Primeiras gravações dos Beatles serão lançadas em CD

As gravações mais antigas dos Beatles, que contam com a participação do vocalista britânico Tony Sheridan, serão lançadas em um CD duplo no dia 8 de novembro nos Estados Unidos.

O disco, “The Beatles With Tony Sheridan: First Recordings”, vai trazer os registros do grupo em Hamburgo, na Alemanha, no ano de 1961, época em que Pete Best ainda era baterista da banda.

Com faixas como “Ain’t She Sweet” e “Cry For a Shadow”, o álbum terá um encarte com fotos raras, contratos dos Beatles e pôsteres de seus primeiros shows.

Fonte: Kiss FM

A grande visão de Stevie Wonder

por Mariana Paes

Passei minha infância ouvindo de tudo um pouco. No som três em um aqui de casa (aquele lindo com dial iluminado, fita K7 e toca discos) os mais pedidos eram Queen, Milton Nascimento, Simply Red, A-ha, Michael Jackson, Elis Regina, Secos e Molhados e músicas internacionais estilo “Alpha FM” que ainda me fazem sentir o cheiro do lustra móveis que mantinha impecável a estante onde ficava o aparelho.

Ontem senti de novo esse cheiro… assistindo Stevie Wonder ao vivo no Multishow. Quase dormi várias vezes enquando assistia Didi Wagner e Luisa Micheletti enrolarem com muita classe… o astro da noite estava ligeiramente atrasado. Lutei contra o sono e fui presenteada com o show mais incrível que tive o prazer de assistir.

Nem eu tinha consciência de que conhecia TUDO do Stevie Wonder, mas sempre adorei, parei pra ouvir e ver… fez parte do meu “amadurecimento musical” e hoje, como professora de canto, vejo o quanto tive sorte em ter uma influência musical como esse encantador artista.

Acompanhei quase todos os shows do Rock in Rio pela TV, vi artistas pularem, dançarem, rebolarem, forçarem um pouco a barra no mis en cene, fazer a platéia vibrar mas ninguém manteve a multidão hipnotizada como Stevie Wonder. Era uma energia tão incrível que senti mesmo não estando lá, que notei no olhar das backing vocals (competentíssimas) e na empolgação do artista que convocou a platéia pra cantar em vários momentos, sentindo que todos estavam envolvidos de corpo e alma naquele momento.

Comento com meus alunos de canto que é muito importante conseguir cantar com o coração, que temos que nos despir de preconceitos, medos e deixar transbordar sentimento pra que a platéia compreenda o motivo de estarmos ali. Escolhi a arte por esse poder de tocar a vida das pessoas e ontem tive absoluta certeza de que Stevie escolheu essa carreira pelo mesmo motivo.

Quem não teve oportunidade de ver, abaixo tem um dos meus trechos preferidos:

MinC divulga habilitação à categoria C do Edital de Estímulo ao Circo, à Dança e ao Teatro

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e da Fundação Nacional de Artes (Funarte), divulga hoje (27) a lista dos habilitados e inabilitados da categoria C (Substituição de Lona Circense e/ou Acessórios) do Edital Procultura de Estímulo ao Circo, à Dança e ao Teatro.

A ação tem a finalidade de aprimorar, desenvolver e consolidar as linguagens de circo, dança e teatro a partir da ampliação de sua capacidade de produção, difusão, circulação e estruturação.

Lista de Habilitados – Categoria C
Lista de Inabilitados – Categoria C

De acordo com o item 7.7 do Edital, os inabilitados têm até o próximo dia 4 outubro para interposição de recursos, mas que, por conta da greve dos Correios, deverão encaminhar o formulário para o endereço eletrônico: circo.funarte@gmail.com.

Formulário de Recurso
Edital

A lista dos habilitados e inabilitados nas categorias Produção Artística (A) e Programação de Espaços Cênicos (B) deste edital foi divulgada no dia 16 de setembro, assim como o resultado da fase de habilitação de outros quatro editais Procultura: Prêmio Palcos Musicais Permanentes; Prêmio de Apoio a Festivais e Mostras de Música; Prêmio de Estímulo às Artes Visuais; e Prêmio de Apoio à Banda de Música.

Clique aqui e confira os demais resultados e também as novas informações inseridas em decorrência da greve dos Correios.

Mais informações:
– Atendimento ao Proponente: (61) 2024.2082 e Fale com a Cultura.

