CCBB resgata a história da cultura punk em exposição I am a Cliché – Ecos da estética Punk

No fim dos anos 1970, e Europa vivia o auge da guerra fria e se tornava o cenário ideal para que os jovens contestadores de organizassem nos subúrbios londrinos. De lá, saiu todo o tipo de contestação social e estética que deu origem ao movimento punk – e aos moicanos, cabelos coloridos, roupas rasgadas e músicas de bandas como Sex Pistols, que ouvimos até hoje e continuam influenciando gerações.

Até o dia 12 de outubro, o CCBB Rio de Janeiro resgata toda essa história na exposição I am a Cliché – Ecos da estética Punk. Ao todo, 150 obras, entre fotografias, colagens e instalações estão espalhadas pelo segundo andar da instituição. Entre elas, imagens icônicas da cantora Patti Smith tiradas por Robert Mapplethorpe, os Screen Tests de Andy Warhol, as fotocolagens de Jamie Reid e as capas dos discos da coleção de vinil de Thierry Planelle.

A exposição foi lançada na França e a curadoria feita por Emma Lavigne, do Centre Culturel Georges Pompidou. A realização ficou por conta do Rencontres d’Arles, movimento respeitado por sua importância na área de mostras internacionais de fotografias. E a previsão é que ela fique concetrada apenas no Rio de Janeiro. A cidade foi escolhida por ser sede do festival de música Rock in Rio, que rola em novembro.

Fonte: Chic

Dia do Rock – grandes instrumentistas

O rock é para todos – e os Ramones comprovaram isso em meados da década de 1970, mostrando que os bons e velhos três acordes eram suficientes para boa música. Mas o virtuosismo também sempre esteve presente no gênero, seja na guitarra (claro), nos baixo, ou mesmo no teclado. Para refrescar sua memória (e acrescentar novos nomes a ela), selecionamos uma lista de dez grandes instrumentistas que marcaram o rock com seu modo de tocar.

1º – Jimi Hendrix
Maior lenda da guitarra, ele mudou o conceito estético e musical quando surgiu. Queimando a guitarra no palco ou solando com os dentes, Hendrix e canções como “Voodoo Child (Slight Return)” e “Little Wing” influenciaram todas as gerações de músicos seguintes.
2º – Garth Hudson

Instrumentista multifuncional, Hudson foi o grande responsável pela criação do som diferenciado da The Band, em meados dos anos 60. Fosse no saxofone, teclado ou no órgão, ele contribuía para a relevância de outros instrumentos no rock and roll.

3º – Chuck Berry
Primeiro guitar hero da história, Berry inspirou os Beatles e os Rolling Stones a seguirem seus passos. “You Can’t Catch Me” foi a maior inspiração de Keith Richards para o riff de “(I Can’t Get No) Satisfaction”, uma das mais importantes canções do rock.

4º – Jimmy Page
Lenda viva, o ex-guitarrista do Led Zeppelin sempre teve uma aura mística em torno de sua personalidade, que contrastava com as letras de canções como “Stairway to Heaven”. Com sua guitarra de dois braços e riffs únicos, colocou seu nome na história.

5º – Pepeu Gomes
Mesclando a musicalidade tipicamente brasileira ao rock norte-americano e britânico, Pepeu imprimiu à MPB e aos Novos Baianos uma levada única, documentada em discos como Acabou Chorare e Novos Baianos F.C..

6º – Lanny Gordin
Músico extremamente ativo na MPB nos anos 60 e 70, Lanny tocou com os maiores nomes da música popular na época, como Elis Regina e Tim Maia. Foi um dos definidores do estilo tropicalista, surgido em 1968.

7º – Les Claypool
Unindo a levada funk ao peso do metal, Claypool deu ao Primus uma sonoridade que se orientava pelo groove de seu baixo. Canções como “Wynona’s Big Brown Beaver” são conduzidas por seu talento nas quatro cordas.

