A magia de Brook – Sem a presença do diretor inglês, adaptação de ópera de Mozart chega ao Brasil

por Roberta Pennafort

Fila e confusão em bilheterias de teatro não são comuns de se ver. Ainda mais quando não é o musical do momento, não há qualquer grande nome da TV Globo no elenco, tampouco galãs de apelo adolescente. Mais surpreendente ainda é quando se trata de uma adaptação de uma ópera de Mozart, falada em francês (com legendas eletrônicas).

“Só vim mesmo por ser espetáculo Peter Brook, um dos maiores teatrólogos contemporâneos. Quando é que eu vou ter a oportunidade de ver uma peça dele por esse preço de novo?”, justificava, na segunda-feira de manhã, o estudante de teatro Christian Estevam, de 22 anos, o primeiro da fila. Ele pagaria R$ 5 pela meia-entrada.

O rapaz acordou cedo para chegar antes das 9 horas ao Teatro Dulcina, no centro do Rio, onde as vendas para a sessão extra de Uma Flauta Mágica (a quarta desta minitemporada carioca) só começariam às 14 horas. Às 13 horas, mais de 60 pessoas esperavam na fila, metade sentada na calçada; às 18 horas, a funcionária da bilheteria informava que ainda havia uma boa leva para vender. No Sesc Pinheiros, as apresentações serão na semana que vem, de quarta a sábado. A trupe de Brook passa ainda por Belo Horizonte e Porto Alegre.

“A procura foi surpreendente”, disse ontem Antonio Grassi, presidente da Fundação Nacional de Artes, dona do Dulcina, que fez obras de recuperação (estava fechado, caindo de velho, havia anos) e o reabriu um mês atrás. Como a peça foi trazida em parceria com o Consulado da França e a Prefeitura, foi necessário separar uma grande quantidade de ingressos para convidados, daí as filas e a necessidade da sessão extra, esclareceu.

Alheios ao burburinho na entrada, dentro do teatro, Marie-Hélène Estienne e Franck Krawczyk davam entrevistas no lugar do dono da festa. Os dois assinam a adaptação com Brook; Krawczyk está também no piano que condensa todas as cordas e metais previstas pela partitura original, escrita por Mozart em 1791, no final da vida.

A montagem, de 1h30, metade da duração da ópera, circulou na Europa e faz sua estreia sul-americana. A dupla conta que Brook adoraria ter vindo com Tamino, Pamina, Papagena, Papageno, a Rainha da Noite e companhia, mas, afinal, está com 86 anos (quase 70 de profissão, 70 peças, seis delas com passagens pelo Brasil, dez filmes, dez óperas). Sente muitas dores na coluna, o que inviabiliza uma viagem intercontinental.

Brook já passou o bastão de condutor do vanguardista Théâtre des Bouffes du Nord. A construção parisiense do século 19 transformada em Centro Internacional de Pesquisa Teatral foi onde por quase 40 anos desenvolveu seu teatro sem formalismos e de incentivo à participação do público. No entanto, o lendário diretor, influência maior há décadas, não pensa na aposentadoria. “Em geral, num espetáculo assim, o diretor ensaia no início, e depois deixa os assistentes levarem. Brook, não, ele fica até o fim”, contou Krawczyk.

“Esta Flauta é longe de ser aquela que esperamos”, avisa o programa, que promete um Mozart “eternamente jovem”, “leve e efervescente”. “É mais acessível do que o original”, diz Marie-Hélène, que chama a atenção para a diferença entre ser simples e ser simplista. “Extraímos o essencial, mas “redução” não é a palavra. Ficou mais puro, claro.”

Quando Mozart encerrou os ensaios no Theater auf der Wieden, em Viena, ele chegava em casa, sentava-se ao piano e chorava, tocado pela própria criação, disse Krawczyk, ao explicar que “tudo nasceu do piano”.

O artigo indefinido em vez de “A” Flauta esclarece que esta é apenas uma interpretação da obra de Mozart e do libretista Emanuel Schikaneder. Críticos ingleses se incomodaram com a condensação de personagens e com opções cênicas difíceis de digerir. A quebra das convenções teria ido longe demais. Em outras adaptações de óperas (Carmen, de Bizet, e Pelleás et Mélisande, de Debussy), as reclamações foram quanto a certas liberdades com a música original.

