Glee 3D – O Filme estreia nos cinemas brasileiros em 16 de setembro

O longa Glee 3D – O Filme, que traz imagens da turnê de verão do elenco da série Glee, tem estreia marcada no Brasil para 16 de setembro.

Rodado em East Rutherford, New Jersey, Glee 3D – O Filme conta com os número musicais “I´m a Slave 4 U” (Britney Spears), “Raise Your Glass” (Pink) e “Teenage Dream” (Katy Perry), a faixa original “Loser Like Me”, além do tema da série, “Don’t Stop Believin” (Journey), entre outras. A produção conta também com cenas de bastidores de alguns dos personagens.

A turnê, que teve mais de 500.000 ingressos vendidos, circulou por cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago, Nova Jersey e Toronto, mostrando cerca de 30 músicas por show.

No elenco de Glee 3D – O Filme estão Dianna Agron (Quinn), Chris Colfer (Kurt), Darren Criss (Blaine), Kevin McHale (Artie), Lea Michele (Rachel), Cory Monteith (Finn), Heather Morris (Brittany), Amber Riley (Mercedes), Naya Rivera (Santana), Mark Salling (Puck), Jenna Ushkowitz (Tina), Harry Shum Jr. (Mike), Chord Overstreet (Sam), Ashley Fink (Lauren) e integrantes do grupo The Warblers.

Fonte: Rolling Stone Brasil

Projeto de lei propõe auxílio para mestres da cultura popular

stá em análise na Câmara dos Deputados a criação do Programa de Proteção e Promoção dos Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres das Culturas Populares, que vai garantir auxílio financeiro de, pelo menos, dois salários mínimos a pessoas que reconhecidamente representem a cultura brasileira tradicional.

É o que prevê o Projeto de Lei 1176/11, do deputado Edson Santos (PT-RJ).

Pela proposta, a pessoa reconhecida como mestre terá direito à diplomação solene, ao auxílio financeiro para a manutenção e fomento das atividades culturais, e à preparação técnica para a realização de oficinas e cursos.

O texto define como mestre da cultura a pessoa cuja vida ou obra foi dedicada ao desenvolvimento da cultura tradicional e à transmissão desses saberes.

O Conselho Nacional de Política Cultural será o órgão responsável por analisar os pedidos de concessão do título, que só será garantido a quem atender aos seguintes requisitos:

– comprovar, por depoimentos e documentação, a existência do saber relevante ou do fazer popular tradicional representado pela pessoa ao longo da história;
– deter a memória indispensável à transmissão do saber ou fazer;
– atuar no Brasil há pelo menos dez anos.

Para o deputado Edson Santos, o projeto cria um incentivo necessário à proteção e à difusão dos conhecimentos e expressões culturais tradicionais e à valorização efetiva dos autores dessas manifestações.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias

Fonte: Cultura e Mercado

Theatro Municipal de São Paulo comemora cem anos com ópera dirigida por Felipe Hirsch

por Natalia Engler

O Theatro Municipal de São Paulo, ícone arquitetônico do centro da cidade, completa cem anos nesta segunda-feira (12). Para celebrar, o espaço recebe um espetáculo que mistura tradição e contemporaneidade, ao unir uma ópera clássica, o “Rigoletto”, à direção de Felipe Hirsch, encenador que tem se destacado no cenário nacional com a Sutil Companhia de Teatro.

“Rigoletto” é uma ópera em três atos do compositor italiano Giuseppe Verdi, que estreou em Veneza em 1851. O drama narra a história do personagem homônimo, um bufão a serviço do duque de Mântua. Depois de ridicularizar um pai que acusa o duque de ter desonrado sua filha, Rigoletto é amaldiçoado e acaba matando a própria filha, Gilda, por quem o duque havia se apaixonado. Faz parte da obra a célebre canção “La Donna È Mobile”, imortalizada na voz de tenores como Enrico Caruso, Luciano Pavarotti e Plácido Domingo.
A montagem de Felipe Hirsch para “o clássico dos clássicos”, como ele define a ópera, tem regência do maestro Abel Rocha, diretor artístico do teatro, que comanda a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Lírico, e cenário de Felipe Tassara e Daniela Thomas, parceira constante de Hirsch nos espetáculos da Sutil.

Hirsch, que tem forte ligação com a música e já dirigiu a ópera “O Castelo do Barba Azul”, de Béla Bartók, em 2006, conta que recebeu o convite para montar “Rigoletto” do secretário municipal de cultura, Carlos Augusto Calil, que queria um clássico na programação da temporada de reabertura do teatro, e propôs a tarefa a Hirsch e Thomas.

“Eu tinha ordens médicas de descanso, mas, quando recebi esse convite, pensei ‘não, eu vou encarar mais um pouco e depois eu tiro minhas férias’. Eu mudei tudo porque eu achei maravilhoso estar aqui, comemorando os cem anos desse teatro, que é maravilhoso e tem uma energia ótima”, afirma o diretor.

