão as semifinais?
As semifinais acontecerão nos dias 09 e 10 de fevereiro de 2012, no Tom Brasil. Os 40 sambas apresentados serão gravados e disponibilizados na internet.

Como vou saber em que noite meu samba será apresentado?
A distribuição dos sambas concorrentes em cada uma das noites ficará a critério da Realizadora.

Quando os sambas selecionados na semifinal irão para a final?
Os sambas selecionados na semifinal irão para a final no dia 15 de fevereiro de 2012, no Tom Brasil, quando serão classificados do 1º ao 5º lugares, de acordo com a votação do júri e do voto popular .

Qual será o prêmio?
As 5 (cinco) primeiras composições vencedoras da fase final da Mostra, tanto as classificadas pelo júri, como as classificadas pela votação popular, receberão como prêmio, por ordem de classificação, respectivamente, R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais); R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais); R$ 20.000,00 (vinte mil reais); R$1 5.000,00 (quinze mil reais); e R$ 10.000,00 (dez mil reais), podendo haver pagamento de mais de uma premiação ao mesmo participante caso haja coincidência entre a escolha do júri e da votação popular.

Fonte: G1

Estreias e reestreias de musicais em 2012 no Brasil

O ano de 2012 prometer ser maravilhoso para os musicais. Estreias e reestreias não faltarão para deixar fãs e espectadores com agenda cheia. Algumas produções iniciam suas apresentações logo no início do ano e outras, apesar de já estarem confirmadas no Brasil, ainda não possuem elenco e local definidos.

Além deles, há também os musicais que já nos encantaram em 2011 e continuarão em 2012; alguns permanecem em seus teatros de “origem” e outros migrarão para outros endereços. Confira abaixo a lista completa do que foi confirmado até o momento para montar sua programação:

  “Emilinha e Marlene – As Rainhas do Rádio”
Onde: Teatro Maison/ RJ
Quando: 5 de janeiro de 2012
Com quem: Solange Badin, Vanessa Gerbelli, Stella Maria Rodrigues, Ângela Rebello e grande elenco.

  Judy Garland – O Fim do Arco-íris
Onde: Teatro Fashion Mall / RJ
Quando: 5 de janeiro de 2012
Com quem: Gracindo Junior, Igor Rickili e Claudia Netto.

“Tim Maia – Vale tudo”
Onde: Teatro João Caetano/ RJ
Quando: 6 de Janeiro de 2012
Com quem: Tiago Abravanel, Isabella Bicalho, Lilian Valeska, Pedro Lima, André Vieri, Bernardo La Roque, Reiner Tenente, Evelyn Castro, Pablo Ascoli e grande elenco.

“Xanadu”
Onde: Teatro oi Casagrande/ RJ
Quando: 12 de Janeiro de 2012
Com quem: Sidney Magal, Daniele Winits, Thiago Fragoso, Sabrina Korgut, Gotsha e grande elenco.

“Cabaret”
Onde:  Teatro Procópio Ferreira/ SP
Quando: 12 de janeiro de 2012
Com quem: Claudia Raia, Jarbas Homem de Mello,  Guilherme Magon e grande elenco.

“Hair”
Onde: Teatro Frei Caneca/ SP
Quando: 13 de janeiro de 2012
Com quem: Hugo Bonemer, Fernando Rocha, Kiara Sasso, Carol Puntel, Estrela Blanco e grande elenco.

