Turnê Osesp Itinerante levará ciclo de atividades musicais gratuitas ao interior e grande São Paulo

No ano de 2008, a Fundação Osesp – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – ao lado do SESC-SP, e em parceria com o Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Estado da Cultura, dava início a um de seus mais ambiciosos programas de integração, difusão, aprendizado e formação de público. A turnê Osesp Itinerante tinha como princípio tirar a Osesp de seu ambiente natural – a Sala São Paulo – e levar não só a sua música, mas também o conhecimento de seus profissionais às diversas regiões do Estado.

Em 2011, o programa entra no seu quarto ano de atividades com previsão de visitar 12 cidades: São José dos Campos, Taubaté, Guaratinguetá, Mongaguá, Registro, Mauá, Suzano, Mogi das Cruzes, Valinhos, Tatuí, Sorocaba e Santos.

Entre 27 e 30 de julho, os concertos acontecem, respectivamente, em Tatuí, Valinhos, Sorocaba e Vinhedo.

ATIVIDADES GRATUITAS
O projeto leva ao público paulista uma série de atividades musicais inteiramente gratuitas, que incluem concertos sinfônicos ao ar livre com a Osesp; oficinas de instrumentos para jovens alunos de música, ministradas pelos próprios músicos da orquestra; cursos de apreciação musical com professores especializados e diversos concertos de música de câmara e coral, também apresentados pelos profissionais que tocam e cantam na Osesp e no seu Coro.

Além de estender ao público do interior do Estado as diversas atividades realizadas pela Osesp em sua sede, o programa promove a minimização das distâncias entre o grande público e a música clássica; a aproximação de jovens músicos com o cotidiano da profissão; e a reflexão crítica sobre a história da evolução da música de concerto por meio de aulas de Apreciação Musical.

Se somarmos todos os anos desde o início do projeto, a Osesp Itinerante terá percorrido, ao final deste ano, 36 cidades (veja lista abaixo) e atendido cerca de 200 mil pessoas – entre alunos, interessados e público de concertos. Nas três primeiras edições foram mais de 406 horas de música ou de atividades que envolvam a música. Ao todo, para o ano de 2010, foram 71 eventos. Para 2011, estão programadas mais de 90 atividades.

INSCRIÇÕES
Inscrições para oficinas de instrumentos e curso de Apreciação Musical devem ser feitas no site www.osesp.art.br. As vagas são abertas oportunamente nas semanas que antecedem a visita a cada cidade.

OFICINAS
As Oficinas de Cordas, Madeiras e Metais são bate-papos com os músicos, com cerca de duas horas de duração, e que podem caminhar por diversas áreas, desde dicas de aprendizado e aperfeiçoamento, demonstrações dos instrumentos, explicações sobre as possíveis formações de câmara e execução comentada de trechos de obras.  Poderão participar das oficinas pessoas com ou sem conhecimento musical. Aos alunos de músicos, é sugerido levar seus instrumentos.

CURSO DE APRECIAÇÃO MUSICAL
Destinado igualmente ao público com ou sem conhecimento musical, é composto por três módulos de três horas cada que procuram cobrir o vasto território musical, abrangendo diversas escolas e épocas (da Antiguidade ao Expressionismo).

LISTA DE CIDADES VISITADAS EM EDIÇÕES ANTERIORES
2008: São José dos Campos, Taubaté, Sorocaba, Itapetininga, Bauru, Marília, Piracicaba, Limeira, São Carlos, Araraquara, São José do Rio Preto e Catanduva

2009: Presidente Prudente, Assis, Ourinhos, Avaré, Campinas, Jundiaí, Sto. André e São Caetano do Sul

2010: Ribeirão Preto, Araraquara, São Carlos, Barretos, Franca, Araçatuba, Guarulhos, Osasco e Santos.