8º – Scotty Moore
Muitos podem se lembrar de Elvis Presley como o grande rei do rock, mas poucos lembram quem foram seus principais súditos. Guitarrista responsável por canções como “Heartbreak Hotel” e “Hound Dog”, Scotty Moore criou os primeiros riffs memoráveis da carreira de Elvis.

9º – John Entwistle
Junto a Paul McCartney, Entwistle foi o responsável por tirar do baixo o papel de coadjuvante no instrumental do rock. O solo de baixo em “My Generation” foi o primeiro de muitos momentos em que ele teria destaque nas canções do The Who.

10º – Iggor Cavalera
Desafiando o estereótipo de que o Brasil só produzia samba e bossa nova, o Sepultura mostrou ao mundo que o metal também tinha vez na América do Sul. Iggor Cavalera e suas performances em canções como “Roots Bloody Roots” deixaram isso bem claro.
Fonte: Rolling Stone Brasil

Lobão fará shows em SP neste fim de semana

Lobão abre shows do fim de semana no Auditório do Ibirapuera com sucessos da turnê Elétrico e músicas inéditas como “Song for Sampa” e “Das Tripas Coração” e um repertório repleto de hits; “Me Chama”, “Decadence Avec Elegance”, “Vida Louca Vida”, “Rádio Blá”, “Corações Psicodélicos”, entre outras. No palco, o artista será acompanhado pelo renomado baixista Duda Lima (Dudinha), a mais nova baterista Michelle Abu e André Caccia Bava na guitarra. Lobão se apresenta na sexta-feira, 15, e no sábado, 16, às 21h.

No domingo, 17, mais duas apresentações para fechar o fim de semana. Às 11h, o Quarteto Uirapuru faz performances de qualidade, afirmando-se como uma das principais formações camerísticas  (forma de música erudita composta para um pequeno grupo de instrumentos ou vozes) do Brasil. Depois, às 19h, Carlos Navas, ao lado do pianista Jonas Dantas, faz um passeio delicado através de “Junte tudo que é Seu…” – Canções de Custódio Mesquita em Voz e Piano.

Fonte: CMais

Jimmy Page to Launch New Website

por Bryan Wawzenek
tradução: Mariana Paes

Jimmy Page está se preparando para lançar seu website oficial em 14 de julho. Os visitantes de  JimmyPage.com podem acompanhar a contagem regressiva (em números romanos), com direito a ampulheta de areia e um link para se registrar no site.

“Acho que vai trazer algumas surpresas, vai ser diferente de como as coisas normalmente são”, disse Page, no mês passado, de acordo com a Classic Rock Ultimate. “Uma vez feito isso, vou começar a trabalhar em algumas músicas novas.”

Não se sabe exatamente que tipo de página projeto musical começará a trabalhar – se será uma colaboração com outro artista ou algo solo. O último álbum solo da lenda do Led Zeppelin “Outrider’, 1988 Outrider.
Fonte: Rock.com

Dia do Rock – 10 grandes parcerias ao vivo

Matéria da Rolling Stones Brasil pra vocês…

De Kurt Cobain & Courtney Love ao Big 4, de Raul Seixas & Marcelo Nova a Eric Clapton & Buddy Guy: dez parcerias históricas – ou curiosas – que você precisa ouvir neste 13 de julho.

10º – Iggy Pop e Lenny Kravitz – “Rebel Rebel”
“Rebel Rebel” é o maior hit de Diamond Dogs (1974) e um dos principais sucessos da extensa carreira de David Bowie. Pouco tempo antes de lançá-lo, bem no início da década de 1970, o Camaleão do Rock apadrinhou Iggy Pop e produziu o disco Raw Power, de 1973, não só um marco na carreira do Stooges, como na história do punk. Aqui, Pop reverencia o antigo amigo ao lado de Lenny Kravitz , em 1998, no VH1 Fashion Awards.