“Priscilla, Rainha do Deserto”
Onde: Teatro Bradesco/ SP
Quando: 16 de Março de 2012
Com quem: Saulo Vasconcelos, Andrezza Massei, Simone Gutierrez, Priscila Borges, Lívia Graciano, Naíma, Leandro Luna e grande elenco

“A Família Addams”
Onde: Teatro Abril/ São Paulo
Quando: 2 de março de 2012
Com quem: Marisa Orth e Daniel Boaventura (os demais nomes ainda não foram divulgados)

“Fame”
Onde: Não informado/ SP
Quando: Primeiro semestre de 2012
Com quem: Kleber Toledo (os demais nomes ainda não fora divulgados)

“O Violinista no Telhado”
Onde: Não informado/ SP
Quando: Março de 2012
Com quem: Não informado

Fonte: Musicais BR

Instituto Moreira Salles terá sua sede na Avenida Paulista

por Jotabê Medeiros

A oferta cultural da financista Avenida Paulista deve melhorar consideravelmente em breve. Suprida por espaços esparsos (como o Centro Cultural da Fiesp, o complexo Reserva Cultural da Gazeta, o Itaú Cultural, o Masp e a Casa das Rosas), o maior centro capitalista do País deve receber agora os 1,2 mil m² do novo museu do Instituto Moreira Salles (IMS), entre as ruas Bela Cintra e Consolação.

Ícone novo. Entre a Rua Bela Cintra e a Consolação - Reprodução

O projeto, resultado de um concurso aberto em setembro, foi apresentado nesta segunda-feira pelo IMS. O vencedor é o escritório Andrade Morettin Arquitetos, que bateu cinco entre os melhores escritórios do País: Bernardes Jacobsen Arquitetura, SPBR Arquitetos, Una Arquitetos, Studio MK 27 (de Marcio Kogan) e Arquitetos Associados.

Serão três andares com cinema e auditório para 200 pessoas, uma biblioteca de fotografia, salas de aula para cursos, cafeteria, loja e administração. O edifício será acessível diretamente a partir da calçada da Paulista, já que haverá uma espécie de praça sob o edifício, um vão livre, aberto ao público. A construção, de aço e com fachada de vidro (uma “pele” dupla, que inclui u-glass, um vidro industrial) se inicia a 15 metros de altura do térreo. “Remete um pouco ao metrô, àquela coisa veloz. O visitante entra e de repente é lançado no edifício, quando vê já está dentro”, diz o arquiteto Marcelo Morettin.

Morettin e seu sócio, Vinicius Andrade, buscaram valorizar, com seu projeto vencedor, a interface do prédio com o ambiente urbano. O arquiteto Vinicius Andrade considera que o edifício é também uma reação ao discurso de que o solo da Avenida Paulista só pode se valorizar enquanto mercadoria – discurso exacerbado recentemente pelo fechamento do Cine Belas Artes, um xodó da cidade.

“(O museu) é um mirante, mas ao mesmo tempo é um espaço urbano”, diz Andrade. Os dois fundaram o escritório há 14 anos e, entre seus feitos, contam-se um centro cultural da Petrobrás em Itaboraí, o Instituto de Pesquisa HPV e o Edifício Comercial Box 298 (São Paulo), além de projetos temporários em instituições americanas, como o Bronx Museum, em Nova York, e o Museum of Contemporary Art, de Chicago.

São influenciados pela escola paulista de arquitetura, mas também admitem um leque amplo de referências, como Rem Koolhaas, Herzog & De Meuron e dos franceses Lacaton & Vassal, cujo entendimento da arquitetura consiste em evidenciar a montagem e as estruturas como parte da ação estética. O Museu do IMS na Paulista também se vale dessa estratégia, embora não seja transparente. “Não é imagético, não é um edifício que alguém veja e diga: ah, que bonitinho. É muito mais do que isso”, diz Morettin.”É muito mais contemporâneo que moderno. O moderno é às vezes intransigente.”

A escolha da Andrade Morettin foi de responsabilidade de um júri que tinha personalidades da arquitetura, como Karen Stein, do MoMA (e jurada do prêmio Pritzker); Ricardo Koshalek, do Hirshhorn Museum; e Jean-Louis Cohen, do Institut Français d’Architecture, entre outros.

