Mostra em São Paulo reúne shows e palestras de grandes nomes da MPB

Grandes nomes da música brasileira, como Guinga, Arrigo Barnabé, Toninho Horta e Edu Ribeiro estão entre os palestrantes e artistas convidados da Mostra Tom Jobim da Escola de Música do Estado de São Paulo – EMESP.

A mostra ocorre durante um mês: começa nesta terça-feira (1º/11) e será encerrada no dia 1º de dezembro.

O evento vai reunir atividades em cinco locais da cidade: o Teatro FECAP, o Auditório Ibirapuera, o Memorial da América Latina, o Teatro da Vila e a EMESP Tom Jobim.

A mostra começa com o Simpósio de Criação na Música Popular, ministrado pelo violonista e compositor carioca Guinga. Para conferir a programação completa do evento, clique aqui. Ingressos a R$ 20, com meia-entrada a R$ 10.

Fonte: Vírgula

Dia D celebra obra do poeta Carlos Drummond de Andrade

Para o Instituto Moreira Salles, não existe nenhuma pedra no caminho. Afinal esta segunda-feira (31), dia do aniversário de Carlos Drummond de Andrade, nascido em 1902, foi transformada pela entidade que cuida do precioso acervo do poeta no Dia D – Dia Drummond, que passa a figurar no calendário cultural do País. “Não queríamos que um material tão rico ficasse limitado aos muros do instituto”, conta Flávio Moura, um dos curadores da festa, ao lado do poeta Eucanaã Ferraz. “Nossa inspiração foi o Bloomsday, que acontece todo 16 de junho, quando os irlandeses (e todo o mundo) comemoram a vida e a obra de James Joyce.”

O ponto de partida foi envolver o maior número possível de admiradores do poeta, tanto famosos como desconhecidos. Assim, foi elaborada uma programação diversificada, que se espalha por diversas capitais brasileiras. Um dos destaques será a exibição do filme “Consideração do Poema”, produzido pelo IMS justamente para a data, no qual nomes importantes da cultura brasileira leem poemas de Drummond, entre eles Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Hatoum, Fernanda Torres, Adriana Calcanhotto, Cacá Diegues, Antonio Cícero, Paulo Henriques Brito e Marília Pêra.

Com o evento, os curadores pretendem incentivar fãs anônimos a também lerem suas poesias preferidas: todos podem enviar por e-mail para o

site oficial

seus próprios vídeos com leituras de poemas. O material vai inspirar um novo filme. Vale tanto famosos como “Poema de Sete Faces” (“Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem na sombra /falou: Vai, Carlos, ser gauche na vida”) como o emblemático “No Meio do Caminho” (“No meio do caminho tinha uma pedra / tinha uma pedra no meio do caminho / tinha uma pedra / no meio do caminho tinha uma pedra’), que Mario de Andrade considerou formidável mas fruto de um cansaço intelectual.

Um terceiro vídeo também produzido pelo IMS estará disponível no site: “No Meio do Caminho” (2010) conta com 11 versões em língua estrangeira do poema mais conhecido de Drummond declamadas por personalidades diversas, como David Arrigucci Jr., Matthew Shirts, Jean-Claude Bernardet e Heloisa Jahn. E, para que a iniciativa ganhe as ruas, inúmeros adesivos foram espalhados por livrarias e centros culturais, promovendo o Dia D.

Tantos festejos surpreenderiam o próprio homenageado. Meses antes de morrer, em 1987, o poeta estava seguro que, dali a dez anos, ninguém mais se importaria com sua obra. O excesso de modéstia certamente cegou o escritor, que deixou seus papéis cuidadosamente arquivados e catalogados, como se tivesse clareza quanto à importância de documentos ligados à vida literária na constituição – ou reconstituição – da história de uma carreira.

