Cidade do Rock recebe ajustes finais para o Rock in Rio

RIO DE JANEIRO – Local que receberá a partir da próxima sexta-feira os shows do Rock in Rio, a Cidade do Rock ganha os últimos retoques para o festival.

Com mais de 120 mil metros quadrados, o terreno localizado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, pode até ser confundido com um gigantesco parque de diversões. Afinal, nele foram instalados uma roda-gigante, uma montanha-russa e uma tirolesa, atrações que o público poderá conferir a partir do primeiro dia de shows.

“A cidade viu nascer o Rock in Rio, que deixou de ser um evento do Brasil para se transformar em um festival do mundo. O objetivo era voltar para casa e apresentar esse festival a todos aqueles que não tiveram a oportunidade de vivenciá-lo ao vivo”, afirmou à Agência Efe o diretor de produção do festival, Nuno Sousa Pinto.

O Rock in Rio retorna ao Rio de Janeiro, sua cidade de origem, depois de dez anos de ausência. A primeira edição, realizada em 1985, reuniu mais de 1,5 milhão de pessoas.

“A edição de 85 foi histórica. Agora o que queremos é recuperar esse espírito aqui (no Rio). O Rock in Rio se transformou em um dos eventos mais conhecidos da Europa. Por isso queremos voltar a Lisboa, Madri e, quem sabe, ir a outras cidades”, disse Nuno.

O festival, que será realizado de 23 a 25 de setembro e do dia 29 deste mês a 2 de outubro, contará com atrações como Rihanna, Shakira, Kate Perry, Stevie Wonder, Red Hot Chili Peppers, Guns N’Roses, Coldplay e Metallica.

Depois do Rock in Rio, a Cidade do Rock será transformada em uma grande área de lazer até 2016. A idéia é construir no local um parque para os atletas que virão ao Rio de Janeiro para disputar os Jogos Olímpicos.

Fonte: UOL

SPC/MinC faz convocação para o Programa Educação e Cultura nas Escolas Públicas

A Diretoria de Educação e Cultura, da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, divulgou nesta terça-feira (20) as normas para a realização de dois chamamentos públicos: para o desenvolvimento de pesquisa-ação em iniciativas educacionais que promovam a interface entre cultura e educação formal; e para o mapeamento e georreferenciamento das iniciativas  que promovam a referida interface.  As ações fazem parte do programa Educação e Cultura nas Escolas Públicas.

Com orçamento de até R$ 1,5 milhão, o objetivo do primeiro chamamento é a implementação de uma rede de pesquisa e ação com abrangência nacional e que tenha a finalidade de investigar e construir, dentre outros, a dimensão do impacto do ensino das artes na aprendizagem escolar e processos formativos que motivem professores e alunos das escolas públicas a reconhecerem-se pesquisadores de cultura. Ao final da análise, será selecionado um projeto.

As propostas deverão ser inscritas no portal de convênios/Siconv. O endereço é www.convenios.gov.br na parte referente ao programa Educação e Cultura nas Escolas Públicas/Pesquisa-ação em iniciativas educacionais. O prazo para as inscrições das propostas será de 15 dias após a disponibilização do programa no portal de convênios.

Confira a íntegra do Chamamento Público do desenvolvimento de pesquisa-ação em iniciativas educacionais.

Mapeamento e georreferenciamento

O orçamento para a realização deste chamamento é de R$ 900 mil. O objetivo é convocar interessados em participar do processo seletivo para a construção de instrumento pedagógico virtual contendo mapeamento, georreferenciamento, disponibilização de acervo e fórum digital de metodologia das ações que promovam a interface entre cultura e educação formal.

Também constitui objeto desse chamamento o georreferenciamento de 200 mil registros dos pontos de interesse da Diretoria de Educação e Cultura da Secretaria de Políticas Culturais do MinC e a construção de uma malha digital das áreas do entorno de 15 mil escolas públicas.

A plataforma deverá utilizar: Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD) de código aberto que possibilite o desenvolvimento de soluções que estejam em contínua expansão; módulo de funcionalidades para o desenvolvimento de aplicações que tratam a geoinformação; servidor de dados geográficos/cartográficos; dentre outros.

A exemplo do primeiro chamamento, será selecionado um projeto e o prazo de inscrições também é de quinze dias após a disponibilização do programa no Siconv.

Confira a íntegra do chamamento público.