Até então, o IMS mantinha em São Paulo apenas a galeria da Rua Piauí, em Higienópolis, aberta em 1996, que a instituição considera de espaço insuficiente para abrigar mostras grandes.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Tom Jobim receberá prêmio por carreira no Grammy 2012

O músico brasileiro Tom Jobim e mais seis importantes nomes da música, entre eles Diana Ross e Gil Scott-Heron, serão homenageados na cerimônia do Grammy 2012, recebendo um prêmio por suas carreiras. Será a primeira vez que um artista brasileiro vai receber a homenagem. A 54ª edição do evento acontece no dia 12 de fevereiro de 2012, nos Estados Unidos.

Além de Jobim, Ross e Scott-Heron, o grupo de rock sulista Allman Brothers Band, a banda The Memphis Horns – ala de instrumentos de sopro que tocava nos discos da gravadora Stax – e os músicos de country Glen Campbell e George Jones também serão homenageados.

A Academia da Gravação costuma homenagear a cada edição um grupo de artistas por sua contribuição ao mundo da música. Entre os nomes que já receberam o prêmio estão Frank Sinatra, Duke Ellington, Rolling Stones, Paul McCartney, John Coltrane, David Bowie e Johnny Cash. Na edição de 2011, Julie Andrews, Dolly Parton e a banda Ramones estiveram entre os homenageados.

Fonte: G1

Senado aprova seguro-desemprego para artistas e músicos

por Márcio Falcão

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou nesta quarta-feira (21) projeto de lei que prevê a concessão de seguro-desemprego para artistas, músicos e técnicos em espetáculos de diversão.

Pela proposta, a categoria terá direito ao benefício no valor de um salário mínimo por até quatro meses. A medida deve beneficiar cerca de 65 mil trabalhadores.

O projeto foi analisado em decisão terminativa na comissão. Se não receber recurso para ser analisado em plenário em cinco dias, segue para tramitação no Câmara.

Quem quiser requisitar o auxílio terá de comprovar que trabalhou em atividades da área por, pelo menos, 60 dias nos 12 meses anteriores à data do pedido do benefício e que não está recebendo outro benefício previdenciário de prestação continuada ou auxílio-desemprego.

Outra exigência é que tenha efetuado os recolhimentos previdenciários relativos ao período de trabalho e que não tenha renda de qualquer natureza.

Segundo a relatora da proposta, senadora Ana Amélia (PP-RS), a categoria é sujeita a desemprego permanente, da ordem de 80 a 85%. Ela destacou ainda que as relações de trabalho nessas áreas geralmente são informais e de curta duração.

Na avaliação da senadora, apesar da imagem glamurizada, esses profissionais “se encontram em situação de grande vulnerabilidade social”.

Fonte: Folha de S. Paulo

Lei Rouanet inflaciona mercado e preços de ingressos vão às alturas

por Mônica Bergamo e Marcus Preto

O fracasso da turnê de 80 anos de João Gilberto reforça a tese: nem um dos maiores artistas brasileiros sobrevive hoje sem recursos públicos das leis de incentivo à cultura.

Anunciada há seis meses e cancelada na semana passada, a série de shows não fazia uso da Lei Rouanet para captar recursos (ela permite que patrocinadores abatam do imposto parte do dinheiro investido em cultura).

Os produtores afirmaram que tentaram convencer mais de cem empresas a investir na turnê. Em vão. Decidiram retirar da bilheteria todo o dinheiro para cobrir os custos. E também seus lucros.

O preço dos ingressos foi às alturas -de R$ 500 a R$ 1.400. Resultado: boa parte encalhou. Shows foram adiados -a assessoria afirmou que o cantor estava gripado.

Na última hora, os Correios toparam investir R$ 300 mil nas apresentações do Rio e de SP. Pouco. E tarde demais.

Segundo artistas e produtores, hoje não é mais possível sobreviver sem incentivo.

