Versões x originais: conheça músicas que precisaram de uma 2ª chance para fazer sucesso

Desde o dia 12 de julho o famoso verso “easy like sunday morning” tem embalado o casal Amanda (Carolina Ferraz) e Herculano (Rodrigo Lombardi) na novela “O Astro”, da Rede Globo.

A frase faz parte do hit “Easy” que já ganhou versões em gêneros e vozes diversos, sendo a mais famosa aquela que o Faith No More colocou no disco “Angel Dust”, em 1992. Mas a balada é, na verdade, um single de 1977 lançado pelos Commodores de Lionel Richie.

Veja outras músicas que fizeram mais sucesso na voz de quem pegou a canção emprestada:

 

“Torn” – Ednaswap x Natalie Imbruglia

Versão Ednaswap

Foi Natalie Imbruglia que transformou “Torn” em um dos grandes hits da década de 1990 ao lançar a música como single em 1997, alcançando o topo das principais paradas norte-americanas e britânicas. A faixa, no entanto, é da banda Ednaswap, de Los Angeles, e saiu em seu disco de estreia homônimo, em 1995.

Versão Natalie Imbruglia

 

“As Dores do Mundo” – Hyldon x Jota Quest

Versão Hyldon

Em 1996, o Jota Quest ainda era chamado de J. Quest e lançou seu primeiro álbum que, entre outras versões, tinha o sucesso “As Dores do Mundo”. Mas em 1975 o cantor, violonista e compositor baiano Hyldon já havia colocado a música em seu disco “Na Rua, na Chuva, na Fazenda” — cuja faixa-título virou mais um sucesso com Kid Abelha, em 1996.

Versão Jota Quest

 

“Mambo Nº 5” – Perez Prado x Lou Bega

Versão Perez Prado

O alemão com descendência italiana e africana Lou Bega lançou seu pri]meiro disco, “A Little Bit of Mambo”, em 1999, com “Mambo No. 5” na faixa de abertura. Mas a canção é mesmo de Pérez Prado, que gravou em 1949.

Versão Lou Bega

 

“Primeiros Erros” – Kiko Zambianchi x Capital Inicial

Versão Kiko Zambianchi

Foi no disco “Acústico MTV”, em 2000, que o Capital Inicial gravou “Primeiros Erros”. A música, na verdade, é uma composição do cantor e guitarrista Kiko Zambianchi, lançada em seu disco de estreia, “Choque”, de 1985.

Versão Capital Inicial

 

“Nothing Compares 2 You” – The Family x Sinéad O’Connor

Versão The Family

A irlandesa Sinéad O’Connor levou, em 1990, a música “Nothing Compares 2 U” para as principais paradas em diversos países, mas a faixa foi composta cinco anos anos antes por Prince para a banda The Family, que a lançou em seu disco homônimo.

Versão Sinéad O’Connor

 

“A Dança da Solidão” – Paulinho da Viola x Marisa Monte

Versão Paulinho da Viola

Quando Marisa Monte lançou seu segundo disco, “Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão”, o álbum foi parar na primeira posição dos mais vendidos no Brasil. Nele estava sua versão de “A Dança da Solidão”, uma composição do cantor e violonista carioca Paulinho da Viola, de 1972.

Versão Marisa Monte

 

“Twist and Shout” – The Top Notes x The Beatles

Versão The Top Notes

John Lennon tomou a frente dos vocais quando os Beatles gravaram “Twist and Shout” em seu primeiro álbum, “Please Please Me”, em 1963. O hit é, na verdade, uma composição de Phil Medley e Bert Russell, e a primeira gravação foi feita pelos The Top Notes em 1961.

Versão The Beatles

 

“Qualquer Bobagem” – Os Mutantes x Pato Fu

Versão Os Mutantes

Foi em 1995 que o Pato Fu lançou seu segundo disco, “Gol de Quem?”, trazendo “Qualquer Bobagem”, que ganhou videoclipe e lugar na programação das rádios. Mas a faixa é de 1969, lançada pelos Mutantes em seu segundo disco, homônimo.

Versão Pato Fu

 

“Girls Just Wanna Have Fun” – Robert Hazard x Cindi Lauper

Versão Robert Hazard

“Girls Just Want to Have Fun” é considerado um clássico da era feminista, desde que Cyndi Lauper lançou como seu primeiro single no disco “She’s So Unusual”, em 1983. No entanto, a canção foi composta e gravada pelo norte-americano Robert Hazard em 1979.

Versão Cindi Lauper

 

“Bebendo Vinho” – Wander Wildner x Ira!

Versão Wander Wildner

“Bebendo Vinho” foi o principal single do disco “Isso é Amor”, que o Ira! lançou em 1999. A música, na verdade, é uma versão para a composição do cantor gaúcho Wander Wildner, que lançou a faixa em 1996 no álbum “Baladas Sangrentas”, seu primeiro trabalho em carreira solo, pós-Replicantes.

Não é só: veja abaixo uma lista de outras músicas que bandas e artistas levaram para a fama depois de seus criadores. Conhece mais? Deixe sua contribuição na caixa de comentários no pé da página.