Fonte: IG

Parcerias musicais: duplas que marcaram época

Bide e Marçal

A música brasileira sempre registrou duplas famosas de compositores, formadas por músicos e poetas que se juntavam para unir os seus talentos e criarem juntos. Talvez a mais conhecida tenha sido Tom Jobim e Vinicius de Moraes, mas não podemos esquecer de dobradinhas formadas por nomes como Noel Rosa e Vadico, até as mais recentes e talentosíssimas, como Ivan Lins e Victor Martins, João Bosco e Aldir Blanc e Wilson Moreira e Nei Lopes, entre outras. Uma das primeiras e mais bem-sucedidas foi formada por Alcebíades Barcelos e Armando Marçal, os imbatíveis Bide e Marçal, bambas do Morro do Estácio, que tantas obras-primas legaram à MPB. Outra, inesquecível, juntava os geniais Jaracaca (José Luis de Calazans) e Ratinho (Severino Rangel de Carvalho).

Alcebíades Barcelos e Armando Marçal nasceram ambos no ano de 1902. O primeiro em Niterói (RJ) e o segundo no Rio de Janeiro, no bairro do Estácio. Bide morreu no Rio, em 1975. Foi durante toda a vida de artista o principal parceiro de Marçal e fundador, juntamente com Ismael Silva, Mano Edgar e Brancura e o próprio Marçal, entre outros, da primeira escola de samba da cidade, a Deixa Falar. Bide teve vários parceiros, como Ataulfo Alves, Noel Rosa e Braguinha, e deixou sambas antológicos, como Agora é cinza e O palhaço o que é?

Armando Marçal viveu menos que o grande parceiro, só até 1947. Morando a vida inteira no Morro do Estácio, foi mestre de cuíca e de tamborim para vários diretores de bateria de escolas de samba. Tentou compor ao lado de outros parceiros, como Manoel Vieira, Antônio Santos, Ataulfo Alves e J. Portela. Mas sem Bide a coisa não ia adiante. Seu filho e seu neto, ambos conhecidos artisticamente também como Marçal, seguiram seus passos de percussionista.

Tom e Vinicius

Talvez a dupla de compositores brasileiros mais conhecida no exterior, sobretudo por conta do enorme sucesso de Garota da Ipanema, uma das canções nacionais mais executadas em todo o mundo. O músico e maestro Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de janeiro de 1927, e morreu nos Estados Unidos, em 1994.

Algumas das composições de Tom Jobim foram gravadas nos Estados Unidos, por astros como Frank Sinatra e Ella Fitzgerald. O “maestro soberano”, como cantou um dia Chico Buarque, foi um dos mais destacados representantes da bossa nova. Algumas de suas músicas de maior sucesso são Águas de março, Luíza, Wave, Corcovado, Desafinado e Insensatez.

O poeta (e advogado e diplomata e jornalista e compositor) Vinicius de Moraes nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de outubro de 1913. Serviu no exterior e trabalhou como jornalista em diversas publicações, antes de abraçar a poesia e em seguida a MPB.

Com diversos parceiros musicais (Tom Jobim, Chico Buarque, Baden Powel, Carlos Lyra e Touquinho, entre eles), Vinicius deixou uma obra fabulosa, com momentos como Samba da benção, Se todos fossem iguais a você, A felicidade, Chega de saudade, Insensatez e Garota de Ipanema. O poeta nos deixou em 1980.

Noel Rosa e Vadico

Noel Rosa é considerado por muitos o mais importante compositor brasileiro, de todos os tempos. Maior parte de sua obra ele construiu sozinho. Mas teve ao longo de sua trajetória criativa alguns parceiros. Entre eles, Vadico foi o mais atuante.

Noel viveu pouco, infelizmente. Teve pouco tempo para criar. Morreu em 1937, de tuberculose, no Rio de Janeiro, cidade onde nasceu em 11 de dezembro de 1910. O genial poeta da Vila aprendeu a tocar bandolim aos 13 anos e logo começou a tocar violão. Em 1929 começou a apresentar-se ao lado de Almirante, João de Barro (o Braguinha), Alvinho e Henrique Brito, no conjunto Bando dos Tangarás. No mesmo ano, compôs sua primeira música de sucesso, Com que roupa.