“Se não uso a Rouanet, não consigo patrocínio. De cada dez empresas, sete perguntam de cara: tem lei de incentivo?”, fala Flora Gil, empresária e mulher de Gilberto Gil. “Posso fazer show sem patrocínio? Posso. Mas o preço dos ingressos vai subir.”

Flora Gil diz que, para o artista, seria mais confortável se o mercado funcionasse sem o dinheiro das empresas.

“O artista teria que se alinhar apenas com ele mesmo -não com uma marca. Não precisaria ir a reuniões e mais reuniões, nem citar o patrocinador em entrevistas. Mas, sem esse dinheiro, hoje, os projetos são inviáveis.”

Chico Buarque é um dos poucos que resistem: ele não usa o dinheiro público da renúncia fiscal. Até há pouco, era até mais radical: não buscava nem mesmo patrocínio de empresas para os shows.

Em 2006, cedeu em parte: sua turnê foi bancada pela TIM -mas sem incentivo. Neste ano, seguradoras financiam suas apresentações.

“Até o fim dos anos 90, com o mercado fonográfico ainda vivendo a exuberância de seus anos dourados, nos contratos dos principais artistas com suas respectivas gravadoras havia uma cláusula denominada ‘tour support'”, verba que financiava parte da turnê de lançamento dos discos, diz Vinicius França, empresário de Chico.

“Colocava-se uma produção de pé e os shows estreavam com suas contas praticamente zeradas.” Com o declínio do mercado fonográfico, a verba deixou de existir.

MAIS CARO

Os custos de produção, por outro lado, subiram, “incluindo profissionais e equipamentos cada vez mais sofisticados”, diz França. “Hoje é virtualmente impossível para quem pretende fazer longa turnê de qualidade assumir sozinho esses custos.”

Marisa Monte, outro caso raro, também conseguiu “dinheiro bom”, do marketing das empresas, sem renúncia, para uma turnê. Em 2006, foi bancada pela Natura, uma das poucas empresas que investem ao menos parte em cultura sem renúncia fiscal.

Neste ano, representantes de Marisa procuraram a empresa. Mas, em 2012, a companhia só investirá em projetos do Natura Musical, mais baratos e incentivados. São R$ 1,5 milhão em seis projetos. A turnê anterior dela foi estimada em R$ 5 milhões.

ESTRATOSFERA

No passado, espetáculos se bancavam com a receita da bilheteria -e o público não tinha que dar as calças em troca da entrada de um show ou teatro, como ocorreu agora no caso de João Gilberto.

Mas as leis de incentivo inundaram o mercado de dinheiro e inflaram os preços da produção cultural.

“Quando sabem que você tem Rouanet, o preço das coisas vai para a estratosfera”, diz o ator Juca de Oliveira.

“Os custos sobem pela pressuposição de que seu espetáculo tem apoio, e, portanto, dinheiro. Então [os prestadores de serviço] sobem o preço. Os financiamentos elevaram todos os custos, sobretudo de divulgação.”

Juca estava tentando montar, “a sangue frio”, ou seja, sem leis de incentivo, um espetáculo baseado num livro de Lya Luft. “Eu ia mendigar a divulgação por aí.”

“E, como se não bastasse, o Brasil é imenso. Sem avião não se chega a lugar nenhum. Calcule o custo de uma peça com apenas dois atores, equipe de luz, som e produção, junte a alimentação, transporte e o hotel; a bilheteria não cobre de jeito nenhum”, diz a atriz e colunista da Folha Fernanda Torres.

SHAKESPEARE

“Antigamente, os artistas faziam uma cooperativa e ganhavam um percentual da bilheteria. E aí se fazia permuta de madeira, de roupa, a produção era extremamente barata. Ou pelo menos palatável”, diz Juca de Oliveira.

“Vamos ter que voltar a discutir o tema. Não faz sentido que apenas pessoas que têm patrocínio possam fazer teatro. Fica tudo desesperadamente pobre.”