Coro da Osesp

NAOMI MUNAKATA REGENTE
27/7 | QUA 20H00 – Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição – Tatuí
28/7 | QUI 19H30 – Paróquia São Sebastião – Valinhos
29/7 | SEX 19H00 – Catedral Metropolitana – Sorocaba
30/7 | SÁB 20H00 – Teatro Municipal Sylvia de Alencar Matheus – Vinhedo

PROGRAMAÇÃO
THOMAS WEELKES
Alleluia, I Heard a Voice

ARVO PÄRT
Da Pacem Domine

HEITOR VILLA-LOBOS
Ave Maria

ALBERTO GRAU
Pater Noster

MURILO SANTOS
Alleluia

CLEMENT JANEQUIN
La Guerre

JOHANNES BRAHMS
Im Herbst

FELIX MENDELSSOHN-BARTHOLDY
Frühzeitiger Frühling

FOLCLORE BRASILEIRO
Saia de Babado [Arranjo de Antônio Vaz]

CARLOS ALBERTO PINTO FONSECA
Bumba Meu Boi
És na Minha Vida

CATULO DA PAIXÃO CEARENSE
Flor Amorosa [arranjo de Alexandre Sanches]

PIXINGUINHA E OTÁVIO DE SOUZA
Rosa [Arranjo de Marcos Leite]

Sobre o Coro da Osesp
A combinação de um grupo de cantores com sólida formação musical com a condução de uma das principais regentes brasileiras faz do Coro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo uma referência em música vocal no Brasil. Nas apresentações junto à Osesp, em grandes obras do repertório coral-sinfônico ou em concertos a cappella na Sala São Paulo e pelo interior do Estado, o grupo aborda diferentes períodos musicais, com ênfase aos séculos XX e XXI e às criações de compositores brasileiros como Almeida Prado, Aylton Escobar, Gilberto Mendes, Francisco Mignone, Liduíno Pitombeira, João Guilherme Ripper e Heitor Villa-Lobos.

À frente do grupo, Naomi Munakata imprime personalidade artística em obras consagradas como os réquiens de Verdi e de Mozart; Missa em si menor, Oratório de Natal e as paixões de Bach; Réquiem alemão e as canções para coro e orquestra de Brahms. O grupo comprova sua qualidade em peças raramente apresentadas no Brasil como Cantata profana de Bartók, Chichester Psalms de Bernstein, Psalmus hungaricus de Kodály, Réquiem polonês e Os sete Portões de Jerusalém de Penderecki e O Festim de Baltazar de Walton.

Criado como Coro Sinfônico do Estado de São Paulo em 1994, passou a se chamar Coro da Osesp em 2001. Em 2006, uma parte do grupo, denominada Coro de Câmara da Osesp, viajou em turnê por cidades espanholas. Já em 2009 o Coro da Osesp gravou seu primeiro CD, Canções do Brasil.

Sobre a Regente
Naomi Munakata iniciou seus estudos musicais ao piano aos quatro anos de idade e começou a cantar aos sete, no coral regido por seu pai. Estudou ainda violino e harpa.

Formou-se em Composição e Regência em 1978, pela Faculdade de Música do Instituto Musical de São Paulo, na classe de Roberto Schnorrenberg. A vocação para a regência começou a ser trabalhada em 1973, com maestros como Eleazar de Carvalho, Hugh Ross, Sérgio Magnani e John Neschling. Anos depois, essa opção lhe valeria o prêmio de Melhor Regente Coral, pela Associação Paulista dos Críticos de Arte do Brasil. Estudou ainda regência, análise e contraponto com Hans Joachim Koellreutter. Como bolsista da Fundação VITAE, foi para a Suécia estudar com o maestro Eric Ericson. Em 1986, recebeu do governo japonês uma bolsa de estudos para aperfeiçoar-se em regência na Universidade de Tóquio. Foi regente assistente do Coral Paulistano e lecionou na Faculdade Santa Marcelina e na Faam. Atualmente, acumula as funções de diretora da Escola Municipal de Música de São Paulo, diretora artística e regente do Coral Jovem do Estado e coordenadora e regente dos coros Sinfônico e de Câmara da Osesp.

Fonte: Secretaria de Estado da Cultura

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