Street Dance Conference 2011 – Itajaí/ SC

“Não faço mais filme no Brasil” – Mauricio de Sousa critica leis de incentivo e diz que sociedade não está pronta para personagem gay

por Marília Kodic

Pulando incansavelmente de um negócio para outro como “um saci”, em suas próprias palavras, Mauricio de Sousa sustenta números impressionantes: aos 75 anos de idade, com 50 de carreira, vende gibis na casa dos milhões a cada mês – só da Turma da Mônica Jovem, são 500 mil. Além disso, detem mais de 80% do mercado editorial infanto-juvenil do país.

O cartunista recebeu a CULT em seu estúdio na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, para falar sobre alguns de seus novos projetos, entre eles o Chico Moço, sua “primeira revista verde”; a ideia de fazer uma publicação em que os personagens envelheçam, ano a ano; e a entrada de seu décimo e último filho, Marcelinho, como personagem dos gibis.

Além disso, conta sobre quando foi demitido, no início da carreira, ao fazer charges políticas; sobre seu xodó com o personagem Horácio, que não consegue passar aos roteiristas; e sobre suas críticas às leis do incentivo ao cinema nacional.

O Horácio é o único personagem que o senhor ainda desenha. Por quê?

Virou uma história de autor. Quando você está escrevendo, tem que se transformar no personagem, senão não sai direito. O Cebolinha é um menino, o Jotalhão um elefante, a Tina uma moça… Você tem que ser cada um deles.

O Horácio é um dinossauro, acho que mora na Pré-História, pode ser no futuro… Ele permite fabular mais, é muito livre, mais próximo do estilo do Will Eisner, do The Spirit. É liberdade, ousadia e criatividade que não consigo passar para os roteiristas. Eles têm outra vivência, outra filosofia. De vez em quando, também faço uma historinha de Natal, de Ano Novo, para puxar alguma coisa nova, diferente.

O senhor já disse ter virado mesas e jogado o telefone na parede ao ficar irritado. É uma pessoa muito nervosa?

Absolutamente! Eu não! Sou zen, zen, zen… nos últimos 20 anos. Antes eu era um pouquinho ‘enfezadinho’, conforme o problema. O que me deixava extremamente irritado, fora de mim – agora não, porque acho uma besteira ficar irritado, faz mal para a saúde – era serviço mal feito, perpetrado por pessoas que sabem fazer serviço bem feito.

Como é seu processo criativo – o senhor carrega um caderninho de ideias?

Nunca. Sento e sai. Se ficar buscando ideias, fico louco. Então, tenho que confiar na minha memória ou na minha sensação. Estou vivendo a vida. Quando sento, geralmente sai uma história baseada em alguma coisa que vi, conheci, senti.

Prefiro não pensar nisso enquanto acontece, mas depois. A inspiração sempre vem. Isso é uma coisa de que todo desenhista devia ter consciência. É um poço sem fundo, cheio de água: você vai buscar, buscar, buscar… e sempre tem.

Pode descrever seu local de trabalho?

De manhã eu trabalho em casa. Moro a 14 minutos daqui, numa casa no Alto de Pinheiros – procuro não perder tempo no trânsito. Trabalho num escritoriozinho comum, do lado de um jardim, passarinhos cantando, bem-te-vi, pica-pau, sabiá, um cachorrinho que fica lá de vez em quando.

Ao lado tem o escritório da Alice, minha mulher, que é diretora do estúdio. Então, quando tenho alguma dúvida, eu grito ao invés de usar o telefone (risos). Almoço com a família e depois venho para o estúdio. Aqui não tenho hora para sair.

Não pensa em parar?

Por que parar?

Para viajar, descansar?

Posso até sair um dia para descansar, mas a máquina não pode parar.

Quando foi a última vez que tirou férias?

Que férias? Às vezes eu viajo com a família, mas aproveito para ver um museu, uma feira de quadrinhos, qualquer coisa assim.