9º – Raul Seixas e Marcelo Nova – “Carpinteiro do Universo”
Raul Seixas já dava sinais de que sua saúde estava debilitada, mas a parceria era de extrema importância: ao lado de Marcelo Nova, o grande precursor do rock no Brasil realizou 50 shows para divulgar o então inédito disco, que acabou sendo lançado à época da morte de Raul, no dia 21 de agosto. Abaixo, a dupla motra “Carpinteiro do Diabo” no ainda novo Domingão do Faustão.

8º – Placebo e David Bowie – “Without You I’m Nothing”
Quando Without You I’m Nothing, segundo disco do Placebo, foi lançado em 1998, uma série de artistas elogiava Brian Molko e Cia. Um deles foi David Bowie, que depois de ter sido apontado como uma forte influência para o trio, acabou convidando a banda para abrir alguns de seus shows. Durante uma apresentação deles em Nova York, Bowie subiu ao palco para essa eternizar essa versão, ainda melhor que a de estúdio.

7º – Kurt Cobain e Courtney Love – “Closing Time” (ou “Drunk in Rio”)
Essa é uma das poucas faixas feitas em parceria por Kurt e Courtney. “Closing Time” foi gravada no Rio de Janeiro, quando o Nirvana estava no Brasil para o que seria um dos piores shows de sua carreira, no Hollywood Rock de 1993. Patty Schemel, então integrante do Hole, a banda de Courtney, gravou a bateria. A faixa nunca ganhou uma versão de estúdio oficial (todos tocaram juntos, como se fosse ao vivo) e é também chamada de “Drunk in Rio” pelo fato de que os três estavam bêbados (ou sob o efeito de outras substâncias) no estúdio.

6º – Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax – “Am I Evil?”
Pesado é pouco: as quatro maiores bandas de metal do mundo encerram os shows da turnê Big 4 juntas no palco, tocando “Am I Evil?”. Neste vídeo, a faixa, originalmente gravada pelo Diamond Head (e regravada pelo Metallica no relançamento especial do disco Kill ‘Em All, em 1988) é tocada com a presença do brasileiro Andreas Kisser. O guitarrista do Sepultura substitui Scott Ian, do Anthrax, que acaba de ser pai.


5º – Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa – “Eu Sou Terrível”

“Eu Sou Terrível” não só é uma das maiores parcerias de composição do Rei e do Tremendão, como também marcou o “retorno” da dupla. Erasmo e Roberto brigaram nos anos 60, na época da Jovem Guarda, e pararam de compor juntos. Depois de algum tempo, retornaram com “Eu Sou Terrível”, que serviu de trilha para o filme homônimo de Roberto, de 1967. O vídeo abaixo tem os dois na companhia de Wanderléa, a eterna Ternurinha, num dos shows de comemoração dos 50 anos de carreira de Roberto, completados em 2009.

4º – Eric Clapton e Buddy Guy – “Hoochie Coochie Man”
O clássico imortalizado na voz de Muddy Waters, em 1954, é uma das canções mais importantes do rock. Eric Clapton e Buddy Guy fizeram, obviamente, jus ao clássico em parceria registrada no The Concert for New York City, em 20 de outubro de 2001. O evento beneficente foi organizado por Paul McCartney em apoio às vítimas do 11 de setembro.

3º – Pearl Jam e Neil Young – “Rockin’ in the Free World”
A música foi lançada originalmente em 1989, no disco Freedom, de Young, e está na posição 214 no ranking das 500 Maiores Músicas de Todos os Tempos da Rolling Stone. Mas talvez nem todos os jovens apaixonados pelo Pearl Jam, no auge do grunge, a conhecessem quando Young tocou a faixa com a banda no MTV Music Awards, em 1993. Eddie Vedder, hoje também mestre no ukulele, vem ao Brasil com o grupo para shows em novembro – assim como Neil Young, que está confirmado no Fórum de Sustentabilidade do SWU. Será?

2º – Gilberto Gil e Os Mutantes – “Domingo no Parque”
Apresentada no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, em 1967, a música ficou com o segundo lugar na premiação (“Ponteio”, com Edu Lobo, Marília Medalha e Quarteto Novo foi o primeiro), mas “Domingo no Parque” se tornou um marco na música – e no rock – brasileiros.

