80 anos de João Gilberto terá show transmitido ao vivo nos cinemas

por Thábata Mondoni

Nesta sexta-feira, 10, João Gilberto completou 80 anos. Por quase toda a sua vida dedicou-se à música, com apenas 14 ganhou um violão e desde então declarou companheirismo eterno ao instrumento. Após tantos anos cantando e encantando o público, este ano o seu primeiro show transmitido ao vivo.  Em São Paulo o músico se apresenta no dia 3 de setembro, e no dia 10 do mesmo mês, faz o show no Rio de Janeiro, com transmissão via satélite pela MovieMobz para cinemas do Brasil e outros países.

Dorival Caymmi e Dalva de Oliveira foram mestres da canção popular que o fazia parar para ouvir uma boa música. Baiano, lá de Juazeiro, João começou como crooner no grupo vocal Os Garotos da Lua, em meados dos anos 1050, no Rio de Janeiro. Foi violonista no disco “Canção do Amor Demais”, de Elizeth Cardoso, lançado em 1958. Logo em seguida veio o seu próprio trabalho gravado, o disco “Chega de Saudade”.

Hoje é considerado o interprete mais característico da música popular brasileira. Ele é um dos poucos que alcança perfeição em as notas de um acorde. João Gilberto costuma dizer que é preciso que o som da voz se encache ao som do violão para que a letra não perca sua estrutura poética.

Influenciado por Tom Jobim e admirador da música norte-americana se juntou a um grupo de músicos universitários lançando o movimento Bossa Nova, caracterizado pela batida diferente no violão, um ritmo misturado do samba, com sofisticação e simplicidade, técnica criada por Gilberto.

Tempos depois a bossa nova chegou a músicos do jazz americano a ponto de Stan Getz convidar Gilberto e Tom Jobim para participar de um álbum, que mais tarde seria considerado um dos melhores, com a música de Tom “Garota de Ipanema”, conhecida internacionalmente como “The Girl from Ipanema”.

Morou no México, quando lançou “Ela é carioca” em 1968, música que até hoje está na boca dos brasileiros. Depois veio o disco “João Gilberto”, uma homenagem ao álbum branco dos Beatles e “The Best of Two Worlds”, com participação especial de Stan Getz e cantora Miúcha. Já em 1991 ele gravou composições Caetano Veloso e Cole Porter, “João Voz e Violão” veio nove anos depois.

Ele também é mito. Dono de um gênio difícil, com um comportamento que virou folclore. Hoje são poucos os shows feitos pelo cantor. A sua última apresentação na capital paulista foi em 2008, no Auditório Ibirapuera, há mais de dois anos, em uma de suas raras turnês.

Fonte: Portal CMais

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