MinC apresenta a 1ª proposta de planejamento para ações culturais no Mundial de Futebol

por Patrícia Saldanha e Nemésia Antunes, Ascom/MinC

O Ministério da Cultura (MinC) apresentou, na última quinta-feira (22), o primeiro esboço do Plano de Diretrizes e Ações Culturais que serão realizadas durante os jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014. O documento foi exposto aos integrantes da Câmara Temática de Cultura, Educação e Ação Social do Governo para os jogos do Mundial, reunidos no auditório do MinC, em Brasília,  em sua 3ª reunião de trabalho.

Segundo a assessora especial do MinC, Morgana Eneile, que apresentou o documento, a proposta foi montada em cima da análise das sugestões apontadas durante o seminário sobre megaeventos esportivos, coordenado pelo ministério, no mês de agosto. “Nossa ideia é consolidar algumas ações para dar início à implantação ainda este ano”, comentou a assessora.

A proposta será avaliada, agora, pelos representantes das 12 cidades-sede dos jogos na Câmara Temática, e a expectativa do Ministério da Cultura é de poder consolidá-la já no próximo encontro de trabalho da Câmara, que será realizado na cidade de Salvador, nos dias 26 e 27 de outubro.

Na parte da manhã, participaram dos trabalhos de abertura da reunião a representante do MinC e responsável pela Câmara de Cultura, Educação e Ação Social, Juana Nunes; Guillermo Piernes e Joel Benin, do Ministério dos Esportes; a representante da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Lúcia Barbosa; a assessora especial do MinC, Morgana Eneile; além de representantes das cidades-sede.

Segundo Juana Nunes, a reunião de Salvador vai girar em torno do tema ‘Educação’ . Ela enfatizou a importância do trabalho de consolidação das propostas apresentadas hoje, o qual será desenvolvido na capital baiana.

Para Guillermo Piernes, a Câmara de Cultura, Educação e Ação Social possui temas relevantes, e o desafio é enorme.

Eixos prioritários

O plano da Cultura para os jogos do Mundial vai se apoiar em cinco eixos prioritários de ação: a promoção de valores éticos, da cidadania, da cultura da paz e da participação social; a promoção da economia criativa, da infraestrutura cultural e a sustentabilidade das ações culturais; a promoção do patrimônio, da memória dos museus e do turismo cultural; a promoçã0 da diversidade das expressões culturais; e a promoção da produção e difusão de conteúdos audiovisuais que valorizem a diversidade cultural brasileira.

A proposta do MinC desdobra esses cinco eixos em 41 diretrizes para serem implementadas por um amplo conjunto de ações no meio cultural. Dentre elas,  a do desenvolvimento de uma campanha internacional voltada para a cultura da paz e do fortalecimento da diversidade cultural; o lançamento de editais de fomento à cultura, tais como o de Agentes de Leitura para as cidades-sede da Copa, com objetivo de promover a leitura a partir de livros que abordem o futebol e seus personagens; a implantação de um Centro de Mídia Audiovisual da Copa, para auxiliar e orientar a produção de conteúdos que reflitam a diversidade e a pluralidade da Cultura brasileira; o lançamento de edital de Qualificação de Museus para o Turismo, especialmente para as cidades-sedes e região do entorno; e o treinamento de pessoal para qualificação dos serviços de atendimento a turistas em museus, pontos históricos e em demais locais de interesse artístico-cultural e tantas outras iniciativas.

Fonte: MinC

Rock in Rio é experiência intensa de festival, mas tem diversos problemas a serem corrigidos

por Stella Rodrigues, do Rio de Janeiro

Com uma performance eletrizante de “Seek and Destroy”, o Metallica encerrou o fim de semana de estreia do Rock in Rio. A primeira parte do evento tem um saldo positivo em diversos aspectos, mas também uma extensa lista de questões de estrutura a serem melhoradas para os quatro dias de evento restantes (29 e 30 de setembro, 1 e 2 de outubro).

Banheiros
O problema mais marcante no último domingo, 25, foi em relação aos banheiros. A produção do Rock in Rio optou por dispensar os costumeiros banheiros químicos e instalar 500 cabines de banheiro com sistema próprio de água e esgoto. Porém, no terceiro dia de atividades na Cidade do Rock, a quantidade de objetos jogados no sistema sanitário contribuiu para que os encanamentos não suportassem e vazassem, deixando um odor fétido de urina nas regiões em torno dos banheiros. A assessoria de imprensa do evento informou que, ao longo dos próximos dias, a equipe de engenharia trabalhará para consertar o problema e retomar o festival no próximo fim de semana sem questões de higiene pendentes. (leia toda a entrevista aqui).

Alimentação
Uma dificuldade que também atrapalhou a diversão das 100 mil pessoas a cada dia que estavam na Cidade do Rock, com seus 150 mil metros quadrados de extensão, foi a alimentação. Os 12 quiosques e 48 lojas de comida não deram conta da fome do público. O tempo nas filas (foto) durava mais do que algumas das apresentações. E, com a pressa de atender toda aquela gente, os funcionários das lanchonetes acabavam servindo comida ainda parcialmente congelada, por exemplo. Em entrevista à Rolling Stone Brasil, a vice-presidente Roberta Medina declarou, a respeito da rede de fast food Bob’s, uma das mais presentes no local e que chegou a ficar sem comida, em alguns momentos: “É o maior operador e está deficitário. Eles estão trabalhando para aumentar a agilidade do atendimento. Sabemos que um dos problemas é a contratação de mão de obra temporária, que não se compromete, não está habituada com a dinâmica, porque não trabalham nas lojas. São coisas que estamos consertando.” Leia mais aqui..