Seja como for, é Peter Brook como se espera ver: o palco simples, o minimalismo se estendendo aos figurinos e à performance dos atores, que atuam descalços, a ênfase na palavra dita, a economia de tudo que foge ao indispensável. Ele há muito abandonou a direção de óperas – sente “um ódio total desta forma cristalizada”, como disse na entrevista impressa no programa. “Era uma perda de energia: no teatro, fora da ópera, é possível ir muito além. Mozart reinventa-se a cada instante, e é seguindo essa direção que trabalhamos.”

UMA FLAUTA MÁGICA
Sesc Pinheiros. Teatro Paulo Autran. Rua Paes Leme, 195, tel. 3095-9400. De 14 a 17/9, às 21 h. R$ 8 a R$ 32.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Inscrições abertas para fundo do Tribeca Film Institute

Estão abertas, até o dia 10 de outubro, as inscrições para a edição 2012 do TFI Latin America Media Arts Fund, fundo do Tribeca Film Institute criado para apoiar realizadores independentes da América Central, América do Sul, México e Caribe.

Serão aceitas inscrições de projetos de longas-metragens de animação, documentários ou híbrido (documentário e ficção) em fase de produção ou pós-produção.

Os filmes selecionados, além de receberem recursos do fundo, terão um tutor designado pelo Tribeca Film Institute para acompanhar a finalização do projeto e a entrada do filme no mercado americano.

Mais informações aqui.

*Com informações do Tela Viva News

Fonte: Cultura e Mercado

Financiamento coletivo de livros. Vai funcionar?

por Felipe Lindoso

A moda do financiamento coletivo de espetáculos, que já existe no Brasil, tem sido experimentada em outros países para o financiamento de livros.

Por esse esquema, os fãs de uma determinada banda contribuem com uma quantia em dinheiro para financiar a vinda do espetáculo e são reembolsado com os resultados da bilheteria, em vários casos recuperando totalmente o que investiram – que é pouco – e assistindo o espetáculo de suas bandas preferidas.
Já existe quem tente levar o mesmo esquema para a edição de livros.

O Publishing Perspectives do dia 2 de setembro relata, em um artigo com o provocador título de “Autores Nus em Cena” o caso da inglesa Unbound, que organiza em Londres, no próximo dia 12, um evento ao vivo no qual os interessados poderão “investir” em uma seleção de livros escritos por autores, alguns dos quais já famosos tanto no mundo editorial quanto em outras áreas, como é o caso de Kate Mosse (Trilogia Languedoc, publicada aqui pela Suma de Letras – Objetiva) e Tibor Fischer (Adoro Morrer – Rocco), finalista do Man Booker Prize. A esses dois se juntarão escritores desconhecidos e estreantes no evento Unbound Live.

Certamente Mosse e Fischer não estão atrás de financiadores para seus romances. Mosse pretende publicar um livro de história regional com esse financiamento. Fischer que publicar um par de contos como “uma joia de presente de Natal”. Outro “famoso” presente é Terry Jones, um dos Monty Python, que já financiou um livro nesse esquema.

Unbound é iniciativa de John Mitchinson, nome bem conhecido no mercado editorial e na televisão inglesa. Foi um dos diretores da cadeia de livrarias Waterstone, passou por várias editoras e hoje dirige um programa de sucesso na BBC.

Segundo a Publishing Perspectives, Mitchinson abraçou a ideia “a partir da frustração com o mundo editorial, tal como atualmente está estruturado. Achamos que deve haver um modo melhor de publicar livros.” Segundo Mitchinson, isso passa por deixar os leitores terem um papel mais ativo nessa decisão. “O problema fundamental com o mundo editorial é que este evoluiu para não ter contato direto com os leitores. Evoluiu para ser uma indústria de serviço para os vendedores de livros”.

Bem, o unbounk.co.uk por enquanto tem apenas 5.500 inscritos, com diferentes níveis de apoio. O apoio “básico” custa 10 libras e o investidor tem seu nome inscrito no e-book e tem acesso à “choça” do autor, onde verifica o andamento da obra e lê excertos exclusivos. O investimento de 250 libras dá direito a dois convites para a festa de lançamento, almoço com o autor e os fundadores do Unbound em um restaurante escolhido pelo autor, duas bolsas de “lembranças”, duas primeiras edições com dedicatória e dois e-books, com o nome do doador, além, é claro do acesso à “choça”.