Versão Ira!

 

A música… …ficou famosa com eles… …mas foram eles que fizeram
“Please Mr. Postman” Beatles (1963) The Marvelettes (1961)
“Cocaine” Eric Clapton (1977) JJ Cale (1976)
“Jesus Wants Me for a Sunbeam” Nirvana (1994) The Vaselines (1987)
“Hey Joe” Jimi Hendrix (1966) The Leaves (1965)
“Stand By Me” John Lennon (1975) Ben E. King (1961)
“Last Kiss” Pearl Jam (1999) Wayne Cochran (1961)
“American Woman” Lenny Kravitz (1999) The Guess Who (1970)
“Whiskey In the Jar” Metallica (1998) Thin Lizzy (1996)
“Wicked Game” HIM (1996) Chis Isaak (1989)
“Tainted Love” Soft Cell (1981) Gloria Jones (1965)
“Respect” Aretha Franklin (1967) Otis Redding (1965)
“I Love Rock And Roll” Joan Jett (1981) The Arrows (1975)
“Hanging On The Telephone” Blondie (1978) Jack Lee (1976)
“Don’t Turn Around” Ace of Base (1994) Tina Turner (1986)
“Crying In The Rain” A-Ha (1990) The Everly Brothers (1962)
“She” Elvis Costello (1999) Charles Aznavour (1974)
“Because The Night” 10000 Maniacs (1993) Patti Smith (1978)
“Hallelujah” Jeff Buckley (1994) Leonard Cohen (1984)
“There She Goes” Sixpence None The Richer (1999) The La’s (1988)
“I Fought The Law” The Clash (1979) The Crickets (1959)
“I Will Always Love You” Whitney Houston (1992) Dolly Parton (1973)
“New York, New York” Frank Sinatra (1980) Liza Minnelli (1977)
“The Crying Game” Boy George (1992) Dave Berry (1964)

Bolsa-Artista para iniciantes

Jovens talentos das artes poderão receber apoio financeiro do governo em sua formação. É o que propõe o Projeto de Lei do Senado 404/2011, do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que institui o Bolsa-Artista. O objetivo conforme a proposta que será examinada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) é proporcionar o aprimoramento de artistas amadores e profissionais em diversas áreas de atuação, que se encontram em fase inicial de suas carreiras.

Inspirado na Bolsa-Atleta, a Bolsa-Artista pretende ser um mecanismo de apoio e incentivo a artistas iniciantes, “mas com potencial já evidenciado em seus campos de atuação”.

Ao justificar a proposta, Inácio Arruda argumenta que apesar do desenvolvimento de políticas públicas de incentivo e fomento à cultura, principalmente por meio dos mecanismos de renúncia fiscal, os projetos financiados envolvem, na maioria das vezes, artistas consagrados, não oferecendo oportunidades “para os que dão os primeiros passos no mundo das artes”.

“Pretendemos, dessa forma, criar condições para que se desenvolvam talentos em diversas áreas que, muitas vezes identificados na infância ou adolescência, não encontram oportunidade de se desenvolver e se integrar ao cenário artístico e cultural do país”, justifica.

No projeto, o parlamentar estabelece os seguintes requisitos para que o artista possa receber o benefício:

1 – Ter idade mínima de 12 anos na data da apresentação da candidatura;
2 – Estar regularmente matriculado em instituição de ensino pública ou privada se for menor de 18 anos, salvo se já houver concluído o ensino médio.
3 – Não ser beneficiário de nenhuma outra iniciativa governamental que envolva a concessão de benefício financeiro associado à formação e à produção artística, cultural ou esportiva;
4 – Encaminhar, no ato da inscrição, plano anual de formação ou aprimoramento no campo artístico e cultural em que atuar, contendo currículo, detalhamento das atividades a serem realizadas e dos objetivos e metas a alcançar, acompanhado de documentos e imagens considerados relevantes para a compreensão da trajetória.

Seleção – Conforme a proposta, a bolsa será concedida por um período de um ano, dividida em doze parcelas, com despesas por conta do Ministério da Cultura.

As inscrições para a obtenção da Bolsa-Artista ocorrerão anualmente, mediante publicação em edital, conforme prazos, critérios e procedimentos a serem definidos em regulamento. Também será fixado pelo regulamento o valor da bolsa a que terão direito os artistas selecionados.

A seleção dos artistas ficará a cargo de uma comissão que contará com a participação de representantes do governo federal e de entidades vinculadas à comunidade artística nacional.

Conforme o projeto, a Bolsa-Artista será regida pelos seguintes princípios: valorização da diversidade de estilos, gêneros e linguagens artísticas; ênfase no pluralismo de ideias e na preservação da diversidade cultural brasileira; prioridade para o desenvolvimento das habilidades dos artistas, e não para projetos culturais específicos; igualdade de tratamento entre as manifestações culturais eruditas e populares.

*Com informações da Agência Senado

Fonte: Cultura e Mercado

Blog Stats

  • 167.073 hits