Royal Ballet nomeia novo diretor artístico New Artistic Director

por Roslyn Sulcas
tradução Mariana Paes

A especulação foi incessante, mas na manhã do dia 14/6 o Royal Ballet de Londres colocou um ponto final na conversa sobre quem substituiria sua atual diretora artística, Monica Mason, que deixará o cargo em Julho do próximo ano. Keven O’Hare assumirá. Ex-primeiro bailarino do Royal Ballet Birmingham, Kevin tem traçado seu caminho na hierarquia do Royal Ballet desde sua aposentadoria dos palcos, em 2000. Ele assumiu como gerente da companhia em 2004 e tornou-se diretor administrativo em 2009.

A escolha de O’Hare, 46 anos, foi um tanto surpreendente. Seu nome não foi cogitado na lista dos principais candidatos ao cargo, que incluiu coreógrafos renonados como Wayne McGregor (coreógrafo residente do Royal) e britânico, Christopher Wheeldon (formado pelo Royal Ballet) e o ex-primeiro bailarino  Bruce Sansom. Palpites mais audaciosos citaram Johan Kobborg e Tamara Rojo.

Mas a nomeação de O’Hare reflete a preferência do Royal Ballet por profissionais do próprio Royal, que estão familiarizados com seu grupos de trabalho administrativo e artístico. Sr Mason, ex-primeiro bailarino da companhia, que fez toda sua carreira no Royal, foi assistente de direção durante a posse do australiano Ross Stretton, um dos poucos diretores artísticos vindos do mercado, que costumam obter resultados desastrosos.

Sr. O’Hare declarou sua intenção de “congregar os artistas mais talentosos do século 21 para o mesmo palco – dançarinos mundialmente conhecidos, coreógrafos, designers e músicos”. Ele também anunciou que Sr. McGregor e Sr. Wheelton, junto ao sua diretora associado Jeanetta Laurence, formarão um “time artístico sênior”.

Esse talvez seja um golpe para o Sr. O’Hare, visto que dos dois homens citados são dois dos mais procurados da atualidade. Porém, ele terá outras coisas sobre as quais pensar, como questões de atualização das encenações de clássicos – em sua maioria, datados dos anos 80 – que formam a espinha-dorsal do repertório do Royal, e referente aos treinamentos e desenvolvimento de talentos locais na Royal Ballet School, algo que tem sido criticado por privilegiar bolsistas estrangeiros e vencedores de competições internacionais.

Fonte: NY Times

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