Curta no Metrô exibirá mais de 20 filmes em SP

por Marcia Cristina da Silva – Agência Estado

As pessoas que visitam São Paulo, ou mesmo os moradores da capital paulista e da região metropolitana que trabalham na cidade, podem ter uma grata surpresa ao utilizar o transporte metroviário. As estações Paraíso e Corinthians-Itaquera do Metrô irão receber, a partir de hoje, a mostra “Curta no Metrô”, que será realizada de segunda a sexta-feira, no espaço cultural do projeto Encontros. Os filmes serão exibidos às 12h, na estação Paraíso, e às 10h e 15h, em Corinthians-Itaquera.

A mostra reúne produções nacionais de curta duração, entre três e vinte e sete minutos, que têm pouco espaço nas salas comerciais de cinema. Com classificação livre, os curtas abrangem os gêneros ficção, documentário e animação. São mais de vinte títulos programados para junho. Entre eles, vale destacar Oscar, de Macaue, Buba, de Rodrigo Olaio, Sampa, de Marcelo Galvão, e O Rim de Napoleão, de Fernando Coimbra. A seleção dos curtas é realizada pela Macpro Filmes e os títulos são atualizados todos os meses. A inscrição é aberta aos profissionais interessados pelo e-mail curtanometro@macprofilmes.com.br.

“Curta no Metrô” teve exibições esporádicas em maio. A expectativa é conseguir aumentar o número de espectadores com a regularidade das sessões a partir de junho. “As exibições em maio marcaram o início do projeto. Foram realizadas apenas cinco sessões, mas o suficiente para avaliar a recepção dos usuários e o horário”, afirmou Lia Pinheiro, diretora cultural do Cinemagia, empresa que administra o projeto Encontros.

Mesmo os mais apressados poderão ver as produções sem perder muito tempo. “O curta é uma possibilidade do usuário do Metrô assistir a um filme inteiro sem precisar ficar duas horas na frente da tela”, afirmou Lia. A ideia é levar o projeto para mais quinze estações. “Até o final deste ano, serão mais quatro estações contempladas. Santa Cecília, Luz, São Bento e República”, revelou.

Além da mostra “Curta no Metrô”, o projeto Encontros recebe na estação Paraíso, até o dia 12 de junho, uma exposição multimídia de ficção científica britânica, evento que faz parte do 15º Cultura Inglesa Festival. Haverá apresentações de filmes, games e debates para contar a história deste gênero influente da cultura pop. Outro evento acontece semanalmente no mesmo espaço. Todas as sextas-feiras ocorrem apresentações de novos nomes da cena musical. No dia 03, a partir das 19h, a atração será Marcio Lugó, que apresentará as músicas de seu álbum Desacelera.

Já na estação Corinthians-Itaquera, o projeto ainda oferece o Memorial do Corinthians, espaço com informações sobre o clube, fotos em tamanho real de maiores ídolos da torcida, réplicas de troféus e o espaço Gramado, que simula um campo de futebol.

O projeto Encontros foi criado no ano passado após a Cinemagia vencer a licitação para administrar o projeto por 10 anos. A estação Paraíso recebeu o primeiro espaço cultural em outubro. Shows musicais, cinema, espetáculos de dança, teatro, exposições e oficinas culturais fazem parte da programação, que é acessível a aproximadamente quatro milhões de pessoas que circulam diariamente pelo Metrô de São Paulo.

PROGRAMAÇÃO DE JUNHO

Às segundas-feiras:

“Transitório”, de Marcos Daniel Nunes.

“Quando As Cores Somem”, de Luciano Lagares.

“Idas e Vindas”, de Adriano Abner.

“Ocupação”, de Stefan Schmeling, Luciana Cavalcanti e Fernando Martinho.

Às terças-feiras:

“Circular Periférico”, de Alessandro Buzo.

“Ouija”, de Marcelo Galvão.

“Fluxo”, de Bruno Matiazzo, Linox, Shala Andirá, Roberto Pontes.

“Memórias Invisíveis”, de Marc Dordin.

“Incomodo”, de Flávio Rocha.
Às quartas-feiras:

“MBoi Mirim”, de Rodrigo Maranhão.

“1 Ano, Seis Meses e Alguns Dias”, de Mário Nogueira.

“É Muita Areia Pro Meu Caminhãozinho”, de Ana Paula Guimarães.

“Eu, Trilho”, de Patricia Francisco.
Às quintas-feiras:

“BMW Vermelho”, de Alexandre Porto.

“Gilete Azul”, de Miriam Chnaiderman.

“Dizem Que Sou Louco”, de Reinaldo Pinheiro.

“Oscar”, de Macaue.
Às sextas-feiras:

“Freestyle”, de Pedro Gomes.

“O Sonho de Jonas”, de Gustavo Chiappetta.

“Sacramento”, de Fred Crema e Macaue.

“Buda”, de Rodrigo Olaio.

“O Rim de Napoleão”, de Fernando Coimbra.

“3 e 17”, de Anna Penteado.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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