Sobre a escolha da obra, ele conta que a experiência de Thomas na Metropolitan Opera de Nova York influenciou a decisão. “A Daniela passou muito tempo no Met, já depois do trabalho dela ter visibilidade, chegou a medir palco com o Pavarotti. Ela gosta muito, se emociona muito com música tonal, melodias. E o Verdi é um prato cheio para isso. A gente falou muito do Verdi e chegamos em dois títulos, “I Masnadieri” e “Rigoletto”. Então, pensamos ‘Ah, vamos encarar o que seria o clássico dos clássicos”.

Confira a seguir a entrevista concedida por Hirsch ao UOL, durante os ensaios finais de “Rigoletto”.

UOL – Dirigir uma ópera é diferente de dirigir outros espetáculos?
Felipe Hirsch –
Eu tento que não seja. Eu sempre falo para o grupo com quem eu vou fazer uma ópera que eles têm uma boa e uma má notícia. Primeiro, que eu tenho pouca experiência com ópera. Essa é a má. E a boa é a mesma coisa. Por isso, eu me dou o luxo de ter algumas irresponsabilidades. Gosto de dirigir ópera como dirijo teatro: trazendo um universo psicológico para os personagens, trazendo uma busca mais profunda de entendimento da dramaturgia, explorando a dramaturgia para conceitualizar, chegar a uma forma, a uma linguagem, de uma maneira profunda, não puramente formal e estética. Claro que a minha relação com a música ajuda. Eu me sinto muito à vontade, embora ainda seja um mundo que eu estou descobrindo. Mas eu sou um artista, a Daniela [Thomas] é uma artista, e a gente se manifesta no teatro, no cinema, em show de rock, show punk. O que a gente puder fazer, a gente faz. E se você nublar essas fronteiras, sempre vai ser mais interessante. É muito bom quando o cinema ajuda o teatro, quando o teatro ajuda a ópera. É sempre saudável.

UOL – Você sentiu alguma diferença entre “O Castelo do Barba Azul” e essa montagem do “Rigoletto”?
Hirsch –
Muita. “O Castelo do Barba Azul” eu dirigi como se fosse uma peça de teatro, com dois bons atores-cantores. Aqui, eu tenho que lidar com uma equipe de 70 pessoas. E eu sou muito rígido comigo mesmo e quero que todos — não importa se é o último da fila do coro — saibam o que estão fazendo no palco. Isso é cansativo. É complexo trazer toda essa densidade psicológica.

UOL – Pessoalmente, você é apreciador de ópera?
Hirsch –
Eu adoro. Eu amo ópera. Eu gosto de clássicos. Clássicos são um parque de diversões maravilhoso, porque são raízes que deram frutos. Se você se aprofundar num clássico, você vai entender mil outras coisas. Você trabalha com profundidade, essas raízes, e você trabalha no tempo, na história. Por que esse clássico venceu 200, 300 anos — no caso do “Rigoletto”, 160 anos? Por que ele nos trouxe de novo, artistas condenados a repeti-lo? Porque fala de algo que nos diz respeito hoje e que, de alguma maneira, se reflete em mil outros assuntos.

UOL – E como foi o processo de trazer a sua visão para esse clássico?
Hirsch –
Eu estudei muito, quis me aprofundar. Quis jogar fora as coisas depois de saber e não simplesmente deslocar. É importante você entender a dramaturgia, o porquê, desenvolver o conceito. Foi um processo longo, delicado, para chegar até aqui. Eu sinto que a montagem é bastante delicada, é uma montagem que não está aqui para escolher um truque. É muito profunda e muito delicada na maneira em que a gente aborda a dramaturgia e a emoção que ela deve ter. Porque é uma ilusão achar que não se pode mexer na música. Você mexe na cadência, no ritmo, na maneira em que vai ser interpretada. E é isso que conta na escolha de como montar, de como fazer o “Rigoletto”.

UOL – O “Rigoletto” é uma ópera que você já gostava?
Hirsch –
Sim, eu gosto muito porque é muito próximo. Fala de nós artistas, nós cínicos, que servimos aos duques de Mântua, que atacamos a burguesia. Mas que temos nossos mundos, nossas Gildas protegidas, nossos pais, filhos, netos, que a gente não quer que o mundo da nossa exposição os atinja. Mas que acabam sendo os primeiros a serem atingidos ao primeiro clarão da luz que você deixa entrar.

UOL – O fato de ter sido concebida para o Theatro Municipal tem alguma influência na montagem?
Hirsch –
Tem muito, porque esse teatro está fazendo cem anos e a gente está falando de teatro. O Rigoletto é um artista, um bufão, como nós aqui, expostos. Então, a gente revela o teatro. A montagem é bastante teatral. Mostra o backstage, mostra os técnicos, não tem nenhum truque velado. É uma história de artistas, contada por artistas.

UOL – Apesar de não ser paulistano, você chegou a viver bastante o Theatro Municipal como espectador? Lembra de algum momento marcante?
Hirsch –
Muito, muito. Eu sou carioca, mas estou há 11 anos em São Paulo e sempre frequentei muito a cidade. Eu vi coisas incríveis no Municipal. Desde as coisas mais imprevisíveis — como a Yoko Ono, com um público todo empetecado para ver a mulher do ex-Beatle e ela gritando, fazendo performances, se arrastando por esse palco — até montagens de óperas bonitas. Eu lembro que vi há muitos anos uma “Flauta Mágica” muito bonita. Coisas que você sempre vê num bom teatro. Tomara que o teatro tenha uma programação cada vez mais constante.  Mas eu estou acreditando muito. Acho que o trabalho tanto do secretário [municipal de cultura] quanto da Bia [Beatriz Franco do Amaral, diretora administrativa do teatro] realmente é digno de muita crença.