Noel Rosa trabalhou em vários programas de rádio e, em 1932, entrou para o trio Bambas do Estácio, com Ismael Silva e Francisco Alves. Em 1934 passou para o grupo Gente do Morro, com Benedito Lacerda, Russo do Pandeiro e Canhoto. Deixou perto de 300 canções. Entre elas, Feitiço da Vila (com Vadico), Até Amanhã, Fita amarela, X do problema e Palpite infeliz.

Oswaldo Gogliano, o Vadico, era considerado, sobretudo por Noel, um excelente melodista. É seu parceiro em algumas obras-primas, como Pra que mentir e Conversa de botequim. Nasceu em São Paulo, em 24 de junho de 1910, e morreu no Rio de Janeiro, em 6 de junho de 1962.

Jararaca e Ratinho

Cantores, compositores e comediantes, José Luiz de Calazans, O Jararaca, nasceu em Maceió (AL), em 29 de setembro de 1896. Trabalhou em inúmeros programas de humor da televisão e morreu em 1977. Severino Rangel de Carvalho, o Ratinho, morreu em 1972.

Ivan Lins e Victor Martins

O compositor Ivan Lins tem parceria com grandes letristas da música brasileira. Mas o grosso (no caso, o fino) de sua obra, em quantidade e qualidade, foi construída ao lado do produtor musical e poeta Victor Martins. Em 2004 Ivan comemorou, durante temporada de shows no Rio de Janeiro, os 30 anos de parceria com Victor. Vida longa!

João Bosco e Aldir Blanc

João Bosco e Aldir Blanc são dois artistas importantíssimos na MPB. Aldir nasceu em 1946, no Rio de Janeiro. Tem canções em parceria, entre outros, com Moacyr Luz, Guinga, Ivan Lins, Cristóvão Bastos, Paulinho da Viola e Jaime Vignolli. Mas foi com João Bosco que construiu maior parte de sua obra, como os destaques O bêbado e a equilibrista, Bala com bala, Linha de passe (também com Paulo Emílio), Wanderley e Odilon, Dois pra lá dois pra cá, De frente pro crime e O mestre-sala dos mares, entre tantas outras músicas de sucesso.

João Bosco nasceu em 13 de julho de 1946, em Ponte Nova (MG). Começou a tocar violão aos 12 anos e conheceu Aldir em 1971, quando fazia faculdade de Engenharia em Ouro Preto. Abandonou os estudos e embarcou para o Rio de Janeiro, para viver perto do parceiro, ao lado de quem compôs uma das mais belas obras do nosso cancioneiro. Quando a dupla interrompeu a produção conjunta, João Bosco trabalhou em parceria com outros letristas, como Abel Silva, Antônio Cícero, Wally Salomão e Francisco Bosco (seu filho).

Wilson Moreira e Nei Lopes

Wilson Moreira é um dos artistas mais amados e admiradores da música brasileira, sobretudo no mundo do samba. Carismático e extremamente gentil com os amigos, Moreira é conhecido como Alicate, apelido que é uma referência ao seu firme e forte aperto de mão.

Compositor de melodias simples e delicadas, Wilson carrega grande influência do jongo que tanto acompanhou na infância, nas cantorias do Vale do Paraíba (RJ).

Nei Lopes é um dos mais inspirados compositores do Brasil. Letrista soberbo, é também escritor (tem livros de contos, crônicas, poemas e estudos sobre a MPB) e um dos mais respeitados pesquisadores da cultura negra que conhecemos.

A dupla Wilson Moreira e Nei Lopes é autora de momentos preciosos da nossa música, como Coisa da antiga, Senhora liberdade, Goiabada cascão e Gostoso veneno.

Fonte: Revista Música Brasileira

Queen lançará álbum inédito com gravações antigas de Freddie Mercury

por Luciano Borborema

O guitarrista Brian May confirmou que está trabalhando com os arquivos do Queen, auxiliado pelo baterista Roger Taylor. Com isso, estudam lançar um disco de inéditas com demos antigas gravadas na voz de Freddie Mercury. O anunciou foi feito por May em entrevista à revista NME.