1º – Janis Joplin, Rick Danko, Jerry Garcia e Bob Weir – “Ain’t No More Cane”
Um dos momentos mais bonitos do documentário Festival Express. O filme mostra a produção do festival itinerante realizado em 1970, no Canadá. Os músicos viajavam todos juntos, de trem, parando em cidades do país. Nesse trecho, Janis Joplin, Rick Danko (The Band), Jerry Garcia, Bob Weir (ambos do Grateful Dead) e vários amigos cantam (a versão mais chapada já registrada de) “Ain’t No More Cane”.

Van Halen pode sair em turnê em 2012 incluindo América do Sul

Novos boatos sobre os próximos passos do Van Halen dão conta de que a banda caia na estrada para uma turnê mundial a partir de novembro. Uma fonte não revelada contou ao MelodicRock.com que a agenda de shows deles incluiria datas até a metade de 2012.

Pelo que foi revelado, provavelmente teremos a chance de conferir Eddie, Alex e Wolf Van Halen e David Lee Roth por estes lados do planeta no ano que vem. A fonte contou que a turnê teria paradas nos Estados Unidos, Ásia, América do Sul e Europa. Até aqui, as únicas datas confirmadas são para o festival australiano Soundwave Revolution, entre setembro e outubro.

Sobre o tão aguardado novo álbum de estúdio, a tal fonte contou ao site que a produção está nas mãos de John Shanks e Ross Hogarth. Embora ainda não esteja pronto, nem haja previsão de lançamento, um single estaria em fase de mixagem.

Fonte: GuitarPlayer

Shows comemoram a Semana do Rock – SP

Ligue o som no volume alto e aproveite para tirar do guarda-roupa aquela camiseta de banda ou a calça jeans rasgada. Hoje, o planeta festeja o Dia Mundial do Rock, gênero que influenciou gerações e foi trilha sonora para diversas manifestações culturais.

Para marcar a data, São Paulo recebe festas especiais e shows com ícones da cena brasileira. No Manifesto Bar, a farra começa às 21h, com a Rock and Roll Celebration Party. O line-up da balada, perfeita para fãs de um som mais pesado, traz músicos dos grupos Angra, Korzus, Shaman, Almah e Treat, destilando classic rock e heavy metal.

As comemorações seguem até o fim de semana, com apresentações de Marcelo Nova, no Sesc Pompeia, e Lobão, que leva a turnê “Elétrico 2011” ao Auditório Ibirapuera.

A tradicional Galeria do Rock, no centro da cidade, também preparou uma programação especial durante todo o mês, que inclui shows, desfiles, intervenções e uma exposição.

Aproveite o Mês do Rock para se esbaldar em eventos pela cidade.

Rock and Roll Celebration Party – O Manifesto Bar
Onde: r. Iguatemi, 36, Itaim Bibi) apresenta shows com músicos do Angra e Korzus.
Quando: hoje, às 21h
Quanto: R$ 20.

Marcelo Nova – O roqueiro baiano canta seus clássicos no Sesc Pompeia
Onde: r. Clélia, 93, Pompeia)
Quando: sexta, às 21h30
Quanto: de R$ 4 a R$ 16.

Lobão – Show da turnê “Elétrico 2011”
Onde: Auditório Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Moema)
Quando: sexta e sábado, às 21h. R$ 30.

Galeria do Rock – Cosplay em homenagem a roqueiros famosos
(com entrega de prêmio à melhor fantasia, no dia 30 de julho),
flash mob, desfile de moda rocker, exposição de fotos
do coletivo We Shot Them, intervenções do Grupo 6 e Meia, shows das
bandas Violeta de Outono, Crazy Legs, Cólera e Rancore, entre outras.
Mais informações: no site.

Fonte: Portal Band

Desmistificando o rock!