Segundo Roger Tagholm, autor do artigo, já existem várias iniciativas disso que em inglês é chamado de Crowdsourcing Funding Online, como Kickstarter.com, Indiegogo.com e invested.in (esse site faz crowdsourcing para um monte de coisas, inclusive serviços dentários!).
Quem se habilita por aqui?

Sobre o autor do texto: Felipe Lindoso – http://www.oxisdoproblema.com.br/blog/
Antropólogo, jornalista e consultor de políticas públicas para o livro e leitura, é autor do livro “O Brasil pode ser um país de leitores?” Para mais artigos deste autor clique aqui

Fonte: Cultura e Mercado

O músico Cesar Camargo Mariano fala de sua formação autodidata, da paixão pelo cinema e da relação com Elis Regina

por Francisco Quinteiro Pires, de Nova York

Ao escrever um livro de memórias, Cesar Camargo Mariano apresentou-se como coadjuvante da própria história. Ele tem alma de artista. Sente muita dor quando alguém critica sua obra, como se sua existência estivesse em questão. Ele soube, porém, abdicar do egocentrismo para narrar suas experiências.

Memórias, que está saindo pela editora LeYa, é um exercício de humildade. Sem os parceiros que encontrou em quase 68 anos de vida, que completa no dia 19 deste mês, Cesar Camargo Mariano pode dar a impressão ao leitor de que não é um dos músicos essenciais da MPB.

O lançamento de Memórias será diferente. Em vez de sentar à mesa de uma livraria e distribuir autógrafos, concebeu um show com 14 músicas inéditas. O instrumentista sobe ao palco do Sesc Vila Mariana, em São Paulo, nos dias 9, 10 e 11 de setembro.

No mesmo espaço, vai exibir alguns desenhos a lápis criados especialmente para o volume. Desde 1994, vive na cidade de Chatham, em Nova Jersey, a uma hora e meia da Penn Station, em Manhattan. Ele montou um estúdio no porão da casa, onde recebeu a CULT.

“Não tenho nenhuma pretensão de ser escritor”, diz. “Ao contrário do vinil, da fita cassete e do CD, o livro é a maneira mais eficiente de eternizar uma obra.” Camargo Mariano não tem vontade de que os outros sigam seus conselhos. “Quero apenas incentivar os jovens a prestar a atenção que eu prestei para ser músico.” Ser atento, segundo o pianista, é ter respeito pelo poder da música.

O amigo Alf

Adolescente, aprendeu o comportamento íntegro em relação à arte com um dos precursores da bossa nova, Johnny Alf, que viveu na casa de seus pais por sete anos. “Ela existe dentro de mim, mas não se submete a mim”, diz. Aos 14 anos, assistiu a um show do pianista na boate Golden Ball.

Na casa dos pais de Camargo Mariano, em São Paulo, o instrumentista era o responsável por buscar as crianças na escola. O pianista não dava conselhos, mas sua presença foi suficiente para Camargo entender “os bastidores da arte, as dificuldades e dramas de ser músico”.

Kubrick e Hitchcock

Por dois anos, a família cuidou de Alf, debilitado por uma cirrose hepática. Beth, uma das irmãs, parou de trabalhar para acompanhar a saúde do músico acamado. A mãe de Camargo Mariano guardou em caixas, legadas para o filho, folhas amassadas e rasgadas em que o hóspede anotou composições.

Em vez de música, o jovem instrumentista conversava com o compositor carioca sobre cinema. “Ele me ensinou a ser um telespectador exigente.” Camargo Mariano sempre revê os filmes de Stanley Kubrick e Alfred Hitchcock. Lembra ter descoberto por acaso o trabalho de Johnny Mandel, “o maior dos compositores de trilhas sonoras”.

Certo dia, andando à toa pelas ruas de São Paulo, ele e o violonista Théo de Barros entraram à 1 da tarde em uma sala que exibia Adeus às Ilusões (1965). “Esperava um dramalhão com péssima atuação da Elizabeth Taylor.”