UOL – Você pretende levar o “Rigoletto” para algum outro teatro?
Hirsch –
Eu adoraria mostrar no Theatro Municipal do Rio e até em outros teatros, em outros países, se possível. Vamos ver como andam as coisas. Não gosto de ter essas expectativas. Mas acho que merece. É uma montagem da qual todo mundo vai sair muito tocado pela música, pela delicadeza que a gente tentou dar, sem nenhuma arrogância, nenhuma prepotência em relação ao clássico.

UOL – Você já está trabalhando em algum novo projeto?
Hirsch –
A Sutil [Companhia de Teatro] sempre toca muitos projetos. Eu devo fazer uma Marguerite Duras, “A Doença da Morte”, no começo do ano, que é um texto que eu tenho fixação há muito tempo. A Fernanda Montenegro falava muito dele para mim. É algo que eu devo fazer no começo do ano, mas não sei ainda nem o elenco, ainda estou pensando. Agora, a primeira coisa são as férias mesmo.

RIGOLETTO
Onde:
Theatro Municipal de São Paulo (Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Centro, tel. 0/xx/11/3397-0327)
Quando: 14 a 18/9 (quarta a sexta, às 21h; sábado, às 20h; domingo, às 17h)
Quanto: R$ 15 a R$ 70
Site ficial: www.teatromunicipal.sp.gov.br

Fonte: UOL

Diversos editais abertos no Rio de Janeiro

A Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro já abriu algumas das chamadas públicas previstas no pacote de editais que foi anunciado dia 11 de agosto pela secretária Adriana Rattes. Ao todo, serão mais de R$ 40 milhões, distribuídos em mais de 40 diferentes editais.

No início de setembro, foram publicados os editais de Pontinhos de Cultura Bibliotecas Comunitárias, através da Superintendência da Leitura e do Conhecimento. No primeiro, serão concedidos apoios financeiros a 60 pessoas jurídicas. Cada uma receberá R$ 15 mil, num total de R$ 900 mil. O prazo de inscrição vai até  1º de outubro.

Já  o edital Bibliotecas Comunitárias vai selecionar 15 projetos, que vão receber R$ 50 mil cada, totalizando R$ 750 mil.  As inscrições também podem ser feitas até dia 1º de outubro.

A chamada pública de Difusão e Intercâmbios Culturais consiste na concessão de passagens aéreas ou rodoviárias e reservas de hospedagem para grupos, artistas e técnicos convidados a participar de eventos culturais, promovidos por instituições brasileiras ou estrangeiras. Aberto até 30 de setembro, conta com recursos de R$ 612 mil.

Também em setembro foram abertas – e até o dia 16 de outubro – as inscrições  para os editais de Modernização e Preservação de MuseusDinamização de Museus e Centros de Memória. Ambos foram criados pela Superintendência de Museus.

O primeiro é direcionado a projetos de infraestrutura, aquisição de equipamentos, material permanente, serviços e adequação de espaços museais, inclusive os de reserva técnica, e preservação, com elaboração de inventário, catalogação, mobiliário e material específico para acondicionamento de acervos. Dez projetos receberão até R$ 100 mil, cada, totalizando uma media de dez projetos, num total de R$ 1 milhão.

Já o segundo contempla a realização de projetos expositivos de caráter temporário ou itinerante, confecção de material educativo, realização de atividades educativas e de pesquisa, sejam elas seminários, palestras, oficinas, publicações de livros, manuais técnicos e projetos de memória local e patrimônio. Serão selecionados 10 projetos, que receberão R$ 50 mil, cada, totalizando R$ 500 mil.

No fim de agosto, a Secretariamdivulgou os editais de Criação Artística no Funk, Cultura Digital e Carnaval 2012, de sua Superintendência de Cultura e Sociedade.

Em 16 de agosto, foi aberta a seleção  para o edital de Produção de Eventos, por meio da Superintendência de Cultura e Sociedade. A Chamada Pública destina-se a projetos cuja pré-produção tenha início entre janeiro e março de 2012.  No total, serão destinados R$ 1,2 milhão a este edital.

Entre as outras seleções públicas já abertas, quatro são da Superintendência de Artes: festivais de teatro, música e audiovisual; grupos de música de câmara; promoção de novos artistas e projetos de artes visuais. As quatro totalizam R$ 3,44 milhões.

Também estão abertas as inscrições para o Prêmio Montagem Cênica 2011 – Seleção de projetos de espetáculos inéditos de Artes Cênicas no Estado do Rio de Janeiro, que soma recursos de R$ 4,15 milhões e é feito em parceria com a Petrobras, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.

*Com informações do site da Secretaria de Estado da Cultura

Fonte: Cultura e Mercado

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