Leitores queridos, não posso negar meu amor pelo rock! Sempre cantei e ouvi rock, desde a infância, quando mamy e papi ouviam Queen e Kiss no nosso querido (e super tecnológico) aparelho três em um (aos mais novos: uma antiguidade que reproduzia discos de vinil, fitas K7 e tinha um lindo dial iluminado para sintonizarmos rádio).

Mas, ao longo da minha vida e da minha carreira (nas vertentes comuncacionais, artísticas e educacionais) notei um certo preconceito das pessoas. Do tipo: ROQUEIRO É BEBERRÃO, ROQUEIRO ADORA FAZER ZONA, ESSE POVO NÃO SE MISTURA, TEM QUE OUVIR MPB, ESSA COISA DE ROCK É CAPITALISTA BURGUESA E LAVAGEM CEREBRAL DOS PAÍSES DE LÍNGUA INGLESA.

MEU BRASÉEEL, muita calma nessa hora, ok? Não podemos classificar um grupo de pessoas que gostam ou trabalham com um gênero musical tendo como base uma meia dúzia de malucos (aliás, malucos temos em todas as áreas, certo?).

Trabalho com professores e diretores de escola que cresceram ouvindo e tocando rock e isso não faz dessas pessoas menos competentes como músicos ou desabona sua conduta na sociedade! Aliás, eles estudam muito outros gêneros para enriquecer seu repertório e suas técnicas! Tenho inúmeros amigos cabeludos que dão lugar pros velhinhos no ônibus e outros inúmero conhecidos que se gabam por saber tudo de MPB mas que fingem que dormem pra não dar lugar pra velhinhos, gestantes e deficientes. Compreendem onde quero chegar? OUVIR OU TRABALHAR COM UM CERTO GÊNERO MUSICAL CLASSIFICA OU DESCLASSIFICA NINGUÉM! Assim como ser negro, branco, roxo ou azul, homossexual, hétero, bipolar, depressivo, hiperativo, asmático, canhoto, cabeludo, careca, sambista ou pagodeiro não faz ninguém ser melhor ou pior que a maioria… TODOS SOMOS HUMANOS.

Voltando ao rock… é um gênero que nasceu da vontade de democratizar, de falar o que quiser falar e, acima de qualquer coisa, nasceu de MISTURAS. Jazz, blues e country! Então, nada mais justo do que seguir sua história misturando, né, meu povo? E, tchananans… vamos ver um pouquinhos das misturas, Braséeel?

1. Um dos exemplos de mistura que mais gosto é de rock com música árabe (pra quem não sabe, tenho sangue libanês). A minha querida professora de Dança do Ventre, Walkíria Menezes, e outra professora fofíssima, Kelly Obara (professoras da escola de dança Shiva Nataraj) me mostraram uma versão maravilhosa de Kashmir, na qual Led Zepplin, o grupo Hossam Ramzy Ensemble e London Metropolitan Orchestra dão um show de arrepiar! Não dá pra perder:

2. Vale conferir também a mistura psicodélica de rock com música nordestina de Lula Cortês (consagrado por essa mistura) e Zé Ramalho. A canção tem influências indígenas, orientais e de bandas como Pink e Floyd:

3. Nessa linha “rock encontra oriente”, temos uma obra prima rock-Hare Krishna de George Harrison:

4. E quem disse que MPB não se rende ao rock? Caetano canta Nirvana, meu povo:

5. E quem disse que roqueiro não fica todo bobo ao se encontrar com MPB? Rita Lee encantada com Elis pra comprovar:

6. O rock também não tem medo de parecer caipira:

7. E os caipiras não tem medo do estigma dos roqueiros:

8. Kiko Loureiro, do Angra, também toca Choro:

9. Pra fechar com chave de ouro, o Sepultura com Zé Ramalho:

EM SUMA: MÚSICA É MÚSICA… NÃO PRECISA DE RÓTULO!

Daqui a pouco, mais rock pra vocês no especial do Dia Mundial do Rock.

Por que Dia Mundial do Rock?