Ele diz que hoje os produtores captam recursos pela Lei Rouanet -e tiram o espetáculo de cartaz quando esse dinheiro acaba, mesmo que esteja fazendo sucesso.

“Antigamente, se a peça lotava, ficava anos no teatro”, diz o ator, que ficou seis anos em cartaz com o espetáculo “Meno Male”, quatro com “Caixa Dois” e cinco com “Hotel Paradiso.”

“Gosto de viver da bilheteria, como Shakespeare, com os dois olhos na máquina registradora. E hoje as pessoas vivem do dinheiro da lei.”

Fernanda lembra que empresas acabam “editando” a arte conforme a conveniência do marketing. Cita mostra da americana Nan Goldin, censurada no Oi Futuro (Rio).

“O mundo corporativo não comporta a vida mundana, apaixonada, torta e nada exemplar de Goldin”, diz.

“Entregar a cultura nas mãos do marketing ou no retorno da bilheteria não funciona inteiramente, o governo e a sociedade têm de se envolver. A arte, na maior parte do tempo, é uma atividade que opera no vermelho.”

Fonte: Folha de S. Paulo

Calendário do MAM para 2012 revisitará o passado

Anna Virginia Balloussier

Ao fechar seu calendário para 2012, o MAM (Museu de Arte Moderna) de São Paulo revisitou o passado, com homenagem aos 90 anos do fotógrafo German Lorca e a exibição na íntegra da coleção Carlo Tamagni (1900-1966).

Paralelamente, deu a primeira mostra de fôlego no espaço a artistas como o alemão Wolfgang Tillmans e a brasileira Adriana Varejão.

Os 50 anos de morte de Oswaldo Goeldi (1895-1961) passaram batido pelo radar do museu em 2011. Em compensação, o maior gravurista do país ganha retrospectiva em junho, com curadoria da sobrinha-neta Lana Goeldi e de Paulo Venâncio Filho.

Folha teve acesso exclusivo ao planejamento do museu para o ano que vem, que começa com obras de Tarsila do Amaral, Volpi e Livio Abramo. No total, são 81 peças que formam o acervo doado pelo ex-conselheiro Tamagni.

Exibidas ao lado da coleção finalizada nos anos 60, excertos do século 21, como “Totó Treme Terra” –o trabalho do coletivo Chelpa Ferro traz uma mesa de pebolim com alto-falantes que simulam sons de uma partida.

A curadoria mistura passado e presente e é de Fernando Oliva e Felipe Chaimovich. A meta é expor a mudança de eixo do modernismo para a arte contemporânea.

No fim de março, Wolfgang Tillmans virá ao Brasil para montar sua exposição, com fotos e possivelmente vídeos. “Ele visitou países da América do Sul incógnito e escolheu o MAM para expor em São Paulo”, diz Chaimovich, curador do museu.

Também em março, a instituição prepara grande mostra para o paulistano German Lorca. Serão fragmentos de sua passagem no Foto Cine Clube Bandeirante, entre 1948 e 1952, em especial uma série de falsos flagrantes.

Setembro será a vez de Adriana Varejão, da safra de artistas brasileiros inflacionados no mercado internacional –uma obra sua já foi arrematada por R$ 3 milhões.

Ela fará uma instalação a partir de trabalhos já consagrados, como esculturas de azulejo e carne cenográfica.

A partir de setembro, o MAM organizará um festival de arte e gastronomia. A cada semana, um cozinheiro e um artista farão dobradinha para criar uma experiência que conquiste, de uma só tacada, olhos e estômago.

Fonte: Folha de S. Paulo

Exposição brasileira, ganhadora do maior prêmio da cenografia mundial, na Funarte SP

Inédita no Brasil, a exposição “Personagens e Fronteiras: Território Cenográfico Brasileiro” será aberta no dia 13 de dezembro, com entrada franca, na sede da Funarte São Paulo (dia 12 de dezembro, às 19h, haverá a abertura oficial da mostra), pelo presidente da Fundação Nacional de Artes, Antonio Grassi. Elaborada para participar da Mostra de Países e Regiões da 12ª Quadrienal de Praga – Design e Espaço da Performance 2011 (PQ’11), a coletiva de trabalhos de artistas nacionais foi a grande vencedora da Triga de Ouro do maior evento evento mundial de cenografia.