Protagonizado pela atriz e por Richard Burton, o filme de Vincente Minnelli tinha “uma trilha sonora absurda”, criada por Mandel. Os dois assistiram várias vezes ao longa-metragem, chegando à última sessão, das 2 da madrugada.

Anos depois, no estúdio onde gravou o disco Elis & Tom, Camargo Mariano conheceu pessoalmente o compositor norte-americano, de quem se tornaria grande amigo. Na ocasião, Mandel confessou ser fã do instrumentista brasileiro.

O cinema é inspiração para a técnica musical de Camargo Mariano. Antes de se tornar compositor de trilhas sonoras para filmes, novelas e minisséries, ele entendia como cinematográfico o processo de compor e arranjar.

Trilhas para filmes

“A letra e a melodia servem como roteiros para construir uma unidade que expressa os sentimentos e sonhos de um músico”, diz. “Por isso, foi automático fazer trilhas.” Ele compôs para Eu Te Amo (1980), filme de Arnaldo Jabor; Mandala (1987-1988), novela da Rede Globo; e Avenida Paulista (1982), minissérie da mesma emissora.

A paixão pelo cinema conduziu-o ao amor por Elis Regina. A convite de Ronaldo Bôscoli, que estava se divorciando da Pimentinha, em 1971, Camargo Mariano cuidou dos arranjos e da direção musical de uma temporada de shows da cantora no Teatro da Praia.

Às segundas-feiras, dia de folga das apresentações, Elis reunia amigos em casa para uma sessão de cinema. Eles alugavam filmes e um projetor do Museu da Imagem e do Som. Elis convidou Camargo Mariano para assistir a Morangos Silvestres, de Ingmar Bergman.

Durante uma pausa para a troca dos rolos do longa-metragem, a cantora colocou um bilhete no bolso da camisa do pianista. Disse para ler depois de terminada a exibição. Ele não aguentou, saiu da sala escura e se trancou no banheiro para ler a mensagem de amor. O namoro começou. Tiveram dois filhos, os cantores Pedro Mariano e Maria Rita.

A parceria profissional entre Elis Regina e Cesar Camargo Mariano foi uma das mais bem-sucedidas da música brasileira e atravessou os anos 1970. O pianista produziu e arranjou os discos Elis (1973), Elis & Tom (1974), Falso Brilhante (1976), Elis (1977), Transversal do Tempo (1978) Essa Mulher (1979), Saudades do Brasil (1980) e Trem Azul (1981).

Nos ensaios para a temporada no Teatro da Praia, Elis fez uma confissão. “Quando escuto essa música, na hora que chega esse trecho aqui, me dá uma dor por dentro, aqui ó”, disse, ao mesmo tempo em que pousava as mãos sobre o ventre.

Elis referia-se, diz Camargo Mariano, a um acorde criado por ele para valorizar a interpretação. “Desde criança, sinto essa dor também por causa de certos acordes. É algo pessoal, intransferível. Só não sabia que outras pessoas sentiam algo semelhante, e a sensação descrita por Elis me ajudou a identificar o que eu próprio sentia e sinto”, diz.

A insegurança de Tom

Clássico da MPB, Elis & Tom (1974) provocou um dos choques emocionais mais fortes que Camargo Mariano já sentira. “Por causa da gravação desse disco, Tom Jobim transformou-se de ídolo em ser humano.”

A tomada de consciência sobre a personalidade do compositor de “Águas de Março” ocorreu ao longo de 22 dias de convivência, três deles para as gravações no estúdio.

Elis e Camargo Mariano chegaram a Los Angeles sem avisar. Tom Jobim não sabia de nada, e o compositor Aloysio de Oliveira não conseguiu localizar o compositor por telefone. “Foi uma situação ímpar, além de dramática.”

Aos 31 anos, Camargo Mariano teve de superar as inseguranças de Tom Jobim, então com 47. Mesmo sendo uma estrela, Tom sofria com a possibilidade de o disco fracassar. Queria ter controle sobre todo o processo e dispensar os arranjos e a direção musical do jovem pianista. A resistência foi grande, a ponto de Camargo Mariano dizer-lhe, com educação, que o disco era de Elis – e Tom apenas um convidado. Ilustre, mas ainda assim um convidado.