Além desse projeto, May e Taylor trabalham na sequência do musical We will rock you. A banda até chegou a lançar um trabalho de músicas novas batizado de Queen + Paul Rodgers (2009).

Com esse trabalho, a banda saiu em turnê mundial e passou pelo Brasil. “Innuendo” (1991) é o último trabalho da banda lançado com Freddie Mercury nos vocais.

Fonte: Território Eldorado

Cultura: do pensamento para o entretenimento

por Almandrade

Nada mais desprezível e repetitivo do que certas falas sobre cultura que jorram nos congressos, seminários, na mídia, hoje em dia. A impressão é que houve uma perda da capacidade de produzir pensamento e a ausência de platéias seduzidas pela reflexão. Não se interroga a produção simbólica, faz-se reivindicações, relatos, comentários para animar um auditório acostumado ao olhar da televisão. Se algum dia na história, o filósofo, o intelectual, o crítico, o artista, o poeta ocupavam o lugar privilegiado de formar opinião, hoje, esse lugar é ocupado pelo produtor, o empresário cultural, o profissional de marketing. E a cultura é vista apenas como um agente de estímulo da economia de uma sociedade em declínio.

O discurso fica na superficialidade. Que a cultura é um bem de consumo, ninguém duvida, gera emprego, garante retornos significativos para a economia de uma cidade. Mas os profissionais do marketing, os políticos e os empresários ignoram na cultura a sua lógica: a do sentido, que ela é uma dimensão da existência do homem. “O que chamamos ‘cultura’, portanto é a ciência e a consciência com que o homem ocupa o espaço e o tempo de sua morada histórica. E o homem culto é aquele que cultiva essa ciência e essa consciência.” (Gerardo Mello Mourão). A cultura é um conjunto de práticas por onde transitam uma autonomia, a experiência de uma saber e uma política específica. O patrocínio, que substituiu o antigo mecenato, reduziu os problemas da cultura às leis da economia e o poder do patrocinador acabou decidindo sobre padrões estéticos ou linguagens. Há uma valorização arbitrária de um produto cultural em detrimento de outro e a divulgação fica submetida a um jogo de poder de quem manipula direta ou indiretamente com os mídias e o mercado.

Somente com talento e invenção é difícil competir no mercado. Os profissionais que ganharam celebridade através do marketing cultural animam o espetáculo que faz da cultura um supermercado de entretenimentos. “Nos meios de comunicação, a confusão que se estabelece entre o princípio tradicional de celebridade baseado nas obras, e o princípio midiático baseado na visibilidade da mídia é cada vez maior.” (Pierre Bourdieu). A cultura passa a ser apenas o que ela representa no campo da economia e da diversão. Enquanto se discute as leis de incentivo à cultura, não se discute a idéia de cultura e as instituições culturais não cumprem o papel de difundir um princípio de cidadania cultural. Uma política cultural indecisa, calcada em princípios pouco profissionais que desprezam ou desconhecem o fazer e suas materialidades específicas. E sem trabalhos, sem críticas, sem um suporte que sustente a formação e a divulgação da informação não vamos construir nenhuma credibilidade cultural. “A arte age e continuará a agir sobre nós enquanto houver obras de arte” (Merleau-Ponty). E não discursos sobre as obras.

Uma cidade, um Estado, um País passam a ter uma existência cultural e conquistam um reconhecimento no futuro quando aprendem a respeitar seus artistas e intelectuais, quando aprendem a conviver e garantir as disparidades culturais. Entendemos que as instituições culturais como fundações, universidades, museus etc. têm um papel importante a cumprir na produção e divulgação da informação dos produtos artísticos acima de compromissos pessoais e políticos que ignoram a natureza das linguagens artísticas. “No curso de grandes períodos históricos, juntamente com o modo de existência das comunidades humanas, modifica-se também seu modo de existir e perceber” (Walter Benjamin). A produção cultural participa dessas mudanças com a tarefa de transformar a realidade dentro de um território determinado da sociedade e do pensar onde a cultura age.

