Rio de Janeiro recebe projetos para Circuito Estadual das Artes

Estão abertas, até 27 de junho, as inscrições de projetos para a 4ª edição do Circuito Estadual das Artes, programa da Superintendência de Artes da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. Os espetáculos e as oficinas que forem selecionados deverão ser realizados entre setembro de 2011 e fevereiro de 2012.

Nessa edição, além de promover a circulação de espetáculos não-inéditos por três municípios em três regiões diferentes, uma nova ação proporcionará intercâmbio com companhias locais e oficinas para a comunidade: a Formação e Capacitação Técnica de Profissionais de Artes Cênicas.

A programação de espetáculos da edição anterior do Circuito atendeu a mais de 50% dos municípios do estado. Isso ocorreu graças a uma comunicação efetiva e direta entre produtores e municípios. Pensando nisso, para a edição 2011 do Circuito mais uma vez o Portal da Secretaria de Estado de Cultura disponibilizará um canal de comunicação entre os representantes municipais e os produtores e interessados em participar das inscrições de projetos. Assim, os representantes dos 92 municípios poderão comunicar aos produtores o interesse em receber os espetáculos em sua cidade.

Clique aqui para acessar o edital.

Fonte: Cultura e Mercado

16ª Festa do Imigrante – São Paulo

A Secretaria de Estado da Cultura realiza nos dias 29 de maio e 5 de junho a 16ª Festa do Imigrante. A tradicional festa reúne culinária típica, dança folclórica e artesanatos de diversas comunidades de imigrantes em São Paulo. Neste ano, a festa acontece no Arsenal da Esperança, prédio histórico do Complexo da Hospedaria dos Imigrantes, onde também funciona o Memorial do Imigrante, atualmente em reforma. A estimativa de público para os dois dias de evento é de 25 mil pessoas.

Fonte: Assessoria de Imprensa SEC

Apoiado em depoimentos, livro tenta desvendar o tropicalismo

por Pedro Alexandre Sanches

O novo livro “Tropicália – Um Caldeirão Cultural” (ed. Ferreira, 430 págs.), do carioca Getúlio MacCord, foi construído ao longo de 32 anos, contados a partir de uma entrevista do autor com o não-tropicalista Paulinho da Viola, em 1978. De lá para cá, ele colecionou depoimentos de um leque variado de personagens, desde Cláudio César Dias Baptista, irmão mais velho dos irmãos Mutantes Arnaldo e Sérgio, até os protagonistas inevitáveis Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé.

Hoje com 50 anos, Getúlio é definido na contracapa como radialista, pesquisador de MPB, compositor, engenheiro e especialista em refrigeração. É, de certa forma, um outsider, e isso fica perceptível na parte inicial do livro, na qual procura traçar um resumo histórico do movimento iniciado em 1968. Sua narrativa é irregular, desencontrada, e pouco avança em relação a tudo o que já foi pisado e repisado à exaustão em solos tropicalistas.

Mas aí há a segunda parte do trabalho, dedicada a transcrever (novamente de modo mais ou menos acidentado) os depoimentos prestados ao autor pelos atores tropicalistas, tanto os principais quanto os coadjuvantes. Aí o Caldeirão Cultural de Getúlio esquenta.

O crítico musical José Ramos Tinhorão, notório detrator da bossa nova e da tropicália, aparece logo de início, numa entrevista datada de 1982. Ele tece considerações conservadoras, tanto quanto lúcidas, em reação a teses tipo “o mundo é uma aldeia” dos anos 1960, de teóricos como Marshall McLuhan e Herbert Marcuse: “Universalidade é, no plano ideológico, uma coisa que corresponde aos interesses das multinacionais. (…) Qualquer fronteira, qualquer originalidade regional prejudica o interesse da multinacional”.

O sabor começa a se revelar no depoimento (de 1983) de Kleber Santos, que nos anos 1960 dirigia no Rio o Teatro Jovem, ponto de confluência e debate para os futuros tropicalistas. Conta Kleber, por exemplo, sobre Gal Costa: “Ficávamos falando para ela ir à cidade fazer um teste para cantora na gravadora Philips (…). Mas Gal tinha preguiça de ir. As pessoas davam dinheiro para ela ir à cidade e ela não ia”. A informação soa involuntariamente humorística em tempos atuais, quando Gal provoca encrenca no Twitter acusando cidadãos baianos (como ela) de “preguiçosos”.

Kleber rememora a rixa inicial de Elis Regina com o grupo tropicalista: “Foi intolerante com Gil e Caetano, logo no começo. Qualquer comportamento diferente era confundido com o uso de drogas, e a Elis, na época, era a careta das caretas”. Ironicamente, não seria nenhum tropicalista, mas antes Elis que morreria de overdose, em 1982, colocando fim abrupto ao conceito MPB como era conhecido desde meados dos anos 1960.

