Desmistificando o rock!

Leitores queridos, não posso negar meu amor pelo rock! Sempre cantei e ouvi rock, desde a infância, quando mamy e papi ouviam Queen e Kiss no nosso querido (e super tecnológico) aparelho três em um (aos mais novos: uma antiguidade que reproduzia discos de vinil, fitas K7 e tinha um lindo dial iluminado para sintonizarmos rádio).

Mas, ao longo da minha vida e da minha carreira (nas vertentes comuncacionais, artísticas e educacionais) notei um certo preconceito das pessoas. Do tipo: ROQUEIRO É BEBERRÃO, ROQUEIRO ADORA FAZER ZONA, ESSE POVO NÃO SE MISTURA, TEM QUE OUVIR MPB, ESSA COISA DE ROCK É CAPITALISTA BURGUESA E LAVAGEM CEREBRAL DOS PAÍSES DE LÍNGUA INGLESA.

MEU BRASÉEEL, muita calma nessa hora, ok? Não podemos classificar um grupo de pessoas que gostam ou trabalham com um gênero musical tendo como base uma meia dúzia de malucos (aliás, malucos temos em todas as áreas, certo?).

Trabalho com professores e diretores de escola que cresceram ouvindo e tocando rock e isso não faz dessas pessoas menos competentes como músicos ou desabona sua conduta na sociedade! Aliás, eles estudam muito outros gêneros para enriquecer seu repertório e suas técnicas! Tenho inúmeros amigos cabeludos que dão lugar pros velhinhos no ônibus e outros inúmero conhecidos que se gabam por saber tudo de MPB mas que fingem que dormem pra não dar lugar pra velhinhos, gestantes e deficientes. Compreendem onde quero chegar? OUVIR OU TRABALHAR COM UM CERTO GÊNERO MUSICAL CLASSIFICA OU DESCLASSIFICA NINGUÉM! Assim como ser negro, branco, roxo ou azul, homossexual, hétero, bipolar, depressivo, hiperativo, asmático, canhoto, cabeludo, careca, sambista ou pagodeiro não faz ninguém ser melhor ou pior que a maioria… TODOS SOMOS HUMANOS.

Voltando ao rock… é um gênero que nasceu da vontade de democratizar, de falar o que quiser falar e, acima de qualquer coisa, nasceu de MISTURAS. Jazz, blues e country! Então, nada mais justo do que seguir sua história misturando, né, meu povo? E, tchananans… vamos ver um pouquinhos das misturas, Braséeel?

1. Um dos exemplos de mistura que mais gosto é de rock com música árabe (pra quem não sabe, tenho sangue libanês). A minha querida professora de Dança do Ventre, Walkíria Menezes, e outra professora fofíssima, Kelly Obara (professoras da escola de dança Shiva Nataraj) me mostraram uma versão maravilhosa de Kashmir, na qual Led Zepplin, o grupo Hossam Ramzy Ensemble e London Metropolitan Orchestra dão um show de arrepiar! Não dá pra perder:

2. Vale conferir também a mistura psicodélica de rock com música nordestina de Lula Cortês (consagrado por essa mistura) e Zé Ramalho. A canção tem influências indígenas, orientais e de bandas como Pink e Floyd:

3. Nessa linha “rock encontra oriente”, temos uma obra prima rock-Hare Krishna de George Harrison:

4. E quem disse que MPB não se rende ao rock? Caetano canta Nirvana, meu povo:

5. E quem disse que roqueiro não fica todo bobo ao se encontrar com MPB? Rita Lee encantada com Elis pra comprovar:

6. O rock também não tem medo de parecer caipira:

7. E os caipiras não tem medo do estigma dos roqueiros:

8. Kiko Loureiro, do Angra, também toca Choro:

9. Pra fechar com chave de ouro, o Sepultura com Zé Ramalho:

EM SUMA: MÚSICA É MÚSICA… NÃO PRECISA DE RÓTULO!

Daqui a pouco, mais rock pra vocês no especial do Dia Mundial do Rock.

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