Fonte: Cultura e Mercado

Nova geração de músicos argentinos desponta tocando ritmos brasileiros

por Marcia Carmo

Uma nova geração de músicos argentinos tem despontado na mídia local tocando e cantando choros, frevo, samba de raiz, maxixe e outros ritmos brasileiros.

Eles são músicos profissionais, que estudaram nos conservatórios locais e formaram bandas como A Saidera, Mistura e Manda, Mão na Roda e Malandragem.

Se antes eles tocavam apenas em lugares pequenos e afastados de Buenos Aires, agora se apresentam nos principais teatros da capital, como o Alvear, e participam de festivais, como o que acontece nos próximos dias na Província de Mendoza. Eles também fizeram parte das comemorações do mês do Brasil na Argentina, com um show na embaixada brasileira em Buenos Aires, em setembro.

O saxofonista Emiliano Álvarez, de 35 anos, disse à BBC Brasil que é claro o novo interesse pela música “não comercial” brasileira.

“O axé, por exemplo, sempre faz sucesso por ser mais comercial. Mas agora percebo interesse crescente aqui por outros estilos que não são tão conhecidos do grande público, como o choro”, disse.

Álvarez é um dos fundadores da orquestra A Saidera, fundada há cerca de dois anos. “Samba, baião e choros são os estilos musicais da nossa orquestra”, contou. Ele disse ainda que gosta tanto de Pixinguinha, Ari Barroso e Cartola que pode ouvi-los “sem parar”.

O músico conta que foi num conservatório de Buenos Aires, onde entrou aos 13 anos, que conheceu os colegas com os quais integra a banda, que tem 18 integrantes. “Foi um começo lento, mas conseguimos arranjos de músicos do Hermeto Pascoal, compramos outros e fomos aprendendo desenvolvendo o estilo juntos.”

Férias no Brasil

Ele afirmou que passou a se interessar pela música brasileira a partir de shows na capital argentina de músicos como Egberto Gismonti e que a sua lista de referências musicais inclui Ney Matogrosso, Marisa Monte, Chico Buarque, Toninho Horta e Djavan.

“Somente há pouco tempo viajei de férias para o Brasil. Viajo mais para estudar a música brasileira do que de férias”, disse.

Banda SaideiraMúsicos do grupo ‘A Saidera’, que foi inspirada na orquestra de Curitiba

Álvarez conta que ele e outros colegas de banda fizeram cursos e workshops em Curitiba com músicos e professores locais, e que A Saideira é inspirada a na Orquestra À Base de Sopros, conhecida banda da capital paranaense.

Já Sebastián Luna, deficiente visual, toca cavaquinho na banda Mão na Roda, que lançou no ano passado um CD de choros, com a participação do arranjador brasileiro Rogério Souza.

E por que o nome “Mão na Roda”? “Porque significa uma forma de ajudar e porque a palavra roda também está ligada à roda de samba”, conta o músico Sebastián Pérez, de 30 anos, toca violão, é arranjador e compositor do grupo. “Não temos nada parecido com essa expressão em espanhol.”

Amor à primeira vista

A banda é formada por quatro músicos, que tocam pandeiro, violão de sete cordas, flauta, cavaquinho e bandolim. “Nos conhecemos num conservatório de música e tínhamos interesse pela música brasileira. Mas conhecíamos, principalmente, a bossa nova e não o choro. Quando conheci os choros de Pernambuco, achei que era o caminho. Foi amor a primeira vista”, disse Pérez.

Eles também viajaram para os cursos de música em Curitiba. “Meus pais ouviam João Gilberto e desde adolescente me interesso pela música brasileira. Mas o choro agora nos abre muitas portas. Estamos compondo choros e frevos e transformamos um tango, El Choclo, em maxixe (a música que pode ser ouvida no player acima).”