Quando ele terminou a mixagem das gravações às 5 da madrugada, levou uma fita com o material para o compositor. O arranjador insistiu para que escutassem. Ao ouvir o trabalho pronto, Tom chorou compulsivamente.

No dia seguinte, pelo telefone, confessou ao parceiro mais novo: “Vocês tomam banho de chuveiro, com água fria e corrente, eu tomo de banheira, com água morna, que vai se ajustando à temperatura do meu corpo”, relembra Camargo Mariano, imitando a voz rouca do maestro. Era uma metáfora para a insegurança de Tom diante daqueles jovens atrevidos.

Pai professor

Desde cedo, Cesar Camargo Mariano chamou atenção por seus dotes musicais. Influenciado por Nat King Cole e Erroll Garner, ele aprendeu a tocar de ouvido. Autodidata, teve suas primeiras lições de teoria musical dadas pelo pai. Aos 13 anos, não entendia direito as definições teóricas, mas no piano era capaz de executar de modo comovente o que lhe era pedido.

Boa parte de Memórias aborda a importância das relações familiares. O livro relembra a emoção do primeiro piano, de cor amarela e dispensado pela antiga dona.

O talento natural de Camargo Mariano desenvolveu-se na convivência com músicos da São Paulo do início dos anos 1960. Ele recorda a atuação por dois anos na Baiuca, casa de shows na Praça Roosevelt, no centro da cidade.

Sambalanço

Nas apresentações, tocava habitualmente um repertório de jazz, mas um pedido foi fundamental para a formação de seu estilo. Certa noite, alguém da plateia lhe pediu um samba. Ao tentar tocá-lo no compasso jazzístico, não teve sucesso. Quando introduziu a cadência do samba, acentuando o ritmo no tempo fraco da composição, foi aplaudido.

Nos anos 1960, formou com Airto Moreira e Humberto Clayber o Sambalanço Trio. Tornou-se uma referência para a bossa nova com performances no João Sebastião Bar, o templo paulistano daquele gênero musical nascente.

Na mesma época, ajudou a criar com o coreógrafo norte-americano Lennie Dale e o diretor Solano Ribeiro um espetáculo para o Teatro Arena. Depois de São Paulo, as apresentações foram para o Rio, resultando no disco Lennie Dale & Sambalanço Trio no Zum-Zum (1965).

Camargo Mariano acredita nos ensaios. É bom conhecer minuciosamente as manhas musicais para lidar com o improviso. Foi o que ele aprendeu ao trabalhar como arranjador e diretor musical de Wilson Simonal em programas da Rede Record, na segunda metade dos anos 1960.

Era comum o pianista ensaiar à exaustão e, na última hora, ver o repertório mudar. “É necessário jogo de cintura nessa profissão.”

Tendo trabalhado com os músicos brasileiros mais importantes – “só faltam Roberto Carlos e Gilberto Gil” –, Camargo Mariano ainda nutre alguns desejos, como um duo com Tony Bennett. “Não tenho muitas vontade em relação à nova safra brasileira, que está bem difícil.”

Enquanto não realiza o sonho, passa os dias no estúdio, de onde se comunica via Skype com os parceiros musicais. Os instrumentos eletrônicos estão sempre à mão para registrar as novas ideias. Ele reclama que da cabeça para o papel muita coisa se perde. “A criação da música é um drama que revolve as vísceras”, diz. “Mas só sendo assim para trazer dignidade à arte.”

Fonte: Revista Cult

Sting assinará canções de musical, diz New York Times

De acordo com nota publicada nesta sexta-feira (2) pelo jornal The New York Times, Sting escreverá canções para o musical The Last Ship, baseado no livro homônimo do renomado escritor Brian Yorkey. A história se passa na década de 1980 na cidade britânica de Newcastle, onde o músico nasceu.

“Será a primeira experiência dele neste gênero”, disse Yorkey sobre o ex-líder do The Police. “Ele está escrevendo algo em torno de 20, 24 canções incríveis para o espetáculo. Elas são claramente do estilo de Sting, mas, ao mesmo tempo, suficientemente musicais para o teatro. Não será simplesmente música pop atirada no palco”.

A peça trará como protagonistas um padre, um grande industrial e um operário.

Fonte: Terra

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