Já ouvi falar em dezenas de planos para o futuro próximo: parques da Mônica e do Cebolinha, seriados em 3D, série do Ronaldinho Gaúcho na Itália… Até que ponto o senhor supervisiona os projetos e que liberdade dá a quem os desenvolve?

Supervisiono tudo. Eu não tiro a liberdade, eu a acompanho. A pessoa tem que sentir que tem a liberdade de criar livremente e, depois, submeter ao crivo, que é a filosofia da empresa.

E pensa em deixar seu posto para os filhos?

Já estou me preparando para isso, temos um projeto de sucessão que prevê várias ações na empresa para que eu possa ir me liberando. Mas, como estou ainda com muito gás pela frente, vou me liberando de um cargo e inventando outro.

Quero continuar criando e desafiando o estúdio a realizar minhas ideias e sonhos enquanto é tempo. Sou um saci. Amarro o sapato dos outros, amarro a crina do cavalo, desfaço alguma coisa e, principalmente, desmancho a zona de conforto. Quando o pessoal fala “bem, agora está tudo planejado”, eu chego lá e invento mais uma revista na história.

Falando em revista nova, o senhor disse recentemente que os personagens da Turma da Mônica vão começar a envelhecer, ano a ano. Isso irá mesmo acontecer?

Irão evoluir. Envelhecer é palavra feia, chata, desagradável (risos). Irão fazer aniversário cronologicamente. Tem prós, contras, tem até advogado do diabo aqui dentro. A maioria está com medo do projeto. Vamos tentar fazer com que o grande bloco de jovens que está lendo a Turma da Mônica Jovem e que iria largá-la ao entrar na idade adulta continue acompanhando-a.

E os novos leitores?

Eles continuam. É um projeto à parte, estamos inventando um universo paralelo. É inédito isso. Vou falar da vida dos personagens, dos seus conflitos, e o entorno é o que estiver acontecendo no mundo. É uma história jornalística.

Isso significa que, eventualmente, eles irão morrer?

Espero que não. O Franjinha está aí inventando coisas (risos).

O senhor tem medo da reação dos fãs puristas?

Nossa, quando criei a Turma da Mônica Jovem, quase me bateram. “Mataram a minha infância, você é cruel, carrasco, nunca mais compro a sua revista”. Mas as tiragens são fabulosas.

Como decide o teor dos temas tratados nas revistas?

Tento usar os temas de forma que eu possa falar como se estivesse falando com meus filhos, quando tinham 10 anos, na mesa do jantar. Quando criei a Turma Jovem, eu queria chutar um pouco mais os temas para o alto, mexer um pouquinho com sexo e drogas para dar informações. Quando vi, a criançada estava lendo e comprando a versão Jovem também, então, pensei, não vai dar para fazer isso, vou ter que suavizar tudo.

Talvez nesta versão adulta?

Sem dúvida a criançada vai ler também. Sempre terei que escrever no meio da mesa de jantar da família. Ali é o termômetro.

Em 2009, o senhor criou o primeiro personagem gay, o Caio, no gibi da Tina…

Não era. O meu roteirista fez a história, acho que propositalmente, para poder haver a dupla interpretação, e provocou muita celeuma desagradável, meio pesada no caso. Senti que não poderia haver meio termo nessa situação, essa sociedade ainda não está preparada para certas aberturas.

Então, vamos aguardar outros tempos.

O senhor acredita mesmo que a sociedade ainda não está pronta?

Falar que não está pronta ainda permite uma interpretação de que eu vou esperar que fique. Não, vou seguir o que acontecer. Nós não estamos torcendo para nada, quero viver a vida do público, das crianças de hoje em dia.

Tento evitar, de toda maneira, desafios ou propostas que permitam que o leitor imagine que estamos forçando a situação. Quando muito, colocamos sugestões sobre comportamento, ética, bons costumes.