Hoje o Catarse Musical celebra o Dia Mundial do Rock com diversas matérias roqueiras especialmente pra vocês. Pra começar, vamos falar sobre a data e sobre as origens do gênero, ok? Let’s go!

Mas de onde vem essa data comemorativa? O Dia Mundial do Rock nasceu em 13 de julho de 1985. Nesse dia foi realizado o Live Aid, show simultâneo que ocorreu na Inglaterra e nos Estados Unidos, organizado por Bob Geldof. Artistas como Led Zepplin, Dire Straits, Madonna, Bowie, Queen, Mick Jagger, U2, Scorpion, Black Sabbath, Paul McCartney e Eric Clapton foram ao palco representando a causa da luta contra a fome na Etiópia. O mundo inteiro acompanhou o show pela televisão.

O show teve grande repercussão e o dia 13 de julho acabou se tornando o Dia Mundial do Rock.

Quando o evento completou 20 anos, em 1005, Geldof reeditou o show e rebatizou-o: nasceu o Live 8, com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoassem a dívida externa dos pases mais pobres do mundo.

Sobre o Rock

A harmonia e a métrica do rock vieram do blues, do jazz e do country, com seus compassos quatro por quatro, blocos de poucos versos e acordes, passíveis de improvisação. A formação básica das bandas, compostas por baixo, guitarra e bateria, passou a ser difundida quase que por um acaso durante a participação de Elvis Presleu em um programa de rádio, o Lousiania Hayride, em 1954.

Na ocasião, seu empresário (Sam Phillips) só tinha um baixista e um guitarrista para acompanhar Elvis porém, ao chegarem na rádio, encontraram DJ Fontana, baterista cativo do local. O resultado do quarteto agradou tanto que o músico foi incorporado à banda em 1955 e a presença do baterista foi sendo copiada por outras bandas.

“O rock n roll é um filhote bastardo, irreverente, do country e do blues e de algumas outras formas, logo, não tem a obrigação de atender a um mercado tão limitado. Afinal de contas, os discos de blues eram considerados comerciais no início. Ninguém grava um disco para não ser ouvido ou vendido. O fato é que você quer quer alcançar o máximo de pessoas possível.

O rock não é tão sério assim, pelo menos não no que se refere à letra; musicalmente falando, não é lá muito diferente do blues. Quem canta gospel tem que falar de Deus, não é? Tem que encaixar Deus em algum momento. No rock a gente tem mais liberdade para explorar outras idéias, o que provavelmente explica seu surgimento e sua permanência. Ele não se cerca de tantas restrições” – Keith Richards, guitarrista do Rolling Stones, em depoimento pucado no livro “Dentro do Rock”, de Bill Flanagan.

O primeiro grande sucesso do rock foi “Rock Around The Clock”, de Bill Halley & His Comets, em 1953. Grande parte da repercussão da música foi graças ao sucesso do filme “Sementes da Violência”, que usou a canção em sua trilha sonora e fez com que os espectadores destruíssem salas de projeção para dançar o tal de rock! A primeira polêmica roqueira foi lançada!

O furor jovem chegou ao Brasil em 1955 na voz de cantores conhecidos pelo grande público, que aproveitaram a nova onda. Nora Ney, intérprete de samba canção e jazz, cantou uma versão de “Rock Around The Clock” e Cauby Peixoto (sim, o cantor de “Conceição“), gravou o primeiro rock em português, o “Rock and Roll em Copacabana”. Dá pra imaginar o Cauby cantando rock? Não? Clique aqui e ouça! Mas o primeiro rock brasileiro com guitarras elétricas foi o “Enrolando o Rock“, de Betinho e Seu Conjunto, gravado em 1957.

Bom, mas ainda não tínhamos uma grande estrela do rock! No final dos anos 50 esse problema foi “resolvido”: Celly Campello passou a ser a primeira “rock star” tupiniquim, com os sucessos “Estúpido Cupido” e “Banho de Lua“. E os astros do rock brasileiro que enlouqueceriam multidões chegaram em seguida, com a Jovem Guarda. Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Os Terríveis, Ronnie Von e Wanderléia foram alguns dos cantores que levaram o público ao delírio com versões para músicas internacionais como “Splish, Splash” e canções dos Beatles.