O prêmio foi concedido por um júri internacional formado por reconhecidos profissionais do teatro contemporâneo, como o teórico em Teatro e Performance Marvin Carlson , a cenógrafa e designer estoniana Monika Pormale, a iluminadora israelense Felice Ross, a diretora do festival de Teatro de Santiago, Carmem Romero e o diretor, dramaturgo, cenógrafo e figurinista da África do Sul, ganhador da Medalha de Ouro na PQ’07 e presidente deste júri, Brett Bailey – para citar alguns. A exibição, realizada em junho deste ano, reuniu mostras de 62 países.

A representação brasileira teve curadoria geral de Antonio Grassi e a autoria do tema da Mostra Nacional é dos cenógrafos Aby Cohen e Ronald Teixeira. Na premiação, recebeu a seguinte avaliação do júri: ‘A exposição brasileira na PQ oferece visões e sentido de diversidade de um espectro cenográfico e os tipos de performances criadas no Brasil. A exposição apresenta com o mesmo peso, arte de rua, intervenções em site specific, performances com engajamento social, teatro de animação e formas convencionais de teatro.’

Para Antonio Grassi, presidente da Funarte e curador geral para o Brasil na Quadrienal, a Triga de Ouro é um reconhecimento internacional ao talento dos profissionais brasileiros na arte cenográfica. “Este prêmio valoriza ainda mais o artista brasileiro, que mostrou sua expertise na área de cenografia em trabalhos nas diversas linguagens artísticas e que concorreram com importantes nomes do teatro mundial.”

Para a curadora adjunta Aby Cohen, “A mostra nacional brasileira já se anunciava como um sucesso de público (na PQ´11). Acredito que a exposição pelo seu conteúdo e forma de apresentação, na qual se equilibravam e dialogavam os trabalhos expostos, arrebatou o público por memórias individuais que os levavam a uma experiência emotiva, mais do que apenas visual ou de conceito.”

Outro prêmio recebido pelo Brasil na 12ª Quadrienal de Praga foi o de Melhor Realização de uma Produção conferido ao trabalho ‘BR-3’, do Teatro da Vertigem, apresentado na Mostra Nacional e estará também na montagem de São Paulo, no espaço expositivo da Funarte.

 

Composição da mostra

A exposição reúne trabalhos de reconhecidos cenógrafos e figurinistas nacionais expostos em diferentes suportes – instalações, vídeos, croquis, objetos, fotografias. Em um espaço expositivo comum, apresentado como uma grande instalação, interagem as produções artísticas da cenografia teatral, das artes visuais e da cultura popular e revelam o homem brasileiro, segundo a própria curadoria. Estão organizados em quatro blocos (Memória, Lugares, Ação e Transposição) que dialogam entre si:

Memória

• encenação ‘As Centenárias` (Cenografia: Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque/ Figurino: Samuel Abrantes);

• encenação ‘Memória da Cana’, da Cia Os Fofos Encenam (Cenografia: Marcelo Andrade e Newton Moreno);

• encenação ‘A farsa da boa preguiça’ (Cenografia: Ney Madeira/ Figurino: Rodrigo Cohen);

• encenação ‘A chegada de Lampião no inferno’, da Cia PeQuod Teatro de Animação (Cenógrafo: Carlos Alberto Nunes/ Figurino: Daniele Geammal/ Diretor Artístico: Miguel Vellinho);

• cenário-instalação ‘Sonhos para vestir’ (Cenografia: Analu Prestes);

• solo de dança contemporânea para crianças ‘Fábulas dançadas de Leonardo da Vinci’ (Cenografia: Doris Rollemberg/ Figurino: Mauro Leite);

• foto-pinturas ‘Retratos pintados’ (Artistas anônimos);

• minissérie televisiva ‘Hoje é dia de Maria’ (Cenografia: João Irênio/ Direção de Arte: Lia Renha/ Figurino: Luciana Buarque).