Mas quanto a posições sociais, quero evitar sempre. Não quero entrar nessa briga, nessas experimentações. Eu posso ter a minha opinião particular. Mas eu não ponho no gibi. E nem na entrevista.

Há quem diga que o senhor faz apologia à violência nos quadrinhos, mais notavelmente em relação à agressividade da Mônica. Como vê essa questão?

Quem fala isso no mínimo não foi criança, nunca brigou, nunca fez uma gozação na escola. Isso faz parte da vida. E o coelho é macio, não tem importância.

Para o pessoal que acha que a Mônica é muito brava, o Cascão não toma banho, a Magali come demais, e o Cebolinha fala errado, tem a Turma Jovem que mostra que, em poucos anos, a Mônica ficou mais suave, o Cebolinha consertou a fala, o Cascão está tomando banho, a Magali está corrigindo o cardápio… Tudo tem remédio.

O senhor procura dar um sentido político às histórias?

Em tira de jornal dá para fazer, na revista não. No começo da carreira eu fiz. Desenhei uma caricatura do governador do Estado, na época o Jânio Quadros, quando era repórter da Folha da Manhã.

Ele viu o desenho, investigou quem havia feito e proibiu a entrada de todos os repórteres do jornal em todas as repartições públicas do Estado durante um mês. Totalmente ditatorial, né?

Numa outra vez, desenhei um político lutando com um lutador. Os dois queriam me bater. E várias vezes defendi a nacionalização das histórias em quadrinhos. Não só a Folha me despediu como fiquei numa lista negra sem poder trabalhar em nenhum lugar.

Naquele tempo não podia fazer isso, era coisa de comunista.

Como avalia a atuação da Ministra da Cultura, Ana de Hollanda?

Ela está começando ainda, né. Faz tempo. Deve estar encontrando muita dificuldade. Acho que nos próximos meses vou ter uma reunião com uma pessoa do Ministério da Cultura, trocar umas ideias para ver como a gente pode colaborar com eles.

Tem alguma crítica específica ao Ministério da Cultura?

Não exatamente. Eu não gostei, em outros tempos, quando estavam falando em mudanças na lei dos direitos autorais, eles estavam indo para um caminho perigoso para quem, como eu, vive disso. Aqui ou ali, sempre há alguma ameaça ao nosso trabalho.

Que tipo de ameaça?

Uma que persiste é a do cinema. É muito caro, então você tem que fazer parceria com uma multinacional que financia o filme – com dinheiro do imposto brasileiro – que fica dona dele, e você nunca mais o vê. Enquanto houver essa realidade, não faço mais filme no Brasil.

Quando lançamos o primeiro Cine Gibi, ele estava numa sala, e Homem-Aranha estava em sete. O filme dele passava o dia inteiro, e o nosso às 10h da manhã e no começo da tarde. Depois de pouco tempo, tiraram de cartaz.

Somos esmagados pelos estrangeiros, como acontecia com as histórias em quadrinhos quando comecei. As revistas da Disney vendiam milhões e a gente chegava com uma coisinha de nada.

Mudando um pouco de assunto, os seus dez filhos já viraram personagens?

Falta o último! O Marcelinho deve entrar logo, logo. Há quatro, cinco anos, ele queria um personagem, e eu desenhei. A característica é que ele é irremediavelmente econômico. Ele tem 13 anos agora, mas já veio assim, politicamente correto. É cuidadoso, fecha a torneira, apaga a luz, dobra a roupa, guarda os brinquedos, faz tudo certinho. Não quer que compre nada enquanto não estiver bem estragadinho, não me deixa entrar em loja de grife, aplica dinheiro desde os dez anos.

Então disse “vou fazer ‘Marcelinho, o certinho’”. Ele falou “não concordo, vou pagar um mico danado”. Ficamos brigando esses anos todos e, recentemente, ele concordou se formos pelo viés da economia.