MPB e cafonice

Caetano aparece incomumente didático, num mix de depoimentos colhidos em 1989 e 1996. Narra com clareza, momento por momento, a gênese do movimento, e parece lamentar o fato de a tropicália ter se descolado traumaticamente da esquerda emepebista de 1967.

Segundo Caetano, seu parceiro Gil convocara reuniões que ocorreram na casa do compositor bossanovista Sérgio Ricardo, com o objetivo de atrair toda a chamada MPB universitária dos 1960 para os ideais da revolução tropicalista. “Quando nós fizemos, até eles acharam como se tivessem sido surpreendidos e traídos, mas não é verdade, porque o Gil fez um esforço grande para convencer todos a fazermos, juntos, o tropicalismo. Queria que fosse feito pela geração toda”, afirma.

Um breve depoimento de 1991 introduz a figura do antitropicalista Sérgio Ricardo, que passaria à história como o homem que quebrou o violão no mesmo festival (de 1967) que consagrou Gil com “Domingo no Parque” e Caetano com “Alegria, Alegria”. “Castrado o processo cultural pela ditadura, optou-se por importar cultura do exterior e em breve o que fosse nacional na sua essência seria chamado de cafona”, afirma Sérgio, numa aproximação entre MPB nacionalista e “cafonice”.

Arnaldo Baptista

Depoimento levemente apimentado é o do caçula dos Mutantes, Sérgio Dias (de 1991), no qual sobram críticas ao ex-homem forte da indústria fonográfica André Midani e à ex-companheira de banda Rita Lee. “André Midani foi desumano ao botar aquela capa ‘Arnaldo Loki? Baptista’, com aquela interrogação. Aquilo foi de uma maldade sem par”, queixa-se, mencionando o primeiro álbum solo de Arnaldo, de 1974, que antecipou uma fase de distúrbios psiquiátricos e tentativa de suicídio do irmão.

Sérgio desmente afirmação de Rita de que o casamento com Arnaldo, na época dos Mutantes, fosse uma farsa. E dispara: “Eu nunca quis ir à imprensa desmascará-la, porque acho isso muito feio”. As intrigas entre ex-Mutantes parecem intermináveis, como demonstrou em 2006 a reunião do grupo (sem Rita), truncada pouco tempo depois pela ruptura e saída de Arnaldo. Rita segue adiante ignorando solenemente intrigas e acusações, qual fosse monstro sagrado da MPB parecido com os que ela ironizava em 1976, no rock “Arrombou a Festa”.

Serena é a participação de Gil no livro, em depoimento de 1987. Sem pronunciar nenhuma frase bombástica, ele relata com franqueza a industrialização de sua carreira a partir dos anos 1970 e as concessões que tal processo acarretou. Fala pouco, mas fala mais que neste 2011, quando, ex-ministro da Cultura, tem mantido silêncio diante da sucessão de controvérsias protagonizada por sua sucessora Ana de Hollanda.

Elitismo

O livro de Getúlio acumula méritos ao listar entre os personagens ouvidos artistas de outras áreas da cultura que em algum momentos se engajaram à revolução tropicalista, como o diretor teatral José Celso Martinez Corrêa, o cenógrafo Cyro del Nero e a estilista Regina Boni, ou figuras de bastidor, como o empresário original dos tropicalistas, Guilherme Araújo, morto em 2007.

Nesse “grupo B” pode-se classificar também o maestro erudito Rogério Duprat, confeccionador de muitos dos arranjos hoje clássicos do cancioneiro tropicalista. Seu depoimento é dos mais substanciosos, contundentes e atuais.

“A classe média intelectualizada sempre foi como é hoje: elitista. Ou seja, ela classifica como brega ou como cafona as coisas que não interessam a ela”, afirma Duprat, em opinião que coincidiria com as do Caetano de 1968 ou de 2011. “Quando a classe C toma conta de uma linguagem, as classes A e B rejeitam. Rejeitam e inventam um nome para ridicularizar”, provoca, cutucando um nervo que dói ainda hoje, o da elitização e do isolamento progressivo da sigla MPB.

Há poucos dias, Caetano praticou mais uma vez o esporte de causar espécie, ao afirmar que a internet “é uma bolha mítica”. “Sou velho o suficiente para dizer que é bobagem”, disse em entrevista à “Folha de S. Paulo”, soando mais como José Ramos Tinhorão ou Sérgio Ricardo do que como Caetano Veloso.