Uma das primeiras versões da banda de Liverpool a estourar no Brasil foi gravada por  Ronnie Von em 1966: “Meu Bem“, versão de “Girl“, composta por John Lennon e Paul McCartney. Conhecido como “Príncipe da Jovem Guarda” (apelido dado por Hebe Camargo), Ronnie Von contou à jornalista Mariana Paes sobre suas recordações da época…

“Eu estudava economia, ouvia jazz e blues. Meu pai era diplomata e me trazia discos dos Beatles quase um ano antes de chegarem às lojas brasileiras. Assim, acabei ficando amigo de uma banda cover que, durante uma matinê no Rio de Janeiro, me chamou no palco para cantar uma música. Um diretor de gravadora (João Araújo, pai do cantor Cazuza) estava na platéia e propôs que eu gravasse um disco.

Foi difícil porque minha família é tradicional, tinha um banco e uma outra empresa financeira. Muitos me viram como um desertor. Enfrentei preconceitos, achavam que aquela música era de pessoa alienada, sem mensagem social. Mesmo assim, gravei pouco tempo depois (em 1966). Achava que ninguém gostaria, mas no mês seguinte ouvi minha música no rádio. Foram só cinco meses até eu aparecer na televisão pela primeira vez”.

O ícone da época foi Roberto Carlos, que transcendeu barreiras de tempo e gênero, sendo reconhecido pelas suas composições, peculiaridades na forma de cantar, suas manias e fé inabalável. Mas, não era só de fé e amor entre homem e mulher que falava o Rei. Ele compôs “Debaixo dos Caracóis dos seus Cabelos” especialmente para Caetano Veloso, que estava exilado em Londres.

Cabe ressaltar que a censura não poupou o Rei. Entre os anos 60 e 70, um disco de Roberto Carlos foi vetado pois as canções eram cantadas em espanhol. Conforme as regras impostas pelo Ato Institucional nº 5 (que vigorou de 1964 até 1984), a língua espanhola não poderia ser popularizada para evitar que o Brasil se unisse aos outros países da América Latina e assim conseguisse se desvencilhar da ditadura. O disco “Roberto Carlos canta la juventud” só foi lançado após o fim da ditadura.

A ebulição de “novidades musicais” foi reflexo do início do movimento de profissionalização da música como produto que deve ser comercializado em larga escala. Nos anos 70 isso ficou mais evidente, mas na década de 60 os primeiros sinais desse fenômeno puderam ser observados, com o crescimento das gravadoras e de sua influência sobre a produção e reprodução de canções.

Àquela época, dois fatores foram determinantes para a história da música: era novidade ter um gênero feito por jovens para jovens e, como “agravante”, as fusões das gravadoras começaram nesse período e os grandes conglomerados iniciaram a transformação do meio musical. “O rock foi a primeira manifestação cultural feita de jovem para jovem, falando de suas angústias e problemas. A galera estava no pós-guerra e queria se manifestar contra essa futilidade que é a violência”, explicou o jornalista e pesquisador musical Roberto Maia.

*Texto extraído do livreto “Rock Camaleão – Um resumo da histaória das guitarras na terra dos batuques”, trabalho de conclusão do curso de Jornalismo da editora do Catarse Musical, Mariana Paes.

Bom, após essa breve viagem histórica, acompanhe notícias atuais sobre o rock, selecionadas especialmente para comemorarmos o rock da maneira mais roqueira possível: colocando opiniões em pauta, democratizando informações, sem medos nem pudores!

Aproveitem!

Beijo e dia cheio de riffs pra vocês.
Mariana Paes
Jornalista, Professora de Canto e Gestora Cultural
Editora do Blog Catarse Musical
catarsemusical@gmail.com

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