Ele irá tumultuar tudo, brigar com todo mundo, apanhar bastante. Apesar de brincar com isso, trata de um assunto que está na hora do dia.

Eles trabalham com o senhor?

Seis dos dez trabalham comigo, cada um numa área. Nunca obriguei ninguém a trabalhar na empresa, eles vêm porque gostam e funciona bem.

De vez em quando aparecem celebridades nos quadrinhos. O senhor as avisa antes?

Às vezes sim, às vezes não. Normalmente, quando não falo, ponho nome trocado, mas dá para saber quem é. Com o Maradona, fiz um projeto, mas antes de lançar, ele teve alguns problemas de comportamento e eu preferi cortar.

Com o Ronaldo, fiz o projeto, mas ele descobriu que tinha uma cláusula com o Real Madrid, e aí não dava. Agora dá. Vou falar com ele.

Há algum personagem que gostaria de criar e ainda não o fez?

Há personagens na gaveta sobre os quais estou pesquisando um pouco mais. Tem uma família baiana de negros que vai mudar para o bairro do Limoeiro e levar toda a cultura afro-brasileira.

E isso me deu outra ideia: fazer uma rua com diversas famílias de diversos locais do Brasil. Ainda é um projeto distante, mas nós vamos fazer isso, e vai ter uma boa carga educacional.

A Turma da Mônica Jovem vai ser seguida pelo Chico Moço, que é outra linha. Começará a ser produzido no mês que vem. Estou pesquisando muito porque é uma história que vai ter um monte de agronegócio, ecologia, cuidados com a floresta… vai ser a nossa primeira revista verde.

Também quero fazer cada vez mais livros e mexer na educação. Tudo deve ter esse viés a partir de agora. Educação é a cesta básica necessária para o mundo todo agora.

Quão importante é o retorno financeiro para o senhor?

Como é um pacotão de ações, nunca sei o que está rendendo mais ou menos. O pacote tem que render o suficiente para pagar o salário e sobrar alguma coisa para investir no mês seguinte. Tem dado certo nos últimos 50 anos.

Qual o papel do merchandising nisso?

O merchandising é responsável por 70% do nosso faturamento. É super importante para podermos continuar não só existindo, mas para crescer, fazer cinema, exportar.

Não tenho sócios, trabalhamos com os nossos próprios recursos, não temos injeções de capital. Não usar verbas públicas preserva a nossa liberdade.

Fonte: Revista Cult

Cartunistas homenageiam Amy Winehouse com exposição

A cantora Amy Winehouse, morta em junho deste ano, ganhou uma exposição em sua homenagem aqui no Brasil. Seu retrato ganhou diferentes feições criadas pelas mãos de 44 cartunistas na exposição Amy a Mil Traços. A mostra estará na Praça de Eventos do shopping SP Market, do dia 30 de agosto a 18 de setembro.

Organizada na internet pelo jornalista e cartunista José Alberto Lovetro, o Jal, a exposição reúne trabalho de artistas plásticos de todo o Brasil, como Júnior Lopes, Paulo Cavalcanti, Amorin, Caco Galhardo, Mônica Fuchshuber, Bruno Honda, Dalcio, entre outros.

Com entrada gratuita, a mostra estará à disposição do público das 10h às 22h. No primeiro dia do evento, o artista plástico Wilson Iguti irá esculpir o rosto da cantora, ao vivo, a partir das 19h30.

Além das caricaturas, Amy a Mil Traços conta com alguns itens de colecionadores, como vinis, CDs, livros, revistas e bonecas costumizadas.