Fonte: Ministério da Cultura

Seminário aborda circuito e crítica da arte contemporânea

A  9ª edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia realiza, nos dias 1º e 2 de outubro, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP), o Seminário Internacional “Circuito e crítica da arte contemporânea pós mídias digitais”.

Com coordenação de Giselle Beiguelman, esta edição conta com a participação dos críticos brasileiros Cauê Alves (São Paulo), Cristiana Tejo (Recife), Ivana Bentes (Rio de Janeiro), Priscila Arantes (São Paulo), Tadeu Chiarelli (São Paulo) e Tiago Mesquita (São Paulo); e dos estrangeiros Brian Mackern (Uruguai), Jorge La Ferla (Argentina), Josephine Bosma (Holanda), Manuela Naveau (Áustria) e Tania Aedo (México).

As atividades são gratuitas e não é necessário inscrição prévia.

No dia 1º de outubro, haverá uma mesa informal de debates sobre as questões que hoje envolvem a crítica e o circuito artístico contemporâneo pós mídias digitais, aberta à participação do público.

No dia 2 de outubro, a partir das 10h, os críticos participantes do Seminário trabalham em duplas, tomando como ponto de partida a leitura crítica dos portfólios dos 12 artistas selecionados para discutir a inserção da produção de arte e tecnologia no circuito de difusão e crítica de arte contemporânea.

A edição 2011 do Prêmio Sergio Motta foi dividida em duas categorias. Em Início de Carreira, os artistas indicados são: Alice Miceli, Claudio Bueno, Jeraman, mmnehcft & MANIFESTO21.TV, Pablo Lobato, Panetone, Ricardo Carioba e Vivian Caccuri. E em Meio de Carreira: Dias & Riedweg, Lucas Bambozzi, Raquel Kogan e Zaven Paré.

Durante a realização do Seminário, os participantes farão uma introdução ao público sobre o artista analisado, situando criticamente sua produção frente ao cenário nacional e internacional.

Clique aqui para mais informações.

Fonte: Cultura e Mercado

Depois dos clássicos, a ousadia – Ana Botafogo dança coreografia feita para o mito Margot Fonteyn

Roberta Pennafort

Antes de 1981, Ana Maria Botafogo Gonçalves Fonseca era uma jovem bailarina a sonhar alto: queria, como toda moça de coque, sapatilhas e ambição, integrar o balé do Teatro Municipal do Rio, o mais tradicional do País. O palco onde haviam dançado lendas do século 20, como Isadora Duncan, Nijinsky, Nureyev e Margot Fonteyn, lhe parecia então distante demais – ainda que já trouxesse a experiência no Balé de Marselha de Roland Petit, onde deixara de “ser a mais talentosa de sua escolinha de Copacabana para ser mais uma”.

 

A mestra. Sem apoio para fazer Marguerite e Armand, ela foi à luta e venceu - Fabio Motta/AE

Uma variação de A Bela Adormecida numa audição mudaria tudo. Nomeada primeira bailarina, Ana Botafogo iria se tornar aos poucos a mais conhecida do Brasil, e o Municipal, sua casa. A trajetória profissional da menina da Urca, talentosa desde criança, havia sido iniciada cinco antes, e passara pelo Teatro Guaíra, em Curitiba. Mas tamanha projeção só o principal palco brasileiro lhe daria.

Os 30 anos de serviços prestados são marcados pela temporada festiva que começou no fim de semana passado, justamente no Guaíra. No próximo, ela dança no Teatro Alfa; dias 1.º e 2 de outubro, a carioca volta para casa. Com ela, estão 22 jovens da Companhia Jovem de Ballet que também buscam o estrelato.

Ana ainda se recupera da ruptura de um ligamento no pé esquerdo, lesão mais grave de sua carreira inteira. Ficou sete meses parada. E não são os apelos do ortopedista que vão imobilizá-la, tampouco o custoso processo de voltar à forma numa idade em que as bailarinas em geral só dançam por diletantismo.

A base do espetáculo comemorativo é o balé Marguerite e Armand, inspirado em A Dama das Camélias e idealizado para uma Margot Fonteyn de 44 anos. Ana é a primeira brasileira a encená-lo. “Não queria mais dançar os clássicos. Passei 30 anos fazendo Coppélia, Dom Quixote, foram uns 20 de O Lago dos Cisnes…”, conta, aos 53 não confessos (bailarinas gostam de dizer que “têm a idade das personagens”). “Queria falar ‘não’ enquanto ainda estava bem e poderia dizer ‘sim’.”

