Teatro Sérgio Cardoso, na Bela Vista, reabre hoje

por Marcela Bourroul Gonsalves

O Teatro Sérgio Cardoso, na Bela Vista, região central de São Paulo, será reaberto ao público hoje. Ele passou por reforma e foi totalmente modernizado, com a troca das instalações elétricas, hidráulicas e de esgoto, além da renovação das duas salas de espetáculo. O investimento total do Estado foi de R$ 7,6 milhões e durou cerca de um ano.

A peça de estreia do teatro será “Ensina-me a Viver”, estrelada pela atriz Glória Menezes. O público também poderá conferir 17 obras de artistas plásticos e grafiteiros selecionadas a partir do acervo do programa Metrópolis, da TV Cultura, e uma exposição sobre a história do Museu Memória do Bixiga, que em 2011 comemora 30 anos de existência.

A reforma eliminou riscos de infiltração que ameaçavam o teatro e provocavam problemas na manutenção do espaço. Toda a cobertura do prédio foi refeita, assim como os sistemas de exaustão e climatização. As duas salas de espetáculo – a Sérgio Cardoso, com 835 lugares, e a Paschoal Carlos Magno, com 144 – tiveram o piso de concreto reconstruído para possibilitar uma melhor fixação das poltronas. Todo o chão, nos dois espaços, agora é coberto por carpete.

No hall de entrada e áreas de circulação do público, o antigo piso de ardósia foi substituído por granito. O mezanino ganhou um bar mais amplo para atender o público antes dos espetáculos e durante os intervalos. O teatro também foi adaptado para os cadeirantes e para os deficientes visuais: foram instalados pontos para fones de ouvido em 15 poltronas da sala Sérgio Cardoso para permitir que pessoas cegas acompanhem os espetáculos por meio de audiodescrição.

Essa foi a primeira grande reforma do teatro desde a inauguração, em outubro de 1980. Outras duas restaurações já haviam sido feitas no local. O Sérgio Cardoso foi construído pelo Governo de São Paulo no terreno onde antes ficava o Teatro Bela Vista, do então casal de atores Sérgio Cardoso e Nydia Licia. O Bela Vista funcionou no local por 15 anos. Em 1970, quando o contrato de aluguel se encerrou e terreno foi devolvido ao proprietário, o governo decidiu desapropriar o espaço para construir no local um teatro mais moderno. Sérgio Cardoso morreu logo no início das obras e a casa, então, foi batizada em sua homenagem.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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