Fonte: Terra

Nando Reis e Orquestra Sinfônica cantam Caetano

No dia 10 de setembro, às 21h, a Hebraica apresenta “Nando Reis canta Caetano Veloso”, com repertório que inclui sucessos dos anos 70 de Caetano, como “Muito Romântico”, “Baby”, “Como 2 e 2”, “De Noite na Cama” e “Oração ao Tempo”. “Essas músicas foram determinantes para minha formação, tanto como indivíduo quanto como músico”, diz Nando Reis, que revela ter aprendido a tocar violão tentando tirar os acordes das músicas da fase londrina de Caetano. As informações são da assessoria de imprensa da Hebraica.

Nando será acompanhado pela Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, sob regência do maestro uruguaio Leon Halégua. “Será um show diferente, único, feito e preparado para essa ocasião. Músicas do Caetano, escolhidas e cantadas por mim, com arranjos de León Halegua”, explica Nando Reis, de acordo com release de divulgação. O show faz parte da Série In Concert da Hebraica em homenagem a grandes compositores da música brasileira.

Nando Reis canta Caetano Veloso

Sábado, dia 10, às 21 horas.

Teatro Arthur Rubinstein

Rua Hungria nº 1000 – Jardim Paulistano

Telefone informações e bilheteria: 11 3818-8888/8889

Ingressos: R$ 70 (sócios); R$ 140 (não sócios)

Bilheteria do teatro e Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br)

Telefone: 4003-1212

Realização: Ministério da Cultura

Patrocínio: Itaú

Apoio: Daycoval e Albert Einstein

Fonte: O Estado de S. Paulo

Rock in Rio lança projeto de sustentabilidade

O Rock in Rio vai ganhar a certificação 100R, um selo concedido a empresas e organizações que se destacam por suas preocupações ambientais. A notícia foi anunciada na tarde dessa segunda-feira (29), durante o lançamento do Plano de Sustentabilidade do festival.

O projeto pretende garantir que 100% dos resíduos gerados antes, durante e após o Rock in Rio tenham destinação final adequada, conforme apresentou a vice-presidente do festival, Roberta Medina, no Solar Real, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro.

Roberta recebeu o diretor geral da Sociedade Ponto Verde, Luis Martins, a presidente da Comlurb, Angela Fonti, e representantes da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, além de empresários para juntos apresentarem as medidas que serão adotadas.

“Desde o início desse projeto, nossa preocupação não é só promover a Cidade Maravilhosa, provar que essa cidade também é apta aos grandes eventos,mas que o Rock In Rio visa as causas socioambientais”, disse Medina.

O Rock in Rio acontecerá nos dias 23, 24, 25 e 29, 30 de setembro e 1 e 2 de outubro deste ano, no Parque Olímpico Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Fonte: Último Segundo

Sesc promove debate sobre financiamento para a dança

A cidade de Santos vai sediar, de 2 a 8 de setembro, um dos maiores festivais de dança do país: a 7ª Bienal Sesc de Dança. Além de difundir o que há de vanguarda na dança contemporânea mundial, o evento terá discussões sobre a linguagem da dança e a política cultural para a área. O financiamento das companhias de dança será um dos temas em debate.

“Hoje em dia, acontece muito das companhias sobreviverem das leis de fomento e dos editais. São poucas as companhias estáveis que conseguem se manter ou que têm patrocínios das grandes instituições”, disse Liliane Soares, coordenadora da bienal.

Segundo ela, o diálogo entre especialistas do setor pode ser o primeiro passo para a construção de uma agenda política para a dança no país. “Serão travados contatos entre diretores de festivais, jornalistas, críticos, produtores, escritores e pesquisadores. Entendemos que essa abertura para o diálogo é que vai suscitar esses novos formatos possíveis e o estímulo das produções.”

Neste ano, o festival contará com a presença de 33 companhias de várias regiões do país, além de representantes da Argentina, Bélgica, França, do Senegal e Uruguai. Serão 21 espetáculos a preços populares, oito intervenções gratuitas pela cidade, cinco videoinstalações e atividades formativas, entre elas, palestras que falam sobre os bastidores da dança e de produção de um espetáculo.