Rogério Duprat não concordaria com ele. Sai de sua boca, em “Tropicália – Um Caldeirão Cultural”, a seguinte proposição, que parece feita sob medida para o século 21: “Talvez no século que vem se considere esta a grande era da coletivização da produção. Quem quiser ser compositor, que seja. Quem quiser faturar status de grande artista, de gênio, que fature. Mas, para mim, tudo isto é baboseira e palhaçada. Isto tudo acabou e esqueceram de enterrar”.

Tais argumentos foram formulados por Rogério Duprat quando a internet nem fazia parte do cotidiano dos terráqueos, em 1987. E o maestro tropicalista está morto desde 2006.

Fonte: Último Segundo

Unesco promove assistência técnica a projetos de governança em Cultura

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) está recebendo inscrições, até 30 de junho, para o edital de Consultoria de Especialistas para Fortalecer o Sistema de Governança da Cultura dos paises em Desenvolvimento.

O projeto, que integra a Convenção da Unesco sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, aprovada em 2005, tem como objetivo reforçar o papel da cultura como vetor para o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza. O concurso está aberto à participação de Ministérios, instituições e organismos públicos responsáveis pela cultura ou que tenham uma influência direta na governança da cultura nos países em desenvolvimento incluídos na lista dos beneficiários.

O serviço de consultoria de especialistas é um mecanismo que permite o rápido acesso a avaliações especializadas de alto nível para as autoridades públicas e instituições públicas, auxilindo-os na implementação de um projeto em curso ou de processo relacionado com a governança do setor cultural a nível nacional e/ou local.

Dentro do projeto estão previstas missões de assistência técnica (com duração máxima de 63 dias úteis) realizadas por especialistas na área das políticas culturais e com base nas necessidades e prioridades identificadas pelos países beneficiários, através de um processo de candidatura. O objetivo é apoiar os beneficiários em seus esforços para estabelecer marcos legais, regulatórios e/ou institucionais necessários ao desenvolvimento do setor da cultura em seus países, e introduzir políticas que tratam do papel da cultura no desenvolvimento social e econômico, particularmente por meio da promoção das indústrias culturais.

Para orientar o processo de elaboração das propostas, de que modo poderão ser feitas as inscrições e os critérios que serão determinantes para as propostas serem contempladas, a Unesco lançou recentemente a cartilha do projeto Consultoria de Especialistas para Fortalecer o Sistema de Governança da Cultura em Países em Desenvolvimento e que já está disponilizada (em português) no site do MinC para consulta na página de Observatório de Editais.

Para inscrever as propostas os interessados deverão baixar o formulário eletrônico da página: www.unesco.org/culture/en/culturegov. Os formulários de inscrição, preenchidos em inglês ou francês e acompanhados de documentos de apoio e das informações relevantes, devem ser enviados via e-mail, em formato RTF ou versão PDF, para: culturegovernance@unesco.org ou via fax para: 33(0)1 45 68 55 95.

A comissão julgadora levará em conta critérios como pertinência da iniciativa aos objetivos da Convenção para Proteção da Diversidade; a viabilidade do projeto; a efetividade, ou seja, quais os benefícios da proposta e sustentabilidade/capacidade da iniciativa prosseguir após o fim da consultoria.

A publicação está diretamente ligada às metas da Convenção da UNESCO sobre proteção e a promoção da diversidade das expressões culturais. A Convenção é um acordo internacional que garante a artistas, agentes culturais, profissionais e cidadãos em todo o mundo, o diretito de criar, produzir, distribuir/divulgar e desfrutar de uma ampla gama de bens culturais, serviços e atividades, incluindo os seus próprios.

*Com informações do site do MinC

Fonte: Cultura e Mercado

Mostra “Expressões da Revolução” retrata conflitos no mundo árabe

por Thábata Mondoni

Começou dia 18 e vai até o dia 25 de junho, a mostra “Expressões da Revolução – olhares sobre o mundo árabe” na Matilha Cultural. A entrada é gratuita e o público confere obras que refletem os últimos acontecimentos no mundo árabe por meio de exposição fotográficas, debates, filmes sobre as revoluções que tomaram o Egito e outros países do mundo árabe, e ainda, videoconferências.

“É uma mostra que trata os diversos aspectos, como diz o próprio nome “expressções da revolução”, dessa onda de levantes, dessa onda revolucionária, vamos dizer assim, que está acontecendo no mundo árabe, principalmente das questões do Egito, porque um dos parceiros é o festival medrar do Cairo, que é um festival de cinema. Então tem algumas produções independentes, vindas especificamente desse festival, que serão apresentações inéditas. Ao mesmo tempo, faremos uma pequena exibição de cinema com cinco filmes selecionados, que falam de situações e histórias do mundo árabe em locais diferentes, porém que tratam de questões de como aquele povo tem sido submetido a situações de conflito”, explica Soraya.

Fonte: Portal CMais

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