O também músico Gabriel Trucco, do grupo Mistura e Manda disse que os atraiu a “linguagem riquíssima” de músicas de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e de Paulinho da Viola. “Sempre ouvimos muita MPB na Argentina. Mas quando ouvimos estes músicos vimos que podíamos explorar, aprender e crescer”.

O Mistura e Manda tem sete anos e o nome, contou Trucco, é o título de um choro do compositor Nelson Alves. “No início deste ano lançamos o CD Choro Vivo, que inclui choros tradicionais e contemporâneos”, disse.

Fonte: BBC Brasil

Ingresso para Roger Waters em SP custa até R$ 900

Os ingressos para o show de Roger Waters em São Paulo, no estádio do Morumbi (zona oeste), têm preços que variam entre R$ 180 (arquibancada laranja) e R$ 900 (setor prime). As apresentações ocorrem em 31 de março e 1º de abril de 2012.

As entradas para o primeiro show do ex-Pink Floyd (31/3) estarão disponíveis a partir desta sexta-feira (28), à 0h, com pré-venda exclusiva para clientes de determinados cartões. A venda para o público em geral começa em 31 de outubro. A compra pode ser feita pelo site da Tickets for Fun.

Para a segunda apresentação, em 1º de abril, a pré-venda começa em 1º de novembro, e o público em geral poderá comprar o ticket a partir de 4 de novembro.

O músico ainda passa por Porto Alegre, em 25 de março, e pelo Rio de Janeiro em 29 de março.

Fonte: Guia Folha

MinC apresenta programa Usinas Culturais

por Glaucia Lira, Ascom/ MinC

A primeira reunião de dirigentes do Ministério da Cultura com representantes de prefeituras municipais para apresentação do Programa Usinas Culturais aconteceu na manhã desta terça-feira (25), em Brasília, no Complexo Cultural da Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao MinC. Dos 135 municípios brasileiros situados em áreas de alta vulnerabilidade social, que serão atendidos pelo programa nos próximos anos, 28 foram representados no encontro promovido pelo MinC.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Vitor Ortiz, que apresentou uma parte do programa, os resultados da reunião foram bem positivos. “Foi importante ver que as prefeituras estão abertas a esse tipo de proposta, que as pessoas estão dispostas a se comprometer com as metas de direito e de cidadania que o governo federal está propondo com esse programa”, ressaltou. Segundo ele, “é importante aproveitar os pouco mais de 60 dias que ainda restam de 2011 para consolidar o programa que, com certeza, dará grandes resultados”. De acordo com Ortiz, o programa é a contribuição da Cultura para as questões de direito e de cidadania.

Valorização da juventude negra

Os eixos temáticos para o desenvolvimento do programa delimitam-se no campo cultural e estão voltados à valorização da juventude negra, à promoção da autonomia das mulheres e ao valor ambiental, reunindo ações de educação e reciclagem. O combate à violência por meio de políticas públicas de fortalecimento dos valores da cidadania e da diversidade cultural e o incentivo ao crescimento da economia criativa são alguns dos objetivos do Usinas Culturais.

Para o secretário-executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), Mário Lisboa Teodoro, hoje, no Brasil, ser jovem e negro é muito perigoso. “Queremos dar cidadania a esse grupo e as oficinas culturais serão muito importantes nesse sentido”, frisou. Atualmente,  cerca de 50% dos homicídios contra jovens são cometidos justamente nesses 135 municípios que serão beneficiados com o programa, conforme o Mapa da Violência no Brasil 2011.

Presenças

Além dos secretários-executivos do MinC e da Seppir, fizeram parte da mesa da cerimônia a secretária-executiva do Fórum de Direitos e Cidadania da Presidência da República, Larissa Beltramim; a secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg; e o diretor de Infraestrutura Cultural do Ministério da Cultura, Cid Blanco, que também apresentou ao público uma parte do Programa Usinas Culturais.