“Durante a bienal, teremos uma série de encontros – que estamos chamando de encontros provocativos – com pesquisadores da área de dança e alguns artistas convidados. Teremos também exibição de filmes, rodas de encontros com artistas e produtores e workshop de improvisação e composição”, relatou a coordenadora.

A 7ª Bienal Sesc de Dança tem atividades que ocorrem nas dependências do Sesc em Santos e em teatros como o Guarany, Brás Cubas e Coliseu. O preços dos ingressos varia entre R$ 2,50 e R$ 10. Será disponbilizado transporte gratuito de São Paulo para Santos, com saída do Sesc Vila Mariana, na zona sul da capital.

Mais informações no site www.mostrasescdeartes.com.br/bienaldanca2011.

*Com informações da Agência Brasil

Fonte: Cultura e Mercado

Edital de Seleção de projetos de Festival de Música, Teatro e Audiovisual do RJ

Estão abertas as inscrições para seleção de projetos de Festival de Música, Teatro e Audiovisual a serem realizados no Estado do Rio de Janeiro. Elas poderão ser feitas até 30 de setembro. Poderão inscrever-se, nesta chamada, projetos de Festivais de Música,Teatro e Audiovisual no Estado do Rio de Janeiro.

Obedecendo as seguintes características:
Festival de Música
– festival que constitua em sua programação, no mínimo, 10 (dez) apresentações de artistas, bandas ou grupos de música popular ou erudita, que já tenha realizado no mínimo uma edição, e que conceda premiação, ou não, aos participantes.

Festival de Teatro
– festival que apresente no mínimo 06 (seis) espetáculos de companhias, grupos ou produções teatrais, promova atividades paralelas – palestras, oficinas ou cursos –, que já tenha realizado no mínimo uma edição, e que conceda premiação, ou não, aos participantes.

Festival ou Mostra de Audiovisual
– festival ou mostra com duração mínima de 3 (três) dias, com pelo menos 1 (uma) sessão diária de filme de longa metragem, ou de conjunto de filmes de curta-metragem, com pelo menos um terço da programação dedicada a filmes brasileiros, que já tenha realizado no mínimo uma edição, e que conceda premiação, ou não, aos participantes.

Será disponibilizado o valor de até R$ 1.500.000,00 (hum milhão e quinhentos reais) oriundos do orçamento da Secretaria de Estado de Cultura – SEC para propostas de até R$50.000,00 (cinquenta mil reais), com o desembolso em apenas 1 (uma) parcela, em ambas as áreas.

Para qualquer esclarecimento sobre essa Chamada Pública, escreva para festivais2011@cultura.rj.gov.br , ou telefone para (21) 2333 – 1385 ou 1397.

>> Instruções e Inscrição

Fonte: Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro

China censura produções brasileiras em festival de cinema

por Roberto Kaz

Para o governo chinês, os filmes “Linha de Passe”, “Dzi Croquettes” e “Uma Noite em 67” não são apropriados ao público local.

Os três longas foram inscritos na lista de possíveis títulos a serem exibidos no 2° Festival de Filmes Brasileiros na China, que ocorre em novembro, em Pequim e Xangai. Acabaram vetados pela Administração de Rádio, Filme e TV, órgão subordinado ao Estado chinês. Os censores não justificaram os vetos.

A curadoria do festival é da paulistana Anamaria Boschi, 33, que mora em Pequim desde fevereiro de 2009.

Professora de cinema do International College of Beijing (faculdade internacional de Pequim), Anamaria já organizara o festival Discovering Latin America Film (descobrindo o cinema latino-americano), em Londres, onde morava antes.

Essa foi sua primeira experiência com um veto governamental. Ela disse à Folha que não vai recorrer: “Estou na casa deles, tenho que respeitar as regras locais.”

A lista de filmes proibidos ainda inclui “O Bandido da Luz Vermelha”, “Cabeça a Prêmio” e “Mangue Negro”. Ela acredita que a proibição tenha se devido às cenas de violência.