Organização do espaço
A quantidade massiva de pessoas não tornou apenas inviável a alimentação. A circulação estava complicada, pois, por mais que todos coubessem ali, o lugar não tem espaço de fluxo, de forma que para chegar de um ponto a outro, leva tempo – e paciência. Isso vale também para a região de saída da Cidade do Rock. Roberta Medina afirmou que fez duas vezes o trajeto entre a porta da Cidade do Rock e o local de onde partiam os ônibus que transportavam o público de volta às suas casas – e que levou, em cada uma delas, cerca de 12 minutos. Porém, levando em consideração que boa parte do público chegava e saía na mesma hora, a aglutinação de pessoas fazia com que essa caminhada levasse mais de uma hora. Lá dentro, o ponto de maior problema de fluxo de pessoas é a região da Rockstreet. Era bastante difícil circular pela rua baseada no cenário de Nova Orleans que, afinal de contas, era uma rua e servia para isso. Roberta citou esse espaço nominalmente, em entrevista, e afirmou que a rua deverá ser alargada, conforme a possibilidade do espaço, para que a situação seja sanada quando o festival reabrir.

A dificuldade em ir de um ponto a outro intensificou um hábito que é tido como comum entre muitos brasileiros: o de jogar lixo no chão. Era possível ver latas de lixo com bastante espaço e gente jogando lixo fora delas, ou seja, não foi uma questão de falta de latões onde colocar os dejetos. Ainda assim, a Cidade do Rock parecia um aterro ao final de cada dia. Na noite de sábado, quando choveu e as pessoas dispensaram suas capas de chuva usadas nos gramados, a paisagem ficou ainda pior.

Segurança
Outro problema que deu trabalho aos organizadores foi a segurança. Como é costumeiro em aglomerados desse porte, furtos aconteceram, sendo registrados entre 100 e 200 boletins de ocorrência a cada dia – nem todos relativos a furtos, mas a grande maioria. “A diferença do primeiro para o segundo dia foi brutal. A história dos furtos, que é algo que a própria polícia questiona, porque não necessariamente foram furtos – já que as pessoas largam bolsas no canto e vão pular com a banda”, despistou Roberta Medina, acrescentando que aumentou a quantidade de homens que fizeram a segurança e colocou alguns agentes à paisana em meio ao público para facilitar, afinal, não é nada fácil pegar pessoas colocando a mão nas bolsas dos outros e roubando celulares em meio ao caos da pista. Para mais informações a respeito das ocorrências policiais durante o Rock in Rio, clique aqui e aqui.

No mais, o Rock in Rio, se provou uma experiência de festival bastante intensa – pecando, porém, nessas questões de logística. Em termos de show, mesmo, o que atrapalhou foram os atrasos, que Roberta Medina garante que serão evitados ao máximo no próximo fim de semana, e problemas de áudio no palco Sunset (que geraram ainda mais atrasos).

O Rock in Rio continua sua maratona de 160 bandas e mais de 14 horas por dia de shows na próxima quinta, 29, com Stevie Wonder, Ke$ha, Joss Stone, entre outras atrações.

Fonte: Rolling Stone Brasil

Porco inflável do Pink Floyd volta a sobrevoar Londres

Um grande porco inflável sobrevoou a desativada Battersea Power Station de Londres, nesta segunda-feira (26), para marcar o relançamento dos 14 álbuns de estúdio do Pink Floyd pela gravadora EMI Music.

O animal, que media 9,14 metros de comprimento e 4,57 de altura, foi inflado com gás hélio para o evento, realizado quase 35 anos depois do lançamento do álbum “Animals”, com um porco voador similar na capa.

A gravadora havia planejado usar o mesmo animal inflável que foi mantido em uma oficina desde que a fotografia para a capa do álbum foi tirada, mas há duas semanas descobriu-se que ele não podia ser inflado e uma réplica foi feita.

O trabalho de arte do álbum Animals foi uma combinação de uma imagem de fundo da estação de energia, tirada em 2 de dezembro de 1976, e a fotografia do porco, de 4 de dezembro.

No dia 3 de dezembro daquele ano, o porco inflável escapou e sobrevoou o aeroporto de Heathrow antes de ser recuperado por um fazendeiro em Kent, no sudeste da Inglaterra.

Sob o lema “Por que Pink Floyd….?”, a EMI Music está lançando todos os 14 álbuns de estúdio da banda remasterizados e disponíveis digitalmente. Eles também estão disponíveis em um único box.

Também foram colocadas à venda nesta segunda-feira edições especiais de um dos álbuns mais aclamados da banda, “The Dark Side of The Moon”, ampliado para incluir músicas não lançadas dos arquivos do Pink Floyd.

A banda é uma das mais bem-sucedidas de todos os tempos, com uma vendagem estimada de 200 milhões de discos ao redor do mundo. O grupo, que teve uma separação conturbada, assinou novamente com a gravadora EMI em janeiro por cinco anos. O acordo colocou fim à disputa legal entre os dois lados sobre o direito da EMI de comercializar online separadamente músicas da banda.

Fonte: IG/ ÚltimoSegundo

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