Também participaram da reunião o secretário de Articulação Institucional do MinC, Roberto Peixe, o representante regional do Rio de Janeiro, André Diniz, o secretário de Cultura do Governo do Distrito Federal, Hamilton Pereira, e os representantes de 28 prefeituras – a maioria secretários de Cultura -, dentre elas, a de Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Recife (PE), Porto Velho (RO), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Feira de Santana (BA), Caruaru (PE), Vila Velha (ES), Osasco (SP), Formosa (GO) e Juazeiro (BA). Os prefeitos de Petrolina (PE), Julio Lossio, de Rio Verde (GO), Juraci Martin Oliveira, e o deputado federal Heuler Cruvinel também estiveram presentes.

Duas etapas

Para participar do programa, cada prefeitura precisará se habilitar para ter uma Usina Cultural. O MinC, na época oportuna, divulgará a abertura do processo de habilitação das propostas. Nessa etapa inicial,  a prefeitura terá que preencher uma série de requisitos, indicar um lugar, um espaço, que poderá ser uma construção que esteja paralisada, um prédio que precisa de reformas e, a partir daí, haverá a adequação dos espaços públicos,  a aquisição de equipamentos culturais e as ações de mobilização social, de forma a se levantar as lideranças locais.  Na segunda etapa do programa, ocorrerão as ações de usinagem, voltadas à fruição, criação, articulação, formação, economia criativa, cultura digital e uma série de outras.

A secretária-executiva do Fórum de Direitos e Cidadania, Larissa Beltramim, parabenizou o Ministério da Cultura pelo trabalho e ressaltou que é importante identificar as ações que poderão ser implementadas ainda no ano de 2011.

Fonte: MinC

Anunciados os horários do SWU

O SWU Music and Arts Festival 2011 anunciou a lista com os horários e locais das apresentações de cada atração nesta quarta, 26, durante a última coletiva antes do festival que será realizado entre os dias 12 e 14 de novembro em Paulínia, interior de São Paulo. As duas atrações que fecharam o line-up também foram anunciadas: Emicida sobe ao palco do festival no dia 12 de novembro e Zé Ramalho no dia 13. Os palcos já começaram a ser montados, mas mais de 60% da construção do festival ainda estava incompleta (na foto ao lado, a tenda eletrônica em construção).

Leia textos das edições
anteriores da Rolling Stone Brasil – na íntegra e gratuitamente!

A banda Raimundos, outra das atrações, foi a encarregada de anunciar os nomes de Emicida e Zé Ramalho. Liderada por Eduardo Fischer, a coletiva teve poucas novidades, se baseando mais em anunciar os números da nova edição e o engajamento ambiental e social que a marca SWU conseguiu pouco menos de um ano depois da primeira edição. Ao final da coletiva, foi mostrado todo o espaço em que acontecerá o festival, sendo uma área de 1.700.000 m² que não aumentou proporcionalmente em relação ao público, gerando mais espaço para as pessoas. O número esperado é entre 60 e 70 mil pessoas por dia. Segundo Fischer, até o momento foram vendidos 60% dos ingressos disponibilizados para os três dias.

Serão quatro palcos, sendo dois principais, Energia e Consciência, além do palco New Stage (dedicado a novos nomes e bandas alternativas). O SWU 2011 terá ainda uma tenda de música eletrônica, que teve seu tamanho triplicado em relação à do ano passado. A distância entre os palcos Energia e Consciência será de 750 m, sendo um de frente para o outro. Os intervalos de apresentação das bandas em cada palco serão, em média, de 25 minutos, possibilitando que ninguém se apresente ao mesmo tempo nos palcos principais. Uma arquibancada fixa do local pode ser utilizada a princípio, mas nada foi confirmado.

Outro tópico focado na coletiva foi o da vigilância sanitária e acessibilidade aos banheiros. Serão 1.200 toaletes no total, sendo 200 nos camping com chuveiro. Dois caixas eletrônicos da rede 24 horas estarão disponíveis, e serão aceitos cartões de crédito e débito nas lanchonetes, que não serão terceirizadas. Na segurança, a Polícia Militar disponibilizará 600 homens, além de 1.000 seguranças privados do próprio festival.