Ana tentou envolver o Municipal na empreitada, mas não conseguiu apoio e achou que era hora de ser independente. Buscou o patrocínio da Vale, comprou os direitos da obra na Inglaterra, trouxe figurinos, cenário e artistas do Teatro Cólon, que tem o balé em seu repertório. O pianista Iván Rutskauskas interpreta a sonata de Liszt que embala a história triste dos amantes parisienses; o bailarino Federico Fernández, o mais destacado da casa de Buenos Aires, é Armand.

Dos corpos artísticos do Municipal estão os parceiros de sapatilhas Marcelo Misailidis e Joseny Coutinho, a orquestra e o regente Henrique Morelenbaum, que viu os primeiros fouettés de Ana ali e regeu seus Giselles e O Quebra-Nozes.

Resoluta, Ana diz não ter ficado magoada com a aparente desfeita. “Vi que não iam fazer por mim, então tive que correr atrás, e por dois anos. A vida inteira eu dependi do Municipal. Eles têm as razões deles, e não sofro com isso. Sou de bem com a vida.”

Marguerite, a cortesã apaixonada pelo jovem Armand, e por ele humilhada, estreou no Municipal, em montagem antológica, em 1967, com Margot dividindo a cena com Nureyev. Quase não foi mais encenado. Diz-se que o coreógrafo não queria ceder a obra a mais ninguém.

Nas apresentações de Ana, o drama é mesclado com outras coreografias modernas.

ANA BOTAGOFO
Teatro Alfa. Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, tel. 5693-4000. Sáb., às 21 h; dom., às 18 h. R$ 40/R$ 100.

Depoimento
Henrique Morelenbaum – Maestro

Aos 80 anos recém-feitos, 42 de Municipal, o maestro Henrique Morelenbaum viu estrear músicos como Nelson Freire, Cristina Ortiz e Arnaldo Cohen e muitas bailarinas. De Ana Botafogo, lembra até dos primeiros passos. Ele era o diretor do teatro quando ela prestou concurso.

Como as companheiras de balé Nora Esteves e Cecilia Kerche, que só têm palavras elogiosas para Ana – “é uma empreendedora”, “sempre trabalha de bom humor” -, Morelenbaum louva sua determinação.

“Ela é uma filha artística. Do fosso da orquestra, o maestro vê a ponta dos pés dos bailarinos. Em sua estreia, em Coppélia, na primeira pisada vi que já era uma grande artista. Foi um sucesso tão grande que batemos um recorde de 17 apresentações. Só não foram mais porque o teatro não tinha outras datas. Ela superou momentos difíceis (ficou viúva duas vezes) de forma extraordinária. Não é artista só do balé, mas da vida. Muito cordata, companheira, sabe que balé é conjunto.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Funarte abre edital para teatro e dança

Foram publicados, na última sexta-feira (16/9), os editais do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz e do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, edição 2011. As inscrições estão abertas até 3 de novembro, para projetos de todo o Brasil.

No Myriam Muniz, pessoas jurídicas de todo o país podem inscrever seus projetos e ganhar prêmios de até R$ 150 mil. Podem participar artistas, produtores, associações, cooperativas, companhias, grupos e empresas teatrais. O processo seletivo está dividido em duas categorias: Circulação de espetáculos e Montagem de espetáculos e/ou manutenção de atividades teatrais de grupos e companhias. Serão contempladas e viabilizadas, ao todo, 111 propostas de trabalho.

Já do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna podem participar pessoas físicas e jurídicas. Serão contemplados 64 projetos de dança, distribuídos pelas cinco regiões do Brasil, com prêmios de até R$ 100 mil. O prêmio se divide nas seguintes categorias: circulação nacional de espetáculos, atividades artísticas e novos talentos. Cada proponente pode apresentar somente um projeto, com exceção de cooperativas de produtores ou de artistas e associações que abriguem diversos grupos ou companhias.

O total investido no Myriam Muniz é de R$ 10 milhões, e no Klauss Vianna, R$ 4,5 milhões. Estão incluídos nestes valores os aportes financeiros e as despesas administrativas.

Clique aqui para acessar os editais.

*Com informações do site da Funarte

Fonte: Cultura e Mercado

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