Fonte: Ministério da Cultura

Representantes da cultura de SP pedem fundo estadual para o setor

A Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo debateu nesta quarta-feira (28/9) a equiparação entre recursos aplicados anualmente no Programa de Ação Cultural (ProAc), da Secretaria da Cultura, a criação do Fundo Estadual de Cultura e a realização da Conferência Estadual de Arte e Cultura.

A audiência pública Orçamento e Cultura teve a presença de representantes de diversos segmentos como teatro, samba e dança, além de autoridades municipais da área cultural.

O presidente da comissão, deputado Simão Pedro (PT), lembrou que está prevista redução no orçamento para a cultura, que passará da média anual de 0,72% para 0,51%.

Carlos Gianazzi (PSOL) anunciou ter apresentado Proposta de Emenda à Constituição elevando o percentual orçamentário destinado à cultura a 2%, e disse que há proposta para que esse percentual seja aplicado também no orçamento federal.

O Programa de Ação Cultural (ProAc), da Secretaria Estadual de Cultura, criado pela Lei 12.268/2006, é dividido em duas formas de patrocínio. O ProAc Edital é uma seleção pública de projetos cuja premiação é proveniente de recursos orçamentários da secretaria. Já o ProAc-ICMS é um patrocínio feito por empresas contribuintes, com recursos de incentivo fiscal (ICMS), a projetos previamente aprovados pela secretaria.

Reivindicações – Os representantes culturais presentes na audiência pediram mais transparência nos editais e no uso de verbas públicas por organizações sociais que administram equipamentos culturais.

Foi pedida a destinação de um terço do valor para entidades do interior do Estado, e que a verba seja dirigida a todas as manifestações culturais. Como o valor previsto para o Proac-ICMS de 2011 era de R$ 60 milhões (suplementado em agosto até o limite de R$ 93 milhões), enquanto que para o ProAc Edital a previsão era de R$ 40 milhões, também é reivindicada a equiparação dos valores.

Os participantes querem urgência na votação do PL 711, de 2004, que autoriza a criação do Fundo de Arte e Cultura no Estado de São Paulo, pois estimula a pesquisa, criação e divulgação das atividades artísticas e culturais da sociedade, ao incentivar a criação de programas públicos.

Democratização da cultura – O representante do Ministério da Cultura, Valério Bemfica, declarou que trabalha para aumentar os recursos destinados ao Fundo Nacional de Cultura e implantar o Sistema Nacional de Cultura. “Quando tivermos um fundo com mais recursos, eles serão distribuídos entre os municípios, que, para ter direito à verba, deverão constituir um fundo municipal que cumpra com a condições estipuladas para ter acesso à verba. Terão de ter conselho de cultura eleito e deliberativo além de realizar conferências e criar órgãos gestores para a área. Fundo, conselho e conferência são o tripé que vai gerar democratização da cultura no Brasil”, disse.

Deliberações – Na reunião ficou decidido que a Comissão de Educação e Cultura vai elaborar emenda ao projeto do Orçamento 2012 para que sejam aumentados os recursos do ProAC nos editais, gerando mais recursos diretos para a cultura. Será formada comissão dos movimentos e entidades presentes à audiência para comparecer a uma reunião do Colégio de Líderes para solicitar a tramitação e aprovação do Projeto de Lei 711/2004.

Foram aprovados os pareceres dados aos Projetos de Lei 903/2003, 123/2005, e 503/2011, além dos seguintes requerimentos: da deputada Leci Brandão(PCdoB), para a realização de audiência pública sobre os Clubes Sociais Negros no Estado; de Carlos Giannazi, visando a discussão do fechamento do Cine Belas Artes, na Capital; de enio Tatto (PT), a realização do I Fórum sobre Pesquisa Científica em Iniciação Esportiva na Escola e no Clube, a ser realizado dias 21 e 22/10.

*Com informações do site da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

Fonte: Cultura e Mercado

Começa amanhã Festival de Arte Contemporânea em SP

Tradicionalmente ligado à videoarte, o Festival Internacional de Arte Contemporânea SESC_Videobrasil chega à 17ª edição amanhã com uma proposta mais abrangente. Pela primeira vez, o vídeo não é a única linguagem nas inscrições para a mostra principal, que dará um prêmio de R$ 45 mil. A mostra, este ano intitulada Panoramas do Sul, compreende instalações, objetos, publicações, pinturas e fotografias de 101 artistas nacionais e estrangeiros. Esse ano, a exibição traz como destaque a exposição Seu corpo da obra, primeira individual do dinamarquês Olafur Eliasson na América Latina. Participam do festival a Pinacoteca do Estado e as unidades do Sesc Pompeia e Belenzinho.