Lugares

• encenação ‘BR-3’ (Diretor Artístico: Antonio Araújo/ Criação Artística: Teatro da Vertigem);

• encenação ‘O santo guerreiro e o herói desajustado’ (Diretores de Arte: Julio Dojcsar, Sato, Silvana Marcondes/ Criação Artística: Cia São Jorge de Variedades);

• encenação ‘Arrufos’ (Diretor de Arte: Renato Bolelli Rebouças/ Criação Artística: Grupo XIX de Teatro);

• encenação ‘O perfeito cozinheiro das almas deste mundo’ (Diretor de Arte e Figurinista: Flávio Graff); a intervenção teatral Projeto Barafonda (Criação Artística: Cia São Jorge de Variedades).

Ação

• encenação ‘Projeto Coleções’ (Artistas plásticos: Guga Ferraz, Marta Jourdan, Pedro Bernardes, Raul Mourão/ Diretora Artística: Valéria Martins – Intrépida Trupe);

• encenação ‘Exercício nº 2 : formas breves ’ (Cenógrafas: Bia Lessa e Camila Toledo);

• encenação ‘Mistério-Bufo’ (Cenografia: Sérgio Marimba);

• performance ‘Vale 1 Real’ (Figurinista: Cris Bierrenbach);

• intervenção urbana ‘Enquadro’ (Criação artística: Coletivo Casadalapa).

 

Transposição

• duas obras da série de portas pintadas pelos grafiteiros OSGEMEOS, utilizadas como cenografia (Artistas plásticos: OSGEMEOS);

• encenação em miniatura ‘Romeu e Julieta’ (Artista plástico e performer: Hélio Leite);

• cenografia do grupo ‘Clowns de Shakespeare’ (Criação Artística: Clowns de Shakespeare/ Figurino e direção: Gabriel Villela);

• intervenção teatral do grupo de performance ‘Caixa de Imagens’;

• videoarte e projeção ‘Coletivo Laborg’, a obra ‘Lux’ (Artista plástico: Jorge Fonseca).

 

Figurinos Radicais

Em paralelo à ‘Personagens e Fronteiras: Território Cenográfico Brasileiro’ serão exibidos os figurinos brasileiros escolhidos pela curadoria internacional para a exposição ‘Figurinos Radicais’. A mostra traz uma reflexão sobre modos não convencionais de trabalhar o figurino em cena, com experimentações de materiais. A curadora adjunta Rosane Muniz, salienta que “muitas vezes restringido por fronteiras de tempo e/ou recursos, o figurinista brasileiro se reinventa constantemente. Experiências com materiais inusitados já são feitas por aqui há muitos anos e nossa produção recebeu destaque na PQ’11, sendo o país com o maior número de trajes selecionados”.

Para compor ‘Figurinos Radicais’, trajes criados para as seguintes obras:

• espetáculo de dança ‘PFDSRFI’ (Figurino: Karin Serafin e Hedra Rockenbach);

• pesquisa cênica ‘A menina e o outono’ (Direção, cenografia e figurino: Leo Fressato);

• pesquisa cênica ‘Cena para um figurino I’ (Figurino e criação artística: Desirée Bastos);

• performance ‘Mulher e homem refluxo’ (Figurino: Marina Reis).