Sábado – 12 de novembro

Palcos Principais
15h – 15h45 Emicida (Consciência)
15h50 – 16h50 Michael Franti & Spearhead (Energia)
16h55 – 17h55 SOJA (Consciência)
18h – 19h15 Marcelo D2 (Energia)
19h20 – 20h20 Damian ‘Jr. Gong’ Marley (Consciência)
20h25 – 21h25 Snoop Dogg (Energia)
21h30 – 23h30 Kanye West (Consciência)
23h35 – 01h35 Black Eyed Peas (Energia)

New Stage
14h30 – 15h00 ainda não anunciado
15h15 – 16h00 Copacabana Club
16h15 – 17h00 Miranda Kassin & Andre Frateschi
17h15 – 18h15 Matt & Kim
18h30 – 19h30 OFWGKTA
19h45 – 20h45 Ghostland Observatory

Heineken Greenspace
13h15-14h00 DJ convidado
14h00-15h00 Database
15h00-16h00 Ask 2 Quit
16h00-17h30 Avicii
17h30-19h DJ Marky & S.P.Y Present Galaxy
19h-20h30 Who Made Who (Tomas Barfod)
20h30-22h James Murphy
22h-0h Frankie Knuckles
0h-02h Tiga

Domingo – 13 de novembro

Palcos principais
15h – 16h Zé Ramalho (Energia)
16h05 – 17h05 Ultraje a Rigor (Consciência)
17h10 – 18h25 Tedeschi Trucks Band (Energia)
18h30 – 19h30 Chris Cornell (Consciência)
19h35 – 20h50 Duran Duran (Energia)
20h55 – 22h40 Peter Gabriel & The New Blood Orchestra (Consciência)
22h45 – 0h15 Lynyrd Skynyrd (Energia)

New Stage
14h30 – 15h Apolonio
15h15 – 15h45 Sabonetes
16h – 16h45 Is Tropical
17h – 18h !!!
18h15 – 19h15 Playing For Change
19h30 – 20h30 Modest Mouse
20h45 – 21h45 Hole

Heineken Greenspace
13h15-14h DJ Convidado
14h-15h30 Raul Boesel
15h30 -16h30 Meme
16h30-18h Gareth Emery
18h-19h30 Paulo Boghosian
19h30-20h30 Booka Shade
20h30-22h John Digweed
22h-0h Afrojack
0h- 2h Fedde Le Grand

Segunda – 14 de novembro
Palcos principais
14h10 – 14h55 Raimundos (Energia)
15h – 16h Duff McKagan’s Loaded (Consciência)
16h05 – 17h05 Black Rebel Motorcycle Club (Energia)
17h10 – 18h10 Down (Consciência)
18h15 – 19h15 311 (Energia)
19h20 – 20h20 Sonic Youth (Consciência)
20h25 – 21h25 Primus (Energia)
21h30 – 22h30 Megadeth (Consciência)
22h35 – 23h50 Stone Temple Pilots (Energia)
23h55 – 1h25 Alice In Chains (Consciência)
01h30 – 03h15 Faith No More (Energia)

New Stage
14h30 – 15h15 Medulla
15h30 – 16h15 Ash
16h30 – 17h30 Pepper
17h45 – 18h45 The Black Angels
19h – 20h Bag Raiders
20h15 – 21h15 Miyavi
21h30 – 22h30 Crystal Castles
22h45 – 23h45 Simple Plan

Heineken Greenspace
13h15 – 14h DJ convidado
14h – 15h Dubshape
15h – 16h Damian Lazarus
16h – 17h30 M.A.N.D.Y.
17h30 – 19h Jooris Vorn + Nic Fanciulli
19h – 20h30 Gui Boratto
20h30 – 22h Layo & Bushwacka
22h – 0h Loco Dice
0h – 2h Sven Vath

Fonte: Rolling Stone Brasil

Workshop Fátima Toledo

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