Solange Farkas, curadora do evento, diz que essa mudança tem a ver com o momento pelo qual a arte contemporânea passa. “Muitos artistas deixaram de se ater a apenas uma linguagem e trabalham com várias”, diz. “Assim, não faz sentido valorizar especificamente a videoarte e ignorar a diversidade de referências e técnicas com que os profissionais criam”, completa.

De fato, além da arte contemporânea caber, cada vez menos, em definições pautadas somente pela linguagem, há uma mudança de paradigma. Muitos artistas querem mais do que a postura contemplativa do espectador. Exemplo disso é o trabalho de Olafur Eliasson, que pede participação ativa. No festival, aliás, ele apresenta dez instalações que prometem mexer com os cinco sentidos das pessoas.

A obra Sua cidade empática (2011) consiste em projeções, organizadas em sequências, que mostram formas trapezoidais e imagens de São Paulo, variando de cor e composição. Conforme a posição de quem vê, as imagens se sobrepõem de modos distintos e formam outras, em ângulos únicos. Outro trabalho que prescinde a participação é Seu corpo da obra (2011). Nele, um labirinto de painéis coloridos e translúcidos se reorganizam em variações cromáticas, à medida que o visitante o percorre.

Outros destaques são os artistas que participam da Panoramas do Sul, destinada à arte de países em desenvolvimento – independentemente de sua posição nos hemisférios. Há trabalhos da América Latina, África, Europa, Oriente Médio e Ásia. Entre os nomes mais conhecidos, estão o libanês Akram Zaatari, o argentino Marcello Mercado e o australiano Shaun Gladwell.

Dos brasileiros, destacam-se Eder Santos, Wagner Morales, Cinthia Marcelle, Nazareno e Rodrigo Bivar. Esse último mostra a série Ubatuba (2001), de óleos sobre tela. Outro participante que também trabalha com fotografia – utilizando-a como elemento mobilizador em seus vídeos – é o chinês Liu Wei. Em Unforgettable Memory (2009), um filme de 10 minutos, ele exibe uma foto dos protestos em Pequim, em 1989, contra o governo chinês, para lembrar as pessoas do ocorrido, e pede depoimentos. As informações são do Jornal da Tarde.

17º Festival Internacional de Arte Contemporânea SESC_Videobrasil – De amanhã até 29/01. SESC Pompeia (Rua Clélia, 93), tel. (011) 3871-7700. Pinacoteca do Estado (Praça da Luz, 2), tel. (011) 3324-1000. Ingresso: R$ 6 e R$ 3 (meia). Grátis aos sábados. SESC Belenzinho (Rua Padre Adelino, 1000, Metrô Belém), tel. (011) 2076-9700. Gratuito.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Museu Aberto de Arte Urbana recupera áreas deterioradas em SP

Até outubro, mais de 50 artistas convidados farão intervenções na avenida Cruzeiro do Sul, no bairro de Santana (zona norte de São Paulo), transformando a região em uma grande galeria a céu aberto. É o 1º Museu Aberto de Arte Urbana de São Paulo, que tem o apoio da Secretaria de Estado da Cultura e do Paço das Artes, e promove intervenções em áreas deterioradas.

O projeto prevê ações educativas envolvendo a população local. O principal público-alvo são os jovens, que normalmente já têm familiaridade com manifestações de arte urbana.

Nesta primeira edição, o grupo de artistas Coletivo PHA – que reúne nomes como Chivitz, Binho Ribeiro, Akeni, Minhau, Speto, Presto, Markone, Onesto, Zezão e Highraff – fará as intervenções em 70 colunas da Av. Cruzeiro do Sul, convertendo a região, antes abandonada, numa galeria de arte urbana a céu aberto.

O projet surgiu após a interrupção de uma obra e a detenção de um grupo de artistas neste mesmo local por não possuírem autorização legal para pintar as colunas do Metrô na Av. Cruzeiro do Sul, iniciou-se uma busca para transformar o ocorrido em um projeto de arte.

*Com informações da Secretaria de Estado da Cultura

Fonte: Cultura e Mercado

Musical no Rio reúne fãs de Emilinha e de Marlene

No auditório da Rádio Nacional, a cena seria inimaginável: três centenas de fãs de Emilinha e de Marlene assistindo lado a lado, e pacificamente, a um show das duas, aplaudindo e cantando juntos seus sucessos. Passado mais de meio século – Emilinha morreu em 2005, Marlene está com 87 anos -, a rivalidade, à época inflamada por locutores sensacionalistas e por reportagens tendenciosas, não faz mais sentido.