A realização das exposições ‘Personagens e Fronteiras: Território Cenográfico Brasileiro’ e ‘Figurinos Radicais’ é da Funarte.————————-

Visitação do público: 13 de dezembro de 2011 a 4 de março de 2012
Abertura oficial: 12 de dezembro, às 19h
Horário de funcionamento: de segunda a segunda, das 14hs às 22hs

Local: Funarte São Paulo (Rua Alameda Nothmann, 1058, bairro Santa Cecília)
São Paulo (SP)

Fonte: Funarte

MinC e MEC investirão R$ 80 milhões em ações culturais nas escolas

Os ministros da Cultura, Ana de Hollanda, e da Educação, Fernando Haddad, assinaram nesta quinta-feira (8/12) acordo de cooperação técnica com o objetivo de desenvolver ações de políticas de Cultura para a Educação Básica. O pacto prevê, inicialmente, seis ações entre as duas pastas, com orçamento estimado em R$ 80 milhões para a primeira etapa, beneficiando cerca de 1 milhão de estudantes da rede pública de todo o país. A parceria pretende fazer da escola um grande espaço de produção e circulação da cultura brasileira, acesso aos bens culturais e respeito à sua diversidade.

Os dois ministérios já atuam juntos desde 2006 no Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL). Com o acordo, as pastas ampliam a área de atuação conjunta, incluindo outros segmentos, além da leitura. A integração de políticas de Educação e Cultura está presente no Plano Nacional de Cultura, que destina 15% de suas metas à promoção deste diálogo.  “No PNC temos muitos pontos que têm a ver com a educação. Não podemos penar no desenvolvimento de políticas públicas sem caminharmos juntos”, disse a ministra. Para Haddad, os programas mais exitosos dos dois ministérios se integram na ponta, com o acordo. “Vamos levar mais cultura para dentro da escola e mais educação para fora da escola”, disse Haddad.

As ações do acordo serão iniciadas em fevereiro de 2012 e culminarão com a formulação de uma Política Nacional de Cultura para a Educação. Até 2014, data da vigência do acordo, pretende-se atender cinco milhões de estudantes da rede pública de todo o país.

Três das ações do pacto serão realizadas por meio de edital. O Mais Cultura nas Escolas vai selecionar projetos que promovam a interface entre cultura e educação, propostos por escolas públicas participantes dos programas Mais Educação e/ou Ensino Médio Inovador, do Ministério da Educação, em parceria com Pontos de Cultura, artistas, grupos culturais, museus, bibliotecas e espaços culturais diversos.

A ação Agentes de Leitura/Mais Educação é a ampliação para a rede escolar de programa do Ministério da Cultura, em parceria com estados e municípios, que seleciona e capacita jovens para a formação de novos leitores. Pretende-se beneficiar 100 mil famílias brasileiras em 2012, com a seleção de quatro mil agentes. Cada agente, entre 18 a 29 anos, recebe um kit (com livros, mochila, uniforme e bicicleta), além de uma bolsa mensal de R$ 400 para realizar visitas domiciliares, promovendo atividades de promoção de leitura com 25 famílias de alunos da escola, preferencialmente do Programa Bolsa Família. Outro edital a ser lançado é o do Cine Educação, quando será realizada capacitação de professores e disponibilizado acervo cinematográfico nacional de títulos da Programadora Brasil/Cinemateca Brasileira. Serão mil cines no ano que vem.

Entre as ações consta também o Programa Nacional Biblioteca Escolar – PNBE/Artes, que disponibilizará acervos de livros de arte e mídias diversas (discografia, filmografia, entre outros), a todas as escolas públicas.

Durante a vigência do acordo, será realizada ainda pesquisa, mapeamento e georreferenciamento de iniciativas que promovam interface entre Cultura e Educação. A ação envolverá elaboração de indicadores sobre as relações entre as práticas culturais que dialogam com as educativas, assim a definição do perfil territorial das áreas de influência das escolas públicas. O acordo prevê ainda formação continuada para professores de Artes, com previsão de atingir até 2014 cerca de 10 mil profissionais da área.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do MinC

Fonte: Cultura e Mercado

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