Outros dez filmes apresentados por Anamaria ao governo chinês foram aprovados. Dentre eles, “Cinco Vezes Favela” (Cacá Diegues), “Família Braz” (Dorrit Harazim e Arthur Fontes) e “Malu de Bicicleta” (Flávio Ramos Tambellini).

A curadora, que passou as duas últimas semanas no Brasil, voltou ontem a Pequim, levando, na bagagem, os DVDs de “Vip’s” e “É Proibido Fumar”, que ainda pretende incluir na lista de aprovados.

Como o festival só dura uma semana, com uma exibição diária, ela precisará reduzir a lista a sete títulos.

Os filmes reprovados, no entanto, poderão ser exibidos em centros culturais. O governo chinês faz restrições apenas à exibição em salas de cinema.

O 2° Festival de Filmes Brasileiros na China acontece de 4 a 8 de novembro, em Pequim, e de 11 a 13 de novembro, em Xangai. O Brasil deve organizar por aqui, como contrapartida, um festival de cinema chinês em 2012.

Fonte: Folha de S. Paulo

Servidores do MinC em greve lançam site

Os servidores do Ministério da Cultura que estão em greve desde a última segunda-feira (22/8) lançaram um site para divulgar informações sobre o movimento.

Eles reivindicam o cumprimento integral do acordo firmado em 2007 entre o governo federal e os servidores desse Ministério e suas vinculadas, tendo por pontos pendentes:

– o pagamento dos atrasados da gratificação de desempenho individual, referente aos anos de 2009 e 2010;
– a implantação da retribuição de titulação para os servidores de nível superior (com um percentual crescente de gratificação para pós-graduados, mestres e doutores, respectivamente) e a gratificação de qualificação para os de nível médio (com um percentual crescente de gratificação para técnicos e graduados), que, segundo o acordo assinado, deveria estar em vigor desde meados do ano de 2008 e;
– a racionalização de cargos do setor.

Além disso, pedem:

–  Extensão da remuneração atribuída às cinco carreiras transversais do Executivo (ocupantes de cargos efetivos de Engenheiro, Arquiteto, Economista, Estatístico e Geólogo), a partir da Lei 12.277/10, e sua incorporação no Vencimento Básico dos servidores do Ministério da Cultura que dispõe de um dos piores salários de todo o Poder Executivo e por isso tem sofrido com grande evasão de novos servidores, que migram para outras carreiras com salários mais atraentes;
– Abertura de concursos públicos que fortaleçam as funções do Ministério, já que este possui grande parte do seu quadro funcional em vias de se aposentar;
– Retirada do PLP 01/2007 e do PLP 549/2009 que limitam os reajustes salariais dos servidores públicos da União nos próximos 10 anos ao índice da inflação e, no máximo, a mais 1,5% ao ano, o que poderá significar uma política de forte arrocho salarial para a categoria.

O site é www.soscultura2011.blogspot.com.

Fonte: Cultura e Mercado

Pepsi Música abre inscrições para bandas colegiais do Brasil

Um contrato com a gravadora Som Livre. É esse o prêmio que o concurso Pepsi Música 2011 vai dar à melhor banda colegial de pop rock do Brasil.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site musicabrasil2011.pepsimundo.com, até 11 de setembro.

É importante ter em mãos um vídeo da banda, de preferência postado no YouTube. O tempo mínimo é de quatro minutos. Podem participar bandas amadoras de qualquer Estado brasileiro, desde que seus integrantes tenham entre 13 e 21 anos.

Os padrinhos da vez são Lucas Silveira e Rodrigo Tavares, vocalista e baixista da banda Fresno. A dupla vai dar uns toques nas bandas e também será responsável por avaliar a performance de cada uma delas.

A premiação deve acontecer em novembro, após três etapas classificatórias.

Fonte: Folha de S. Paulo

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