Emilinha e Marlene. Vanessa Gerbelli e Solange Badin - Marcos de Paula/AE

É o que confirma a plateia do musical Emilinha e Marlene – As Rainhas do Rádio, sucesso de público há oito semanas no teatro Maison de France, no centro do Rio, uns dois quilômetros distante do velho auditório. Na entrada do teatro, perto de onde foi montada uma banquinha com souvenirs com o rosto de cada uma, vêem-se as fotos da fase áurea das duas cantoras, indicando a “divisão” da plateia, tal qual se fazia nos anos 50: Emilinha à direita, Marlene, à esquerda.

Mas no público, embora haja preferências, o espírito é de paz. Embora de vez em quando percebam um saudável campeonato para quem bate mais palmas, as atrizes Vanessa Gerbelli, Stella Maria Rodrigues (que se revezam fazendo Emilinha) e Solange Badim (Marlene) contam que a recepção é afetuosa de senhores e senhoras de ambos os “lados”, incluindo dos afiliados aos fãs-clubes “rivais”, que se enfrentavam nas ruas décadas atrás.

“Estou vindo pela sétima vez. Sou marlenista, mando rezar missas para ela, mas adoro a Solange”, dizia há duas semanas a dona de casa Lea Pimentel Matos “Borba”, de 71 anos, com a camisa com a foto do fã-clube.

“A Marlene se sobressai, o que é normal, porque sempre foi mais arrojada. A Emilinha era sem sal, apagadinha”, opinava o funcionário público Moiséis Carvalho, de 66 anos. “Não põe lenha na fogeira!”, brincava a mulher dele, a aposentada Selma Alves, de 73. “O repertório da Emilinha é mais bonito, muitos boleros. Só acho uma pena que essas homenagens aconteçam quando as pessoas não estão mais aí.”

Ela se enganou. Marlene – que, de fato, é, na peça, um personagem mais interessante – não só está aí como esteve com o elenco – além das três atrizes, os atores-cantores que fazem outros personagens da rádio, além das duas irmãs que contam a história das cantoras relembrando a pinimba entre elas próprias. “Marlene veio antes da estreia. Foi emocionante vê-la estando vestida como ela. Tenho certeza de que ainda virá para receber a homenagem”, torce Solange, que vem de vários musicais bem-sucedidos e tem mais uma performance arrebatadora.

De Marlene, são lembrados clássicos como Lata D’Água, Qui Nem Jiló, Mora na Filosofia, Brigas Nunca Mais; de Emilinha, marchas carnavalescas, como Chiquita Bacana, Tomara Que Chova e Mulata Bossa Nova e os famosos boleros – Se Queres Saber é um ponto alto de um repertório de mais de 50 canções, com músicos tocando ao vivo.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Governo e Sebrae investem R$ 26 milhões em economia criativa

Criar espaços voltados ao empreendedorismo criativo é um dos principais objetivos de um projeto do governo federal desenvolvido em parceria com o Sebrae, por meio do qual serão aplicados recursos da ordem de R$ 26 milhões até 2014. Nos chamados Escritórios Bureau, haverá capacitação empresarial de acesso a linhas de crédito. O projeto começa em 2012 no Acre, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro.

“Queremos construir uma economia com linguagem artística, artesanato, tecnologia da informação e design. A ideia não é transformar todos os artistas em empresários, mas dar as informações para empreender”, explicou a secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, à Agência Sebrae.

Segundo Heliana Marinho, gerente de Economia Criativa do Sebrae no Rio de Janeiro, o país despertou para o potencial desta área. “A existência da secretaria nacional é fundamental para definição de políticas públicas necessárias ao desenvolvimento do setor”, avaliou.

Economia Criativa

A primeira definição do termo foi desenvolvida pelo autor inglês John Howkins no livro The Creative Economy, publicado em 2001, segundo a qual as diversas atividades que compõem essa economia têm uma coisa em comum: são os resultados de indivíduos exercitando a sua imaginação e explorando (ou precavendo-se de que outros venham a explorar) seu valor econômico.

Segundo especialistas, trata-se da inteligência de novos modelos de negócios e processos, novas tecnologias decorrentes da criatividade, imaginação e inovações constantes. No entanto, ao enfatizar a criatividade, a imaginação e a inovação, a economia criativa vai além de produtos, serviços e tecnologias, englobando também processos, modelos de negócios e gestão.

Fonte: Mercado Ético

MinC apresenta a 1ª proposta de planejamento para ações culturais no Mundial de Futebol

por Patrícia Saldanha e Nemésia Antunes, Ascom/MinC

O Ministério da Cultura (MinC) apresentou, na última quinta-feira (22), o primeiro esboço do Plano de Diretrizes e Ações Culturais que serão realizadas durante os jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014. O documento foi exposto aos integrantes da Câmara Temática de Cultura, Educação e Ação Social do Governo para os jogos do Mundial, reunidos no auditório do MinC, em Brasília,  em sua 3ª reunião de trabalho.

Segundo a assessora especial do MinC, Morgana Eneile, que apresentou o documento, a proposta foi montada em cima da análise das sugestões apontadas durante o seminário sobre megaeventos esportivos, coordenado pelo ministério, no mês de agosto. “Nossa ideia é consolidar algumas ações para dar início à implantação ainda este ano”, comentou a assessora.

A proposta será avaliada, agora, pelos representantes das 12 cidades-sede dos jogos na Câmara Temática, e a expectativa do Ministério da Cultura é de poder consolidá-la já no próximo encontro de trabalho da Câmara, que será realizado na cidade de Salvador, nos dias 26 e 27 de outubro.

Na parte da manhã, participaram dos trabalhos de abertura da reunião a representante do MinC e responsável pela Câmara de Cultura, Educação e Ação Social, Juana Nunes; Guillermo Piernes e Joel Benin, do Ministério dos Esportes; a representante da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Lúcia Barbosa; a assessora especial do MinC, Morgana Eneile; além de representantes das cidades-sede.

Segundo Juana Nunes, a reunião de Salvador vai girar em torno do tema ‘Educação’ . Ela enfatizou a importância do trabalho de consolidação das propostas apresentadas hoje, o qual será desenvolvido na capital baiana.

Para Guillermo Piernes, a Câmara de Cultura, Educação e Ação Social possui temas relevantes, e o desafio é enorme.

Eixos prioritários

O plano da Cultura para os jogos do Mundial vai se apoiar em cinco eixos prioritários de ação: a promoção de valores éticos, da cidadania, da cultura da paz e da participação social; a promoção da economia criativa, da infraestrutura cultural e a sustentabilidade das ações culturais; a promoção do patrimônio, da memória dos museus e do turismo cultural; a promoçã0 da diversidade das expressões culturais; e a promoção da produção e difusão de conteúdos audiovisuais que valorizem a diversidade cultural brasileira.

A proposta do MinC desdobra esses cinco eixos em 41 diretrizes para serem implementadas por um amplo conjunto de ações no meio cultural. Dentre elas,  a do desenvolvimento de uma campanha internacional voltada para a cultura da paz e do fortalecimento da diversidade cultural; o lançamento de editais de fomento à cultura, tais como o de Agentes de Leitura para as cidades-sede da Copa, com objetivo de promover a leitura a partir de livros que abordem o futebol e seus personagens; a implantação de um Centro de Mídia Audiovisual da Copa, para auxiliar e orientar a produção de conteúdos que reflitam a diversidade e a pluralidade da Cultura brasileira; o lançamento de edital de Qualificação de Museus para o Turismo, especialmente para as cidades-sedes e região do entorno; e o treinamento de pessoal para qualificação dos serviços de atendimento a turistas em museus, pontos históricos e em demais locais de interesse artístico-cultural e tantas outras iniciativas.

Fonte: MinC

Rock in Rio é experiência intensa de festival, mas tem diversos problemas a serem corrigidos

por Stella Rodrigues, do Rio de Janeiro

Com uma performance eletrizante de “Seek and Destroy”, o Metallica encerrou o fim de semana de estreia do Rock in Rio. A primeira parte do evento tem um saldo positivo em diversos aspectos, mas também uma extensa lista de questões de estrutura a serem melhoradas para os quatro dias de evento restantes (29 e 30 de setembro, 1 e 2 de outubro).

Banheiros
O problema mais marcante no último domingo, 25, foi em relação aos banheiros. A produção do Rock in Rio optou por dispensar os costumeiros banheiros químicos e instalar 500 cabines de banheiro com sistema próprio de água e esgoto. Porém, no terceiro dia de atividades na Cidade do Rock, a quantidade de objetos jogados no sistema sanitário contribuiu para que os encanamentos não suportassem e vazassem, deixando um odor fétido de urina nas regiões em torno dos banheiros. A assessoria de imprensa do evento informou que, ao longo dos próximos dias, a equipe de engenharia trabalhará para consertar o problema e retomar o festival no próximo fim de semana sem questões de higiene pendentes. (leia toda a entrevista aqui).

Alimentação
Uma dificuldade que também atrapalhou a diversão das 100 mil pessoas a cada dia que estavam na Cidade do Rock, com seus 150 mil metros quadrados de extensão, foi a alimentação. Os 12 quiosques e 48 lojas de comida não deram conta da fome do público. O tempo nas filas (foto) durava mais do que algumas das apresentações. E, com a pressa de atender toda aquela gente, os funcionários das lanchonetes acabavam servindo comida ainda parcialmente congelada, por exemplo. Em entrevista à Rolling Stone Brasil, a vice-presidente Roberta Medina declarou, a respeito da rede de fast food Bob’s, uma das mais presentes no local e que chegou a ficar sem comida, em alguns momentos: “É o maior operador e está deficitário. Eles estão trabalhando para aumentar a agilidade do atendimento. Sabemos que um dos problemas é a contratação de mão de obra temporária, que não se compromete, não está habituada com a dinâmica, porque não trabalham nas lojas. São coisas que estamos consertando.” Leia mais aqui..

Organização do espaço
A quantidade massiva de pessoas não tornou apenas inviável a alimentação. A circulação estava complicada, pois, por mais que todos coubessem ali, o lugar não tem espaço de fluxo, de forma que para chegar de um ponto a outro, leva tempo – e paciência. Isso vale também para a região de saída da Cidade do Rock. Roberta Medina afirmou que fez duas vezes o trajeto entre a porta da Cidade do Rock e o local de onde partiam os ônibus que transportavam o público de volta às suas casas – e que levou, em cada uma delas, cerca de 12 minutos. Porém, levando em consideração que boa parte do público chegava e saía na mesma hora, a aglutinação de pessoas fazia com que essa caminhada levasse mais de uma hora. Lá dentro, o ponto de maior problema de fluxo de pessoas é a região da Rockstreet. Era bastante difícil circular pela rua baseada no cenário de Nova Orleans que, afinal de contas, era uma rua e servia para isso. Roberta citou esse espaço nominalmente, em entrevista, e afirmou que a rua deverá ser alargada, conforme a possibilidade do espaço, para que a situação seja sanada quando o festival reabrir.

A dificuldade em ir de um ponto a outro intensificou um hábito que é tido como comum entre muitos brasileiros: o de jogar lixo no chão. Era possível ver latas de lixo com bastante espaço e gente jogando lixo fora delas, ou seja, não foi uma questão de falta de latões onde colocar os dejetos. Ainda assim, a Cidade do Rock parecia um aterro ao final de cada dia. Na noite de sábado, quando choveu e as pessoas dispensaram suas capas de chuva usadas nos gramados, a paisagem ficou ainda pior.

Segurança
Outro problema que deu trabalho aos organizadores foi a segurança. Como é costumeiro em aglomerados desse porte, furtos aconteceram, sendo registrados entre 100 e 200 boletins de ocorrência a cada dia – nem todos relativos a furtos, mas a grande maioria. “A diferença do primeiro para o segundo dia foi brutal. A história dos furtos, que é algo que a própria polícia questiona, porque não necessariamente foram furtos – já que as pessoas largam bolsas no canto e vão pular com a banda”, despistou Roberta Medina, acrescentando que aumentou a quantidade de homens que fizeram a segurança e colocou alguns agentes à paisana em meio ao público para facilitar, afinal, não é nada fácil pegar pessoas colocando a mão nas bolsas dos outros e roubando celulares em meio ao caos da pista. Para mais informações a respeito das ocorrências policiais durante o Rock in Rio, clique aqui e aqui.

No mais, o Rock in Rio, se provou uma experiência de festival bastante intensa – pecando, porém, nessas questões de logística. Em termos de show, mesmo, o que atrapalhou foram os atrasos, que Roberta Medina garante que serão evitados ao máximo no próximo fim de semana, e problemas de áudio no palco Sunset (que geraram ainda mais atrasos).

O Rock in Rio continua sua maratona de 160 bandas e mais de 14 horas por dia de shows na próxima quinta, 29, com Stevie Wonder, Ke$ha, Joss Stone, entre outras atrações.

Fonte: Rolling Stone Brasil

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